Gratidão, a parte mais nobre do amor

Márcia Nàscimento: ‘Gratidão, a parte mais nobre do amor’

Márcia Nascimento
Márcia Nascimento
Imagem criada por IA da Meta - 16 de dezembro de 2025, às 13:31 PM
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às 13:31 PM

Na atualidade, a palavra Gratidão vem se destacando, porém é necessário que o sentido da palavra seja entendido na íntegra e que não seja confundida com um simples ato de agradecimento, como no caso de dizer muito obrigado, o que é feito repetidamente pela grande maioria das pessoas como uma práxis educativa.

Ter gratidão, vai muito além do que palavras, é ter sentimento de alma que se expande ao coração. O coração por sua vez possui um campo eletromagnético cinco mil vezes mais potente que o cérebro, o que faz com que este sentimento aliado a fé e a emoção, eleve o campo vibracional do corpo físico a um estado muito próximo da iluminação, estado este, onde as infinitas possibilidades são acessíveis, portanto, ter gratidão trata-se de um exercício de fé por ser grato antes mesmo de se ter, levando o ser a conquistas do inimaginável.

A Ciência veem estudando afinco a temática, trazendo esclarecimentos baseados em suas pesquisas afirmando e comprovando que gratidão seria uma das emoções morais que ligariam as pessoas à sociedade como um todo. Nessa mesma linha, McCullough et al. (2001) assinalaram que Schwartz (1967) associou gratidão à inertia, uma força que faz com que as relações sociais mantenham uma orientação pró-social. Baumgarten-Tramer (1938) considerou a gratidão responsável pela coesão social, uma vez que cria uma relação entre pessoas, desenvolvendo seu senso de comunidade. A gratidão seria baseada, principalmente, em elementos sociais e éticos. Algoe, Haidt e Gable (2008), em um estudo empírico, encontraram dados que indicam que a gratidão tem a função de promover e manter relacionamentos.

Como se pode constatar, há uma perfeita sabedoria no que tange o ato da prática da Gratidão. É o amar quando o silêncio insiste em prevalecer, é agradecer e confiar quanto tudo ao entorno do próprio ser possa estar dizendo o contrário daquilo que se crê, é ter um coração totalmente agradecido e repleto de paz por aquilo que já se tem sem se prender às preocupações relacionadas a um futuro incerto, pois a gratidão, nos traz a certeza de que há no Universo uma força tão potente capaz de suprir tudo aquilo que o ser humano necessita para viver e ser feliz nesta existência.

O cérebro e a mente humana não são capazes de pensar duas coisas simultaneamente, portanto, a decisão em escolher os bons pensamentos e a prática de atos salutares está a todo momento sobre o domínio do próprio ser, façamos então o bom uso do intelecto e livre arbítrio e escolhamos o melhor,  a fim de que possamos viver ainda aqui um reino das infinitas possibilidades que está ao dispor da humanidade para que se elevem as consciências a um patamar mais elevado e sublime de ascensão e libertação, ao qual somente o amor estará a reger todas as ações unificada a gratidão, pois ela é a parte mais nobre deste excelso sentimento. Seja grato (a) e seja feliz!

Referências Bibliográficas

ALGOE, S. B.; HAIDT, J.; GABLE, S. L. Beyond reciprocity: Gratitude and relationships in everyday life. Emotion, v. 8, n. 3, p. 425-429, 2008. [ Links ]

BAUMGARTEN-TRAMER, F. ‘‘Gratefulness” in children and young people. Journal of Genetic Psychology, v. 53, p. 53-66, 1938.  [ Links ]

MCCULLOUGH, M. E. et al. Is gratitude a   moral affect? Psychological Bulletin, v. 127, n. 2, p. 249-266, 2001. [ Links ]

SCHWARTZ, B. The social psychology of the gift. American Journal of Sociology, v. 73, p. 1-11, 1967. [ Links ]

