‘Paradoxos: o encontro entre opostos que nos cura’
Joelson MoraImagem criada por IA do Bingem27 de outubro de 2025, às 7:30 PM
Vivemos cercados de paradoxos, e neles, muitas vezes, está o segredo do equilíbrio.
Queremos paz, mas resistimos ao silêncio. Buscamos força, mas fugimos da vulnerabilidade. Desejamos amor, mas tememos nos despir das armaduras. A vida, em sua essência, é uma dança entre contradições que se completam.
Na saúde integral, compreender o paradoxo é fundamental.
Não há corpo forte sem pausa, nem mente tranquila sem desafio. É no contraste entre o esforço e o descanso, o fazer e o ser, que o bem-estar floresce.
Assim como o coração precisa contrair e relaxar para manter a vida pulsando, nós também precisamos aprender a alternar entre o movimento e a entrega.
O paradoxo do cuidar
Para cuidar do outro, primeiro é preciso cuidar de si.
Muitos profissionais, pais e líderes se doam até o esgotamento, acreditando que amor é sinônimo de renúncia. Mas o autocuidado não é egoísmo, é base.
Quem se respeita, se alimenta bem, respira, dorme, movimenta o corpo e silencia a mente, cria um ambiente interno fértil, capaz de irradiar saúde para o meio familiar e o ambiente de trabalho.
O paradoxo do controle
Controlar tudo é perder o controle.
Na busca por segurança, muitas vezes nos tornamos rígidos, fechados ao imprevisto, e a vida é feita justamente de incertezas.
Na saúde integral, aprender a fluir é tão importante quanto ter disciplina. Há dias em que o treino é pesado, e há dias em que o corpo pede leveza.
Saber ouvir esses sinais é sabedoria em movimento.
O paradoxo da presença
Estar presente exige desacelerar.
Vivemos conectados ao que virá ou ao que já foi, e esquecemos que o agora é o único tempo real onde a vida acontece.
Um simples café, um abraço, um pôr do sol, são terapias silenciosas quando vividas com atenção plena.
Desacelerar não é parar: é respirar para continuar com consciência.
Faça pausas conscientes no trabalho: um minuto de respiração muda o ritmo mental.
Escolha uma refeição do dia para ser vivida com calma, sem celular.
Caminhe observando o entorno, e não apenas o destino.
Exercite o corpo com gratidão, não como punição.
Antes de dormir, agradeça pelo que foi possível, e aceite o que não foi.
Essas práticas simples revelam o poder dos paradoxos:
descansar para produzir melhor, soltar para ganhar força, calar para escutar, e cuidar de si para cuidar do mundo.
A saúde integral é o caminho do meio, o ponto onde os opostos deixam de lutar e começam a cooperar.
No equilíbrio entre corpo, mente e espírito, descobrimos que o verdadeiro bem-estar não é ausência de conflito, mas harmonia entre contradições.
“A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.”
(2 Coríntios 12:9)
E é nesse aparente paradoxo divino que aprendemos: a força da vida se manifesta justamente quando aceitamos nossa humanidade.
“Os textos são compostos por palavras, que, reunidas, formam frases, pensamentos, reflexões. As palavras, por conseguinte, e por analogia, são as peças que vão compor o ‘quebra-cabeça literário’“
Quando criança, adorava brincar com os jogos de quebra-cabeças*. Passava horas a fio tentando montar a imagem que aparecia em cada foto ou desenho. Ao terminar a montagem, via o resultado com um misto de realização e maravilhamento.
A lembrança das peças dos quebra-cabeças, espalhadas sobre a mesa, me suscitou uma analogia aos textos literários que escrevo. E, imagino, aos de todos os escritores.
Um texto a ser escrito não aparece a mim, semelhantemente àquele endereçado aos âncoras de um telejornal, por meio do teleprompter.
Às vezes, vem-me, primeiramente, sob a forma de um tema ou de um título. Por outra, por meio de uma frase. Algumas vezes, apenas com um final (e apoteótico!). E imagino que esse processo deve ser comum a muitas pessoas que se dedicam à Arte de Escrever.
Dificuldade à parte na elaboração de um texto literário, afinal de contas, o que é um texto literário? Texto literário “é uma construção textual de acordo com as normas da literatura, com objetivos e características próprias, como linguagem elaborada de forma a causar emoções no leitor”.**
“Causar emoções ao leitor”! Este é o objetivo máximo de um texto literário!
