Laura Moura NunesRancho Folclórico – Licenças Criative Commons – Criador: Michael Wendl – Direitos autorais: Michael Wendl 19 de fevereiro de 2026, às 11h32
É preciso uma cidade para formar cidadãos e sensibilizá-los que a cultura é uma filosofia pedagógica que busca colocar seres humanos ao exercício da cultura para que sua identidade histórica seja sempre lembrada pelas gerações vindouras.
Portugal é um país rico em sua cultura popular e repleto de fantásticas lendas ligadas ao folclore com seus Tambores, Concertinas, adufes, e violas emprestam-lhe grande musicalidade remexendo todo o corpo ao ritmo da música.
A música, a dança e os trajes fazem parte do acervo do patrimonio identificativo da Região do
País honrando seus antepassados
mobilizando mais os jovens ligados à ruralidade animando Festas e Romarias!
Um valoroso patrimônio Cultural.
As vestes.muito coloridas, moças de saias rodadas e culotes enfeitados com lindas rendas e os rapazes quase sempre usam uma faixa bem representativa e assim também serão identificados.
E lá se vai a sorte da gente, da gente que clama para frente, que limpa o caminho e faz o diferente. Lá se vai a sorte da gente Lá se vai a sorte da gente
lá se vai a nossa sorte
O dia nasce e a gente apela aos deuses Um pedaço de esperança para o nosso suporte Corremos a deriva ao redor do cume do monte Assim traçamos caminhos que nos tornam fortes
lá se vai a nossa sorte
Abraçado ao relento Despedindo as dores que embalam o peito Não há luz em nosso mundo A gente vive comendo a poeira do tempo Ao som de nossos dias encontramos o refúgio
lá se vai a nossa sorte
Arrastada pela carruagem dos magistrados Que contam histórias para iludir a mente do povo Saqueiam bem o bem fingindo fazer o bem a quem nada tem. lá se vai sorte nossa Nesse panorama confuso Miúdas bebem da ilusão e enganam os adultos Aplausos falsos renovam contratos para escravidão E o povo esquece que a sorte está no coração Minutos de embriaguez retardam a solução E lá se vai a gente dividida olhando pro chão O Ministro abre os olhos e imputa as palavras erguidas pelas mãos.
E lá se vai a sorte da gente, da gente que clama para frente, que limpa o caminho e faz o diferente. Lá se vai a sorte da gente Lá se vai a sorte da gente
Um enigmático intercâmbio entre mestres da cultura
Bruno Alves Feitosa
‘Um enigmático intercâmbio entre mestres da cultura’
Jacson do Pandeiro – Foto do Arquivo Nacional
Raul Seixas é considerado o pai do rock brasileiro, mas antes de se consagrar como cantor e compositor, ele teve uma experiência marcante como produtor musical. Contudo, em 1972, ele conseguiu gravar uma de suas músicas para concorrer no Vil Festival Internacional da Canção. Incentivado pelo produtor Marcos Mazolla, ele convidou um de seus ídolos, o mestre paraibano Jackson do Pandeiro, para participar da gravação de uma de suas músicas que hoje é um dos clássicos de sua obra: o rock-bailo ‘Let me sing, let me sing’.
Jackson do Pandeiro era um dos maiores nomes da cultura nordestina naquele momento, conhecido como o Rei do Ritmo por sua habilidade com o pandeiro e sua mistura de géneros como baião, coco, xote, samba e rock. Em 1960, ele havia gravado ‘Chiclete com Banana’, uma canção que sintetizava a proposta de fusão cultural que Raul Seixas buscava em sua obra. Na letra, ele dizia: “Eu só boto bebop no meu samba/Quando Tio Sam pegar no tamborim/Quando ele pegar no pandeiro e no zabumba/Quando ele aprender que o samba não è rumba.