Márcia Nàscimento

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Homenagem à Câmara Municipal de Niterói 

Dom Alexandre Rurikovich Carvalho

Câmara Municipal de Niterói: Patrimônio Arquitetônico, Cultural e Casa do Povo

Dom Alexandre Rurikovich Carvalho
Dom Alexandre Rurikovich Carvalho
O prédio da Câmara Municipal de Niterói é um edifício histórico na Praça da República, situado na Av. Ernani do Amaral Peixoto, 625 - Centro, Niterói – RJ
O prédio da Câmara Municipal de Niterói é um edifício histórico na Praça da República,
situado na Av. Ernani do Amaral Peixoto, 625 – Centro, Niterói – RJ

A Câmara Municipal de Niterói destaca-se como um dos mais relevantes símbolos da história política, cultural e institucional do município. Localizada em posição de destaque no cenário urbano, sua arquitetura imponente e harmoniosa constitui um verdadeiro marco do patrimônio histórico da cidade, refletindo o cuidado estético e o valor simbólico que acompanham sua trajetória ao longo das décadas.

O edifício, de inspiração clássica, expressa solenidade, equilíbrio e nobreza, características que dialogam diretamente com a função que abriga: a representação legítima da vontade popular. Cada detalhe arquitetônico – das colunas à fachada, dos ornamentos aos espaços internos – contribui para reafirmar o compromisso histórico da instituição com a democracia, a cultura e a vida pública.

Mais do que um espaço físico de rara beleza, a Câmara Municipal de Niterói é reconhecida como a verdadeira Casa do Povo. É ali que se materializa o exercício democrático por meio do debate de ideias, da elaboração de leis e da fiscalização dos atos do Poder Executivo. Em seus plenários e comissões, vozes diversas se encontram para discutir os rumos da cidade, fortalecendo a participação cidadã e o diálogo institucional.

Ao longo de sua história, a Câmara tem desempenhado papel fundamental na construção de políticas públicas que impactam diretamente a vida dos niteroienses, sempre pautada pelos princípios da legalidade, da transparência e do interesse coletivo. Sua atuação contínua reafirma a importância do Legislativo municipal como pilar essencial do Estado Democrático de Direito.

Além de sua função política, o prédio da Câmara Municipal ocupa lugar de destaque na preservação da memória e da identidade cultural de Niterói. Como patrimônio arquitetônico e histórico, o edifício representa um elo entre o passado e o presente, conectando gerações e mantendo vivas as tradições institucionais da cidade.

Celebrar a Câmara Municipal de Niterói é, portanto, reconhecer não apenas a beleza de sua arquitetura, mas também seu papel essencial na promoção da cidadania, na valorização da cultura e na consolidação da democracia. Trata-se de uma instituição que, ao longo do tempo, permanece firme em sua missão de servir ao povo, honrando sua história e projetando-se para o futuro com responsabilidade e compromisso público.

Mensagem do Presidente da FEBACLA

É com imensa alegria, profundo orgulho e sincera satisfação que me dirijo à comunidade acadêmica, cultural e ao público em geral para expressar meu reconhecimento pela realização de grandes e memoráveis eventos promovidos pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA, na Câmara Municipal de Niterói.

A Câmara Municipal de Niterói, com sua arquitetura imponente e simbologia cívica, constitui um espaço de elevada relevância institucional e cultural. Realizar eventos de tamanha grandeza em um ambiente que representa a Casa do Povo e a essência da democracia confere ainda mais significado às iniciativas da FEBACLA, fortalecendo o diálogo entre cultura, arte, ciência e sociedade.

Como Presidente da FEBACLA, sinto-me honrado por ver nossa instituição ocupar um espaço tão nobre, promovendo solenidades que exaltam o saber, valorizam personalidades ilustres e celebram a produção intelectual e artística em suas mais diversas expressões. Cada evento realizado naquele recinto histórico reafirma nosso compromisso com a promoção da cultura, da educação e do pensamento crítico, pilares fundamentais para o desenvolvimento humano e social.

