Ismaél Wandalika: ‘Vida na capital’ — quando a arte sorri diante das feridas de uma sociedade desigual
Soldado Wandalika Foto do autor, editada pelo ChatGPT
Oh! O ápice é um catálogo que embriaga a população Dormir pra que se já não há nada a sonhar Realismo social atravessa o âmago de quem só quer somar. Sorrisos desfilam no pulsar de cada coração Lamentam os pratos em cada olhar… A Vida Na Capital É versátil tal como a carreira de C4 Pedro É corrida como a vida de Valentino Rossi Nostálgica como a carta de guerra di Bárbara Tinoco Tem ritmo de kuduro, R.A.P e Zouk e Semba tudo O mundo cabe na palma da minha Capital AQUI: Há quem sustenta a família entre os enganos recolhidos das migalhas dos ignorantes… Todos sabem mas ninguém faz A vida é controvérsia aos outros pontos do planeta Até os pássaros têm pressa A Arte encanta a pobreza Artistas vivem suas loucuras e atraem riqueza Todos têm fome de comer pelo seu nome com honra… A VIDA NA CAPITAL É nobre e miserável A Política é o troféu da força motriz É Perturbadora e Confortável Aprende-se a tradução dos olhares em cada sorriso infeliz… A VIDA NA CAPITAL AQUI: A saúde testa seus idiomas nos corpos dos indefesos O Sorriso esconde as lágrimas no canto dos olhos A música anestesia o sofrimento dos chamados Os escolhidos bebem as águas do ☀️ sol, mesmo com os testes positivos!
Oh! O ápice é um catálogo que embriaga a população Dormir pra quê se já não há nada a sonhar Realismo social atravessa o âmago de quem só quer somar. Sorrisos desfilam no pulsar de cada coração Lamentam os pratos em cada olhar…
Soldado Wandalika
Poeta e escritor angolano CEO do projeto Luso internacional POETAS DA ILUSÃO
Renata Barcellos entrevista Ondaka 6.7: da oralidade à literatura, a força da palavra africana!
Logotipo da seção Entrvistas ROLianasOndaka 6.7
Minicurrículo: Ondaka 6.7 (Osvaldo Boaventura Francisco), de Porto Amboim, Angola, nasceu aos 06 de Julho de 1994.
Formado em Língua e Literaturas em Língua Portuguesa pela Faculdade de Humanidades da Universidade Agostinho Neto.
Membro fundador do Movimento dos Novos Intelectuais de Angola, MNIA.
Agente de Desenvolvimento Comunitário com certificação em TFT in Practice – Training for Transformation (metodologia baseada na obra de Paulo Freire).
Curador e Bibliotecário do Mosaiko, onde desenvolve actividades que visam fomentar o acesso ao conhecimento e a participação cívica.
Venceu o Prémio Imprensa Nacional de Literatura 2023 e o Concurso de Contos Celebrando Talentos Literários 2024 da Grace Publisher. Obras Publicadas: Ntangu e Ntima ou A Absoluta Mama Mboze;Uma Festa Lá No Céu.
Entrevista
1 Como surgiu o interesse pelas letras?
ONDAKA 6.7: O primeiro input me foi dado por um tio que a dada altura veio viver em nossa casa e contáva-nos diversas estórias. Eu nem ler, nem escrever em condições ainda sabia. Isso se me aceitas nessa pergunta incluir as estórias contadas (oralmente) porque os meus pais não tinham livros em casa. E foi muito tempo depois que aquela entrada deu alguma inquietação quando um professor e padre do ensino médio citava vários clássicos da literatura mundial ao dar a sua aula de gramática. E depois, vi-me a fazer letras na universidade.
2 Quais são os objetivos do Movimento dos Novos Intelectuais de Angola ?
ONDAKA 6.7: Importa lembrar que a Associação MNIA hoje é uma extensão do pensamento de Viriato da Cruz, primeiro teorizador e activista do Movimento dos Novos Intelectuais de Angola, surgido em 1948, sob o lema “Vamos Descobrir Angola”, que abriu uma nova página na história da literatura angolana. O MNIA agora renovado pretende lutar pela expressão dos interesses populares e da autêntica natureza africana em todas as formas de Arte e Cultura angolana, baseados no sentido estético, na inteligência, na vontade e na razão africanas; desenvolver actividades culturais e educativas que visem sempre a revitalização do lúmen ou energia interior do ser humano.
