A luz é o oposto da sombra ou o seu segredo oculto?

Taghrid Bou Merhi

‘A luz é o oposto da sombra ou o seu segredo oculto?’

Taghrid Bou Merhi
Taghrid Bou Merhi
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Desde que o ser humano ergueu os olhos para o céu, tenta compreender a relação entre luz e sombra. A questão nunca foi apenas física, nem um simples jogo luminoso projetado pelo sol sobre as paredes; trata-se de uma pergunta sobre a própria existência. Por que a luz só se torna visível quando encontra algo que a interrompe? E por que a sombra nasce como consequência direta da presença da luz? Nessa ligação reside um paradoxo profundo: aquilo que parece oposição pode ser, na verdade, uma forma de interdependência.

A luz, em seu sentido simbólico, representa clareza, conhecimento, serenidade e presença. Ela revela as coisas e lhes dá contornos. Quando brilha, os detalhes se distinguem e as formas se tornam perceptíveis. A sombra, por sua vez, expressa o mistério, a possibilidade, o espaço ainda não revelado. É aquilo que permanece fora do campo da visão direta, despertando questionamento e inquietação. No entanto, a sombra não existe de maneira independente; ela é resultado da luz, um efeito do seu agir.

Se imaginarmos um mundo sem luz, também não haveria sombra. Haveria apenas uma escuridão total, sem distinções. Isso mostra que a sombra não é inimiga da luz, mas sinal de sua presença. Quanto mais intensa a luz, mais definidas se tornam as sombras. Quanto mais suave, menos marcadas elas aparecem. Essa relação revela que a vida se constrói sobre um equilíbrio delicado entre revelar e ocultar, entre clareza e ambiguidade.

Na experiência humana, a luz surge nos momentos de compreensão e certeza. Quando alguém entende o sentido do que vive, sente-se como se tivesse saído de um espaço fechado para um horizonte aberto. O entendimento ilumina o interior e organiza pensamentos e emoções. A sombra manifesta-se na dúvida, nas perguntas sem resposta, no receio diante do desconhecido. Essas condições não são falhas na trajetória, mas etapas naturais dela.

Muitas vezes tentamos fugir da sombra, como se fosse algo defeituoso. No entanto, ela cumpre uma função essencial. É a sombra que confere profundidade às formas. Na pintura, não há dimensão sem contraste entre claro e escuro. Na vida, não há verdadeira apreciação da tranquilidade sem ter atravessado a inquietação. A sombra nos recorda nossos limites e nos ensina que não somos seres de conhecimento absoluto.

Por outro lado, a luz nem sempre é confortável. Uma claridade intensa pode revelar aquilo que preferíamos manter oculto. A verdade, quando se apresenta sem filtros, pode ser difícil de aceitar. Por isso, algumas pessoas evitam o confronto direto com a luz e permanecem em zonas intermediárias. Nesses momentos, a sombra torna-se um espaço de pausa, um tempo de reflexão antes do enfrentamento.

O equilíbrio entre luz e sombra é o que conduz à maturidade. Quem se recusa a reconhecer sua própria sombra, suas fragilidades e erros, vive em ilusão. Quem permanece preso à escuridão sem buscar qualquer claridade perde a esperança. A sabedoria consiste em aceitar ambas as dimensões, compreendendo que cada pessoa carrega áreas luminosas e regiões obscuras, e que o crescimento nasce da integração dessas partes.

Na natureza, essa alternância é evidente. O ciclo entre dia e noite não é uma disputa com vencedor definitivo, mas um ritmo contínuo que sustenta a vida. As plantas necessitam da luz para crescer e da escuridão para se regenerar. O corpo humano também se restaura durante a noite e se ativa à luz do dia. Esse movimento ensina que a alternância não indica fraqueza, e sim condição de continuidade.

No âmbito social, a luz manifesta-se nos valores que promovem justiça, solidariedade e responsabilidade. A sombra surge quando prevalecem a indiferença e o egoísmo. Ainda assim, a escuridão coletiva não aparece sem causa; ela reflete o distanciamento das fontes internas de consciência. Quando a sensibilidade enfraquece, a sombra se expande. Mesmo assim, um único gesto íntegro pode reacender um foco luminoso capaz de transformar o ambiente.

A sombra também é território de criação. É nas zonas não totalmente esclarecidas que surgem as perguntas, e das perguntas nascem descobertas. Se tudo estivesse plenamente revelado desde o início, não haveria impulso para investigar. O mistério estimula a mente e amplia a percepção. Nesse sentido, a sombra não representa deficiência, mas convite ao aprofundamento.

Em nível interior, cada pessoa possui sua própria sombra: aspectos pouco expostos, medos, memórias dolorosas e desejos silenciados. Ignorar essa dimensão não a elimina, apenas a torna mais ativa nos bastidores. Enfrentá-la exige coragem, porém essa atitude fortalece a integridade pessoal. Ao reconhecer sua sombra, o indivíduo torna-se mais verdadeiro consigo mesmo e mais compreensivo com os outros.