E de que forma é possível suscitar emoções aos leitores?
Os textos são compostos por palavras, que, reunidas, formam frases, pensamentos, reflexões. As palavras, por conseguinte, e por analogia, são as peças que vão compor o ‘quebra-cabeça literário’.
Cada palavra, por sua vez, tem uma definição própria (encontrada nos dicionários) e, por esta característica intrínseca, deve ser usada com propriedade.
Ciente deste detalhe, o autor, ao montar seu quebra-cabeça textual, sabe que a ‘imagem’ final só poderá se mostrar como a imaginou, e como poderá ou deverá impressionar aos leitores, se as peças, as palavras, se encaixarem perfeitamente.
Se, por um lado, o autor, ao contrário do tradicional jogo, não tem uma foto, um desenho como um norte para a composição da imagem textual, o que torna a elaboração de um texto uma tarefa mais difícil, mais demorada, mais complexa, ele tem (ou deveria ter), um cabedal suficiente de conhecimento, de domínio da língua pátria, aliado a uma cultura geral significativa. E, também, o significado mais abrangente da palavra ‘imagético’, que, se em seu sentido literal significa ‘que se exprime por imagem’, porém, no sentido figurado significa ‘que revela imaginação’.
O autor de um texto, portanto, ao montar o ‘quebra-cabeça textual’, tem à sua disposição o domínio da Língua, a cultura geral e a imaginação. Essas são as suas peças básicas da estrutura, do lineamento textual.
No que diz respeito ao domínio da Língua, ele deve ter ‘intimidade’ com as palavras, com o significado de cada palavra, cuja fonte de definição é encontrada nos dicionários. Cada palavra tem um significado específico e um peso ou leveza peculiar, hábil a expressar a mensagem do autor e, com isso, impressionar os leitores.
Ao trazer à luz pública um texto, seu autor deve ter em mente a natureza da mensagem, e de sua própria emoção, enquanto produtor dessa mensagem. Que tipo de emoção ele pretende causar nos leitores? Que tipo de produção literária ele está compondo: artigo, crônica, conto, pensamentos…? Que emoções ele pretende extrair dos leitores: reflexões, circunspecção, alegria, nostalgia, transcendência…?
As palavras de um texto do gênero lírico, por exemplo, que é um texto pelo qual “o autor revela suas impressões ligadas ao mais profundo ‘eu’, extravasando emoções e sentimentos pela expressão verbal rítmica e melodiosa”***, não podem ser as mesmas de um artigo onde ele expressa uma crítica social.
Nesse sentido, observem-se, em negrito, as palavras utilizadas pelo poeta Romântico Casimiro de Abreu, em um dos seus mais conhecidos poemas, ‘Meus Oito Anos’:****
Oh! que saudades que eu tenho/ Da aurora da minha vida,/ Da minha infância querida/ Que os anos não trazem mais!/ Que amor, que sonhos, que flores,/ Naquelas tardes fagueiras/ À sombra das bananeiras,/ Debaixo dos laranjais! (…) Que auroras,/ que sol, que vida,/ Que noites de melodia/ Naquela doce alegria,/ Naquele ingênuo folgar!/ O céu bordado d’estrelas,/ A terra de aromas cheia,/ As ondas beijando a areia/ E a lua beijando o mar!…
E, agora, as empregadas pelo poeta realista Max França da Paz, no poema Delírios de um inocente:*****
Delírios de um inocente/ Felizes são os realistas/ Sempre tão pessimistas/ Na vida decadente./ (…) Sentimentos nocivos de um ser/ Um idiota incompreendido/ Que vivi perdido/ Em suas inconstantes dores./ (…) A vida é feita desses delírios/ Que nos mata aos poucos/ Como belos tolos/ Que acreditam que o amor é belo como os lírios.
Em ambos os poemas as palavras se encaixam perfeitamente, expressando os sentimentos característicos de cada Escola Literária e, desta forma, resultando um quebra-cabeça, formado por linhas pretas numa superfície branca.
E assim, nasce um texto literário que, a partir de sua publicação, deixa de pertencer exclusivamente ao seu autor e, ao ser lido por um público indistinto, nele gera as mais variadas emoções, próprias deste ser multifacetado, chamado de… humano!