3 Qual o papel da biblioteca na contemporaneidade?
ONDAKA 6.7: Continua tendo o mesmo papel, que é de acolher e disseminar conhecimento. Entretanto, vai perdendo o impacto quando não é dinamizada, quando não se vai atrás dos leitores. Numa época como a nossa, em que se acentua o modo breve e imediato de ser, as pessoas vivem desinteressadas do que é essencial. No caso de Angola, por exemplo, além desse desinteresse global, adiciona-se a escassez de bibliotecas públicas e das que existem estão estáticas, desligadas dos desafios actuais. Ainda, agrava-se o facto de a escolas públicas não possuírem bibliotecas. E que os alunos chegam às universidades sem conhecerem uma biblioteca.
4 Quais são as características de um bom conto?
ONDAKA 6.7: A brevidade e o impacto. Talvez diria o fascínio provocado pela forma como é trabalhada e/ou condensada a linguagem. Por exemplo, ouvíamos por várias horas o tio a contar inúmeras estórias, mas nós também participávamos respondendo, ora dando um fio aos enredos. Enfim, não consigo desassociar o conto da oralidade. Acho que o conto sai sempre do oral para o escrito, onde deve voltar sempre. O conto é oral!
5 Mensagem ao leitor:
ONDAKA 6.7: Leia(m), porque a leitura é uma forma prazerosa de libertação.
É controverso de seu ato Confuso no compasso Anda de mãos dado com o passado… Feliz em seus intensos delírios… O angolano hoje sorri nas entrelinhas Cria um espetáculo fulminante para humilhar seu semelhante Impõe-se ao sucesso de seu irmão almejando vê-lo em baixo Usa a artimanha do destino para inibir a felicidade conjugal… É dualista no seu trilho matinal Reveste-se de ilusões no toque que encena o sorriso divinal O ANGOLANO HOJE Quando possuí um cargo artilha laço Passa pisando todos como se fosse possuidor do universo e suas constelações O Poder sobe-lhe ao pescoço… Fala sem modo… Utiliza a tela para exibir sua arrogância… O ANGOLANO HOJE Atrasa a vida de seus compatriotas Negligenciando decisões coletivas Negocia terras e heranças coletivas Cava seu túmulo burlando seu Semelhante que também luta almejando dias melhores! Sorri das dores alheias Sobrevive aos caos de sua herdade O ANGOLANO HOJE Não tem nada a perder Entrega-se sem pavor ao prazer Morre todos dias no renascer de suas pelejas! Come a poeira do ocidente sem pudor Possui hematomas gerados na Pele do tambor… O ANGOLANO HOJE Reflete seus atos depois dos arrependimentos… Vive pelo estômago que rasgou seu peito Faz tudo pelos lucros Vaza seus íntimos vídeos Reclama de tudo mas quando lhe é dado o poder faz igual a todos… Outrora conservador de princípios Hoje moderno rei da falácia Na mídia fala pelos números A sombra da mulemba condena seus próprios atos… Reage com irá ao visualizar sua entrevista no podcast… O ANGOLANO HOJE É controverso de seu ato Confuso no compasso Anda de mãos dado com o passado… Feliz em seus intensos delírios… O ANGOLANO HOJE
Soldado Wandalika
Poeta e escritor angolano mentor do projeto Luso internacional POETAS DA ILUSÃO
Fidel Fernando: Artigo ‘O Português que a África fala’
Fidel FernandoImagem criada por IA do Bing – 22 de Julho de 2025, às 23:33 PM
A língua é muito mais do que um instrumento de comunicação: é um campo de disputas simbólicas, culturais e políticas. No contexto afro-brasileiro (e, por extensão, no angolano), ela revela marcas profundas de uma história racializada, feita de resistências e ressignificações.
Ao analisarmos o português falado no Brasil e em Angola, torna-se evidente que a herança linguística vai além da simples influência colonial lusitana. A oralidade, os sotaques, as escolhas lexicais e as estruturas gramaticais são testemunhos vivos de um passado de opressão e de um presente ainda marcado por desigualdades. Nas ruas, nas igrejas, nas famílias e nas salas de aula, o modo de falar continua a ser vigiado, corrigido e, muitas vezes, estigmatizado.
Essa vigilância está directamente relacionada ao preconceito linguístico, que, na prática, opera como uma forma velada de racismo. Desde os primeiros contactos entre os africanos escravizados e o português europeu, houve uma imposição violenta da língua do colonizador. Contudo, essa assimilação nunca foi completa. O português, tal como é falado hoje no Brasil e em Angola, carrega traços linguísticos de línguas africanas, sobretudo das línguas bantu, como o kimbundu, o umbundu e o kikongo.
