Naked , he wears a necktie To hide his nakedness with the skins of the victims, Preparing his speech For the rites of his own funeral. Afflicted with ruins and despair, Beneath David’s sling, I never began a war So that it might end.
For two centuries I have shored up a land Promised to me alone With a ram’s twin horns. Brought to me as a ransom by the heaven’s folks I shall no longer be a god to any soldier, To see myself wandering the corridors of a miracle That never comes. No prophet will find peace Planting myrtle in the shade of my grave;
No victor, fattened on my hatred- Not even by a fingertip- Will dare to stare into the eyes of the wretched, the maimed, Or those stripped of hope, Of any hope at all, in life Nor those useless who hate me. Who guide my people to the brink of disaster. Nothing resembles me but my kingdom A woman with her dog Fled twenty years ago from Crimea, And settled in Hebron, cried it out- Bring back to me the body of my son, Tormented in the war of Ukraine, And the life of my grandson, Held hostage in the depths of Gaza’s tunnels! You- who have driven my people With the whips of sins. Someone casts his voice into the space between them- There is no place where we can feel safe For our tomorrow except through our journeys, No refuge sufficient to bury us in, No riddles that could, after your death, Be turned into miracles Of your dwelling among the lives of the ancients. And a child, who saw what he saw In the corridors of Al- Shifa Hospital, Cries out: Look at him! He is the one- Naked, Driven by the deeds of his hands Those who stoned the prophets, naked.
Renata Barcellos: ‘Volta às aulas!? Alegria ou desespero?’
Renata BarcellosRenata Barcellos – Foto do arquivo da autoraRenata Barcellos – Foto do arquivo da autora
Este período é de retorno às aulas. Adaptação dos pequenos, apresentação de alunos maiores, reunião com os responsáveis e com os professores. Estes às voltas com planejamentos. Muitas vezes, trabalhamos com colegas descompromissados, não se interessam em realizar um planejamento integrado ou (ao menos) que todas as turmas daquela disciplina tenham uma determinada ementa a ser cumprida a cada bimestre / semestre.
Pior ainda quando se lida com assédio moral e/ou sexual de gestores, colegas de trabalho ou alunos. Precisando ter aquele famoso ‘jogo de cintura’ para preparar o terreno (espírito) por todo o ano letivo. E isso só está começando!!! Disque 100 (direitos humanos/assédio geral), o Ligue 180 (específico para mulheres), ou o Ministério Público do Trabalho (MPT) de sua região.
Mais complicado é a sociedade pensar que voltamos de uma ‘longa’ férias desestressados… Na realidade, saímos um ‘caco’, temos nossos problemas particulares a lidar e resolver ao longo do ano letivo e dos dias de ‘descanso’. E, próximo ao retorno, para muitos (dependendo do ambiente de trabalho) já começam a passar mal. Entram em PÂNICO. Tomam medicação ou procuram um médico não para os exames de rotina mas para suportar a pressão do ano letivo. Triste realidade. O corpo docente agoniza de corpo e alma.
Após o período de planejamento, iniciamos com os alunos. Algumas turmas pela primeira vez, outras não…. Dependendo da relação professor x aluno, outro estresse se inicia. Entrarmos em uma sala de aula para construir conhecimento e não para ser ofendido, assistir a cenas de violência entre alunos ou deles para conosco. Sala de aula é para ser um ambiente harmônico, não um ringue, campo de batalha como parece em muitos casos.
Na maioria das vezes, trabalhamos em um espaço físico INADEQUADO. Sem recursos (quadro, ventilador…). Com este calor DESUMANO, como ministrar aulas sem ventilador, água…? E lembrando que, em média, são 45 alunos. Salas lotadas. Quando há disciplina que demanda uso de tecnologia, são diversos alunos por computador, notebook. Como lidar com isso e ainda ser uma aula produtiva?e início de ano letivo 2026, ao leitor (professor, aluno), reflitam sobre sua realidade. Comente aqui abaixo da matéria… E aos responsáveis, tenham paciência com professores e gestores despreparados para lidar com salas superlotadas e com alunos com diversas especificidades. Para cada um, uma abordagem, diversos formulários a serem preenchidos sobre seu desempenho… Quantas horas precisam ter o dia de cada um de nós???
Muitos professores têm uma carga horária de 40 horas ou (até mesmo de 60). Como aguenta? A garganta aguenta?… Sinceramente, não sei. Em qual momento prepara e ou corrige as atividades? Nosso salário é baixo. Por isso, muitos têm esta sobrecarga. E com isso, muitas vezes, não há tempo para a formação continuada. Mesmo com a oportunidade maior de oferta de ser online, estamos exauridos. Sem fôlego para leituras, elaboração das atividades propostas… Lamentável cada vez mais a situação da categoria!!!
Para os professores comprometidos, entrar em sala de aula e se deparar com turma apática, desinteressada é como uma ‘apunhalada’ mortal. Passamos o ano letivo destruídos por tentar diversos recursos e nada motivar determinados alunos e ou turmas. No caso do terceiro ano do Ensino Médio, pior ainda, porque procuramos incentivar a continuarem os estudos. Cada um na sua área de conhecimento, aborda os conteúdos mais cobrados nas avaliações externas.
