A profundidade que cura

SAÚDE INTEGRAL

Joelson Mora: ‘A profundidade que cura’

Joelson Mora
Joelson Mora
Imagem gerada pela IA do Bing – 14 de abril de 2026, às 14h 

Vivemos em uma sociedade orientada pela superfície: respostas rápidas, estímulos constantes e decisões imediatas. No entanto, a ciência, assim como a experiência humana, aponta para uma verdade inevitável:

o que sustenta a vida está nas profundezas.

Os oceanos cobrem cerca de 71% da superfície da Terra e concentram 97% de toda a água do planeta  . Ainda assim, permanecem em grande parte inexplorados. Sua profundidade média é de aproximadamente 3.682 metros, podendo ultrapassar 10.900 metros nas regiões mais profundas, como a Fossa das Marianas  .

Esse dado não é apenas geográfico, ele é simbólico.

A ciência divide o oceano em zonas:

  • Zona de luz (0–200m) → onde há visibilidade e vida abundante
  • Zona de penumbra (200–4.000m) → onde a luz desaparece
  • Zona abissal (4.000m+) → escuridão total, pressão extrema  

Essa estrutura se assemelha diretamente à mente humana:

  • Superfície → consciência racional
  • Meia profundidade → emoções e memórias
  • Profundidade → inconsciente

Em termos de saúde integral, isso revela algo essencial:

não é possível cuidar do corpo e da mente apenas na superfície.

Entre os seres que habitam esse ambiente está a majestosa manta ray, a maior espécie de arraia do mundo.

Dados científicos mostram que:

  • Pode atingir até 8–9 metros de envergadura  
  • Possui um dos maiores cérebros entre os peixes, com alta capacidade cognitiva

     

  • É capaz de mergulhar a mais de 1.000 metros de profundidade  
  • Demonstra sinais de autoconsciência, como reconhecimento no espelho  

Ou seja, não estamos falando apenas de um animal, mas de um organismo que reúne:

  • Inteligência
  • Memória
  • Navegação em ambientes extremos

Do ponto de vista simbólico, a arraia representa:

  • Movimento com fluidez
  • Força sem agressividade
  • Capacidade de navegar no invisível

Diferente de arquétipos mais ‘explosivos’, como o leão ou a águia, a arraia ensina:

o verdadeiro poder não está no barulho, mas na profundidade.

Ela não disputa espaço,  ela ocupa o espaço com presença.

Quando trazemos isso para a saúde integral, percebemos três pilares fundamentais:

1. Corpo físico (superfície)

Movimento, alimentação, sono.

2. Corpo emocional (meia profundidade)

Gestão do estresse, relações, equilíbrio hormonal.

3. Corpo mental e espiritual (profundidade)

Consciência, propósito, identidade.

A maioria das pessoas cuida apenas do primeiro nível.

Mas é nos níveis mais profundos que estão:

  • Ansiedade crônica
  • Fadiga emocional
  • Desconexão com propósito

Estados de introspecção profunda (como meditação, respiração consciente e experiências expandidas) estão associados a:

  • Redução do estresse
  • Reorganização de padrões mentais
  • Aumento da percepção sensorial e emocional

Esses estados ativam regiões cerebrais ligadas à autopercepção e integração neural, algo que muitas vezes é traduzido simbolicamente em imagens, como engrenagens, luzes e padrões.

Ou seja:

o cérebro fala em símbolos quando está se reorganizando.

A arraia mergulha não por acaso.

Estudos indicam que seus mergulhos profundos podem estar ligados a:

  • Busca por alimento
  • Navegação no oceano
  • Leitura de padrões ambientais  

Na vida humana, isso se traduz como:

  • Pausar para compreender
  • Silenciar para decidir melhor
  • Recuar para avançar com precisão

A saúde integral não é construída apenas com disciplina externa, mas com profundidade interna.

Em um mundo acelerado, a verdadeira vantagem competitiva, seja na vida, no esporte ou no ambiente corporativo, está em algo raro:

a capacidade de mergulhar, organizar-se por dentro e voltar à superfície com clareza.

Porque, assim como no oceano,

é na profundidade que a vida se sustenta 

e é de lá que vêm as maiores transformações.

