Folclore brasileiro

Renata Barcellos: ‘Folclore brasileiro’

Renata Barcellos
Renata Barcellos
Ilustração digital e colorida em estilo de colagem modernista, contendo silhuetas e elementos da cultura e do folclore popular brasileiro.
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22 de agosto é o Dia do Folclore, comemoração que recorda o dia no qual a palavra “folclore” foi usada pela primeira vez no ano 1846. Quem o fez foi o pesquisador britânico William John Thoms (1803-1885). Este uniu as palavras inglesas folk (que significa “povo”) e lore (que quer dizer “conhecimento”). Assim, folclore ganha o significado literal de “conhecimento do povo” ou “aquilo que o povo faz”.

O folclore brasileiro é a rica identidade cultural popular do país. Formado pela mistura de influências indígenas, africanas e europeias, ele engloba mitos, lendas, festas populares, danças, brincadeiras, comidas típicas e crendices passadas de geração em geração. O dia 22 de agosto é dedicado a celebrar essa herança nacional.

Como surgiu o dia do folclore no Brasil?

No Brasil, os debates folclóricos deram origem ao I Congresso Brasileiro, realizado no Rio de Janeiro, em 1951. Muitos estudiosos como João Ribeiro, Renato Almeida, Rossini Tavares de Lima, Luís da Câmara Cascudo, Amadeu Amaral, Édison Carneiro, Mário de Andrade, Sílvio Romero, Lindolfo Gomes e Florestan Fernandes (entre outros) debateram sobre as características atribuídas ao folclore: o anonimato, a transmissão oral, a antiguidade ou tradicionalidade, a sobrevivência e o conceito de civilidade dos povos.

O dia do folclore brasileiro foi definido oficialmente através do Decreto de Lei nº 56.747, de 17 de agosto de 1965, aprovado pelo Congresso Nacional. A partir desta data, conforme definia a lei, o dia 22 de agosto passou a ser celebrado como o Dia do Folclore em todo o país.

A preocupação em sistematizar e divulgar o folclore brasileiro ganhou força no começo do século XX no Brasil. Vale destacar que, durante a Semana de Arte Moderna, em 1922, A tela Lenda Brasileira, de Vicente do Rego Monteiro, e algumas composições de Heitor Villa-Lobos apresentavam alguns elementos nativos/populares. Entretanto, sem o aprofundamento folclórico que viria no final daquela década. Já várias obras com inspiração no folclore brasileiro como Macunaímae as telas de Tarsila não integravam a programação oficial de fevereiro de 1922. Assim, o folclore e as lendas nacionais só ganharam o centro das criações modernistas anos depois, especialmente com o Movimento Antropofágico e a fase Pau-Brasil de Tarsila do Amaral e Mário de Andrade. Anos depois, em 1947, foi criada a Comissão Brasileira de Folclore. E, posteriormente, as comissões estaduais. Em 1951, o 1º Congresso Brasileiro de Folclore foi realizado.

O que fazer para comemorar o dia do folclore?

O Dia do Folclore costuma ser bastante festejado pelas escolas. Algumas das atividades mais comuns que os estudantes podem desempenhar para aprenderem mais sobre a cultura e as tradições típicas de suas regiões são:

  • ler lendas folclóricas em sala de aula;
  • fazer adaptação de uma lenda folclórica em forma de teatro ou musical;
  • reescrever um conto folclórico;
  • aprender sobre a história do folclore e sua importância para a sociedade;
  • apresentar danças temáticas folclóricas;
  • preparar um prato típico folclórico.

Dessa forma, o folclore é uma manifestação cultural viva, vinculada à identidade de um povo e à ressignificação de tradições transmitidas entre gerações. Cabe ressaltar que, em muitos casos, limitada à associação com lendas e mitos, revela a necessidade de ampliação do entendimento sobre a abrangência das manifestações folclóricas, especialmente no que se refere à música, às danças, às brincadeiras e demais expressões culturais. As instituições de ensino deveriam realizar um trabalho efetivo ao longo da Educação básica. A formação de professores também urge reformulação quanto à preparação para trabalhar com esta temática.

Principais Lendas e Personagens

Saci-Pererê: menino negro de uma perna só, gorro vermelho e cachimbo, famoso por fazer travessuras e criar redemoinhos.

