Pessoa com deficiência nas literaturas

Renata Barcellos:
quando a literatura rompe barreiras e dá voz à inclusão!

Renata Barcellos
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21 de setembro, Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, é uma data que marca a construção de mobilizações para a Inclusão Social de Pessoas com Deficiência, conscientização da luta anti-capacitista e celebração destes movimentos. A luta pelos direitos humanos da Pessoa com Deficiência é histórica e tem seu grande marco em 1948 com a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Apesar de ter sido oficializada em 2005 com a lei Nº 11.133, a data é marcada por reivindicação do Movimento pelos Direitos das Pessoas com Deficiência (MDPD) desde 1982. O Censo 2022 do IBGE aponta que o Brasil tem 14,4 milhões de pessoas com deficiência com dois anos ou mais de idade, representando 7,3% da população.

Principais Dados e Estatísticas

• Gênero: do total de pessoas com deficiência, 8,3 milhões são mulheres e 6,1 milhões são homens.

• Idade: idosos com 60 anos ou mais formam 45,4% desse grupo. A incidência cresce com a idade, indo de 2,2% na faixa de 2 a 4 anos até 27,5% entre pessoas com 70 anos ou mais.

• Tipos mais comuns: dificuldades visuais e motoras (para caminhar ou subir degraus) lideram os registros.

• Autismo: levantamento identificou 2,4 milhões de pessoas com autismo no país (1,2% da população), com maior incidência entre crianças de 5 a 9 anos.

• Educação e Trabalho: cerca de 63,1% das pessoas com 25 anos ou mais com deficiência não concluíram o ensino fundamental. O nível de ocupação no mercado de trabalho para esse grupo é de 26,6%, contra 60,7% das pessoas sem deficiência.

A presença de personagens com deficiência (PcD) nas literaturas passou por grandes transformações ao longo dos séculos. Antigamente, muitas obras utilizavam a deficiência como uma metáfora moral, punição ou símbolo de superação extrema.

Hoje, as literaturas contemporâneas buscam retratar a pessoa com deficiência a partir de uma perspectiva mais realista, humana e complexa, onde a condição faz parte da identidade do personagem, mas não define toda a sua história. A representação de personagens com deficiência nas literaturas evoluiu de estereótipos trágicos ou heroicos para retratos mais complexos e humanos.

Evolução Histórica

• Séculos passados: a deficiência aparecia ligada ao castigo divino, à superação extrema ou ao papel de coadjuvante amargurado (como Edward Rochester em Jane Eyre ou o pequeno Tim em Um Conto de Natal).

• Literatura contemporânea: há maior espaço para o protagonismo de pessoas com deficiência (PcD), mostrando suas dores, amores e rotinas sem cair no piegas. Leituras sobre inclusão ajudam a promover empatia e respeito.

A seguir alguns dos principais exemplos de personagens com deficiência nas literaturas, separados entre clássicos universais, literatura brasileira e sucessos contemporâneos.

1.Clássicos da Literatura Universal

Tiny Tim (Um Conto de Natal, de Charles Dickens – 1843): garoto que usa muletas devido a uma deficiência física. O personagem é historicamente debatido por acadêmicos da área de estudos da deficiência, pois Dickens o utilizou fortemente para despertar a piedade do leitor e a caridade social.

Edward Rochester (Jane Eyre, de Charlotte Brontë – 1847): após um trágico incêndio, o interesse romântico da protagonista fica cego e perde uma das mãos. Na literatura vitoriana, sua invalidez temporária era lida de forma controversa como uma espécie de “julgamento moral” ou redenção.

Charlie Gordon (Flores para Algernon, de Daniel Keyes – 1959):
protagonista possui uma severa deficiência intelectual. Ele é selecionado para passar por uma cirurgia experimental que aumenta drasticamente o seu QI, permitindo uma reflexão profunda e dolorosa sobre como a sociedade enxerga as capacidades mentais humanas.

2. Literaturas Brasileiras

O conto As Estrelas do Cego, de João da Câmara, 1900. O cego era um velho corcovado, trêmulo, com a face cheia de rugas cruzadas, como um pedaço de papel amachucado. O Conto A cega, de Viriato Corrêa, está no seu primeiro livro Minaretes, 1902. O conto A Caolha, de Júlia Lopes de Almeida, publicado em 1903.

Apólogo brasileiro sem véu de alegoria, de António de Alcântara Machado (de 1936 – no livro Mana Maria e contos avulsos) – onde o personagem com deficiência visual é flautista.

Infância, de Graciliano Ramos (de 1945 – narra memórias do autor, e a sua condição de criança cega é uma memória real e significativa, que moldou sua introspecção e sua relação com o mundo).

