The third counsel

Against the mirrors of erasure and the betrayals of history, a lyrical sanctuary where the memory of the oppressed rises from the ashes of the cross

Abdulla Issa
Abdulla Issa
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Do not forget your face

In the mirrors of others.

For features, like maps

In an enemy’s hand,

Carry the scent of the dead—

We did not see their limbs

Patrolling the walls in the lives of the narrators.

Set a stone between your words and theirs

So your voice may leave a trace

Revealing their hidden schemes.

For their shadows lean upon you,

Stretching over the wall,

As though the dead themselves

Had watched them pace

Through the chambers of strangers

Just to stay alive.

With the quick wit of a sparrow

Caught between a hunter’s fingers,

With the body whose very limbs 

Are bewitched by it

With the serpent contemplating its sin

On the apple of vision,

With the remnant of regret

That bleeds along the edges of your day, 

With what tomorrow inherits

From the lines of your hands,

With the pain

Before which tyrants’ foreheads 

Have bowed.

Find your final turning glance

In their mirrors,

Then return

With the hollow ringing of its defeat

To the bells

Of the linage’s rams.

Your wrists upon the cross

May haunt them

If they see you rise

From among the graves.

And in their narratives,

Your standing among them,

Between the stones of counsel,

May take shape

Like wind

On the stairways of paradise—

Higher

Than their betrayal

Of your salt

On the road to resurrection.

It is not your voice

That speaks

So they may see your eyes

Descend from the cross

To gather the scattered limbs

Of your shadow.

Not your voice—

Only the ache

Of remembering.

Mary waited for you alone

In the stories

Told by sinners.

These councels are inspired by the advice of his mother, which he wrote under the title “The Ten Counsels of Fawziya Al-Hassan
Translated by Najwa Juma

Abdulla Issa

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Da Palestina para o ROL, Abdulla Issa!

Abdulla Issa é filho de um dos berços das civilizações mais antigas do mundo e reconhecida por sua rica história e Patrimônios Mundiais da UNESCO!

Abdulla Issa
Abdulla Issa

Abdulla Issa, 62, é um poeta palestino, filho de uma família que buscou refúgio na Síria após a ocupação da Palestina em 1948.

Ganhou o Prêmio de Poesia em 1983 e foi considerado um dos principais símbolos de renovação na poesia árabe contemporânea durante a década de 1980.

Formado no Instituto de Literatura Maxim Gorky, obteve um doutorado em Literatura pelo Instituto de Literaturas Asiáticas e Africanas da Universidade Estatal de Moscou em 2000, onde posteriormente lecionou e ministrou aulas de poesia. Em 2021, recebeu uma distinção acadêmica em reconhecimento às suas contribuições para a cultura e as artes criativas.

Recebeu inúmeros títulos honorários, entre os quais se destacam ‘O Poeta da Palestina no Exílio’ e ‘A Voz Poética da Palestina’. E muitos prêmios árabes e internacionais, dentre os quais:
Personalidade do Ano no Diálogo de Culturas e Civilizações – Fundo Mundial de Literatura (2014)
Medalha de Mérito em Cultura, Ciência e Artes (Nível Inovação) – concedida pelo Presidente Palestino Mahmoud Abbas (2015) – Medalha Chekhov de Criatividade (2017) – Prêmio Pena de Ouro (2019) – Medalha da Associação Internacional de Sindicatos de Escritores (2024) – Prêmio Internacional da Palestina de Literatura – Poesia (2024).

Publicou inúmeras coletâneas de poesia, incluindo:
Pessoas Mortas Preparando o Funeral, Alaa, A Tinta do Primeiro Céu, A Ressurreição dos Muros, Os Pastores do Céu, Os Pastores da Oleandro. Meus Irmãos, Ó Pai, Não o Lobo, Os Mandamentos de Fawzia Al-Hassan, Lá Onde as Sombras Gemem, As Obras Poéticas Completas, O Céu de Gaza e As Colinas de Jenin.

Entre suas obras de crítica, destacam-se ‘Critical Vision’, ‘Word and Spirit in Contemporary Poetry’, ‘Poetics of Aesthetic Creation’ e ‘Methods of Contemporary Arab Artistic Expression’.

Também escreveu para o teatro, notadamente ‘The Kingdom of Demons’.

