Léa Garcia – 90 Anos

‘Léa Garcia – 90 Anos’, retrospectiva inédita de uma das figuras mais icônicas do cinema nacional, chega ao Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo

Mostra 'Léa Garcia - 90 Anos'
Mostra ‘Léa Garcia – 90 Anos’

Mostra acontece no CCBB SP de 25 de maio a 23 de junho

Com o objetivo de celebrar a obra de uma das figuras mais icônicas do cinema nacional e a sua importância histórica mundial, o Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo apresenta a mostra inédita “Léa Garcia – 90 anos“, que acontece de 25 de maio a 23 de junho.

A retrospectiva apresenta 15 longas protagonizados por Léa Garcia, dentre os quais Orfeu Negro, de Marcel Camus, pelo qual a atriz foi indicada ao prêmio de melhor interpretação feminina no Festival de Cannes, e que abre a mostra no dia 25/05, sábado, às 17h. Baseado na peça de Vinícius de Moraes, o filme vencedor da Palma de Ouro em Cannes e ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro pela França, conta a trágica história romântica entre a jovem Eurídice e o motorista e músico Orfeu.

Com a curadoria de Leonardo Amaral e Ewerton Belico, a programação traz ainda os longas Ganga Zumba, de Cacá Diegues, Compasso de Espera, de Antunes Filho, O Forte , de Olney São Paulo, Feminino Plural, de Vera de Figueiredo, M8 – Quando a morte socorre a vida, de Jeferson De, Ladrões de Cinema, de Fernando Coni Campos, A Deusa Negra, de Ola Balogun, A noiva da cidade, de Alex Viany, Cruz e Souza – poeta do desterro, de Sylvio Back,  Mulheres do Brasil, de Malu di Martino, Um dia com Jerusa, de Viviane Ferreira e O Pai da Rita, A Negação do Brasil e As Filhas do Vento, de Joel Zito Araújo.

Léa Garcia
Léa Garcia

Além das projeções, a Mostra também traz três sessões comentadas por pesquisadores, realizadores e realizadoras que trabalharam com Léa Garcia, e que irão explorar a importância de sua trajetória e seu pioneirismo como protagonista negra no cinema brasileiro.

A primeira será no dia 01/06, sábado, às 14h, com o realizador Joel Zito Araújo logo após a exibição do filme “As Filhas do Vento” e a segunda no dia 08/06, sábado, às 14h, com a pesquisadora Mariana Queen Nwabasili após a exibição do filme “Compasso de Espera”. Já no dia 21/06, sexta-feira, às 16h, acontece o bate papo com o professor e cineasta Juliano Gomes após a exibição do filme “Ladrões de Cinema”.

Um catálogo online será disponibilizado ao público com crítica inédita, artigos raros dedicados à trajetória de Léa Garcia, seu ativismo, sua personalidade criativa e os filmes em que atuou.

Ao realizar esta mostra, o Centro Cultural Banco do Brasil oferece ao público a oportunidade de se aprofundar na carreira de uma artista brasileira conhecida por sua versatilidade e talento, além de valorizar a produção cinematográfica nacional, reafirmando seu compromisso de ampliar a conexão dos brasileiros com a cultura.

SERVIÇO

Mostra de cinema “LÉA GARCIA – 90 ANOS”

Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Período25 de maio a 23 de junho

Ingressos gratuitos, disponíveis em bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB SP

Classificação indicativa: de Livre a 16 anos (consultar programação)

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP 

Entrada acessível: Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal.

Funcionamento: aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças-feiras

Informações: (11) 4297-0600

Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h.

Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.

Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).

Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h.

bb.com.br/cultura

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E-mail: ccbbsp@bb.com.br

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

LÉA GARCIA – 90 ANOS

25 de maio (sábado)

15h30 Abertura com Leonardo Amaral

16h Orfeu Negro, Marcel Camus (1959, 100′), 14 anos

26 de maio (domingo)

14h Ganga Zumba, Cacá Diegues (1963, 100′), 14 anos

16h O Dia de Jerusa, 12 anos

16h25 Feminino Plural, Vera de Figueiredo (1976, 72′), 12 anos

30 de maio (quinta)

17h A Negação do Brasil, Joel Zito Araújo  (2000, 92′), livre

31 de maio (sexta)

