O Barco e o Verbo atraca em Londres

Pietro Costa lança obra comemorativa de 10 anos de trajetória literária na London Book Fair 2026 e consolida presença no circuito editorial internacional Londres

Capa do livro O Barco e o Verbo, de Pietro Costa
Capa do livro O Barco e o Verbo, de Pietro Costa

Em meio ao ambiente estratégico da London Book Fair 2026, um dos principais encontros globais da indústria editorial, o escritor e poeta multipremiado nacional e internacionalmente, ativista cultural, Dr. h. c. mult. e mentor do LabVerso, o brasiliense Pietro Costa, realizou o lançamento de O Barco e o Verbo: 10 Anos de Travessia Literária.

A obra, concebida como síntese estética e memorial de uma década de produção, foi apresentada em um contexto marcado por negociações internacionais, circulação de direitos autorais e articulação entre mercados editoriais de diferentes países.

Um lançamento em território estratégico

Realizada entre os dias 10 e 12 de março, no tradicional complexo Olympia London, a feira reúne anualmente milhares de profissionais do setor, entre editores, agentes literários, distribuidores e compradores de direitos. Trata-se de um ambiente essencialmente voltado à internacionalização do livro, no qual lançamentos deixam de ser apenas eventos simbólicos para se tornarem operações inseridas em fluxos reais de circulação editorial.

Foi nesse cenário que a obra O Barco e o Verbo encontrou o seu primeiro público internacional. O lançamento, mais do que um gesto celebrativo, inscreveu a obra em uma engrenagem global que envolve visibilidade, negociação e projeção de catálogo.

A engrenagem brasileira na feira

A participação do autor se deu no âmbito da presença da Editora Mágico de Oz, integrante da missão brasileira organizada pelo Brazilian Publishers, iniciativa da Câmara Brasileira do Livro em parceria com a ApexBrasil.

O estande brasileiro funcionou como ponto de convergência para reuniões de negócios, encontros institucionais e apresentação de catálogos nacionais ao mercado estrangeiro. Nesse panorama, o lançamento da obra de Pietro Costa se insere como parte de uma estratégia mais ampla de projeção da literatura brasileira no exterior.

A travessia como programa estético

O Barco e o Verbo não é meramente um título comemorativo. A obra se alicerça a partir de um eixo simbólico preciso: a travessia. Ao reunir dez anos de produção literária, o livro preconiza uma leitura retrospectiva que articula memória, linguagem e deslocamento.

O ‘barco’ provém como metáfora do percurso: instável, contínuo, atravessado por contingências, enquanto o ‘verbo’ representa a permanência da criação, a inscrição da experiência na linguagem.

A conjunção desses dois elementos culmina em um programa poético que dialoga com a própria trajetória do autor, marcada por intensidade produtiva, experimentação estética e inserção paulatina em circuitos nacionais e internacionais.

Entre a biografia e o circuito global

A seleção da London Book Fair como palco de lançamento não se revela casual. Ao revés, inscreve-se em um momento de densidade particular na trajetória de Pietro Costa, já reconhecido por premiações, participações em coletâneas e presença em eventos literários no Brasil e no exterior.

Nesse prisma, o lançamento em Londres opera como ponto de convergência entre biografia intelectual e estratégia editorial.

Ao apresentar uma obra retrospectiva em um dos principais centros de negociação de direitos autorais do mundo, o autor transforma a própria narrativa de percurso em ativo de circulação internacional.

A metáfora que se torna geografia

Há, por fim, um elemento de especial relevância simbólica. Se a obra se organiza em torno da ideia de travessia, seu lançamento em Londres materializa essa travessia em plano concreto. O deslocamento geográfico (do Brasil à Europa) espelha o deslocamento estético e intelectual que o livro propõe.

A metáfora, por conseguinte, deixa de ser apenas recurso literário e passa a operar como experiência vivida. O barco navega, o verbo se expande, e a travessia, antes narrada, torna-se acontecimento.

Consolidação e projeção

O lançamento de O Barco e o Verbo: 10 Anos de Travessia Literária na London Book Fair 2026 configura-se, destarte, como um duplo movimento: consolidação e projeção.

Consolidação de uma década de trabalho literário consistente, marcada por produção contínua e reconhecimento progressivo. Projeção, ao inserir essa trajetória em um ambiente global de circulação editorial, ampliando possibilidades de leitura, tradução e difusão.

Em um mercado cada vez mais orientado por redes internacionais, lançar um livro em Londres, nesse contexto, não é apenas publicar: é posicionar-se.

E, nesse gesto, Pietro Costa reafirma aquilo que sua própria obra anuncia: a literatura como travessia em permanente expansão.

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Almerinda, a empregada doméstica

Eduardo Cesario-Martínez

Conto ‘Almerinda, a empregada doméstica’

Eduardo Cesario-Martínez. Foto por Irene Oliveira
Eduardo Cesario-Martínez
Foto por Irene Oliveira
Imagem gerada pela IA do Gemini
Imagem gerada pela IA do Gemini

Almerinda foi enxotada da cama pela própria culpa por dormir demais naquele dia. Não que fossem tantas horas de sono, pois mal havia chegado do trabalho na noite anterior, após mais de duas horas tentando manter as pestanas atentas enquanto se equilibrava, em pé, no meio daquele monte de gente chamado povo, que se apertava no ônibus. No entanto, não há espaço para descanso além da conta para quem labuta em troca do mínimo.

Já nem se lembrava de um dia em que não fosse tamanha correria. Não tinha tempo nem para ela, esmalte nas unhas era luxo. Um desperdício! Vivia a lavar louça, chão, roupa, toda sujeira feita por outros. Desde sempre foi assim, até na aurora da vida, quando era puxada pela mão apressada da mãe até a casa dos patrões. Acabou por tomar o lugar dela, já que, infartada, a velha mal conseguia se levantar da cama ao lado.

