Renascimento verde

Sergio Diniz da Costa: Poema ‘Renascimento verde’

Sergio Diniz
Sergio Diniz
Imagem criada pela IA do ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69aa48bd-c258-832b-bdf4-af22165841f1

“Sempre haverá o botão
De uma rosa se abrindo”
Assim ouvi, adentrando
No jardim em ruína.

De quem era aquela voz?
Por que a mim se dirigia?
E onde estavam os botões?
Pois, olhando, eu nada via.

“Sempre haverá o botão
De uma rosa se abrindo”
Assim repetiu aquela voz
Que, das ruínas, soou atroz.

“Não sucumbe a semente profunda”
Soou, novamente, a mesma voz
Mas, nada entendendo, ela pareceu
Ter vinda de algum algoz.

“Não sucumbe a semente profunda”
Insistiu a misteriosa voz
Porém, não mais feroz
Mas, de uma calma oriunda.

E, assim, num instante
Dali não muito distante
Um inebriante perfume
Do cinza brotou o verdume.

E na manhã daquele dia
Quando sonhar não se podia
Um botão de rosa se abriu
Pois uma semente profunda
Da verde esperança surgiu!

Sergio Diniz da Costa

Voltar

Facebook




Estupro coletivo

Renata Barcellos: Artigo ‘Estupro coletivo’

Renata Barcellos
Renata Barcellos
Imagem gerada pela IA do ChatGPT - https://chatgpt.com/c/69aa2923-efdc-832c-b58d-88806a02ca49
Imagem gerada pela IA do ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69aa2923-efdc-832c-b58d-88806a02ca49

No Brasil, segundo dados oriundos do anuário Brasileiro de Segurança Pública e relatórios de órgãos federais, uma mulher é estuprada a cada 6 ou 8 minutos. Cabe ressaltar que essa informação é baseada apenas nos casos oficialmente registrados. Quantos ainda não o foram? Denuncie!!!! Nunca é tarde!!! Ligue 190 (Polícia Militar), 180 (Ligue 180 / Central de Atendimento à Mulher) ou 100 (Disque Direitos Humanos). Não se cale!!!

    Em maio de 2016, no Rio de Janeiro, o estupro coletivo de uma jovem de 16 anos causou horror à sociedade brasileira. A adolescente foi violentada por 30 homens e a divulgação do ato foi feita pelos próprios estupradores. Antes deste caso e até na atualidade, quantos MAIS não ocorreram? Dez anos depois, recentemente, uma de 17 anos foi violentada por 4 homens. O que está acontecendo no mundo? 

    Vale ressaltar que, na crônica: Não as matem, de Lima Barreto (pré-modernista) há a denúncia do autor de que o homem se julga no poder de aniquilar a vontade da mulher. Isso foi redigido há mais de um século. A narrativa transcendeu o seu próprio tempo, porque o conteúdo da obra ainda se mantém atual, infelizmente. Ao tratar deste assunto, Barreto esteve à frente da Justiça brasileira no sentido de elucidar a razão do uso da força e da violência contra a mulher.

    Assim, verificamos conforme Ezra Pound (2006,p.36):  “[…] se a literatura de uma nação entra em declínio a nação se atrofia e decai”. Isso significa que esta expressão artística é, enquanto  manifestação dos homens, uma forma de comunicação. Talvez não haja equilíbrio social. Já de acordo Antonio Candido no ensaio O direito à literatura, as literaturas, assim como o sonho (essencial para o equilíbrio psíquico individual), são uma necessidade universal e fundamental para a humanização do homem. O autor defende que o acesso a elas deve ser um direito garantido a todos, pois contribuem para a coesão social e a humanização, combatendo o caos e a desumanização. Outro texto literário que aborda o feminicídio é o conto Venha ver o pôr do sol de Lygia Fagundes Telles. Vale a pena conferir os dois!!!

     Na contemporaneidade, de forma avassaladora, ações cruéis só aumentam. Quais são os fatores que levam a tais práticas? Como acabar com estes atos bárbaros? Conforme anuário Brasileiro de Segurança Pública e relatórios de órgãos federais:

  • Recorde de Casos: Brasil registrou mais de 83 mil casos de estupro (incluindo vulneráveis) em 2025, um número que segue em patamares elevados após recordes anteriores.
  • Estupro de Vulnerável: cerca de 70% a 76% dos casos registrados envolvem vítimas menores de 14 anos ou sem capacidade de consentimento.
  • Frequência: estima-se que ocorra um estupro a cada 6 ou 8 minutos, no Brasil, segundo dados de 2023-2025.
  • Dados de 2025: prévia de dados do Ministério da Justiça indicou mais de 83 mil casos, com uma média de 227 vítimas por dia.
  • Tendência de Aumento: em um período de 10 anos (até 2025), a quantidade de estupros aumentou expressivamente, chegando a mais de 70% de alta no acumulado.

