Entrevista com a artista visual iraquiana Hala Kusiak

“A verdadeira propriedade da arte é tornar-se parte da memória dos outros.” (Dra. Hala Kusiak)

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Entrevista realizada por Ali Sahin Abdul Aziz

Dra. Hala Kusiak
Dra. Hala Kusiak – Foto cedida pela entrevistada

As obras da artista visual e acadêmica iraquiana, Dra. Hala Kusiak, refletem, ao mesmo tempo, orientações filosóficas e intelectuais. É dentro dessas reflexões que nascem suas pinturas, incorporando sua visão e seu desejo de expressar suas ideias por meio da obra de arte — por meio da escolha de suas ferramentas, de suas formas de expressão filosófica e de sua visão sobre a humanidade e as razões de sua existência na Terra. Assim, vemos essas emoções refletidas naturalmente em sua produção artística.

É precisamente isso que nossa entrevistada confirma ao afirmar que “a arte é um diálogo, não uma palestra”, e que a escola surrealista lhe proporciona liberdade para transitar entre a realidade e o inconsciente, enquanto a ideia e a emoção determinam sua própria linguagem visual.

Para lançar luz sobre suas realizações, realizamos esta entrevista com ela, abordando diversos aspectos de sua experiência artística. Eis suas respostas:

Dra. Hala Kusiak
Dra. Hala Kusiak – Foto cedida pela entrevistada

• Em sua exposição “Fingers of Fate” (“Dedos do Destino”), parecia haver uma espécie de investigação criminal artística sobre determinada realidade. A quem se dirigia sua mensagem?

Esta exposição não era dirigida a uma pessoa específica, mas, sobretudo, era um confronto com o próprio ser humano — com aqueles espaços nos quais fazemos nossas escolhas e, depois, atribuímos suas consequências ao destino.

Eu explorava a complicada relação entre aquilo que escolhemos por nós mesmos e aquilo que nos é imposto; entre liberdade e determinismo; e entre o impacto que nossas ações deixam em nossas próprias vidas e nas vidas dos outros.

Portanto, pode-se dizer que a exposição contém algo de uma “investigação artística” sobre a psique humana. Não ofereço respostas prontas; em vez disso, coloco o espectador diante de perguntas que talvez tenha passado muito tempo evitando:

Quanto do que nos aconteceu foi realmente destino? E quanto foi resultado de nosso silêncio, medo, escolhas ou concessões?

Minha mensagem era dirigida ao ser humano, onde quer que ele esteja, porque acredito que a verdadeira arte começa com uma experiência pessoal, mas só alcança seu êxito quando se transforma em uma experiência humana compartilhada.

• “The N of Visual Surrealism” (“O N do Surrealismo Visual”) é uma das descrições marcantes de seu trabalho. As outras escolas de arte visual não conseguiram acolher suas ideias e ambições?

Não considero uma escola artística como um conjunto de limites dentro dos quais devo permanecer. Para mim, uma escola é conhecimento, não uma restrição.

Um crítico pode encontrar surrealismo, abstração, simbolismo ou até traços de expressionismo em meu trabalho. Mas não começo uma pintura dizendo: “Hoje vou pintar uma obra surrealista” ou “Hoje vou criar uma pintura abstrata”.

Geralmente começo com a ideia e o sentimento e, então, permito que eles escolham sua própria linguagem visual.

Talvez o surrealismo pareça próximo da minha experiência porque me dá a liberdade de transitar entre a realidade e o inconsciente, e entre aquilo que é visível e aquilo que ocultamos dentro de nós mesmos.

Mas, em última análise, estou buscando minha própria linguagem, em vez de procurar filiação a uma determinada escola. O que importa para mim é que, um dia, uma obra seja reconhecida como portadora da assinatura de Hala antes que alguém diga que ela pertence a esta ou àquela escola.

• Como o espectador ocidental percebe a arte visual iraquiana contemporânea? E você desempenhou algum papel na aproximação dessas perspectivas?