Aos 30, continuava solteira, sem filhos, a mãe para cuidar. Alguns namoricos breves, que, por raros minutos, davam ao corpo sofrido um pouco de alegria. Enquanto a água do café esquentava, procurou se lembrar do último. Correu os meses para trás, mas, antes que pudesse recordar do derradeiro beijo, percebeu que a água já havia fervido. Preparou o café, cortou o pão dormido, passou um pouco de margarina. Não fez menção de reclamar do simplório dejejum, só conhecia aquele. 

Passos apertados a levaram para o ponto de ônibus, onde tantos outros idênticos aguardavam o coletivo, que já apontava na esquina, cambaleando entre buracos na rua, como se fosse um capoeirista, que tentava impedir um chute ali, um soco acolá. Como de costume, Almerinda não conseguiu um lugar para se sentar. Foi em pé, a mão firme no ferro, junto a tantas outras. Os passageiros, de tão grudados, pareciam uma massa, que, aos solavancos, era carregada e despejada ao longo do caminho.

Quase duas horas em pé fizeram Almerinda fechar os olhos e cochilar, talvez na tentativa de sonhar. Não havia sonho para sonhar. Não naquela vida! Vida? Foi despertada por um “Dá licença!” Encolheu o corpo sofrido ainda mais, enquanto uma senhora tentava passar. Bocejou ao mesmo tempo em que percebeu que deveria descer dali a dois pontos. Foi se espremendo para chegar o mais próximo da saída.

Não demorou muito, foi despejada na rua, onde caminhou mais alguns passos até chegar ao edifício cheio de grades. O porteiro logo a reconheceu, acionou o botãozinho de salvo conduto, que abriu passagem para a empregada do apartamento 901. Almerinda cumprimentou o funcionário com um sorriso não convincente, ao mesmo tempo em que ele disse: “O elevador de serviço está quebrado”.

Para não enfrentar olhares de desaprovação, ela tomou a decisão de encarar os inúmeros lances de escada. Chegou quase esbaforida. Tocou a campainha, ao mesmo tempo em que tomou ciência das horas: 6h05! Cinco minutos atrasada! A patroa, irritada, abriu a porta e, já de costas para a empregada, disse: “Quem acorda cedo toma água fresca, Almerinda!”

Eduardo Cesario-Martínez

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O pincel mágico de Joanne Bingham!

Artista equina e animal, professora de arte e exploradora criativa: as várias faces do talento pictórico de
Joanne Bingham!

Logo da seção A Arte do Leitor
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Joanne Bingham
Joanne Bingham

Tenho comigo que a arte é a religião dos sentidos. Ela nos religa com o Supremo Criador, como cocriadores da beleza, do encantamento.

Beleza, encantamento é o que as tintas da pintora Joanne Bingham, originária do Reino Unido e radicada na Austrália, transmitem aos olhos e à alma de quem tem o privilégio de apreciar e, também, aprender sua arte.

Joanne desenha e pinta há muitos anos, aprimorando suas habilidades e conhecimentos e dedicando-se à sua paixão por pintar cavalos e cães. Suas obras estão em lares ao redor do mundo, e ela adora o desafio que cada nova peça traz, dando vida a elas na tela.

Ela é uma das principais artistas equinas e animais da Austrália, conhecida por seus retratos belamente detalhados e realistas. Jo teve uma carreira de sucesso como artista, ilustradora e professora de arte antes de se mudar para a Austrália em 2005. Atualmente radicada em Cairns, no norte de Queensland, ela construiu uma sólida reputação de excelência tanto em sua arte quanto em seu ensino.

Jo trabalha com uma variedade de mídias tradicionais, incluindo grafite, aquarela, óleo, caneta e tinta e, mais recentemente, lápis de cor — uma técnica com a qual ela vem experimentando com alegria para expandir os limites da criatividade. Suas obras mais recentes exploram desenhos a caneta ousados ​​e expressivos que mantêm o realismo pelo qual ela é conhecida, mas com um toque vibrante e contemporâneo.

Como educadora de arte dedicada, Joanne trabalha com a Anna Jane and Co, ministrando uma variedade de workshops em Cairns e na região de Tablelands.

A jornada criativa de Jo sempre foi fundamentada na curiosidade, no trabalho árduo e em um amor genuíno pelos animais. Desde seus primeiros experimentos com grafite e tinta a óleo até suas explorações atuais em técnicas mistas, ela continua a evoluir — mantendo a qualidade, a consistência e a profundidade emocional que definem seu trabalho.

Para os leitores do Jornal ROL, a ‘arte-retrato’ de Joanne Bingham:

Coloured pencil drawing - By Joanne Bingham
Coloured pencil drawing – By Joanne Bingham

Lucy - By Joanne Bingham
Lucy – By Joanne Bingham

Bernese Mountain Dog - By Joanne Bingham
Bernese Mountain Dog – By Joanne Bingham

Strawbeyy cake - By Joanne Bingham
Strawbeyy cake – By Joanne Bingham

Nova - By Joanne Bingham
Nova – By Joanne Bingham

Blue-Faced Honeye Water Colour - By Joanne Bingham
Blue-Faced Honeye Water Colour – By Joanne Bingham

Ethel Coloured Pencil Drawing - By Joanne Bingham
Ethel Coloured Pencil Drawing – By Joanne Bingham

Dressage Rider - By Joanne Bingham
Dressage Rider – By Joanne Bingham

Mais imagens: https://www.joannebinghamartstudio.com/portfolio

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Um par de meias pretas

Marli Freitas: ‘Um par de meias pretas’

Marli Freitas
Marli Freitas
imagem criada por IA do Gemini
Imagem criada por IA do Gemini

Hoje acordei sentindo um desassossego. Preciso deixar que as palavras fluam como torrentes que desaguam, lavando um mundo particular. Porém, o que se faz represado em mim clamando atenção, são águas dormentes que já fizeram sangrar o meu coração frágil e o meu corpo indefeso. Consequência de uma mente inquieta que desafiou a lógica, fazendo perguntas intrigantes onde não podia obter nenhuma resposta.