A luz, por sua vez, é uma energia que necessita direção. Não basta desejá-la; é preciso saber como utilizá-la. Quando empregada com consciência, ilumina caminhos e amplia entendimentos. Quando usada de modo imprudente, pode cegar ou impor. A luz que respeita a sombra aceita diferentes perspectivas e reconhece que a realidade pode ser vista de múltiplos ângulos.

No fim, a relação entre luz e sombra não é conflito permanente, mas definição recíproca. Uma dá sentido à outra. Sem sombra, a luz perde profundidade. Sem luz, a sombra não possui contorno. Esse diálogo constante reflete o próprio movimento da existência, onde não há brilho eterno nem escuridão definitiva.

Compreender essa interdependência transforma nossa maneira de viver. A escuridão deixa de ser ameaça absoluta e passa a ser etapa de transição. A luz deixa de ser ideal distante e torna-se responsabilidade. Entre ambas, desenha-se o percurso humano, marcado por contrastes e aprendizados.

Assim, a pergunta inicial permanece como guia: não se trata de saber qual prevalece, mas de reconhecer como se complementam. A luz orienta, a sombra aprofunda. Entre direção e profundidade, constrói-se nossa experiência, e é nesse espaço de tensão harmoniosa que amadurecemos e encontramos sentido.

Taghrid Bou Merhi

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A poem is a nest

Rita Odeh: ‘A poem is a nest’

Rita Odeh
Rita Odeh
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​Poetry is but
a seed
in a soil exhausted by conflicts,
we plant it..
and it buds into brotherly warmth
and peace.
​Poetry is but
the last attempt
to make this world
a safe place
for doves.
​Poetry is but
a universal language
that builds bridges
between people;
its medium is sensation,
and its goal is harmony.
​Poetry is but
a warm nest,
gathering us in the lap of
Mother Earth,
far from the roar of wars
and strife.

Rita Odeh

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Clarissa Lemos é finalista no Prêmio Ecos da Literatura!

Reconhecida por sua dedicação ao incentivo à leitura e por encantar leitores de todas as idades, Clarissa concorre este ano na categoria Melhor Livro Ilustrado. O livro ‘Contanto com os animais’ foi ilustrado por Daniele Monhoz

Clarissa Lemos
Clarissa Lemos

A escritora e ilustradora Clarissa Lemos acaba de ser anunciada como finalista no Prêmio Ecos da Literatura!

Reconhecida por sua dedicação ao incentivo à leitura e por encantar leitores de todas as idades, Clarissa concorre este ano na categoria Melhor Livro Ilustrado. O livro ‘Contanto com os animais‘ foi ilustrado por Daniele Monhoz. A obra apresenta animais da savana que, após algum acontecimento, vão diminuindo. Um bom livro para realizar contagens com os pequenos e se divertir com as rimas e os animais da África.

“Chegar à final de um prêmio tão importante é muito gratificante, pois ter o meu trabalho reconhecido pelos meus leitores e amigos é fundamental para que eu continue criando. A literatura é vida e, por isso, ela precisa ser experimentada, vivenciada e compartilhada”, afirma Clarissa Lemos.

Os três finalistas de cada uma das 30 categorias foram apontados por votação pública, via internet, realizada entre os dias 08 de fevereiro e 22 de março de 2026. Apenas autores e profissionais do livro, com obras editadas em 2025, poderam participar da premiação.

O evento de premiação está agendado para o dia 23 de maio (sábado), às 16 h, no Teatro Espaço Bereana, Vila Mariana, na capital paulista. Na oportunidade, será conhecida a classificação dos finalistas: 1º, 2º e 3º colocados, que vão receber troféus lindos e personalizados. 

Clarissa Lemos

Clarissa Lemos nasceu na cidade de São Paulo, em 1987.

Viveu até os 18 anos na área rural do município de Ribeirão Branco, interior do estado.

Cresceu rodeada por livros e gibis, adquiridos pelo pai, geralmente em alguma cidade vizinha. Durante a adolescência, os livros eram companheiros inseparáveis.

Tão logo completou 18 anos, mudou-se para a capital para cursar graduação em Pedagogia e assumir o cargo de professora de Educação Básica na rede estadual.

Fixou residência, casou-se e possui dois filhos. Atualmente,  reside em São Caetano do Sul (SP) e leciona na rede municipal de São Paulo.

Iniciou o caminho como ilustradora com o livro A festa da Filó. É autora e ilustradora do livro As aventuras da Chapeuzinho Vermelho e autora dos livros ‘O chute” e ‘Contando com os animais

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Festival da Cultura Surda

CineCafé de abril destaca o Festival da Cultura Surda; programação conta também com Maratelona e Sessão NerDiverso

 

CineCAfé - Festival da Cultura Surda - Um Lugar Silencioso
CineCafé – Festival da Cultura Surda – Um lugar silencioso

O CineCafé de abril do Sesc Sorocaba tem como destaque o Festival da Cultura Surda, uma mostra que valoriza a língua de sinais e apresenta filmes com personagens surdos como protagonistas de suas próprias histórias, ampliando as formas de comunicação e representação no cinema. A programação reúne títulos de diferentes gêneros que evidenciam a cultura surda em sua diversidade e complexidade. 

