A civilização ocidental

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

‘A civilização ocidental, precursora
dos direitos humanos’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
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Indiscutivelmente que os Direitos Humanos pressupõem valores que a Sociedade Organizada e convencionada procura respeitar, destacando-se, qualquer que seja a sua perspectiva, a liberdade, isto é: consideremos a liberdade de expressão, a liberdade de religião, a liberdade de educar. 

A civilização ocidental, neste domínio, tem sido pioneira, aliás, poderá parecer um lugar-comum afirmar que: «o ocidente foi fundado por dois acidentes históricos, o milagre grego e o cristianismo. Podemos expressar isto com a palavra “sorte” porque estes fenómenos não foram planeadamente criados, simplesmente surgiram.» (PEREIRA, 1993:175).

A título informativo, permita-se-me, numa interpretação, certamente criticável, à Epistemologia de Popper que explicita, a partir da intuição sociológica, alguns valores, sendo a ideia de liberdade um conceito ético, ligado à tradição racionalista grega, e, assim, teríamos: uma relação entre realismo enquanto pressuposto importante; e racionalismo enquanto atitude de repercussões éticas e gnosiológicas. Os valores liberais estão assim relacionados com a Gnosiologia popperiana, que se insere na tradição ocidental, que articula o altruísmo e o individualismo, numa realidade que o ser humano não consegue disfarçar.

Na sua fundamentação implícita dos valores, Popper, a partir do dualismo crítico: Racionalismo-Irracionalismo, deixa-nos a ideia de que é impossível a redução de normas a factos, porque a opção por determinadas normas é sempre uma decisão humana.

Na verdade: «Popper não afirma que o irracionalismo esteja errado na sua ênfase, na passionalidade fundamental da natureza humana (…) já que essa irracionalidade deixaria em aberto um vasto campo para a utilização da violência como critério de resolução de conflitos. Mesmo que partíssemos do postulado de que o impulso básico da natureza humana é o amor, esta emoção não resolveria questões políticas, pois ninguém pode amar no abstracto. Tal emoção tenderia a dividir os homens entre aqueles que amamos e aqueles a quem não amamos, ou seja, teremos uma ameaça ao igualitarismo político. Esta afirmação não deve ser interpretada, como uma crítica à ética fundada no amor, mas apenas que tal emoção não conduz à imparcialidade e nem faculta a possibilidade de resolução racional de problemas.» (Ibid.:166-67).

BIBLIOGRAFIA

PEREIRA, Júlio César Rodrigues, (1993). Epistemologia e Liberalismo: (uma introdução à Filosofia de Karl R. Popper). PUC/RS, Porto Alegre/RS, Edipucrs

POPPER, Karl R, (1992). Em Busca de um Mundo Melhor, 3a Ed. Trad. Teresa Curvelo. Lisboa: Editorial Fragmentos.

Venade/Caminha – Portugal, 2026

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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Tempi inquietiil vero scopo del culturale

Maria Teresa Liuzzo: ‘Tempi inquietiil vero scopo del culturale’

Maria Teresa Liuzzo
Maria Teresa Liuzzo
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”La violenza del tempo lacera l’anima; attraverso quella lacerazione entra l’eternità” (S. Weil, l’ombra e la grazia).

Un’Arte Culturale è un’arte culturalmente impegnata nella società; non è un’arte estraniata, ma viva nel messaggio ( significato ) che si vuole trasmettere.

Si impegna a informare le masse, imbonite dal volgare, dal cattivo gusto del post moderno, sull’alto valore Universale dell’Arte ( la bellezza ), sul recupero come trasmissione di valori intramontabili, a rieducare ai valori civili e religiosi.

Riabilita quindi, il pubblico alla bellezza di un quadro artistico che nasce dalla cultura e non dal kitsch, nonché il lettore a fruire del messaggio poetico, al di là del gioco tecnico della Decostruzione.

Il Culturale oppone alla Decostruzione moderna ”la giusta valorizzazione” consapevole che il meccanismo con cui è costruito l’oggetto, non va espresso ma celato e superato dall’idea dell’oggetto.

Non è un’Arte metafisica, ma Rivoluzionaria, nel senso che si impegna a cambiare il sociale, con la forza sovvertiva di un Sapere e una Bellezza Universale (che trascende le categorie del tempo e dello Spazio) culturalmente dati.

L’arte è superiore alla vita e si impegna a modificarla: soprattutto a creare un burrone infinito tra barbarismi e buon gusto in tempi di inquietudine.

Cultura che non tradisce la Storia e liberi dalla ”schiavitù”, che non chiude ogni riferimento con il credente; che non imputridisca la luce, che non esiga la Verità.

Arte che escluda il caos di questo mondo tragico, imbrigliato in un ”vivere moderno” attraversato da mercificazioni e squallidi interessi che annullano quel meraviglioso viaggio infinito chiamato memoria e mortificano e divorano il cuore di questa sconosciuta Umanità

”…Un corridore correva dietro la sua ombra… Cercava la Verità…” (Paul Nougé).

