Quando a escrita vira herança

Pai e filho constroem mundos e reflexões na literatura nacional

Reginaldo e Diogo
Reginaldo e Diogo

A literatura tem dessas coisas bonitas: às vezes ela nasce de um vínculo, de conversas à mesa, de ideias que atravessam gerações.

É assim com Reginaldo Saulo de Andrade e Diogo Vaz, pai e filho que transformaram o afeto e a criatividade em um projeto literário chamado Pai e Filho Escritores.

Naturais de Patos de Minas (MG), eles encontraram na escrita um espaço comum para criar histórias que dialogam com o presente, questionam o futuro e, acima de tudo, emocionam.

Apesar de trajetórias diferentes, a paixão pelas palavras foi o ponto de encontro.

Reginaldo, contador de formação e com MBA em Gestão Empresarial, já flertava com a arte muito antes dos livros.

Seu primeiro contato com a escrita veio por meio da música, com composições autorais que chegaram ao Spotify, como “Eu Quero Ver”, “Enquanto o Padre Diz Amém” e “I’m Leaving You”.

Já a literatura entrou em cena no fim de 2022, quando decidiu, ao lado do filho, dar vida a um projeto ousado e cheio de significado.

Desde então, a dupla já lançou três livros, todos com um ponto em comum: usar a ficção como espelho para reflexões atuais.

Em “Epic Adventure – O jogo que mudou o mundo”, pai e filho mergulham na ficção científica para contar a história de quatro adolescentes que criam um jogo de realidade virtual.

O que começa como um projeto promissor se transforma em um pesadelo quando um hacker assume o controle do sistema e faz com que a morte no jogo signifique a morte na vida real.

Entre ação, suspense e tecnologia, a obra provoca uma reflexão inquietante sobre limites, responsabilidade e as consequências do mundo digital.

“Entre dois mundos” apresenta uma narrativa mais sensível e filosófica.

Lucas, um jovem sargento em missão em um planeta distante, possível novo lar da humanidade após a destruição da Terra, acorda ferido em uma UTI e conhece Mariana, uma jovem em estágio avançado de câncer.

A partir dessa relação, ele passa a reconstruir memórias de duas vidas distintas, descobrindo que a existência pode ser muito mais complexa, coincidente e misteriosa do que parece.

O mais recente lançamento, “2057 – Heranças do Caos”, leva o leitor a um cenário pós-apocalíptico, onde sete jovens tentam sobreviver em meio a criaturas mutantes e à ausência de ordem.

A esperança de reconstrução é colocada à prova quando um cientista cruel sequestra duas das garotas para experiências que buscam controlar as mutações.

Uma história intensa sobre sobrevivência, ética e humanidade.

Além dos romances, Reginaldo também assina o conto “Fogos da Meia-Noite”, uma obra forte e necessária.

Inspirado nos recentes acontecimentos ligados à segurança pública e ao combate ao crime organizado no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, o texto nasce como um desabafo.

Enquanto discursos se dividem entre defender criminosos ou policiais, o conto dá voz a quem quase nunca é ouvido: as pessoas comuns que vivem sob o medo, o silêncio e os impactos diários dessa realidade.

A obra é dedicada aos policiais, trabalhadores que atuam na linha de frente, mas também é, sobretudo, um grito em defesa da população esquecida.

Mesmo reconhecendo as dificuldades enfrentadas pelos autores nacionais em um mercado cada vez mais competitivo, Reginaldo e Diogo seguem firmes.

Escrevem porque acreditam.

Porque sabem que histórias têm o poder de tocar, questionar e transformar.

Pai e filho, lado a lado, mostram que a literatura também pode ser herança, não apenas de sangue, mas de ideias, sensibilidade e coragem para contar histórias que importam.

REDES SOCIAIS DOS AUTORES

FOGOS DA MEIA NOITE

SINOPSE

A meia-noite marca o ponto onde o dia chega ao fim.

É o instante em que a culpa, o medo e a verdade se cruzam, e nenhum deles sai ileso.