Acredito que o público ocidental tenha se tornado cada vez mais curioso em relação à arte iraquiana contemporânea. No entanto, muitas vezes ainda a enxerga através da imagem política ou histórica do Iraque, ou de sua associação com as guerras.

É aí que reside a responsabilidade do artista iraquiano contemporâneo: dizer ao mundo que o Iraque não é apenas uma notícia política, nem somente uma civilização antiga. É também uma sociedade viva e em transformação, repleta de perguntas, contradições e beleza.

Por meio de minha participação internacional, tenho tido o cuidado de não me apresentar simplesmente como uma artista iraquiana em sentido folclórico, nem como uma artista ocidental desconectada de suas raízes.

Procuro ser uma ponte entre as duas.

Quando um espectador em Nova York ou na Europa se coloca diante de uma pintura de uma artista iraquiana e descobre que a questão levantada pela pintura também o toca como ser humano, as distâncias geográficas e culturais começam a desaparecer.

Para mim, esse é um dos papéis mais importantes da arte: descobrir que, por trás de nossas diferenças de língua e identidade, carregamos medos, desejos e sonhos semelhantes.

• No sentido mais amplo e filosófico, existe uma relação entre a cor e aquilo que o artista visual deseja deixar para trás depois de concluir uma pintura. A quem pertencem, em última instância, suas pinturas, e que legado você deixou?

A propriedade legal de uma obra de arte pode passar para um colecionador, uma instituição ou um museu. Mas não acredito que uma obra de arte permaneça inteiramente propriedade do artista depois que deixa o ateliê.

No momento em que me coloco diante de uma pintura e sinto que a concluí, ela começa uma nova vida própria, independente de mim.

Alguém pode adquiri-la, mas, em termos de significado, ela se torna propriedade de todos aqueles que se colocam diante dela e encontram nela uma parte de si mesmos.

Talvez, muitos anos depois, o espectador não saiba em que circunstâncias a pintei, ou sequer conheça minha história pessoal. Ainda assim, ele a lerá à sua própria maneira.

Quanto ao legado que desejo deixar, não é o número de pinturas que levam meu nome. Em vez disso, espero deixar uma linguagem visual e ideias que façam com que alguém, muito depois de eu ter partido, se coloque diante de uma pintura e diga:

“Esta pintura me fez pensar de maneira diferente.”

Para mim, esta é a verdadeira propriedade da arte: tornar-se parte da memória dos outros.

• O que distingue suas pinturas é a grande precisão com que você emprega a cor, combinada à estranheza das ideias. Você não acha que precisamos construir uma ponte com o espectador?

Certamente, precisamos construir essa ponte. Mas não acredito que a solução seja simplificar a arte a ponto de eliminar seu mistério.

Gosto de oferecer ao espectador uma chave, mas não quero abrir todas as portas para ele.

Existe uma diferença entre uma obra misteriosa e uma obra inacessível. Uma bela ambiguidade o atrai, enquanto o fechamento o afasta da obra.

Por isso, procuro garantir que minhas pinturas contenham um ponto de entrada para o espectador. Pode ser uma cor, uma forma, um movimento ou um paradoxo visual.

Depois disso, o espectador começa a criar sua própria história.

Também acredito que o espectador é mais inteligente do que alguns artistas imaginam. Não precisamos explicar tudo a ele; antes, devemos respeitar sua capacidade de sentir e interpretar.

Para mim, a arte é um diálogo, não uma palestra.

• Em que medida a crítica contribui para avaliar e aperfeiçoar a arte visual?

A crítica genuína é essencial para um artista porque lhe oferece um segundo olhar, através do qual ele pode enxergar aquilo que não consegue ver enquanto está imerso em sua própria experiência.

Mas existe uma grande diferença entre crítica e julgamento.

Uma boa crítica não diz ao artista: “Faça isto e não faça aquilo”. Em vez disso, revela as relações, os contextos, os pontos fortes e as fragilidades presentes em sua experiência artística e, então, deixa o artista livre para tomar a decisão.