Perfil das Vítimas e Agressores

  • Estupro de Vulnerável: cerca de 70% a 76% dos casos registrados são de estupro de vulnerável, que envolve vítimas menores de 14 anos ou sem capacidade de consentimento.
  • Idade: a maioria das vítimas é muito jovem. Dados mostram que 6 em cada 10 vítimas têm até 13 anos.
  • Gênero: 88,7% das vítimas são do sexo feminino.
  • Local e Agressor: a maior parte dos crimes ocorre dentro de casa. Cerca de 70% a 86% dos casos são praticados por conhecidos, familiares, pais ou padrastos.
  • Crianças/Adolescentes: de 2021 a 2023, foram registrados 164.199 casos de estupro contra crianças e adolescentes de 0 a 19 anos.
  • Perfil dos Agressor no Coletivo: em casos de múltiplos agressores, 27,7% dos autores são estranhos, 28,3% conhecidos, e 10,3% parentes. 

    Isso ocorre mesmo havendo legislação como a Lei Maria da Penha criada pelo Estado brasileiro, Lei nº11.340, em 7 de agosto de 2006. Já, em 9 de março de 2015 começou a vigorar no ordenamento jurídico brasileiro a Lei nº13.104, no qual passou a prever no Código Penal o crime de feminicídio. Nem assim os índices reduzem. O que está havendo?

    Dado o ocorrido, diversas discussões estão em pauta: a educação recebida pelos responsáveis concernente a atos que firam a dignidade feminina ou a integridade de jovens.
O que leva um adolescente a cometer estupro? Como as jovens têm sido orientadas para se defenderem? Será que vivemos em uma cultura do estupro?…

    A expressão “cultura do estupro” não é nova. Entrou em uso nas ruas e nas redes sociais com os novos movimentos feministas e depois da publicidade de um estupro coletivo ocorrido em uma comunidade carioca. Ao mesmo tempo em que cresce a denúncia de uma “cultura do estupro”, estamos caminhando para uma cultura antiestupro.

Urgem aulas de Educação Sexual a fim de orientar os alunos de que não só as relações sexuais sejam praticadas sob o signo do consentimento e da liberdade, da autonomia e da dignidade de cada um (uma). Mais também de que o estupro ou qualquer ato sexual violento é inaceitável, porque revela um profundo desrespeito à autonomia feminina.

Estupro é um ato violentíssimo, uma invasão ao corpo cujos efeitos são devastadores: depressão, períodos longos de silêncio, descuido com o corpo, dificuldade e pânico diante de tentativas de relações afetivas e sexuais, incompreensão, distanciamento…  

De acordo com Sofia Débora Levy (psicóloga clínica, bacharel e licenciada em Psicologia e em Letras Português-Hebraico,  Professora, Consultora, Mestre em Psicologia/UFRJ, Doutora em História das Ciências, Técnicas e Epistemologia/UFRJ com Pós-Doutoramento em Memória Social/ UNIRIO. 

Membro da Sociedade Brasileira de Psicologia, é Representante para a Memória do Holocausto do Congresso Judaico Latino-Americano; membro do Conselho de Educação da StandWithUs-Brasil; Associada Fundadora  do Memorial às Vítimas do Holocausto/RJ; e Vice-Presidente  do Memorial Judaico de Vassouras.

Autora de vários livros, como “Sobre Viver -vol. 1 e 2”, “Holocausto: vivência e retransmissão” e “Por dentro do trauma”, além de artigos e capítulos de livros publicados, profere palestras sobre Psicologia Clínica e Social, Holocausto, trauma, violência, saúde mental e relacionamentos num exercício contínuo de reflexão crítica humanística), “estupro é considerado crime hediondo pela legislação brasileira (Lei No. 8072/1990). Um crime perverso pois o corpo, o pênis, é usado como arma para ferir. Motivação do estupro: sensação de poder através do abuso do outro.

