Living corpse

Surendra Nagaraju: Poem ‘Living corpse’

Surendra Nagaraju - Elanaaga
Surendra Nagaraju – Elanaaga
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Despite having eyes,

I can’t see beautiful things.

Though I have ears,

I can’t listen to sweet notes.

I have a heart

But no feelings are born in it.

Isn’t a corpse better than me?

Elanaaga

Cadáver vivo

Apesar de ter olhos,

não consigo ver coisas belas.

Embora tenha ouvidos,

não consigo ouvir notas doces.

Tenho um coração,

mas nele não nascem sentimentos.

Não seria um cadáver melhor do que eu?

Elanaaga

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A janela

José Antonio Torres: ‘A janela’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem criada pela IA da Meta.
28 de maio de 2026 às 11:28h

Sempre que por aqui caminho, te vejo na janela. Ela significa um portal que nos separa, em vez de nos conectar.
Me frustro, pois você não percebe a minha presença.
Meu coração grita por ti.
Sou completamente ignorado.
Enquanto te admiro, encantado por tua beleza, você sequer percebe a minha sombra.
Sigo o meu caminho, triste e desolado. Tudo eu faria por um simples olhar.
O mundo eu daria por um sorriso teu.
Mas nada, nada acontece.
Apenas a atmosfera gélida do vazio da tua frieza.
Estou ausente do teu horizonte.
Não entendo por que a imensidão do meu amor não consegue chamar a tua atenção.
Olhe para mim! Me perceba! Eu imploro! Silêncio e abstração são o que recebo em resposta.
Sigo na esperança de, um dia, o teu olhar se desviar e me encontrar.
E assim, extasiado, ver um sorriso teu dirigido a mim.
Nesse dia, sentirei todo o esplendor da vida me envolver.
Só então, exatamente nesse momento,
me sentirei vivo e a vida fará sentido.

José Antonio Torres

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Um pouco da nossa alegria

Jacob Kapingala: Poema ‘Um pouco da nossa alegria’

Logo da seção O Leitor Participa
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Extinguir o bem do coração,
É o pior que se pode fazer.
Embora os dias sejam de aflição,
Há que se ter amor pra viver.

O futuro não se pode apressar.
Viver é ter calma e ver onde se põe o coração.
Pois apesar de tudo que nos faz chorar,
Há sempre um fim para a desolação.

Não precisa gritar para ser ouvido.
As palavras sabem muito bem chegar ao seu destino.
E mesmo que o caminho seja tão temido,
Siga como um bom peregrino.

O hoje deve ser sempre bem-vindo,
Tal como se deseja o raiar do dia.
E caso a luz não nos esteja sorrindo,
Então, que sejamos nós a dar-lhe um pouco da nossa alegria.

Jacob Kapingala

Jacob Kapingala
Jacob Kapingala

Jacob Kapingala, 28, é natural da província de Huambo (Angola) e reside em Luanda. Estudou Pedagogia na Escola Missionária do Verbo Divino (Santa Madalena) e atualmente exerce a função de professor do ensino primário.

É escritor e poeta, com participação em algumas antologias e revistas literárias do Brasil e de Portugal.

Teve o desejo de colocar no papel aquilo que pensava somente em 2018, ano em que escreveu seus primeiros poemas. Porém, foi somente em 2019 que passou a se dedicar de corpo e alma à poesia.

É académico da CILA – Confraria Internacional de Literatura e Arte, da ABMLP – Academia Biblioteca Mundial de Letras y Poesía e da Academia Virtual dos Poetas da Língua Portuguesa.

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Quando o coração encontra o dedo

Karla Dornelas: ‘Quando coração encontra o dedo’

Seção O Leitor Participa
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Imagem gerada pelo ChatGPT - https://chatgpt.com/c/69bff2f2-b8ec-83e9-9950-88a192d95966
Imagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69bff2f2-b8ec-83e9-9950-88a192d95966

Quando o coração se encontra na ponta do dedo,
ao cair de um alpendre
— que daria duplos saltos em gatos mais ariscos —
eu me joguei no universo.

E foi o dedo que encontrou o ferro
da porta do carro.

O quase desmaio
veio de dor.

E eu lá queria saber de curativo…

Eu sabia:
o coração batia ali,
no dedo,
na unha que mudava de cor.

Quem usa branco?

Eu queria era roxo neon.

O pisca-alerta do meu dedo
agora estava ligado.

Muito mais que meu coração em frangalhos,
numa tarde que se reconstruía
entre espasmos e silêncio.

E ali,
na dor mais simples,
me lembrei da minha humanidade.

O que escorria
não era só sangue.