Além do CineCafé, a unidade recebe outros dois projetos. O Maratelona propõe uma sequência de exibições voltada aos amantes de cinema, com a trilogia De Volta para o Futuro, incentivando uma experiência contínua e compartilhada entre o público. Já a sessão NerDiverso apresenta o filme Akira, referência da animação japonesa, que aborda temas como poder, tecnologia e juventude em um cenário distópico. 

Todas as sessões são gratuitas. 

CineCafé – Festival da Cultura Surda 

As sessões acontecem às terças-feiras, às 19h (exceto dia 21), com retirada de ingressos com uma hora de antecedência na Central de Atendimento.  

Após cada exibição, o público é convidado a participar do Cinema em reflexão, neste mês, conduzido pela pedagoga e especialista em Libras Maria Carla, ampliando a experiência por meio de conversas e análises sobre os filmes. 

CineCAfé – Festival da Cultura Surda – Um Lugar Silencioso

7/4 | Um lugar silencioso 

Direção: John Krasinski | Suspense/Terror | EUA | 90 min. | 2018 | Leg. 

No pós-apocalipse, criaturas cegas com audição aguçada caçam qualquer ruído. Para sobreviver, a família Abbott vive em silêncio absoluto em uma fazenda isolada, comunicando-se por sinais. Sua frágil rotina é posta à prova quando a mãe, Evelyn, fica grávida, elevando a tensão na luta pela vida. Classificação 14 anos. 

CineCAfé – Festival da Cultura Surda – A família Bélier

14/4 | A família Bélier 

Direção: Eric Lartigau | Comédia/Drama | França | 106 min. | 2014 | Leg. 

Paula, uma adolescente, é a intérprete e apoio essencial para sua família, todos surdos. Ao descobrir um talento excepcional para o canto e a chance de estudar em Paris, ela é confrontada com um dilema angustiante: seguir seu sonho ou permanecer como a âncora daqueles que dependem totalmente dela. Classificação 14 anos. 

CineCAfé - Festival da Cultura Surda  - A forma da água
CineCAfé – Festival da Cultura Surda – A forma da água

28/4 | A forma da água 

Direção: Guillermo del Toro | Drama/Fantasia | EUA | 123 min. | 2017 | Leg.   

Em 1963, uma zeladora muda que vive em silêncio desenvolve uma ligação única com uma criatura anfíbia mantida em cativeiro no laboratório onde trabalha. Com a ajuda de um vizinho, ela elabora um plano para libertá-lo. Classificação 16 anos. 

Sessão NerDiverso 

CineCAfé - Festival da Cultura Surda Akira
CineCAfé – Festival da Cultura Surda Akira

9/4 – 19h | Akira 

Direção: Katsuhiro Otomo | Animação/Ficção Científica | Japão | 124 min. | 1988 | Leg.   

Em Neo-Tokyo pós-guerra, o jovem delinquente Kaneda tenta salvar seu amigo Tetsuo, que desenvolve poderes psíquicos incontroláveis após um acidente. Essas habilidades atraem a atenção do governo e de um projeto secreto, ameaçando liberar uma força apocalíptica. Uma saga cyberpunk sobre amizade, poder e destruição. Classificação 16 anos. Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência. 

Maratelona – 21/4 

CineCAfé - Festival da Cultura Surda - De volta para o futuro
CineCAfé – Festival da Cultura Surda

10h30 | De volta para o futuro   

Direção: Robert Zemeckis | Aventura/Ficção Científica | EUA | 115 min. | 1985 | Leg.      

Marty McFly é um adolescente típico americano dos anos 80. Acidentalmente ele viaja de volta no tempo para 1955 em uma máquina do tempo inventada pelo cientista maluco Dr. Brown. Durante sua incrível viagem ao passado, Marty tem como missão fazer com que seus pais ainda adolescentes se conheçam e se apaixonem. Só assim ele conseguirá ter uma chance de voltar ao futuro. Classificação livre. Retirada de ingressos com 30 minutos de antecedência. 

CineCAfé - Festival da Cultura Surda - De volta para o futuro 2 
CineCAfé – Festival da Cultura Surda – De volta para o futuro 2 

13h30 | De volta para o futuro 2   

Direção: Robert Zemeckis | Aventura/Ficção Científica | EUA | 108 min. | 1989 | Leg.       

Marty vai até 2015 para impedir que seu filho seja preso. Porém um velho inimigo de família descobre onde Marty e o Dr. Brown esconderam a máquina do tempo e volta ao passado para entregar um livro com resultados de jogos da temporada para ele mesmo. Agora Marty e o Doutor precisam correr contra o tempo para impedir que o presente e o futuro sejam alterados pelos acontecimentos. Classificação livre. Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência. 

