Eu e o rio

José Antonio Torres: entre as águas do rio e o caminho da fé, uma reflexão poética sobre a vida, a perseverança e o encontro com Deus

José Antonio Torres
José Antonio Torres
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Como as águas do rio,
Sigo silencioso o meu caminho.
Originei-me de uma pequena nascente
E fui crescendo ao longo do meu trajeto.

Passei por vários lugares…
Muita coisa eu vi.
Alegrias e sofrimentos, festas e dor.
Uns cuidam de mim e outros me ignoram.
Não me importo com esses e sigo meu caminho,
Sendo útil em minha jornada.

Mesmo aos que comigo não se importam, Ajudo como posso.
Meu valor não se mede pela minha extensão,
Mas pelos benefícios que posso proporcionar
Sem nada pedir em troca.

E vou seguindo…
Contornando alguns obstáculos e superando outros.
Tenho plena consciência do meu destino final.
Se o rio caminha rumo à imensidão do mar,
Eu rumo para a luz maior que me acolherá.

Certamente o trajeto é longo e difícil.
Muitos obstáculos ainda terei pela frente.
Mas, assim como o rio, ao final do seu percurso,
Repousa no abraço do mar,
Eu me acalentarei na glória do amor de Deus!

José Antonio Torres

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Ondaka 6.7

Renata Barcellos entrevista Ondaka 6.7: da oralidade à literatura, a força da palavra africana!

Logotipo da seção Entrvistas ROLianas
Ondaka 6.7. Jovem preto de camisa clara, com livros nas mãos, Fundo preto.
Ondaka 6.7

Minicurrículo: Ondaka 6.7 (Osvaldo Boaventura Francisco), de Porto Amboim, Angola, nasceu aos 06 de Julho de 1994.

Formado em Língua e Literaturas em Língua Portuguesa pela Faculdade de Humanidades da Universidade Agostinho Neto.

Membro fundador do Movimento dos Novos Intelectuais de Angola, MNIA.

Agente de Desenvolvimento Comunitário com certificação em TFT in Practice – Training for Transformation (metodologia baseada na obra de Paulo Freire).

Curador e Bibliotecário do Mosaiko, onde desenvolve actividades que visam fomentar o acesso ao conhecimento e a participação cívica.

Venceu o Prémio Imprensa Nacional de Literatura 2023 e o Concurso de Contos Celebrando Talentos Literários 2024 da Grace Publisher. Obras Publicadas: Ntangu e Ntima ou A Absoluta Mama Mboze;  Uma Festa Lá No Céu.

Entrevista

1 Como surgiu o interesse pelas letras?

ONDAKA 6.7: O primeiro input me foi dado por um tio que a dada altura veio viver em nossa casa e contáva-nos diversas estórias. Eu nem ler, nem escrever em condições ainda sabia. Isso se me aceitas nessa pergunta incluir as estórias contadas (oralmente) porque os meus pais não tinham livros em casa. E foi muito tempo depois que aquela entrada deu alguma inquietação quando um professor e padre do ensino médio citava vários clássicos da literatura mundial ao dar a sua aula de gramática. E depois, vi-me a fazer letras na universidade. 

2 Quais são os objetivos do Movimento dos Novos Intelectuais de Angola ?

ONDAKA 6.7: Importa lembrar que a Associação MNIA hoje é uma extensão do pensamento de Viriato da Cruz, primeiro teorizador e activista do Movimento dos Novos Intelectuais de Angola, surgido em 1948, sob o lema “Vamos Descobrir Angola”, que abriu uma nova página na história da literatura angolana. O MNIA agora renovado pretende lutar pela expressão dos interesses populares e da autêntica natureza africana em todas as formas de Arte e Cultura angolana, baseados no sentido estético, na inteligência, na vontade e na razão africanas; desenvolver actividades culturais e educativas que visem sempre a revitalização do lúmen ou energia interior do ser humano.

3 Qual o papel da biblioteca na contemporaneidade? 

ONDAKA 6.7: Continua tendo o mesmo papel, que é de acolher e disseminar conhecimento. Entretanto, vai perdendo o impacto quando não é dinamizada, quando não se vai atrás dos leitores. Numa época como a nossa, em que se acentua o modo breve e imediato de ser, as pessoas vivem desinteressadas do que é essencial. No caso de Angola, por exemplo, além desse desinteresse global, adiciona-se a escassez de bibliotecas públicas e das que existem estão estáticas, desligadas dos desafios actuais. Ainda, agrava-se o facto de a escolas públicas não possuírem bibliotecas. E que os alunos chegam às universidades sem conhecerem uma biblioteca. 