Raul Seixas era um admirador de Jackson do Pandeiro e sabia da importância dele para a música brasileira e a fusão de estilos que ele estava procurando. Por isso, quando soube que ele estava sem contrato com nenhuma gravadora e realizando atividades como instrumentista de estúdio no Rio de Janeiro, ele não perdeu tempo e foi até ele para fazer o convite. Jackson aceitou e levou seu conjunto Borborema para acompanhar Raul na gravação de “Let me sing, let me sing”, uma canção em inglês e português que falava sobre a liberdade de expressão e a resistência à opressão. A parceria entre Raul Seixas e Jackson do Pandeiro não se limitou a essa gravação. Em 1976, Raul voltou a chamar Jackson para participar de seu disco “Ha 10 mil anos atrás, no qual ele cantou a musca “Os números”, ита небезão sobre a origem e o destino da humanidade.
O dia em que Raúl Seixas e Jackson do Pandero se encontraram para gravar um clássico da música brasileira foi um momento único na história de nossa cultura, que mostrou a admiração mútua entre dois grandes artistas de diferentes gerações e estilos, mas com uma mesma paixão pela música. Essa história icônica está registrada no livro Não Diga que a canção está perdida, do jornalista Jotabë Medeiros.
Bruno Alves Feitosa Correspondente do Jornal Cultural ROL pela cidade de Recife (PE)
José Antonio TorresImagem criada por IA do Bing – 18 de fevereiro de 2026, às 08?05 PM
O ser humano tem o péssimo hábito de ser um crítico mordaz de seus semelhantes. Julga como se fosse infalível, como se fosse onisciente.
Na maioria das vezes, esse crítico implacável é aquele que tem contra si grandes falhas em seu comportamento e atitudes, mas é incapaz de reconhecê-las. Falta-lhe humildade.
Há algo ainda pior em alguns desses indivíduos: são pessoas falsas. Criticam, julgam mal o seu semelhante, mas quando estão em sua companhia, se mostram muito amigáveis.
Ninguém é melhor do que ninguém.
Nas mais diversas atividades, uns as desempenharão com mais competência e eficiência do que outros. Em outras mais, as cumprirão de forma apenas satisfatória, nada além disso. Em outras, ainda, irão se superar, agigantando-se diante das adversidades.
Assim é a vida. Ninguém está pronto e nem é perfeito em tudo. Todos nós evoluímos diariamente em conhecimentos, capacidade e em comportamentos éticos e morais. Portanto, não veja o seu semelhante como um inferior, um incapaz ou incompetente. Ele poderá surpreender em muitas oportunidades. Respeite. Seja verdadeiro e não um falso em suas relações, sejam elas sociais, profissionais ou sentimentais.
Estamos aqui neste planeta para aprender. Seu bom exemplo de vida e de conduta diante da mesma pode servir de estímulo e exemplo para aqueles que convivem com você. Da mesma forma que uma atitude, uma postura negativa ou falsa mostrará que você é uma pessoa que não se deve ter ao lado. Você será visto como não confiável.
Como podem perceber, isso também é uma crítica. Precisamos trabalhar em nós esse comportamento. O seu comportamento e o seu exemplo determinarão se você é um aglutinador ou alguém que deve ser evitado. Vamos entender isso não como uma crítica, mas como sendo apenas uma questão de afinidade e bem-estar. Vamos procurar ser sempre amáveis com nossos semelhantes. E se ainda assim, não conseguirmos dominar esse nosso senso crítico, que sejamos críticos, não dos nossos semelhantes, mas de nós mesmos.
Arwa traz da alma ao ROL os versos nascidos das praias douradas da Tunísia, banhadas pelo Mar Mediterrâneo!
Arwa Ben Dhia
Arwa Bem Dhia, natural de Túnis, Tunísia, e atualmente residindo em Paris, França, é doutora em eletrônica e engenheira de patentes.
Na área literária, é poeta multilíngue, tradutora, autora e escritora de prefácios para diversas coletâneas de poesia.
Sua coletânea ‘Silence Orange’, publicada em março de 2023 pela editora Mindset, foi agraciada com o Prêmio Internacional de Poesia e Arte de 2024 pela associação SIÉFÉGP.