Diante dos conflitos que envolviam a minha infância, sobravam perguntas e uma reação febril causada pelo desespero de não compreender um mundo sombrio, onde ou se era isto ou aquilo. Sem alternativas, amei o mundo da imaginação, que, na minha santa inocência, era um caminho de fuga. Ainda não conhecia Machado de Assis, mas já desenvolvia a sua máxima de tirar o maior bem do pior mal. Por mais que tentasse desviar o olhar, sabia muito bem separar o joio do trigo e posso dizer que extrair o bem, muitas vezes, é como tentar extrair leite de pedra.

Na observação da natureza, encontrei ‘Aquele’ que me criou e ‘O’ amei. ‘Ele’ foi crescendo dentro de mim e quanto mais crescia, mais resiliente me tornava. Sempre fui um misto de docilidade e teimosia, e usei estas características a meu favor. Contestei o mal e amei o bem. Nasci dor, cresci resiliência e extrapolei todas as expectativas.

Vi e vivi entre a guerra e a paz. Em um mundo de verdades nuas me vi à deriva. Nos momentos de paz, viajei nas histórias encenadas pelo meu paizinho querido. Nos momentos de guerra, via o mundo de ponta cabeça diante da embriaguez daquele que tanto amava. Ele era alguém especial e, como tal, o mundo girava em torno da sua sobriedade ou embriaguez, que norteava a abundância e a escassez, o amor e o ódio, a alegria e a dor. Diante dessas polaridades, inconscientemente, trabalhava o caminho do meio.

Com o tempo comecei a viajar nos livros da Biblioteca Pública Municipal. Encontrei um refúgio nos mundos encantados, pois as responsabilidades impostas, prematuramente, sempre pesavam sobre mim. Cada dia ficava um pouco mais sabida e comecei a sonhar. Parecia algo natural. Só dependia de mim e isto era, simplesmente, fantástico! Amei o saber e não pretendia me separar do desejo de buscar respostas às minhas perguntas.

Quão inocente fui! Eu precisava de tantas coisas para ingressar no Ginasial (Anos Finais do Ensino Fundamental)! Ia precisar de dois uniformes completos (um para frequentar as aulas normais e outro para as atividades de Educação Física), cadernos, lápis, borracha, caneta, livros (que eram comprados para cada matéria) e outros materiais escolares. Eu só consegui comprar (com o agrado de uma madrinha) um mísero par de meias pretas.

Foi com aquelas meias pretas nas mãos que o meu mundo acabou e, neste instante em que deixo estas palavras doídas escorrerem da minha alma, ainda debulho em lágrimas como naquele dia, em que, com as meias pretas nas mãos, ouvi as palavras mais duras da minha vida “você já sabe demais, não precisa e não vai estudar”. Era espantoso demais e aquele instante não cabia no meu pior pesadelo.

Durante alguns dias o dilúvio desceu sobre mim. Não havia nada e nenhum lugar que pudesse conter as minhas lágrimas. Quando falo de invisibilidade, é sobre os piores dias da minha vida, onde fui lançada ao trabalho infantil doméstico, aos onze anos de idade, e obrigada a me virar sozinha no mundo. E, por dois longos anos, ninguém percebeu que eu estava fora da escola.

Marli Freitas

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Jerusha Kananu Marete

Carlos Javier Jarquín

‘De Kenia al mundo: diálogo con la poeta
Jerusha Kananu Marete’

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Jerusha Kananu, habla tres idiomas: kimeru, suajili e inglés. Es una mujer profundamente comprometida con el arte, su cultura y su lengua materna, el kimeru. Actualmente reside en Columbus, Ohio, Estados Unidos. Foto/ Cortesía de Jerusha Kananu
Jerusha Kananu, habla tres idiomas: kimeru, suajili e inglés. Es una mujer profundamente comprometida con el arte, su cultura y su lengua materna, el kimeru. Actualmente reside en Columbus, Ohio, Estados Unidos. Foto/ Cortesía de Jerusha Kananu

Queridos amigos planetarios:

Hoy tengo el grato placer de presentarles a una gran poeta, promotora y gestora cultural, y por supuesto, profesora: Jerusha Kananu Marete. Nació en 1984 en Athwana, en la circunscripción de Tigania Oeste, condado de Meru, al este de Kenia (actualmente reside en Columbus, Ohio, Estados Unidos). Habla tres idiomas: kimeru, suajili e inglés. Es una mujer profundamente comprometida con el arte, su cultura y su lengua materna, el kimeru. 

Estudió Educación en la Universidad de Nairobi, lo que despertó su pasión por la escritura, y obtuvo una maestría en Literatura en la Universidad de Kenyatta, donde practicó el oficio poético bajo la guía de profesores como John Mugubi. Además, ha tomado cursos de escritura en Mystery Publishers Academy y de edición en el Global Editorial Center Kenya.

Jerusha ha publicado varios libros y ha colaborado en 15 antologías, con traducciones de sus obras al español y otros idiomas. Nuestra querida invitada es la representante de Kenia y del idioma kimeru en CANTO PLANETARIO (H.C. EDITORES, Costa Rica, 2023). Kananu es una artista destacada en teatro de foro, entusiasta del drama y el cine, y ha producido poemas en formato fílmico junto a colaboradores como Simiyu Barasa. 

Libros de Jerusha Kananu. 

Sus libros están disponibles en la plataforma de Amazon. Como autora independiente, en 2022 recibió el Premio al Libro Indie Afrika Redefined por su excelente obra literaria. Desde 2026, Jerusha es la Secretaria Nacional del Movimiento Poetas del Mundo en Kenia, movimiento fundado por el poeta chileno Luis Arias Manzo.

En esta charla que les presentamos, exploramos diversos temas. A través de sus respuestas, conocemos más sobre su visión del mundo. Ella nos revela que sus temas principales son la identidad, la mujeridad, la migración, la memoria cultural, la justicia social, la dignidad africana y la sanación generacional.

