Minas Gerais

Marli Freitas: ‘Minas Gerais’

Marli Freitas
Marli Freitas
Vista da cidade histórica de Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil
Imagem Freepik – https://share.google/JTEens35cblYZ7Van

Minas Gerais é um estado localizado na região Sudeste do Brasil, fazendo fronteira com São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Goiás. Possui 853 cidades, representando 15,32% do total de municípios do país. Se destaca pelas suas belezas naturais e pelo patrimônio histórico. É o quarto estado com maior área territorial e o segundo maior em quantidade de habitantes. Disposto sobre uma área planáltica, com temperaturas amenas ao longo do ano. Sua vegetação predominante é o cerrado e o animal que o simboliza é a seriema. Possui uma extensa rede hidrográfica, com cinco grandes bacias que cobrem 90% do estado: São Francisco, Grande, Paranaíba, Doce e Jequitinhonha.

Sua bandeira é composta por um triângulo vermelho sobre um fundo branco, com a inscrição “Libertas quae sera tamen” (Liberdade ainda que tardia). Representando o ideal revolucionário da Inconfidência Mineira, um movimento de resistência contra a Coroa Portuguesa.

Sua cultura é rica e diversa, fruto da miscigenação de influências indígenas, africanas, portuguesas e outros grupos que se estabeleceram na região e se manifesta em diversos aspectos, como culinária, festas populares, manifestações religiosas e artesanato.

A sua culinária é um dos principais símbolos da identidade do estado, com pratos como queijo, pão de queijo, feijão tropeiro, frango com quiabo, galinhada, arroz com suã, tutu de feijão, leitão à pururuca, vaca atolada, caldos diversos e doces caseiros, além disso, um forte símbolo é o fogão a lenha. Possui diversas festas tradicionais, como Folia de Reis, juninas, folclóricas, do peão, cavalgadas, devoção à Nossa Senhora, do Divino, Círio de Nazaré e muitas outras de acordo com a história local.

O artesanato mineiro é conhecido pela variedade de técnicas e materiais, como o trabalho em madeira, pedra sabão, couro, cerâmica, com destaque para peças utilitárias e decorativas. Na música, a sua expressão autêntica é a moda de viola e ritmos regionais. Seu patrimônio histórico é marcado por uma arquitetura colonial, com suas igrejas, casarões, cidades históricas como Ouro Preto, Mariana, Tiradentes e Diamantina, que dão testemunho de sua riqueza histórica e cultural.

Algumas gírias mais comuns incluem “uai”, “trem”, “sô”, “nó” e “bão”. Essas expressões podem ser usadas para demonstrar surpresa, dúvida, espanto ou simplesmente para iniciar uma conversa ou dar ênfase a algo. Além disso tem o costume de abreviar as palavras e omitir letras e sílabas, como “ocê” (você), “procê” (para você). A “mineiridade” é um conceito que engloba todos esses elementos, representando a identidade e o jeito acolhedor, construído ao longo de sua história.

Sua economia é impulsionada pelo crescimento em todas as atividades econômicas, como a indústria extrativa mineral, turismo e agronegócio. Na indústria: a metalurgia, a construção e a extração de minerais metálicos são relevantes. É conhecido pela produção de minério de ferro e ouro, além de possuir grande potencial em outros minerais. Ocupa posição de destaque no agronegócio brasileiro, sendo um dos principais estados produtores e exportadores do país. Grande produtor de leite, café e carnes, além de ser importante produtor de outros alimentos.

Como ponto turístico mais visitado de Minas Gerais temos o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte e a cidade de Ouro Preto, com seu centro histórico preservado; Capitólio e Serra do Cipó, famosos por suas paisagens naturais e atividades de ecoturismo.

A literatura mineira forma um mosaico diverso, que reúne desde romances grandiosos e contos poéticos até crônicas humorísticas e obras infantis encantadoras. Como destaque temos Adélia Prado, Ailton Krenak (liderança indígena que tomou posse recentemente na Academia Brasileira de Letras), Carlos Drummond de Andrade, Carolina Maria de Jesus, Conceição Evaristo, Fernando Sabino, Henriqueta Lisboa, João Guimarães Rosa, Rubem Fonseca, Ziraldo, Rubem Alves entre outros.