Por isso, escuto as críticas e respeito o crítico que possui conhecimento, experiência e visão. Ao mesmo tempo, porém, protejo minha voz interior.

Se um artista começa a criar para agradar aos críticos, ao mercado ou ao público, perde algo essencial de sua liberdade.

Trato a crítica como um espelho: olho para ele atentamente, mas não permito que decida quem sou.

• Todo começo deve ter sido influenciado por alguma experiência. Conte-nos sobre as características de seus primeiros passos e o que a influenciou.

Acredito que meus verdadeiros começos aconteceram antes que eu tivesse consciência de que me tornaria uma artista.

Desde a infância, eu via as coisas de maneira diferente. Lembro-me de que o desenho entrou muito cedo em minha vida como um espaço onde eu podia dizer aquilo que não conseguia expressar em palavras.

Cresci em um ambiente iraquiano que carregava muita beleza, mas que também continha um grande sistema de restrições sociais: “Não”, “Isso é vergonhoso”, o que deveria ser dito e o que deveria permanecer sem ser dito.

Talvez seja por isso que a arte tenha se tornado, mais tarde, para mim, um ato de liberdade.


Biografia

Nome: Hala Aziz Abdul Hadi
Nome artístico: Hala Kusiak
Em inglês: Hala Kusiak
Nascida em: Bagdá, Iraque
Nacionalidade: Iraquiana e canadense
Formação: Mestrado em Tradução

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Convergências e Divergências

EXPOSIÇÕES

Convergências – A Poesia Virtual de Tchello D’Barros
Mostra individual e itinerante de poemas visuais

Poemas sem Palavras, de Juliano Lobato
Mostra Itinerante de Poemas Virtuais

Card da exposição Convergências e Divergências - A Poesia Virtual de Tchello D'Barros
Card da exposição Convergências – A Poesia Virtual de Tchello D’Barros

Card da exposição Poemas sem Palavras, de Juliano Lobato
Card da exposição Poemas sem Palavras, de Juliano Lobato

Caro leitor, nesta exposição, podemos constatar que cada obra apresentada funciona como um experimento único sobre a capacidade dos signos de gerar novos signos. Isso por se tratar de um processo contínuo de associações, deslocamentos e ressignificações.

A produção de Lobato aproxima-se de um aspecto da semiótica contemporânea: o de compreendê-la como semiose ilimitada. Isso pelo fato de se compreender que nenhum signo possui significado definitivo, pois todo significado gera novas interpretações.

Cabe dizer também que na produção de Lobato apresenta uma correlação entre Intensivismo e Poema-Processo. Talvez seja esta contribuição o que há de mais singular na sua exposição. O Intensivismo, formulado por Wlademir Dias-Pino, já apontava para uma poesia baseada na intensidade da informação visual e não na linearidade da leitura verbal.

Já o Poema-Processo radicalizou essa perspectiva ao libertar definitivamente o poema da palavra. E, a partir desses dois movimentos, Lobato vai além mar ao mergulhar profundamente nesses novos horizontes. Enquanto pesquisadora desta vertente literária, ouso dizer que Wlademir Dias-Pino deve estar muito satisfeito com a produção de Lobato.

Para Juliano Lobato, apresentar a exposição em Cuiabá tem significado especial. “Cuiabá ocupa um lugar importante na história da poesia visual brasileira, sendo berço de artistas e movimentos que influenciaram gerações. Expor essas obras ao público é uma forma de reconhecer essa herança cultural e fortalecer o diálogo entre a produção contemporânea e a comunidade.

Além de apresentar ao público a produção contemporânea de dois importantes nomes da poesia visual brasileira, as exposições também buscam aproximar os mato-grossenses do legado de Wlademir Dias-Pino, referência internacional da arte e da literatura experimental e um dos principais expoentes das vanguardas poéticas surgidas em Mato Grosso”. Vale a pena conferir!!!

Serviço

Exposição: Convergências

Artista: Tchello D’Barros

Exposição: Divergências – Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema

Artista:
Juliano Lobato

Período: 7 a 21 de junho de 2026

Local: Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, Cuiabá/MT

Entrada: Gratuita

Classificação:
Livre

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Exposição ‘Nos braços do violeiro’.

