Quando a escrita devolve o nome

A força de “A Menina Sem Identidade”, de Patrícia Calheiros

A menina sem identidade
A menina sem identidade

Esta é uma obra rara: escrita como desabafo, mas publicada como gesto de coragem, não somente do desejo de contar uma história, mas da necessidade profunda de existir em voz alta.

O livro traz uma narrativa autobiográfica marcada por silêncios impostos, abusos emocionais e perdas profundas, experiências que atravessaram décadas da vida da autora.

Patricia Calheiros
Patrícia Calheiros

Ainda assim, longe de ser apenas um relato de dor, a obra se constrói como um processo de reconstrução, em que a palavra se torna ferramenta de sobrevivência, consciência e libertação.

Patrícia escreve sobre o que viveu desde muito cedo, quando sua identidade foi retirada antes mesmo de ser plenamente formada.

Ao longo dos anos, enfrentou consequências que não escolheu, verdades ocultadas e responsabilidades que não lhe pertenciam.

No entanto, é na maturidade, e com acompanhamento terapêutico, que a autora encontra espaço para reorganizar sua história e dar sentido ao que antes era apenas caos.

A Menina Sem Identidade não busca chocar.

Seu impacto vem da honestidade.

Cada capítulo revela não só feridas, mas também cicatrizes, aquelas que mostram que houve dor, sim, mas também cura em andamento.

É um livro que convida o leitor à empatia, à reflexão e, sobretudo, ao reconhecimento de quantas histórias semelhantes permanecem abafadas dentro de famílias e estruturas sociais.

Mais do que denunciar, Patrícia propõe um rompimento: com padrões, com heranças emocionais destrutivas e com o silêncio que adoece.

Sua escrita é firme, direta e humana, e carrega uma mensagem clara: é possível se reconstruir, mesmo quando tudo parece ter sido tirado.

Esta não é uma obra feita para entretenimento rápido.

É um livro para quem acredita que a literatura também pode ser um espaço de acolhimento, consciência e transformação.

Ao dar nome ao que viveu, Patrícia Calheiros não apenas recupera sua identidade, ela abre caminho para que outras vozes também encontrem coragem para existir.

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A MENINA SEM IDENTIDADE

SINOPSE

Existe um silêncio capaz de destruir uma vida inteira.

E existe uma mulher capaz de renascer depois dele.

“A Menina Sem Identidade” é mais do que um livro — é uma revelação.

Uma história real, intensa e profundamente humana, onde cada capítulo é uma ferida aberta… e uma cicatriz conquistada.

Aos 13 anos, ela teve sua identidade arrancada.

Aos 18, já carregava dívidas que não fez.

Aos 30, tentava sobreviver ao caos que herdou.

Aos 40, descobriu a verdade que ninguém teve coragem de contar.

E quando tentou pedir ajuda… disseram para ela silenciar.

Mas ela não silenciou.

Nesta obra impactante, Patrícia Calheiros expõe décadas de manipulação, abandono e injustiça e também a força brutal necessária para romper com uma maldição hereditária que aprisionou gerações.

Você vai entrar no labirinto psicológico que ela enfrentou.

Vai sentir o peso das correntes que carregou.

E vai testemunhar o momento exato em que ela decide quebrar tudo — e se reconstruir.

Prepare-se:

Nada aqui é decorado.

Nada é suavizado.

Nada é inventado.

Este é o tipo de história que faz você fechar o livro, olhar para o próprio passado e perguntar:

“Quantas verdades ainda estão escondidas na minha família?”

Um livro que não foi escrito para entreter.

Foi escrito para libertar.

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OBRA DA AUTORA

A menina sem identidade
A menina sem identidade

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Resenhas da colunista Lee Oliveira




Biografia de Elis Regina em poesia

Suziene Cavalcante: ‘Biografia de Elis Regina em poesia’

Suziene Cavalcante
Suziene Cavalcante
Elis Regina. Imagem Wikimedia Commons. Criador Picasa 2.6

Genialidade que não cabe em partituras!
Garganta da nossa História…
Bússola cultural de mil glórias…
Mil expressuras!
Sopro divino no corpo da arte…
A música se reinventou na musicalidade…
De tua voz pura!

Afinação que beirava o impossível!
Estrela risonha da canção que sonha com o incrível…
Matriz sonora de nossa história musical…
Técnica impecável, dom imensurável, Serafim indesafinável e visceral!

Mais que cantora, intérprete de alma…
A Pimentinha que em nós caminha e deságua…
Do samba ao Jazz, da Bossa ao imortório…
Teu legado em vinil é o mapa do Brasil sonoro!
O pentagrama musical, Elis transcende…
Cantou o próprio coração em carne que ascende!
Em perene empório!

Ah, teu olhar antecipava os versos…
Corpo e voz, sincronia em foz, em tom excelso!
Transitou pelos gêneros, feitos oráculos…
De um simples arranjo, fazia espetáculo e acorde eterno!

Na divisão rítmica, foste arquiteta…
Consciência crítica de uma época…
Brincava c’as dinâmicas épicas…
Raiz fina! Elis Regina!
Em plena ditadura, cantaste a liberdade!
Do bolero à MPB, foste a casa da arte!
Explosão de potência, doce tempestade…
Feliz sina! Elis Regina!

Voz que nasceu para o infinito…
Eras música, corpo, rebeldia, paraíso…
Contigo a alma do Brasil respirava…
Céu e chão se encontravam, quando cantavas!

Voz que desenhou as Eras…
Jardim maior que a primavera!
Tempestade doce, trovão febril…
Na vitrola, na memória, no peito do Brasil…
Lâmina lírica, flecha sonora…
Rasgou o tempo, acertou a História…
Deusa do vinil!