Registro, com especial apreço, minha gratidão à Câmara Municipal de Niterói por abrir suas portas à FEBACLA, acolhendo com respeito e cordialidade nossas atividades e permitindo que a cultura e o conhecimento encontrem eco em um espaço de tamanha representatividade institucional.

Que essa parceria continue a florescer, fortalecendo laços, ampliando horizontes e contribuindo para a valorização da cultura, das letras, das artes e das ciências, em benefício da sociedade e das futuras gerações.

Em um instante tecido pela emoção e pelo nobre orgulho institucional, os acadêmicos da FEBACLA reúnem-se diante da Câmara Municipal de Niterói para celebrar o Bicentenário de Nascimento de D. Pedro II. Sorrisos luminosos, braços erguidos ao céu e a pelerine acadêmica compõem uma cena de júbilo coletivo, onde o saber, a cultura e a memória histórica se entrelaçam em harmonia solene.

A imponência do edifício público empresta gravidade e significado ao momento, enquanto o estandarte alusivo ao Imperador D. Pedro II ergue-se como símbolo vivo do respeito à herança intelectual e do compromisso perene com a educação, a ciência, as letras e as artes – valores que definiram o homenageado e continuam a inspirar gerações.

Mais do que um registro fotográfico, este instante é um retrato pulsante da união fraterna dos acadêmicos da FEBACLA: homens e mulheres celebrando a História do Brasil com entusiasmo, reverência e espírito de missão cultural, transformando o espaço público em palco de memória, honra e alegria compartilhada.

A solenidade promovida pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes (FEBACLA), realizada em 12 de dezembro de 2025, na Câmara Municipal de Niterói, constituiu-se em um dos mais significativos momentos de exaltação à memória histórica, ao saber e à cultura brasileira. Em celebração ao Bicentenário de Nascimento de Sua Majestade o Imperador D. Pedro II, Patrono da FEBACLA, o evento reuniu acadêmicos, autoridades, convidados e homenageados em um ambiente de elevada solenidade, emoção e confraternização.

Dom Alexandre Rurikovich Carvalho

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O Sagrado e o Além-Túmulo

‘O Sagrado e o Além-Túmulo’, de Carlos Carvalho Cavalheiro

Capa do livro ''O Sagrado e o Além-Túmulo' Milagreiros e Santos Profanos de Sorocaba
Capa do livro ”O Sagrado e o Além-Túmulo Milagreiros e Santos Profanos de Sorocaba’

Em ‘O Sagrado e o Além-Túmulo – Milagreiros e Santos Profanos de Sorocaba‘, Carlos Carvalho Cavalheiro reúne décadas de observação, pesquisa de campo e levantamento documental para lançar luz sobre um tema tão fascinante quanto negligenciado pela historiografia tradicional: a devoção popular aos chamados ‘santos de cemitério’. O autor se volta a personagens cuja trajetória, marcada por tragédias, mortes prematuras ou circunstâncias excepcionais, transformou-os – pela força da fé popular – em intercessores capazes de operar graças e milagres.

Ao explorar a cidade de Sorocaba e seus cemitérios históricos, Cavalheiro faz emergir uma cartografia emocional da fé local. Cada tumba, cada inscrição e cada objeto deixado pelos devotos constituem fragmentos de uma narrativa construída coletivamente ao longo de gerações. O livro, assim, não é apenas um inventário dos milagreiros sorocabanos, mas um estudo aprofundado sobre a forma como comunidades ressignificam a morte e constroem uma espiritualidade muito própria, alheia às fronteiras formais entre religiosidade oficial e crença popular.

A escrita de Cavalheiro alia precisão historiográfica a uma sensibilidade etnográfica rara. O autor articula depoimentos, documentos, crônicas, registros iconográficos e tradições orais para reconstruir o percurso de cada figura sagrada. Há um cuidado especial em não apenas descrever fatos, mas contextualizá-los dentro de um universo cultural mais amplo, revelando como cada “santo profano” se insere na vida cotidiana da cidade.