Suas obras foram traduzidas para muitos idiomas, e ele foi homenageado em inúmeros festivais literários árabes e internacionais.

Abdulla Issa inicia sua jornada na Família ROLiana, com o retumbante texto O poema

O poema

Imagem criada por IA do ChatGPT - 16 de fevereiro de 2026, às 13h04 - https://chatgpt.com/c/69933efb-e5b4-8332-a62a-b9007b3301c9
Imagem criada por IA do ChatGPT – 16 de fevereiro de 2026, às 13h04 – https://chatgpt.com/c/69933efb-e5b4-8332-a62a-b9007b3301c9

Rinha de galos

Leve-me ao café.

Estou ficando louco com os passos que circulam a escada.

Já não tenho forças para ficar sozinho.

com os cheiros da cela cega

após os perigos da tortura.

No café, assim como na prisão,

Alcanço o limite máximo da minha primeira liberdade.

Que tolice nos levou à morte—

Como se uma ideia pudesse sobreviver aos nossos corpos!

Como se tivéssemos uma pátria mais querida que a própria vida.

Isso nunca aconteceu, nem uma única vez.

Uma vida que vale a pena ser vivida.

Como se, com o passar dos dias,

Tínhamos crescido em excesso em relação às suas necessidades.

Uma pátria feita sob medida para a derrota,

para que pudéssemos morrer chamando isso de vitória.

Não encontramos escapatória da morte.

que não nos esperaram em nossos túmulos.

Sou mulher e tenho o direito de me atrasar.

para meus encontros com tolos—

Todos os homens, tolos. E você—

Já não sirvo de ser o teu muro alto,

para você se apoiar

quando a terra se inclina sob seus pés.

Olha, isto é uma barreira entre mim e você.

Não há dignidade em um país.

que não possui dignidade própria.

Tenho uma pátria estranha aqui,

uma terra de cujos espelhos me expulsaram,

Assim, tornei-me sua sombra no chão.

Eles trocaram isso por uma sepultura segura em movimento.

e sudários de renda — privilégio daqueles que detêm o comando.

Não tenho pátria para me fazer companhia.

Onde você vive, como eu, na diáspora.

Não há mapas para indicar o caminho até lá.

Como eu, no exílio.

Minha liberdade não é mais meu exílio,

Nem a minha liberdade é a minha pátria.

Eu sou a minha liberdade.

Eu sou a minha pátria.

Se eu for levado embora,

Virei com as flores do meu túmulo.

e testas curvadas.

Leve-me à discoteca.

Quero dançar!

Você extraviou meu corpo?

Ao alcance da sua cama?

Quando danço, não me importo com nada.

o que vem ou não vem—

Nem eu mesmo.

Sou escravo de um escravo—

Como eu poderia dar à luz um mestre?

Não tenho nada para fazer

com prostitutas,

ou porta-aviões,

ou homens ocos,

ou um mensageiro dos deuses rezando com uma camisa de lã,

com censores e retóricos,

com água correndo para lugar nenhum

dos lombos dos animais.

Não direi adeus a um cadáver caído;

Direi: solte minha mão.

Cinquenta mil vítimas morreram,

inteiramente acorrentado pelos mortos;

centenas de milhares às portas do desconhecido,

aguardando o retorno ao que a pequena Terra já foi um dia—

milhares e milhares de poços, árvores, pedras,

nomes, luzes e coisas—

enquanto buscamos refúgio,

no que restou das temporadas do Holocausto,

Em nosso desespero, por causa do nosso desespero.

Leve-me para um exílio distante. Qualquer exílio.

Onde, como uma dama de cristal, livre em meu primeiro eu,

Posso passear entre duas capitais

com um homem que flerta comigo,

e beba uma taça de champanhe.

na beira da calçada,

sozinha como uma deusa

contando às suas maçãs as biografias das serpentes.

Confesso a verdade:

Eu não sou nada mais do que

o lamento das minhas palmas

enrolado em meu pescoço

como uma corda de forca.

Como se o exílio fosse uma misericórdia.

Para aqueles que fogem — com a própria pele

e o fermento da dor — de suas terras natais.

Choramos pela pátria que perdemos aqui.

então se torna um exílio;

então sonhamos em retornar

para que possamos morrer lá—

como se fosse uma pátria:

cemitérios, aperfeiçoados.

Abdulla Issa

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