Um policial à beira do colapso emocional.

Um sargento que aprendeu a resistir sem se vitimizar.

Uma menina que carrega a inocência ferida.

E um homem que, moldado pela miséria e, sobretudo por suas escolhas, se torna o próprio reflexo da injustiça que o criou.

Em meio à escuridão moral, cada um desses personagens será levado ao limite.

Entre o dever e o arrependimento, entre a vingança e a redenção, descobrem que o verdadeiro inimigo talvez esteja dentro de si mesmos.

Com linguagem intensa e sensível, Reginaldo Andrade entrega um conto policial com alma literária, uma jornada pelos labirintos da mente e pelas sombras da sociedade.

Inspirado na epígrafe de Albert Camus, Fogos da Meia-Noite fala sobre o abismo que nos habita, e sobre o “verão invencível” que ainda resiste no coração humano.

2057 – HERANÇAS DO CAOS

SINOPSE

Após ter sido devastada pela Terceira Guerra Mundial, a Terra tornou-se um campo de sobrevivência hostil, povoado por criaturas mutantes nascidas da alteração do DNA dos seres vivos por vírus e bactérias alienígenas trazidos por um meteoro.

Nesse cenário, Matheus sobrevive graças ao seu traje robótico.

Ao encontrar outros sobreviventes, ele cria novas armaduras para protegê-los, e juntos formam um grupo decidido a recomeçar em meio ao caos.

Mas a esperança se transforma em desespero quando um cientista cruel sequestra duas das garotas para usá-las em experimentos sombrios, determinado a controlar as mutações, uma delas é Anne, por quem Matheus mantém uma paixão não correspondida.

A partir daí, inicia-se uma trama eletrizante, marcada por ação, suspense e romance, onde cada decisão pode significar a diferença entre a vida e a morte.

Prepare-se para uma aventura intensa, que vai desafiar seus limites e tirar o fôlego até a última página.

Assista às resenhas do canal @oqueli no YouTube

OBRAS DOS AUTORES

Epic Adventure
Epioc Adventure

Entre dois mundos
Entre dois mundos

Fogos da meia noite
Fogos da meia noite

2057 - Heranças do Caos
2057 – Heranças do Caos

ONDE ENCONTRAR


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




Lavanda, amor em flor

Ella Dominici: Poema ‘Lavanda, amor em flor’

Ella Dominici
Ella Dominici
Imagem criada por IA da Meta
Imagem criada por IA da Meta

antes de encontrar-te em sonhos
para assim atingir minha utopia
lavei-me toda todo tudo em lavanda
mãos impregnadas pela essência
teceram um jardim na pele
e em todos os escondidos
cantos floriu e riu

Violácea flor
cor de tanto amor campanil
se espreguiçou com voz
em falsete perfumando
a evolução dos sentidos
tranquila? paixão que aniquila!
todos sentidos coloridos de erva-anil

minha alma será eterna perfumada
será muda fala esperantista
ao despertar de mais utopias
esta ciranda inocente quase infantil
sangra, lava-me e leva-me a amar-te
LAVANDA…
Lavande, merci, je t’aime

Ella Dominici

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Cavalguei por um século

Evani Rocha: Poema ‘Cavalguei por um século’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem criada por IA da Meta – 22 de dezembro de 2025,
às 16:00 PM

Cavalguei por um século
Por escarpas e vales…
Cavalguei em teu corpo por muitas idas e vindas…
Em areia escaldante me banhei!
Por um século, de tuas mãos em prece –
Perdoei os tropeços e equívocos.
As flores murchas e os botões que nunca se abriram…
Entre margaridas brancas e girassóis –
cavalguei nos sonhos dos heróis …
Dos pesadelos – os sussurros e desapegos…
Por um século no céu de tua boca, todas as estrelas!
E nas noites de Lua cheia a solidão, prostrada no terreiro…
Em teu corpo a eterna espera, o deserto e a imensidão…
Tão utópica quanto o oásis que nunca encontramos!