A presença das fotografias, cuidadosamente selecionadas, amplia significativamente o alcance da obra. Elas não funcionam como simples ilustrações, mas como material de leitura paralela, que convida o leitor a percorrer os mesmos caminhos do pesquisador. Os registros visuais revelam túmulos ornamentados, placas de agradecimento, velas, flores, marcas de devoção silenciosa – elementos que, somados ao texto, constroem uma experiência quase imersiva. A materialidade da fé, assim, é apresentada com força e dignidade.

Cavalheiro demonstra, ao longo da obra, que a devoção aos santos de cemitério não é apenas sobrevivência de uma prática antiga, mas também uma forma contemporânea de resistência, memória e identidade comunitária. Suas análises evidenciam a complexidade sociocultural que envolve essas crenças: a interseção entre dor e esperança, morte e permanência, anonimato e consagração.

Em um momento histórico no qual as expressões da religiosidade popular ainda são subestimadas ou tratadas como curiosidades folclóricas, “O Sagrado e o Além-Túmulo” reafirma seu valor como documento imprescindível. A obra contribui para o debate sobre o sagrado no espaço urbano, amplia o repertório de estudos sobre Sorocaba e oferece ao leitor uma rara oportunidade de compreender como a fé se manifesta nos interstícios da vida e da morte.

Cláudia Brino

Escritora, ativista cultural e editora da Costelas Felinas. Publicado em Resenhando – Portal de cultura e entretimento

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Monumento do Largo da Penha

Historiador entrega pesquisa histórica para monumento do Largo da Penha

Fotos do arquivo de Carlos Carvalho Cavalheiro
Fotos do arquivo de Carlos Carvalho Cavalheiro

Foi entregue oficialmente na manhã desta segunda-feira, 15 de dezembro de 2025, às 9h, ao prefeito em exercício de Porto Feliz, Lucas Aparecido Rodrigues, o conjunto de textos e pesquisas históricas produzidos pelo historiador e professor Carlos Carvalho Cavalheiro. O material será disponibilizado à população por meio de QR Code, vinculado ao monumento que será inaugurado ainda neste mês no Largo da Penha (atual Praça Duque de Caxias).

O professor Carlos Carvalho Cavalheiro foi convidado para desenvolver o trabalho no dia 4 de dezembro, pelo vice-prefeito, então prefeito em exercício, tendo aceitado oficialmente a tarefa em 8 de dezembro, após certificar-se de que possuía plena competência técnica para realizar a pesquisa e a produção dos textos.

O trabalho foi realizado de forma voluntária, sem qualquer ônus para o poder público, como gesto de compromisso do pesquisador com a preservação da memória e da história de Porto Feliz. Ao todo, foram produzidas quinze páginas de textos, abordando temas diretamente relacionados ao monumento e ao processo histórico de formação da cidade.

Entre os assuntos contemplados estão:

– a planta da Freguesia de Araritaguaba em 1769;

– a história de Nossa Senhora da Penha;

– a visita do Imperador Dom Pedro II a Porto Feliz, em 1846;

– a força da mulher monçoeira;

– o negro na História de Porto Feliz;

– a trajetória do fundador Antônio Cardoso Pimentel e do povoador Antônio Aranha Sardinha;

– a atuação dos jesuítas na região;

– o batelão e as viagens monçoeiras, com destaque para a contribuição indígena no conhecimento dos rios e dos caminhos, como o Peabiru, além do cotidiano e da dimensão épica dessas expedições;

– a história do Largo da Penha;

– a monção liderada por Dom Rodrigo César de Menezes, governador da Capitania de São Paulo;

– e a esfera armilar, símbolo presente no monumento alusivo aos 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil.