Mãe de João Marcelo, Pedro e Maria Rita…
Intensa como a correnteza de Guaíba!
Filha do Sul, do Brasil profundo…
Fenômeno musical, a irmã do mundo!

Rainha da interpretação…
A estrela mais gigante da afinação!
Eras música em estado puro, majestade da arte nos turnos do coração!

Filha de Dona Ercy e de Romeu…
De ambos, um furacão de voz nasceu…
A menina mais alegre de Porto Alegre venceu…
Elis Regina! Elis Regina!
Vestida de interpretações cortantes…
Seu corpo todo cantava vibrante…
Braços que regiam gerações avantes…
Feliz ensina! Elis Regina!

Fazia do canto um acontecimento maior…
Com Vinícius, Tom, Milton, Belchior!
Veio Arrastão, a explosão melhor…
Feliz se afina! Elis Regina!
Ah, sua voz em ‘Como Nossos Pais!’
Na TV, nos palcos, em festivais…
Denunciava as rachaduras nacionais…
Feliz ensina! Elis Regina!

C’o seu magnetismo tinto…
Nasceu em mil novecentos e quarenta e cinco…
Eternamente seu dom valente é bem-vindo…
Ó Elis que fascina!
Aos 36 anos de idade…
Ela não partiu, na verdade!
Imortal no musical da eternidade…
Cristalina! Cristalina!
Maior que os palcos, maior que o refrão!
Rainha do gesto, o maior manifesto da canção…
Elis Regina! Elis Regina!
Seu talento no tempo é palco sem fim…
Um convite ao arrepio, é a brasa do Brasil, flor maior que o jardim!
Elis Regina!


Suziene Cavalcante

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Sol no horizonte

Pietro Costa: Poema ‘Sol no horizonte’

Pietro Costa
Pietro Costa
Sonho sertanejo. Imagem criada por IA do Bing. 24 de março de 2025, às 20:08 PM

Os sonhos sertanejos marcam a ida,
Laudas de suor, a biografia,
O Sol no horizonte alumia a lida,
Há resiliência em sua grafia.

Em cada estrofe, um pedaço de vida,
Agruras do sertão – cartografia,
Mosaico lírico, uma alma aguerrida,
Seu verso, registro e fotografia.

Patativa, a própria simplicidade,
Arte que ganhou o mundo com justeza,
O apelo dos míseros na cidade.

Não fez ouvidos moucos à torpeza,
O coração é a sua verdade,
No anseio de justiça, fortaleza.

Pietro Costa

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Vincent Van Gogh

Resenha do livro “Vicent Van Gogh: Minha história. A vida do pintor contada por ele mesmo”.

Imagem da capa do livro de Ana Lúcia Corrêa Darú, "Vincent Van Gogh: minha história. A vida do pintor contada por ele mesmo, pela Editora e_Galáxia

RESENHA

Neste livro, Van Gogh conta sua história de uma forma cronológica e envolvente.

Fala sobre sua carreira e como foram seus primeiros passos como pintor.

Também conta sobre como ele foi morar na rua, em plena miséria.

Que Van Gogh não teve muita sorte no amor, sendo que passou quase toda sua existência só.

Conta que seu irmão foi de suma importância para sua sobrevivência e sua dedicação a arte, sustentando-o e nunca o abandonando, mesmo nos momentos em que a loucura o tomou.

Uma história de um homem, por vezes incompreendido, que hoje é considerado um gênio da pintura.

Mas como a autora conseguiu essa narrativa?

Ana Lúcia leu as novecentas e duas cartas que VanGogh escreveu, vida à fora, e estão disponíveis no Museu Van Gogh, em Amsterdã, e no site do Museu, onde ela pesquisou.

Seu trabalho se transformou neste livro em que o pintor ganha vida e nos relata seus caminhos e sua arte de uma forma comovente.

Um livro inspirador e esclarecedor.

Muito interessante!!!

Super recomendo!!

Leiam!!

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SOBRE A OBRA

Ana Lúcia nos conta que estava fazendo mestrado e precisava de uma biografia do pintor holandês Vincent van Gogh.

Como não localizou uma biografia completa, foi lendo as 902 cartas do pintor e muitos documentos que estão na plataforma do Museu Van Gogh de forma que criou uma biografia para esse admirável artista.

Ela nos conta que a obra é uma autobiografia ficcional, escrita em primeira pessoa onde o pintor pôde contar sobre sua vida.

Nela é contado pequenos, mas muitos trechos das cartas do pintor, que ele enviou durante toda a vida para seus pais, irmãos e amigos, entre outros.

Além disso, há no livro um capítulo dedicado a desvendar o que seja uma autobiografia ficcional e também a elucidar sobre como se deu seu sucesso póstumo.

SOBRE A AUTORA

Ana Lúcia Corrêa Darú nasceu em Joinville, Santa Catarina e tem 59 anos.

É professora universitária, escritora, editora e uma curiosa por natureza.

Graduada em Letras, pós-graduada em Leitura de Múltiplas Linguagens, Mestre e doutoranda em Teoria Literária pela Uniandrade, bolsista da Capes.

Ler, ensinar, escrever, e estar próximo à natureza são suas paixões, além de amar e aprender.

Sua família é a maior benção que recebeu de Deus.

OBRA DA AUTORA

Imagem da capa do livro "Vincent Van Gogh:minha história.A vida do pintor contada por ele mesmo" de Ana Lucia Correa Darú, pela Editora e-Galáxia.

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