O desabafo

Sandra Albuquerque: Poema ‘O desabafo’

Sandra Albuquerque
Imagem gerada pela IA do Grok – https://grok.com/c/902cfb86-be0e-4cf7-ae5d-08b4c965f493?rid=1df541ab-0c6a-4517-8ffe-63aceb43af6b

Ah, Painho!
Eu, aqui nesta terra de chão vermelho
Descalço, sentindo a quentura que do vapor sobe
Contrastando com esta brisa que levemente soa
E olhando as gaivotas pairando no ar
Após o seu lindo bailado
Desenhando entre as nuvens baixas
Um espetáculo a parte.
Ah, Painho…
Que saudade do tempo da inocência
Da infância com os meus bisavós
Esta paisagem era bem diferente:
Os rios eram mais extensos e volumosos
As árvores eram amontoadas e os verdes se misturavam.
O aroma das flores diversas, porém inconfundíveis.
O homem respeitava a fauna e a flora
Cada um tinha seu habitat intacto.
A mãe Terra era feliz.
Todos os dias o sol vistava os povos e ao crepúsculo, despedia-se, dando lugar a noite que se aproximava, com a chegada, aos poucos da lua e das estrelas.
O plantio e a colheita eram contados pelas luas.
A mulher dava à luz, orientada pelas 9 luas.
Comíamos o que a Mãe Terra nos oferecia através do solo,das matas e das águas dos rios e mares.
Caçávamos e pescávamos, apenas, para a sobrevivência.
À noite acendíamos as fogueiras e dançávamos ao redor delas, até a hora de repousar os nossos corpos nas redes produzidas pelas mulheres de nossas aldeias.
E era através da melodia dos pássaros pela manhã e dos uivos que ouvíamos a noite que fazíamos sons que se transformavam em doces e ricas melodias.
E a tua sabedoria nos dava a noção de criar os instrumentos musicais.
Os contos dos antigos eram o nosso saber.
Era tudo tão perfeito!
De repente, o homem branco chegou e tudo ficou diferente.
A ganância levou as nossas riquezas embora .
Agora é erosão, desmatamento, queimadas e extinção.
Trocaram a pureza pelo efeito estufa: o aquecimento global.
E o tempo agora é o nosso maior inimigo.
Ah, Painho!…
Que saudade que dá !

Sandra Albuquerque

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Como é bom ter você aqui!

Sandra Albuquerque: Poema ‘como é bom ter você aqui!’

Sandra Albuquerque
Sandra Albuquerque
Imagem criada por IA da Meta - 09 de dezembro de 2025, às 10;30 PM
Imagem criada por IA da Meta – 09 de dezembro de 2025, às 10;30 PM

Era primavera
Eu naquela estrada
Tão vazia
Porém florida
Eu podia sentir o aroma das flores
Os pássaros gorjeavam
Um lindo cântico
Que mais parecia
Uma melodia
Orquestrada
Em harmonia
Num acorde principal.
A brisa soava lentamente
Tocava a minha pele
Desalinhada os meus cabelos
E eu continuava a caminhar
Naquela longa estrada
Infinda e sem curvas
E enquanto isto
Um pensamento
Tomava conta do meu
ser
E meu coração
Palpitava mais forte
E eu me perguntava
O que seria aquilo?
Um sentimento
De pura saudade
É porque você
Não estava ali.
Mas quem sabe
Que, com a chegada
Do verão que se aproxima…
Num voo fantástico
Eu lhe espere no aeroporto
Ansiosamente
E dentre a multidão
Entre malas e todas as bagagens
Entre sorrisos e lágrimas
Abraços apertados
De longa saudade
E beijos enamorados
Com os perfumes
Que se misturam
Surge você
E a minha alma suspira
Bem fundo
Como se dissesse:
Como é bom ter você aqui!

Sandra Albuquerque

Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 2025, as 10h30

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Luar da Madrugada

Irene da Rocha: Poema ‘Luar da Madrugada’

Irene da Rocha
Irene da rocha
Imagem criada por IA do Bing. 20 de junho de 2025,
às 17:45 PM

No luar da madrugada, a dançar,
Segredos se movem em doce compasso,
A brisa ao amanhecer faz despertar,
Promessas sussurram em suave abraço.

O Sol desponta, o horizonte a pintar,
Na grama molhada, a natureza em pranto,
Prepara o encontro que vem celebrar,
Contempla o mundo, envolto em encanto.

Versos traçam caminhos sob a lua,
Madrugada tece sonhos e alento,
Na brisa do amanhecer, magia flutua.

Serenidade no luar, bem guardada,
Poesia na noite é puro sentimento,
O sol escreve na grama orvalhada.

Irene da Rocha

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Lua cheia

Irene da Rocha: poema ‘Lua cheia’

Irene da Rocha
Irene da Rocha
Lua cheia - Imagem gerada por IA do Bing
Lua cheia – Imagem gerada por IA do Bing

Sob a luz da Lua cheia,
Saudade sussurra em brisa,
Tu e eu, na praia areia,
Rimos de forma precisa.