Evani Rocha

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De la dimensión óntica y ontológica del saber

Julián Alberto Guillén López

‘De la dimensión óntica y ontológica del saber’

Julián Alberto Guillén López
Julián Alberto Guillén López
Imagem criada por IA da Meta
Imagem criada por IA da Meta

Leyendo acerca de la doctrina fenomenológica de Heidegger pude rescatar lo siguiente: “La mente debe expandirse continuamente hacia lo que no entiende.” O en palabras de Heidegger: “Sin embargo para el pensar es más saludable andar en lo que extraña (como desconocimiento) que instalarse en lo comprensible”.

Es decir, que la mente debe vislumbrar hacia el aprehendimiento de lo ente, para así mismo dar el paso a lo Sein (a lo que Es). Hablando en términos generales, no terminamos de captar la vivencia de los objetos hasta que los entendemos en su dimensión de existentes (como manifestación) y de entes (como objetos).

Sin esa apertura el conocimiento no termina de ser actualidad, lo cual lo convierte en incompleto. Conocer es mirar hacia algo y comprenderlo (abarcarlo), que también es, ser-ahí en el instante o acontecer.

Cuando me lanzo a la persecución del conocimiento de algo estoy siendo y existiendo. Me trasciendo como sujeto y es de ahí que el conocimiento como algo intangible se vuelva en un objetivo tangible de la búsqueda de estabilidad humana.

El reconocer que desconozco debe apuntarme al camino del saber. Esa ausencia implica una esencia, la cual al ser reconocida por mí habla de su existencia y necesidad de reconocimiento.

Lo que acaece es entonces posibilidad y excedencia de ser en relación a lo que es.

En términos mucho más simples, aquello que conozco es insignificante frente al conjunto que abarca lo que desconozco. Ergo, debería procurar guardar con denuedo lo que sé, pero estar abierto a la posibilidad de lo que es. Ya que este sigue siendo más inmenso.

Como diría Isaac Newton: “Lo que sabemos es una gota de agua; lo que ignoramos es el océano”. O en mi reinterpretación: “Lo que sé es un grano de arena en el mar infinito de la sabiduría”.

Julián Alberto Guillén López

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Festa da Família

Festa da Família celebra conquistas do Programa AABB Comunidade em Manhuaçu

Festa da Família AABB Comunidade - Fotos por Fabrício Santos
Festa da Família AABB Comunidade – Fotos por Fabrício Santos

Na noite de terça-feira, 16 de dezembro, o salão de eventos da AABB de Manhuaçu/MG foi palco de uma grande confraternização: a Festa da Família AABB Comunidade, que marcou o encerramento de mais um ano de atividades do programa socioeducativo que há mais de duas décadas transforma vidas na cidade.

Educação e cidadania em foco:

O Programa AABB Comunidade, fruto da parceria entre a Prefeitura de Manhuaçu – por meio da Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social – e a Fundação Banco do Brasil, atende atualmente 130 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Divididos em dois turnos, os participantes têm acesso a alimentação, atividades pedagógicas, culturais, esportivas e de lazer, além de aulas de música, artes, reforço escolar e práticas esportivas.

Mais do que complementar a educação formal, o projeto busca promover o desenvolvimento integral, estimulando valores como solidariedade, respeito e convivência cidadã.

Festa da Família AABB Comunidade - Fotos por Fabrício Santos
Festa da Família AABB Comunidade – Fotos por Fabrício Santos

Apresentações e emoção:

Durante a festa, os alunos encantaram os familiares com apresentações musicais conduzidas pelo educador social Jackson Kennedy dos Santos. Outros educadores mostraram, por meio de vídeos, o trabalho realizado ao longo do ano:

  • Fabrício Souza Santos (Artes/Desenho): atividades de desenho à mão livre, arte final e colorido, com temáticas de histórias em quadrinhos, super-heróis, flores e caricaturas.
  • Emerson Teixeira (Educação Física): práticas voltadas para o trabalho em equipe, cooperação e desenvolvimento motor. Apresentou algumas atividades realizadas durante o ano, onde o professor demonstra atividades que desenvolve trabalho em equipe, cooperatividades (a qualidade de cooperar, de trabalhar junto com outras pessoas para alcançar um objetivo comum, baseando-se em princípios de solidariedade, democracia e benefício mútuo, onde todos ganham ao unir esforços), além de habilidades físicas e motoras desenvolvendo o convívio social.
  • Maria José Ferreira de Oliveira (Apoio Pedagógico): reflexões sobre o papel da educação na formação de caráter e valores.
Festa da Família AABB Comunidade - Fotos por Fabrício Santos
Festa da Família AABB Comunidade – Fotos por Fabrício Santos

A coordenadora Vera Lúcia Domingues destacou: “No projeto AABB Comunidade, a educação é o compromisso diário, é acolhimento, é desenvolvimento humano e social. Aqui, educar é plantar hoje para transformar o amanhã.”

Confraternização e reconhecimento:

Nos intervalos das apresentações, foram realizados sorteios de brindes para os familiares. A prefeita Maria Imaculada Dutra Dornelas e a secretária de Trabalho e Desenvolvimento Social, Sandra Arminda de Melo Santos Gomes, elogiaram a organização do evento e agradeceram à equipe do projeto, formada por educadores sociais, cozinheiras Kelly Cristina da Silva e Maria Lúcia Ferreira, além do motorista José Pedro Oliveira.

Para fechar a noite, os presentes saborearam o tradicional ‘pão com linguiça’ acompanhado de refrigerantes, preparados com carinho pelas cozinheiras da AABB Comunidade.

Festa da Família AABB Comunidade - Fotos por Fabrício Santos
Festa da Família AABB Comunidade – Fotos por Fabrício Santos

Mais de 20 anos de impacto social:

Com mais de duas décadas de atuação em Manhuaçu, o AABB Comunidade segue firme em sua missão de oferecer oportunidades e esperança a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. O programa reafirma, ano após ano, seu papel essencial na valorização da cultura, na formação cidadã e no fortalecimento dos laços comunitários.

Comendador Fabrício Santos

Outras fotos da confraternização

Festa da Família AABB Comunidade - Fotos por Fabrício Santos
Festa da Família AABB Comunidade – Fotos por Fabrício Santos
Festa da Família AABB Comunidade - Fotos por Fabrício Santos
Festa da Família AABB Comunidade – Fotos por Fabrício Santos
Festa da Família AABB Comunidade - Fotos por Fabrício Santos
Festa da Família AABB Comunidade – Fotos por Fabrício Santos
Festa da Família AABB Comunidade - Fotos por Fabrício Santo
Festa da Família AABB Comunidade – Fotos por Fabrício Santo

Festa da Família AABB Comunidade - Fotos por Fabrício Santo
Festa da Família AABB Comunidade – Fotos por Fabrício Santo

Festa da Família AABB Comunidade – Fotos por Fabrício Santo

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Não temo o meu morrer poético

‘Não temo o meu morrer poético’ é um livro de poesias romântico, visceral e sofrido. Não é apenas um livro de poesias, mas um soco no estômago

Capa do livro 'Não temo o meu morrer poético', de Letícia Mariana
Capa do livro ‘Não temo o meu morrer poético‘,
de Letícia Mariana

Este não é apenas um livro de poesias. É um olhar poético nas circunstâncias realistas. Quando lemos cada verso, nós percebemos que, por mais mórbida que seja uma realidade, há beleza no que chamamos de vida! Não proponho um livro mediano. Quero um soco no estômago, contudo satisfatório e saudável.

Quem diria! Os poetas não morreram. E as poetas sobrevivem a cada morte fatal. Sou poeta e vivo agora, escrevo como se jamais fosse morrer; ou como se já estivesse morta.

Em seu novo livro, Mariana propõe um soco no estômago poético. Em suas redes sociais, Letícia fez um lançamento on-line para divulgação de seu livro.