4 Quais são as características de um bom conto? 

ONDAKA 6.7: A brevidade e o impacto. Talvez diria o fascínio provocado pela forma como é trabalhada e/ou condensada a linguagem. Por exemplo, ouvíamos por várias horas o tio a contar inúmeras estórias, mas nós também participávamos respondendo, ora dando um fio aos enredos. Enfim, não consigo desassociar o conto da oralidade. Acho que o conto sai sempre do oral para o escrito, onde deve voltar sempre. O conto é oral!

5 Mensagem ao leitor:

ONDAKA 6.7: Leia(m), porque a leitura é uma forma prazerosa de libertação.

Renata Barcellos

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A Última Vez

A ÚLTIMA VEZ
Da prosa à poesia: Virgínia Azevedo lança seu primeiro livro de poemas

Capa do livro 'A Última Vez', de Virgínia Azevedo
Capa do livro ‘A Última Vez’, de Virgínia Azevedo

A trajetória literária da tatuiense Virgínia Azevedo começou em 2021, quando passou a publicar poemas em suas redes sociais. Desde então, a escrita ganhou espaço cada vez mais significativo em sua vida, levando-a da poesia ao romance e, agora, de volta aos versos, com o lançamento de A última vez, seu primeiro livro de poemas.

Professora da rede municipal de ensino de Tatuí (SP), licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduada na área de educação, Virgínia estreou na literatura em 2022, com o romance O Perfume das Sombras: A história do maior amor do mundo. Inicialmente publicado em formato e-book, o livro teve boa recepção do público e, no ano seguinte, ganhou edição impressa pela Opera Editorial.

Também em 2023, lançou A luz em seus olhos, igualmente publicado primeiro em e-book e posteriormente em edição impressa. A obra foi apresentada ao público em noite de autógrafos realizada no Museu Histórico Paulo Setúbal, em Tatuí.

A consolidação de sua trajetória literária também se manifesta em sua participação em eventos e projetos voltados à literatura. Virgínia participou da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), pela Casa Opera, em 2023 e 2025. Em 2024, foi convidada a apresentar seus poemas no projeto Devir, Poesia e Prosa e participou do 1º e do 3º Encontro de Escritores Tatuianos. No mesmo ano, desenvolveu um sarau literário com alunos do 9º ano da EMEF “Prof. Alan Alves de Araújo”.

Sua atuação na área da literatura estende-se também ao incentivo à escrita e à formação de novos leitores e autores. Em 2025, ministrou uma palestra sobre escrita na Escola Estadual “Prof. Lienette Avalone Ribeiro”.

Em 2026, Virgínia Azevedo dá um novo passo em sua trajetória com A última vez, seu primeiro livro de poemas. O lançamento, realizado em noite de autógrafos no Museu da Imagem e do Som de Tatuí, reuniu expressivo público e marcou uma nova etapa de sua produção literária.

Da publicação de poemas nas redes sociais à participação em importantes encontros literários e à publicação de romances e poesia, Virgínia Azevedo vem construindo, passo a passo, uma trajetória que aproxima literatura, educação e formação de leitores — e que encontra, em A última vez, uma nova forma de expressão.

A Última Vez (2026)

SINOPSE: O que permanece depois da última vez? Neste livro, Virgínia Azevedo reúne poemas que conduzem o leitor a sentimentos intensos e universais, como amor, solidão, vazio e saudade, transformando emoções profundas em versos delicados e intensos.

“Há dores que doem mais por serem eternas.”

Serviço

Autora: Virgínia Azevedo

Editora: Ópera Editorial

ISBN: 978-65-5175-117-2

Número de páginas: 69

Preço: R$44,80

Venda: Saite da Opera Editorial (https://operaeditorial.com.br/produto/a-ultima-vez/)

Outras Obras de Virgínia Azevedo

O Perfume das Sombras: a história do maior amor do mundo (2023)

SINOPSE: Dois grandes amores, separados pela intolerância e pelo tempo, desafiam perseguições, perdas e impossibilidades.