* A origem do quebra-cabeça (puzzle, em Inglês) se deu em 1760 e, em geral, dá-se o crédito da invenção a um cartógrafo inglês de nome John Spilsbury. Ele criou um mapa sobre madeira e cortou os países em suas fronteiras. O resultado disso foi um brinquedo didático que tinha o objetivo de ajudar as crianças a aprender mais sobre Geografia.
Tim Burton na XV Florence Biennale: anatomia de um encanto
Card da matéria ‘Tim Burton na XV Florence Biennale: anatomia de um encanto‘
Em 21 de outubro de 2025, o dia começou como se quisesse homenagear o convidado especial: chuvoso, cinzento, com um ar levemente espectral. Acordei cedo – cedo demais – e logo voltei a dormir. Só quando o alarme insistiu pela segunda vez é que o meu cérebro finalmente registrou: se eu me apressasse, talvez encontrasse um dos meus diretores favoritos. Um sonho ao alcance das mãos, desde que eu me levantasse da cama.
Parti rumo a Florença com a minha principal parceira de aventuras: minha mãe. Ela tem uma habilidade invejável de se entusiasmar com qualquer plano que eu invente, sempre em dose dobrada. O detalhe escondido no entusiasmo coletivo: uma espera de seis horas. De pé. Faz parte do ofício. O ofício da cinéfila assumida, talvez.
Chegamos à entrada da XV Florence Biennale, na imponente Fortezza da Basso. O ambiente, de arquitetura quase militar, hoje pulsa arte contemporânea e, naquele dia, parecia ecoar perfeitamente o tema da edição: “A Essência Sublime da Luz e da Escuridão. Conceitos de Dualismo e Unidade na Arte e no Design Contemporâneo”.
A Bienal reuniu mais de 550 artistas de mais de 80 países e apresentou cerca de 1.500 obras entre 18 e 26 de outubro de 2025. Foi ali, às 17h, que se realizou a cerimônia do prestigioso “Lorenzo il Magnifico Lifetime Achievement Award”, dedicado a artistas que transformaram a arte contemporânea. No comunicado oficial se destaca a “extraordinária obra artística de Tim Burton, que abraça desenho, gráfica, animação em stop-motion e produção cinematográfica”.
A celebração não se limitava ao palco. A poucos passos dali, se escondia outro pequeno teatro das maravilhas: a exposição Tim Burton: Light and Darkness. Um título que já entregava, com elegância, o coração do encontro. O percurso expositivo parecia uma caça ao tesouro dentro da mente do cineasta: esboços, apontamentos, criaturinhas que pareciam sair de um pesadelo afetuoso e, detalhe que derrete qualquer fã, desenhos retirados de seus cadernos pessoais.
Cada sala abria uma fenda diferente para o seu imaginário. A viagem começava com obras bidimensionais que não tinham nada de planas: papéis, lenticulares 3D e criaturas de resina que pareciam respirar. A luz era cirúrgica, precisa, e a sombra se infiltrava para provocar a inquietação certa.
Depois, o mundo parava. Entrei em um espaço que poderia ser aquele de um parque de diversões psicodélico: luzes ultravioletas, cores que arranham a retina e, no centro, um carrossel que observava o público como se pudesse girar sem aviso. Uma espécie de ‘Burtonlândia’ secreta, inédita e, ainda assim, estranhamente familiar.
Então veio o golpe que faz o coração cinéfilo tropeçar: marionetes e desenhos dos filmes. Victor e Emily, de A Noiva Cadáver, relembravam que o amor depois da morte pode ser mais fiel que o dos vivos. Edward Mãos-de-Tesoura surgia em forma de esboço, murmurando: “fica tranquila, eu também nunca sei onde me encaixo”. Totens delicados que revelam o lado mais íntimo da stop-motion.
A tese da mostra me pareceu cristalina: nada existe apenas na luz ou apenas na sombra. As obras diziam isso. A curadoria dizia isso. O meu rosto, meio iluminado e meio oculto enquanto eu tentava entender se o monstro fluorescente no canto estava me cumprimentando, também dizia isso. Burton nunca exige que o público escolha um lado. Ele convida a enxergar a linha onde os contrastes se reconciliam.
O curioso é que a própria cidade conspirava a favor da narrativa. A chuva da manhã, o saguão em penumbra, o cenário medieval da fortaleza… tudo parecia encaixado na estética burtoniana. Além disso, quem já assistiu Edward Scissorhands ou The Nightmare Before Christmas sabe que sua arte encontra beleza exatamente na brecha entre os opostos.