18h Billi Pig, José Eduardo Belmonte (2011, 98′), livre

01 de junho (sábado)

15h As Filhas do Vento, 14 anos/ Bate-papo com o realizador Joel Zito Araújo logo após a exibição do filme, 14 anos

17h30 O Pai da Rita, Joel Zito Araújo (2022, 97′), 12 anos

02 de junho (domingo)

14h Ladrões de Cinema, Fernando Coni Campos (1977, 127′), 12 anos

16h30 M8 – Quando a morte socorre a vida, Jeferson De (2020, 84′), 16 anos

06 de junho (quinta)

17h Cruz e Souza – O Poeta do Desterro, Sylvio Back (1988, 86′), livre

07 de junho (sexta)

17h A Deusa Negra, Ola Balogun (1978, 96′), 12 anos

08 de junho (sábado)

15h Compasso de Espera, Antunes Filho (1973, 94′) / Bate-Papo com Mariana Queen Nwabasili após a exibição do filme, 12 anos

18h Mulheres do Brasil, Malu di Martino (2006, 106′), 12 anos

09 de junho (domingo)

14h Ganga Zumba, Cacá Diegues (1963, 100′), 14 anos

16h15 O Pai da Rita, Joel Zito Araújo (2022, 97′), 12 anos

13 de junho (quinta)

16h As Filhas do Vento, Joel Zito Araújo (2005, 85′), 14 anos

14 de junho (sexta)

18h Mulheres do Brasil, Malu di Martino (2006, 106′), 12 anos

15 de junho (sábado)

15h O Forte, Olney São Paulo (1974, 90′), 12 anos

17h Cruz e Souza – Poeta do Desterro, Sylvio Back (1988, 86′), livre

16 de junho (domingo)

14h A Noiva da Cidade, Alex Viany (1978, 130′), 12 anos

16h30 M8 – Quando a Morte Socorre a Vida, Jeferson De (2020, 84′), 14 anos

20 de junho (quinta)

17h Feminino Plural, Vera de Figueiredo (1976, 72′), 12 anos

21 de junho (sexta)

16h Ladrões de Cinema, Fernando Coni Campos (1977, 127′) / Bate-Papo com Juliano Gomes após a exibição do filme, 12 anos

22 de junho (sábado)

14h O Forte, Olney São Paulo (1974, 90′), 12 anos

16h Compasso de Espera, Antunes Filho (1973, 94′), 12 anos

23 de junho (domingo)

14h A Noiva da Cidade, Alex Viany (1978, 130′), 12 anos

16h30 A negação do Brasil, Joel Zito Araújo (2000, 92′), livre

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'A Terceira', exposição com 26 obras inéditas da artista visual Marcia de Moraes estreia dia 28 de agosto no CCBB-SP

Link para download de fotos – crédito Filipe Berndt

‘A Terceira’ fica em cartaz de 28 de agosto a 04 de outubro, todos os dias, das 9h às 18h, exceto às terças, e contará com um catálogo virtual completo

Em ‘A Terceira‘, a artista Marcia de Moraes conjuga questões da arte e da psicanálise. Através do desenho, a artista encontra destino ao que transborda: para o vazio e para o excesso, para o que é radicalmente seu e para aquilo que é pura alteridade. As perguntas que seus desenhos e colagens sustentam encontram-se nas entranhas e nas vísceras, no dentro e no fora, na superfície e na espessura das coisas. No traçado das primeiras formas, Marcia de Moraes abriga o espaço em branco. O intervalo revelado pelo traço do grafite e a cor como preenchimento desfiguram o figurativo, fazendo com que as coisas possam se imiscuir e perder seu contorno fixo.

O nome da exposição é uma referência à conferência feita por Jacques Lacan no VII Congresso da Escola Freudiana de Paris, no dia 1º de novembro de 1974. Na conferência que também recebeu o nome “A Terceira”, Jacques Lacan trata de um ponto central para a psicanálise: a maneira singular como cada sujeito escreve um corpo.  “Dentro da minha interpretação, ele falou sobre o aquilo que não cabe dentro das pessoas. Provavelmente ele está falando de pulsões emocionais, mas no meu caso, eu transponho isso para o desenho, quando eu digo que o que eu desenho é aquilo que não cabe dentro de mim” comenta a artista.