CineCAfé - Festival da Cultura Surda  - De volta para o futuro 3 
CineCAfé – Festival da Cultura Surda – De volta para o futuro 3 

16h30 | De volta para o futuro 3  

Direção: Robert Zemeckis | Aventura/Ficção Científica | EUA | 118 min. | 1990 | Leg.     

Em 1955, Marty recebe uma carta do Dr. Brown datada de 1855 e descobre que ele será assassinado. Agora precisa voltar ao passado exatamente no dia 2 de setembro do mesmo ano para tentar salvar seu amigo, mas não sem antes ter que enfrentar inúmeras dificuldades. Classificação livre. Retirada de ingressos 1 hora de antecedência. 

Confira mais sobre essas e outras atividades da programação do Sesc Sorocaba em sescsp.org.br/sorocaba. 

SERVIÇO 

Sesc Sorocaba       

Rua Barão de Piratininga, 555 – Jardim Faculdade.       

Fone: (15) 3332-9933.     

Prefira o transporte público 

Terminal São Paulo 

Linha 13: Santa Izabel/ Jd. Europa 

Linha 71: Campolim via Raposo Tavares 

Terminal Santo Antônio 

Linha 65: Campolim 

BRT 

Linha D200: Terminal Vitória Régia/ Campolim 

+ informações  

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Professor: profissão perigo?

                                                

Renata Barcellos: ‘Professor: profissão perigo?

Renata Barcellos
Renata Barcellos
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Desde o início deste ano letivo, tenho presenciado professores ‘desabafando’ em reuniões, intervalos… E o mais preocupante: todos os relatos são de capacitados e centrados. As queixas? Turmas numerosas, desinteresse dos alunos, desrespeito… Ao ouvi-los, veio-me à cabeça um fragmento desta música de Beth Carvalho cantada há décadas:

“Como será amanhã?

Responda quem puder

O que irá me acontecer?

O meu destino será como Deus quiser”.

Esta estrofe sintetiza a inquietação e indignação de muitos docentes como eu. Atuo na área da educação desde 92 e nunca vivi e presenciei tamanho caos. Os fatores são diversos como desinteresse, desrespeito, agressões, assédio, má formação profissional …A quem culpar? Ao método de ensino do professor apenas ? Cruel isso, não!?

Desafio o leitor a entrar em uma sala de aula sem estrutura física e/ou sem recursos com 50 alunos e, dentre estes, muitos com autismo, TDH… e conseguir ministrar uma aula motivadora. Em tempos de celular, de aplicativos variados … como concorrer com a tecnologia? Fomos orientados para utilizar ferramentas tecnológicas em aula? A escola e os responsáveis estão preparados para lidar com novas formas de construção de conhecimento? Em tempo, ainda hoje quando se propõe uma aula externa, persiste em considerar isso como passeio. Você, leitor, quais são suas recordações em tempo de escola? Com certeza, uma delas foram as atividades fora dos muros escolares. Recordo-me de todas as aulas externas como aluna ou professora. Experiências enriquecedoras e inesquecíveis. Navegar por outros mares é preciso!!!

Não é só o professor que deve se atualizar. A sociedade precisa se conscientizar. Enquanto não houver qualificação e apoio dos responsáveis, não haverá educação de qualidade. Na contemporaneidade, com tanta exposição, poluição visual como disse Ítalo Calvino, será luta em vão.

Professores estão cada vez mais doentes. Cada um sabe o fardo que carrega na vida pessoal. E ainda, em sala de aula, lidar com indisciplina, desacato…., Quanta sobrecarga!!!

Segundo um novo estudo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), em 2025, foi “desenhado” um cenário desafiador em sala de aula: altos índices de estresse, ansiedade e depressão. Isso pelo fato de o Brasil enfrentar um recorde de afastamentos de professores, com mais de 150 mil devido a transtornos mentais como depressão e Burnout. A crise de saúde mental na educação, impulsionada por jornadas excessivas e baixa valorização, teve forte impacto, por exemplo, em São Paulo, onde 25 mil professores foram afastados entre janeiro e setembro. 

Estatísticas de Afastamentos de Professores em 2025

  • Nacional: mais de 150 mil professores afastados por Burnout e Depressão.
  • São Paulo (Rede Estadual): mais de 25 mil professores foram afastados entre janeiro e setembro de 2025.
  • São Paulo (Rede Municipal): uma pesquisa indicou que cerca de 60% dos professores da rede municipal de São Paulo se afastaram por problemas de saúde nos últimos 12 meses.
  • Interior de SP (Regional): cidades como São Carlos e Araraquara registraram 565 licenças médicas por transtornos mentais de janeiro a setembro.
  • Tocantins: mais de 1,7 mil profissionais da rede estadual se afastaram por adoecimento mental em 2025.
  • Campinas (SP): mais de 3 mil professores afastados por transtornos mentais em 2025. 
  • Rio de Janeiro (RJ): 25% dos professores licenciados foram por motivos de depressão ou ansiedade. A situação é agravada por assédio e sobrecarga de trabalho.