Espero que disfruten mucho este contenido. El cierre de la charla incluye recomendaciones de lugares diversos para visitar en Kenia, ideales para quienes no hemos tenido el privilegio de conocer ese maravilloso país del África Oriental.

¿Cómo te describirías en general, Jerusha Kananu Marete?

Me describo como una mujer africana profundamente arraigada, una madre y un puente cultural. Soy una testigo poética de mi tiempo. Estoy moldeada por la herencia Ameru, fortalecida por la migración y refinada por la experiencia. Soy a la vez suave y radical, suave en el espíritu y radical en la verdad. Mi vida está guiada por la fe, la resiliencia y una creencia inquebrantable en el poder de la narración.

Soy una poeta keniana, diplomática cultural, practicante de teatro y voz de la conciencia literaria africana. Arraigada en la herencia Ameru y moldeada por la experiencia de migración global, mi obra se sitúa en la intersección de la poesía, la narración comunitaria, la reflexión feminista y la transformación social.

Sirvo como Secretaria Nacional de Movimiento Poetasdel Mundo en Kenia, representando la expresión poética keniana en la promoción de la fraternidad universal, la paz, la justicia, la igualdad, la libertad y la preservación ambiental.

 ¿Qué es la poesía para usted?

La poesía es aliento, memoria y resistencia. La poesía me permite decir lo que la sociedad a veces silencia. Es donde mis ancestros se encuentran con mi realidad presente. Para mí, la poesía es liberación más que decoración. La literatura es un lugar sagrado de encuentro entre la memoria y la posibilidad. La poesía es la conciencia hablando suavemente pero con persistencia a la humanidad. África lleva un espíritu que no puede ser borrado. Vive en el lenguaje, la música, la historia y los niños.

Mi esperanza es que mi obra contribuya de manera silenciosa pero significativa al eterno canto africano.

¿Podría contarnos sobre su formación académica y cómo influye en su labor de apoyo comunitario?

Tengo una Licenciatura en Educación (Artes) y una Maestría en Literatura con especialización en Teatro Foro. Mi trayectoria académica no se trató solo de adquirir credenciales; se trató de entender cómo el lenguaje, la narrativa y la actuación influyen en el comportamiento humano y las estructuras sociales.

Estudiar literatura agudizó mi compromiso crítico con textos africanos, el discurso feminista y la identidad poscolonial. Me entrenó para interrogar sistemas de poder y narrativas culturales.

Mi especialización en Teatro Foro —inspirada en la filosofía de Augusto Boal— me equipó con herramientas participativas para el apoyo comunitario. El Teatro Foro transforma audiencias pasivas en participantes activos que ensayan soluciones a opresiones reales.

Esta formación ha sido instrumental en mi  labor contra la violencia de género. Permite a las comunidades dramatizar patrones dañinos, interrumpirlos e imaginar alternativas en un entorno seguro y reflexivo.

Actualmente, estoy aplicando estas herramientas a la concienciación sobre alfabetización financiera, particularmente entre mujeres y comunidades marginadas en América, en colaboración con World Financial Group. El empoderamiento financiero está profundamente conectado con la dignidad y la libertad, y el teatro proporciona una forma accesible de elevar la conciencia sobre la agencia económica.

La educación me dio el fundamento teórico. El teatro me da la herramienta práctica. La poesía me da la voz moral.

¿Podría describir en qué consiste su rol como representante de Kenia en poesía?

Mi representación de Kenia es dentro de Poetas del Mundo, donde sirvo como Secretaria Nacional de PPDM en Kenia.

En esta capacidad, soy responsable de promover la filosofía del movimiento de fraternidad poética universal. Mi rol incluye fomentar la colaboración literaria, integrar nuevos miembros, apoyar el nombramiento de cónsules diplomáticos poéticos y avanzar actividades poéticas a nivel nacional e internacional.

La misión es humanista más que política. La poesía se usa como voz para la paz, la justicia, la igualdad, la libertad, los derechos humanos y la preservación ambiental.

A través de esta representación, llevo la herencia poética keniana al diálogo literario global mientras fortalezco comunidades poéticas locales.

¿Qué autores africanos han influido en su poesía?

Mi voz poética ha sido moldeada por una constelación de gigantes literarios africanos cuya obra encarna profundidad cultural, coraje intelectual y honestidad emocional. He sido influida por la audacia de Ngũgĩ wa Thiong’o, el coraje revolucionario de Chinua Achebe y el poder lírico de Warsan Shire. Me inspira la resistencia cultural y la narración lírica de Okot p’Bitek, y el fuego intelectual feminista de Micere Githae Mugo, cuya obra se nutre fuertemente de tradiciones panafricanas y feministas. También resueno profundamente con la sabiduría emocional de Mariama Bâ, autora de So Long a Letter, una obra que continúa informando mi comprensión de la memoria, la mujeridad y la negociación cultural.

También he sido profundamente influida por Austin Bukenya, cuya poesía, obras de teatro y narración llevan los ritmos, tradiciones orales y profundidad filosófica de la cultura de África Oriental. La obra de Bukenya —arraigada en su profundo compromiso con la herencia lingüística y la actuación— me enseñó la importancia del sonido, la narrativa folclórica y la encarnación cultural en la expresión poética, especialmente en la tejeduría de identidad local con temas universales. Su larga carrera como profesor y artista creativo en África Oriental ha mostrado cómo la poesía puede ser a la vez erudita y profundamente conectada con la vida cotidiana.

También le debo una profunda deuda al Profesor John Mugubi, un mentor académico cuya enseñanza en escritura creativa abrió una nueva dimensión en mi propio oficio. Bajo su guía, escribí por primera vez poesía para actuación y aprendí a prestar atención a la elección estilística, la fuerza narrativa y cómo la forma puede enriquecer el contenido en obras emocionalmente complejas. Su influencia me introdujo en la disciplina de la técnica literaria y alentó mi experimentación literaria, particularmente en poesía orientada a la actuación.