Maria Teresa Liuzzo

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Fora do alcance dos corvos

Rita Odeh: Poema ‘Fora do alcance dos corvos’

Rita Odeh
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Deixe ao grasnido o seu ruído, não olhes para trás,
Pois tu és o orgulho e a águia do mundo.
​A asa foi feita para voar com majestade,
Acima das nuvens, sem um batimento de remorso.
​Sempre que o corvo vier até ti com o seu rancor,
Monta o céu, pois tu és uma águia luminosa e sonhadora.
​Voa para um reino onde ele não tenha fôlego,
E ele cairá, despencando na tua ascensão chocante.
​E se ele procurar debater contigo, sobe mais alto, não dês
Às lutas mesquinhas nenhum tempo decisivo.
​Nos cumes sublimes, o ar é puro,
E a sobrevivência pertence ao transcendente, não ao errante.

Nota: O corvo tenta bicar a cabeça da águia enquanto ambos voam. No entanto, a águia não discute; ela simplesmente sobe… atinge um nível onde o corvo não consegue respirar… e então ele cai.

Rita Odeh

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Rio de minha vida

Evani rocha: Poema ‘Rio de minha vida

Evani Rocha
Evani Rocha
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Tenho medo do rio, porque o vejo violento,
Caudaloso, cheio de cachoeiras e correntezas velozes…
Mas eu o admiro… pois é lindo, atraente,
E transborda vida.
Vida, em suas águas profundas e em suas margens arenosas.
Eu sei que há uma ponte…sei que posso atravessá-la, ou talvez,
Tentar atravessar a nado.
Porém, eu não sei nadar! E talvez não teria fôlego para tanto…
Porquanto, sei que se tentar atravessá-lo a nado,
Posso me afogar e, morrer.
Mas, se eu passar pela ponte, terei que bastar-me apenas à contemplá-lo de longe!

Eu vejo o rio, com suas águas borbulhantes e cristalinas,
Suas quedas d’água, suas pedras…
O rio é vida, portanto pode ser morte, quando excedemos nossos limites…
Quando extravasamos nossos ímpetos inconsequentes,
Quando somos insanos e deixamos nos guiar pelo ego!
O rio nos envolve e nos enlaça com suas águas em profusão,
Suas garras de águia, suas asas de falcão…

Eu sinto o rio, não o temo mais, porque venci a correnteza, pisei sobre as pedras e transpassei as profundezas…
Profundezas de mim, enquanto rio, enquanto águas turbulentas, por vezes, mansas e serenas.
Rio de minha vida, meus caminhos secos e poeirentos,
Enxurradas na tempestade…
Rio de minha estrada larga e transponível, jardim de margaridas e girassóis!
Rio dos meus últimos dias, águas banhadas de sol…
Águas turquesas, abissais, altivezas…
Eu, meu rio, minha ponte…
Eu, feita de pedras, quedas d’água
Borbulhas…
Margens…
Eu, grão de areia
Na vastidão do meu próprio rio!

Evani Rocha

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Título Doutor Honoris Causa

Alexandre Rurikovich Carvalho

‘As dez categorias de Doutor Honoris Causa em literatura da FEBACLA e do Centro Sarmathiano: reconhecimento,  preservação cultural e valorização das letras’

Dom Alexandre Rurikovich Carvalho
Dom Alexandre Rurikovich Carvalho
Imagem composta por livros clássicos, manuscritos, pena de escrever, máquina de datilografia e imagens  representativas das diversas áreas da literatura, simbolizando a riqueza e a diversidade das letras. Ao centro,  destaca-se o título do artigo em tipografia nobre nas cores azul e dourado, enfatizando o reconhecimento da  excelência literária, da preservação cultural e da valorização do patrimônio intelectual. Na parte inferior, a arte  apresenta a identificação do autor e a marca do Jornal Cultural ROL. Imagem criada por IA.

RESUMO 

O presente artigo analisa as dez categorias de Doutor Honoris Causa em Literatura  instituídas pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes  (FEBACLA) e pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos  (CSAEFH). Essas distinções honoríficas foram criadas com a finalidade de reconhecer  personalidades que contribuem significativamente para a produção literária, a preservação  da memória cultural, a pesquisa acadêmica e a valorização das diversas manifestações das  letras nacionais e internacionais. Por meio de uma abordagem descritivo-analítica, o artigo  apresenta as características, objetivos e abrangência de cada categoria, evidenciando sua  relevância estratégica para o fortalecimento da cultura, da educação e do patrimônio  intelectual da humanidade. 

Palavras-chave: Doutor Honoris Causa; Literatura; FEBACLA; Centro Sarmathiano;  Patrimônio Literário; Estudos Literários.

1. INTRODUÇÃO 

Ao longo da história das instituições de saberes, as honrarias acadêmicas têm se constituído  como importantes instrumentos de reconhecimento e legitimação, destinados à valorização  de indivíduos cujas contribuições ultrapassam os limites da atuação profissional ou  acadêmica convencional. Entre essas distinções, destaca-se o título de Doutor Honoris  Causa (do latim, “por causa de honra”), tradicionalmente concedido por universidades e  instituições culturais a personalidades que demonstram elevado mérito intelectual, artístico,  científico ou humanitário, independentemente de sua titulação acadêmica formal. 

No contexto das humanidades, a literatura representa uma das mais longevas e profundas  expressões da experiência humana. Ela atua não apenas como manifestação estética, mas  como um repositório dinâmico responsável pela preservação da memória coletiva, pela  transmissão intergeracional de conhecimentos, pela formação da identidade cultural e pelo  estímulo constante à reflexão crítica e filosófica. 