No caso da jovem estuprada num apartamento em Copacabana para onde foi chamada por seu ex-namorado, quatro outros rapazes maiores de idade participaram do crime.  E, ao final , após a saída da jovem do prédio, conforme as câmeras gravaram, comemoraram com sinais de vitória. A perversão continua nesse comportamento covarde em que os agressores comemoram sem se importar por ter marcado a vida de uma jovem dessa forma”. Quem quiser saber mais sobre o corpo usado como arma, assista ao vídeo da psicóloga disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=bn58Tf8MNpc.  

Renata Barcellos

Voltar

Facebook




Venha fazer parte da ALSPA!

Venha imortalizar sua trajetória em uma academia que valoriza o passado, celebra o presente e constrói um futuro inclusivo e universal

Logo da Academia de Letras de São Pedro da Alceia - Alspa
Logo da Academia de Letras de São Pedro da Alceia – Alspa

É com imenso entusiasmo que a Academia de Letras de São Pedro da Aldeia (ALSPA) abre suas portas e convida artistas, escritores e entusiastas da cultura para fazerem parte de uma jornada literária sem fronteiras. Mais do que uma instituição, somos um farol de integração que conecta o talento brasileiro ao mundo, unindo vozes que ecoam por todas as regiões do Brasil, cruzam o oceano rumo a toda a África Lusófona e se fazem presentes em 15 países.

​Nossa constelação de imortais orgulha-se de abrigar ícones que moldaram a nossa identidade cultural e social, como a ex-ministra Luislinda Valois, as brilhantes atrizes Fernanda Montenegro e Ítala Nandi, o mestre da Bossa Nova Roberto Menescal, e a guardiã de um legado histórico, Zuleica Tani, tataraneta de Monteiro Lobato.

​Na ALSPA, a excelência caminha de mãos dadas com a humanidade. Somos pioneiros na inclusão ativa, celebrando com honra escritores do espectro autista em nossos quadros e promovendo campanhas beneficentes que transformam a literatura em ação social. Nosso compromisso com o conhecimento é global: realizamos intercâmbios culturais de alto impacto com instituições de prestígio, como a Universidade de Rovuma (Moçambique) e a City University of New York (CUNY).

​Demos um passo histórico ao sermos a primeira instituição a traduzir um livro de poesias do português para a língua Emakhuwa, reafirmando nosso papel como pontes entre culturas e guardiões da diversidade linguística.

Venha imortalizar sua trajetória em uma academia que valoriza o passado, celebra o presente e constrói um futuro inclusivo e universal.

SAIBA COMO FAZER PARTE:

https://wa.me/message/JHL6OCC5EHNUF1

Voltar

Facebook




O amor diante da brevidade da vida

SAÚDE INTEGRAL

Joelson Mora ‘O amor diante da brevidade da vida’

Joelson Mora
Joelson Mora
Imagem gerada por IA do Bing - 05 de março de 2026
 às  9h
Imagem gerada por IA do Bing – 05 de março de 2026
às 9h

Em determinados momentos da vida, somos convidados a refletir sobre perguntas profundas que atravessam gerações. Perguntas que não pertencem apenas à filosofia, à teologia ou à ciência, mas à própria experiência humana.

Uma dessas perguntas surge de forma sensível na canção ‘Como’, interpretada pela cantora mexicana Thalía. Em um de seus versos, a música apresenta um questionamento que ecoa dentro de muitos corações: “De que serve o amor, se um dia teremos que partir?”

A palavra ‘partir’, nesse contexto, carrega um significado inevitável: a consciência de que a vida humana é transitória.

Desde as civilizações antigas, o ser humano busca compreender o sentido da existência diante da brevidade da vida. Filósofos gregos, pensadores orientais, líderes espirituais e cientistas, todos, à sua maneira, refletiram sobre essa realidade: a vida é finita, mas dentro dessa finitude existe algo extraordinário  a capacidade de amar, construir, aprender e deixar marcas no mundo.

Quando olhamos para a saúde sob a perspectiva da saúde integral, percebemos que ela não se limita ao funcionamento fisiológico do corpo. A Organização Mundial da Saúde define saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social. Alguns autores contemporâneos ampliam ainda mais esse conceito, incluindo também a dimensão espiritual da existência humana.

Nesse sentido, a consciência da finitude pode produzir dois efeitos distintos.

Para algumas pessoas, pode gerar medo, ansiedade e sofrimento existencial. Para outras, pode despertar uma percepção ainda mais profunda do valor da vida.

Quando compreendemos que os dias são limitados, cada gesto ganha um significado maior. O abraço torna-se mais verdadeiro. As palavras passam a ter mais peso. Os encontros tornam-se mais preciosos.