Principais Causas e Tendências

  • Saúde Mental: os transtornos mentais e comportamentais são a principal causa de licenças.
  • Diagnósticos Comuns: ansiedade, depressão e estresse, com destaque para a Síndrome de Burnout.
  • Fatores de Risco: as causas incluem jornadas de trabalho excessivas, violência escolar, desvalorização profissional, falta de estrutura e grandes números de alunos por sala.
  • Cenário de Adoecimento: os dados indicam que o adoecimento é estrutural, com tendência de aumento no número de afastamentos na área da educação.

A partir dos dados apresentados, constatamos que a profissão de professor é uma das mais afetadas por transtornos mentais.  No dia 26 de maio de 2025, riscos psicossociais foram incluídos na NR-1, norma que apresenta as diretrizes de saúde no ambiente do trabalho. Após a sua inclusão, o Ministério do Trabalho passa a fiscalizar os riscos psicossociais no processo de gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST). Isso pode acarretar penalizações, caso sejam identificadas questões como: 

  • metas excessivas 
  • jornadas extensas 
  • ausência de suporte 
  • assédio moral 
  • conflitos interpessoais 
  • falta de autonomia no trabalho 
  • condições precárias de trabalho 

Depois de vivenciar a sala de aula, iniciar mais um ano letivo, ouvir relatos de colegas, cada vez mais ecoa em minha cabeça esta estrofe:

“Como será amanhã?

Responda quem puder

O que irá me acontecer?

O meu destino será como Deus quiser”.

O ano letivo de 2026 mal iniciou e nós, professores, já estamos nos questionando:  “O que irá me acontecer?” E, pior ainda, pensar na aposentadoria. A reforma retardou a saída de milhares de professores. E há emocional para suportar até “pagar o pedágio”?

“Como será amanhã” diante de tantos fatores apresentados anteriormente? Com certeza,  o problema com relação à evasão escolar não está atrelada apenas ao método adotado por quem ensina. Será que todos utilizam os inadequados por serem ultrapassados?

Cabe ressaltar que os tipos de avaliação são diversos. Segundo a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), avaliar não se limita a aplicar provas ou atribuir notas: trata-se de acompanhar o desenvolvimento integral do estudante, identificando avanços, dificuldades e potencialidades. Nesse contexto, há quatro: avaliação diagnóstica, formativa, somativa e autoavaliação. Cada uma possui objetivos e aplicações próprias. Todas têm em comum o compromisso de tornar a aprendizagem mais significativa. Avaliar é preciso!!! Enquanto professora procedo como considero melhor. E, assim, o meu destino será como EU quiser. Abaixo à repressão!!! Viva a liberdade pedagógica!!!

Renata Barcellos

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Teresópolis recebe solenidade histórica da FEBACLA

Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho

‘Teresópolis recebe solenidade histórica da FEBACLA e reúne personalidades das artes, da literatura, da educação e da cultura de diversas regiões do Brasil’

Dom Alexandre Rurikovich Carvalho
Dom Alexandre Rurikovich Carvalho

A cidade de Teresópolis foi cenário, no dia 28 de março de 2026, de uma das mais expressivas solenidades culturais do calendário acadêmico nacional. Promovido pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes, o evento reuniu intelectuais, artistas, educadores, pesquisadores e autoridades culturais no emblemático Teatro Municipal – Palácio Teresa Cristina, sede da Prefeitura, consolidando-se como um verdadeiro marco na valorização das letras, das artes e do pensamento humanístico no Brasil. 

Desde sua fundação, em 25 de abril de 2012, a Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes vem se consolidando como uma das mais respeitadas instituições culturais do país, pautada por princípios de natureza apartidária, sem fins lucrativos e orientada pelo compromisso permanente com a valorização do saber. Sua atuação abrange a promoção das Ciências, das Letras e das Artes, incentivando a produção intelectual, o intercâmbio cultural e o reconhecimento de personalidades que se destacam por suas contribuições relevantes à sociedade.

Ao longo de sua trajetória, a FEBACLA tem desempenhado um papel fundamental na difusão do conhecimento e na preservação da memória cultural brasileira, promovendo iniciativas que estimulam o pensamento crítico, a criatividade e o desenvolvimento humano. A instituição também se destaca por sua dedicação à valorização do idioma português, reconhecendo-o como elemento essencial da identidade nacional e instrumento de expressão cultural.

Mais do que uma entidade honorífica, a FEBACLA constitui-se como um espaço de encontro entre diferentes áreas do saber, reunindo acadêmicos, escritores, artistas, educadores e pesquisadores em torno de ideais comuns voltados à construção de uma sociedade mais consciente, culta e socialmente comprometida.

