O dia em que o silêncio venceu

Guilherme Machado

‘O dia em que o silêncio venceu’

Guilherme Cesar Machado de Araújo
Guilherme Machado
Imagem criada pela IA do Gemini, em 08/07/2026 - https://gemini.google.com/app/c3876b7bdd6b8064?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
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“A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito
foi confiado, muito mais será pedido.” (Lucas 12:48)

Era uma vez um país que parecia ter sido desenhado à mão por Deus.

Sua terra era fértil e produzia quase tudo.

Seus rios pareciam mares.

Suas florestas respiravam vida e guardavam riquezas que poucos lugares do mundo conheciam.

O sol visitava sua terra durante quase o ano inteiro.

A chuva caía na medida certa.

Seus campos produziam alimento.

Seu subsolo escondia riquezas.

Era uma terra que lembrava a antiga promessa de leite e mel.

Não conhecia terremotos capazes de engolir cidades.

Nem vulcões que escurecessem seus céus.

Nem furacões que apagassem sua história.

E naquela terra também vivia um povo tão abençoado quanto perseverante.

Trabalhava muito.

Inventava caminhos quando parecia não haver saída.

Ria com facilidade.

Cantava mesmo nos dias difíceis.

Caía.

Levantava.

Tinha o estranho dom de continuar acreditando depois de cada decepção.

Quando terminou sua criação, um anjo olhou para aquele lugar e perguntou:

— Senhor… não é privilégio demais para um só povo?

Deus sorriu.

— Espere até ver o que eles farão com tudo isso.

O anjo voltou os olhos para aquela terra.

Não compreendeu a resposta.

Compreenderia muitos anos depois.

O tempo passou.

O país cresceu.

Suas cidades se multiplicaram.

Como acontece com toda grande nação, também conheceu dias difíceis.

Vieram hospitais que já não conseguiam atender todos os que precisavam.

Escolas que esperavam por dias melhores.

Estradas que pareciam nunca terminar.

Promessas que se renovavam mais depressa do que eram cumpridas.

Escândalos que desapareciam da memória antes de desaparecerem da realidade.

Com o passar dos anos, aquele povo encontrou novas formas de dividir sua atenção.

Aprendeu a ouvir mais aqueles que confirmavam suas próprias certezas do que aqueles que apresentavam perguntas difíceis.

Passou a procurar culpados para todos os problemas e salvadores para todas as soluções.

Esqueceu que nenhuma nação é construída pelas mãos de uma única pessoa, nem destruída por apenas uma delas.

As mãos humanas podem conduzir caminhos, mas nunca constroem sozinhas o futuro de uma nação.

Criou muros entre pessoas que antes dividiam as mesmas ruas.

Enquanto discutiam quem estava certo, poucos percebiam que os mesmos problemas continuavam esperando.

Mas aquele povo também havia aprendido uma estranha forma de descansar.

A cada novo ciclo, acreditavam que agora as coisas mudariam.

E talvez essa fosse uma de suas maiores virtudes.

Ou uma de suas maiores fragilidades.

A cada quatro anos havia uma grande festa.

Durante noventa minutos, esqueciam os hospitais.

Esqueciam as escolas.

Esqueciam a violência.

Esqueciam os impostos.

Esqueciam as promessas.

Esqueciam até uns dos outros.

Enquanto a bola rolava, o país parava.

E parar era a única forma que conheciam de descansar.

Nas arquibancadas, abraçavam desconhecidos como irmãos.

Nos bares, erguiam copos em uníssono.

Dentro das casas, até as famílias desunidas sentavam-se lado a lado.

A grande festa não pedia nada.

Apenas que fechassem os olhos para todo o resto.

E eles fechavam.

Fechavam com tanta força que, por um instante, quase acreditavam que o país era aquilo:

Um campo verde.

Um hino cantado a plenos pulmões.

Um riso fácil diante da televisão.

Depois do apito final, o encanto se desfazia.

Mas durava o suficiente para aliviar o peso de mais quatro anos.

Com o tempo, a festa tornou-se tão importante que o próprio calendário aprendeu a respeitá-la.

Decisões esperavam.

Debates mudavam de data.

Promessas podiam aguardar.

Afinal, havia noventa minutos que ninguém ousava interromper.