Carlos Carvalho Cavalheiro é professor de História da rede pública municipal de Porto Feliz desde 2006, colaborador do jornal Tribuna das Monções e historiador registrado (nº 317/SP). O material entregue contribui para ampliar o acesso da população às informações históricas da cidade, valorizando o patrimônio cultural e a memória coletiva porto-felicense.

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Paulo Freire e as dimensões da prática educativa

José Ngola Carlos

Artigo ‘Paulo Freire e as dimensões da prática educativa’

Imagem criada por IA 1do Bing – 3 de dezembro de 2025,
às 10:56 AM

Este texto é uma resenha científica que tem como objetivos: ‘1. Apresentar, sucintamente, a visão geral da obra Pedagogía de la Toleracia de Paulo Freire e 2. Analisar a pertinência da classificação que Freire faz sobre as quatro dimensões da prática educativa.

    A Pedagogía de la Toleracia é uma obra póstuma de Paulo Freire e resulta da compilação dos escritos do autor por sua segunda esposa, Ana Maria Araújo Freire, ou simplesmente Nita. Publicado em Espanhol em 2006, pelo CREFAL, Centro de Cooperación Regional para la Educación de Adultos en América Latina y el Caribe, o livro contém 337 páginas e encontra-se dividido em 8 partes que se subdividem em partes menores.

    Conforme anunciado pelo título da obra, o livro trata, fundamentalmente, da concepção, ontologia e axiologia no exercício da tolerância como uma necessidade na relação entre sujeitos diferentes que se encontram no mundo e com o mundo.

    Paulo Freire percebe que a tolerância pode ser concebida sob duas perspectivas:

    1. Tolerância sob a perspectiva vertical e
    2. Tolerância sob a perspectiva horizontal.

    Para o autor, sob a perspectiva vertical, a tolerância se apresenta como um favor que, na relação de sujeitos, um se entende superior ao outro e tolera o inferior, na sua convivência com ele. Pelo que, a tolerância vertical é caracteristicamente antidialógica e desrespeita o direito de outros de assumirem uma posição diferente daqueles que se julgam estar com a verdade, mas que precisam se condescender da posição de outrem.

    A perspectiva horizontal da tolerância considera que o mundo faz-se na diferença, uma diferença que precisa dialogar, sem hegemonias, com as outras diferenças para que haja melhoria no modo de pensar, estar, ser e agir. Assim, sob este prisma, a tolerância é caracterizada pela abertura mental dos envolvidos em compreender o outro e com ele saber conviver, sem a imposição vertical de uma verdade unilateral.

    Conforme anunciado na parte introdutória desta resenha, Paulo Freire não limita a sua abordagem, no livro em análise, a um estudo exaustivo da tolerância, dentre vários assuntos, Freire também apresenta a sua classificação sumária das dimensões da prática educativa. Para o autor, são 4 as dimensões:

    1. Dimensão gnosiológica
    2. Dimensão estética
    3. Dimensão ética e
    4. Dimensão política

    Literalmente, a palavra gnosiologia pode ser dividida em duas partes: gnose + logia, sendo, contudo, gnose a referência ao conhecimento e logia, estudo ou teoria. Pelo que, é possível definir gnosiologia como sendo a teoria do conhecimento. Desta forma, a dimensão gnosiológica da prática educativa lida com o fato de que não há educação sem a presença de um OBJETO e sujeitos que se educam. Para a prática educativa é indispensável que os envolvidos se eduquem mediante certo conhecimento. Assim, é somente razoável a observação de que, para educar, é preciso algum domínio do saber mediante o qual o ato educativo acontecerá.

    A estética lida com a compreensão e definição do belo. Conforme sublinha Paulo Freire, educar também é arte e o educador ou a educadora são artistas que, junto do educando, se ariscam com curiosidade, responsabilidade, amor, esperança e criatividade no processo de lapidar e se deixar lapidar. Assim, a dimensão estética diz respeito ao COMO apaixonada e entusiasticamente os envolvidos no processo educativo deverão comportar-se para que o próprio ato em si não seja enfadonho e os objetivos não sejam concretizados. Afinal, como diz o autor, uma sala de aula sem emoção, sem alegria, inviabiliza o projeto didático-pedagógico.