A solenidade realizada em Teresópolis reafirmou, de forma eloquente, essa missão institucional, ao celebrar trajetórias inspiradoras e reconhecer personalidades que, por meio de suas ações e obras, contribuem significativamente para o fortalecimento da cultura, da educação e do patrimônio intelectual brasileiro. O evento evidenciou, ainda, o papel da FEBACLA como agente ativo na promoção do mérito, da ética e da excelência, consolidando sua relevância no cenário cultural contemporâneo.

A abertura oficial do cerimonial foi conduzida pelo acadêmico Prof. Dr. Nicolas Theodoridis, que destacou o caráter histórico do encontro e a importância de se perpetuar a memória cultural por meio de iniciativas institucionais sólidas. Em seguida, foi composta a mesa de honra, presidida por Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho, presidente da FEBACLA, que esteve acompanhado por relevantes nomes do meio acadêmico e cultural, como a Duquesa Claudia Lundgren Rurikovich Carvalho, a professora Rita Mello, o professor Dr. Jadson Porto, a professora Jacy Proença e o professor Dr. Eugênio Maria Gomes. 

Em clima de reverência e celebração, os integrantes da mesa proferiram breves saudações, ressaltando a importância da cultura como instrumento de transformação social, inclusão e desenvolvimento humano. O momento foi marcado por reflexões sobre o papel das instituições culturais na formação de uma sociedade mais consciente, crítica e comprometida com os valores éticos e educacionais. 

Um dos pontos altos da solenidade foi a posse de novos acadêmicos internacionais, que passaram a integrar os quadros da FEBACLA, assumindo o compromisso de contribuir para o fortalecimento da cultura e do conhecimento. O juramento, conduzido pelo presidente da instituição, simbolizou o compromisso com a ética, a educação e o aprimoramento intelectual da sociedade

Juramento de posse das novas acadêmicas da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA. Com o braço direito estendido, as empossadas reafirmaram seu compromisso com a ética, o conhecimento e a promoção das Ciências, Letras e Artes.

A programação seguiu com a outorga de importantes honrarias, entre elas a tradicional Comenda Caneta de Ouro – Edição 2025, destinada a reconhecer méritos excepcionais na literatura, no jornalismo e na promoção da língua portuguesa. A honraria destacou autores e educadores cujas obras contribuem para a formação cultural e crítica da sociedade brasileira. 

Momento solene da entrega da Comenda Caneta de Ouro – Edição 2025, reconhecendo personalidades que se destacam na literatura, no ensino e na promoção da língua portuguesa, em valorização à cultura e ao saber.

Na sequência, foi realizada a entrega da Comenda Nacional das Belas Artes, que distinguiu personalidades de destaque nas diversas manifestações artísticas, reforçando o papel da arte como expressão fundamental da identidade cultural e como instrumento de transformação social.

Momento solene da entrega da Comenda Nacional das Belas Artes, distinguindo personalidades que se destacam nas diversas expressões artísticas e que contribuem significativamente para o enriquecimento da cultura nacional.

Outro momento de elevado prestígio e singular relevância na solenidade foi a concessão dos títulos de Doutor Honoris Causa, realizada em parceria com o Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos. Trata-se de uma das mais altas distinções acadêmicas conferidas pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes, destinada a reconhecer personalidades de notório saber, cuja trajetória intelectual, científica e cultural se destaca pela excelência, pela produção de conhecimento e pelo impacto significativo na sociedade.

A outorga desse título transcende o reconhecimento formal, constituindo-se como um ato de consagração pública de méritos excepcionais, atribuído àqueles que, por suas obras, pesquisas e ações, contribuem de maneira efetiva para o avanço das Ciências Humanas, da Educação, da História e de outras áreas do saber. Mais do que uma honraria, o Doutor Honoris Causa simboliza o reconhecimento de uma vida dedicada ao conhecimento, à formação de consciências e à preservação e difusão da cultura.

No contexto da solenidade, a entrega dessa distinção reforçou o compromisso institucional da FEBACLA com a valorização do mérito acadêmico e com a promoção de referências intelectuais que inspiram as presentes e futuras gerações. Ao destacar trajetórias marcadas pela excelência e pelo serviço à sociedade, a instituição reafirma seu papel como guardiã dos valores que sustentam o desenvolvimento cultural, educacional e humanístico do país.

Momento solene da outorga dos títulos de Doutor Honoris Causa, uma das mais elevadas distinções concedidas pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes, em parceria com o Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos.

A solenidade também foi marcada pela outorga de títulos honoríficos da Soberana Ordem da Coroa de Gotland, distinção de elevado prestígio destinada a reconhecer personalidades que se destacam por seus relevantes serviços prestados à sociedade, bem como por sua notável dedicação às causas culturais, científicas e humanitárias.

Mais do que uma honraria, a concessão desses títulos representa o reconhecimento de trajetórias pautadas pela excelência, pelo compromisso ético e pela promoção do bem comum, conferindo aos agraciados não apenas distinção honorífica, mas também a responsabilidade simbólica de perpetuar valores nobres e contribuir para o desenvolvimento cultural e social.