Não temo o meu morrer poético que está pela primeira vez em formato físico. A obra de Letícia, anteriormente publicada em formato e-book, também foi utilizada na pesquisa “‘Cê nem parece autista’: O movimento anticapacitista na literatura de mulheres autistas”, de Sílvia Ester Orrú, da Universidade de Brasília.

Para comprar o livro, basta acessar o site da UICLAP.

Sobre a autora

Letícia Mariana
Letícia Mariana

Letícia Mariana é podcaster, influenciadora digital, jornalista em formação, editora do jornal Atípico, palestrante e escritora com cinco livros publicados,

Diagnosticada com autismo nível 1 de suporte e ativista na causa autista.

Já debateu em rádios cariocas e participou de encontros virtuais internacionais.

Redes sociais

Outros livros da autora

Intelecto Drama
Intelecto Drama

Mágoas Sob Doces e Sangues
Mágoas Sob Doces e Sangues

Entre Barbantes
Entre Barbantes

Gabriel Nasceu na Favela
Gabriel Nasceu na Favela

O Quarto de Alice
O Quarto de Alice

A Mente do Bebê
A Mente do Bebê




Concreto de Gelo

No espetáculo, um arquiteto está recluso em seu estúdio de 15 m² há alguns dias e faz uma retrospectiva de sua vida. O Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) é o tema desta nova produção teatral

Concreto de Gelo - Foto Divulgação
Concreto de Gelo – Foto Divulgação

SAÚDE MENTAL E ETARISMO SÃO TEMAS DE ESPETÁCULO CYBERPUNK

Concreto de Gela – Foto divulgação

Concreto de Gelo é o título do 60º espetáculo da Cia. das Artes Dramáticas (CAD)e fecha a trilogia de saúde mental abordadas em outros textos de Julio Carrara: Castelos de Areia (transtorno bipolar) e Voar é com os Pássaros (sociopatia). O Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) é o tema desta nova produção teatral.

Vivemos sob uma luz artificial que ilumina tudo, menos a realidade. Em A Sociedade do Espetáculo (1967), Guy Debord descreve uma sociedade onde as imagens, a mídia e o consumo substituem a experiência real, criando uma forma de dominação social onde a vida se torna uma representação, alienando os indivíduos e transformando o ‘ser‘ em ‘parecer‘, com a cultura de massa controlando a consciência e o comportamento. As redes sociais, o uso excessivo de filtros e a ditadura da beleza potencializaram significativamente o TDC criando um ambiente propício para a comparação social e a internalização de padrões de beleza inatingíveis.

No espetáculo, um arquiteto está recluso em seu estúdio de 15 m² há alguns dias e faz uma retrospectiva de sua vida. Diagnosticado com TDC e viciado nas redes sociais, ele é vítima de etarismo. A partir daí, seus pensamentos obsessivos e inseguranças relacionados a supostos ‘defeitos’ na aparência ficam exacerbados.

A encenação tem a estética Cyberpunk – subgênero visual e temático da ficção científica que mistura ‘alta tecnologia e baixa qualidade de vida(Hich tech, low life) e é ambientada em São Paulo que, segundo dizem, é a cidade mais Cyberpunk do Brasil. 

Concreto de Gela – Foto divulgação
Concreto de Gela – Foto divulgação

BREVE HISTÓRICO DA CIA. DAS ARTES DRAMÁTICAS (CAD)

A Cia. das Artes Dramáticas (CAD) foi fundada por Julio Carrara em 25 de março de 1995 em Votorantim. As apresentações eram realizadas nos centros comunitários, escolas estaduais e na primeira sede do Teatro de Bolso Tatiana Belinky, que funcionou durante todo o ano de 1999 no prédio da subsede do Sindicato dos Têxteis. Em dezembro de 2000, Danielzinho e o Sono, de Ricardo Gouveia foi o primeiro espetáculo encenado no Teatro Municipal Francisco Beranger inaugurado nessa ocasião. 

Com a profissionalização do grupo, em 2005, as montagens passaram a ser apresentadas em São Paulo. Depois da Chuva, O Anjo Maldito, Adega dos Anjos e João Magriço foram algumas delas, alcançando grande repercussão do público e da crítica.