A exposição acontece no subsolo do CCBB-SP, ocupando inclusive o antigo cofre da agência, que hoje se tornou um dos espaços expositivos mais desafiadores da cidade. O subsolo tem área útil de 133 metros quadrados e o espaço interno do cofre possui 33 metros quadrados. Toda essa área do prédio construído em 1901 será ocupada pelas obras inéditas de Marcia, desenhos e colagens criados especialmente para a exposição.

“O cofre é um lugar que sempre me chamou muito a atenção, ele tem um formato quase octogonal que me interessa muito, ele permite que o público tenha uma proximidade muito intensa com o desenho, assim como eu tenho no ateliê. Isso acontece pela própria geografia do espaço.”

Desde 2010 Marcia direciona sua arte na pesquisa do desenho.” Já ouvi muito que o desenho não poderia ir além do que um determinado tamanho do papel, ou de uma determinada situação de esboço, de planejamento, e eu insisti de uma forma muito teimosa, e continuo insistindo até hoje, e essa exposição mostra o quanto isso é possível, acho que ela é o lugar mais longe que já cheguei no meu trabalho com o desenho.”, completa.

“A Terceira” fica em cartaz de 28 de agosto a 04 de outubro, todos os dias, das 9h às 18h, exceto às terças, e contará com um catálogo virtual completo.

Texto crítico da exposição “A Terceira” de Marcia de Moraes

28.8.21 a 04.10.21 CCBB São Paulo

A vertigem de escrever um corpo no abismo do mundo

Bianca Coutinho Dias – psicanalista e crítica de arte

“A Terceira”, exposição de Marcia de Moraes no Centro Cultural Banco do Brasil, conjuga questões da arte e da psicanálise trazendo para o centro de sua obra o corpo pulsional: dentes, seios, folhas, colunas vertebrais, troncos de árvores – vibrações e aspectos disruptivos saltam do seu lugar de origem e se deslocam para as obras expostas. Através do desenho, a artista encontra destino ao que transborda: para o vazio e para o excesso, para o que é radicalmente seu e para aquilo que é pura alteridade.

Na conferência que também recebeu o nome “A Terceira”, Jacques Lacan trata de um ponto central para a psicanálise: a maneira singular como cada sujeito escreve um corpo.

“Quem sabe o que se passa no seu corpo?”, interroga o psicanalista, que diz ainda: “A angústia é justamente alguma coisa que se situa alhures em nosso corpo, é o sentimento que surge dessa suspeita que nos vem de nos reduzirmos ao nosso corpo”. Com Lacan retomamos a novidade freudiana acerca da corporeidade. Na psicanálise, o corpo não se reduz ao campo da biologia, mas se faz a partir da linguagem.

Marcia de Moraes revela que há maneiras de se desdobrar o corpo, de ficcionalizar o que nele incide. Avançando pela produção da artista vemos que um léxico é inventado, e o desenho, que começa sem projeto prévio, encontra caminho na surpresa e no espanto. As perguntas que seus desenhos e colagens sustentam encontram-se nas entranhas e nas vísceras, no dentro e no fora, na superfície e na espessura das coisas. Até onde o corpo suporta? Como se escreve um corpo? De que matéria somos constituídos?

O gesto da artista se delineia na vitalidade explosiva do traço, que abriga também espaços vazios e o intervalo entre a nascente da imagem e sua inscrição. Diferentes pedaços do real vêm causar desejos e produzir efeitos, como uma condição que a leva a buscar um dispositivo topológico e discursivo que é uma espécie de profanação, como uma linguagem que se emancipa de seus fins figurativos e se prepara para um novo uso, para uma nova experiência do olhar.

No livro “O que vemos, o que nos olha”, Georges Didi-Huberman nos convida a inquietar a visão diante da obra de arte e experimentar o que não vemos. Na obra de arte pode haver algo que atinja nosso olhar, que chame à perda de nossas certezas sobre o objeto e nos lance ao espaço em que possa vicejar a invenção.

No traçado das primeiras formas, Marcia de Moraes abriga o espaço em branco. O intervalo revelado pelo traço do grafite e a cor como preenchimento desfiguram o figurativo, fazendo com que as coisas possam se imiscuir e perder seu contorno fixo. Dos desenhos às colagens há um movimento de sístole e diástole. Se nos desenhos seus acenos são de grande amplitude e expansão, nas colagens há outro tipo de gesto, um outro tempo.