Exemplos dessa influência abundam. Mendonça (1933, apud Severo, 2019) destaca o impacto da pronúncia de origem africana em formas como ‘foya’ por ‘folha’, ou ‘cafezá’ por ‘cafezal’. Entre os fenómenos mais relevantes está o rotacismo: a troca do som [l] por [r], como em ‘frecha’ por ‘flecha’. Segundo Cambolo (2025), isso ocorre por partilharem o mesmo ponto de articulação. É uma adaptação oral legítima, mas frequentemente ridicularizada.
Em Angola, essas ocorrências também são comuns. O caso de ‘sarsicha’ por ‘salsicha’, ‘sorta’ em vez de ‘solta’, ‘barde’ no lugar de ‘balde’, ‘sardo’ por ‘saldo’ são vários exemplos ilustrativos. No entanto, em vez de serem reconhecidas como heranças linguísticas, essas variações são, muitas vezes, tratadas como ‘erros’, especialmente no ambiente escolar.
Outro fenómeno recorrente é a aférese, tal como em ‘mor’ por ‘amor’ ou ‘nhado’ por ‘cunhado’. Estas formas são naturais em contextos familiares, mas tornam-se alvo de correcções quando atravessam para espaços escolares elitizados. O que se observa aqui é a tensão entre o português da vivência e o português do poder, onde quem define o que é “correcto” define também quem pode ser incluído socialmente.
A questão do plural também exemplifica a influência bantu. Como explica Domingos (2024), construções como “as casa grande” derivam da lógica gramatical das línguas bantu, que usam prefixos e não sufixos para indicar número. O que se interpreta como erro de concordância é, na verdade, uma estrutura coerente com outra lógica linguística.
O preconceito linguístico afecta especialmente as crianças negras. Quando são corrigidas com desprezo por falarem como os seus avós ou vizinhos, o que está em causa não é apenas a língua, mas a própria identidade. A isso soma-se a dimensão de género: as mulheres negras são as mais vigiadas, corrigidas e silenciadas. Gonzáles (1984) evidencia esta dupla opressão ao lembrar o papel social das mulheres negras historicamente subordinadas e a forma como a sua fala é tratada.
Neste contexto, a escola desempenha um papel crucial. Pode perpetuar o preconceito ao impor uma norma-padrão afastada da realidade dos alunos, ou pode tornar-se espaço de valorização das múltiplas formas de falar português. A minha experiência como professor mostrou-me que, ao respeitar a oralidade dos alunos, é possível promover maior envolvimento e sucesso académico. Ensinar a norma culta não deve significar apagar as outras formas de falar, mas, sim, ampliar o repertório linguístico com consciência crítica.
O português que se fala no Brasil é fruto de séculos de convivência, imposição, resistência e criatividade. Como afirma Andrade (2020), os sons, a melodia e o vocabulário foram moldados por vozes africanas. Essa herança está viva, mesmo quando disfarçada de “erro”.
Em última análise, aceitar a diversidade linguística é aceitar a pluralidade do povo que compõe o Brasil e Angola. É reconhecer que a língua do poder foi, sim, transformada pela força e pelo saber dos povos africanos. E é, sobretudo, recusar a ideia de que há uma única forma legítima de falar português. Nesta hora, lembramo-nos do questionamento de Gonzáles (1984), “quem que é o ignorante?”
Seth MarceloMicrosoft Bing – Imagem criada pelo Designer
Comigo segue a alegria de viver a vida de maneira pronta, pós-embora desconfiado para mais um início de interrogações ao mesmo tempo, preocupação pela situação pelo qual vivemos a nossa vida. Deixo a casa e vou em direção à paragem de modos a tomar o taxi ou transporte público… surpresa! Preocupação e medo ao mesmo tempo.
Quem será encontrarei pelo caminho? Será que terá alguém das que conheço no bairro naquele ponto da vila? Se, porventura encontrar, vou fingir totalmente que não a vi. Penso, mas já faço isso sempre que aí passo, afinal, gente que estraga lares sempre fez parte do nosso dia a dia! Onde passar para escapar? A expressão tensa de todas que praticam a vida naquele lugar é exposta à vergonha crua… com isso, Deus não se dá nunca por satisfeito, entretanto, a vergonha dos que praticam tais coisas e a agonia das vítimas, continua…
Desço do taxi, viro a cabeça e vejo as filas longas de moças bonitas lá ao fundo antes da curva: olho para minha direita, na direção de quem vai ao Kikolo, cinco minutos antes do Supermercado Africana, com vergonha de fazer parte de uma geração, cuja missão que me compete é a de professor. Viro os olhos para baixo e ponho-os rente ao chão, é repugnante!