A Soberana Ordem da Coroa de Gotland integra o patrimônio histórico, cultural e imaterial da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, constituindo-se como expressão de tradição, identidade e continuidade histórica. Nesse contexto, sua outorga reveste-se de profundo significado, reafirmando a valorização do mérito, da honra e do legado daqueles que contribuem para o engrandecimento da sociedade.

Momento solene da outorga dos títulos de Cavaleiro Comendador e Dama Comendadora da Soberana Ordem da Coroa de Gotland, honraria que distingue personalidades de elevada trajetória e relevantes serviços prestados à sociedade, à cultura e ao bem comum.

Um dos momentos mais emocionantes da solenidade foi a apresentação da atriz Edinar Corradini, natural de Teresópolis, reconhecida como uma das mais respeitadas intérpretes da Imperatriz Teresa Cristina, esposa de Dom Pedro II. Há mais de uma década, a artista dedica-se a retratar a figura histórica conhecida como “a mãe dos brasileiros”, levando ao público performances marcadas por sensibilidade, rigor histórico e profundo compromisso com a memória cultural, seja em eventos educativos, apresentações culturais ou produções teatrais. Sua participação conferiu ainda mais brilho e emoção à cerimônia, aproximando o público da história e reforçando o valor da arte como instrumento de preservação da identidade nacional.

A atriz Edinar Corradini, intérprete consagrada da Imperatriz Teresa Cristina, emociona o público ao realizar a leitura de cartas da Imperatriz ao seu esposo, Dom Pedro II.

Um dos momentos mais simbólicos do evento foi a entrega da Comenda Imperatriz Teresa Cristina – Mãe dos Brasileiros, inspirada na figura histórica da Imperatriz Teresa Cristina, consagrada por sua dedicação ao povo brasileiro e por seu incentivo à cultura, à ciência e à educação.

A honraria evoca a memória de uma soberana marcada pela sensibilidade social, pela discrição e pelo compromisso com o bem-estar coletivo, atributos que lhe conferiram o reconhecimento e o afeto do povo brasileiro. Ao instituir esta comenda, a Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes presta tributo a esse legado histórico, distinguindo personalidades que, à semelhança da Imperatriz, contribuem de forma significativa para o desenvolvimento humano, cultural e social.

Trata-se de uma homenagem que transcende o caráter honorífico, constituindo-se como símbolo de reconhecimento àqueles que dedicam suas vidas à promoção do conhecimento, da solidariedade e da valorização dos princípios que enobrecem a sociedade.

Registro dos agraciados com a Comenda Imperatriz Teresa Cristina – Mãe dos Brasileiros, honraria concedida a personalidades que se destacam por suas contribuições relevantes nas áreas cultural, social, educacional e humanitária.

Registro dos agraciados com a Comenda Imperatriz Teresa Cristina – Mãe dos Brasileiros, honraria concedida a personalidades que se destacam por suas contribuições relevantes nas áreas cultural, social, educacional e humanitária.

Encerrando a programação protocolar, a FEBACLA promoveu a outorga do Certificado Mulher Virtuosa, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, prestando homenagem a mulheres que se destacam por sua dedicação, excelência e relevante contribuição nas mais diversas áreas de atuação. A iniciativa reafirma o protagonismo feminino na construção de uma sociedade mais justa, equilibrada e humanizada.

Desde a sua fundação, a FEBACLA tem se pautado pelo reconhecimento e valorização do papel essencial da mulher na sociedade, destacando sua atuação decisiva nos campos da cultura, da educação, das artes e das ações sociais. Ao longo de sua trajetória, a instituição tem honrado mulheres de notável mérito, compreendendo que seu trabalho e sua sensibilidade são pilares fundamentais para o desenvolvimento humano e social.

Na visão do presidente da FEBACLA, é imprescindível não apenas reconhecer, mas também proteger e valorizar a mulher em todas as esferas, assegurando-lhe dignidade, respeito e oportunidades. Tal posicionamento reforça o compromisso institucional com a promoção de uma cultura de equidade, onde o talento, a competência e a dedicação feminina sejam continuamente celebradas e incentivadas.

Mulheres sendo agraciadas com o Certificado Mulher Virtuosa, em alusão ao Dia Internacional da Mulher. A homenagem destacou trajetórias marcadas pela dedicação, competência e relevante contribuição nas áreas da educação, cultura, artes e ações sociais e o reconhecimento do papel essencial da mulher na construção de uma sociedade mais justa e equilibrada.

Antes das considerações finais, Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho, na condição de Príncipe Chefe da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, no pleno exercício de suas prerrogativas dinásticas e soberanas, houve por bem conceder elevação nobiliárquica ao então Marquês, o Ilustríssimo Prof. Dr. Jadson Porto.

