Poetizo, logo vivo – XXXII

Pietro Costa: Poetizo, logo vivo – Pensamento XXXII

Pietro Costa
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Imagem criada pela IA do Grok
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O nacionalismo obnubila sonhos visionários e humanitários de uma união global.

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Chama do amor

Nilton da Rocha: Poema ‘Chama do amor’

Nilton da Rocha
Nilton da Rocha
Imagem criada pela IA do Grok
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Amor é chama oculta em madrugada,
um sopro que queima e não se vê,
é dor serena, doce e disfarçada,
ferida aberta que insiste em viver.

É ter no peito a paz e a tempestade,
querer distância e, ainda assim, buscar,
é carregar o peso da saudade
e nela, em silêncio, se encontrar.

É se render à força de um desejo,
mesmo sabendo o risco da ilusão,
é dar a vida inteira num só beijo,
e receber do nada a perdição.

Mas se é tormento e graça em uma só cor,
que mistério rege, em nós, tal favor,
se o próprio coração chama de dor
o que os lábios pronunciam como amor?

Nilton da Costa

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Texto: uma caixa de lápis de cor

Sergio Diniz da Costa

‘Texto: Uma caixa de lápis de cor e um jogo de quebra-cabeças’

Sergio Diniz
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Imagem criadada por IA do Grok
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Escrever um texto para quem é alfabetizado é um ato relativamente simples. Ou deveria ser. O desafio mesmo é escrever um grande, um ótimo texto!

Textos comuns e mal escritos, desde simples manifestações, comentários no Facebook e até mesmo trabalhos acadêmicos, vemos pululando, enxameando, infestando por todo lugar e a toda hora.

Curiosamente, o problema não está tão somente na falta de escolaridade para quem a teve ou a tem. Utilizando uma linguagem popular, o “buraco é mais embaixo”. Pelo menos aparentemente, parece faltar às novas gerações, mais do que a necessidade, o gosto, o prazer pelo conhecimento, o encantamento com a cultura geral.

Não bastasse a falta de um mínimo de domínio das regras de Português, falta imaginação, criatividade, qualidade que o cultivo da leitura de obras universais consagradas nos impregna, semelhante a um processo de osmose.

Um texto é análogo a uma caixa de lápis de cor e um jogo de quebra-cabeças.

A pobreza, em relação ao conhecimento e à cultura geral, aliados à falta de criatividade, representa uma caixa de cor de apenas seis cores e lápis pequenos. E a um jogo de quebra-cabeças com poucas peças.

Quando eu era criança, apesar de gostar de desenhar e colorir desenhos, a condição financeira dos meus pais não permitia que eu e meus irmãos tivéssemos material escolar de boa qualidade, e, menos ainda, em quantidade.

Por todo o período dos primeiros anos escolares nutri a insatisfação, a tristeza de não poder ter uma caixa de lápis de cor de 12, 24 e, menos ainda, 48 cores!

Tal se dava, também, com os jogos de quebra-cabeça. Jogos com poucas peças e poucas imagens a serem reproduzidas.

O hábito da leitura, no entanto, aguçou minha imaginação e levou-me a ser, na fase adulta, um escritor. E indo mais longe, revisor de textos e livros.

Um texto mal escrito é semelhante a uma caixa de cor de apenas 6 cores. E a um jogo de quebra-cabeça com poucas peças.

As ‘cores’, no caso, representam o vocabulário pobre e a falta de intimidade com o significado das palavras. E as palavras, às vezes, parecem sacis nos enrodilhando em seus redemoinhos de significados e sentimentos.

O desconhecimento básico das regras de pontuação, por sua vez, contribui para a elaboração de textos de redação paupérrima. E a pontuação, na urdidura de um texto, é como uma espada nas mãos de um bárbaro ou de um espadachim.

Algumas pessoas se apropriam das palavras feitos ladrões noturnos, enquanto que, na qualidade de um simples comentarista a um escritor, devem (e podem) ser artesãos que, com elas, tecem longos tecidos de sonhos.

Com um vocabulário pobre, uma visão cultural deficiente e desconhecendo as regras da boa redação, as palavras para essas pessoas são poucas peças com as quais, desordenadamente, montam quebra-cabeças que exibem paisagens áridas, ou figuras distorcidas, dantescas.