Enquanto os olhos acompanhavam a bola…

Os problemas aprendiam a permanecer imóveis.

Não porque desaparecessem.

Mas porque quase ninguém os observava.

Um dia resolveram trazer a maior festa do mundo para dentro de casa.

Pintaram fachadas.

Ergueram monumentos.

Construíram arenas.

Prometeram que, quando tudo terminasse, o país seria diferente.

E talvez tenha sido.

Apenas não da maneira como imaginavam.

Descobriram que era mais fácil inaugurar arquibancadas do que esperança.

Mais fácil iluminar estádios do que bairros esquecidos.

Mais fácil preparar noventa minutos de espetáculo do que enfrentar décadas de abandono.

Naquele ano, porém, a festa ganhou o mundo.

Um povo escolheu abrir o espetáculo lembrando aqueles que atravessaram mares para construir sua história.

Cada remada era uma homenagem às raízes que ainda sustentavam a nação.

O outro escolheu celebrar o sucesso da estação.

Afinal, um povo sempre celebra aquilo que escolhe não esquecer.

Naquele ano, porém, a festa terminou cedo.

Pela primeira vez em muito tempo, não houve tempo suficiente para esquecer.

O apito final chegou antes que o encanto pudesse voltar.

E, quando a televisão foi desligada…

Os hospitais continuavam lotados.

As escolas continuavam esperando.

As ruas continuavam inseguras.

Os impostos continuavam altos.

As promessas permaneciam onde sempre estiveram: apenas nos discursos.

Foi naquele instante que a resposta dada ao anjo finalmente fez sentido.

Deus nunca havia perguntado apenas o que aquele povo faria com suas riquezas.

Perguntava o que faria com sua atenção.

Porque aquilo que um povo escolhe olhar todos os dias, pouco a pouco, também escolhe se tornar.

Um povo raramente perde seu futuro de uma só vez.

Primeiro, perde a capacidade de lembrar.

Depois, acostuma-se a esquecer.

E, quando já não consegue distinguir distração de esperança…

chama de descanso aquilo que apenas adiou.

Naquele dia…

o silêncio venceu.

“O meu povo foi destruído porque lhe
faltou conhecimento.” (Oséias 4:6)

Guilherme Machado

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Cataratas do amor

José Antonio Torres: Poema ‘Cataratas do amor’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
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A energia das águas
De tão nobres Cataratas,
Lavam tristezas e mágoas
Que ao coração maltrata.

Sua beleza sem par
Como o sabor do cupuaçu,
Não há como esquecer
As Cataratas do Iguaçu.

Vibra n’alma a alegria
De um simples forasteiro,
Que ao coração inebria
A beleza dos aguaceiro.

Quedas d’água e floresta,
Suas belezas e cores,
Trazem o coração em festa,
Celebrando os amores.

O som das águas em queda,
É como uma doce canção.
A tristeza de mim arreda
E acalenta o coração.

Minhas lindas Cataratas,
Beleza que Deus imprimiu
Com cores lindas e exatas,
No meu querido Brasil

José Antonio Torres

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Escritora profissional desde os 15 anos, Stephanie Caroline alimenta o gênero romance no Brasil

Escritora profissional desde os 15 anos, Stephanie Caroline alimenta o gênero romance no Brasil

Leitora voraz, que chega a consumir 6 livros por mês, Stephanie Caroline escreve romances com toque de vida real, está prestes a lançar seu 8º livro. Com seu trabalho, alimenta o gênero na literatura brasileira e amplia o foco no autor nacional.

Stephanie Caroline conta que começou a escrever aos 8 anos “eu tinha dificuldade em expressar emoções e a escrita foi a forma que encontrei para fazer isso”. Aos 15 anos, escreveu seu primeiro livro, Doce Vida de Ana, e não parou mais. “Eu lancei Doce Vida oficialmente 10 anos depois, quando recebi o convite de uma editora. Antes ele chegou a ficar em plataformas de autopublicação, como o Clube de Autores, entre 2013 e 2014. Nesse intervalo, eu cheguei a escrever roteiros e publicá-los no Orkut, como WebNovelas”, conta ela.

Depois, com os títulos Nada é por Acaso13 Contos de Amor ou NãoDiário da Garota em CrisePara SempreDeixe-me Roubar seu Coração, Stephanie construiu uma carreira promissora. Este ano, a autora lança Amor, destino final.

