Tarde de inverno

Ceiça Rocha Cruz: Poema ‘Tarde de inverno’

Ceiça Rocha Cruz
Ceiça Rocha Cruz
Imagem gerada com IA do Bing ∙ 1 de outubro de 2024 às 2:12 AM

Na tarde fria
a chuva fina de mansinho.
Dos seus dedos pálidos,
uma canção, o palpite sonoro.
Nos caminhos desolados,
a brisa suave, céu escuro
nuvens desiguais.
Chove – o céu dorme.

A chuva cai solta,
parece um sussurrar.
No seu abraço, abraço:
o tempo, o vento,
a saudade, a solidão.

Desfolhei sob a chuva a rosa,
enquanto molhava o rosto,
escondo a lágrima que insistia em cair.
Criei todas as palavras, ao vento,
que ecoam no vale.

Chove,
a rua se afoga,
tudo está escuro…
Há um vazio dentro de mim,
choro e molho o jardim da vida.

As lágrimas que caem mesclam-se
à água da chuva,
do medo da saudade, da partida,
dos momentos vividos,
de tudo que se foi.

Numa tarde solitária de inverno,
você surgiu tão de repente
e num doce abraço,
sussurrou aos meus ouvidos
infinitos versos,
cantou o amor que me fez delirar.
E, na penumbra chuvosa,
na canção da vinda,
o amor novamente.

Ceiça Rocha Cruz

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A canção que nunca chega ao fim

Paulo Siuves: ‘A canção que nunca chega ao fim’

Paulo Siuves
Paulo Siuves
Imagem gerada com IA do Bing ∙ 28 de setembro de 2024 às 6:18 AM
Imagem gerada com IA do Bing ∙ 28 de setembro de 2024 às 6:18 AM

“Por que ela teve que ir? Eu não sei/
Ela não me diria
Eu disse algo de errado, agora anseio
Pelo dia de ontem”
(‘Yesterday’ – The Beatles)

Em meu coração, há uma canção que parece nunca terminar. É como se eu estivesse sempre no meio de uma composição musical interminável, tocada em acordes de esperança e tristeza. O meu mundo interior é o palco onde a luz nunca se apaga e as cortinas estão sempre abertas para uma peça que nunca chega ao fim.

Você, com sua beleza única e enigmática, é a nota que nunca se completa. Sempre que tento alcançá-la, você me desafina no ar, tornando-se um tom que escapa aos meus maiores esforços. Sua presença é um acorde suspenso, uma tonalidade que nunca se concretiza. Cada vez que penso que estou perto de tocar você, o destino nos separa e eu fico com o eco do seu não ser.

A música que toca em mim é uma sequência interminável de esperanças e sonhos. Cada verso parece repetir o mesmo desejo não realizado, cada refrão é um ritornelo do que poderia ter sido. Eu continuo a dançar, a cantar, a viver conforme a melodia que nunca se resolve, como se o tempo não fosse importante e a espera fosse uma parte natural do meu ser.

No meio dessa canção sem fim, encontro algo de beleza. Talvez a verdadeira essência esteja na jornada interminável, na aceitação de que a canção nunca terá um final. Nessa melodia que não se completa, descubro uma forma de paz. É uma aceitação do que é, uma promessa de algo que nunca será, mas que continua a tocar o meu coração, sempre me lembrando do que poderia ter sido.

Paulo Siuves

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O luar e o amor

Ceiça Rocha Cruz: Poema ‘O luar e o amor’

Ceiça Rocha Cruz
Ceiça Rocha Cruz
"No céu prateado, sob o clarear fulgente da Lua, o luar cintila, 
reflete no chão, ilumina o amor, na areia da praia nua"
No céu prateado, sob o clarear fulgente da Lua, o luar cintila,,,”
Imagem gerada com IA do Bing ∙ 17 de setembro de 2024 às 8:36 AM

No céu prateado,
sob o clarear fulgente da Lua
o luar cintila,
reflete no chão,
ilumina o amor,
na areia da praia nua.

Na noite nostálgica
dos acordes,
dos olhares,
das emoções,
aquieta-se o silêncio,
tece o amor sob o céu luzidio.

Somos o amor no abraço,
no teu versejar,
na tua canção,
na fulgência do cenário
sob a lucidez da vidraça
que se desenrola à flor do luar.

Amantes vagueiam,
entreolham-se fascinados
pelo passear da lua
na sacada reluzente
e infinita de mistérios.

Nas dobras prateadas
das cortinas da lua,
um encontro – o luar e o amor.