Numa dimensão de hibridismo e de inclassificável, seu trabalho não se deixa capturar com facilidade. O modo de preencher os espaços com cores se aproxima do pictórico. Usando sua matéria pulsátil – o lápis de cor – a artista encontra, na mistura sensível, algo de uma estética e uma ética, como no desenho “O mormaço e o azul”: uma abertura em um espaço tramado entre a cor e o fenômeno da natureza que se experimentam dialeticamente. Ou ainda em “Onda solta”, que busca na canção de Chico Buarque a evocação de um movimento encontrado no sinuoso de uma aparição.

As referências partem de lugares diversos: o ambiente natural, uma música, um poema ou mesmo a obra de outra artista, como em “Altos e baixos after Louise”, uma homenagem à Louise Bourgeois. Seu trabalho cria dobras, desdobra-se, duplica e mistura discursos numa construção labiríntica que concede voz ao inanimado. Uma irradiação incessante acontece nas colagens feitas de recortes de desenhos, conjugando espanto a uma ironia fina, que comparece já nos títulos de obras como “Octopus”, “Tava cheio, vazou”, “Ups and downs”, “Argolas Tropicais”, “Sinuca”. Os próprios nomes dados sabem perverter a linguagem, jogam com as ambiguidades e as circularidades da vida: em alguns dos trabalhos, os “Anéis”, o “Carrossel” ou mesmo os “Filetes” que comparecem dos títulos à forma, injetam tremores na nomeação, sustentando algo de delirante que pode encontrar o indizível, o inominável, o real, o ponto em que toda significação escoa.

Em suas profanações, Marcia de Moraes ousa desinvestir as camadas de sentido até o osso, escrevendo uma geografia corporal própria que enoda natureza e cultura, botânica e poesia, onde ranhuras desenham horizontes improváveis.

Um furacão ou a chuva podem criar derivações convulsivas do afeto como em “Chuva choro”, obra em que forma, cor e conteúdo conversam e criam camadas de acontecimento e espelhamento entre a vertigem do sensível e a vibração líquida da natureza.  Elementos se repetem criando uma cartografia própria: um conjunto aberto sem lugares definitivos, uma resposta ao real que abriga o estranhamento necessário para se produzir algo, onde o irrepresentável e o impensável podem aparecer.

“Êxtase” – trabalho em que o que conecta é também o que separa – traz imagens que dizem do nascimento das coisas, e reverberam uma experiência vertiginosa e a sensação de certo embaraço interpretativo. São formas com enorme carga de sentido mas sempre, em alguma medida, inacessíveis ou inassimiláveis. Trata-se do feminino em convulsão, como no “Êxtase de Santa Teresa”, escultura de Bernini que reverbera um corpo pulsional marcado pela linguagem. E como em Loie Fuller – atriz e dançarina que desenha movimentos envolvida em gestos e tecidos – algo de dança serpenteia a agudeza do trabalho de Marcia de Moraes, feito de dobras e curvas decompostas, a partir de uma compreensão que articula o invisível ao visível.

Em suas obras, que agora se apresentam de maneira intimista – expostas, mas guardadas em cofre-forte, – podemos entrever a relação viva da cadência própria do feminino, como num poema de Hilda Hilst:

Por que não posso pontilhar de inocência e poesia

ossos, sangue, carne, o agora

e tudo isso em nós que se fará disforme?

E, daí, tocar um corpo em sua arquitetura, em sua paisagem: trechos de vida escritos no abismo do mundo.

Sobre Marcia de Moraes

Marcia de Moraes

São Carlos, Brasil, 1981.

Vive e trabalha em São Paulo, Brasil.