São Marcos, de Guimarães Rosa (de 1946 – o protagonista e narrador Izé fica temporariamente cego, perdendo a visão após zombçar do feiticeiro João Mangolô. A cegueira é provocada por um vodu, mas Izé recupera a visão ao rezar a oração de São Marcos e se aproximar da casa do feiticeiro, que retira a venda de um boneco, simbolizando a libertação do protagonista da maldição).

A partir desta divisão do pesquisador Jacob Twersky, investigamos obras a partir da terceira fase do Modernismo, Neste período, há As cores, de Orígenes Lessa (de 1960 – da coletânea intitulada Balbino, homem do mar.

E o conto

Em Amor, de Clarice Lispector (1960), o cego mascando chiclete é o elemento que causa uma epifania na personagem Ana. Embora não seja um personagem principal no sentido tradicional, a figura do cego funciona como um gatilho para a crise interior de Ana. Revelando a ela a crueza da vida e o contraste entre a sua existência mecanizada e a realidade pulsante.

O conto A Estrela Branca, publicado em Mistérios de Lygia Fagundes Telles, 1980 e, depois em Um Coração Ardente, 2012.

Estéticas Realistas e Modernistas: obras brasileiras do Realismo, Naturalismo e da terceira fase do Modernismo frequentemente trouxeram personagens com deficiências físicas ou transtornos mentais como um instrumento de crítica e denúncia social sobre as desigualdades e o abandono do Estado.

3. Literatura Contemporânea e Pop

E, na contemporaneidade, podemos citar: nas Literaturas Brasileiras: Até que a morte nos separe, de Ana Teresa Pereira, 2000.

Ponciá Vicêncio (Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo – 2003): protagonista herda características físicas e psicológicas de seu avô (como o andar curvado e o braço direito em punho), em uma narrativa densa que costura a saúde mental com o trauma histórico da escravidão no Brasil.

A personagem Dorinha, da Turma da Mônica, foi criada por Mauricio de Sousa, 2004. Ela foi inspirada na educadora Dorina Nowill e sua criação teve como objetivo sensibilizar as crianças para a questão da deficiência visual.

O Filho (O Filho Eterno, de Cristovão Tezza – 2007): baseado em fatos reais, o livro aborda de forma crua e honesta a relação de um pai descobrindo e aprendendo a lidar com a Síndrome de Down de seu filho recém-nascido.

Eternidade e o Desejo Inês Pedrosa O grande desafio, 2007. Narra a história de Clara, uma jovem professora portuguesa que decide voltar a Salvador anos após uma terrível experiência na cidade – ao tentar salvar das balas o homem que amava, levou um tiro que a deixou cega.

Como Eu Era Antes de Você (Jojo Moyes – 2012): traz Will Traynor, um homem que se torna tetraplégico após um acidente, gerando debates sobre autonomia e deficiência.

August “Auggie” Pullman (Extraordinário, de R. J. Palacio – 2012): um menino que nasceu com uma síndrome genética que gerou uma severa deformidade facial. A obra acompanha sua transição para uma escola regular e é amplamente utilizada para debater empatia e bullying.

Marcus (Mentira Perfeita, de Carina Rissi – 2016): protagonista tornou-se cadeirante após sofrer um acidente de moto. A trama aborda o seu desejo de independência e como ele lida com a superproteção da família enquanto vive um romance.

Olhando com Ritinha (de Sharlene Serra, 2018) narra a história de Ritinha (uma garotinha deficiente visual) que nos faz entender a sua forma de ver e perceber o mundo à sua volta. Fala dos recursos principais para sua aprendizagem e nos apresenta as combinações do Braile, sistema de leitura e escrita tátil. Uma história que nos faz acreditar ser a inclusão algo possível.

A Cega Era Eu de Eliane Brum, 2019. É um texto que narra a experiência da autora de se tornar cega ao encontrar um cego, Leniro, e como essa vivência a levou a explorar o universo dos deficientes visuais, questionando preconceitos e compreendendo o mundo por outras perspectivas, especialmente através da tecnologia e da leitura de um outro.

Nas Literaturas Africanas, o conto A MAKA DA VELHA SAMBA de Beni Dya Mbaxi, do livro Quando Não Olhas Para Trás, 2018.

Nas Literaturas Indígenas, o Velho Cego, um personagem que surge nos mitos Krahó, é discutida a sua relação com o surgimento do homem branco. Sua narrativa serve para refletir sobre a oposição entre meninos e a sociedade, e a consequente perda de sua inocência

Catarina (Interseção, de Vanessa Reis – 2024): escrito por uma autora que também é cadeirante, o livro quebra estereótipos ao colocar uma protagonista com deficiência física vivendo as aventuras e desventuras típicas de uma comédia romântica.

