Rogério Veiga Jr.

Rogério Veiga Jr.:

Uma bandeira hasteada em prol das letras, da cultura e realizações sociais

Rogério Veiga Júnior
Rogério Veiga Júnior

Há pessoas que empunham a Bandeira do Idealismo e da Empatia, tecida com as cores da inteligência e da vasta cultura, e, feitos Semeadores de Ideias e Realizações, materializam grandes obras, de repercussão nacional e internacional.

Rogerio Veiga Jr., escritor, editor e designer digital carioca, é uma dessas pessoas.

Filho de metalúrgico, negro portador de PCD, nascido na ‘Casa da Mãe Pobre’ nos anos 50, Rogério encontrou em seu pai sua grande inspiração e motivação. Como pai atípico de dois jovens autistas, ele destaca-se por sua constante luta pela inclusão, integração e pelo intercâmbio cultural, sendo defensor da união entre os artistas brasileiros e seus irmãos africanos.

Formação diversificada

A sede de saber e de fazer, conduziu Rogério Veiga Jr. a áreas e atuações múltiplas, desde a psicanálise à teologia, inclusive em matriz africana, produção cultural e nas Letras; nestas, foi o primeiro Conselheiro Municipal de Cultura na cadeira de Literatura e presidente fundador do Conselho de Cultura Municipal em São Pedro da Aldeia, além de ser o presidente fundador da Academia de Letras de São Pedro da Aldeia (ALSPA).

As Letras e o cunho social

É vice-presidente da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes (FEBACLA) e representante no Brasil de instituições culturais nos países africanos de língua lusófona. Como difusor cultural do Rotary Club, está envolvido em ações humanitárias e de filantropia. É um ativista cultural pioneiro na inclusão de artistas do espectro autista em academias de letras, grande incentivador de jovens e já graduados escritores, defensor da ocupação dos jovens no meio literário e um forte ativista contra a intolerância religiosa e o racismo.

Titulações

Com uma carreira destacada, Barão Rogerio Veiga Jr. é doutor honoris causa em Literatura, Psicanálise, Saúde Mental, Hipnose e Hipnoterapia. É, também, Barão Palatino de Gotland, Comendador, Embaixador da Paz e Embaixador Cultural Brasil-África. Formado em mecânica de aeronaves pela Força Aérea Brasileira, atuou como relações públicas na área literária em diversas academias e associações nacionais e internacionais.

Empresário literário

Atualmente, é presidente e editor da Editora Baronesa, editor da Revista Digital Internacional Casa de Escritores e diretor do Instituto Baronesa de Ensino e Desenvolvimento Humano. Iniciou sua carreira literária na plataforma digital Wattpad e hoje é autor de várias publicações, organizador e editor de dezenas de obras e coautor em diversas publicações nacionais e internacionais.

Como Embaixador Cultural, é representante e/ou fundador de várias instituições culturais, incluindo o Núcleo Artístico e Literário de Luanda (Angola), a Academia de Letras, Músicas e Artes de São Tomé e Príncipe, a Associação Literária de Tarrafal de Santiago (Cabo Verde) e a Embaixada Cultural Brasil-África. Membro ativo de diversas academias de letras e artes nacionais e internacionais e foi agraciado com várias comendas e prêmios literários.

Atuação nas ciência humanas e sociais

No campo da psicanálise, possui especialização em Neuropsicanálise, Clínica Infantil, Neurobiologia dos Transtornos Mentais, Neurobiologia da Ansiedade, Sexualidade Humana, Terapia de Casais, Reflexoterapia, Aplicador ABA e Hipnoterapeuta.

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Dia Nacional da Consciência Negra

Sergio Diniz da Costa

Pensamentos: ‘Dia Nacional da Consciência Negra’

Sergio Diniz
Sergio Diniz
Imagem criada por IA do Grok
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Mais importante do que a cor da pele é a cor do caráter. E esta cor é o transparente.

A raça negra, em contraste com a raça branca, é apenas como o dia e a noite: de dia, com o sol, externamos a alegria; de noite, com a Lua e as estrelas, sonhamos.

Muitas pessoas têm preconceito de raça, como se a raça branca, ou a negra, ou a amarela, fosse a raça mais pura, a mais perfeita. Isso nos faz lembrar as belíssimas pinturas de Da Vinci, ou de Rafael, em que o visitante de uma galeria de arte destacasse o azul, ou o vermelho, ou o amarelo deste ou daquele quadro, se esquecendo, contudo, que foram todas as cores reunidas que imortalizaram essas obras.

COSTA, Sergio Diniz da. Pensamentos soltos na brisa das tardes. Vol 2. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2014, pp. 15 e 15.

Sergio Diniz da Costa

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Tentando melhorar

Denise Canova: ‘Tentando melhorar’

Denise Canova
Denise Canova
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Eu era uma menina inocente

Que não sabia de nada, até crescer

Adulta, mudei e perdi a inocência, ganhando a amargura

Na verdade, eu não gosto, nem me reconheço.

Dama da Poesia

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O charme da ignorância voluntária

Paulo Siuves

Crônica ‘O charme da ignorância voluntária’

Paulo Siuves
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Os personagens desta crônica — o Senhor Dupont e a Senhora Lambert — são fictícios. Qualquer semelhança com pessoas reais é, como se diz, mero sintoma do tempo em que vivemos.

O Senhor Dupont, homem de hábitos educados e opiniões leves, decidiu há algum tempo que saber demais atrapalha o humor. “A ignorância é uma bênção, meu caro”, costuma dizer, “é um silêncio que ninguém interrompe.” Há algo de poético nessa recusa: ele lê pouco, opina com serenidade e conserva um brilho tranquilo de quem já não se abala com o peso dos fatos.

Mas sua calma tem um preço. A sua é uma ignorância voluntária, cuidadosamente escolhida — um abrigo contra o esforço de pensar. Não é a falta de acesso ao saber, mas a recusa a atravessar o desconforto que o pensamento impõe.

Chamam isso, em certos círculos, de aliteracia: a capacidade de ler sem realmente integrar a leitura à vida. No caso do Senhor Dupont, a palavra ganha um novo sentido — o da incapacidade voluntária de ler o que desafia suas certezas. Ele lê apenas o que confirma o que já acredita. Evita atravessar a fronteira de outro espectro político, outra cultura, outro modo de ver o mundo. “É muito esforço”, diz. E é mesmo. Pensar exige o desconforto de se ver descobrindo.

A Senhora Lambert, ex-professora de História, segue caminho distinto, mas com idêntico propósito. Descobriu que a aparência de simplicidade é um poderoso instrumento de aceitação pública. Fala com doçura e erros calculados, simplifica ideias complexas até que caibam num slogan e aprendeu a transformar o ‘não sei’ em forma de carisma. Sua ‘autenticidade’ é uma estratégia: a encenação da ignorância como prova de pureza moral.
Não é burrice, é cálculo. Um tipo de esperteza que entende o valor de parecer vulnerável num tempo em que pensar virou sinônimo de arrogância.

Entre Dupont e Lambert, a sociedade encontra o equilíbrio perfeito entre o alheamento e a conveniência. Um não quer pensar; a outra lucra por não parecer pensar. E ambos representam algo maior: o triunfo de uma cultura que premia o desinteresse e suspende a responsabilidade de compreender.

Talvez o desafio contemporâneo não seja mais iluminar os que estão no escuro, mas convencer os que se habituaram à penumbra de que vale a pena abrir os olhos. O problema é que, hoje, a escuridão é confortável — e o conforto é politicamente rentável.

A ignorância se tornou uma mercadoria emocional: vende-se como serenidade, compartilha-se como humildade, consome-se como estilo de vida. E o conhecimento, cada vez mais, parece um fardo: quem pensa demais, inquieta; quem lê o que o outro lado escreve, é suspeito; quem duvida, incomoda.

No fim, talvez a verdadeira lucidez esteja em não desistir de pensar — mesmo cansado, mesmo sozinho, mesmo quando o silêncio do mundo parece mais convidativo. Porque se há um luxo que ainda resiste ao tempo, não é o da ignorância tranquila, mas o da consciência desperta.

Paulo Siuves

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Bárbara dos Prazeres

Maze Oliver: ‘Bárbara dos Prazeres’

Maze Oliver
Maze Oliver
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A história de Bárbara Vicente de Urpia aconteceu no século dezenove. O cenário, a praça 15, centro do Rio de Janeiro.

Conta-se que a belíssima Bárbara foi uma imigrante portuguesa que viveu uma vida de luxo, horror e mistério. Reza a lenda, que Bárbara matou com as próprias mãos, o RICO marido português, ao se apaixonar por um belo negro, ex escravo. Para esconder as provas do crime, botou fogo na mansão onde morava e foi viver sua paixão em outro lugar. Tempos depois, o amante morreu em uma briga de rua, por ciúmes de Bárbara. Atormentada com o ocorrido, ela voltou para o centro da cidade. Porém agora pobre, virou prostituta!

Ali, viveu seu reinado. Foi a mulher mais disputada do Arco do Teles. Anos mais tarde, devido à idade e as doenças que adquiriu na profissão, perdeu a beleza e o encanto. Foi quando iniciou sua saga para recuperar a juventude. Acreditando no poder da magia, passou a fazer rituais macabros! Se banhava, com sangue de clientes e também das criancinhas que ela raptava da Roda dos enjeitados, na Santa Casa de Misericórdia.

A fama de Bárbara se espalhou pelo lugar, gerando pânico e terror! A polícia passou a caçar a vampira, mas foi inútil. Ela sempre se escondia, como num passe de mágica. Um dia, Bárbara simplesmente desapareceu! Ninguém sabe o que aconteceu e até hoje, o Arco do Teles é mal-assombrado. Os visitantes ouvem à noite o choro das criancinhas e as gargalhadas de uma mulher.

Esta é a lenda urbana mais famosa do Rio de Janeiro-Colonial, Bárbara dos Prazeres, a Bruxa Vampira do Arco do Teles.
Como alguns sabem, sou Psicanalista e esta lenda urbana faz parte da minha pesquisa sobre psicopatas e serial Killers.

Apresentada com performance e leitura dramatizada no Memorial dos Autonomistas, na minha estada em Rio Branco-Acre (15.11.2025), por ocasião do aniversário de dez anos de fundação da Sociedade Literária Acreana-SLA e 88 anos da AAL.

Versão por Maze Oliver (adaptação de outras versões).

Maze Oliver

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Uma Tênue Linha

O fio invisível que une gerações

Uma tênue linha
Uma tênue linha

Há linhas que costuram mais do que tecidos — costuram histórias, memórias e destinos.

É assim que a escritora Sandra Lugli define “Uma Tênue Linha”, sua obra de estreia: um livro de 17 contos que mergulha nas relações humanas e no delicado elo que conecta cada pessoa à sua própria origem.

Ítalo-brasileira, nascida em São Paulo e moldada entre Portugal e a Itália, Sandra carrega em si o mosaico de duas culturas e a curiosidade de quem busca entender de onde veio para compreender quem é.

Sandra Lugli
Sandra Lugli

Química de formação, empresária, mãe e esposa, ela sempre manteve a arte e a literatura como refúgios de expressão e pertencimento.


“A partir da pesquisa sobre minha ancestralidade genética, tudo começou a fazer sentido — os gostos, as escolhas, até as emoções. Foi como se eu finalmente reconhecesse a linha que me liga aos meus ancestrais.”

Sandra Lugli


Essa descoberta foi o ponto de partida para “Uma Tênue Linha”, uma coletânea de contos sobre amizade, família e os laços invisíveis que nos moldam mesmo quando não percebemos.

Cada história nasce de vivências ou observações, transformadas em reflexões sobre o tempo, a herança emocional e o que permanece em nós, mesmo depois das gerações passarem.

Mais do que uma obra literária, o livro é um convite à introspecção, a olhar para dentro e para trás, e perceber que talvez nada seja por acaso.

Com escrita sensível e olhar maduro, Sandra Lugli celebra, em palavras, o poder da memória e o mistério da continuidade.

Porque, afinal, a vida também é isso: uma tênue linha que nos atravessa e nos conecta, de ontem até sempre.

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UMA TÊNUE LINHA

SINOPSE

​​​Narrativa detalhada, sensível e fluida, leva o leitor a refletir sobre identidade e laços interpessoais e a procurar beleza e esperança, mesmo nos momentos mais desafiadores.

Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube

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Resenhas da colunista Lee Oliveira




O ciclo

José Antonio Torres: Crônica ‘O ciclo’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem criada por IA do Grok
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Nasceu!

Todos estão felizes. Uma nova vida se fez. Cuidados extremos, surpresas… o desconhecido sempre assusta. Um ser frágil e dependente. Olhar curioso. Sua conversa é pelo olhar.

Vai crescendo, fazendo descobertas. Seus pais se descobrindo também.

O tempo passa, aquele ser crescendo, se desenvolvendo, tornando-se independente.

Vai ganhando energia rapidamente.

Seus pais sentindo o peso do tempo.

Ele é adulto. Os pais, idosos. Os papéis se inverteram. Agora são eles que necessitam de cuidados. A vida deu voltas. A paciência e a compreensão do filho nem sempre estão presentes. Esquece que já dependeu.

A energia dos pais minguando… findou.

A chama da vida se apaga.

Por algum tempo ainda serão lembranças. Depois, nem isso.

Novo ciclo começa.

Será que o circuito será o mesmo?

José Antonio Torres

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