Marcia de Moraes busca na abstração do traço e no preenchimento com lápis de cor o endereço poético para suas criações. Sua obra tem a coesão dos procedimentos que emprega; primeiro se dedica ao esboço dos traços feitos com grafite, fluidos e ágeis, para depois preencher com cores intensas as possibilidades delineadas — sem repetir formas ou combinações cromáticas. Seu trabalho é um turbilhão visual em constante transformação, com matizes únicas e traços expressivos. Suas obras articulam-se em dípticos e polípticos nos quais os traços e cores atravessam os limites do papel, por vezes encontrando continuações óbvias e por ora encontrando elementos díspares. Nas ocasiões em que a artista não se satisfaz apenas com o plano bidimensional ela o corta, fragmenta e o remonta criando uma nova dinâmica entre as partes. Nessas colagens, os pequenos desenhos redimensionados pela cisão, quando remontados num jogo de encontros improváveis em diferentes planos, ganham uma tridimensionalidade inesperada. Tal exploração tridimensional culminou em sua recente pesquisa em esculturas feitas em cerâmica esmaltada, nas quais está presente o vocabulário imagético que vem desenvolvendo há dez anos em seus desenhos e colagens: línguas, dentes, ovos, cordões umbilicais, estruturas cilíndricas e circulares, ossos, caules, caudas, entre outros.

Marcia de Moraes é Bacharel e Mestre em Artes pela Unicamp. Dentre suas exposições individuais destacam-se: História do Olho, Galeria Leme, São Paulo (2018), O Sopro, Centro de Arte Contemporânea W, Ribeirão Preto, Brasil (2018); Os fósseis ou as laranjas, Oficina Cultural Oswald de Andrade, São Paulo (2016); Elaine Arruda e Marcia de Moraes: Cheio de Vazio, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2014); À Deriva no Azul, Carpe Diem Arte e Pesquisa, Lisboa, (2011); Saint Clair Cemin / Marcia de Moraes: Correspondance Bresiliènne, VL Contemporary, Paris, França (2011);  Marcia de Moraes, Centro Universitário Maria Antonia, USP, São Paulo (2009-2010) . Dentre as coletivas, destacam-se: O Pequeno Colecionador,Carbono Galeria, São Paulo (2020); Studiolo XXI – desenho e afinidades, Fundação Eugénio de Almeida, Évora, Portugal (2019),  Intercâmbios / Tempos Cruzados, SESC Quitandinha, Petrópolis, Brasil (2018) Acervo MARP- Aquisições Recentes, Museu de Arte de Ribeirão Preto, (2018); Library of Love, Contemporary Arts Center, Cincinnati, EUA (2017). A artista já fez três residências artísticas: em 2010 foi residente em La Cour Dieu em La-Roche-en-Brenil, França; em 2011 esteve no Carpe Diem Arte e Pesquisa em Lisboa e em 2013 recebeu uma bolsa do Ministério das Relações Exteriores do Brasil para fazer uma residência na Fundación Ace em Buenos Aires, Argentina. Em 2011 ganhou o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea, São Paulo. Em 2016 foi contemplada com o Pollock-Krasner Foundation Grant, Nova York, EUA. Teve um livro sobre sua obra publicado pela editora Cobogó, Rio de Janeiro, em 2017. Atualmente prepara sua próxima exposição individual A terceira, que acontecerá no Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo, entre agosto e outubro de 2021. www.marciademoraes.com.br

Marcia de Moraes
Chifre de Veado, 2021
Colagem de papéis desenhados com grafite e lápis de cor
80 x 88 cm

Foto: Filipe Berndt
Cortesia Galeria Leme, São Paulo

Marcia de Moraes
Sinuca, 2018
Colagem de papéis desenhados com grafite e lápis de cor
86 x 74 cm

Coleção Particular, São Paulo
Foto: Filipe Berndt
Cortesia Galeria Leme, São Paulo

Marcia de Moraes
Ups and downs, 2019
Colagem de papéis desenhados com grafite e lápis de cor
77 x 70 cm

Coleção Particular, São Paulo
Foto: Filipe Berndt
Cortesia Galeria Leme, São Paulo

Marcia de Moraes
Onda Solta, 2021
Grafite e lápis de cor sobre papel
150 x 185 cm

Coleção Particular, São Paulo
Foto: Filipe Berndt
Cortesia Galeria Leme, São Paulo

Marcia de Moraes
O êxtase, 2021
Grafite e lápis de cor sobre papel 153 x 180 cm (díptico)

Coleção Particular, São Paulo
Foto: Filipe Berndt
Cortesia Galeria Leme, São Paulo

Marcia de Moraes
Chuva Choro, 2021
Grafite e lápis de cor sobre papel 140 x 430 cm (tríptico)
Foto: Filipe Berndt

Cortesia Galeria Leme, São Paulo

Serviço:  

A Exposição

A Terceira, de Marcia de Moraes

De 28 de agosto de 2021 a 04 de outubro de 2021.