Vale destacarmos o trabalho realizado pela amiga Dinorá Couto Cançado (fundadora e presidente da AIAB- Academia Inclusiva de Autores Brasilienses – Blog: https://aiabbrasilia.blogspot.com). No próximo dia 21, haverá a 21 edição do Fórum Brasília, capital das leituras, com mais 5 novos projetos mapeados já chegando a 115. Posses de novos acadêmicos e o tão esperado resultado do PIEI: Prêmio Internacional de Espírito Inclusivo. A temática do PIEI desse ano “Vivências ou Memórias que constroem a cultura inclusiva no DF” gerou esse belo convite do RJ que promete desdobramentos incríveis nessa nova versão do PIEI (Projeto itinerante de espírito inclusivo).

Renata Barcellos

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O mundo não é concebido como uma coleção de objetos

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

‘O mundo não é concebido como uma coleção de objetos’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
Imagem criada por IA no Bint - 13 de março de 2025, às 15:05 PM
Imagem criada por IA no Bint – 13 de março de 2025,
às 15:05 PM

Todo o esforço intelectual e todo o movimento da sua ação se desprenderam do racional e só do racional. A unidade e a diversidade são impostas pela razão. A ordenação, a harmonia espiritual, o valor da razão a tudo fere. Tudo passa pelo seu crivo metodológico. Tudo é ferido, aferido e conferido pela razão, entre o máximo do juízo e a harmonia autossuficiente, que recusam aceitar que o imediato da experiência seja a expressão da realidade autêntica.

Sérgio argumenta: «… Para mim, o essencial no conceito não é a imagem, é a relação; o conceito para mim não precede do acto do juízo, mas resulta, pelo contrário, da actividade judicatória do nosso juízo; é esta actividade judicatória (e não a imagem ou representação) o que está no ponto de partida do operar efectivo do saber científico”. (Ensaios, III:353). 

Sérgio é um racionalista, porque sustenta a irredutibilidade da razão à perceção sensível, arquitetar a vida mental. A razão tem os olhos postos em si, não está de olhos fitos na imediaticidade dos dados sensíveis. É racionalista porque afirma a existência no nosso espírito de uma atividade ordenadora, superior à perceção sensível. Daí que o seu racionalismo seja muito afim do idealismo metafísico ou gnosiológico.

António Sérgio reputa-se a si como um idealista neo-kantiano. O ataque ao racionalismo foi desencadeado pelos filósofos cientificistas e humanistas. A sua luta cifrava-se num ponto comum: o racionalismo clássico é abstrato e incapaz de atender ao conceito. Negam-se a admitir que o espírito humano seja uma atividade espontânea, e que o homem se faz a si, num ato de liberdade absoluta. Durante toda a sua vida reflexiva, Sérgio lutou por caracterizar o seu pensamento filosófico como uma razão que se concretiza, que se inunda ao particular, que se acarinha pelo real. 

O seu racionalismo não era abstrato nem padecia de qualquer incapacidade para se abalançar ao concreto. «A inteligência, como eu a concebo, não minora a tal realidade; inteleccionar, ao que me tem parecido, é perceber o real, o concreto, o particular…» (Ensaios, VII:205). Sérgio mergulha o seu espírito constantemente na lida do real. O seu racionalismo nada tem a ver com o racionalismo dos velhos tempos.

Mas cuidado! Qual o sentido do real, da existência, em Sérgio? A experiência e o objeto são identificados com a intuição fenoménica. Os objetos não passam de puros fenómenos. «A experiência é um produto da razão, não algo que a defronte, independente dela. Opor a experiência à razão é como opor a obra de arte ao artista que a criou.» (Ensaios, VII:189). «Não há objecto situado fora, para além do intelecto; o objecto em si e a experiência, em frente da inteligência, são meros fantasmas.» (Ensaios, VII:187).

 Sérgio não duvida da existência do que se designa por “um mundo exterior”, isto é, de algo independente da nossa “psique”, de uma realidade física, de uma “fisis”. Não é, todavia, um empirista. Antes, rejeita qualquer tipo de empirismo, como tendência filosófica que reduz a totalidade do conhecimento à experiência. A inteligência tem um papel constitutivo, criador, não só ao nível da experiência, mas também ao nível científico. 