Exposição que reúne música caipira, história em quadrinhos e arte contemporânea circulará por cidades do Estado de SP

Imagem da Exposição 'Nos Braços do Violeiro'
Estreia da Exposição ‘Nos braços do violeiro’

Contemplada pelo ProAC, produção de Yuri Garfunkel com curadoria de João Carlos Villela promove ao público a oportunidade de mergulhar no universo criativo da HQ A Viola Encarnada.

Considerada um dos ícones da música popular brasileira, a viola caipira é retratada na exposição multidisciplinar “Nos Braços do Violeiro” que ficará em cartaz até dia 20/04, em Bragança Paulista, e depois circulará por 5 cidades do Estado de São Paulo: São José dos Campos (de 27/04 a 25/05); Botucatu e Pardinho (01/06 a 10/08); São Luís Paraitinga (31/08 a 21/09) e Campinas (28/09 a 20/10).

Com curadoria de João Carlos Villela, a mostra é sobre “A Viola Encarnada: Moda de Viola em Quadrinhos”, um romance gráfico inspirado em mais de 80 canções do repertório caipira, com roteiro e artes visuais do desenhista, músico e educador Yuri Garfunkel.

A estreia da exposição gratuita “Nos Braços do Violeiro” foi no último sábado(24/02), na Casa Lebre, em Bragança Paulista, com a presença dos idealizadores, Yuri Garfunkel e João Carlos Villela; roda de viola com o músico Lula Fidalgo e participação das violeiras Mel Moraes, Ruth Rubbo, Marina Ebbecke, o violonista Rafael Schimidt e o violeiro Gabriel Souza, além do Duo Música de Interior com Aniela Rovani e Rafael Cardoso.

Foi uma verdadeira festa para celebrar a cultura caipira, a viola, a arte contemporânea.

De acordo com Yuri Garfunkel, a vontade inicial da Viola Encarnada era traduzir o universo da música caipira para a linguagem dos quadrinhos e das artes visuais.

. “Criar um ponto de vista pra diálogos contemporâneos com a nossa cultura. A estreia da exposição concretizou essa vontade.

Foi um grande encontro de pessoas interessadas em participar desse diálogo e um primeiro passo muito especial pra circulação que faremos durante esse ano”, declara Garfunkel.

Próximo evento

No próximo dia 23/03, a partir das 17h, os idealizadores da exposição ‘Nos Braços do Violeiro’ promoverão uma roda de prosa sobre os processos de criação e curadoria, e exibirão o curta-metragem “Xangri-lá – A história de Quinzinho Vilela” (BRA | 2020 | Doc | 12 min), dirigido por Mário de Almeida, da Maravilha Filmes.

Quinzinho Viola é um poeta e violeiro de São Francisco Xavier, no interior do estado de São Paulo.

Criado na zona urbana de Caçapava, sempre procurou estar em contato com a sua identidade caipira, a natureza e as coisas simples.

Com cenas documentais e ilustrações animadas feitas por Yuri, que também compôs a trilha sonora, o curta-metragem narra a história de migração de Quinzinho em busca de seu ideal de vida. A entrada é gratuita. O evento seguirá com uma roda de viola.

Interação do público

Na exposição interativa “Nos Braços do Violeiro” ,o público terá a oportunidade de apreciar as páginas originais da HQ premiada pelo ProAC 2019, com introdução escrita pelo violeiro, professor e pesquisador Ivan Vilela e indicada ao prêmio HQ MIX na categoria Melhor Adaptação em 2020.

Umas das propostas da mostra, contemplada pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) Circulação, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado, é promover a interação do público com os processos criativos do artista.

Desta forma, além do contato com os originais da obra e seus esboços originais, o visitante da exposição “Nos Braços do Violeiro” terá acesso à viola física que foi inspirada na viola vermelha de Tião Carreiro e encomendada ao Luiz Armando da luthieria Trevo, exclusivamente para este projeto.