Reconhecendo a complexidade e a relevância multidimensional dessa área, a FEBACLA e o  Centro Sarmathiano instituíram dez categorias específicas de Doutor Honoris Causa voltadas  ao universo literário. Essa segmentação inédita e especializada reflete a necessidade de  descentralizar o olhar sobre o fazer literário, compreendendo-o em suas múltiplas vertentes.  Assim, as categorias contemplam diferentes dimensões da produção intelectual, abrangendo  desde escritores e poetas até pesquisadores, historiadores, educadores, folcloristas e  agentes culturais que dedicam suas trajetórias ao desenvolvimento das letras e à  salvaguarda do patrimônio imaterial. 

2. DOUTOR HONORIS CAUSA EM LITERATURA BRASILEIRA 

A Literatura Brasileira constitui um dos pilares mais vigorosos do patrimônio cultural da  nação, refletindo os complexos processos históricos, sociais, políticos e antropológicos que  moldaram a identidade do povo brasileiro ao longo dos séculos. Desde as manifestações do  período colonial, passando pelas rupturas do Romantismo e do Modernismo, até a  pluralidade da produção contemporânea, a palavra escrita e a oralidade têm desempenhado  um papel crucial na construção da consciência coletiva e na denúncia e interpretação das  realidades do país. 

A categoria de Doutor Honoris Causa em Literatura Brasileira foi desenhada com o  propósito de laurear personalidades que tenham oferecido contribuições de relevo para a  produção, investigação científica, difusão, docência ou preservação das letras nacionais.  Trata-se de uma distinção de espectro amplo, destinada não apenas aos criadores ficcionais  e poetas, mas também a críticos literários, ensaístas, pesquisadores, editores que fomentam  o mercado editorial, jornalistas culturais e mediadores de leitura. 

Esta honraria legitima aqueles que dedicam suas biografias à valorização da literatura  produzida em território nacional, atuando tanto na manutenção do legado de autores  consagrados quanto no suporte e visibilidade às novas vozes e estéticas emergentes. O  reconhecimento estende-se, outrossim, a projetos voltados à democratização do acesso ao  livro e à formação de novos leitores, entendendo que a competência leitora é base  fundamental para o pleno exercício da cidadania e para o desenvolvimento educacional e  socioeconômico da sociedade.

Ao homenagear esses atores culturais, a FEBACLA e o CSAEFH não apenas celebram  trajetórias individuais, mas reafirmam institucionalmente o compromisso com a soberania  cultural do país e com a valorização das letras como ferramenta de transformação social. 

3. DOUTOR HONORIS CAUSA EM LITERATURA DE CORDEL 

A Literatura de Cordel representa uma das mais legítimas e pungentes manifestações da  cultura popular e da identidade brasileira. Com raízes fincadas nas tradições de oralidade e  nos folhetos ibéricos do século XVI, o cordel aclimatou-se no Brasil com especial vigor na  Região Nordeste, adquirindo contornos identitários próprios e transformando-se em um  poderoso sistema de registro histórico, crônica social e entretenimento popular. 

Genuinamente marcada pela métrica rigorosa, pela rima, pela musicalidade e pela simbiose  com a xilografia, a Literatura de Cordel desempenha a função de arquivo vivo do cotidiano.  Seus versos narram desde episódios políticos e desastres naturais até lendas messiânicas,  biografias de heróis populares e releituras de clássicos universais. Sua linguagem, que  transita habilmente entre o popular e o poético, permitiu que o cordel se consolidasse como  um dos mais importantes patrimônios culturais imateriais do Brasil, reconhecido oficialmente  pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). 

O título de Doutor Honoris Causa em Literatura de Cordel visa conceder dignidade  acadêmica e institucional a poetas cordelistas, cantadores, repentistas, pesquisadores,  xilógrafos e educadores que atuam na salvaguarda e na renovação dessa prática. 

A outorga desta distinção destaca a importância de iniciativas científicas dedicadas à  catalogação de acervos históricos, ao estudo das estruturas poéticas e à inserção do cordel  no ambiente escolar. Como ferramenta pedagógica, o cordel tem se mostrado altamente  eficaz na alfabetização e no letramento, aproximando os estudantes da riqueza linguística e  histórica regional. 

Com a criação desta categoria, a FEBACLA e o CSAEFH operam uma importante reparação  histórica e cultural, posicionando a literatura popular em pé de igualdade com a literatura  erudita e chancelando o cordel como um bem de inestimável valor para a memória  intelectual da humanidade. 

4. DOUTOR HONORIS CAUSA EM LITERATURA LUSÓFONA 

A língua portuguesa constitui, na contemporaneidade, um dos mais dinâmicos e  geoestratégicos instrumentos de integração cultural, diplomacia e geopolítica do  conhecimento no mundo. Distribuída por diversos continentes e oceanos, ela une povos com  trajetórias históricas, tradições e identidades singulares, configurando uma vasta comunidade  transcontinental ligada por laços linguísticos, afetivos e socioculturais. 

A Literatura Lusófona traduz a riqueza dessa efervescente diversidade. Ela não se formata  como um bloco homogêneo, mas sim como uma rede de polifonias que reúne e cruza as  produções de autores provenientes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau,  Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, da Região Administrativa Especial  de Macau e de inúmeras comunidades diaspóricas espalhadas pelo globo. Cada uma dessas  literaturas ressignifica a língua comum através de suas próprias marcas sintáticas, lexicais,  mitológicas e históricas.