Na fila para a cerimônia (de pé, com minha mãe gesticulando como se comandasse um exército de fantasmas), pensei no quanto o tema da Bienal era certeiro. O dualismo luz-escuridão é o coração da poética de Burton. Florença não era apenas palco. Tinha o papel de personagem silenciosa.
A premiação durou poucos minutos. O cineasta subiu ao palco, agradeceu em um italiano tímido e aplaudiram sem pressa, como se ninguém quisesse encerrar aquele momento. Registrei internamente o som como “um coração que pulsa também no escuro”.
Durante aqueles instantes, imaginei que Tim olhava na minha direção. Sei que não era verdade. Ainda assim, senti o choque doce da realidade: eu estava ali, testemunhando o encontro entre uma referência criativa e a cidade que o celebrava.
Quando deixamos a fortaleza ao anoitecer, a chuva já tinha amainado. Entre postes tremeluzentes e faróis distantes, a luz de Florença parecia conquistar uma vitória temporária sobre a escuridão, refletida nos paralelepípedos molhados com a graça de um pequeno feitiço urbano.
Burton teria aprovado.
Bianca Agnelli
Tim Burton alla XV Florence Biennale: anatomia di un incanto
Il 21 ottobre 2025 è stata una giornata memorabile.
È iniziata piovosa, uggiosa, perfettamente in mood spettrale. Ovviamente mi sono svegliata prestissimo – e poi, come al solito, mi sono riaddormentata. Poi la sveglia ha compiuto il suo dovere, e – click – il mio cervello ha realizzato che avrei incontrato (forse, se mi fossi data una mossa) il mio regista (beh, uno DEI) preferito.
Così, con tutta la voglia di vivere che mi restava (che, riconosciamolo, quella mattina non era al massimo), ho preso la strada verso Firenze, insieme alla mia compagna d’avventure numero uno: mia madre. Ecco: se c’è qualcosa che probabilmente non sapete è che mia madre si entusiasma per tutto ciò che le propongo con un entusiasmo doppiamente esuberante rispetto al mio – anche se la cosa prevedeva un’attesa che ho scoperto sarebbe stata di sei ore… in piedi. Ma questi sono dettagli del mestiere. (Il mestiere della pazza di cinema, forse?)
Arrivati all’ingresso del XV Florence Biennale, nella grandiosa cornice della Fortezza da Basso di Firenze – spazio storico, quasi militare, ora saturato di arte contemporanea – l’atmosfera pareva rispecchiare perfettamente il tema dell’edizione: “The Sublime Essence of Light and Darkness. Concepts of Dualism and Unity in Contemporary Art and Design”.
La manifestazione – che raccoglie oltre 550 artisti da più di 80 paesi, con circa 1.500 opere esposte – si è tenuta dal 18 al 26 ottobre 2025. E quel pomeriggio, alle 17:00, è avvenuta la cerimonia di conferimento del prestigioso premio “Lorenzo il Magnifico Lifetime Achievement Award”, destinato a celebrare la carriera di artisti che hanno profondamente segnato il contemporaneo.
Nel comunicato ufficiale si legge che il comitato curatoriale ha voluto riconoscere in Tim Burton «lo straordinario lavoro artistico che abbraccia disegno, grafica, animazione stop-motion e produzione cinematografica».
E in effetti l’evento non si è limitato a una mera cerimonia. A pochi passi dalla sala della premiazione, la Fortezza custodiva anche un altro piccolo teatro delle meraviglie: la mostra Tim Burton: Light and Darkness. Il titolo non poteva essere più esplicito, quasi un gentile spoiler del motivo per cui eravamo lì. L’organizzazione ha costruito un percorso che assomigliava a una caccia al tesoro nella mente di Burton: schizzi, appunti, creaturine che sembrano uscite da un incubo tenerissimo e – dettaglio adorabile – alcuni disegni presi dai suoi taccuini.
L’esposizione si articola su più sale e ognuna ti lancia in un frammento del suo immaginario. Si comincia con opere bidimensionali che si rivelano tutt’altro che piatte: fogli, lenticolari 3D e quelle “creature” in resina che sembrano sul punto di respirare. Qui la luce era chirurgica, precisa, e l’ombra si insinuava dove serviva per far emergere l’inquietudine.
Poi l’atmosfera immobile. Mi sono ritrovata in una stanza che pareva uscita da un luna-park psichedelico: luci ultraviolette, colori che graffiano, e al centro un carosello incantato. Una specie di “Burtonland” segreto che nessuno di noi aveva ancora immaginato, eppure così familiare.