Minas Gerais possui uma rica história marcada por figuras importantes em diversas áreas que incluem: Tiradentes, líder da Inconfidência Mineira; Aleijadinho, escultor barroco; Santos Dumont, pioneiro da aviação; Carlos Drummond de Andrade, poeta; Guimarães Rosa, escritor; Chico Xavier, médium; Chica da Silva, mulher negra que desafiou a sociedade da época; Carlos Chagas, cientista que descobriu a doença de chagas; Juscelino Kubitschek, político responsável pela fundação de Brasília.

Concluo com o veredito de Carlos Drummond de Andrade: “Ser mineiro é ser religioso e conservador, é cultivar as letras e as artes, é ser poeta e literato. É gostar de política e amar a liberdade. É viver nas montanhas, é ter vida interior. É ser gente.”

Marli Freitas

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Expansão de consciência

SAÚDE INTEGRAL

Joelson Mora

Expansão de consciência, ancestralidade
e os limites entre cura e risco

Joelson Mora
Joelson Mora
magem criada por IA do Bing - 14 de janeiro de 2026,  às 12:00 PM
Imagem criada por IA do Bing – 14 de janeiro de 2026,
às 12:00 PM

A busca humana por sentido, cura e transcendência não é algo moderno. Desde os primórdios, o ser humano recorre à natureza, aos rituais e à espiritualidade para compreender sua existência, aliviar dores e responder perguntas que o corpo sozinho não explica. Dentro desse contexto ancestral surge a Ayahuasca, uma bebida sagrada utilizada há séculos por povos indígenas da Amazônia.

Mas o que, de fato, é a Ayahuasca? Ela cura? Expande a consciência? Apresenta riscos? Onde termina a espiritualidade? 

Neste artigo proponho uma reflexão sem romantização e sem demonização, unindo cultura, ciência e saúde integral.

O termo Ayahuasca tem origem no quíchua, onde ‘aya’ significa espírito ou ancestral, e ‘waska’ significa cipó ou corda. A tradução mais conhecida é ‘cipó dos espíritos’ ou ‘corda que liga o mundo físico ao espiritual’.

Tradicionalmente, a bebida é utilizada em rituais de:

  • Cura espiritual e emocional;
  • Autoconhecimento;
  • Iniciação e orientação da comunidade;
  • Reconexão com a natureza

Para os povos originários, não se trata de uma substância recreativa, mas de um sacramento, conduzido com respeito, preparo e propósito.

A Ayahuasca é preparada a partir da combinação de duas plantas principais:

  • Banisteriopsis caapi (cipó-mariri), rica em beta-carbolinas, que inibem a enzima MAO;
  • Psychotria viridis (chacrona), que contém DMT (dimetiltriptamina), uma substância psicoativa potente.

Essa combinação permite que o DMT atue no cérebro, provocando alterações profundas na percepção, nas emoções e na consciência.

Do ponto de vista fisiológico, o corpo entra em um estado de estresse controlado, com possíveis efeitos como:

  • Náuseas e vômitos (tradicionalmente chamados de ‘purga’);
  • Alterações na pressão arterial;
  • Aumento da frequência cardíaca;
  • Dilatação das pupilas.

No cérebro, ocorre uma modulação intensa do sistema serotoninérgico e uma redução temporária da chamada default mode network (rede de modo padrão), área relacionada ao ego e à identidade pessoal.

Os relatos mais comuns incluem:

  • Revisitação de memórias profundas e traumas;
  • Emoções intensas, como choro, medo ou euforia;
  • Sensação de dissolução do ego;
  • Experiências simbólicas de morte e renascimento.

É fundamental compreender que a Ayahuasca não entrega apenas experiências agradáveis. Muitas vezes, ela confronta o indivíduo com aquilo que ele evita: culpas, feridas emocionais e incoerências de vida.

Estudos científicos vêm investigando o potencial da Ayahuasca em casos de:

  • Depressão resistente;
  • Ansiedade;
  • Dependência química;
  • Transtorno de estresse pós-traumático.

Embora os resultados iniciais sejam promissores, é importante ressaltar: a Ayahuasca não é um tratamento médico reconhecido. Ela não substitui terapia, acompanhamento psicológico, atividade física regular, alimentação equilibrada ou espiritualidade vivida no cotidiano.

A Ayahuasca não é segura para todos.

Ela é contraindicada para pessoas que:

  • Utilizam antidepressivos ou medicamentos psiquiátricos;
  • Possuem transtornos psicóticos, como esquizofrenia ou bipolaridade;
  • Apresentam doenças cardiovasculares graves;
  • Têm histórico de surtos psicológicos.

O uso irresponsável pode desencadear crises severas, tanto físicas quanto emocionais.