A categoria de Doutor Honoris Causa em Literatura Lusófona foi estruturada  especificamente para reconhecer personalidades, escritores, ensaístas, filólogos e  promotores culturais que atuam de forma destacada no fortalecimento dos vínculos  identitários entre os povos que compartilham o idioma. A honraria premia a excelência na  produção ficcional e poética, na investigação acadêmica comparada, nos esforços de  tradução e edição mútua, na crítica literária especializada e na difusão internacional da língua  portuguesa. 

Esta distinção celebra os agentes que constroem pontes para o diálogo intercultural e para a  cooperação cultural internacional, em consonância com as diretrizes de valorização imaterial  de órgãos como a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). Ademais, a  outorga reconhece o trabalho contínuo de internacionalização das letras lusófonas,  projetando vozes do Sul Global e do Velho Continente em arenas globais e garantindo que o  patrimônio literário partilhado permaneça vivo, integrado e respeitado mundialmente. 

5. DOUTOR HONORIS CAUSA EM ESTUDOS LITERÁRIOS 

A literatura não se encerra no ato estético e catártico da criação ficcional; ela configura-se,  essencialmente, como um campo epistemológico denso, objeto de rigorosa investigação  científica, exegese e reflexão teórica. Os Estudos Literários desempenham um papel  indispensável na decodificação das estruturas textuais, na contextualização histórica das  produções, na análise das correntes estéticas e na compreensão de como as obras dialogam  com as mentalidades de suas respectivas épocas. 

A categoria de Doutor Honoris Causa em Estudos Literários destina-se a galardoar  pesquisadores, críticos literários, teóricos da literatura, ensaístas e docentes universitários  que tenham oferecido contribuições seminais para a expansão e consolidação do  conhecimento científico-literário. 

O escopo desta honraria abrange investigações de alto nível no âmbito da Teoria Literária,  Crítica Literária Histórica e Contemporânea, Estética e Hermenêutica Filosófica, Literatura  Comparada, Narratologia, Estudos Culturais e de Gênero, além da Linguística Aplicada aos  textos literários. A distinção valida o esforço intelectual que se debruça sobre o texto para  desvelar suas camadas mais profundas de significação. 

Ao chancelar esses investigadores, a FEBACLA e o CSAEFH chancelam a premissa de que a  ciência literária é fundamental para compreender a obra de arte não apenas como  entretenimento, mas como documento histórico e antropológico, poderoso termômetro de  tensões sociais e expressão máxima da condição humana. O reconhecimento desses  intelectuais reafirma a relevância da pesquisa humanística e acadêmica na manutenção da  saúde intelectual e reflexiva da sociedade. 

6. DOUTOR HONORIS CAUSA EM PATRIMÔNIO LITERÁRIO E CULTURAL 

O patrimônio literário e documental representa uma das frações mais sensíveis e preciosas  da herança cultural da humanidade. Manuscritos autógrafos, edições príncipes (raras),  arquivos epistolares privados de escritores, bibliotecas históricas, periódicos antigos e diários  de bordo operam como verdadeiras cápsulas do tempo, constituindo fontes primárias  insubstituíveis para a reconstituição da história intelectual, política e social das civilizações.

A categoria de Doutor Honoris Causa em Patrimônio Literário e Cultural foi instituída com  a nobre missão de laurear indivíduos e instituições que dedicam suas competências à  salvaguarda, conservação preventiva, restauro, catalogação e difusão desses bens culturais  de natureza material e imaterial. 

Esta honraria estende-se a profissionais de áreas técnicas e científicas vitais tais como: bibliotecários, arquivistas, museólogos, historiadores, paleógrafos, restauradores e gestores  culturais cuja atuação silenciosa e obstinada impede o apagamento da memória coletiva. 

Para além da guarda física e do zelo pelos suportes tradicionais, a categoria confere especial  relevo às modernas iniciativas de Humanidades Digitais, que englobam a digitalização em  alta definição de acervos, a criação de repositórios de acesso aberto, a estruturação de  centros de memória virtuais e a elaboração de projetos de educação patrimonial. Tais ações  são essenciais para democratizar o acesso universal a documentos que, de outra forma,  ficariam restritos a poucos especialistas. 

A preservação do patrimônio literário é, fundamentalmente, um pacto ético e intergeracional  com o futuro. Ao outorgar este título, a FEBACLA e o CSAEFH manifestam seu firme  posicionamento institucional em defesa da memória contra o esquecimento, reconhecendo  que proteger o arquivo literário de um povo significa proteger a sua própria soberania e  direito à história. 

7. DOUTOR HONORIS CAUSA EM LITERATURA INFANTOJUVENIL 

A Literatura Infantojuvenil ocupa uma posição de centralidade estratégica na formação  intelectual, cognitiva, emocional e estética das novas gerações. Muito além da dimensão do  entretenimento lúdico, ela constitui um dispositivo cultural e pedagógico de primeira  grandeza, agindo como o primeiro contato sistemático do indivíduo com o letramento  literário. Através dela, estimula-se a imaginação criadora, desenvolve-se o senso crítico  nascente, amplia-se o repertório vocabular e promovem-se valores éticos fundamentais para  a alteridade, a convivência social e o exercício pleno da cidadania. 

Ao longo da história literária, expressivos escritores e intelectuais dedicaram suas trajetórias  à produção de narrativas e poesias voltadas especificamente ao público infantil e juvenil,  entendendo que a base de uma sociedade leitora se constrói na infância. No cenário  brasileiro, o segmento consolidou-se através do legado seminal de pioneiros como Monteiro  Lobato, expandindo-se na contemporaneidade com a genialidade de vozes como Ana Maria  Machado, Ruth Rocha, Ziraldo, Lygia Bojunga, entre outros nomes fundamentais que  moldaram o imaginário e a sensibilidade de sucessivas gerações de cidadãos. 