Infine, il colpo al cuore cinefilo: pupazzi e disegni legati ai suoi film. Victor ed Emily di La Sposa Cadavere stanno lì a ricordarti che l’amore dopo la morte può essere più fedele di quello in vita. Edward con le mani-cesoia fa capolino in forma di schizzo, come se dicesse: “tranquilla, sono sempre un po’ fuori posto anche io”. Piccoli totem che restituiscono al pubblico il lato più intimo dell’animazione stop-motion.
Ho pensato che la vera tesi della mostra fosse semplice quanto profonda: niente è mai solo luce o solo ombra. Lo dicevano le opere, lo diceva la curatrice, lo diceva la mia faccia illuminata a metà mentre cercavo di capire se il mostro fluorescente nell’angolo mi stesse salutando. Burton non chiede mai allo spettatore di scegliere una parte. Ti invita a guardare proprio quella linea dove i contrasti fanno pace.
Non ho potuto fare a meno di notare come l’intera ambientazione – dalla pioggia mattutina al foyer in ombra della Fortezza – fosse una scenografia perfetta per il suo mondo: chiunque abbia visto anche solo una volta Edward Scissorhands o The Nightmare Before Christmas sa che Burton gioca con la luce e l’oscurità in modo che – sorpresa — – bellezza spesso nasca nell’intercapedine.
Mentre ero in fila (in piedi, con mia madre che gesticolava come se stesse dirigendo un’armata di fantasmi), ho pensato a quanto la Biennale avesse ragione a scegliere quel tema. Il dualismo luce-ombra è davvero il cuore della poetica burtoniana: e l’ambientazione fiorentina non era solo una cornice, ma un personaggio silenzioso.
La cerimonia è durata pochi minuti – il regista è salito sul palco, ha pronunciato un ringraziamento misurato in un italiano vagamente migliorabile, e la sala è scoppiata in un applauso che sembrava non voler finire. Io l’ho registrato mentalmente come “il battito di un cuore che pulsa anche nell’ombra”.
Durante quei due minuti, ho immaginato che Tim mi stesse guardando – e sì, lo so: un’illusione. Ma in quel frammento di tempo ho percepito l’incredulità di trovarmi davvero lì, testimone dell’incontro tra uno dei miei riferimenti creativi e la città che lo ospitava.
Alla fine, uscendo dalla Fortezza all’imbrunire, la pioggia si era fermata. Tra lampioni tremolanti e fari lontani, la luce di Firenze, sottile e suggestiva, sembrava giocare una vittoria temporanea sull’oscurità, riflettendosi sui sassi bagnati con la grazia di un piccolo incantesimo urbano.
Outorga do Grande Prêmio Imperador da Cultura – Bicentenário de Dom Pedro II
Grande Prêmio Imperador da Cultura – Bicentenário de Dom Pedro II
OUTORGA DO GRANDE PRÊMIO IMPERADOR DA CULTURA – BICENTENÁRIO DE DOM PEDRO II
O Grande Prêmio Imperador da Cultura – Bicentenário de D. Pedro II é uma distinção honorífica criada pela FEBACLA destinado a reconhecer e homenagear personalidades e instituições que se destacaram pela excelência de suas contribuições à cultura, às ciências, às letras e às artes, em consonância com o legado civilizatório e humanista de Sua Majestade Imperial Dom Pedro II, por ocasião do bicentenário de seu nascimento (1825–2025).
O presente prêmio tem por finalidade distinguir, em caráter honorífico, figuras nacionais e internacionais que tenham se notabilizado por relevantes serviços prestados à promoção da cultura, da educação, da pesquisa científica, do patrimônio histórico e artístico, e da integração cultural entre os povos, em conformidade com os ideais de progresso, erudição e humanismo que marcaram o reinado de Dom Pedro II, o Magnânimo.
O Grande Prêmio é constituído por um troféu em formato de um prato dourado, confeccionado na cor ouro. Em seu anverso, destaca-se a efígie de Sua Majestade Imperial, Dom Pedro II, circundada pela inscrição ‘Grande Prêmio Imperador da Cultura – Bicentenário de D. Pedro II’. Em seu reverso, apresenta-se o emblema oficial da FEBACLA.
A solenidade de outorga será realizada no dia 12 de dezembro de 2025, às 15h, na Câmara Municipal de Niterói, localizada na Avenida Ernani do Amaral Peixoto, nº 625 – Centro – Niterói – RJ.