No Brasil, o uso da Ayahuasca é permitido exclusivamente em contextos religiosos, conforme regulamentação do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (CONAD).

Seu uso comercial, recreativo ou turístico não é permitido.

Dentro da visão de saúde integral, é essencial afirmar:

nenhuma substância, ritual ou experiência isolada transforma um ser humano por completo.

O verdadeiro processo de cura envolve:

  • Movimento do corpo;
  • Disciplina emocional;
  • Consciência espiritual;
  • Responsabilidade com escolhas diárias

A Ayahuasca, quando usada, pode até abrir portas internas, mas quem caminha é o indivíduo, todos os dias, em suas atitudes.

A Ayahuasca não é milagre, não é moda e não é atalho.

Ela é parte de uma herança cultural ancestral que exige respeito, preparo e discernimento.

Expansão de consciência sem responsabilidade não é iluminação — é risco disfarçado de espiritualidade.

O corpo continua sendo templo.

A mente, um campo sagrado.

E a saúde, um compromisso diário.

Joelson Mora

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Rogério Veiga Jr.

Rogério Veiga Jr.:

Uma bandeira hasteada em prol das letras, da cultura e realizações sociais

Rogério Veiga Júnior
Rogério Veiga Júnior

Há pessoas que empunham a Bandeira do Idealismo e da Empatia, tecida com as cores da inteligência e da vasta cultura, e, feitos Semeadores de Ideias e Realizações, materializam grandes obras, de repercussão nacional e internacional.

Rogerio Veiga Jr., escritor, editor e designer digital carioca, é uma dessas pessoas.

Filho de metalúrgico, negro portador de PCD, nascido na ‘Casa da Mãe Pobre’ nos anos 50, Rogério encontrou em seu pai sua grande inspiração e motivação. Como pai atípico de dois jovens autistas, ele destaca-se por sua constante luta pela inclusão, integração e pelo intercâmbio cultural, sendo defensor da união entre os artistas brasileiros e seus irmãos africanos.

Formação diversificada

A sede de saber e de fazer, conduziu Rogério Veiga Jr. a áreas e atuações múltiplas, desde a psicanálise à teologia, inclusive em matriz africana, produção cultural e nas Letras; nestas, foi o primeiro Conselheiro Municipal de Cultura na cadeira de Literatura e presidente fundador do Conselho de Cultura Municipal em São Pedro da Aldeia, além de ser o presidente fundador da Academia de Letras de São Pedro da Aldeia (ALSPA).

As Letras e o cunho social

É vice-presidente da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes (FEBACLA) e representante no Brasil de instituições culturais nos países africanos de língua lusófona. Como difusor cultural do Rotary Club, está envolvido em ações humanitárias e de filantropia. É um ativista cultural pioneiro na inclusão de artistas do espectro autista em academias de letras, grande incentivador de jovens e já graduados escritores, defensor da ocupação dos jovens no meio literário e um forte ativista contra a intolerância religiosa e o racismo.

Titulações

Com uma carreira destacada, Barão Rogerio Veiga Jr. é doutor honoris causa em Literatura, Psicanálise, Saúde Mental, Hipnose e Hipnoterapia. É, também, Barão Palatino de Gotland, Comendador, Embaixador da Paz e Embaixador Cultural Brasil-África. Formado em mecânica de aeronaves pela Força Aérea Brasileira, atuou como relações públicas na área literária em diversas academias e associações nacionais e internacionais.

Empresário literário

Atualmente, é presidente e editor da Editora Baronesa, editor da Revista Digital Internacional Casa de Escritores e diretor do Instituto Baronesa de Ensino e Desenvolvimento Humano. Iniciou sua carreira literária na plataforma digital Wattpad e hoje é autor de várias publicações, organizador e editor de dezenas de obras e coautor em diversas publicações nacionais e internacionais.

Como Embaixador Cultural, é representante e/ou fundador de várias instituições culturais, incluindo o Núcleo Artístico e Literário de Luanda (Angola), a Academia de Letras, Músicas e Artes de São Tomé e Príncipe, a Associação Literária de Tarrafal de Santiago (Cabo Verde) e a Embaixada Cultural Brasil-África. Membro ativo de diversas academias de letras e artes nacionais e internacionais e foi agraciado com várias comendas e prêmios literários.

Atuação nas ciência humanas e sociais

No campo da psicanálise, possui especialização em Neuropsicanálise, Clínica Infantil, Neurobiologia dos Transtornos Mentais, Neurobiologia da Ansiedade, Sexualidade Humana, Terapia de Casais, Reflexoterapia, Aplicador ABA e Hipnoterapeuta.