Em linguagem poética, Virgínia Azevedo constrói uma narrativa intensa sobre sentimentos capazes de ultrapassar o tempo e o próprio limite da existência.

Serviço

Autora: Virgínia Azevedo

Editora: Ópera Editorial

ISBN: 978-65-6081-010-5

Número de páginas: 151

Preço: R$55,00

Venda: Saite da Opera Editorial (https://operaeditorial.com.br/produto/o-perfume-das-sombras-a-historia-do-maior-amor-do-mundo/)

A luz em seus olhos (2024)

SINOPSE: Armand, um vampiro, reencontra dois séculos depois Carolina, sua esposa desaparecida, agora vivendo como bibliotecária e sem qualquer lembrança de seu passado.

Ao tentar reconquistá-la, ele cria uma fundação para aproximar-se dela. Entre mistérios, romance e identidades transformadas, o casal revive uma história de amor marcada pelo sobrenatural.

Serviço

Autora: Virgínia Azevedo

Editora: Ópera Editorial

ISBN: 978-6-6081-125-6

Número de páginas: 67

Preço: R$55,00

Venda: Saite da Opera Editorial (https://operaeditorial.com.br/produto/a-luz-em-seus-olhos/)

Capa do livro 'O Perfume das Sombras - A História do Maior Amor do Mundo'
Capa do livro ‘O Perfume das Sombras – A História do Maior Amor do Mundo’

Capa do livro 'A luz em seus Olhos - Duas Vidas, um Amor'
Capa do livro ‘A luz em seus Olhos – Duas Vidas, um Amor’

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As luzes da cidade

Laskiaf Amortegui: uma viagem poética pelas luzes, sons e mistérios da cidade!

Laskiaf Amortegui
Laskiaf Amortegui
Ilustração de uma mulher observando o pôr do sol sobre uma cidade vista do alto, cercada por flores, pedras e sombras de saxofonistas nos prédios.
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As luzes da cidade encandeiam minha alma
​A cidade desperta entre reflexos carmesim;
as luzes se despodem — será que estão descansando?
Apenas a estrela mais brilhante ilumina o dia.
O lampião observa em silêncio enquanto o saxofone se desvanece.
Quando a tarde se rende, elas despertam silenciosamente,
iluminando ruas velhas e novas para seus moradores.
Os vaga-lumes se misturam ao brilho das árvores;
e embriagados de esplendor, os lampiões parecem belos.
Esse entardecer se dissipa em direção a um infinito perdido,
entre fagulhas sem fim sobre a rodovia
onde o céu as beija ao longe.
As luzes são testemunhas e cúmplices da noite:
Os amantes afundam-se em uma dança de línguas
e cascatas salinas sob o feitiço do néon,
enquanto outros seres se perdem em caminhadas eternas
ao ritmo das sonatas de um velho saxofone.
Eu as observo em êxtase do mirante,
o vento agita meu cabelo no ar,
e ao amanecer, meu olhar resiste com um suspiro.
As luzes não vão embora… elas apenas dormem.

Laskiaf Amortegui

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Quando um livro embarca em um olhar

Pietro Costa: o poema que transforma a leitura em uma travessia!

Pietro Costa
Pietro Costa
Card do poema ‘Quando um um livro embarca em um olhar

Pietro Costa

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O princípio da reciprocidade voluntária

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo: uma reflexão sobre confiança, amizade e reciprocidade

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
Duas pessoas em gesto de confiança e reciprocidade, simbolizando amizade, lealdade e solidariedade nas relações humanas.
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Neste ponto da reflexão, a questão central que se nos coloca é saber em quem podemos confiar? Pode-se confiar em alguém, ao ponto de se divulgar a nossa vida, os nossos princípios, valores, sentimentos, emoções, desejos, projetos, problemas, até os mais íntimos, com a certeza de que as informações, os desabafos, ficam com esse alguém que, inteiramente, até consideramos, por exemplo, o nosso único, especial e maior amigo?

Existem, de facto, amigos íntimos, verdadeiros, incondicionais em quem possamos confiar? Em situações-limite, em que há interesses idênticos, em beneficiar de uma determinada oportunidade, pode-se contar com o apoio claro desse amigo, que consideramos verdadeiro? Ou, pelo contrário, haverá situações muito complexas, que nem ao nosso “amigo especial” se pode dar a conhecer?