A categoria de Doutor Honoris Causa em Literatura Infantojuvenil foi instituída com o nobre  propósito de chancelar o mérito de escritores, ilustradores (cuja linguagem visual é  indissociável da narrativa textual), educadores, pesquisadores acadêmicos da infância,  contadores de histórias, mediadores de leitura e agentes culturais que oferecem  contribuições de relevo para o avanço e a difusão deste ecossistema literário. 

A outorga desta honraria confere dignidade institucional não apenas ao ato de criação da  obra em si, mas também a projetos sociais e comunitários de grande impacto, tais como  redes de mediação de leitura em áreas de vulnerabilidade social, programas de inclusão 

educacional através do livro, estruturação de bibliotecas escolares dinâmicas e oficinas de  escrita e ilustração criativa. 

Em uma sociedade contemporânea hiperestimulada, marcada pela velocidade frenética das  tecnologias digitais e pela dispersão da atenção, a Literatura Infantojuvenil resguarda o seu  papel insubstituível na humanização dos sujeitos. Ela desacelera o tempo, educa a  sensibilidade e instrumentaliza o pensamento crítico dos jovens. Portanto, ao reconhecer e  laurear os protagonistas deste campo, a FEBACLA e o Centro Sarmathiano operam um  legítimo investimento no futuro cultural, democrático e intelectual da sociedade. 

8. DOUTOR HONORIS CAUSA EM POESIA CONTEMPORÂNEA 

A poesia sempre ocupou um lugar de centralidade e destaque entre as manifestações  artísticas e estéticas da humanidade. Por meio da linguagem poética, a complexidade dos  sentimentos, das correntes de pensamento, das experiências sensoriais e das visões de  mundo são transmutadas em expressões verbais capazes de sensibilizar o tecido social,  provocar reflexões filosóficas e expandir as fronteiras da compreensão da realidade. 

A Poesia Contemporânea caracteriza-se por sua vigorosa heterogeneidade temática, pela  liberdade formal (rompendo frequentemente com as métricas e estruturas rígidas do  passado) e pela constante reinvenção de seus recursos expressivos. Em permanente diálogo  com as intensas transformações tecnológicas, sociais e cibernéticas do mundo atual, os  poetas contemporâneos exploram novas linguagens como a ciberpoesia, o viés performático  do spoken word e do slam, e a poesia visual, preservando a essência lírica enquanto ampliam  drasticamente seus horizontes criativos. 

O título de Doutor Honoris Causa em Poesia Contemporânea destina-se a reconhecer  poetas, ensaístas, antologistas e estudiosos que contribuem de maneira indelével para o  enriquecimento e a oxigenação da produção poética atual. 

Na avaliação do mérito para a outorga, são sopesados fatores determinantes como a  originalidade estética, a densidade lírica, a inovação temática, o impacto social da obra e a  capacidade de inserção da poesia em ecossistemas diversos. A categoria confere igual  relevância a ativistas culturais que promovem a circulação da palavra viva por meio de  saraus populares, festivais literários internacionais, oficinas de escrita criativa, fanzines,  publicações independentes e plataformas digitais de incentivo à leitura. 

Ao laurear os artífices da poesia contemporânea, a FEBACLA e o CSAEFH chancelam a  poesia como um patrimônio cultural vivo e pulsante, funcionando como um sismógrafo  estético capaz de registrar e traduzir as inquietações, as fraturas e as utopias da sociedade  contemporânea. 

9. DOUTOR HONORIS CAUSA EM LITERATURA E POESIA 

A literatura ficcional e a poesia constituem dimensões siamesas e complementares da  expressão artística que, em simbiose ao longo dos séculos, alicerçaram a memória cultural  da humanidade. Na práxis criativa, muitos autores recusam-se a permanecer confinados em  uma única gaveta genérica, desenvolvendo trajetórias fluidas que transitam com maestria  entre a narrativa longa, o lirismo, o ensaio filosófico e a crônica social.

A categoria de Doutor Honoris Causa em Literatura e Poesia foi arquitetada justamente  para condecorar personalidades cuja produção intelectual se destaca pela pluralidade,  abrangência e hibridismo, oferecendo uma contribuição holística ao universo das letras. 

Esta distinção legitima escritores versáteis que operam simultaneamente na arquitetura da  prosa e na cadência do verso, bem como autores cuja escrita desafia as fronteiras  tradicionais dos gêneros literários, manifestando uma liberdade intelectual superior. O  reconhecimento alcança, outrossim, intelectuais que atuam como pontes de fomento ao  ecossistema literário, seja liderando movimentos estéticos, presidindo ou integrando  Academias de Letras, coordenando simpósios acadêmicos ou desenhando políticas públicas  de valorização do livro. 

Ao instituir esta categoria unificada, a FEBACLA e o CSAEFH reconhecem que o fenômeno  literário rejeita compartimentações cartesianas rígidas. Ela se manifesta de forma orgânica,  interdisciplinar e rizomática, espelhando com fidelidade a própria complexidade e pluralidade  da experiência humana. 