Sua coletânea ‘Les quatre et une saisons, publicada em 2024 em parceria pelas editoras Éditions du Cygne, na França, e Éditions Arabesques, na Tunísia, recebeu o Diploma de Honra de 2024 da Société des Poètes Français (SPF), bem como o Prêmio Literário Dina Sahyouni de 2025. Ambas as coletâneas foram transcritas para o Braille.
Arwa participa regularmente de festivais e eventos literários e tem seus trabalhos publicados em diversas revistas e antologias de poesia. Ela editou a antologia ‘Nos muses les murs’ (Nossas Musas, as Paredes), publicada em 2025 pela Mindset (também disponível em Braille).
Em 2025, foi homenageada com o título de Embaixadora da Paz pelo Círculo Universal de Embaixadores da Paz (CUAP) e recebeu o Prêmio Francofonia da Sociedade de Autores e Poetas da Francofonia (SAPF).
Arwa é membro de diversas associações culturais, incluindo a Société des Gens de Lettres (SGDL), Apulivre e Coup De Soleil.
Arwa apresenta aos leitores do ROL o poema Noah’s Ark (A Arca de Noé), versos contundentes sobre os horrores das guerras.
Jane Nash traz ao ROL as letras poéticas de Albion – falésias brancas de Dover -, Inglaterra!
Jane Nash
Jane Nash, natural de Stocton-On-Tees, Inglaterra, e residindo atualmente em Yorkeys Knob, Austrália, é escritora e poetisa.
Profissionalmente, foi professora, hipnoterapeuta e psicoterapeuta. Na seara literária, é comprometida com o processo criativo, tendo enriquecido a carreira como colunista do Opinion Syndicate (EUA); Richmond Review (EUA) e Marshall Islands Literary Review, e como editora de conteúdo no The Pandorian Arts Magazine.
Atualmente, escreve para The Issue e Mahjong Mania no Substack.
Publicações previstas para 2026: a antologia de poesia The Peace Collective e Face is Serious – uma coleção de microficção.
Jane já apresentou poesia duas vezes no Dia Mundial da Poesia e contos no Dia Mundial do Escritor, realizado na Colômbia. Seus projetos atuais incluem as histórias do Inspetor de Polícia Paynes Grey, com prévias a serem divulgadas em breve.
Jane também estará presente no Festival Literário ‘Books In Paradise’ em Port Douglas, Austrália, em 9 de agosto de 2026.
Jane Nash inicia a colaboração no Jornal ROL com o poema Não afetado pela punição, ‘radiografia’ de uma relação a dois, do caos à liberdade.
Não afetado pela punição
Imagem criada por IA do ChatGPT – https://chatgpt.com/g/g-59EzD5Ehz-gerador-de-imagens-ia-que-cria-imagens/c/699527dc-9ee4-8327-abda-af494457591c
Agora que você está morto
Achei que era hora de bater um papo.
Essa conversa
Sabe, aquela que termina com
Você assumindo a responsabilidade
Suas palavras de desculpas
Sonhei com isso ontem à noite ou em alguma outra semana.
São recusadas
É muito fácil dizê-las.
Você não está perdoado.
O trauma que você entregou como um carteiro
Superou em muito a vida que eu tinha.
Quando escapei do pior do seu tormento.
Era sublimemente pacífico.
Depois que você tivesse ido
Na Austrália, as cores são verde, vermelho e preto.
São os eucaliptos e os cucaburras.
Somente nativos
que florescem, que verdadeiramente pertencem
e viver bem aqui
Espero que o purgatório seja para canhotos.
Quem sai dos trilhos
Declarar-se ateu não conta.
Depois de ser batizado católico
Tomara que não haja escapatória.
Agora que você está morto
as palavras de desculpas e
o trauma que você entregou como um carteiro
me tirou de qualquer lugar.
Então mudei de cenário, encontrei uma nova paisagem.