Juntos, estos autores y eruditos han ayudado a formar en mí una filosofía poética que valora la tradición e innovación, la memoria y la agencia, la comunidad y la voz individual, todo lo cual se une en los textos que escribo y publico, disponibles para lectores en todo el mundo, incluyendo plataformas como Amazon.

¿Qué temas están presentes en su obra literaria?

Mi obra literaria está profundamente arraigada en la identidad africana y la experiencia humana.

Los temas centrales incluyen la formación de identidad, la mujeridad, la migración, la memoria cultural, la justicia social, la dignidad africana y la sanación generacional.

A través de la poesía, exploro las realidades vividas de las mujeres en África Oriental, usando simbolismo, sátira y narración emocional para examinar expectativas sociales, estructuras maritales y tradiciones culturales.

Mi obra a menudo habla de la intersección entre tradición y modernidad, destacando la fuerza, resiliencia y agencia de las mujeres africanas mientras fomenta el diálogo reflexivo dentro de las comunidades.

Mis libros están disponibles para lectores en todo el mundo, incluyendo plataformas en línea como Amazon, donde audiencias internacionales pueden acceder a mis colecciones poéticas

¿Qué inspiró Marry Me a Co-wife and Other Poems Segunda Edición?

Marry Me a Co-wife and Other Poems es una colección poética que usa sátira, estilo poético folclórico y comentario social contemporáneo para abordar temas que afectan a las mujeres en África Oriental.

La obra examina dinámicas matrimoniales, expectativas de género, tradiciones de dote y estructuras sociales patriarcales a través de imágenes vívidas, simbolismo y múltiples voces narrativas femeninas.

Aunque el tono a veces lleva humor y entretenimiento, el mensaje subyacente es reflexivo y educativo, invitando a los lectores a reconsiderar prácticas culturales y normas sociales que afectan los derechos y dignidad de las mujeres.

Los lectores interesados en poesía social africana, crítica cultural y discurso de género pueden encontrar este libro en principales plataformas de libros en línea, incluyendo Amazon.

¿En qué consiste su proyecto de Teatro Foro?

Mi proyecto de Teatro Foro está inspirado en la obra de Augusto Boal, fundador del Teatro del Oprimido.

El Teatro Foro transforma a los espectadores en “espect-actores”. La audiencia es invitada a interrumpir la actuación, entrar en las escenas y proponer acciones alternativas para desafiar la injusticia.

Mi enfoque actual es usar el Teatro Foro para la concienciación sobre alfabetización financiera, especialmente para mujeres y comunidades marginadas en América, a través de una asociación con World Financial Group.

¿Qué significó para usted que su poema «Salaam, mi patria, África» fuera la nota destacada del evento anual mundial «mil poetas por el cambio»?

Tener mi poema destacado en 100 Thousand Poets for Change fue tanto un honor como un momento de responsabilidad continental. 1000 Thousand Poets for Change es una plataforma global que une a escritores que abogan por la paz, la justicia, la sostenibilidad y la dignidad humana. Que “Salaam My Motherland Africa” fuera incluido en tal movimiento significó que mi voz participaba en un llamado mundial a la transformación. “Salaam My Motherland Africa” es más que una carta de amor al continente. Es un llamado a la conciencia. El poema urge a las naciones africanas a mirar hacia adentro, fortalecer la unidad, comerciar entre sí, construir economías internas y valorar el progreso colectivo sobre la división.

También habla contra conflictos internos que debilitan el continente, especialmente aquellos que a menudo son influenciados o intensificados por intereses externos. El poema llama a la sabiduría, la solidaridad y la autodeterminación estratégica.

Para mí, su reconocimiento afirmó que el futuro de África no es solo una conversación política, sino cultural y moral. La poesía puede recordarnos suavemente pero con firmeza que la unidad es poder, que la cooperación económica es liberación y que la paz interna fortalece la soberanía. Ser destacada en ese movimiento global significó que el llamado a la unidad africana fue escuchado más allá de África misma. Y eso es poderoso.

¿Qué representó para usted ser parte de CANTO PLANETARIO?

Ser parte de CANTO PLANETARIO fue una experiencia cultural y espiritual profundamente significativa. Esta obra reúne a poetas de todo el mundo para celebrar el lenguaje, la identidad y la conciencia planetaria. Representar a Kenia dentro de tal encuentro global fue tanto un honor como una responsabilidad.

Lo que hizo la experiencia particularmente significativa para mí fue la oportunidad de representar no solo mi país, sino el idioma Kimeru. Los idiomas indígenas no son meras herramientas de comunicación. Son archivos vivos de filosofía, cosmovisión, ritmo y memoria ancestral. Cuando un idioma indígena se habla en un espacio internacional, resiste el borrado. Afirma que el conocimiento local pertenece a plataformas globales.

Participar en Canto Planetario me recordó que la poesía es sin fronteras, pero profundamente arraigada. Me permitió llevar el cadencia del suelo Meru a un diálogo mundial, probando que incluso idiomas hablados por comunidades más pequeñas tienen resonancia universal. Para mí, no fue simplemente una actuación. Fue preservación. Fue presencia. Fue diplomacia poética.

¿Cómo fue su experiencia trabajando en su audiolibro Echoes of Military Souls con los artistas Mawira M’tuamwari y Kamanu M’tuamwari?

Trabajar en Echoes of Military Souls no fue solo una colaboración creativa, fue una convergencia espiritual de cultura, voz y propósito.

La colección en sí explora el terreno emocional de soldados y sus familias, especialmente la fuerza silenciosa de las mujeres que navegan amor, separación, sacrificio y pérdida. Llevarla a forma de audio requirió más que producción técnica. Requirió custodios de cultura y emoción.