10. DOUTOR HONORIS CAUSA EM PROSA LITERÁRIA 

A prosa literária consolida-se como uma das formas mais abrangentes, influentes e  consumidas de expressão artística e intelectual. É por meio do tecido prosístico que o  escritor consegue projetar grandes painéis da experiência humana, mapear e analisar  detalhadamente contextos históricos complexos, perscrutar as tensões psicossociais e  investigar as múltiplas e profundas dimensões da existência. 

Romances de fôlego, contos concentrados, crônicas do cotidiano, novelas dinâmicas,  escritas de si (como memórias e diários), biografias e ensaios literários compõem o rico  mosaico da prosa. Cada uma dessas modalidades possui técnicas narrativas particulares que  cooperam diretamente para o avanço da teoria literária e para a fixação da memória cultural  de um povo. 

A categoria de Doutor Honoris Causa em Prosa LITERÁRIA destina-se a render  homenagem a romancistas, contistas, cronistas e ensaístas cuja produção intelectual  apresente inquestionável valor estético, estilístico e ético. 

O comitê avaliador considera o rigor da carpintaria narrativa, a profundidade psicológica dos  personagens, a relevância das temáticas abordadas no plano nacional ou internacional, a  inovação na estrutura do enredo e o impacto duradouro da obra na formação de novas  gerações de leitores. A distinção celebra aqueles que convertem a palavra escrita em um  espelho crítico da sociedade, documentando as metamorfoses culturais e os dilemas morais  de seu tempo através da ficção ou da não ficção. 

Ao consagrar os mestres da prosa, a FEBACLA e o CSAEFH sublinham a importância vital da  narrativa ficcional e documental como poderoso instrumento de alteridade, educação  sentimental, preservação histórica e consolidação da identidade cultural. 

11. DOUTOR HONORIS CAUSA EM HISTORIOGRAFIA LITERÁRIA 

A Historiografia Literária configura-se como um campo científico fundamental e altamente  especializado, dedicado ao mapeamento, periodização, análise e compreensão da evolução  das manifestações literárias através do tempo. Longe de ser um mero inventário cronológico 

de livros, seu escopo reside em decifrar as forças históricas, econômicas e filosóficas que  condicionaram a produção de determinadas épocas, bem como registrar o surgimento,  apogeu e transformação de estéticas, autores, obras e instituições que dão corpo ao  patrimônio das letras. 

A categoria de Doutor Honoris Causa em Historiografia Literária destina-se a premiar  historiadores da literatura, biógrafos, arquivistas literários, bibliógrafos e críticos que se  dedicam ao hercúleo trabalho de escavação, interpretação e preservação do passado  literário. 

A honraria confere mérito científico a trabalhos de fôlego voltados à catalogação de obras  raras, à elaboração de biografias intelectuais que contextualizam a vida dos autores sem  anacronismos, à exegese de movimentos literários esquecidos ou marginalizados e à  organização técnica de acervos documentais públicos e privados. 

Ao estruturar a memória dos criadores e das agremiações culturais, a historiografia literária  atua como guardiã da própria identidade e evolução linguística de uma sociedade. Sem o  trabalho rigoroso desses pesquisadores, o ecossistema literário sofreria de uma amnésia  crônica, correndo o risco de ver obras fundamentais perdidas no tempo ou interpretadas de  forma distorcida. Esta distinção é o justo reconhecimento àqueles que funcionam como os  sentinelas da imortalidade literária, assegurando o fluxo de conhecimento entre o passado e  a posteridade. 

12. A IMPORTÂNCIA DAS HONRARIAS LITERÁRIAS PARA A CULTURA 

As honrarias literárias desempenham um papel sociopolítico e cultural de primeira grandeza  no que tange ao reconhecimento público das contribuições intelectuais e artísticas  oferecidas por escritores, cientistas das humanidades, educadores e gestores culturais.  Longe de se reduzirem a rituais meramente protocolares ou distinções simbólicas vazias,  essas premiações funcionam como dispositivos estratégicos de validação do conhecimento,  de celebração da criatividade e de fomento ao pacto ético com a preservação da memória  coletiva. 

As dez categorias de Doutor Honoris Causa em Literatura instituídas em regime de  cooperação pela FEBACLA e pelo CSAEFH espelham uma cosmovisão inclusiva, plural e  profundamente democrática do fazer literário. Ao segmentar e abraçar desde a erudição  acadêmica dos Estudos Literários até a riqueza vernacular da Literatura de Cordel, passando  pela preservação física dos acervos e pelo dinamismo da poesia contemporânea, as  instituições organizadoras evitam o elitismo cultural e celebram a literatura em sua totalidade  multidimensional. 

Ademais, essas honrarias exercem uma função pedagógica de forte impacto motivacional.  Ao lançar luz sobre biografias e trajetórias exemplares, elas oferecem balizas éticas e  estéticas que inspiram novas safras de escritores, jovens pesquisadores e educadores a se  engajarem na produção científica e artística. 

Em paralelo, o ato de outorgar tais títulos robustece institucionalmente o ecossistema das  letras, conferindo prestígio a Academias de Letras, institutos de pesquisa e bibliotecas. Ao  chancelar indivíduos que devotaram suas existências à causa das letras, a FEBACLA e o  Centro Sarmathiano transcendem a dimensão laudatória, convertendo essas titulações em 

verdadeiras ferramentas de soberania cultural, salvaguarda de patrimônio imaterial e  promoção da excelência intelectual em prol das presentes e futuras gerações. 