Os participantes que estiverem impossibilitados de comparecer presencialmente poderão participar virtualmente do evento, que será realizado no dia 19 de dezembro de 2025, às 20h (horário de Brasília), por meio da plataforma Google Meet.
Bicentenário de Nascimento do Imperador Dom Pedro II
Outorga da Medalha Comemorativa Alusiva ao Bicentenário de Nascimento do Imperador Dom Pedro II
Logo da FEBACLA
OUTORGA DA MEDALHA COMEMORATIVA ALUSIVA AO BICENTENÁRIO DE NASCIMENTO DO IMPERADOR DOM PEDRO II
Medalha Comemorativa Alusiva ao Bicentenário de Nascimento do Imperador Dom Pedro II
A Medalha Comemorativa Alusiva ao Bicentenário de Nascimento do Imperador Dom Pedro II é uma distinção honorífica criada pela FEBACLA com o propósito de celebrar os duzentos anos do nascimento de Sua Majestade Imperial, Dom Pedro II do Brasil (1825–1891), símbolo máximo da cultura, da ciência, da tolerância religiosa, da educação e da soberania nacional brasileira.
A outorga da presente medalha visa:
I – homenagear personalidades, instituições e entidades que se destacam pelos relevantes serviços prestados à cultura, à ciência, à educação, à arte, à literatura e à história do Brasil;
II – perpetuar a memória e os ideais civilizatórios e humanistas do Imperador Dom Pedro II;
III – promover o reconhecimento público de méritos acadêmicos, culturais e sociais que contribuam para o engrandecimento da Pátria.
A Medalha tem formato circular, confeccionada na cor ouro, apresentando em seu anverso a efígie do Imperador Dom Pedro II, circundada pela inscrição: ‘Homenagem Alusiva ao Bicentenário do Imperador Dom Pedro II – 1825–2025’, e, em seu reverso, o emblema oficial da FEBACLA.
A outorga da Medalha Comemorativa Alusiva ao Bicentenário de Nascimento do Imperador D. Pedro II consistirá na entrega de certificado e medalha.
A solenidade de outorga da referida Medalha será realizada no dia 12 de dezembro de 2025, às 15h, na Câmara Municipal de Niterói, localizada na Avenida Ernani do Amaral Peixoto, nº 625, Centro – Niterói – RJ.
Os participantes que estiverem impossibilitados de comparecer presencialmente poderão participar virtualmente do evento, que será realizado no dia 19 de dezembro de 2025, às 20h (horário de Brasília), por meio da plataforma Google Meet.
A conversa promovida pelo Movimento Atreva-se utiliza as princesas da Disney como ponto de partida para questionar e revelar os dispositivos patriarcais presentes nos contos de fadas
Card da palestra ‘Princesa, o seu caso é de polícia
No dia 29 de outubro (quarta-feira), às 19h30, o Movimento Atreva-se promoverá a palestra ‘Princesa, o seu caso é de polícia‘, ministrada por Alessandra Rodrigues, terapeuta ocupacional e de família, fotógrafa e curadora visual, ativista do Movimento Atreva-se e coautora do livro ‘Histórias para quem dormir?‘.
A conversa promovida pelo Movimento Atreva-se utiliza as princesas da Disney como ponto de partida para questionar e revelar os dispositivos patriarcais presentes nos contos de fadas.
Essas personagens, habitantes de mundos encantados, ajudam a construir subjetividades e a reforçar papéis de gênero. Quando observamos com atenção, percebemos que muitas dessas narrativas naturalizam a violência contra a mulher, apresentando-a como parte do amor romântico.
Durante a conversa, serão analizadas histórias como A Bela e a Fera e Branca de Neve, refletindo sobre como elas espelham o patriarcado e moldam, desde cedo, o imaginário feminino para aceitar a submissão, a romantização do sofrimento e a crença de que a salvação virá do outro , quase sempre, de um príncipe.
O convite é para desnaturalizar essas mensagens e imaginar novas formas de contar histórias: narrativas que fortaleçam a autonomia, a liberdade e o direito das mulheres de viver sem violência. Porque, se fosse na vida real, muitas dessas histórias seriam, de fato, casos de polícia.
A iniciativa é parte do projeto Histórias com a Mafralda contemplada pela Lei de Incentivo à Cultura de Sorocaba – LINC/2024.