O amor, então, deixa de ser apenas um sentimento romântico e passa a ser um princípio organizador da existência humana.

Amamos nossos familiares.

Amamos nossos amigos.

Amamos nossa vocação.

Amamos aquilo que dá sentido à nossa caminhada.

Sob o olhar da ciência da saúde, relações afetivas saudáveis estão associadas à redução do estresse, melhora da saúde cardiovascular, fortalecimento do sistema imunológico e maior expectativa de vida. Estudos na área da psicologia positiva e da neurociência demonstram que vínculos afetivos estimulam a liberação de neurotransmissores como ocitocina, dopamina e serotonina, substâncias que promovem sensação de bem-estar e equilíbrio emocional.

Uma das pesquisas mais longas já realizadas sobre felicidade e saúde humana, conduzida pela Harvard University, conhecida como Harvard Study of Adult Development, acompanha participantes há mais de oito décadas. Os resultados dessa investigação revelam um dado extremamente significativo: a qualidade dos relacionamentos é um dos fatores mais importantes para a saúde, felicidade e longevidade ao longo da vida, ou seja, amar e cultivar vínculos verdadeiros não é apenas uma experiência poética da vida  é também um fenômeno profundamente biológico e terapêutico.

Talvez seja justamente por isso que a pergunta apresentada na canção de Thalía seja tão poderosa. Quando nos perguntamos “de que serve o amor, se um dia teremos que partir?”, estamos, na verdade, tocando em um dos grandes mistérios da existência humana.

E talvez a resposta esteja justamente na própria pergunta.

O amor existe porque a vida é breve.

Ele é a forma mais profunda de transformar momentos em memórias, dias em histórias e encontros em eternidade emocional.

Mesmo sabendo que a caminhada humana possui um início e um fim, somos capazes de construir algo que ultrapassa o tempo: a influência que deixamos na vida das pessoas.

Palavras que encorajam.

Gestos que acolhem.

Atitudes que inspiram.

Na perspectiva da saúde integral, viver com propósito, cultivar relações saudáveis, manter o corpo ativo, cuidar da mente e alimentar a espiritualidade são caminhos que fortalecem não apenas a longevidade, mas também o significado da própria vida.

A canção “Como” nos convida a olhar para dentro e refletir sobre aquilo que realmente importa.

Talvez não possamos controlar todos os acontecimentos da vida.

Mas podemos escolher como viver.

Podemos escolher viver com gratidão.

Podemos escolher viver com coragem.

Podemos escolher viver com amor.

E enquanto houver vida, sempre haverá a possibilidade de escrever novos capítulos em nossa história.

Joelson Mora

Voltar

Facebook




Jardim dos Sonhos: Ecos de Frida e Borges

Pátio Cianê Shopping recebe a exposição ‘Jardim dos Sonhos: Ecos de Frida e Borges’

Exposição 'Jardim dos Sonhos: Ecos de Frida e Borges' - Foto do arquivo de Priscila Mancussi
Exposição ‘Jardim dos Sonhos: Ecos de Frida e Borges’ – Foto do arquivo de Priscila Mancussi

Sorocaba, março de 2026 – O Pátio Cianê Shopping inaugurou recentemente a exposição ‘Jardim dos Sonhos: Ecos de Frida e Borges‘, transformando o espaço em um ponto de encontro cultural vibrante. O evento de abertura aconteceu durante na tarde de 01/03/2026 e reuniu escritores, artistas e um público animado para celebrar a fusão entre o universo visual de Frida Kahlo e a profundidade literária de Jorge Luis Borges.

​Tarde de Celebração e Arte

​A inauguração contou com a presença dos escritores que compõem a mostra, cujas obras dialogam com o legado dos dois ícones latinos. Marcaram presença: ​Josemir Lemos, Carina Gameiro e Ricco Cassiano, ​Vânia Moreira, Cristina Pimentel, Débora Domingues, ​Beto Costa e a coordenadora e organizadora da exposição, a professora e escritora Priscila Mancussi.

A exposição recebeu a ilustre presença do jornalista e escritor Sergio Diniz da Costa, que ficou admirado com cada poema apresentado.

​O público que prestigiou o evento desfrutou de um ambiente descontraído e alegre, potencializado pelas participações especiais do músico e compositor Leonardo Andreh e da cantora Márcia Cassiano. Por meio de suas apresentações, os artistas trouxeram uma sonoridade envolvente que harmonizou perfeitamente com a proposta da exposição.