13. CONSIDERAÇÕES FINAIS 

As dez categorias de Doutor Honoris Causa em Literatura instituídas pela Federação  Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes e pelo Centro Sarmathiano de Altos  Estudos Filosóficos e Históricos refletem uma cosmovisão epistemológica ampla, plural,  inclusiva e profundamente sintonizada com a complexidade do universo das letras. Ao  contemplarem áreas distintas e complementares a saber: Literatura Brasileira, Literatura  de Cordel, Literatura Lusófona, Estudos Literários, Patrimônio Literário e Cultural,  Literatura Infantojuvenil, Poesia Contemporânea, Literatura e Poesia, Prosa Literária e  Historiografia Literária, essas distinções materializam o compromisso ético e científico de  ambas as instituições com a salvaguarda da memória, o incentivo à pesquisa e a difusão de  todas as manifestações intelectuais. 

Tais honrarias constituem dispositivos estratégicos de reconhecimento público e legitimação  institucional. Longe de operarem como meras vaidades protocolares, elas atuam como molas  propulsoras que estimulam a produção ficcional e poética, oxigenam a investigação  acadêmica nas universidades, blindam o patrimônio documental contra o esquecimento e  robustecem a identidade cultural dos povos. Consolidam-se, portanto, como autênticos selos  de excelência voltados à consagração daqueles que, de forma obstinada, dedicam suas  biografias à edificação do patrimônio intelectual da humanidade. 

Ademais, ao transcender o aplauso às trajetórias individuais de mérito, essas titulações  operam uma importante dinamização coletiva: elas fortalecem o ecossistema cultural como  um todo, conferindo prestígio e visibilidade a Academias de Letras, institutos de pesquisa,  bibliotecas e coletivos periféricos que lutam pela democratização do livro e da leitura. Ao  outorgar a dignidade do doutoramento honorífico a escritores, folcloristas, críticos,  educadores e arquivistas, as entidades promotoras chancelam o entendimento de que a  literatura é um direito social fundamental conforme preconizado pela moderna sociologia da  literatura e um vetor indispensável para o desenvolvimento de sociedades emancipadas,  críticas e humanizadas. 

As categorias desenhadas evidenciam, outrossim, que o fenômeno literário transborda as  fronteiras da fruição puramente estética. Ele configura-se como um poderoso instrumento de  educação, cidadania ativa, diplomacia cultural e diálogo intercultural em um mundo cada vez  mais fragmentado. Nesse sentido, os títulos concedidos funcionam não apenas como um  ponto de chegada (o reconhecimento pelo trabalho pretérito), mas sobretudo como um  ponto de partida e estímulo para a continuidade e sustentabilidade de projetos em prol das  humanidades. 

Por fim, conclui-se que as dez distinções Honoris Causa em Literatura da FEBACLA e do  CSAEFH inscrevem-se como uma contribuição de vanguarda e de indiscutível relevância  para o cenário cultural brasileiro e para a comunidade internacional de países lusófonos. Ao  abraçarem tanto a erudição teórica quanto a riqueza das manifestações vernáculas e  populares, essas honrarias cumprem com louvor a nobre missão de preservar a memória  histórica, incentivar a audácia criativa e perpetuar o legado das letras como um dos mais  sagrados e perenes patrimônios da civilização humana.

REFERÊNCIAS 

ABREU, Márcia. Cultura letrada: literatura e leitura. Campinas: Mercado de Letras, 2006. 

CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. 15. ed. Rio de Janeiro:  Ouro sobre Azul, 2017. 

CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade. 14. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2014. COUTINHO, Afrânio. Introdução à literatura no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008. EAGLETON, Terry. Teoria da literatura: uma introdução. São Paulo: Martins Fontes, 2019. HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Centauro, 2006. 

LAJOLO, Marisa. Literatura: leitores e leitura. São Paulo: Moderna, 2001. 

MOISÉS, Massaud. A criação literária: prosa. São Paulo: Cultrix, 2012. 

ZILBERMAN, Regina. A literatura infantil na escola. São Paulo: Global, 2012. ZUMTHOR, Paul. Introdução à poesia oral. Belo Horizonte: UFMG, 2010.

Alexandre Rurikovich Carvalho

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How to catch the moon

Jane Nash: Poetic prose: ‘How to catch the moon’

Jane Nash
Jane Nash
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Bring out the scent of a lover so embossed into your olfactory memory that satiation is the only response.

Perhaps it’s from two flowers on sale out the front of the supermarket. Cut price for wilted cut flowers. Hope for a cloudless night and then summon the memories of watching films, holding hands, catching buses together and watching a very old cat nibble at a block of South American chocolate through silver and brown paper.

Look up into the heavens. Now listen for the promises of someone who never left the building – experiment with the words they said. ‘Leaf’ they wrote on a leaf. You should wear your hair up, you have a different face when it’s up. try writing it in third person now. The moon? Mr Moon, you mean?’

Bring the sound of a dog’s panting when smiling. Dogs do smile. Cats steal dark chocolate and dogs smile and pant in happiness.

Still standing outside, facing the empty sky, full of crystalline patterns from behind where the hidden sun exists until dawn.

Within the dreams of the tiniest of children lie the clues of where to find the magical net of luminous threads.

When you track down the illusive silver penny of the sky, when you lay your magical threads upon the obscured alabaster plate, they will quickly melt into its surface, crinkling into craters and bumpy lines quite visible on a cold cloudless night. Pull hard, fear only the speed at which you will succeed and capture it with exuberance, excitement and energy.

