Irene da rochaImagem criada por IA do Bing – 11/02/2025 às 21:09 PM
No brilho teu, eu encontro minha luz, Teu amor é chama que aquece o viver, Nos teus braços, minha alma se conduz, Em cada toque, renasço a te ter.
Teus lábios são versos de um doce embalar, Teu abraço, um mundo que quero sentir, És a essência que me faz respirar, A distância se apaga ao te possuir.
Sob nuvens dançamos, um céu de emoção, Teus olhos são astros que guiam meu ser, Em teu sopro, encontro minha redenção, Tua magia é o meu renascer.
Jamais serei só, pois em ti sou inteiro, Teu amor é o mundo que escolho habitar, És meu sempre, meu tudo e tempo verdadeiro, Amar-te é viver, é enfim celebrar.
Ella Dominici: ‘Desafiando o vital desafio: Invicto’
Ella DominiciMicrosoft Bing. Imagem criada pelo Designer
Desejou Deus e o fez.
Gemeu o mundo na criação, gemido de êxtase no nascimento do universo, em explosiva emoção do esplêndido. Formou luz, astros, cor e detalhes, no gesto Criador. Seres e oceanos, seres e atmosfera, seres e floras, céu e terras.
E a oposição se fez negrume, enquanto vida era lume. Jamais desocupou trevas, antes e antes do antes.
Para vencer o desafio de desafiar escuridão e sombras, aglomeração de nuvens, névoas que cobrem os olhos das agonias de solidão e melancolias…
Criou o Artífice bem assim.
Estrelas infinitas estrelas Areias incontáveis areias Águas tantas águas Macho e fêmea Homem e mulher Espírito e alma Amor que quer gestos contínuos de vidas e mais vidas
Homem, Adão dos homens Mulher, Eva das mulheres. Desafiando a própria Criação que é indiscutível.
E a continuidade foi vencer a incredulidade pela manutenção da vida. Crer na invencibilidade às afrontas quaisquer.
Durante a caminhada da vida, passa-se por percalços em aflições , lágrimas caídas, sorrisos deixados, dores esquecidas,amores negados. Tudo anotado.
O desafio maior do existir é o nascer, a afronta maior do existir é se despedir desta existência. É pacificar a própria consciência. Verdades absolutas e resolutas de si.
O desafio superior é o renascimento. Trata-se de luta contra hostes espirituais da maldade, no vencer a iniquidade, crises de realidades, desejos intensos, ambiguidades; tudo pela verdade da Alma.
É quando se encontra a liberdade do que se conseguiu, não se agiu, existiu, partiu É quando se alcança a liberdade do rigor, das lâminas de adagas afiadas à vida.
E o amor buscou do corpo o adeus sincero e além dele sorriu ao Eterno O amor além-corpo se alça ao voo, no desafio supremo do renascimento.
O sentido da morte é já ter sido vencida, é o sentido divino à vida.
Transcende o homem como coautor da própria história, pelo Consumador de sua fé, de sua Eternidade. No final do vital desafio a Vitória da vida pela Vida.
AFLAS divulga classificados do I Concurso de Poesias
O I Concurso de Poesia da Academia Feminina de Letras e Artes de Sergipe foi lançado em homenagem à professora ADA AUGUSTA CELESTINO BEZERRA, ícone da educação no Estado de Sergipe
Logo da AFLAS
AFLAS – Academia Feminina de Letras e Artes de Sergipe lançou o I Concurso de Poesia em homenagem à Profª. Dra. ADA AUGUSTA CELESTINO BEZERRA, ícone da educação no Estado de Sergipe.
As avaliações dos poemas foram feitas às cegas, ou seja, seus avaliadores receberam os poemas, sem saberem os nomes dos autores para que a integridade do concurso fosse mantida, sendo eles: a Prof.ª Dr.ª Marleide Cunha; Prof.ª Dra. Advanuzia Santos; a Prof.ª Ma. Geovana de Oliveira Lima, e os acadêmicos da ASL – Academia Sergipana de Letras, Dr. Domingos Pascoal de Melo e Dr. Paulo Amado Oliveira.
Todos os participantes terão seus poemas publicados nesta coluna do Jornal Cultural ROL, que há 30 anos leva cultura para todo o mundo, e fará conhecer os talentos literários do pequeno grande Estado de Sergipe.
2º Lugar
Rosana Batista dos Santos
Rosana Batista dos Santos
Do lado de dentro
A saudade queima em mim, insistente
um círio ardendo por intocáveis astros,
retorcendo as garras do Tempo que, impotente,
dá meia volta, fugindo sem deixar rastros.
As chamas se alastram e o coração devoram,
o consomem transformando em cinzas
até mesmo as lágrimas que ainda choram
E assim desfalece o coração, sufocado em sua desdita.
Quando o corpo, devastado, recobra os sentidos
os olhos turvos não encontram o que lhes era querido,
Em meio à intempérie, as palavras não ditas
vêm pairando como fuligem, perdidas.
Mas o Infortúnio que tudo corrói, sem escapatória,
não consegue avançar onde te guardei, em uma parte,