Se o problema dos textos mal escritos está devidamente posto, o ‘nó górdio’* a ser desatado pelos modernos Alexandres o seria por meio de um mergulho à base do problema em si; base que tem raiz nos primeiros anos de vida, talvez mesmo no período de gestação, em uma futura mamãe lendo em voz alta para um filho ainda sem um rosto definido, contudo, com uma alma presente e já preparada para começar a receber as sementes da leitura e da escrita.

Esse filho, desta forma, receberia de sua mamãe uma caixa de lápis de cor etérea com infinitas cores. E um jogo de quebra-cabeças com o qual montaria paisagens transcendentais!

*  O nó górdio é uma lenda que envolve o rei da Frígia (Ásia Menor) e Alexandre, o Grande. É comumente usada como metáfora de um problema insolúvel (desatando um nó impossível) resolvido facilmente por ardil astuto ou por “pensar fora da caixa”.

Conta-se que o rei da Frígia (Ásia Menor) morreu sem deixar herdeiro e que, ao ser consultado, o Oráculo anunciou que o sucessor chegaria à cidade num carro de bois. A profecia foi cumprida por um camponês, de nome Górdio, que foi coroado. Para não esquecer de seu passado humilde ele colocou a carroça, com a qual ganhou a coroa, no templo de Zeus. E a amarrou com um enorme nó a uma coluna. O nó era, na prática, impossível de desatar e por isso ficou famoso.

Górdio reinou por muito tempo e quando morreu, seu filho Midas assumiu o trono. Midas expandiu o império, mas não deixou herdeiros. O Oráculo foi ouvido novamente e declarou que quem desatasse o nó de Górdio dominaria todo o mundo.

Quinhentos anos se passaram sem ninguém conseguir realizar esse feito, até que em 334 a.C. Alexandre, o Grande, ouviu essa lenda ao passar pela Frígia. Intrigado com a questão, foi até o templo de Zeus observar o feito de Górdio. Após muito analisar, desembainhou sua espada e cortou o nó. Lenda ou não o fato é que Alexandre se tornou senhor de toda a Ásia Menor poucos anos depois.

É daí também que deriva a expressão “cortar o nó górdio”, que significa resolver um problema complexo de maneira simples e eficaz. (Wikipédia, a enciclopédia livre.)

Sergio Diniz da Costa

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A garrafa mágica

Jorge Facury: ‘A garrafa mágica (sem gênio dentro)’

Jorge Facury
Jorge Facury
Imagem criada pela IA do ChatGPT
Imagem criada pela IA do ChatGPT

Os anos 90 foram ‘mágicos’ para mim e amigos. Parece que acontecia ‘de tudo’ (que hoje não acontece mais). Não sei, (não lembro), como foi que soube que havia um laboratório esotérico no Rio de Janeiro, exportador de uma garrafa mágica que transmitia sinais desde que o consulente dispusesse da necessária sensibilidade para operá-la e decodificar sinais.

Resolvi testar. Encomendei. Recebi pelos Correios. Era uma garrafa de vidro marrom, parecendo encerada, não dava pra ver o conteúdo. Onde deveria constar o rótulo, havia um papel brilhante, tipo metalizado, amarelo-ouro. Dentro dela havia materiais indutivos magnéticos e carvão mineral. O que se precisava fazer era amassar um papel branco, bem amassado e jogar diante da garrafa. A imagem que apareceria refletida na parte espelhada amarelo-ouro deveria ser interpretada pele consulente, pois formava imagens abstratas e aí entrava uma boa dose de intuição. Nesse momento, ela estaria funcionando como uma ‘antena’. A bem da verdade, o efeito nada mais era do que poderíamos chamar hoje de uma ‘pareidolia mística’.

Nisso, uma pessoa que passou a estar em nosso meio quis comprá-la. Sem compreender as pareidolias, vendi a preço módico. O comprador era um morador de Aldeia da Serra (SP) que se apresentava como futuro ‘governador do mundo’. Dizia que recebia ‘bips’ do universo (tempo dos bips – os mais novos não entenderão). Isso seria pouco: conforme a declaração, ele governaria o mundo através de 21 canais de televisão.