It must be renewable energy. I’ve brought down three already. They’re locked up in the toolshed, mounted on a very large cheese board. They’re magic and I really don’t need any more.

There’s a trade in moonbeams. Even if you manage to catch the moon and bring it home, you have to keep it shining in whatever case you keep it in or it will be unable to squeeze out the djinn tears which sparkle and bathe lovers, livestock left out and every rock trodden into each desert on the globe.

Jane Nash

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Entre reconstruções e restauros, renascimentos ocorrem (II)

Jadson Porto

Crônicas da Ordem dos Cavaleiros Arqueiros Sarmathianos

‘Entre reconstruções e restauros, renascimentos ocorrem (II)

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As transformações pelas quais Gotland iria passar, como resultado da missão dos três arqueiros que expuseram as mudanças que o Império dos Godos de Oriente estava por enfrentar, foram ampliados após aos impactos não programados e ocasionados pela tempestade. Cidades e infraestruturas logísticas foram destruídas; plantações foram afetadas; registros de 10.000 óbitos e cinco mil desaparecidos; ampliação de doenças ocasionadas pelo uso da água de inundação (que ali permaneceu por dois meses até o seu completo escoamento); registros de 500 casos de ataques de animais peçonhentos, que adentravam às casas na inundação; dentre outras manifestações.

A Casa dos Lordes estava muito movimentada. Tudo era prioridade para a recuperação da reino. O General Elson de Gotland e sua equipe eram constantemente convocados para atualizarem os relatórios à Casa Real. Gradativamente foram se retomando as vidas em Gotland, mesmo que precariamente. À medida que as reconstruções da infraestrutura de logística foram se consolidando, retomavam-se as economias do reino e ampliavam-se suas dinâmicas sociais. Quando se restauravam os procedimentos públicos institucionais, o faziam com a modernização exigida pelos novos tempos que a Casa Real adotara como diretriz. Quanto ao renascimento, esta se materializava pelas novas gerações sobreviventes aos novos tempos.

O relatório entregue pelo General Elson, em seu terceiro volume, na página 350, referente ao capítulo de Cenários em construção, assim conclui: Após os investimentos efetuados pelo Erário Real; que contou com a participação da nobreza que doou 3 toneladas de ouro e prata de seus cofres; e dos comerciantes de Gotland, que concederam alimentos, roupas e equipamentos para aqueles que atuaram na reconstrução da cidade e da infraestrutura urbana afetadas pela tempestade em Gotland, vem retomando gradativamente a sua vida social, dinâmica econômica e atuação nos cenários regional e internacional. Entre reconstruções e restauros, o renascimento de Gotland ocorre mais forte, sólido, moderno e inserido com mais intensidade em seu protagonismo internacional.

A participação da Universidade Nacional de Ostrog foi de fundamental importância neste contexto. Pois seus docentes e cavaleiros aprendizes, que ali se preparam para o futuro da Casa Real. Foram cerca de 120 trabalhos de conclusões de curso de graduação cavalaresca, bem como de suas especialidades, em todas as áreas do conhecimento ali atuantes, enfatizando-se a área técnica sob a diretriz do Engenheiro italiano Labenini. S. A. R. I. Severino Teodoro, a partir da experiência germânica, que fora afetada por uma intensa tempestade há 60 anos, criou uma semana cultural por ano, que haveria eventos culturais de diversos modelos e estímulos ao entretenimento para gerar fundos financeiros à reconstrução de seu território caso houvesse outra possível tempestade intensa como ocorrera outrora: A Semana Medieval de Gotland, na cidade de Visby, em agosto de cada ano.

Para atrair investimentos culturais, o Cavaleiro Fabric de Gotland, filho do General Elson, sugere a criação do Prêmio Águia de Dourada de Gotland. Hoje, o prêmio é referência mundial de excelência cultural, notadamente no meio literário.

Jadson Porto

Jadson Porto
Jadson Porto

Duque Dom Jadson Porto Eurico Rodrigo I é geógrafo graduado em Bacharelado e Licenciatura em Geografia (UFPa, 1990, 1993); Mestre em Geografia (UFSC,1998); Doutor em Ciência Econômica (Unicamp, 2002); pós-doutorado em Desenvolvimento Regional (FURB, 2014); pós-doutorado em Geografia, pela Universidade de Coimbra (Portugal) (2015); pós-doutorado em Estudos Sociais, pela Universidad Nacional de la Patagonia Austral – Unidade Río Gallegos (UNPA/UARG), Argentina (2017); pós-doutorado em Desenvolvimento (UFT, 2020); pós-doutorado em Planejamento Territorial (Idega/Universidade de Santiago de Compostela, Espanha, 2025). Coordenador do Núcleo de Estudos Regionais e Urbanos (Nesur/Unifap).

Professor Titular da Universidade Federal do Amapá. Professor do Mestrado em Desenvolvimento Regional da Unifap. Integrante efetivo da Academia de Letras José de Alencar (Curitiba, PR), cadeira de n. 3, patrono Alberto Oliveira (2022). Integrante efetivo da Academia Amapaense de Letras (Macapá, AP), cadeira 17, patrono Joaquim Caetano da Silva (2022). Tem se destacado em pesquisas sobre a Amazônia Setentrional brasileira e a Região das Guianas. Professor doutor doutor honoris causa multiplex. 5

Site: www.jadsonporto.blogspot.com.br

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