Colaborar con Kamanu M’tuamwari añadió profundidad ancestral al proyecto. Kamanu es ampliamente celebrado por preservar la herencia Ameru a través de fusión folclórica, mezclando lirismo Kimeru con influencias de Afrobeat y jazz. Su filosofía artística, arraigada en el movimiento cultural TWINE CIETŨ, lleva el ritmo del Monte Kenia y la memoria histórica del pueblo Ameru. Su presencia aseguró que el audiolibro no solo fuera leído, sino sentido.

Trabajar junto a Mawira M’Tuamwari fue igualmente poderoso. Maestro, periodista, narrador y defensor cultural, Mawira trae lo que describo como una “resonancia de un millón de dólares” a cada actuación. Su voz no solo narra; interpreta. Honra el silencio, el aliento y las pausas emocionales entre líneas. Su experiencia como orador público y personalidad mediática dio al audiolibro un tono pulido pero profundamente humano.

La producción fue manejada expertamente por Mystery Publishers Limited, una casa editorial independiente panafricana conocida por apoyar voces africanas a través de plataformas impresas, digitales y de audio. Su profesionalismo y compromiso con la narración africana permitieron que el proyecto alcanzara una audiencia más amplia más allá de la página impresa.

Para mí, la experiencia afirmó que la poesía vive de manera diferente en el sonido. Se vuelve íntima. Entra en hogares, auriculares y corazones. Esta colaboración transformó Echoes of Military Souls de un testimonio escrito en un archivo audible de memoria, sacrificio y resiliencia.

Fue artística. Fue cultural. Fue sanadora.

Jerusha Kananu, junto al Director ejecutivo de la editorial Mystery Publishers Limited, el Sr. Vincent de Paul. Foto/Cortesía de Jerusha Kananu 

¿Qué significó para usted haber recibido el Premio al Libro Indie Afrika Redefined 2022?

Recibir el Premio sobre Libro Indie Afrika Redefined 2022 fue una afirmación extraordinaria de mi obra como autora africana independiente.

El Premio al Libro Indie Afrika Redefined es un galardón anual que reconoce la excelencia en libros publicados independientemente en diversos géneros —incluyendo poesía, ficción y no ficción creativa. Destaca obras autoeditadas que cuentan historias poderosas y relevantes sobre el presente y futuro de África, reflejando temas como la afro-moneda, el afro-futurismo y la transformación social. Bookprize. www.mysterypublisherslimited.com 

Ganar este premio coloca Echoes of Military Souls entre un grupo selecto de libros reconocidos por su calidad literaria, profundidad temática y relevancia cultural. Significa que las verdades emocionales y humanas en las experiencias de soldados y sus familias —historias que a menudo permanecen en los márgenes— han sido reconocidas y celebradas en una plataforma prestigiosa.

El premio es gestionado por Mystery Publishers Limited, un editor independiente panafricano dedicado a nutrir voces africanas y elevar la literatura autoeditada a altos estándares profesionales.

Lo que hace este reconocimiento especialmente significativo es cómo refuerza el valor de los autores independientes en la formación del paisaje literario africano. Muestra que historias impactantes no tienen que provenir solo de rutas de publicación tradicionales y que voces autoeditadas pueden contribuir poderosamente al discurso cultural.

Además, Mystery Publishers Limited está abierta a asociaciones globales con individuos y organizaciones que compartan su visión de empoderar autores y promover la literatura africana. Colaboradores interesados, autores y partidarios pueden aprender más y conectarse a través del sitio web de Mystery Publishers Limited: https://mysterypublisherslimited.com

Mystery Publishers Limited. Este premio honra no solo un libro o una autora, sino el movimiento colectivo de independencia literaria africana y excelencia creativa —y estoy profundamente agradecida de ser parte de él.

Como madre y poeta, ¿cómo se siente respecto a los logros de su hijo?

Es profundamente conmovedor ver a Emmanuel Kimathi florecer tanto académica como creativamente.

El año pasado, cuando lo vi lanzar su antología poética Dawn to Dust a los 14 años, me emocioné tanto; agradezco a Mystery Publishers Limited por acompañarlo en ese viaje.

Verlo desarrollar un interés en la poesía a tan temprana edad se siente como un legado en movimiento. Hago un esfuerzo consciente por compartir oportunidades con él porque creo que la exposición forma confianza. Lo que más me conmueve es su ojo agudo para el detalle. Me desafía, incluso como su madre, a refinar mi propio pensamiento y sacar lo mejor de mí misma.

Estoy particularmente orgullosa de cómo maneja sus proyectos poéticos junto a una agenda académica exigente y su participación en competencias de oratoria Rotary, donde ha destacado. Su disciplina y enfoque a tan joven edad son notables.

Sobre todo, estoy agradecida a Dios por su crecimiento y carácter. Rezo para que continúe caminando en los principios godlies que le he enseñado, porque creo que la fe es el verdadero fundamento de todas las cosas buenas.

Verlo crecer me recuerda que la influencia no es solo pública. Comienza en casa.

¿Qué cambios radicales ocurrieron en su vida después de llegar a Estados Unidos?

La migración a Estados Unidos no fue mera reubicación geográfica. Fue expansión intelectual y reinvención profesional.

Me obligó a reexaminar la identidad más allá de la nacionalidad y a verme no solo como educadora y erudita literaria keniana, sino como ciudadana global con conocimiento transferible y propósito adaptable.

Aunque valoraba profundamente mi trabajo en el aula, la exposición a nuevos sistemas económicos, modelos de emprendimiento y estructuras de planificación financiera abrió mi mente a otra dimensión de empoderamiento. Comencé a entender que la educación debe extenderse más allá de instituciones académicas hacia la alfabetización financiera, la conciencia de riqueza y la agencia económica.

En Estados Unidos, observé cómo los sistemas financieros moldean oportunidades y cómo la falta de conocimiento financiero puede perpetuar silenciosamente la desigualdad. Esa realización inspiró mi transición del aula tradicional al apoyo en seguros y alfabetización financiera. Mi objetivo se aclaró: educar a la comunidad más amplia, particularmente mujeres y grupos marginados, sobre protección financiera, planificación a largo plazo e independencia económica.