Era mistura de lágrimas antigas,
de cicatrizes ocultas,
de tudo que ainda lateja
sem nome.

O dedo, cerrado.

O coração?

Esse…
hoje pulsa no corpo inteiro.

Mas uma tarde que chorou
como eu chorei,
não me para.

Nem o dedo na porta.

Porque eu vivo além das linhas.

Vivo por voar
entre os meus ‘eus’.

Karla Dornelas

Karla Dornelas
Karla Dornelas

Karla Dornelas, natural de Caratinga (MG), é escritora e poetisa. Membro da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA e da Academia Brasileira de História e Literatura – ABHL, com projetos literários em desenvolvimento, incluindo a reedição de seu primeiro livro de poesias, ‘Simplesmente Você’.

Ao longo de sua trajetória, foi contemplada com menções honrosas por sua dedicação à arte e à literatura.

Sua escrita nasce do olhar sensível sobre o cotidiano, transformando o mundo em experiências poéticas e afetivas.

Com linguagem marcada pela delicadeza, musicalidade e criação de vocabulário próprio, busca dar voz ao invisível e valorizar o que é essencialmente humano, dedicando-se à construção de uma trajetória literária voltada à arte de tocar e transformar o leitor por meio da palavra.

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Gem of a counsel

Surendra Nagaraju: Poem ‘Gem of a counsel’

Surendra Nagaraju - Elanaaga
Surendra Nagaraju – Elanaaga
Imagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69bd3748-6854-83e9-89c9-c48657ddf47a

God has given us a mouth
to talk sparingly,
and a pair of hands to
comfort others caringly.
“Always talk less and work more”
is what should dwell in your heart’s core.

Elanaaga

Value of words

Words are ducks that swim
in the lake of a composition.
Don’t push them in large numbers;
they will give rise to congestion.

Words are gems set
in a crown – they add to elegance.
Don’t overuse them,
else they will produce repugnance.

Elanaaga

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Sonho ou paixão?

Eliana Hoenhe Pereira: Poema ‘Sonho ou paixão?’

Eliana Hoenhe Pereira
Eliana Hoenhe Pereira
Imagem criada por IA do Grok - 02 de fevereiro de 2026, às 10:02 PM - https://grok.com/imagine/post/f65b3207-47e3-4c1e-8ad8-61c93a948db8
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Sonho ou paixão, 

só sei que mexe com o meu coração. 

Revestir-me-ei de desejos

e cobrir-te-ei com os meus beijos.

Navegar pelo luar

à luz das estrelas douradas 

a brilhar ;

ouvir palavras adocicadas

como quem tem a certeza dos passos.

Amar-te-ei em ninho de felicidade. 

Quero adormecer ao teu lado,

perder-me no teu abraço. 

Um querer de alma 

que aquece e floresce. 

Eliana Hoenhe Pereira

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Excesso de paixão

 Jacob Kapingala: Poema ‘Excesso de paixão’

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Imagem criada por IA do Grok
Imagem criada por IA do Grok

Beleza indescritível,
Que nem Cleópatra.
Personalidade desejável,
Em ti qualquer um encontra.

Mexes com todos os meus sentidos!
Quero-te aqui comigo, mesmo que não faça sentido.
Mas pouco importa o sentido…
Pois contigo perco os sentidos.

Por ti, a lei eu infrinjo,
Não sou um anjo,
Mas por ti, eu me finjo,
Pra te ter faço qualquer arranjo.

Faço e desfaço.
Meu amor por ti é de aço!
Eu até tento e me faço,
Mas meu coração é teu espaço.

Meu amor por ti é crônico,
Até eu estou atónito.
Eu sei… Parece irônico,
Mas é o que ocorre de facto.

Meu amor por ti é um lindo verso,
É um amor do tamanho do universo,
É um mundo genial no qual pertenço,
É tão puro como uma criança no berço.

 
Jacob Kapingala

 Jacob Kapingala
Jacob Kapingala

Jacob Kapingala, 28, é natural da província de Huambo (Angola) e reside em Luanda. Estudou Pedagogia na Escola Missionária do Verbo Divino (Santa Madalena) e atualmente exerce a função de professor do ensino primário.

É escritor e poeta, com participação em algumas antologias e revistas literárias do Brasil e de Portugal.

Teve o desejo de colocar em um papel aquilo que pensava somente em 2018, ano em que escreveu seus primeiros poemas. Porém, foi somente em 2019 que passou a se dedicar de corpo e alma à poesia.

É académico da CILA – Confraria Internacional de Literatura e Arte, da ABMLP – Academia Biblioteca Mundial de Letras y Poesía e da Academia Virtual dos Poetas da Língua Portuguesa.

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