Curupira: protetor das florestas, retratado com cabelos vermelhos e pés virados para trás para despistar caçadores.

Iara: sereia das águas doces que enfeitiça homens com seu canto irresistível.

Mula sem Cabeça: mulher transformada em um animal quadrúpede que solta fogo pelas narinas.

Boitatá: cobra de fogo que protege a natureza e persegue quem a desrespeita.

Boto Cor-de-Rosa: jovem charmoso que sai dos rios à noite para encantar pessoas em festas.  

Festas, Danças e Tradições

Festas Populares: festa Junina, Carnaval, Folia de Reis e o Festival de Parintins.

Danças: Maracatu, Jongo, Tambor de Crioula e Frevo.

Brincadeiras: pipa, pula-corda, pega-pega e corrida do saco.

Comidas Típicas: pamonha, bolo de fubá, feijoada e tapioca.

Obras literárias brasileiras que retratam o folclore incluem clássicos de pesquisa de Luís da Câmara Cascudo, releituras infanto-juvenis de Clarice Lispector e Ana Maria Machado e álbuns de personagens populares.

Obras de Pesquisa e Referência

·         Antologia do Folclore Brasileiro, de Luís da Câmara Cascudo: Reúne o principal da tradição oral e dos mitos do país.

·         Lendas Brasileiras para Jovens, de Luís da Câmara Cascudo: adapta lendas populares para novos leitores.

Releituras e Contos Populares

·         Como Nasceram as Estrelas – Doze Lendas Brasileiras, de Clarice Lispector: apresenta doze lendas com o estilo marcante da autora.

·         Abecedário de Personagens do Folclore Brasileiro, de Januária Cristina Alves: lista mais de 100 figuras fantásticas da nossa cultura.

·         Histórias à Brasileira, de Ana Maria Machado: resgata contos tradicionais e mitos do imaginário nacional.

Exemplos de Romances e Obras

·         Macunaíma (1928), de Mário de Andrade: o famoso “rapsódia” modernista mistura mitos indígenas, lendas da Amazônia e o folclore de várias regiões para criar o herói sem nenhum caráter que define a identidade nacional.

·         A Arma Escarlate (2011), de Renata Ventura: um romance fantástico ambientado no Brasil que insere lendas e criaturas do folclore nacional em um enredo urbano de magia.

·         Sagarana (1946), de João Guimarães Rosa: embora seja uma coletânea de novelas, o livro mergulha no realismo mágico do sertão mineiro, repleto de causos, crendices populares, lobisomens e o imaginário místico do povo caipira.

·         O Saci (1921) e outras obras de Monteiro Lobato: pioneiro em dar forma literária aos mitos do folclore brasileiro no Sítio do Picapau Amarelo, onde a Cuca, o Saci e o Curupira convivem com personagens reais.

·         Romances de época de autores como Christopher Kastensmidt e Samir Machado de Machado, que misturam acontecimentos históricos do Brasil Colônia e Império com a presença ativa de seres míticos como o Boitatá e a Mula sem cabeça.

Renata Barcellos

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Portugal e seu maravilhoso acervo folclórico

Laura Moura Nunes

‘Portugal e seu maravilhoso acervo folclórico’

Laura Moura Nunes
Laura Moura Nunes
Rancho Folclórico - Licenças Criative Commons - Criador: Michael Wendl - Direitos autorais: Michael Wendl 
 19 de fevereiro de 2026, às 11h32
Rancho Folclórico – Licenças Criative Commons – Criador: Michael Wendl – Direitos autorais: Michael Wendl
19 de fevereiro de 2026, às 11h32

É preciso uma cidade para formar cidadãos e sensibilizá-los que a cultura é uma filosofia pedagógica que busca colocar seres humanos ao exercício da cultura para que sua identidade histórica seja sempre lembrada pelas gerações vindouras.

Portugal é um país rico em sua cultura popular e repleto de fantásticas lendas ligadas ao folclore com seus Tambores, Concertinas, adufes, e violas emprestam-lhe grande musicalidade remexendo todo o corpo ao ritmo da música.

A música, a dança e os trajes fazem parte do acervo do patrimonio identificativo da Região do

País honrando seus antepassados

mobilizando mais os jovens ligados à ruralidade animando Festas e Romarias!

Um valoroso patrimônio Cultural.