Alguns amigos movidos de cansaço e em oportunos momentos, vão no intuito de abraçar e beijar quem, com coragem, pôs-se de joelhos entra as pernas abertas para facilitar o que entra e o que sai, chorando por migalhas para se manter e, que há de chorar por esse e único motivo. Quem aprendeu que não se ganha nada sem sacrifício, está em clamor a quem só precisa desaliviar o escroto e ir encontrar a família em casa.
É tudo cumprimento de boa recompensa depois de um dia tenso e penoso de trabalho, talvez. No meio do caminho lembram: Epa! Ligam o motor peitoral, umas tantas corridazinhas na farmácia ao lado, comprar camisas de vênus! O assunto é o mesmo em todos os lados da vila até à orla do mar: rapidinha trezentos, uma hora mil kwanzas! Elas até zungam.
O trabalho da polícia é tenso: apenas para correr zungueiras e vendedores ambulantes que vão à procura de pão digno… talvez as xuxas (seios, mamas) também sejam, por isso não há quem as interrompe. Expressões de tensão e medo inundam mentes de quem vende ginguba e banana para se suster. Esses têm sempre um dia de corrida na vez dos que, com uma perna, fazem acrobacias. Marcas visíveis pelo caminho do carrossel infantil que leva cinco minutos de marchas para o sítio que convida.
Mas o problema está contido nas águas do Oceano Atlântico, um negócio muito bem orientado e está seguindo a conduta de quem os guia para não disseminar informações antagônicas e estragar o bolo. Muito cuidado em andar naquela circunscrição se se estiver munido de kwanzas! É necessário a todo sempre manter a calma e desacelerar a testosterona para poupar a vida que já não há. Ao final do dia, vou ao encontro ao meu bem maior, a família, o porto seguro que apoia em todos os momentos!
Ao chegar no bairro, há quem olhe como se de mim tivesse ideia; lembro o cenário da vila de KaKuaKu no estraga lar, só pode ser. Finalmente me venho e continuo ao lar escolhido por Deus para o repouso da alma. Primeiramente, oro e em seguida deixo cair por terra toda imagem captada na vila e a vida segue.
Na vila de KaKuaKu, trabalhar naqueles arredores, ser dono de um estabelecimento, transportar uns míseros Kwanzas, ou um prato de arroz com peixe frito, é tudo que um momento de prazer importa. Qual teste fazer? Já não se desconfia de nada e de ninguém. A nota de qualquer Kwanza é sinônima de resultados vindo de laboratório nacional de coleta de sangue. Toda uma desconfiança cai por terra diante de uma nota de Kwanza qualquer.
Às vezes, de maneira diferente várias vezes ao dia…todos estamos aprendendo e contribuindo para um mundo melhor. De repente se há certeza de que seria melhor viver a vida em um minuto de coito. Em breve tudo isso fará parte de mais um capítulo da história de kakuaku, embora com um começo no meio, estamos ajudando a escrever.
Chega a noite, terminam as reflexões e temos de nos preparar para mais um dia e poupar forças na vontade de tornar as ver e querelas. Se não ser por vontade delas, será por nossa se é que o sabem. Cada um de nós homens é este pouco e este muito de prazer que elas espalham, esta bondade e esta maldade, esta paz e esta guerra, revolta e mansidão de que proliferam. Com mais informação, menor medo e com orgulho de ser parte dessa resolução, apesar da vergonha que sinto desse negócio, que me deite em paz, e amanhã possa acordar para uma vida feliz e pacífica.
Consente que me aplique no cumprimento dos seus preceitos e não me deixes acostumar a ato algum dessa novela em Kakuaku. Não permita que caia em poder dessa vergonha nojenta e brincadeira fedorenta. Que tenha virtudes às boas inclinações, não deixe que a vila tenha poder sobre mim, Senhor. Que me livre das más inclinações e das doenças mortais. não seja que eu sonhe com a morte ‘a vida no estraga lar’.
O leitor participa: Luís Manuel, de Luanda (Angola), com a prosa poética ‘Do começo ao fim… O meio vale muito mais!