​Sucesso de Crítica e Público

​A organizadora, Priscila Mancussi, avalia que a inauguração foi um sucesso absoluto e ressalta o impacto positivo da mostra na cidade. ​”Foi um momento muito especial ver a comunidade prestigiando a literatura e as artes. O evento foi um sucesso e convido a todos que ainda não vieram para que visitem e se encantem com o ‘Jardim dos Sonhos'”, afirma Priscila.

A exposição segue aberta para visitação gratuita, sendo uma excelente opção cultural para toda a família em Sorocaba.

A exposição segue aberta para visitação gratuita, sendo uma excelente opção cultural para toda a família em Sorocaba.

Serviço

Evento: Exposição “Jardim dos Sonhos – Ecos de Frida e Borges”

Local: Pátio Cianê Shopping, Sorocaba/SP

Data: Visitação aberta até o dia 31 de março

​Entrada: Gratuita

Evento: Exposição “Jardim dos Sonhos – Ecos de Frida e Borges”

Local: Pátio Cianê Shopping, Sorocaba/SP

Data: Visitação aberta até o dia 31 de março

​Entrada: Gratuita

A exposição segue aberta para visitação gratuita, sendo uma excelente opção cultural para toda a família em Sorocaba.

Evento: Exposição “Jardim dos Sonhos – Ecos de Frida e Borges”

Local: Pátio Cianê Shopping, Sorocaba/SP

Data: Visitação aberta até o dia 31 de março

​Entrada: Gratuita

Serviço​




A transformação

José Antonio Torres: ‘A transformação’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
imagem gerada por IA do Bing04 de março de 2016,
às 08:25

Quando menos se espera, a oportunidade surge. Um amigo em dificuldades… Ou quem sabe, alguém que não compartilha do nosso círculo de amizades, mas que, por algum motivo, chega até nós.

Geralmente, não entendemos como e nem por que. Mas esse alguém vê em nós um refúgio, uma salvação.
Precisa de um amparo, uma palavra amiga de orientação e de conforto. Pode estar necessitando simplesmente de ser ouvido, receber atenção ou uma injeção de ânimo.

Normalmente, não temos a noção de que somos observados. Por isso, que possamos estar sempre com o coração aberto a essas oportunidades de servir ao nosso semelhante. Não estamos livres de um dia sermos o necessitado.

Que de nossa boca saiam apenas palavras de amor e de esperança. Que a compreensão seja o nosso cartão de visitas. Um ombro amigo, até mesmo em silêncio, mas essa presença, no momento preciso, pode confortar e reerguer quem estava prestes a cair no precipício da desesperança.

Que tenhamos o olhar atento e o coração pronto para o acolhimento. Um abraço fraterno pode ser mais eficiente do que muito remédio. Ou melhor, pode ser o remédio.

As nossas atitudes e palavras devem ser usadas de forma a melhorar o mundo ao nosso redor. Cada um de nós fazendo o seu melhor, desencadeará uma conexão de fraternidade que transformará este nosso planeta em um lugar infinitamente melhor e pleno de luz.

Se ainda não começamos, que iniciemos,  quanto antes, essa jornada de reformar a nós mesmos intimamente, para assim transformarmos o mundo. Não é uma utopia.

Só depende da nossa vontade e da nossa ação.

José Antonio Torres

Voltar

Facebook




Senhor José

Evani Rocha: Poema ‘Senhor José’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem gerada pelo ChatGPT – 03 de março de 2026, às 21:46

Oh, Senhor José!
Sinto tanto sua partida
Que me dói o coração
O senhor trabalhou muito,
Sonhando em se aposentar…
E agora foi embora,
Sem nunca conhecer o mar!
Senhor José!
Sem nunca sentir a areia macia,
Sob seus pés!
Oh, Senhor José!
Se eu soubesse que aquele
Seria o último dia!
Teria lhe abraçado
E dito um ‘muito obrigado!’
Pela sua linda vida!
Senhor José,
Que alma boa possuía
Pois a gente quase sentia,
Através do seu olhar,
O sol e todas as estrelas
Sua aura iluminar!
Oh, Senhor José!
Foi tão cedo!
Na aurora…
Ou talvez já fosse a hora!
Quem poderá duvidar,
Que não estivesse escrito
Por Deus, no livro sagrado,
Que era o tempo da passagem…
Não importa a areia da praia,
A imensidão das águas!
Se já cumpriu, Senhor José,
A missão que lhe foi dada!

Evani Rocha

Voltar

Facebook