Todos os dias, das 9h às 18h, exceto às terças.

Apoio Institucional: Galeria Leme

Texto crítico: Bianca Coutinho Dias

Projeto de Iluminação: Carlos Fortes

Programação visual: Thalita Munekata

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Video: Laerte Késsimos

Classificação indicativa: livre.

Entrada gratuita.

Visitação com hora agendada pelo site / app Eventim, mediante disponibilidade.

Todas as obras são inéditas.  São 26 trabalhos entre desenhos e colagens.

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo –

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, São Paulo–SP

Aberto todos os dias, das 9h às 18h, exceto às terças.

Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô

Informações: (11) 4297-0600

Estacionamento Conveniado e Translado: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). No trajeto de volta, tem parada na estação República do Metrô

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ccbbsp@bb.com.br




Mostra 'De Portugal para o Mundo' ao Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) São Paulo

Evento acontece de 14 de julho a 9 de Agosto, com entrada gratuita. Na programação, 28 filmes dos mais aclamados cineastas lusitanos contemporâneos

Com o intuito de trazer para a população paulista uma das cinematografias mais interessantes da atualidade e promover um encontro cultural entre dois países ligados historicamente, o CCBB São Paulo recebe de 14 de julho a 9 de agosto a mostra “De Portugal para o mundo”.

Com curadoria de Pedro Henrique Ferreira, a programação apresenta uma seleção de 28 filmes, entre longas e curtas-metragens, dos mais aclamados cineastas lusitanos contemporâneos. O evento inclui também debates com especialistas e bate-papos com diretores. Tudo com entrada gratuita. A programação completa estará disponível em link nas redes sociais do CCBB.

A Mostra abre com o premiado “Vitalina Varela”, de Pedro Costa, inédito no circuito comercial do Brasil e que fará a sua première na capital paulista. No longa, Vitalina Varela, 55 anos, cabo-verdiana, chega a Portugal três dias depois do funeral do marido. Há mais de 25 anos que Vitalina esperava o seu bilhete de avião e agora vai ter de se deparar com uma pátria diferente do idealizado.

“De Portugal para o mundo” apresenta filmes de cineastas de projeção internacional, considerados alguns dos maiores diretores vivos na atualidade. A curadoria concentrou-se principalmente nas produções que obtiveram premiações e sucesso no exterior, como “A portuguesa” (2019), de Rita Azevedo Gomes; “Tabu” (2012), de Miguel Gomes; “O estranho caso de Angélica” (2010), de Manoel de Oliveira; entre outros.

A mostra propõe também uma discussão em torno do cinema português, com debates temáticos, unindo pesquisadores brasileiros e portugueses; e bate-papos com diretores. Serão eventos via videoconferência, online, abertos e gratuitos.

“A ideia é entender os elementos que possibilitaram a emergência de um período tão exitoso no cinema português, num diálogo com a experiência cultural e cinematográfica brasileira hoje”, diz o curador Pedro Ferreira. O projeto conta, ainda, com a confecção de um catálogo com textos inéditos, reproduções e entrevistas, assinados por pesquisadores, críticos de cinema, técnicos e produtores portugueses e brasileiros.

O CCBB SP está adaptado às novas medidas de segurança sanitária: entrada apenas com agendamento on-line, controle da quantidade de pessoas no prédio, fluxo único de circulação, medição de temperatura, uso obrigatório de máscara, disponibilização de álcool gel e sinalizadores no piso para o distanciamento. No cinema, a capacidade foi reduzida para 50%, com higienização completa antes de cada apresentação/sessão, além do distanciamento de dois metros entre as poltronas. A bilheteria presencial está proibida, todos os ingressos serão disponibilizados no site eventim.com.br

FICHA TÉCNICA

Curadoria: Pedro Henrique Ferreira

Coordenação Geral: Eduardo Cantarino

Produção Executiva: Pedro Nogueira

Assistente de produção: Luiza Jambeiro

GRADE DE PROGRAMAÇÃO

SÃO PAULO – DIA A DIA

De Portugal para o mundo

CCBB São Paulo

14 de julho a 9 de agosto de 2021

 