Andava com um apresentável automóvel Ibiza, a carteira bufando de dólares (era dono uma rede de motéis), não trabalhava, e justificava sua boa situação financeira aos curiosos dizendo ter ganhado cinco vezes na loteria! Afora isso, contava histórias confusas, capazes de confundir a cabeça da gente! Numa das vezes em que esteve em casa, (era o ano de 1992) um amigo, Luiz Nitsche, saiu dizendo: – Cuidado com esse cara! Ele é louco!

Luiz não seria o único a dizer isso, eu ouviria a mesmíssima advertência da amiga Sandra Hasmann, Ufóloga de Jacareí, que se assustou ao conversar uma única vez com ele. O tempo passou. Ele não governou o mundo, aliás, tudo indica que não esteja mais entre nós! A garrafa desapareceu. Eis a magia cruel do Tempo! Tudo Ele leva, e nada deixa, além de memórias…

Jorge Facury

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Crédito

Ismaél Wandalika: Poema ‘Crédito’

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika
Ismaél Wandalika - Arquivo pessoal
Ismaél Wandalika – Arquivo pessoal

Acredita e credita a tua capacidade intelectual
Pois o ente-supremo corou em você um pedaço completo divinal
Somos, seres transportando partículas espirituais
Podemos muito mais do que fazemos o corpo está mas a alma é transcendental

O mundo não é apenas o que vimos
Compreenda isso, depois dos 5 há mais sentidos
se não amares tudo e todos ao teu redor a tua passagem cá não terá sentidos
Então seja uma pessoa sacudida e transbordada de amor

O teu sorriso é uma arte então vá
Então o universo com esta arte pura
Sorri como criança tipo nunca vais curvar
Em cada momento aproveita desfrutar
Talvez amanhã te desabriguem e te obriguem a aceitares um compartimento no (cemitérios )camama e no Benfica
Calma, esqueça por agora o cemitérios )camama e o Benfica mas o bem, fica contigo e partilha com o mundo nem seja um pedaço, da tua existência.

Débito
Descontrai lança balança não procures ter razão
E no razão resolve cada operação
No balancete desta vida, verifica_ação
Pois a vida é como uma peça teatro
Então fuja do silêncio
Entre atos e cenas contra cena com o dilema e amorti_zação
Mas se perceberes que com alguém foste incorretos calma, anula e retífica, estorno.

Debite todos sentimentos negativos
Reabre o coração seja que anterior
No mundo desumano exterioriza o teu amor (2×)

Pois, você é excepcional
Diferente dos iguais
Não te compreende então, siga o teu coração
Nzambi Ya Pungo te dará sempre uma direção

Mas se fores rejeitada cria o teu universo
Longe deste embargo mundo
Metanóia viva e respira
Pois a tua mente é a maior fonte de produção científica
Liberta-se da urna
E da escuridão massiva
Bem-vindo a luz diurna
Creditem mais para vida.

Soldado Wandalika 🫡

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Prêmio Cultivista Sorocaba – Vozes que inspiram

Prêmio Cultivista Sorocaba – Vozes que inspiram conquista o Brasil e Portugal e celebra artistas que transformam a cultura com sensibilidade e poesia

Logo do Prêmio Cultivista Sorocaba – Vozes que inspiram
Logo do Prêmio Cultivista Sorocaba – Vozes que inspiram

Idealizado por Priscila Mancussi e Leandro Flores, o prêmio ultrapassa fronteiras, valoriza artistas brasileiros e portugueses e será celebrado em homenagem especial na Câmara Municipal de Sorocaba

O Prêmio Cultivista Sorocaba – Vozes que Inspiram vem se consolidando como uma das mais importantes iniciativas culturais do país, unindo artistas, escritores e agentes culturais em torno da arte, da poesia e da empatia. Criado por Priscila Mancussi e Leandro Flores, o prêmio integra o Movimento Cultivista Café com Poemas Sorocaba e nasceu com o propósito de reconhecer e celebrar vozes que inspiram, que cultivam a beleza da arte e que transformam o mundo pela sensibilidade.

A repercussão desta edição foi extraordinária. O prêmio ganhou visibilidade nacional, alcançando artistas de diversas regiões do Brasil e, pela primeira vez, e também de Portugal — uma prova de que a arte cultivista rompe fronteiras e fala uma língua universal: a da alma humana.