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Mulher rural

Ismaél Wandalika: Poema ‘Mulher rural’

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika
Imagem criada por IA do Grok

Mulher rural
É mãe, é força, é cultura, é forte na tradição,
Ensina com exemplos e provérbios toda uma geração. (Bis)

A vida começa
E o dia abraça sua bravura
No coração do campo ela floresce,
Semeia vida, colhe sorriso de esperança
Com as mãos na terra, seu sonho acontece.
Carrega o mundo em seus braços com fé e confiança.

Mulher Rural

Ao despertar para suas lutas diários entre galinhas, enxadas e fogão,
Segue firme seu caminho com alma e coração
Não há relógio que marque seu labor
Trabalha em silêncio acreditando que o amanhã será melhor
Lá vai ela, espalhando em cada canto seu imenso amor
Entoa seu hino de esperança na matina para aliviar sua dor

Refrão
Mulher Rural

É mãe, é força, é cultura, é forte na tradição,
Ensina com exemplos e provérbios toda uma geração. (Bis)

Conhece o tempo e suas estações, luta por dignidade
É porta voz do seu povo e com o seu saber, ajuda sua comunidade
Tem em sua palavra o remédio que cura a desigualdade

Mulher rural

É mãe para os seus filhos
Pátria para o seu esposo
E apesar de suas intensas lutas, ela não perde o seu brilho.

É crente em suas lutas
Não desiste mesmo quando o mundo a julga
Sua voz tem espaço no diálogo para implantação de novas políticas
Carrega a força da sua ancestralidade
Seus conselhos são divinos geram milagres.
(bis)

Refrão
Mulher Rural

É mãe, é força, é cultura, é forte na tradição,
Ensina com exemplos e provérbios toda uma geração. (Bis

Ensina aos detalhes os valores da cultura e a força da tradição para uma nova geração
É Mulher de múltiplos papéis, raiz da nação,
Resistência, força e poder transborda em seu coração.( Nula)

Refrão
Mulher Rural

É mãe, é força, é cultura, é forte na tradição,
Ensina com exemplos e provérbios toda uma geração. (Bis)

Soldado Wandalika 🫡

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Entre o corpo, a alma e a cultura

SAÚDE INTEGRAL

Joelson Mora: ‘Entre o corpo, a alma e a cultura’

Joelson Mora
Joelson Mora
Imagem criada por IA do Bing a em 30 de setembro de 2025, às 12:00 PM
Imagem criada por IA do Bing em 30 de setembro de 2025, às 12:00 PM

A dor é uma das experiências humanas mais universais e, ao mesmo tempo, uma das mais complexas. Presente desde o nascimento até os últimos instantes da vida, ela não é apenas um sintoma físico, mas também um fenômeno que atravessa dimensões emocionais, sociais, espirituais e culturais. Compreendê-la é fundamental para promover saúde integral.

Segundo a International Association for the Study of Pain (IASP), dor é “uma experiência sensorial e emocional desagradável associada, ou semelhante àquela associada, a uma lesão tecidual real ou potencial”. Essa definição amplia a visão biomédica, reconhecendo que dor não é apenas consequência de uma lesão, mas também da forma como o cérebro interpreta e dá sentido a determinados estímulos.

No senso comum, dor é frequentemente entendida como algo que se deve evitar ou suprimir. No entanto, culturas e tradições filosóficas diversas revelam que ela também pode ser um caminho de aprendizado, transformação e até espiritualidade.

A literatura científica classifica a dor em diferentes categorias:

Aguda: de curta duração, geralmente associada a uma causa identificável (como uma fratura).

Crônica: persiste por mais de três meses, mesmo após a cicatrização do tecido. Está ligada a processos complexos do sistema nervoso.

Nociceptiva: relacionada a danos nos tecidos.

Neuropática: originada em lesões ou disfunções no sistema nervoso.

Psicogênica: vinculada a fatores emocionais e mentais.

Estudos recentes apontam que a dor crônica atinge cerca de 30% da população mundial, impactando diretamente a produtividade, a qualidade de vida e os relacionamentos humanos.

Diversos pensadores refletiram sobre a dor:

“A dor é inevitável, o sofrimento é opcional.” – Haruki Murakami

“As cicatrizes nos lembram que o passado foi real.” – C.S. Lewis

“A dor é o megafone de Deus para despertar um mundo surdo.” – C.S. Lewis

Essas frases revelam a multiplicidade de olhares: da dor como inevitabilidade biológica à dor como experiência transformadora.