14 de julho – Quarta-feira

14h00 – Curtas 1

Nyo Vweta Nafta, de Ico Costa, 2017, 22 minutos, Cor, 16 anos

Farpões, baldios, de Marta Mateus, 2017, 25 minutos, Cor, 12 anos

Balada de um batráquio, de Leonor Teles, 2016, 12 minutos, Cor, 12 anos

16h00 – Pré-estreia: Vitalina Varela, de Pedro Costa, 2019, Cor, 124 minutos, 12 anos

 15 de julho – Quinta-feira

14h00 – Curtas 2

O corcunda, de Gabriel Abrantes e Ben Rivers, 2016, 29 minutos, Cor, 14 anos

Ascensão, de Pedro Peralta, 2016, 17 minutos, Cor, 16 anos

Redenção, de Miguel Gomes, 2013, 26 minutos, Cor e P&B, Livre

16h00 – Cartas da guerra, de Ivo M. Ferreira, 2016, P&B, 105 minutos, 14 anos

16 de julho – Sexta-feira

14h00 – Fordlandia Malaise, de Susana de Sousa Dias, 2019, 40 minutos, P&B, 10 anos

16h00 – Colo, de Teresa Villaverde, 2017, Cor, 136 minutos, 14 anos

17 de julho – Sábado

14h00 – Curtas 3

Como Fernando Pessoa salvou Portugal, de Eugene Green, 2018, 26 minutos, Cor, 14 anos

O velho do restelho, de Manoel de Oliveira, 2014, 19 minutos, Cor, 10 anos

O mar enrola na areia, de Catarina Mourão, 2019, 15 minutos, P&B, Livre

15h45 – A fábrica de nada, de Pedro Pinho, 2017, Cor, 177 minutos, 14 anos

 18 de julho – Domingo

14h00 – O estranho caso de Angélica, de Manoel de Oliveira, 2010, Cor, 97 minutos, 12 anos

16h15 – Vitalina Varela, de Pedro Costa, 2019, Cor, 124 minutos, 12 anos

19 de julho – Segunda-feira

14h – Ramiro, de Manuel Mozos, 2017, Cor, 104 minutos, 14 anos

16h15 – Colo, de Teresa Villaverde, 2017, Cor, 136 minutos, 14 anos

 21 de julho – Quarta-feira

15h00 – A fábrica de nada, de Pedro Pinho, 2017, Cor, 177 minutos, 14 anos

 22 de julho – Quinta-feira

14h30 – Volta à terra, de João Pedro Plácido, 2014, Cor, 78 minutos, 16 anos

16h30 – O estranho caso de Angélica, de Manoel de Oliveira, 2010, Cor, 97 minutos, 12 anos

18h30 – Debate online – “Meios e Modos – Financiamento, Distribuição e Circulação” – pelo aplicativo Zoom, Livre.

23 de julho – Sexta-feira

14h – Cartas da guerra, de Ivo M. Ferreira, 2016, P&B, 105 minutos, 14 anos

16h30 – Tabu, de Miguel Gomes, 2013, P&B, 118 minutos, 12 anos

 24 de julho – Sábado

14h – Fantasia lusitana, de João Canijo, 2010, P&B e Cor, 66 minutos, 14 anos

16h – A portuguesa, de Rita Azevedo Gomes, 2019, Cor, 136 minutos, 12 anos

25 de julho – Domingo

14h – A árvore, de André Gil Mata, 2018, P&B e Cor, 104 minutos, 12 anos

16h15 – Eldorado XXI, de Salomé Lamas, 2016, Cor, 125 minutos, 12 anos

26 de julho – Segunda-feira

15h – É na terra, não é na lua, de Gonçalo Tocha, 2011, Cor, 180 minutos, Livre

28 de julho – Quarta-feira

14h – A vida invisível, de Vítor Gonçalves, 2013, Cor, 73 minutos, 12 anos

16h30 – Fordlandia Malaise, de Susana de Sousa Dias, 2019, 40 minutos, P&B, 10 anos