    Junto da dimensão estética anda a dimensão ética, que também lida com o COMO deve ocorrer o processo educativo. Porém, diferente da estética que se interessa pela beleza do ato didático, a ética lida com a coerência entre o que se assume ser e o que se mostra ser. A dimensão ética da prática educativa preocupa-se também com o exercício dos valores morais comprovadamente corretos.

    Por fim, Freire aborda a dimensão política do ato educativo. Para o autor, todo agente educativo é um agente político e todo político é um educador. Não é possível dicotomizar a política da educação e a educação da política, ambas andam sempre juntas. Possuir, a educação, uma dimensão política, significa que toda prática educativa pressupõe a existência de um ideal e da sua consequente concretização. Sendo que a educação não acontece em um vácuo ideológico, existe sempre uma diretividade anunciada, ou não, no ato educativo. Esta diretividade, não raro, denuncia a favor de quem e contra quem se educa, ante aquela ideologia que serve de objeto de educação.

    Dada a pertinência do livro, o autor desta resenha o recomenda veementemente!

    José Ngola Carlos, Msc.

    Malanje, 13 de dezembro de 2025

    Como citar este artigo: 

    Carlos, J. N. (2025:12). Paulo Freire e as Dimensões da Prática Educativa. Brasil: Jornal Cultural ROL.

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    Natal: tempo de análises sensatas e de perdão

    Diamantino Loureiro Rodrigues de Bártolo

    ‘Natal: tempo de análises sensatas e de perdão’

    Diamantino Bártolo
    Diamantino Bártolo
    Imagem criada por IA da Meta - 15 de dezembro de 2025,  às 12:36 PM
    Imagem criada por IA da Meta – 15 de dezembro de 2025,
    às 12:36 PM

    Nesta terceira década (2025), do século XXI: é tempo de reflexão, de análises desapaixonadas e de perdão; é tempo da família portuguesa estar unida, comungando dos valores que irradiam dos três grandes pilares da civilização ocidental, onde nos integramos: Democracia, Direito e Cristianismo, e não temos que nos envergonhar destes grandes, quanto importantes valores; é tempo de mostrarmos a nossa grandeza histórica, cultural, linguística e civilizacional, sem cairmos em nenhuma espécie de etnocentrismo, muito menos na xenofobia que dilacera muitos povos. Somos Humanistas e Fraternos, sem dúvida alguma.

    É sabido que a família portuguesa também enfrentou graves e complexos problemas: desemprego, ainda muito elevado; cerca de vinte por cento das crianças no limiar da pobreza; idosos, reformados e pensionistas que, no passado recente, tiveram cortes substanciais e injustos nos seus rendimentos; funcionários públicos com carreiras profissionais bloqueadas e cortes salariais significativos e muitos daqueles trabalhadores do Estado a caminho do desemprego; professores sem perspetivas de colocação e estabilidade; educação, formação e saúde com reduções elevadas nos respetivos orçamentos; trabalhadores do setor privado com os empregos instáveis e precários; aumentos brutais nos impostos e, finalmente, a fome que atinge milhares de pessoas. 

    Mas, os Portugueses, sempre têm conseguido “dar a volta por cima” e, neste Natal de 2025: a situação económico-financeira melhorou substancialmente; o desemprego diminui significativamente; salários, pensões e reformas, estão a ser repostos e com os aumentos possíveis, designadamente o salário mínimo nacional; o índice de otimismo e confiança deste povo maravilhoso, tem vindo a atingir valores há muito desejados. Claro que há muito, mesmo muito, por fazer.