As vestes.muito coloridas, moças de saias rodadas e culotes enfeitados com lindas rendas e os rapazes quase sempre usam uma faixa bem representativa e assim também serão identificados.

Os grupos são chamados de ranchos folclóricos.

Laura Moura Nunes

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Grupo Teatral Saindo do Conto trabalha a cultura popular para levar a arte a cada ser

O grupo apresenta a cultura popular  por meio de contos, causas, lendas e histórias do Brasil e do mundo, de forma adaptada e inovadora

Saindo do Conto nasceu no mês de janeiro de 2020 no município de Porto Feliz, interior de São Paulo como um Grupo Teatral e também como um Canal no YouTube, tendo como objetivo de trabalhar como referência a Cultura Popular, utilizando Contos, Causos, Lendas e Histórias do Brasil e do Mundo de uma forma adaptada e inovadora, mostrando através da interpretação teatral.

O Grupo foi criado pra Levar a Arte em cada ser, pra ter uma conexão melhor com público e a todos os espectadores, tanto através das plataformas digitais e através do Teatro, dando oportunidade para os artistas locais. Essa plataforma também funciona como um Club de Vantagens.

Neste primeiro momento está focando suas atividades na figura de Pedro Malasartes, explorando seu grande repertório de histórias, com os Contos de Espertezas, histórias que trazem reflexões para todas as idades, com situações de opressão e oprimido, mostrando, sobretudo, as suas artimanhas

PEDRO MALASARTES E SUA GENTE (CANAL/TEATRO) – Neste projeto, o grupo coloca o personagem em diversas maneiras e situações, principalmente nos dias de hoje, vivenciando novas aventuras do cotidiano.

Em uma das suas viagens, por exemplo, ele vai parar no Xiririca e acaba conhecendo e vindo a ser contratado no Sítio ‘Recanto Feliz’, de Dona Veióca, uma patroa gananciosa, em relação à qual vai passar vários perrengues com ela, tanto quanto ela com ele, por não achar certo o jeito dela e dando o troco.

Inspirado em Contos e Causos Caipiras, o Grupo está trazendo novos tipos de histórias; novos contos de esperteza com esse grande personagem do Folclore nacional,  deixando-o cada vez mais vivo e esperto!

Afinal de contas, será que ele é tão mal assim? Ou as pessoas é que são más?

Temas abordados: tradição, esperteza,  cultura caipira, cultura paulista, contos tradicionais, comédia, folclore, piadas caipiras, causos, bem como Temas Sociais atuais, a exemplo do bullying, preconceito, racismo, dengue, Sedentarismo, Sexualidade, Inclusão, Machismo, Homofobia, Pobreza, Ganância, Analfabetismo, Violência Contra a Mulher, Trabalho Infantil, Intolerância Religiosa, Reciclagem, Meio ambiente e Sustentabilidade, Alimentação Saudável etc.

EU CONTO DAQUI E VOCÊ ESCUTA DAÍ (EM BREVE)

O Saindo do Conto, além de trabalhar com o aspecto cômico, irá trabalhar também com Teatro Infanto-Juvenil, trazendo espetáculos para as crianças, adolescentes e para família. Como acréscimo, o grupo também quer trazer o Teatro de Animação e o Teatro de Sombras para mostrar ao espectador outras formas de fazer Teatro.

Em termos de Programação, e sempre no último sábado ou domingo do mês, o grupo irá se apresentar com alguma cena teatral ou uma Contação de Histórias com Sorteio de Brindes na Praça da Matriz,

COLÔNIA DOS CONTOS (EM BREVE)

– No mês de Junho e Julho, por ser meses de férias escolares, serão realizadas Contações de Histórias nas Zonas Rurais e Urbanas na cidade de Porto Feliz, a saber:

Zonas Urbanas – Jardim Excelsior, Bepim, Jardim Vante, Altos do Jequitibá, Vila América &Vila Angélica.

Zonas Rurais – Jupira, Capoava, Chapadão e Bom Retiro.

SHOW DE PRÊMIOS – CAMPANHA CULTURAL (EM BREVE)

– Espetáculo exclusivo (quinta, sexta, sábado e domingo)

– Doe 1kg de alimento e pague metade do ingresso no espetáculo

– Doe 1 litro de leite e concorra a Prêmios no final do espetáculo

Observação: Os alimentos arrecadados serão destinado para o Projeto PF Sem Fome que ajuda moradores de rua e também famílias que estão passando por necessidade, bem como para as ONGs presentes no Município.