Inspirado nesse universo, o público também poderá montar sua própria história em um painel com imãs das imagens da HQ.

Oportunidade para soltar a criatividade e fazer parte da mostra.

Para propiciar uma imersão na HQ como um todo, a exposição disponibiliza áudios das mais de 80 músicas do repertório caipira.

O material possui recursos de acessibilidade como audiodescrição, textos em braile e em alguns dos encontros promovidos com o público, como rodas de viola e bate-papo, terão tradução em Libras. (Confira a programação abaixo).

Por ser uma exposição multidisciplinar sobre um instrumento singular que marca a nossa história musical, um dos objetivos dos idealizadores é compartilhar o conteúdo com um público diverso, inclusive estudantes, universitários e grupos de idosos e outros interessados.

“Essa é uma exposição que mescla Arte Contemporânea, História em Quadrinhos e Música Caipira, por isso a intenção em cada uma das 6 cidades por onde passaremos é dialogar, trocar e aprender com os agentes locais de cada um desses campos”, explica João Carlos Villela.

“A Viola Encarnada”

Em suas páginas, a obra “A Viola Encarnada’ conduz o leitor para uma viagem sonora afinada e cheia de história, a partir de uma viola avermelhada nas mãos de um violeiro e de um vaqueiro, numa jornada que percorre os sertões até chegar na cidade grande, testemunhando a história da música caipira desde suas origens rurais.

Yuri Garfunkel detalha que a ideia da HQ se formou ao longo de muitos anos ouvindo música caipira.

De modo geral, e no gênero Moda de Viola principalmente, ele explica que as canções descrevem narrativas tão intensas que muitas músicas inspiraram filmes.

“Mas até agora não conheço outra graphic novel feita a partir desse repertório. Entendi que era um trabalho que poucos poderiam pôr em prática, e mergulhei de cabeça. No final de 2017 eu já tinha clara a estrutura do roteiro, fui a uma palestra do Ivan Vilela e me apresentei a ele que se interessou imediatamente pelo projeto e começamos a trabalhar”, relembra.

Garfunkel conta que Vilela sugeriu uma que a história fosse além dos temas mais faroeste previstos inicialmente, com muito boi e bala.

“Ampliamos o roteiro com a origem da viola, derivada de instrumentos mouros e vinda ao Brasil com as primeiras caravelas portuguesas, e com a construção da Viola Encarnada, protagonista da história.

Para isso, busquei ajuda do Luiz Armando da luthieria Trevo, que construiu efetivamente a viola em um mês!

O Ivan também sugeriu outro desfecho para a HQ, que termina na cidade grande, completando todo o trajeto percorrido pela música caipira”, comenta Garfunkel.

Programação

Em Bragança Paulista a exposição ficará até o dia 20/04 na Casa Lebre e poderá ser visitada de terça a sexta, das 14 às 18h.

Depois seguirá para o Museu do Folclore, em São José dos Campos (de 27/04 a 25/05); MAGMA (Museu Aberto de Geociências, Mineralogia e Astronomia), em Botucatu e Centro Max Feffer, em Pardinho (01/06 a 10/08); Instituto Elpídio dos Santos, em São Luís Paraitinga (31/08 a 21/09) e Centro Cultural Casarão, em Campinas (28/09 a 20/10).

Os idealizadores contam que a proposta de montar a exposição surgiu durante a pandemia de COVID-19.

Em outubro de 2021, “Nos Braços do Violeiro” foi apresentada na A7MA Galeria, na Vila Madalena, em São Paulo, com a realização de bate-papo com o curador e convidados como Xênia França, Lucas Cirillo, Shell Osmo e Renato Shimmi e roda de viola com a participação da cantora e violeira Adriana Farias e dos violeiros Gerson Curió e Inimar dos Reis.

Em junho de 2022, integrou a Mostra ‘No Braço da Viola’ no Teatro do Sesc Rio Preto.