Joelson Mora

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Jardim Secreto dos Sonhos – Ecos de Frida e Borges

Biblioteca Municipal de Sorocaba recebe exposição poética com trajetória internacional ‘Jardim Secreto dos Sonhos – Ecos de Frida e Borges’

Exposição 'Jardim Secreto dos Sonhos – Ecos de Frida e Borges' - Biblioteca Municipal de Sorocaba
Exposição ‘Jardim Secreto dos Sonhos – Ecos de Frida e Borges’ – Biblioteca Municipal de Sorocaba

A exposição reúne 20 obras inéditas e celebra o intercâmbio cultural
entre nações até o dia 30 de abril

SOROCABA, SP – O cenário cultural de Sorocaba ganha um novo fôlego com a chegada da exposição ‘Jardim Secreto dos Sonhos – Ecos de Frida e Borges’. Aberta à visitação gratuita na Biblioteca Municipal ‘Jorge Guilherme Senger’, a mostra é um convite à imersão literária através de 20 poesias originais que exploram o universo onírico e o diálogo artístico entre grandes referências latinas.

Realizada pela Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), em parceria com o coletivo Café & Arte em Movimento, a exposição é o resultado de uma jornada que cruzou fronteiras. Antes de chegar ao Alto da Boa Vista, o projeto colheu experiências em Feiras Internacionais do Livro em países como Alemanha, Itália, Argentina, México e Bolívia.

Gratidão e Parceria Artística

A viabilização desta mostra contou com um apoio fundamental para que a poesia ganhasse molduras à altura de sua sensibilidade. A organização expressa um agradecimento especial ao empresário Gilberto Ferreira Serrano, da Casa Castro Quadros, pela generosa doação das 20 molduras que compõem a exposição. Este gesto de fomento à cultura foi intermediado pela nobre “poetisa da Luz”, Shirley Ferro, a quem o coletivo também dedica um agradecimento especial pela articulação e carinho com o projeto.

Vozes da Literatura Local e Independente

Sob a coordenação da professora e produtora cultural Priscila Mancussi, a mostra destaca o talento de 15 poetas:
Altamir Costa, Beto Costa, Carina Gameiro, Cris Vaccarezza, Cristina Pimentel, Débora Domingues, Djalma Moraes, Josemir Lemos, Lana Coelho, Márcio Zacarias, Priscila Mancussi, Ricardo Oliveira, Ricco Cassiano, Shirley Ferro e Vânia Moreira.

Serviço

Evento: Exposição ‘Jardim Secreto dos Sonhos – Ecos de Frida e Borges’

Data: Até 30 de abril

Horário: Segunda a sexta-feira, das 9h às 17h

Local: Biblioteca Municipal “Jorge Guilherme Senger” (Rua Ministro Coqueijo Costa, 180, Alto da Boa Vista)

Entrada: Gratuita

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Da Colômbia ao ROL, Laskiaf Amortegui!

Laskiaf Amortegui traz a ROL a literatura da Colômbia, um país mosaico de culturas, música contagiante e alegria, e um povo acolhedor e resiliente

Laskiafe Amortegui
Laskiaf Amortegui

Laskiaf Amortegui, natural de Villavicencio, meta Colombia   é uma locutora, escritora e poetisa colombiana de trajetória internacional. Autora do romance dramático ‘La jaula de las mariposas’, sucesso de vendas na Amazon.es, obra galardoada com o prêmio Arina Gold na Rússia.

Distinguida como ‘Melhor Poeta do Ano 2025’ em Marrocos, pelas revistas Sefrou e Snippets International, contando, também, com um reconhecimento duplo em Alania Kaley (Turquia) e o Microfone de Ouro no México.

Seus escritos, traduzidos para vários idiomas, refletem uma voz profunda e humana que transcendem fronteiras. As composições são marcadas por uma linguagem visceral, reflexiva e carregada de emoção, e os poemas abordam temas como amor, natureza e reflexões existenciais, publicados em plataformas como Synchronized Chaos e The Cultural Reverence.

Laskiaf se apresenta aos leitores do ROL com o texto Momento Poético, um poema fascinante, que explora a metalinguagem (a poesia falando sobre si mesma) e a relação visceral entre o poeta e o ato de criar. 