    Certamente que os vários especialistas, nas diversas matérias e setores da economia e do sistema financeiro, muito mais teriam a escrever e com total e rigoroso conhecimento, mas basta-nos a informação que todos os dias é veiculada e debatida pelos diferentes órgãos da comunicação social, assim como por instituições credíveis, estudos científicos e estatísticas, para reconhecermos que a situação portuguesa foi preocupante e, por isso mesmo, este ainda não será o Natal que os portugueses desejam e merecem ter.

    Aproveito esta oportunidade para: primeiro, pedir desculpa por algum erro que, involuntariamente, tenha cometido e, com ele, magoado alguém; depois para desejar um Santo e Feliz Natal, com verdade, com lealdade, com gratidão, seja no seio da família, seja com outras pessoas, com aquela amizade de um sincero «Amor Humanista», com um sentimento de tolerância, de perdão e muito reconhecimento pelo que me tem ajudado, ao longo da minha vida, compreendendo-me e nunca me abandonando. É este Natal, praticamente simbólico, que eu desejo festejar com a alegria possível, pesem embora as atuais restrições e condicionalismos, impostos por um conjunto de situações cruéis, que atiram cada vez mais pessoas para a miséria, fome e morte.

    Finalmente, de forma totalmente pessoal, sincera e muito sentida, desejo a todas as pessoas que, verdadeiramente, com solidariedade, amizade, lealdade e cumplicidade, me têm acompanhado, através dos meus escritos, um próspero Ano Novo e que 2025 e, desejavelmente, as muitas dezenas de anos que se seguirem, lhes proporcionem o que de melhor possa existir na vida, que na minha perspetiva são: Saúde, Trabalho, Amizade/Amor, Felicidade, Justiça, Paz e a Graça Divina. A todas estas pessoas aqui fica, publicamente e sem reservas, a minha imensa GRATIDÃO.  

    Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

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    Eu, o livro

    Um pedagogo que transformou sensibilidade em algo raro

    Eu, o livro
    Eu, o livro

    Eduardo Inácio Palhari, 24 anos, pedagogo em formação e apaixonado pela infância, transformou sua sensibilidade em algo raro: um livro que não só se lê, mas que conversa, provoca e cria junto.

    Eduardo Inácio Palhari
    Eduardo Inácio Palhari

    Nascido em Itápolis (SP) e hoje secretário escolar na EMEI Mundo Pequenino, Eduardo sempre acreditou que a educação verdadeira nasce da escuta.

    Foi ouvindo as crianças, suas perguntas improváveis e seus silêncios cheios de significado, que ele encontrou o caminho para sua primeira obra: Eu, o Livro, um conto infantil interativo onde o protagonista é… o próprio livro.

    A proposta é simples e brilhante: e se a história só existisse quando a criança a inventa?

    Entre rimas, gestos, perguntas e figuras deliciosamente absurdas, como o Sábio Sapo-Galinha e o Gigante Trem Voador, a narrativa se torna um convite à imaginação, à cooperação e ao vínculo afetivo entre adulto e criança.

    Pensado para pequenos de 4 a 9 anos, Eu, o Livro celebra a criatividade sem limites e a beleza de criar mundos juntos.


    Um bom livro não termina na última página. Ele continua dentro de quem lê.

    Eduardo Inácio Palhari


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    EU, O LIVRO

    SINOPSE

    Prepare-se para uma viagem onde o narrador é… o próprio livro!

    “Eu, o livro” é uma aventura interativa que transforma cada criança em coautora, criando histórias únicas com personagens marcantes como o Sábio Sapo-Galinha.

    Com perguntas, gestos e um poema sobre emoções, estimula criatividade e laços afetivos.

    Perfeito para pais e educadores que desejam estimular criatividade, cooperação e valores como amizade e coragem.

    Fácil de usar em casa ou na escola, este livro-amigo fala a linguagem dos pequenos e fortalece laços.

    Pronto para escrever o próximo capítulo?

    Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube

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    Resenhas da colunista Lee Oliveira