Entre os artistas premiados estão Aline dos Santos (Sorocaba/SP), Alexandre Carneiro Lima (Votorantim/SP), Altamir Costa (Maricá/RJ), Arthur Souto (Santo André/SP), Augusto Vicenzio (São Bento do Sapucaí/SP), Carina Gameiro (Araçoiaba da Serra/SP), Carlos Carvalho Cavalheiro (Sorocaba/SP), Cris Vaccarezza (Feira de Santana/BA), Dalila Nascimento (São Paulo/SP), Danilo José de Lima (Sorocaba/SP), Daniel Soares Filho (Rio de Janeiro/RJ), Débora Domingues (Sorocaba/SP), Débora Tauane (Alagoinhas/BA), Djalma Moraes (Santos/SP), Don Policarpo (São Paulo/SP), Elaine Perez (Sorocaba/SP), Eric Silva (São Paulo/SP), Fábio Alves (São Paulo/SP), José Antonio Torres (Belford Roxo/RJ), José Feliciano Delfino Filho (Zezo) (Sorocaba/SP), José Rui Camargo (Taubaté/SP), Josemir Lemos (São Caetano do Sul/SP), Lana Coelho (Magalhães de Almeida/MA), Leonardo Andreh (São Paulo/SP), Leandro Flores (São Paulo/SP), Luana Barreto (Lisboa/Portugal), Luiz Roberto Nascimento (São Paulo/SP), Marcela Oseas Ferreira (São José/SC), Mari Santos (Queimada Nova/PI), Mayara Lopes (Santos/SP), Patrícia Oliveira (Cordeiros/BA), Patrícia Roberta Xavier (Afogados da Ingazeira/PE), Paulo Brito (Candeias/BA), Paulo Medrado (Vitória da Conquista/BA), Renata Barcellos (Rio de Janeiro/RJ), Ricardo Oliveira (São José/SC), Ricco (São Paulo/SP), Rivalde Silva (Sorocaba/SP), Samantha Schepanski (Sarandi/RS), Sandra Stabile de Queiroz (Salvador/BA), Shirley Ferro – Poetisa da Luz (São Paulo/SP), Su Canfora (Mogi das Cruzes/SP), Vânia Moreira (Sorocaba/SP) e Yago Tadeu Scorsetti (Eldorado/SP).

Cada nome representa uma semente cultivada em solo fértil de arte e sensibilidade. São poetas, escritores, músicos e artistas visuais que, por meio de suas obras, inspiram o público e transformam a realidade ao seu redor.

A liderança de Priscila Mancussi, escritora, professora e poeta sorocabana, ao lado de Leandro Flores, idealizador do Movimento Cultivista Brasileiro, tem sido essencial para o crescimento e o fortalecimento dessa rede de afeto e cultura. Ambos acreditam que a arte é um caminho de resistência, empatia e união — valores que sustentam o espírito cultivista desde sua origem.

Como gesto de reconhecimento público, os premiados receberão uma homenagem na Câmara Municipal de Sorocaba, concedida pelo nobre vereador Fábio Simoa, grande incentivador das expressões artísticas e da valorização da cultura local. Sua postura sensível e seu apoio aos artistas reforçam a importância do diálogo entre o poder público e os agentes culturais da cidade, fortalecendo a cena literária e poética de Sorocaba.

A repercussão do prêmio também ecoou em espaços de difusão cultural, como o podcast “todapoesiavaniamoreira”, apresentado por Vânia Moreira, integrante do Movimento Cultivista Café com Poemas Sorocaba. No programa, diversos premiados compartilharam suas histórias e reflexões sobre a importância do reconhecimento, fortalecendo o elo entre a arte e a comunidade.

Mais do que uma cerimônia, o Prêmio Cultivista Sorocaba – Vozes que inspiram é um manifesto poético que reafirma a necessidade de cultivar empatia, humanidade e beleza em tempos de pressa e distanciamento. Sob o olhar inspirador de Priscila Mancussi e Leandro Flores, o movimento segue florescendo, fazendo da poesia uma ponte entre corações e territórios.