Ceiça Rocha Cruz

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Deixo em tuas mãos

Soldado Wandalika: ‘Deixo em tuas mãos’

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika
Poema é melodia rítmica que dança
entre os dedos de um poeta
Poema é melodia rítmica que dança entre os dedos de um poeta
Imagem criada pela IA do Bing

Deixo em tuas mãos
Um poema pintado a ilusão
Escrito na esmola de um coração
Danço grudado a uma poluída canção
Observo o ar inalando vento entre sopros de um pulmão

Corridas alcançam troféus de ouro
numa paragem em que é imperioso
interpelar a inspiração
Pássaros lançam ninho nas Nuvens
e no Inverno colhem Trovão

Poema é melodia rítmica que dança
entre os dedos de um poeta
Afogando a sua lamentação
A força me dá energia entre as cordas da Guitarra libero a imaginação
Existo na conexão dos Reinos e dos Corpos que habitam em mim
O tempo segue-me pelas esquinas, cada dia um passo, evolução
Deixo a ti este Poema no Baú como recordação…

Poeta uma ilusão
Risos formando pranto
Um ser em construção…

Soldado Wandalika

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Coqueiro solitário

Ceiça Rocha Cruz: Poema ‘Coqueiro solitário’

Ceiça Rocha Cruz
Ceiça Rocha Cruz
Nas calmas tardes de estio ao rumor da brisa fria às margens do rio, um coqueiro sorri, majestoso"
“Nas calmas tardes de estio ao rumor da brisa fria às margens do rio, um coqueiro sorri, majestoso”
Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer

Nas calmas tardes de estio

ao rumor da brisa fria

às margens do rio,

um coqueiro sorri majestoso.

Na sombra, 

o balanço da rede.

Na areia branca,

sonhos que o amor assistiu

nos versos 

da minha/da tua canção.

Sopra o vento,

baila no tempo em lentidão.

Folhas que se entrelaçam

e nos trazem lembranças,

nas tardes sombrias

onde canta o sabiá…

Nas sombras da vida,

espreita o deslizar das águas

e o ir-e-vir de barcos.

E, num véu de areia,

o sol se esconde,

a nuvem passa…

Nas manhãs de inverno

o coqueiro balança ao vento,

às vezes chora,

açoitado pelo tempo,

maltratado pelo acaso.

Nas tempestades,

o silêncio impera.

Ouve-se o murmúrio das ondas

fragmentadas nas dunas, no cais.

E a ventania, a retorcer suas palhas

sussurrantes,

que balançam e tremem o velho coqueiro,

que, contudo, não teme, enverga, mas não cai,

ao furor dos solavancos dos ventos

da morte e da solidão.

Ceiça Rocha Cruz

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Canção do amor eterno

Paulo Siuves: ‘Canção do amor eterno’

Paulo Siuves
Paulo Siuves
“Nessa dança, minha musa, tão bela e graciosa, cada suspiro teu é um sopro divino
Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer

No compasso suave da nossa canção,

Notas de amor dançam em harmonia.

Teu olhar gracioso, um acorde, me envolve,

E o mundo se torna um palco de paixão.

Nossos corações, são flautas em sintonia,

Tocam uma melodia que transcende o tempo.

Cada beijo é uma nota, um verso, um momento,

É a composição do nosso amor em harmonia.

Nessa dança, minha musa, tão bela e graciosa,

Cada suspiro teu é um sopro divino.

Em teus olhos vejo a partitura do destino,

Neste poema, minha alma declara, amorosa.

Nos acordes do nosso amor, escrevemos a história,

Nossa canção, uma nova página, gostosa memória.

Paulo Siuves

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Uma canção para você

Paulo Siuves: Poema ‘Uma canção para você’

Paulo Siuves
Paulo Siuves
Ah, se as estrelas pudessem revelar os segredos do meu coração
Ah, se as estrelas pudessem revelar os segredos do meu coração
Criador de imagens do Bing

Ah, se as estrelas pudessem revelar,

Os segredos do meu coração,

Cada suspiro, cada sonho sutil,

Em versos de uma canção…

Nas linhas deste poema, meu desejo flui,

Uma sinfonia de sentimentos,

Um tom de paixão se constrói,

Mas e se esse poema fosse uma canção?

Minha melodia predileta, na aurora do dia.

Pensei em te dizer tantas palavras,

Mas para quê, se eu tenho a melodia?

Se esse canto, como notas dançantes,

Pudesse transmitir o que sinto aqui dentro.

Que essa canção alcance seus ouvidos,

Como um suave afago, como um belo fado,

E ao soar, que ela revele que cada verso

Foi inspirado em seu doce encanto.

Pois assim seria,

Se eu compusesse para você.

Não sei se minha poesia virou canção,

Ou se minha canção se tornou poesia,

Só sei que tudo que eu queria te dizer,

Está nesta canção, para você ouvir.

Paulo Siuves

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