A vida na capital
Ismaél Wandalika: ‘Vida na capital’ — quando a arte sorri diante das feridas de uma sociedade desigual


Oh!
O ápice é um catálogo que embriaga a população
Dormir pra que se já não há nada a sonhar
Realismo social atravessa o âmago de quem só quer somar.
Sorrisos desfilam no pulsar de cada coração
Lamentam os pratos em cada olhar…
A Vida Na Capital
É versátil tal como a carreira de C4 Pedro
É corrida como a vida de Valentino Rossi
Nostálgica como a carta de guerra di Bárbara Tinoco
Tem ritmo de kuduro, R.A.P e Zouk e Semba tudo
O mundo cabe na palma da minha Capital
AQUI:
Há quem sustenta a família entre os enganos recolhidos das migalhas dos ignorantes…
Todos sabem mas ninguém faz
A vida é controvérsia aos outros pontos do planeta
Até os pássaros têm pressa
A Arte encanta a pobreza
Artistas vivem suas loucuras e atraem riqueza
Todos têm fome de comer pelo seu nome com honra…
A VIDA NA CAPITAL
É nobre e miserável
A Política é o troféu da força motriz
É Perturbadora e Confortável
Aprende-se a tradução dos olhares em cada sorriso infeliz…
A VIDA NA CAPITAL
AQUI:
A saúde testa seus idiomas nos corpos dos indefesos
O Sorriso esconde as lágrimas no canto dos olhos
A música anestesia o sofrimento dos chamados
Os escolhidos bebem as águas do ☀️ sol, mesmo com os testes positivos!
Oh!
O ápice é um catálogo que embriaga a população
Dormir pra quê se já não há nada a sonhar
Realismo social atravessa o âmago de quem só quer somar.
Sorrisos desfilam no pulsar de cada coração
Lamentam os pratos em cada olhar…
Soldado Wandalika
Poeta e escritor angolano CEO do projeto Luso internacional POETAS DA ILUSÃO