Serviço

Prêmio Cultivista Sorocaba – Vozes que Inspiram

Idealização: Priscila Mancussi e Leandro Flores

Realização: Movimento Cultivista Café com Poemas Sorocaba

Homenagem especial: Vereador Fábio Simoa – Câmara Municipal de Sorocaba

Participações especiais:
Podcast ‘todapoesiavaniamoreira’ com Vânia Moreira

Contato para imprensa:
movimentocultivista@gmail.com

Redes sociais: @movcafecompoemas.sorocaba | @priscilamancussi | @leandroflorespoeta


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Real Ordem dos Cavaleiros e Damas do Rei Ramiro II de Leão

Estão abertas as inscrições para aqueles que desejarem pleitear o Título de Cavaleiro Comendador ou Dama Comendadora da Real Ordem dos Cavaleiros e Damas do Rei Ramiro II de Leão

Logo da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente
Logo da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente
Real Ordem dos Cavaleiros e Damas do  Rei Ramiro II de Leão
Real Ordem dos Cavaleiros e Damas do
Rei Ramiro II de Leão

REAL ORDEM DOS CAVALEIROS E DAMAS DO REI RAMIRO II DE LEÃO. Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente.

Estão abertas as inscrições para aqueles que desejarem pleitear o Título de Cavaleiro Comendador ou Dama Comendadora da Real Ordem dos Cavaleiros e Damas do Rei Ramiro II de Leão.

SOBRE A REAL ORDEM

A Real Ordem dos Cavaleiros e Damas do Rei Ramiro II de Leão é reconhecida como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, entidade herdeira da Dinastia Real e Imperial da Gothia e de todo o Oriente.

A Ordem tem por finalidade homenagear e perpetuar a memória de Sua Majestade Ramiro II de Leão, monarca de nobre estirpe gótica, cuja vida e reinado deixaram um legado de bravura, sabedoria e fé cristã. Ramiro II reinou entre os anos 931 e 951, sendo filho do rei Ordonho II de Leão e de Elvira Mendes. Ficou conhecido como ‘Ramiro, o Grande’, pela firmeza com que defendeu os ideais de seu povo e consolidou o poder do Reino de Leão no cenário ibérico medieval.

O REINO DE LEÃO: UM LEGADO DE LUZ E CIVILIZAÇÃO

O Reino de Leão surgiu no início do século X, como sucessor direto do Reino das Astúrias, após a transferência da capital de Oviedo para Leão, realizada durante o reinado de Afonso III das Astúrias. Essa mudança marcou o nascimento de uma nova potência cristã na Península Ibérica, destinada a desempenhar papel central na Reconquista, movimento que culminaria na unificação dos reinos cristãos e na formação da atual Espanha.

Com a morte de Afonso III, o reino foi dividido entre seus filhos: Fruela II, que governou as Astúrias; Ordonho II, a Galiza; e Garcia I, a cidade de Leão. Após as sucessivas mortes dos irmãos, o trono leonês foi unificado sob o governo de Ramiro II, que se destacou como um dos maiores estrategistas e defensores da cristandade de seu tempo.

Durante seu reinado, Ramiro II liderou vitórias notáveis contra as forças muçulmanas, especialmente na célebre Batalha de Simancas (939), onde, à frente de seu exército, obteve um triunfo decisivo sobre as tropas do califa Abderramão III de Córdoba. Esse feito consolidou o Reino de Leão como o principal bastião cristão da Península, irradiando cultura, fé e civilização.

O período leonês foi também um tempo de floração intelectual e espiritual: mosteiros, escolas e centros de saber floresceram sob a proteção real. O Reino de Leão, ao lado dos reinos irmãos de Castela e Galiza, foi berço de valores que moldariam as bases políticas e culturais da Europa Ocidental, incluindo o conceito de monarquia pactuada, embrião das futuras constituições europeias.

A MISSÃO DA ORDEM

Inspirada nesse legado de honra, fé, cultura e cavalaria, a Real Ordem dos Cavaleiros e Damas do Rei Ramiro II de Leão busca reconhecer e enobrecer aqueles que, por méritos comprovados, tenham se destacado em ações sociais, culturais, educacionais e humanitárias.

A Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, guardiã dessa tradição milenar, honra, através da Ordem, homens e mulheres que demonstram, em sua trajetória, os valores da nobreza espiritual, do altruísmo e do serviço ao bem comum – virtudes que fizeram do Reino de Leão um símbolo perene de luz e civilização.

Solicite o edital

Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho

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