O mundo não é concebido como uma coleção de coisas. É antes uma atividade cuja função é suscitar na: «“psique” o nascimento “dos algos a que chamei sentires (dados-dos-sentidos, sensações, intuições) os quais são sinais da Actividade-do-Mundo, mas não imprimissões do dito mundo em nós, que tenham semelhança com a Actividade-do-Mundo.» (Notas de Esclarecimento, Portucale, 1950:204). 

Segundo Sérgio: «Tudo desponta no viver da psique, pelo espontâneo actual da nossa energia psíquica, e não por estampagem do “chamado mundo externo”. Nada na mente é reflexo de algo. A experiência não é o sinal sensível, não é a ideia, não é o sentir, nem tão pouco a forma: é a indestronável ligação do sentir e da ideia sempre estruturada por interpretações do intelecto.» (in: SÉRGIO, 1950:199). 

A missão da experiência é a justificação das hipóteses colocadas pelo pensamento, que na sua marcha progressiva e regressiva, busca a verdade: acordo recíproco entre a tese (o facto que nos interessa) e a hipótese colocada pelo pensamento. Sérgio deve ser considerado um experimentacionista e não um empirista.

BIBLIOGRAFIA

CHAVES, C. B, V.V., António Sérgio, Obra completa – Ensaios – Tomo I, Livraria Sá da Costa Editora, Lisboa, 1976;

SÉRGIO, António, (1974). Obras Completas: Ensaios, 1ª edição, Tomo VII, Lisboa: Sá da Costa.

SÉRGIO, António, (1976). Obras Completas: Ensaios, 2ª edição, Tomo I, Lisboa: Sá da Costa.

SÉRGIO, António, (1984). Educação Cívica. Lisboa: ICLP/ME

SÉRGIO, António, (1950), Notas de Esclarecimento, Portucale, Porto, nºs 28-30, julho-dezembro

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente Honorário do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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Green60 – Mobile Film Festival

‘Green60 Mobile Film Festival’ recebe filmes de até 60 segundos sobre meio ambiente, diversidade e sustentabilidade

'Green60 Mobile Film Festival
‘Green60 Mobile Film Festival

Em sua quarta edição, evento conta com obras produzidas por realizadores utilizando aparelhos móveis

São Paulo sediará mais uma edição do ’Green60 – Mobile Film Festival’, festival de cinema que promove a exibição de obras audiovisuais sobre temáticas sociais, culturais e ambientais inspiradas na Agenda 2030 da ONU. O evento será realizado nos dias 5, 6 e 7 de junho de 2024 no Parque Ceret, no bairro do Anália Franco, em São Paulo.

Em sua 4ª edição, o ’Green60 – Mobile Film Festival’ visa estimular o acesso à produção audiovisual, permitindo que pessoas de diversas origens e habilidades compartilhem suas histórias, ideias e talentos com um público global a fim de gerar impacto na forma como a mídia é consumida e como as histórias são contadas na sociedade contemporânea.

Os filmes selecionados para o festival serão exibidos ao ar livre em parque público da cidade de São Paulo
Os filmes selecionados para o festival serão exibidos ao ar livre em parque público da cidade de São Paulo

Os filmes selecionados para o festival serão exibidos ao ar livre em parque público da cidade de São Paulo com previsão para o mês de junho. Além da exibição dos filmes em competição, haverá uma mostra de filmes não competitivos definidos pela curadoria.

A iniciativa é uma realização do Instituto São Paulo de Arte e Cultura e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Governo do Estado de São Paulo.

O festival irá premiar as melhores obras com duração de até 60 segundos produzidos por aparelhos móveis, como celulares e tablets, em duas categorias:

  • Mostra Competitiva I:

Filmes de até 60 segundos realizados com aparelhos móveis (celular ou tablet); (realizadores com 21 anos ou mais).

  • Mostra Competitiva II: Filmes de até 60 segundos realizados com aparelhos móveis (celular ou tablet); (realizadores com até 20 anos).

Os filmes vencedores serão definidos por meio de votação popular no dia de sua exibição e, além de receber um certificado, as melhores obras serão premiadas em dinheiro, por categoria, no valor total de R$ 10 mil ao final do evento com o objetivo de estimular a produção audiovisual de novos realizadores. 

Para se inscrever e conhecer o regulamento, o interessado deve acessar o site www.green60.com.br.  As inscrições são gratuitas e foram prorrogadas até o dia 28 de maio.

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25 de Abril

José Louro: Poema ’25 de Abril’

José Louro
José Louro
“25 de Abril” José Manuel Monteiro Louro 📸 Eduardo Gageiro
“25 de Abril” José Manuel Monteiro Louro 📸 Eduardo Gageiro. Imagem : Freepik

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