 29 de julho – Quinta-feira

14h – John From, de João Nicolau, 2015, Cor, 100 minutos, Livre

16h30 – Understory, de Margarida Cardoso, 2019, Cor, 81 minutos, 12 anos

19h – Debate online – “Cinema Português e o Contemporâneo” – pelo aplicativo Zoom, Livre. (evento com tradução simultânea em libras)

30 de julho – Sexta-feira

14h – Curtas 1

Nyo Vweta Nafta, de Ico Costa, 2017, 22 minutos, Cor, 16 anos

Farpões, baldios, de Marta Mateus, 2017, 25 minutos, Cor, 12 anos

Balada de um batráquio, de Leonor Teles, 2016, 12 minutos, Cor, 12 anos

16h – A portuguesa, de Rita Azevedo Gomes, 2019, Cor, 136 minutos, 12 anos

 31 de julho – Sábado

14h – Tabu, de Miguel Gomes, 2013, P&B, 118 minutos, 12 anos

16h – O ornitólogo, de João Pedro Rodrigues, 2016, Cor, 118 minutos, 14 anos

01 de agosto – Domingo

14h – Curtas 2

O corcunda, de Gabriel Abrantes e Ben Rivers, 2016, 29 minutos, Cor, 14 anos

Ascensão, de Pedro Peralta, 2016, 17 minutos, Cor, 16 anos

Redenção, de Miguel Gomes, 2013, 26 minutos, Cor e P&B, Livre

15h45 – E agora? Lembra-me, de Joaquim Pinto, 2013, Cor, 164 minutos, 16 anos

02 de agosto – Segunda-feira

14h – Fantasia lusitana, de João Canijo, 2010, P&B e Cor, 66 minutos, 14 anos

16h – Volta à terra, de João Pedro Plácido, 2014, Cor, 78 minutos, 16 anos

04 de agosto – Quarta-feira

14h –  Curtas 3

Como Fernando Pessoa salvou Portugal, de Eugene Green, 2018, 26 minutos, Cor, 14 anos

O velho do restelho, de Manoel de Oliveira, 2014, 19 minutos, Cor, 10 anos

O mar enrola na areia, de Catarina Mourão, 2019, 15 minutos, P&B, Livre

16h – A árvore, de André Gil Mata, 2018, P&B e Cor, 104 minutos, 12 anos

(sessão com audiodescrição e legenda descritiva)

 18h – Bate-papo online com o diretor André Gil Mata, de A Árvore, pelo aplicativo Zoom, Livre.

 05 de agosto – Quinta-feira

15h – É na terra, não é na lua, de Gonçalo Tocha, 2011, Cor, 180 minutos, Livre

06 de agosto – Sexta-feira

14h – Understory, de Margarida Cardoso, 2019, Cor, 81 minutos, 12 anos

16h30 – O ornitólogo, de João Pedro Rodrigues, 2016, Cor, 118 minutos, 14 anos

07 de agosto – Sábado

14h – Eldorado XXI, de Salomé Lamas, 2016, Cor, 125 minutos, 12 anos

16h – Bate-papo online com a diretora Margarida Cardoso, de Understory, pelo aplicativo Zoom, Livre

17h – John From, de João Nicolau, 2015, Cor, 100 minutos, Livre

08 de agosto – Domingo

14h – Ramiro, de Manuel Mozos, 2017, Cor, 104 minutos, 14 anos

16h30 – A vida invisível, de Vítor Gonçalves, 2013, Cor, 73 minutos, 12 anos

09 de agosto – Segunda-feira

15h – E agora? Lembra-me, de Joaquim Pinto, 2013, Cor, 164 minutos, 16 anos

 

SERVIÇO

Mostra de cinema “De Portugal para o Mundo”

Data: 14 de julho a 9 de agosto

 Local: Centro Cultural Banco do Brasil – Cinema

Ingressos: Evento Gratuito – Ingresso pelo site ou app Eventim

Classificação indicativa de acordo com cada filme

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, São Paulo–SP

Aberto todos os dias, das 9h às 18h, exceto às terças.

Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô

Informações: (11) 4297-0600

Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228 (R$ 14 por seis horas, necessário validar ticket na bilheteria). Uma van faz o traslado gratuito entre o estacionamento e o CCBB. No trajeto de volta, tem parada no Metrô República.

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