No meu caso, como professora de Língua Portuguesa e de Literaturas, preparando para a tão temida produção textual (ao longo do ano, redigindo diversos possíveis temas) e orientando as leituras de obras sugeridas para realização das provas externas e, concomitante, a leitura de obras da escola literária a ser trabalhada. Urge que alunos (e também professores) leiam contos, poemas, romances… dos clássicos aos contemporâneos. Enquanto professora destas duas áreas do conhecimento, está muito difícil conscientizar os alunos da importância do domínio da Língua Portuguesa, de sermos poliglota no nosso idioma como bem disse Bechara.
E de convencê-los a ler textos literários ou não. Sobretudo, devido a tanto texto midiático, a tanta poluição visual como bem disse Italo Calvino (particularmente em sua obra ‘As Cidades Invisíveis’, 1972). Nesta, aborda não só como o excesso de placas ou outdoors, mas também uma degradação da experiência urbana, a perda da identidade dos lugares e a saturação de imagens que escondem a verdadeira essência da cidade. Ele explora a dualidade das metrópoles modernas: o lado visível, turístico e atraente versus o lado oculto, caótico e abandonado.
Caro leitor (alunos, gestores, professores, responsáveis…), sejamos solidários e resilientes. Que possamos ter um ano letivo produtivo!!! Diga sim à PAZ e NÃO à violência!!!
José Antonio Torres“Apreciava a paisagem e as belezas naturais com admiração…” Imagem gerada com IA do Bing – 28 de outubro de 2024, às 4:17 PM
Sempre fui um otimista… Nos momentos críticos, mantive a calma; Afinal, o desespero só atrapalha o raciocínio e as decisões a tomar; Apreciava a paisagem e as belezas naturais com admiração, Mas… faltava algo… Sentia um certo vazio… Havia uma indefinição na minha existência… Não estava completo; Não me preocupava com isso, Mas essa sensação estava presente. O tempo passa… Você aparece como uma luz que a tudo ilumina… Preenche o meu vazio interior… Dá cor a cada detalhe da minha vida… A tua ternura afaga cada parte do meu ser de modo calmo e sereno… Agora sim, te amando, tudo faz sentido… Estou pleno.
Testemunhei a fúria da natureza em um único Estado, onde chuvas torrenciais, enchentes, rios transbordando e ventos violentos isolavam pessoas, derrubavam casas e levavam consigo vidas inocentes. Vi a devastação sem piedade, levando tudo em seu caminho, das casas às árvores, dos carros às esperanças.
Ouvi os gritos de desespero, a fome, a sede, o pavor ecoando por todos os lados. E nesse caos, como um lamento coletivo, vi algo surpreendente: uma força protetora, como se a própria terra estivesse defendendo-se da ganância humana que busca desenraizá-la.
Nesse cenário desolador, vi poderosos e simples, justos e ímpios, todos compartilhando da mesma angústia. Mas mesmo na adversidade, uma presença divina parecia guiar os destinos. Aqueles que mantinham a fé permaneciam firmes, enquanto os descrentes lançavam suas blasfêmias.
Contudo, em meio à desolação, vi algo ainda mais poderoso emergir: o amor. Vi pessoas se unindo em solidariedade, estendendo mãos amigas para salvar os desamparados. Vi, ouvi e senti a essência humana se elevar acima do terror, revelando a beleza da compaixão em tempos sombrios.
Assim, vi em meio ao caos e ao terror, a beleza e a harmonia do amor.
Sergio Diniz“A sua demência o tortura e ele grita” Microsoft Bing – Imagens criadas pelo Designer
Um homem caminha no meio da noite completamente só.
Entre a bruma da noite quente-fria o andarilho solitário vaga sem destino. Com ele segue apenas o seu desespero.
Percebe-se em suas faces maceradas pelo sofrimento uma loucura intedestino
rior, própria de pessoas jogadas em um canto qualquer de um hospital psiquiátrico.
A sua demência o tortura e ele grita. Mas seus gritos são abafados pela noite fria-quente. Ele continua vagando sozinho pela neblina compacta. Completamente só!
A noite, com seu manto negro, amorfo, implacável, cobre o andante que, pelas ruas desertas e frias, luta em vão para vencer seu próprio ego semidestruído e irrecuperável.
Nesse momento, ele grita, novamente; porém, de suas cordas vocais saem apenas sons ininteligíveis. Ele os compreende, ou pensa compreendê-los. Ele os aceita, pois faz deles a sua própria agonia íntima.
As horas chegam sorrateiramente, maquiavélicas, como noturnos viajantes em tavernas obscuras de estradas desertas e pestilentas. Elas chegam e penetram naquele ser humano que caminha só em meio às negras nuvens quentes-frias de uma noite perdida no tempo, na inconsciência e no desespero humano.
Este homem estará sempre só, pois, em meio à multidão de almas semimortas , ele não fala, não ouve, não vê. Ele fala somente a linguagem da noite fria-quente; uma linguagem sem sons conexos, feita apenas de interrogações…