Japão: influenciado pelo budismo e pelo Seitai, a dor é vista como um sinal de desequilíbrio do corpo e da energia vital. O objetivo não é apenas eliminá-la, mas restaurar a harmonia.

Ocidente: tende a medicalizar e combater a dor de forma direta, por vezes esquecendo o aprendizado que ela pode trazer.

Povos indígenas: muitas vezes a dor é ritualizada, entendida como passagem de crescimento ou fortalecimento espiritual.

Cristianismo: a dor pode ser vista como parte da purificação, mas também como algo que encontra alívio no cuidado mútuo.

Na visão da Saúde Integral, não basta tratar apenas o sintoma. É preciso compreender a dor em sua totalidade — física, mental, emocional e espiritual. O Seitai, técnica japonesa de quiropraxia, vai além da manipulação corporal: ele busca reorganizar o corpo para que a energia vital circule de forma livre e natural.

A dor, nesse contexto, é um sinal de vida. Ela mostra que algo está em desalinho, mas também aponta o caminho para o equilíbrio. O Seitai convida à escuta do corpo, ao respeito pelo ritmo natural e à confiança no poder regenerativo do organismo.

A dor pode ser inimiga ou mestra. Depende da forma como nos relacionamos com ela. No campo da saúde integral, aprender a escutar a dor é fundamental para transformar sofrimento em consciência, desequilíbrio em movimento, e limites em caminhos de cura.

Talvez possamos ressignificar a dor não apenas como algo a ser combatido, mas como um convite ao autoconhecimento e à harmonia. Afinal, cuidar do corpo é cuidar também da alma — e é nesse encontro que a verdadeira saúde integral se manifesta.

Joelson Mora

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Pilares da sociedade

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

‘Pilares da sociedade: Liberdade. Democracia. Cidadania. Cultura’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
Imagem criada por IA no Bing - 31 de março de 2025, às 08:11 PM
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às 08:11 PM

O primeiro pilar, autêntico baluarte da dignidade humana, valor essencial à vida do homem, desde sempre conhecido e nem sempre respeitado, pode-se designar por Liberdade, porque isto mesmo é reconhecido nos diversos tratados internacionais e nas Constituições Políticas nacionais, sob a fórmula: “Todos os homens nascem livres e iguais”

A Liberdade é, então, um valor insubstituível e objetivo: ou se tem e se usa, responsavelmente; ou não se tem, porque alguém, prepotente e humilhantemente, impede que dela se faça uso. A Liberdade é sempre definida a partir de um objetivo que se lhe segue, sob a forma adjetivada de: liberdade pessoal, liberdade política, liberdade de expressão, liberdade religiosa e muitas outras formas de liberdade. 

O segundo pilar ou valor que importa melhorar, aprofundar e consolidar é a Democracia, com todos os seus princípios, regras e valores, indissociável da liberdade, da cidadania e da religião. A democracia, enquanto instrumento político de liberdade, de escolha do povo para o governo das comunidades e do mundo, e que, levada a uma análise mais abrangente, e simples, se conceptualizaria como: o governo do povo, pelo povo, para o povo e com o povo. 

A dificuldade em consensualizar um conceito universal de democracia é, por enquanto, uma realidade que não se consegue escamotear, todavia, é possível admitir alguma anuência, no que respeita à sua estirpe popular.

Um terceiro pilar na construção de um novo cidadão, para uma jovem sociedade, mais humana, mais justa e mais solidária, fundada na cultura dos valores cívicos, a partir de uma formação personalista e humanista, promovida pela família, pela escola, pela Igreja, pela comunidade e pela comunicação social responsável, é erigido pela Cidadania, na perspectiva da liberdade responsabilizante, de cada cidadão assumir os seus deveres e exercer os seus direitos, no respeito integral por iguais compromissos e benefícios dos seus semelhantes. 

A preparação do homem moderno, para se construir uma sociedade mais tolerante, solidária e humana, não sendo assim tão difícil é, todavia, complexa, enquanto, nem sempre os valores em confronto são comungados pelas diversas culturas, porque, mesmo nacionalmente, existem diferenças culturais que não se podem ignorar, e que perante as quais, é necessário tomar posição, rejeitando-se, à partida, qualquer tipo de etnocentrismo, xenofobia e outros preconceitos extremistas.