NATAL ENCANTADO (EM BREVE)

Contações de Histórias também serão realizadas, voltadas à magia do Natal, nas Zonas Rurais e Urbanas na cidade de Porto Feliz.

Zonas Urbanas – Centro, Água Branca, Tendá, Vila Alcalá &Cidade Jardim

Zonas Rurais – Caic, Xiririca, Sete Fogão e Cruz das Almas

Uma colaboração imprescindível

O grupo Saindo do Conto, porém, espera contar com a coletividade, a fim de poder se manter, crescer e ampliar as Contações de Histórias e as Cenas Teatrais por todos os lugares. Para tanto, está com uma Campanha de Assinaturas

O dinheiro da assinatura será destinado para o pagamento dos atores e atrizes, e da própria produção, para a alimentação e transporte. Com o valor arrecadado, serão adquiridos materiais e recursos, como equipamentos, adereços, objetos, figurinos, fantoches, maquiagens, entre outros.

Desta forma, para quem tem uma visão abrangente sobre a importância do trabalho do grupo, pode-se dar um passo a mais nessa colaboração e apoio, contribuindo financeiramente para a continuidade do Canal e do Grupo Teatral!

Pode ser qualquer quantia num valor mensal. Um, dois, cinco, dez, vinte, cinquenta reais! A pessoa escolhe o valor que acha justo, que gostaria de contribuir e que pode pagar.

A plataforma utilizada é segura, o pagamento é feito pelo cartão de crédito ou boleto e pode-se cancelar a contribuição a hora que quiser.

Bora contribuir?!

Com a ajuda de todos, o grupo pode levar sua Arte para mais pessoas, acalentando então nossa alma de artista que é ver a arte voar para longe… mas bem perto da alma!

Contos para todas Idades, para todas as Crianças e para toda Família!

Contato: saindodoconto@gmail.com




Grupo teatral Saindo do Conto, de Porto Feliz, completa um ano de atividades

O objetivo do coletivo é trabalhar como referência a Cultura Popular e o Teatro Infanto-Juvenil

O Saindo do Conto nasceu em janeiro de 2020 e comemora 1 ano no dia 20, como um Grupo Teatral e um Canal do YouTube.

De uma reunião entre amigos, surgiu a ideia e a necessidade de se criar um novo grupo teatral na cidade de Porto Feliz para dar oportunidade para os artistas locais para o fazer cultural, além de levar um pouco mais da arte para o espectador.

O objetivo do coletivo é trabalhar como referência a Cultura Popular e o Teatro Infanto-Juvenil utilizando contos, causos, lendas do Brasil e do Mundo de uma forma adaptada e inovadora, mostrando através da interpretação teatral.

O canal do YouTube já está com mais de 2 mil inscritos, e está cada vez crescendo nas mídias sociais através do projeto voltado ao caipira Pedro Malasartes.

Tendo por público-alvo as crianças e as famílias, o grupo está fazendo Contações de Histórias e Encenações, trazendo alguns contos e causos sobre o personagem, voltado à tradição, e também novas histórias que foram criadas, e também de alguns livros.

Quanto aos temas abordados pelo grupo, destacam-se, dentre outros, os de cunho social, como: Bullying, Preconceito, Racismo, Sedentarismo, Sexualidade, Inclusão, Machismo, Homofobia, Pobreza, Ganância, Analfabetismo, Violência Contra a Mulher, Trabalho Infantil, Intolerância Religiosa, Reciclagem, Meio ambiente e Sustentabilidade e Alimentação Saudável.

Para as pessoas que tenham interesse de ser um Apoiador, o grupo tem uma plataforma no site APOIA.SE, por meio do qual qualquer um pode doar qualquer valor mensalmente. Em breve a plataforma irá se tornar um Club de Vantagens, com descontos nos ingressos, ou mesmo oferecidos gratuitamente para as apresentações. É por meio dessa plataforma que se realiza a manutenção do Canal e do próprio grupo, destinando-se o dinheiro arrecadado para o cachê, alimentação, transporte, figurinos, adereços, fantoches, maquiagens, equipamentos etc.

Canal do grupo no Youtube: https://youtube.com/saindodoconto