O mar canta à noite escura,
Reflexo da lua bela,
Penso em minha vida pura,
E na tua, doce tela.

Prata no céu, brilho mudo,
Tua luz agora opaca,
Era um cintilar de tudo,
Mas parece que se estaca.

Uma estrada prateada,
Dançava sobre o oceano,
Tão linda e enamorada,
Rimas seguiam seu plano.

Versos feitos com esmero,
Hoje ressoam vibrantes,
Com amor e com esmero,
Cortesias tão brilhantes.

A Lua, musa a sonhar,
Prosa e poesia entoam,
O livro a se revelar,
Rosas à poesia doam.

Irene da Rocha

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La rencontre de la brume et la brise 

Ella Dominici: ‘La rencontre de la brume et la brise’

Ella Dominici: ‘Encontro névoa e brisa’ 

Ella Dominici
Ella Dominici
Imagem gerada com IA do Bing ∙ 28 de setembro de 2024 às 8:01 AM
Imagem gerada com IA do Bing ∙ 28 de setembro de 2024 às 8:01 AM

Quands me jours seront gris peints par des brumes

Mes yeux couverts de bateaux blancs

des nates qui nagent sur une tasse au lait

Je rencontrerai sur la mèr larmes d’ écumes

Quands mes langues seront fatiguées de saveurs

Ma tête angoissée en ayant plus des pleurs

L’ espoir de te revoir en rêve s’évanouie

Je ferai semblant de te croire,s’épanouit

À me plaire

Quands le soleil de ma croyance soit couché

Et presque des ténèbres d’insécurité

Me prendront le coeur ,les jambes et le ventre

Vivront encore mes désirs de tes anches

branches de mon arbre assoiffés de ton feu.

Le soulagement des mes souvenirs qui souffrent tant

Vient par la brise, sont des légères vents qui me soufflent et adoucissent ces moments

La brise femelle m’ avalle le cerveau

Me couvre comme un couvercle manteau

La pensée te voit, te désire,te touche

Le vent doux enlève vers le haut l’amoureux vers.

Ella Dominici

Encontro névoa e brisa

Quando meus dias serão cinza pintados por névoas

Meus olhos cobertos de barcos brancos

natas nadando em um copo de leite

Encontrarei lágrimas de espuma no mar

Quando minhas línguas estiverem cansadas de sabores

Minha cabeça angustiada sem mais lágrimas

esperança de ver você novamente em um sonho desaparecendo

vou fingir que acredito em você aparecer, florescer

para me agradar

quando o sol da minha crença se puser

quase uma escuridão de insegurança

levará meu coração, pernas e ventre

saberia que mesmo que meus lábios fluam

ainda viverei meus desejos de seus juncos

galhos da minha árvore sedentos pelo seu fogo.

Alívio das minhas memórias dolorosas

vem pela brisa, são ventos leves

que me sopram e suavizam esses momentos

brisa feminina engole meu cérebro

me cobre como uma capa de casaco

pensamento te vê, te deseja, te toca

vento suave sopra o amante para o

alto em amorosos versos

Ella Dominici

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A vida dos sonhos

Ismaél Wandalika: Poema ‘A vida dos sonhos’

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika
A vida nos sonhos
Imagem gerado com IA do Bing ∙ 25 de setembro de 2024 
às 3:59 PM
A vida nos sonhos
Imagem gerado com IA do Bing ∙ 25 de setembro de 2024
às 4: PM

Soldiers

Há um sonho instalado nessa garganta que levanta todas as manhãs para labuta
O amor ecoa na alma do coração apaixonado pela brisa
Lá vai catalogando os ritmos no raiar da Lua
Dança veementemente com o impetuoso vento
Entre passo embalsamando as dores do peito
Há na vida, faz da vida sua musa, escreveu nela sua música favorita.

Abraços encontraram novos braços
Correu sem tédio
Olhou fundo para o espelho
Viu seu retrato espelhando a jornada desenhada em seu olhar.

Iluminou seu sorriso nostálgico
Cantou seu poema belíssimo
Trilhou sobre a música de sua vida
Deu-se pelos sonhos e deu sua vida por um propósito.
Há vida nos sonhos

A vida dos sonhos

Soldado Wandalika

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Maturidade no amor

Ella Dominici: Poema ‘Maturidade no amor’

Ella Dominici
Ella Dominici
"O mor se absorve no âmago do perfume marinho d'oceano sem perder prazer nas águas
“O amor se absorve no âmago do perfume marinho d’oceano sem perder prazer nas águas
Imagem criada pela IA do Bing

amor não é para seres
imaturos que confundem
grãos de areia que são leves
parecem iguais, mas refletem
prismas cores nuances
nos grãos infinitos

amor não é para aquele
a quem incomoda o sopro
vento passa resta brisa
que calma desliza no ventre
faz fremir desorganiza
o senso entre as certezas

amor s’absorve no âmago
do perfume marinho d’oceano
sem perder prazer nas águas

mar calmo reanima fôlego
boia no beijo de escumas
olhando o teto praiano
no aplauso ensolarado

Ella Dominici

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