Uma atitude intercultural, na perspectiva da interdisciplinaridade cultural, visando o intercâmbio de culturas, enriquecendo-as reciprocamente, é, seguramente, a posição intelectual e antropológica mais favorável e que, possivelmente, melhores resultados produzirá a curto prazo. 

O homem valoriza-se, porque a cultura é um processo que se concretiza como um produto do espírito humano, numa como que superformação do caráter, de resto, já há mais de dois mil anos, que a cultura era para os gregos, a “aristocracia do espírito”. É, por isso mesmo, bastante difícil definir a cultura, porque a sua complexidade não permite uma delimitação, que qualquer definição impõe. 

Logo nos primórdios da sua história, os portugueses tornaram-se num povo de imenso manancial psicológico enquanto, em boa verdade, eles adaptaram-se a todas as situações, sem que dessa natureza resultasse qualquer perda de caráter, qualquer quebra de nacionalismo e, por isso, o português vive no estrangeiro, adaptando-se às normas de trabalho, à língua, inclusive, a certos costumes. 

Trabalhar, diariamente, com pessoas de escalão etário diferente, na circunstância, superior, com longa experiência e escolaridade elevada, implica por parte do líder, e até dos colegas, alguma deferência, não necessariamente discriminação negativa, e/ou positiva, em relação aos mais novos, mas, no mínimo, um tratamento respeitoso, comprometido, de seriedade de palavra. 

O líder: tem de dar bons exemplos aos seguidores; tem de ser justo, leal, transparente, honesto; não exigir para além das capacidades de cada um e, muito menos, para lá de um clausulado escrito, assumido e assinado pelas partes. Em nenhuma circunstância o líder deverá utilizar a chantagem, a ameaça e a pressão, baseadas em contextos pontuais: de mercado de trabalho, idade e quaisquer outras que, quantas vezes, até são ofensivas para o colaborador. 

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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Esquizofrenia…

Clayton Alexandre Zocarato: Poema ‘Esquizofrenia…’

Clayton Alexandre Zocarato
Clayton A. Zocarato
Imagem criada por IA no Bing - 27 de março de 2025,  às 12:08 PM
Imagem criada por IA no Bing – 27 de março de 2025,
às 12:08 PM

A loucura…

Tornou-se sua…

Doçura e cultura…

Aos quais transcorrem…

Uma lisura de presenteísmo…

Perdido no passado…

E incerto no futuro…

Pelo Dragão da indiferença…

Ocorre  uma forte eloquência biomédica…

Que seja (in)viável…

Para um fiador emocional…

Que lute contra o banal…

Passando por um espiral mental…

Nada legal…

Suas veias foram picadas…

Seus braços acorrentados…

Suas Almejadas…

Seus pés prendidos…

E o líquido sedativo, entra em suas veias…

Tudo vai se tornando vago…

A escuridão logo ganhará sua mente…

Sonhar, vai lhe trazer um pouco de lucidez…

Na sua pequenez existencial…

Continuamente é esmagado…

E humilhado…

No cárcere do seu esquecimento…

Muito lamento…

E pouco espiritual…

No seu astral…

Não há moral…

Mas vive no jogral…

Penando com um mal…

Institucional e boçal…

A Esquizofrenia é doce no seu ‘viajar’…

Amarga no ficar…

Na minuta de tentar…

Fugir do amargar…

Permanecendo com um medicar…

Que não tem nada de amar…

Nos níveis baixos de sua lucidez…

O afagar tem pouca vez…

Lições para a vida…

Resultados enclausurados para morte…

Tem sorte em morrer…

Antes de enlouquecer…

Por completo…

Sem nenhum ‘repeteco…

Para as construções, de novos mexericos

Fala sozinho…

E dialoga com o nada…

Quaisquer momentos…

Podem ser juramentos…

Com lamentos…

Metamorfoseados em tormentos…

A cama do seu catre…

 Clama por sua presença…

Afinal, entre eles…

Não há desavenças…

Mas sim crenças infiltradas pela distonia…

Multiplicando, sua agonia…

Nas tempestades noturnas…

Realizam plêiades alucinógenas diurnas…

De potestades, cheias de tempestades…

Subjetividade conscrita de poucos louvores…

Mas clamando por amores…

Que se tornam dores…

Nos seus neurônios…

Axônios de incongruências…

Virtudes de indecências…

A Esquizofrenia…

Não é sobre as sanidades…

Mas a insanidade…

Em se ter uma verdade…

Que seja sinônimo de maldade…

Clayton Alexandre Zocarato

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