Este cambio no fue una partida de la educación. Fue una expansión de ella.

La migración también expandió mi visión creativa. Fue en este período que surgió el concepto de The Hair Advocate Magazine. Observar la intersección de identidad, belleza, cultura y emprendimiento dentro de la diáspora reveló la necesidad de una plataforma que aborde tanto estética como empoderamiento económico en la industria de la belleza.

Estados Unidos me desafió a pensar estructuralmente sobre sistemas, propiedad, escalabilidad e impacto. Si Kenia nutrió mis raíces, América expandió mis ramas.

La migración no diluyó mi identidad. La refinó, la amplió y la redirigió hacia una transformación comunitaria más amplia.

¿Cómo ha influido la migración en su poesía?

La migración continúa transformando mi poesía de mera observación a introspección más profunda.Vivir entre culturas agudiza mi conciencia de pertenencia y no pertenencia. Constantemente me invita a examinar la identidad de maneras que no habría confrontado en un solo espacio geográfico y cultural.

Mi escritura cada vez explora más las negociaciones silenciosas de la identidad dual. Los sutiles ajustes de acento, memoria, expectativa cultural y adaptación. La fuerza requerida para llevar la patria internamente mientras se navega un entorno externo nuevo.

La migración también agudiza mi sensibilidad al silencio. Hay una invisibilidad matizada que los inmigrantes a veces experimentan, no siempre abierta, pero profundamente sentida. La poesía se convierte en el espacio donde proceso esas sutilezas y les doy lenguaje.

Al mismo tiempo, la migración ha fortalecido mi resiliencia. La distancia del hogar profundiza mi aprecio por el idioma indígena y la preservación cultural. Hace la identidad intencional más que asumida.

Mi poesía ahora sostiene dos paisajes a la vez. El suelo que me formó y el terreno que ahora piso. Habla de pertenencia no como destino fijo, sino como conciencia en evolución.

La migración no ha fragmentado mi voz. La ha expandido.

Tu trabajo en literatura, teatro y activismo trasciende continentes y comunidades. ¿Quiénes son algunos de los mentores, colaboradores e instituciones que han moldeado tu trayectoria, incluyendo la edición y la producción de audiolibros?

Ningún viaje significativo se recorre jamás en solitario. Mi trabajo en teatro, literatura y activismo social ha sido moldeado por una constelación de mentores, académicos, editores y colaboradores creativos cuya generosidad sigue guiándome.

Durante mi maestría, fui profundamente mentorizado por mis supervisores Emmanuel Shikuku y el fallecido Oluoch Obura, quienes consolidaron mi comprensión del teatro foro como una herramienta poderosa para el diálogo comunitario y la transformación. Y el Dr. Justus Siboe Makokha.

Mi trayectoria literaria también ha sido nutrida por Mystery Publishers Limited, bajo el liderazgo del CEO Vincent de Paul, cuya mentoría como editor y respetado escritor ayudó a forjar mi disciplina y confianza como autora.

Las colaboraciones artísticas internacionales han sido igualmente enriquecedoras.

He tenido el privilegio de interactuar con Gameli Tordzro de la Universidad de Glasgow, cuyo trabajo en investigación artística y performance intercultural sigue inspirando mi pensamiento sobre el teatro y la narración.

También estoy agradecido por el aliento y el intercambio intelectual con Michael Dickel de Israel y Bob Aron, cuyo compromiso con la poesía y el diálogo literario global fortalece las comunidades creativas que compartimos.

En Estados Unidos, Landrea Miriti, profesora en Bluegrass Community and Technical College en Kentucky, ha sido fundamental para conectarme con redes de poesía y círculos de liderazgo femenino, abriendo puertas para intercambios y colaboraciones significativas.

También estoy agradecido a los artistas creativos Mawira M’tuamwari y Kamanu M’tuamwari, quienes aportaron música y trabajo de voz a mi audiolibro Echoes of Military Souls, ayudando a dar vida al paisaje emocional de la obra de manera poderosa y conmovedora.

En última instancia, mi trayectoria refleja la fuerza de la comunidad: mentores que guían, colaboradores que crean a nuestro lado y defensores que aseguran que las historias lleguen al mundo. Mi lista podría ser interminable.

¿Qué destinos turísticos recomendaría a alguien que visita Kenia?

Comenzaría con el Parque Nacional de Meru, un santuario impresionante que lleva tanto riqueza ecológica como significado personal para mí. Ofrece una experiencia de safari serena pero poderosa donde la vida silvestre y el paisaje se sienten profundamente conectados al ritmo de la tierra.

Dentro de la región mayor de Meru, también recomendaría visitar la Conservación de Vida Silvestre Lewa. Lewa es internacionalmente respetada por sus esfuerzos de conservación, particularmente en la protección de especies en peligro como rinocerontes negros y blancos. Más allá de la vida silvestre, representa conservación sostenible, empoderamiento comunitario y turismo responsable.

Los visitantes también pueden explorar la belleza escénica alrededor del Monte Kenia, especialmente los accesos orientales que ofrecen bosques, ríos y paisajes de herencia cultural.

Más allá de la región de Meru, Kenia ofrece destinos mundialmente renombrados como la Reserva Nacional Maasai Mara, famosa por la Gran Migración y la observación de vida silvestre en sabanas expansivas.

Para turismo costero e histórico, recomiendo Lamu Old Town, conocida por su rica herencia cultural swahili y arquitectura.

Para turismo de playa, Diani Beach ofrece playas de arena blanca pristina a lo largo del Océano Índico.

Kenia no es solo un destino, sino un paisaje vivo de ritmo, resiliencia, vida silvestre y herencia cultural. Ya sea que se busquen montañas, sabanas, costa o inmersión cultural, Kenia ofrece un encuentro profundo con la naturaleza y la humanidad entrelazadas.