Por este ato de graça e distinção, foi o mesmo elevado à excelsa dignidade de Duque, com o predicado de Duque Paladino de Gotland, sendo-lhe outorgado o tratamento de Sua Alteza Sereníssima. Outrossim, foi-lhe concedida a honrosa qualificação de Primo Ad Honorem da Dinastia Real e Imperial dos Godos de Oriente, passando a adotar o nome dinástico de: Duque Dom Jadson Porto Eurico Henrique I.

Tal outorga reveste-se de elevado significado histórico, cultural e simbólico. As dinastias em exílio, ainda que privadas do exercício territorial do poder, permanecem como depositárias de uma tradição secular, preservando a memória, a herança genealógica e os valores que constituem sua identidade histórica. Nesse contexto, a concessão de um título nobiliárquico representa um elo vivo entre o passado e o presente, assegurando a continuidade dinástica e a perpetuação de um patrimônio imaterial de grande relevância.

No plano cultural, a distinção honorífica reconhece méritos pessoais e relevantes contribuições nas áreas das ciências, das artes e da cultura, conferindo ao agraciado prestígio e inserção em um universo simbólico pautado pela honra, pela tradição e pelo compromisso com valores elevados. Ainda que tais títulos não produzam efeitos jurídicos estatais, especialmente em regimes republicanos, sua legitimidade encontra fundamento no Direito Dinástico, por meio do ius honorum, prerrogativa inerente às Casas Reais históricas.

Ademais, segundo a doutrina nobiliária clássica, não há distinção de valor moral ou honorífico entre títulos concedidos por soberanos reinantes e aqueles outorgados por dinastias em exílio, uma vez que ambos são titulares da fons honorum. Assim, a presente elevação constitui reconhecimento legítimo, de natureza honorífica e memorial, que insere o agraciado na tradição histórica da Casa concedente, reforçando laços de identidade, pertencimento e distinção no âmbito cultural e nobiliárquico.

Momento da apresentação oficial do novo Brasão de Armas de Sua Alteza Sereníssima, o Duque Dom Jadson Porto Eurico Henrique I, símbolo heráldico que representa sua linhagem, valores e distinção nobiliárquica.

Na sequência, procedeu-se à apresentação da obra ‘Discursos Honoris Causa’, de autoria do Prof. Dr. h.c. mult. Alexandre Rurikovich Carvalho e do Prof. Dr. Dr. h.c. mult. Jadson Porto. A referida obra reúne uma seleta coletânea de discursos proferidos em ocasiões solenes e acadêmicas, marcadas pela outorga de títulos honoríficos e pelo reconhecimento de personalidades de destaque nas áreas da cultura, das ciências e das artes.

Em suas páginas, evidenciam-se reflexões de elevado teor intelectual, enaltecendo valores como o saber, a ética, a tradição e o compromisso com o desenvolvimento humano e social. Trata-se de uma publicação de significativa relevância no âmbito acadêmico e cultural, não apenas por preservar a memória de momentos institucionais de grande importância, mas também por contribuir para a difusão do pensamento humanístico e da valorização do mérito, constituindo-se, assim, em um legado de inspiração çara as presentes e futuras gerações.

Capa da obra ‘Discursos Honoris Causa’, de autoria do Prof. Dr. h.c. mult. Alexandre Rurikovich Carvalho e do Prof. Dr. Dr. h.c. mult. Jadson Porto.

Em suas considerações finais, o presidente da FEBACLA destacou o papel da instituição como guardiã da cultura e promotora do reconhecimento de talentos, ressaltando que iniciativas como essa são fundamentais para preservar a memória cultural e incentivar novas gerações a valorizarem o conhecimento, a arte e a educação. 

Mais do que uma cerimônia, o evento representou um verdadeiro encontro de saberes, reafirmando o compromisso com a valorização da cultura brasileira e consolidando a FEBACLA como uma das mais respeitadas instituições do cenário cultural contemporâneo.

Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho

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O livro

José Antonio Torres: Poema ‘O livro’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem gerada por IA da Meta. Gerada em 01 de abril ,
às 07:23

Ao despertar, abro o livro da vida.
É como se abrisse a janela da alma
e deixasse fluir de mim os melhores sentimentos.

Muitas páginas já foram escritas…
Algumas ainda por escrever.
Há muitas flores, alguns espinhos,
mas procuro sempre ressaltar
o que vale a pena se ver.

Não escrevo sobre mágoas,
pois elas em mim não residem.
Prefiro enaltecer e dar cores
aos momentos de felicidade e de amor.

Nos jardins, aromas que inebriam.
Nas estradas, novos amigos surgem. 
Mares, montanhas e luzes
nos maravilham todos os dias.

Minha pena desliza pelas folhas deste livro,
registrando cada momento.
Só desejo que, ao fim da minha jornada, não haja dor e nem lamentos.

Que eu possa transmitir a quem o ler,
que a vida, apesar das tristezas,
deve ser vivida intensamente.
Sem medos, fraquezas ou dúvidas
e atento às belezas e oportunidades de ser feliz imensamente.

José Antonio Torres

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