Na ocasião, Yuri Garfunkel apresentou-se ao lado de grandes nomes da viola contemporânea e ministrou oficinas de criação de HQ a partir de modas de viola.

Os idealizadores

Yuri Garfunkel: Artista visual, músico e educador: Autor dos romances gráficos A Viola Encarnada: modas de viola em quadrinhos, indicado ao prêmio HQMIX 2020 na categoria Melhor Adaptação, e A Outra Anita, sobre a trajetória da pintora Anita Malfatti, lançada em 2022 para o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922.

Criador do Sopa Art Br, estúdio de artes visuais, ilustração e design, com mais de 10 anos de experiência em comunicação visual ligada à cultura.

Desenvolve seu trabalho a partir de pesquisas na união de linguagens artísticas, relacionando HQs com arte urbana, música e educação.

Com quatro exposições criadas nesse conceito, circulou por galerias como Coletivo, Matilha Cultural e A7MA, parques e estações do Metrô de São Paulo, e expôs na Argentina, Itália e Espanha.

Como músico, Yuri integra desde 2008 o grupo instrumental Kaoll, com o qual gravou 3 álbuns, realizou mais de 300 apresentações pelo Brasil e uma turnê europeia em 2014.

Em 2015 Yuri passou a integrar o grupo Pequeno Sertão de música caipira autoral, com quem lançou dois álbuns, em 2016 e 2021.

Como educador, Yuri cria e ministra cursos e oficinas de desenho e criação artística com propostas adequadas para diferentes públicos, de crianças e terceira idade à profissionalização, com circulação no Estado de São Paulo pela rede do Sistema S e centros culturais.

João Carlos Villela: Curador, art advisor e produtor: Atua há 12 anos no mercado de arte tendo trabalhado como produtor e diretor de vendas em galerias de arte contemporânea do mercado primário.

Como produtor, foi responsável por mais de 30 exposições, em galerias e espaços institucionais como o Centro Universitário Maria Antônia e o Instituto Tomie Ohtake.

Entre as exposições que produziu estão as de artistas como, Ana Prata, Claudio Mubarac, Elisa Bracher, Fabio Miguez, Oswaldo Goeldi, Paulo Monteiro e Sergio Lucena. Como pesquisador na Art Options, escritório de consultoria de arte, foi responsável pela aquisição de artistas para coleções privadas e para a coleção corporativa do escritório.

Desde 2016, como art advisor e curador independente, assessora colecionadores privados e artistas em desenvolvimento de carreira.

Curou a exposição coletiva Campo para o Exercício da Liberdade na FUNARTE-SP em 2018, a exposição individual do artista Lumumba no Matilha Cultural em 2018, a exposição Los Silencios sobre o filme homônimo da cineasta Beatriz Seigner no Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca em 2019, e a exposição Nos Braços do Violeiro com obras de Yuri Garfunkel em 2021 na A7MA Galeria e em 2022 no Sesc-Rio Preto.

Dirigiu e produziu em 2021 os shows Ao Vivo da Mooca e In Goma, do trio instrumental A Timeline, ambos com o respectivo patrocínio e apoio do ProAC SP e do Teatro Arthur Azevedo.

Ficha Técnica ‘Nos Braços do Violeiro’:

-Yuri Garfunkel: Artista expositor, músico, coordenação geral

  • João Carlos Villela: Curadoria e Produção Artística
  • Cris Rangel: Produção Executiva
  • Lula Fidalgo: Técnico de montagem e direção musical
  • Ellen B. Fernandes: Assessoria de Imprensa
  • Mário de Almeida: Registro Audiovisual
  • Rodrigo Camargo: Consultoria Jurídica

Contato: garfunkelyuri@gmail.com // @yurisopa // facebook.com/yuri.sopa

SERVIÇO

Exposição “Nos Braços do Violeiro”
Data: Até 20/04/2024
Horário: De terça a sexta, das 14 às 18h
Local: Casa Lebre (R. Nícola Ortenzi, 104), em Bragança Paulista
Informações: garfunkelyuri@gmail.com
Entrada gratuita 


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