Momento Poético

Imagem gerada pelo ChatGPT - https://chatgpt.com/c/69e6b12a-bb98-83e9-8ea4-5a10ab33d0fc
Imagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69e6b12a-bb98-83e9-8ea4-5a10ab33d0fc

​Poesía, te siento revolotear en mi razón;
de repente sacudes mi vientre y lo estremeces.
Sales como estrella fugaz,
atravesando el universo de letras,
hechizando la tinta y el papel.
​Hilos invisibles manejan mis manos,
mientras ellas danzan al compás de la inspiración.
¡Poesía!,
¡te apoderas de mi alma y mi corazón!
​Enmarañas mi mente, la sumerges, la pierdes;
la haces vivir, la arrastras más y más hacia ti.
Entonces ella empieza a soñar, llorar, reír, amar,
hasta rozar… los labios de la muerte.
​¡Poesía!,
¡te apoderas hasta de mis huesos!
Sucumbo ante tu pluma
y sacas a la luz la debilidad de mis miedos,
mis anhelos y temores; luego te vas.
​Poesía: ¿dónde estás?
Poesía: ¿a dónde fuiste?
Poesía: ¿qué has hecho?…
​El viento susurra:
“Poesía te hizo poesía”.

Laskiaf Amortegui

((Todos los derechos reservados © 2026)

Momento Poético

Poesia, eu te sinto vibrando em minha razão;
de repente, você sacode meu ventre e o faz estremecer.
Você surge como uma estrela cadente,
cruzando o universo das letras,
enfeitiçando a tinta e o papel.
Fios invisíveis guiam minhas mãos,
enquanto dançam ao ritmo da inspiração.
Poesia!
Você agarra minha alma e meu coração!
Você emaranha minha mente, a submerge, a perde;
você a faz viver, a atrai cada vez mais para perto de você.
Então ela começa a sonhar, a chorar, a rir, a amar,
até tocar… os lábios da morte.
Poesia!
Você até agarra meus ossos!
Eu sucumbo à sua pena
e você revela a fraqueza dos meus medos,
meus anseios e ansiedades; então você vai embora.
Poesia: Onde você está?
Poesia: Para onde você foi?
Poesia: o que você fez?…
O vento sussurra:
“A poesia fez de você poesia.”

Laskiaf Amortegui

(Todos los derechos reservados © 2026)

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​Who said I am a poet!

Rita Odeh: ‘​Who Said I Am a Poet!’

Imagem gerada por IA do Gemini
Imagem gerada por IA do Gemini

I am but a silkworm.
Inside my cocoon
I weave the threads of my uniqueness
Waiting for an
​O
​U
T

B
​ U
R
S
T
​Worthy of my wings.

Rita Odeh

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Mi sombra

Humberto Napoleón Varela Robalino

Poema ‘Mi sombra’

Humberto Napoleón Varela Robalino
Humberto Napoleón Varela Robalino
Fotografía de Karinita Michel Fuel Varela, nieta de Humberto Napoleón, en Café Tortoni
Fotografía de Karinita Michel Fuel Varela, nieta de Humberto Napoleón, en Café Tortoni

Forma de gato mi sombra

mejor gatuna sombra

maullidos carcajadas

sombra girasol

gatuna girasol

como todo girasol te vas a donde el sol abriga.

Cargosa sombra

no te cansas de pisarme los talones

te me pegas como chicle

como saliva en los resecos labios

pero si hasta te bebes mis mejores vinos.

Un día te fallarán las 7 vidas

debajo de mis cenizas

humedad tu último maullido.

Humberto Napoleón Varela Robalino

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Exposição Jardim Secreto dos Sonhos – Ecos de Kahlo e Borges

Exposição Jardim Secreto dos Sonhos – Ecos de Kahlo e Borges sai de Sorocaba/SP e vai para a comunidade no Alto do Cedro/MA, celebrando a arte de escritores independentes

Exposição literária na residência da escritora Lana Coelho - Foto por Priscila Mancussi
Exposição literária na residência da escritora Lana Coelho – Foto por Priscila Mancussi

No dia 11 de abril de 2026, a residência da escritora Lana Coelho, localizada no povoado Alto do Cedro, comunidade às margens do Rio Parnaíba, no município de Magalhães de Almeida (MA), foi palco de uma exposição literária marcada por sensibilidade, cultura e conexão com a comunidade.

O evento apresentou ao público escritores participantes da exposição que fazem parte do Coletivo Cultural Café & Arte em Movimento, liderado pela escritora e ativista cultural Priscila Mancussi, com os poemas dispostos em um delicado varal literário, permitindo que visitantes circulassem pelo espaço e apreciassem as obras de forma livre e próxima. Os poemas apresentados participaram das Feiras Internacionais da Argentina e do México e devido o grande sucesso deste trabalho, Priscila Mancussi juntamente com a escritora Carina Gameiro transformaram as apresentações em exposição.

Durante a programação, a escritora Lana Coelho conduziu um momento especial ao compartilhar com os presentes a história e a relevância de Frida Kahlo e Jorge Luis Borges, conectando suas trajetórias ao universo da arte e da literatura.

Na ocasião, também foi realizado o lançamento da segunda edição do livro ‘Cartas para um mundo que eu nunca vi,’ obra da autora, que reforça sua sensibilidade e compromisso com a escrita como forma de expressão e acolhimento.

O encontro foi marcado por um clima agradável e descontraído, contando com a participação da comunidade e das voluntárias do projeto Palavras que Abraçam, uma iniciativa social idealizada por Lana Coelho, que promove a leitura afetiva e o acolhimento de crianças, adolescentes, adultos e idosos em diversas comunidades.

A exposição contou ainda com o apoio do blogueiro e repórter Eduardo Garcês, do Portal Rio Parnaíba, que tem contribuído com a divulgação do trabalho da escritora, incluindo seus prêmios internacionais e as ações do projeto Palavras que Abraçam. O evento também recebeu o suporte de Jhucakes e Natyfesta na decoração, além da colaboração de Célia, responsável pelo coquetel que tornou o momento ainda mais especial. Todos são moradores e amigos que fortalecem e incentivam a cultura local.

Em clima de gratidão, a organização destacou a importância de cada apoio recebido. “Nossa gratidão a todos que fizeram este momento especial. Aos que vieram, o nosso muito obrigado pelo apoio, e esperamos encontrá-los em breve”, destacou Lana Coelho, que também fez questão de agradecer, de forma especial, o apoio da família, presente em todos os seus projetos. Além disso, ainda agradeceu a todos os poetas que compõem essa exposição.

Mais do que um evento literário, a exposição se consolidou como um espaço de partilha, emoção e valorização da cultura local, fortalecendo laços e incentivando o acesso à leitura.

E o Coletivo Cultural Café & Arte em Movimento pôde alçar voo de Sorocaba/SP para o Alto do Cedro em Magalhães de Almeida/MA. Priscila Mancussi vem abrindo portas para que a arte seja alcançada em todos os locais que possam recebê-la.

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Mártir

Sergio Diniz da Costa: Poema ‘Mártir’

Sergio Diniz
Sergio Diniz
Imagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69e40d0a-3e54-83e9-a21d-d353c8d68062

O cortejo avança, ganhando os primeiros degraus.
O Sol oculta suas faces douradas,
Em cúmulos encastelados,
Contrito pelo confronto covarde;
O Cadafalso agiganta-se ao alto,
Lúgubre e ávido por sua vítima;
No primeiro patamar irreversível
Afronta o Negro Gigante
Impávido semblante descorado.

Da vida exuberante, em seu fim inevitável;
Da morte, em implacável espera,
Antagônicos sentimentos acirrados
Ao sabor da inquieta hoste:
Aproxima-se a última hora!

O mártir, silente, olhos fulgurantes,
Passeia os pensamentos, em frações menores,
Sobre a multidão esfaimada de emoções:
Gritos, impropérios…
O mártir está só!

O Cadafalso abre seus braços odientos
A receber o dócil cordeiro;
A Turba, em frêmitos aviltantes,
É um mar encapelado, a sorver o nobre destino.

Último adeus!
Onde os sectários dos mesmos ideais?
Emudece a voz, sem os ecos da constância.

Última hora!
O cordame úmido fecha suas garras
Sufocando pranto, silêncio e dor:
Tomba o Monumento, sem a solidez da esperança.

O Negro gigante, saciado em obscura vindita
Adormece em silêncio de nova espera;
A Noite, caindo o cair da licença
Tinge o cenário com a cor da monotonia;
O mártir, de despojos ignorados,
Lança-se ao rol dos esquecidos.

Uma pequenina gota do sangue heroico,
Em discreto saltitar,
Lançara-se, porém, à relva úmida.
O Tempo apagou os vestígios do holocausto
Somente não apagou a semente
Que, brotando a seu tempo,
Desfraldou ao Celeste Observador
O verde emblema da vitória!

(A todos os mártires, de todos os tempos)

Sergio Diniz da Costa

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