Querida y admirable Jerusha Kananu, gracias por brindar tu tiempo y espacio para compartir con los lectores de este distinguido medio. Felicitaciones por tu destacada y polifacética trayectoria.

En el siguiente enlace podrán disfrutar de un vídeo que nos ha compartido en inglés la poeta Jerusha Kananu Marete, en el cual lee un poema de su último libro publicado: https://youtu.be/I0BdRPv9rEA?si=iVJbED40VBsYyfxO

  • Nota: la presente entrevista ha sido traducida del inglés al español mediante Perplexity AI.

Carlos Javier Jarquín

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A história do jornalismo brasileiro

Augusto Damas ‘A história do jornalismo brasileiro’

Augusto Damas
Augusto Damas
Imagem gerada pelo ChatGPT - https://chatgpt.com/g/g-59EzD5Ehz-gerador-de-imagens-ia-que-cria-imagens/c/69d4f13d-1100-83e9-bad4-333826f6593e
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O jornalismo brasileiro tem suas raízes profundamente ligadas aos movimentos políticos, culturais e institucionais que marcaram o início do século XIX. Sua trajetória começa oficialmente em 1808, com a chegada da família real portuguesa ao Brasil, fato que possibilitou a instalação da imprensa no país.

Nesse contexto, surgiu a Gazeta do Rio de Janeiro, considerada o primeiro jornal oficialmente publicado em território brasileiro. Produzida pela Imprensa Régia, sua circulação era semanal e seu conteúdo atendia prioritariamente aos interesses da Corte portuguesa, funcionando como um instrumento de divulgação oficial. Entre seus primeiros responsáveis esteve o Frei Tibúrcio de Sousa Pereira, sucedido posteriormente por Manoel Ferreira de Oliveira, um dos primeiros jornalistas formados no Brasil.

Entretanto, sob o ponto de vista cronológico e crítico, o verdadeiro pioneiro da imprensa brasileira foi o Correio Braziliense, fundado também em 1808 por Hipólito José da Costa. Editado em Londres, o periódico circulava de forma clandestina no Brasil, driblando a censura vigente. Diferentemente da Gazeta, o Correio Braziliense apresentava uma linha editorial independente e opinativa, abordando temas políticos, econômicos e sociais com maior liberdade e espírito crítico — características que o aproximam do conceito moderno de jornalismo.

Já em 1821, com o abrandamento das restrições à imprensa, surgiram novos periódicos no Brasil, ampliando o espaço para o debate público. Entre eles, destaca-se O Diário, apontado como um dos primeiros jornais de circulação diária no país, contribuindo para a consolidação da imprensa como instrumento de informação contínua. Embora existam controvérsias quanto à sua direção e vinculação histórica com o escritor José de Alencar — figura posterior ao período —, o jornal representa um marco importante na evolução da periodicidade jornalística.

Ao longo do século XIX, a imprensa brasileira passou por um processo de expansão e diversificação, acompanhando os acontecimentos políticos como a Independência (1822), o Período Regencial e o Segundo Reinado. Os jornais tornaram-se espaços de disputa ideológica, formação de opinião e construção da identidade nacional.

Com o avanço tecnológico e a chegada do século XX, o jornalismo brasileiro se profissionalizou, incorporando novas técnicas de apuração, redação e impressão. No século XXI, a revolução digital transformou profundamente o setor, levando muitos veículos tradicionais à adaptação para plataformas online, ampliando o alcance e a velocidade da informação.

Assim, a história do jornalismo no Brasil revela não apenas a evolução dos meios de comunicação, mas também o desenvolvimento da própria sociedade brasileira, marcada pela busca constante por liberdade de expressão, pluralidade e acesso à informação.

Augusto Damas

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Na Arte do Leitor, as telas da colunista Jane Nash!

Escritora e poeta, a sensibilidade de Jane Nash,
das Letras para as Telas!

Logo da seção A Arte do Leitor
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Jane Nash
Jane Nash

Jane Nash, natural de Stocton-On-Tees, Inglaterra, e residindo atualmente em Yorkeys Knob, Austrália, é escritora e poetisa.

Profissionalmente, foi professora, hipnoterapeuta e psicoterapeuta. Na seara literária, é comprometida com o processo criativo, tendo enriquecido a carreira como colunista do Opinion Syndicate (EUA); Richmond Review (EUA) e Marshall Islands Literary Review, e como editora de conteúdo no The Pandorian Arts Magazine.

Atualmente, escreve para The Issue e Mahjong Mania no Substack.

Publicações previstas para 2026: a antologia de poesia The Peace Collective e Face is Serious – uma coleção de microficção.

Jane já apresentou poesia duas vezes no Dia Mundial da Poesia e contos no Dia Mundial do Escritor, realizado na Colômbia. Seus projetos atuais incluem as histórias do Inspetor de Polícia Paynes Grey, com prévias a serem divulgadas em breve.

Jane também estará presente no Festival Literário ‘Books In Paradise’ em Port Douglas, Austrália, em 9 de agosto de 2026.

A transbordante sensibilidade literária de Jane irradiou para a as telas e há três anos, apesar de não saber desenhar, dedicou-se à arte do desenho e da pintura em aquarela com as professoras artistas Joanne Bingham e Cecilia Morris.

Em 2025, cursou o Certificado 3 em Artes Visuais no TAFE em Cairns (uma instituição púboica de ensino técnico e vocacional (VET) na Austrália, focada em cursos práticos e de curta/média duração para inserção no mercado de trabalho. O TAFE Queensland North oferece áreas como hotelaria, turismo, saúde, TI, construção e artes, com foco em habilidades) e já expôs seus trabalhos três vezes: uma na exposição estudantil do TAFE e duas vezes no concurso de retratos The ARTchies em Cairns, no extremo norte de Queensland.

Jane pinta e estuda desenho de modelo vivo regularmente, atividade essa que, segundo ela, é uma ótima maneira de relaxar.

Algumas telas de Jane Nash

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