O ano de 2017 marcou a execução de mais um projeto: a série Contos Radiofônicos. Durante dois anos foram produzidos 150 audiodramas do gênero noir (caracterizado por pessimismo, fatalismo e histórias sombrias) para o canal Cadnoar. (https://youtube.com/cadnoar)

Em 8 de dezembro de 2019, o espetáculo A Onça e o Bode inaugurou a nova sede do Teatro Tatiana Belinkyna cidade de Sorocaba. Mas devido à pandemia de COVID-19, as atividades passaram a ser virtuais e o canal CAD Quarentena teve seu lançamento no Youtube. Até o momento foram exibidos 209 programas entre leituras dramáticas e bate-papos com dramaturgos cujo objetivo é traçar um panorama do teatro brasileiro. (https://youtube.com/CADQuarentena)

Bereca, a Intrometida, escrita e dirigida por Elvira Gentil, marcou a reabertura do Teatro, em fevereiro de 2024. Nesse mesmo ano aconteceram duas edições da Mostra de Monólogos (dedicadas à Elvira Gentil e Gabriela Rabelo), a Mostra de Dramaturgia (dedicada à Regina Helena de Paiva Ramos) e o Sarau Bocas da Cidade.

A Cia. das Artes Dramáticas (CAD)recebeu inúmeros prêmios em Festivais de Teatro, incluindo os de Melhor Direção em sua trajetória de três décadas. E para celebrar essa data, Concreto de Geloentra em cartaz.

Concreto de Gela – Foto divulgação

Ficha Técnica

Texto, Direção e Sonoplastia: Julio Carrara

Com: Luciano Schwab

Vozes em off: Alexandre Valentim, Ana Lúcia Mendes, Daniel Nunes, Igor Ogri, Jee México, Otávio Balieiro, Roberto Borenstein e Silmara Gussi

Depoimentos em vídeo: Antonio Carlos Bernardes, Cibele Troyano, Cláudia Dalla Verde, Gabriela Rabelo, Regina Helena de Paiva Ramos e Rosane Gofman.

Poema Sem Eufemismos de Leila Miccolis – escrito especialmente para o espetáculo

Máscara Olé (pintura e colagem): Fernando Castioni

Cenografia e Figurinos: Ana Duarte

Iluminação: Luciano Schwab

Maquete: Santiago Ribeiro

Cenotécnica: Marcelo V. Hessel 

Fotos, Design Gráfico e Vídeos: Alexandre Valentim

Interprete de Libras: Afenda Assessoria (Walkiria Santos Costa) 

Realização: Cia. das Artes Dramáticas (CAD) e Teatro de Bolso Tatiana Belinky

Produção e Supervisão Geral: Julio Carrara

Concreto de Gela – Foto divulgação

Serviço

Espetáculo: CONCRETO DE GELO

Texto e Direção: JULIO CARRARA

Poema: LEILA MICCOLIS

Ator: LUCIANO SCHWAB

Gênero: CYBERPUNK

Classificação: 16 ANOS

Duração: 50 MINUTOS

Temporada: DE 16 DE JANEIRO A 8 DE FEVEREIRO DE 2026 (DE SEXTA A DOMINGO) 

Horários: SEXTAS E SÁBADOS ÀS 20:30 HORAS E DOMINGOS ÀS 19:30 HORAS

Local: TEATRO DE BOLSO TATIANA BELINKY

Endereço: ALAMEDA FRANCA, 864 – VILA NOVA SOROCABA

Capacidade: 20 LUGARES

ENTRADA GRATUITA (Os ingressos estarão disponíveis no local com uma hora de antecedência e também podem ser reservados pelo Whatsapp: 11 943372368 com Julio Carrara)

O espetáculo começa pontualmente. Não será permitida, em hipótese alguma, a entrada após o início da sessão
Este espetáculo foi produzido com recursos da Lei Aldir Blanc através do Ministério da Cultura, Secretaria da Cultura de São Paulo e Secretaria de Cultura de Sorocaba.

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