Formada em Publicidade e Jornalismo, Stephanie ama ler e adora criar histórias com aquele toque mais vida real, com personagens “gente como a gente”. “Gosto de contar histórias que criem identificação, gerem reflexões, de alguma forma ajudem as pessoas a lidarem com situações do cotidiano, ao mesmo tempo em que possam se distrair e sonhar”, revela.

A autora acredita que a pandemia trouxe mais possibilidades de leitura: “considero que a literatura brasileira é um mercado em crescimento, com cada vez mais novos autores e os leitores dando uma chance para conhecer os contemporâneos nacionais. Com a pandemia, percebi que houve um aumento na busca por e-books”.

Suas leitoras, sim, na maioria, mulheres, são consumidoras de histórias românticas, mas com um toque mais vida real e que buscam identificação e reflexão no que é revelado ao longo do livro. Se para Stephanie escrever é algo natural, para quem consome seus livros, deliciar-se com as histórias também é.

 

Conheça mais sobre a autora aqui:

https://instabio.cc/linksimportantesdateffy

https://www.instagram.com/stephaniec.escritora/

 

Informações para a imprensa

Planta e Cresce | katizanatta@plantaecresce.com.br | 11 2594-7891 e 11 99497-8523




Festival Brasileiríssimos no Cine Joia (SP) será realizado no dia 18 de novembro

Em 2017 o projeto Brasileiríssimo completa 5 anos. Contando com mais de 9 milhões de seguidores nas redes sociais, é hoje é uma das principais referências quando se fala de cultura brasileira na internet

 

Contando com mais de 9 milhões de seguidores nas redes sociais, o Brasileiríssimos hoje é uma das principais referências quando se fala de cultura brasileira na internet.

Em 2017 o projeto completa 5 anos. Como parte da comemoração, lança a primeira edição do seu festival que conta como parceiros de produção a Rec-Beat Produções, produtora tradicional que tem no currículo o Festival Rec-Beat, um dos principais eventos de música do País. O evento acontecerá no Cine Joia, um dos locais mais históricos para realização de eventos na cidade de São Paulo.

ATRAÇÕES CONFIRMADAS:

Ana Muller 
Thifany Kauany
Ana Gabriela
Plutão Já Foi Planeta

Lineup completo em breve!
O Festival Brasileiríssimos é uma realização da Rec-Beat Produções em parceria com o Brasileiríssimos.SERVIÇO
Cine Joia apresenta Festival Brasileiríssimos
Data: sábado, 18 de novembro de 2017
Horário: 20hCLASSIFICAÇÃO ETÁRIA
18 anos. Entrada de pessoas com 16 ou 17 anos apenas será permitida se acompanhados de um responsável legal ou de um maior de idade portando autorização registrada em cartório. Modelo de autorização: http://bit.ly/autorizaçãodemenorescinejoia

MEIA-ENTRADA 
A concessão do direito ao benefício da meia-entrada é assegurada em 40% (quarenta por cento) do total dos ingressos disponíveis para cada evento. http://bit.ly/lei_meia_entrada
 

Para todos os shows e festas no Cine Joia há um lote promocional para as 10 primeiras pessoas que comprarem o ingresso na bilheteria. Os valores variam de R$ 1,00 a R$ 10,00 e cada pessoa só pode comprar 1 ingresso promocional.

Compre ingressos somente pelo canal oficial. Não estrague a noite comprando de cambistas ou terceiros.

 
TROCA DE TITULARIDADE E REEMBOLSO DE INGRESSO
A troca de titularidade no ingresso só será realizada com até 48h de antecedência ao evento. Para informações sobre reembolso do ingresso, favor acessar o link: http://bit.ly/reembolso_sympla 
Cine Joia:
Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade – São Paulo/SP
www.cinejoia.tv // www.facebook.com/cinejoia // www.instagram.com/cine_joia
Fone: (11) 3101-1305
Capacidade: 992 pessoas (o Cine Joia respeita a lotação máxima determinada por lei)
Chapelaria: R$ 5,00 (gratuita para clientes Elo)
Possui área de fumantes e acesso a deficientesServiço de vallet: R$ 30,00