Bom, das duas, uma: ou se tem um amigo verdadeiro, puro, incondicional, especial, e nele se pode confiar totalmente; ou apenas temos um amigo que o é enquanto lhe convier e que, em certas circunstâncias, abandona o amigo para se relacionar com outros alegados amigos, para obter determinados proveitos, ficando, praticamente, contra o primeiro!

Nesta última hipótese, este é o “amigo” em quem não se pode confiar, porque nos troca, sempre que a situação lhe convém. O amigo autêntico, solidário, leal, que está permanentemente do nosso lado, aquele que por nós tem um genuíno “Amor-de-Amigo”, é o mesmo que sabe colocar todas as situações no seu devido lugar e que, até espera do amigo todo o apoio, quando precisa de resolver algum problema mais complicado, incluindo aspetos do foro íntimo.

Rejeitar um amigo verdadeiro, puro e incondicional, trocando-o ou substituindo-o por outros interesses, situações e pessoas, não é próprio de quem se diz amigo e pode conduzir, inclusivamente, a grande mágoa, intensa dor, imenso sofrimento, desgosto profundo e morte, de quem é vítima da deslealdade de uma pessoa em quem se confiou tudo, em quem se acreditou, de quem se gostou sinceramente, sempre com respeito, com carinho e com meiguice.

A vida em sociedade, cada vez mais, pressiona as pessoas para terem de conviver com todas as outras, para, alegadamente, terem algum sucesso, numa qualquer atividade, quantas vezes, até para manter um relacionamento que convém, para se atingir determinados objetivos. Infelizmente, o “Saber-conviver-com-os-outros” pode transformar-se numa perigosa hipocrisia, em complicadas deslealdades, em faltas de solidariedade e numa pseudoamizade, de inaceitável conveniência. Então e uma vez mais, em quem podemos confiar? 

Devemos acreditar que temos capacidade, e vontade, para sermos verdadeiros amigos de outras pessoas, e que estas, de igual forma, podem retribuir, com a mesma sinceridade, amabilidade e consideração, incondicionalmente, a nossa amizade, assumindo atitudes de clara, inequívoca e permanente solidariedade, amizade, lealdade, confiança e disponibilidade constante para estar ao nosso lado, com valores, sentimentos, atitudes, objetivos e métodos idênticos, tal como nós nos revelamos e procedemos para e com essa pessoa. Funciona o princípio da reciprocidade voluntária. 

BIBLIOGRAFIA

BÁRTOLO, Diamantino Lourenço Rodrigues de, (2013). Rotas: Amigo Especial: Onde Estás? Págs. 06 e 60-a-69. Coedição. Organização de Clarisse Maia-Guedes. Rio de Janeiro/Brasil: Guemanisse

BERGOGLIO, Jorge, Papa Francisco, (2013). O Verdadeiro Poder é Servir. Por uma Igreja mais humilde. Um novo compromisso de fé e de renovação social. Tradução de Maria João Vieira /Coord.), Ângelo Santana, Margarida Mata Pereira. Braga: Publito.

Venade/Caminha – Portugal, 2026

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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Grupo Cultural Águia Nordestina celebra tradição e ancestralidade

Grupo Cultural Águia Nordestina de Bacamarteiros de Moreno participa do encontro ‘Maluguinho na Mata é Rei’

Foto: Assessoria de Imprensa

No dia 6 de setembro de 2026, foi realizada, na Mata do Salu, em Moreno (PE), a celebração de um momento sagrado de fé, tradição, história, cultura e ancestralidade: o encontro “Maluguinho na Mata é Rei”.

O evento contou com a participação da constelação de reis e rainhas do Grupo Cultural Águia Nordestina de Bacamarteiros de Moreno, que apresentou um verdadeiro bálsamo das tradições do bacamarte, sob a gestão do ilustre presidente Reginaldo Alfredo.

A culinária nordestina também trouxe um tempero especial ao encontro, contribuindo para fortalecer a consciência de pertencimento e identidade.

O evento constituiu, ainda, um importante registro e contribuiu para o reconhecimento e o enriquecimento do patrimônio histórico e das tradições culturais do Nordeste brasileiro.

Redação e fotos: Assessoria de Imprensa

Bruno Alves Feitosa

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