Luís Manuel
Ninguém sabe por que razão algumas coisas dão certo e outras não. Porém, eu tenho dito que não precisamos antecipar o resultado quando podemos aproveitar os pequenos passos. Tanto faz… se vamos chorar ou então sorrir. Basta-nos saber que uma coisa iremos aprender e será essencial para o nosso viver
Lembro de quando me apaixonei: quando sobre a atmosfera do meu coração caiu a estrela que iluminou os caminhos da minha paixão .… quando achei a direção certa para a pequena aventura do meu coração. Foi um dos momentos mais especiais da minha vida Tão nobre sentimento, invadindo o espaço da minha alma querida.
Embarquei na esperança de que no final tudo daria certo
e que, finalmente, teria a mina mais bela por perto. Era eu. Todo alegre e entusiasmado com uma guitarra na mão… sem nem saber tocar. Apenas acompanhava o som e para ela cantava uma canção de amor.
Momentos como esses foram se repetindo. Várias vezes… … Vezes e vezes. Sorrisos eram vistos. Abraços, sentidos …Sons, ouvidos. Todos os dias. Com um lindo semblante de alegria.
Porém, num piscar de olhos, a vida já não sorriu pra mim, o amor que tanto se almejou… se apartou de mim. Nessa hora, todos os belos sentimentos que eu carregava foram substituídos: Desânimo, cansaço. Estresse! Dor e sofrimento. … e tudo que não fazia bem.
Sem perceber coloquei sobre o meu barco o peso da escuridão. Naveguei em direção à trilha solidão.
Então, despertei! Acordei. Assustei! Daí me lembrei Que, às vezes, e mais vezes… a vida não será conforme o que planeei. E que o melhor resultado está no caminho a ser percorrido. Nos bastidores. O “processo” nos lapidando… seja qual for o final, o importante é que vivemos os momentos com a maior alegria. Intensidade.
Ouvindo sempre a voz do coração, voltei a carregar os mais belos sentimentos no coração. Desta vez… com a satisfação de ter aprendido muita coisa. Uma lição. Ao procurar um eterno amor, achei uma nobre amizade.
Na real, viver é mesmo isso: “aprender para crescer”. Não precisamos fazer presente a vida futura. Nos basta, na maior simplicidade, viver os pequenos
passos. Se vai dar certo ou não, apenas se saberá se a gente tentar. Do começo ao fim…o meio vale muito mais!
Luís o Poeta, Sempre Creia!
Luís Mucau Manuel é escritor, poeta e estudante de Direito pela Universidade Agostinho Neto, em Luanda. Autor do livro Escritos de Sabedoria, publicado no mês de maio do ano 2023.
Texto de Orlando Rafael Ukuakukula, publicado no Jornal ROL, torna-se objeto de estudo na Escola Superior Pedagógica do Bengo (ESPB), em Angola
Foto enviada por Orlando Rafael
Orlando Rafael é colunista do Jornal ROL desde 10 de dezembro de 2021, inaugurando sua entrada com o texto ‘Chuviscos à Cacuaco: A Pandemia’, uma crônica que foi objeto de análise na Escola Superior Pedagógica do Bengo (ESPB), em Angola
Orlando Ukuakukula
A internacionalização do Jornal ROL é um fato que a cada dia se observa com mais evidência.
Orlando Rafael é colunista do ROL desde 10 de dezembro de 2021, inaugurado sua entrada com o texto ‘Chuviscos à Cacuaco: A Pandemia’, uma crônica que foi objeto de análise na Escola Superior Pedagógica do Bengo (ESPB), em Angola.
Através do Rol, nesta terça-feira, 14 de dezembro, o professor da cadeira de Estilística da Língua Portuguesa da Escola Superior Pedagógica do Bengo (ESPB), José de Martins, partilhou, em sala de aula, junto dos seus estudantes do 4° ano do curso de Ensino da Língua Portuguesa da mesma Instituição, o texto de Orlando Rafael Ukuakukula, no qual exploraram a riqueza dos recursos estilísticos ali presentes e, mais especificamente, na maneira como o autor elabora o linguajar, atendendo a variedade do Português Angolano.
Uma das riquezas do intercâmbio literário entre o Brasil e o exterior, em especial com Angola, é, justamente, a possibilidade de os leitores do ROL conhecerem a cultura, os costumes, o linguajar peculiar de outros países.
Conforme se observa da apresentação oficial de Orlando Rafael, ao final do texto ele cuidou de inserir o glossário, ou seja, anotações, antes interlineares ( glosas ), sobre o sentido de palavras antigas ou obscuras encontradas nos textos.
A apresentação de Orlando Rafael, com o texto que foi objeto de estudo em sala de aula, pode ser acessado pelo linque abaixo: