Socorro, alguma alma, mesmo que penada. Me empreste suas penas. Já não sinto amor nem dor, Já não sinto nada.
Socorro, alguém que me dê um coração, Que esse já não bate nem apanha. Por favor, uma emoção pequena, Qualquer coisa.
Composição de Alice Ruiz, cantada por Arnaldo Antunes – Socorro/1998, Álbum ‘Um som’
Por indicação de um cinéfilo que admiro muito, resolvi assistir ao documentário americano ‘A Ponte’ (The Bridge). É uma produção de 2006 dirigida por Eric Steel que retrata ao longo do ano de 2004, filmagens posicionadas em dois pontos ocultos diferentes da ponte Golden Gate em São Francisco, Califórnia, nos Estados Unidos, de pessoas das mais diversas idades, gêneros, etnias, culturas, classes sociais, que decidiram tirar suas vidas naquele lugar, mais do que em qualquer outro lugar do mundo. São dados realmente alarmantes: naquele ano, mais de 24 suicídios puderam ser registrados.
Além das terríveis e desoladoras cenas das pessoas se jogando da ponte, a equipe de produção gravou várias entrevistas com amigos, familiares e testemunhas tentando dar alguma explicação sobre as possíveis motivações que levaram seus entes queridos a desistir da vida. São histórias que perpassam por depressão, abuso de substâncias e transtornos mentais.
A fala das pessoas próximas aos que cometeram suicídio parece expressar um grande e avassalador ponto de interrogação, pois jamais se saberá ao certo que fator ou fatores determinantes fizeram aqueles sujeitos não conseguirem vislumbrar nenhum tipo de saída para seus tormentos que não fosse a morte. Ainda mais triste é carregar sentimentos de culpa, remorso, impotência diante do que parecia ser inevitável. Os testemunhos que acompanhamos no documentário doem tanto quanto assistir ao momento do salto fatal. É angustiante pensar na vida dos familiares e amigos que muito pouco ou nada puderam fazer para impedir um fim tão trágico. Não importa quantos anos se passem, a pergunta sempre ecoa: Por que ele (a) não era feliz? Outras questões também surgem: O que fizemos para ele (a)? Onde erramos? Por que não vimos sinais? Por que não o (a) salvamos? São indagações que permanecem sem respostas.
Na época, o documentário provocou muita ira e indignação entre o público em geral, pois o diretor Eric Steel foi acusado de sensacionalismo por expor de forma tão crua um tema extremamente sensível. Polêmicas à parte, fato é que testemunhar pessoas se jogando da ponte, sem efeitos de borrões ou cortes, é realmente difícil de ver. Chega a ser indigesto. A vontade é de sair correndo e impedir o ato. Como espectadora, além da sensação incômoda de assistir uma pessoa real se jogar, pois você sabe que não é um ator ou atriz, nada foi possível fazer. A única coisa que resta é a reflexão sobre as muitas significações sobre vida e a morte.
Uma pessoa em especial me marcou demais: um senhor vestido com roupas confortáveis como se tivesse saído para caminhar numa linda manhã de sol. Vestia bermuda e camiseta, tênis, boné e óculos de sol. O clima era ameno e havia uma brisa refrescante. Ele se aproximou da ponte sem nenhuma cerimônia, olhou rapidamente para baixo, transpassou as pernas para o lado de fora e, como num ato simples e trivial, deixou seu corpo cair. Seu boné e óculos voaram no ar. Confesso que esta imagem perdurou por dias em minha mente.
Depois dessa experiência, permanece o convite a revisitar as razões que te faz viver, o que te fortalece, o que te mobiliza, o que, no fundo, te faz vencer a morte.
Certa vez escutei de uma paciente que lidava com a morte de perto, dizia ela, pois trabalhou por muitos anos em Unidade de Tratamento Intensivo, as conhecidas UTI´s. Afirmava com veemência: “Eu fazia de tudo para salvar uma pessoa! Queria o suspiro de vida! Aí sim eu me sentia bem. Porém, logo depois me perguntava: por que esta pessoa quer tanto viver?”.
Se pensarmos, é realmente uma questão pertinente. Deixo o convite à reflexão em aberto.
Resenha “Reflexão acerca do documentário ‘𝐏𝐟𝐮𝐤𝐚, 𝐀𝐥𝐜𝐢𝐧𝐚!'”
Renata BarcellosDocumentário de curta-metragem ‘Pfuka, Alcina!’
Sinopse:PFUKA, ALCINA! é um documentário de curta-metragem que narra a história de uma jovem talentosa e estilista moçambicana, Alcina José Penicela Nhaume, alvejada por uma bala em um dos períodos de manifestações pós-eleitoral, em Moçambique. O curta-metragem retrata a luta de Alcina, desde o momento no qual foi ferida até sua recuperação do impacto emocional e físico da violência. Ao ser levada às pressas ao Hospital Geral de Maputo, a jovem passou por uma fase difícil: um mês sem conseguir se alimentar e falar. Foi submetida a uma cirurgia, mas ainda precisa se submeter a um novo procedimento para reconstrução do maxilar facial.
Através dos 17 minutos, além de apresentar a trajetória do sofrimento da protagonista, Beni propõe uma reflexão urgente: um alerta sobre direitos humanos (Declaração dos Direitod Humanos – adotada e proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas – resolução 217 A III, em 10 de dezembro 1948), intolerância política e a crise vivida pela população moçambicana após as eleições. Nesse curto tempo, o cineasta consegue abordar esses aspectos de forma dinâmica.
E, para isso, diversos recursos foram utilizados: imagem da capa de jornal da notícia, trilhas sonora, participação de uma docente universitária, os locais apresentados…. Isso tudo ao longo da narrativa composta pelo relato do episódio, depois da história de vida da estilista, na sequência, o depoimento de uma docente: Telma Mula e finaliza com uma mensagem de Morgado na saída de Alcina do hospital.
Ao compartilhar esta fase de sua vida, torna-se porta-voz de milhares de pessoas que enfrenta (ra)m adversidades semelhantes. Vale ressaltar que o artigo 40 da Constituição da República de Moçambique (CRM) refere-se ao “Direito à vida”. E onde está o de vítimas como Alcinda? De acordo com o código Samurai, uma alma sem respeito é “uma morada em ruínas. Deve ser demolida para construir uma nova.” Fica como metáfora para reflexão de lugares em conflito (sobretudo os permanentes).
De acordo com Alcinda, “o ocorrido mostrou-me a dureza da vida, mas também a grandeza da fé. Ser atingida por uma bala perdida foi um choque que poderia ter me paralisado, mas escolhi transformar a dor em motivação. Cada cicatriz se tornou um lembrete de que viver é um ato de resistência e que os sonhos não devem ser abandonados, mesmo diante das maiores provações”.
Este documentário foi exibido para as turmas do Terceiro ano do Ensino Médio, do Colégio Estadual José Leite Lopes (NAVE RJ), a fim de tratar o problema social do qual Alcinda é vítima, relacioná-lo com a realidade brasileira, pesquisar a legislação brasileira e verificar os recursos expressivos utilizados: como depoimento de uma docente, as músicas de protesto de DALYON THE VERSATIL… Cabe ressaltar que os alunos apreciaram e se identificaram com as trilhas sonoras.
Como proposta de atividade, em dupla, sugerimos que escrevessem um parágrafo argumentativo de convergências do ocorrido com a realidade brasileira. Urge refletirmos sobre os direitos humanos, a falta de controle da segurança pública… Segundo Morgado Mbalate, com o caso de Alcinda, “aprendi muito sobre superar adversidades com a Alcina e acredito que o documentário poderá impactar muita gente.
Com tristeza, recebemos a notícia da censura tanto em Moçambique como em Angola, numa altura em já tinha data para estreia em Moçambique. Infelizmente, o documentário é visto como um potencial ato de reabrir as feridas das manifestações pós-eleições em Moçambique, esqueceram-se que a Alcina é uma vítima e nunca apontou o dedo a ninguém”.
Quanto à legislação brasileira, a Constituição Federal de 1988 estabelece a segurança pública como um direito de todos e dever do Estado, garantindo a incolumidade das pessoas e do patrimônio. O artigo 144 da Constituição detalha os órgãos responsáveis pela segurança pública, como a polícia federal, polícia rodoviária federal, polícia ferroviária federal, polícias civis, polícias militares e corpos de bombeiros militares. Além disso, o artigo 5º da Constituição assegura a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade e à segurança.
Artigos e Leis relevantes:
Artigo 144 da Constituição Federal: define a segurança pública como um direito e dever de todos, e estabelece os órgãos responsáveis pela sua atuação.
Artigo 5º da Constituição Federal: garante a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade e à segurança.
Lei nº 11.707/2008: altera a Lei nº 11.530/2007, que institui o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).
Lei nº 13.675/2018: dispõe sobre a Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, estabelecendo princípios, objetivos e diretrizes para a atuação dos órgãos de segurança.
Decreto nº 10.777/2021baseado na Lei nº 13.675/2018: dispõe sobre a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, estabelecendo ações de prevenção, preparação e resposta a desastres.
Direitos do cidadão:
Direito à segurança: a Constituição assegura a proteção contra ameaças à vida, à liberdade e ao patrimônio.
Direito à informação: os cidadãos têm o direito de serem informados sobre os riscos e ameaças à sua segurança, bem como sobre as ações do poder público.
Direito à participação: os cidadãos têm o direito de participar da formulação e implementação de políticas de segurança pública.
Direito à proteção contra a violência: a Constituição e as leis asseguram proteção contra abusos e violência praticados por agentes públicos.
Direito à reparação: em caso de violação de seus direitos, o cidadão tem direito à reparação por parte do Estado.
Responsabilidades do cidadão: colaborar com as autoridades na prevenção e repressão de crimes, denunciar qualquer situação que ameace a segurança pública, respeitar as leis e normas de segurança e promover a cultura de paz e respeito à vida.
Alguns fragmentos das reflexões dos alunos:
“Enquanto o Brasil lida mais com violência e crimes organizados, Moçambique enfrenta conflitos armados e instabilidade política. Ambos têm em comum altos índices de violência e forte impacto contra mulheres. Infelizmente, nos dois países, há presença de regiões perigosas e baixa sensação de segurança da população por negligência dos dirigentes”.
“O caso de Alcinda é chocante e revoltante. Situações assim mostram como a violência e a negligência estatal deixam pessoas inocentes à mercê de perigo. Infelizmente, o Brasil enfrenta problemas parecidos com violência urbana e ações policiais que, muitas vezes, prejudicam quem não tem culpa. É inaceitável que, em ambos os países, vidas sejam destruídas por descaso e impunidade. É urgente cobrar mudanças para proteger quem precisa”.
Produção: Beni Dya Mbaxi (pseudónimo literário de Bernardo Sebastião Afonso), nascido no Cazenga, Luanda, em Angola, aos 28 de Maio de 1997. Escritor, Project Manager, Colunista e Cineasta. Concluiu o ensino médio na escola Óscar Ribas, no curso de Ciências Económicas e Jurídicas, em 2014, Bacharel no Curso de Língua Portuguesa e Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Metodista de Angola.
Autor de vários livros (A ÚLTIMA MASOXI, A MENINA DA BURCA…), publicados em Angola, Inglaterra e no Brasil, detentor de alguns reconhecimentos literários, em Angola, África do Sul e no Botswana. Estreou no mundo cinematográfico no Festival Internacional Lusofest, na Alemanha, com o documentário de curta-metragem intitulado Precisamos De Ouvir Todos – disponível em: Link: https://youtu.be/2y0-gmxMKO0?si=kLeSohpR-YUqJFVt).
Assistente de Produção: Morgado Mbalate (É um premiado escritor moçambicano, activista social e cultural e poeta. Um dos maiores expoentes da Literatura jovem Africana e moçambicana de expressão portuguesa. É membro da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), graduado em Filosofia pela Universidade São Tomás de Moçambique (USTM, 2018). Especialista em Comunicação e Marketing, em Relações Públicas e Linguística.
É autor dos livros: Odisseia da Alma (Edições Esgotadas, 2016), A Arte Suave da Palavra (Chiado Books, 2020), Co-autor do CD de Literatura Negra O que nos a Bala (Comunidade do Tambor, 2018). De entre Prémios e Distinções: destaque para o Prémio Bicentenário de Dostoiévski (2021), menção honrosa no Premio Mondiale di Poesia Nosside (2014), menção honrosa no Prémio Fernanda de Castro do IV Concurso Internacional de Poesia e Prosa (2017). Colabora com diversas revistas a nível nacional e internacional).
“Jovens, nunca desistam dos vossos sonhos, por maiores que sejam os obstáculos. A vida pode nos surpreender com desafios inesperados, mas a forma como escolhemos enfrentá-los é que define quem somos. Tenham coragem, persistam, cuidem da vossa paz e lembrem-se: cada um de vocês tem um propósito único, capaz de transformar o mundo ao redor”.
Documentário de Carlos Carvalho Cavalheiro será exibido em Santos
Card da Alter Nativa – 3ª Feira Anarquista da Baixada Santista
O documentário ‘Alter Nativa – II Feira Anarquista de São Paulo‘, dirigido por Carlos Carvalho Cavalheiro será exibido no dia 27 de julho de 2025, domingo, às 17 horas, na Cinemateca de Santos. O evento faz parte da chamada para a 3ª Feira Anarquista da Baixada Santista que será realizada em setembro.
O documentário mostra a realização da II Feira Anarquista de São Paulo, que ocorreu em 2011. Apesar de despretensioso, o vídeo se tornou uma referência tanto por registrar um acontecimento histórico (a primeira Feira ocorreu em 2006 e somente cinco anos depois teve a sua segunda edição), quanto por inspirar a continuidade da Feira em São Paulo e a ocorrência de eventos similares em outras localidades, como a Baixada Santista.
De acordo com uma página da Feira Anarquista de São Paulo, o vídeo é um “importante material histórico sobre a Feira Anarquista de São Paulo […] que documenta as atividades desenvolvidas na segunda edição da Feira no ano de 2011”. O vídeo foi lançado em 2013 por restrições orçamentárias dos produtores.
O evento de chamada para a 3ª Feira Anarquista da Baixada Santista contará ainda com um debate com membros do Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri (NELCA), Biblioteca Terra Livre (BTL) & Centro de Cultura Social de São Paulo (CCS-SP) após a exibição do documentário.
Carlos Carvalho Cavalheiro é professor de História na rede pública municipal de Porto Feliz desde 2006. É escritor, historiador e documentarista. Em 2013/2014 foi um dos vencedores do Mapa Cultural Paulista com o vídeo-documentário ‘Em busca do Unhudo’.
Assista ao vídeo ‘Alter Nativa’
https://www.youtube.com/watch?v=iTeQTVvxqI0
Essa é a segunda vez que o documentário é exibido na Cinemateca de Santos em 26 de julho de 2014. O vídeo também fez parte da programação do III Festival do Filme Anarquista e Punk de São Paulo, no dia 7 de dezembro de 2014, no Tendal da Lapa, na capital paulista.
A Cinemateca de Santos está localizada na Rua Min. Xavier de Toledo, número 42, Campo Grande – Santos/SP.
Terra de Ciganos, de Naji Sidki, será exibido no 16° Festival In-Edit BRASIL
Com direção de Naji Sidki, filme está presente na competição nacional do festival internacional do documentário musical
Cartaz do filme ‘Terra de Ciganos’
Terra de Ciganos, de Naji Sidki, produzido pela Veríssimo Produções, foi selecionado para a competição nacional do 16° Festival Internacional do Documentário Musical, que acontecerá do dia 12 a 23 de junho, em São Paulo. O filme acompanha com um olhar especial a busca pela preservação das tradições ciganas em meio a integração à sociedade brasileira. Considerado um road movie musical cigano, o documentário acompanha famílias de músicos ciganos, suas artes, adversidades e tradições.
O diretor Naji Sidki conta que o In Edit é uma ótima janela para a obra: “estrear Terra de Ciganos na Mostra Competitiva do In Edit é ver o filme encontrar seu lugar. Sua primeira exibição será em um festival internacional de documentários musicais, um espaço cujo principal diálogo é universal – a música – e isso é muito gratificante”.
O filme retrata o povo cigano em uma viagem pelas diversas paisagens deste país gigante, buscando os poucos remanescentes da comunidade que ainda moram em barracas, que mantém sua língua e modo de vida tradicional. Através de músicos ciganos, o longa faz uma viagem por essa cultura enigmática e resiliente.
‘“A compreensão da arte envolve, além do concreto – letra e sua tradução -a abstração dos sentimentos e, incluído na programação do In Edit, o povo brasileiro de etnia cigana encontra lugar onde hastear sua bandeira e se apresentar”, explica Naji.
Sessões TERRA DE CIGANOS
Domingo, 16 Junho 2024 | 18:00 – CINESESC – preço dos ingressos R$ 10,00 cada
R. Augusta, 2075 – Cerqueira César, São Paulo – SP, 01413-000
Largo Sen. Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino, São Paulo – SP, 04021-070
Sinopse
O Brasil é o lar da terceira maior população cigana do mundo, com aproximadamente 800 mil membros. O diretor Naji Sidki explora a vida de várias comunidades ciganas pelo país, mostrando como preservam suas tradições enquanto se integram à sociedade brasileira, com um olhar especial para os desdobramentos na música.
FICHA TÉCNICA:
Terra de Ciganos Brasil | 2024 | 90’
Produtora: Veríssimo Produções
País: Brasil
Ano: 2024
Duração do filme: 90′
Direção: Naji Sidki
Produção Executiva: Kátia Coelho
Gerente Financeira: Vânia Brandão
Roteiro: Kátia Coelho e Naji Sidki
Pesquisa: Kátia Coelho e Naji Sidki
Diretor de Produção: Farid Tavares
Produtor Nordeste: Guilherme Cesar
Assistente de Direção: Ananda Guimarães
Direção de Fotografia: Naji Sidki
Operador de Câmera: Naji Sidki
Operador de Drone: Emerson Pena e Roseane Romão
Correção de Cor: José Francisco Neto
Montagem: Daniel Souza
Som direto: Olivia Hernández Fernández
Desenho de Som: Tide Borges, Pedro Martins, Daniel Souza e Ariel Henrique
Consultores Ciganos: Nicolas e Ingrid Ramanush
Músicos: Vitsa Ramanush: Nicolas Ramanush, Ingrid Ramanush, Buda Nascimento, Denis Rudah e Rogerio Loebel / Breno Cigano / Ronaldo Carlos / Batista Cigano e Erasmo Ferraz / Ferreirinha e Dodó / Fabiano e Bruno Cigano
Personagens: Islaine Confessor/Gláubia Cristina/ as crianças Tareq/Laila e Medeiros/ As calins Tata, Sara e Mara/ Carlos e Floriano/ Léo e Rosana Lima (Circo Big Brother) Acampamento de Carneiros (Alagoas) Pedro Leopoldo (Minas Gerais)
Produtoras Associados: DotCine / Coelho Filmes e Mistral
Gravações de ‘O Cravista’, filme documental sobre o legado de um dos maiores cravistas do Brasil, são finalizadas com cena na Casa Julieta de Serpa
Rafael Azerevo – O Cravista – Roberto de Regina
Com direção e roteiro de Luiz Eduardo Ozório, ‘O Cravista’ tem previsão de lançamento no segundo semestre de 2024
A história da música clássica no Brasil está intrinsecamente ligada à vida de Roberto de Regina. Um dos cravistas mais importantes do país, Roberto, hoje com 97 anos, reintroduziu a música barroca no Brasil, tendo sido o primeiro músico a construir o instrumento de cordas pinçadas em solo nacional. ‘
O Cravista’, com direção e roteiro de Luiz Eduardo Ozório e produção da OZ FILMS Productions, conta a trajetória pessoal e profissional do homem que deixou o mundo atual para viver os encantos do século 18. As gravações foram finalizadas, na Casa Julieta de Serpa (RJ), com convidados, em um inusitado baile Real. Dançarinos e músicos especializados no período, coreografados pelo Professor da UFF Mário Orlando, acompanharam com figurinos de Rogério Madruga o ritmo das notas tocadas pelo cravista. O lançamento do projeto está previsto para o segundo semestre de 2024.
Rafael Azerevo – O Cravista – Roberto de Regina
Em uma produção minuciosa e delicada, ‘O Cravista’ aborda a história deste artista singular que vive pela arte. Prestes a comemorar seu centenário, a trajetória de Roberto é retratada no filme através de temas como a persistência em seguir a verdadeira vocação, o envelhecimento, o relacionamento de 40 anos com Ronaldo Ribeiro e as amarras do preconceito.
“Pra mim o documentário será muito positivo para reverberar o valor que o Cravo representa para a música. Acredito que é um instrumento que tem um potencial de se manter vivo, crescer, porque ele tem algo especial. O som é parecido com as cordas da guitarra, então acho que o futuro do Cravo será promissor com os jovens”, destaca o artista. Com o apoio de Youle Locação, Luz Rio, Cesgranrio e Casa Julieta de Serpa, o projeto entra no universo recriado por Roberto de Regina, inspirado no período barroco.
Para o filme documental, que começou a ser rodado em 2022, o diretor Luiz Eduardo Ozório acompanhou diversos momentos importantes da vida do maestro, como a homenagem que a Camerata Antiqua de Curitiba fez para ele na Sala Cecília Meireles, em 2022, e a sua última apresentação nos palcos, realizado na Academia Brasileira de Letras (ABL), em 2023.
“Mostrar a trajetória de um dos artistas mais importantes da música clássica brasileira, além de um privilégio, é necessidade, porque o Roberto de Regina é uma lenda viva da cultura e da arte, reconhecido por um grupo de pessoas, mas um ilustre desconhecido para grande parte. Este filme é uma oportunidade de celebrarmos a vida e a obra dele e com ele”, comenta o diretor e roteirista. Em 1974, Roberto de Regina fundou a Camerata Antiqua de Curitiba, em atividade até hoje, e em 1960 se apresentou na inauguração de Brasília, momento pelo qual o artista continua a ser reverenciado.
Em 2023, o cravista recebeu o título de Honoris Causa pela Academia Brasileira de Belas Artes. Essa diferente forma de observar a vida o estimulou a ser mais do que um músico e maestro, se tornando também pintor e luthier.
Abordada em ‘O Cravista’, a Capela Magdalena criada por Roberto em Guaratiba, Rio de Janeiro, é sua casa atual, onde vive aos moldes dos castelos europeus, transportando toda a atmosfera do século XVIII para os dias atuais. Nela o maestro realiza apresentações periódicas, acompanhadas de um elegante jantar, além de ser possível visitar seu museu particular, com 500 maquetes e miniaturas exibidas.
Rafael Azerevo – O Cravista – Roberto de Regina
Sinopse de “O Cravista”: Após a sua aposentadoria, o médico-anestesista Roberto de Regina decide se dedicar integralmente ao estudo da música clássica antiga, tornando-se um dos maiores cravistas do Brasil e o primeiro a construir o instrumento em solo nacional, ao longo de sua trajetória, lançou inúmeros discos e foi vencedor de muitos prêmios. Seus feitos reintroduziram a música barroca no país, influenciando toda uma nova geração de músicos.
Sobre Roberto de Regina: Mesmo se despedindo dos palcos em 2022, o legado de Roberto de Regina permanece vivo. Com 97 anos, o maestro e cravista foi o primeiro a construir um cravo no país, reintroduzindo a música clássica barroca aos brasileiros. Músico autodidata, começou a se dedicar à arte após 30 anos trabalhando como médico-anestesista e em 1960 se apresentou na inauguração histórica de Brasília. Roberto fundou em 1974 a Camerata Antiqua de Curitiba e em 2023 recebeu o título de Honoris Causa pela Academia Brasileira de Belas Artes. O músico gravou e publicou no YouTube 16 concertos que fazem parte do projeto Johann Sebastian Bach Concertos para cravo solo, além de lançar mais 25 álbuns e 5 DVDs. Roberto vive hoje na Capela Magdalena, em Guaratiba, Rio de Janeiro, aos moldes dos castelos europeus.
Sobre a OZ FILMS Productions: Criada por Luiz Eduardo Ozório, OZ FILMS Productions é uma produtora independente dedicada ao cinema brasileiro. Em 2014, ganhou o Festival de Cannes pela produção do comercial “Noivos”, para a ONG Trânsito Amigo. A produtora assumiu em 2015 a direção de arte do longa-metragem “Solteira Quase Surtando” e em 2019, lançou seu primeiro longa-metragem documental “Doidos de Pedra – O Paraíso Ameaçado”, que foi Seleção Oficial em mais de 20 festivais de cinema pelo mundo e venceu 6 prêmios, 4 deles de Melhor Documentário.
Diretora Viviane Ferreira encerra maratona de gravações em São Paulo após percorrer seis estados brasileiros
Após uma intensa jornada por todo o Brasil, o documentário ‘Favela.doc’ conclui suas filmagens em São Paulo, etapa que ocorrerá de 24 a 29 de abril. Dirigido pela renomada cineasta Viviane Ferreira, o projeto captura a essência da música periférica brasileira, percorrendo favelas e comunidades de seis estados do país.
Com lançamento previsto para 2025, a série documental de oito episódios, aborda estilos como funk, trap, samba, grime/drill, tecnobrega, bregafunk, R&B e pagode baiano. A escolha dos estados não foi aleatória, mas sim estratégica para representar a diversidade cultural e musical do Brasil.
A diretora Viviane Ferreira, cujos trabalhos anteriores incluem produções de destaque como ‘Um dia com Jerusa’ e o sucesso de público ‘Ó Paí Ó 2’, percorreu seis estados brasileiros ao lado da equipe de produção.
Para o fim das gravações em São Paulo, a capital e a Baixada Santista servirão de cenário para explorar a trajetória do DJ Mu540 (Muzão), figura central do último episódio. O jovem talento, nascido e criado em Praia Grande, desponta como um dos expoentes do trap paulista, estilo que combina elementos do funk e do rap.
“Para mim, dirigir o ‘Favela.doc’ é uma oportunidade única de dar voz e visibilidade às comunidades periféricas e aos artistas que nelas vivem. Este projeto vai além de retratar a música brasileira: é um mergulho na alma e na criatividade das favelas, revelando o protagonismo desses artistas e a riqueza cultural que eles trazem para o país.”, comenta a diretora Viviane Ferreira.
Durante as filmagens, o documentário explora as origens e influências de cada estilo musical, colocando em destaque figuras centrais e influentes de cada comunidade visitada.
Entre os artistas já filmados em suas respectivas cidades estão: Deize Tigrona, representando o funk carioca na Cidade de Deus; N.I.N.A., expoente do grime e do drill em Cidade Alta, Taquara e Manguinhos, no Rio de Janeiro; TrapFunk&Alívio, grupo que mescla baile funk e pagodão baiano, em Salvador; Rayssa Dias, cantora de bregafunk em Recife; Maderito, vocalista da Gang do Eletro, no baile de tecnobrega em Belém; e os Filhos de Dona Maria e o duo Margaridas, representando o samba e o R&B, respectivamente, em Brasília.
Produzida em parceria entre a agência Um Nome, idealizadora do festival Favela Sounds, e a Odun Filmes, a série é realizada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal. A produção executiva e os argumentos são conduzidos pelos criadores do festival, Amanda Bittar e Guilherme Tavares.
Sobre o ‘Favela.doc‘
Com lançamento previsto para 2025, ‘Favela.doc‘ é uma série documental de oito episódios que mergulha nas raízes musicais periféricas do Brasil. Dirigida pela cineasta Viviane Ferreira, a produção percorre favelas e comunidades de seis estados brasileiros, explorando estilos como funk, trap, samba, grime/drill, tecnobrega, bregafunk, R&B e pagode baiano. A série reflete sobre o protagonismo das favelas na construção da identidade nacional e no desenvolvimento da música brasileira, enquanto destaca o impacto econômico desses estilos musicais nas comunidades periféricas.
Ficha técnica
Favela.doc – Primeira Temporada – 8 episódios Direção: Viviane Ferreira. Personagens: Deize Tigrona, N.I.N.A., TrapFunk&Alívio, Rayssa Dias, Maderito, Filhos de Dona Maria, duo Margaridas e DJ Mu540. Assistência de Direção e Codireção: Melina Bomfim. Produção Executiva e Argumentos: Guilherme Tavares e Amanda Bittar – Agência Um Nome e Favela Sounds. Direção de Produção: Carol Lacombe. Direção de Fotografia: Flávio Rebouças. Som: Marise Urbano. Direção de Arte: Amanda Lima. Assistente de Câmera e Segunda Câmera: Paula Ortiz. Loggers: Ada Regina e Aleph Pereira.
Como homenagem, o SescTV vai exibir a partir de hoje, dia 8 de abril de 2024, às 23h, o documentário “Ziraldo, uma obra que pede socorro”, com direção de Gustavo Dannemann e duração de 72 minutos
Ziraldo Link para download de frames e trailer
Ziraldo Alves Pinto foi um cartunista, chargista, pintor, escritor, dramaturgo, cartazista, caricaturista, poeta, cronista, desenhista, apresentador, humorista e jornalista brasileiro. É o criador de personagens famosos, como o Menino Maluquinho, e é um dos mais conhecidos e aclamados escritores infantis do Brasil.
O artista morreu sábado (dia 6 de abril de 2024) aos 91 anos quando estava em casa, em seu apartamento no bairro da Lagoa, na Zona Sul do Rio, por volta das 15h.
Como homenagem, o SescTV vai exibir a partir de hoje, dia 8 de abril de 2024, às 23h, o documentário “Ziraldo, uma obra que pede socorro”, com direção de Gustavo Dannemann e duração de 72 minutos.
A obra é um documentário sobre o olhar íntimo do cartunista em relação ao descaso da preservação da arte no Brasil. No longa, Ziraldo relembra uma de suas obras intitulada “Santa Ceia” feita para a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ou conhecido como “Canecão”.
Sobre o SescTV O SescTV é o canal cultural do Sesc em São Paulo que tem como missão ampliar a ação do Sesc para todo o país. Distribuído gratuitamente para mais de 60 operadoras de TV por assinatura e plataformas de streaming em todo o Brasil, sua grade é composta por espetáculos, documentários, filmes, curtas e entrevistas que tratam de temas como arquitetura, literatura, filosofia, teatro, política, sociedade, ética e cotidiano.
No acervo do canal, que passa dos 10.000 títulos, estão produções próprias e licenciamentos que são distribuídos ao longo da programação para criar uma experiência enriquecedora para o telespectador em todos os horários.
Além do acesso à programação ao vivo do canal, o site do SescTV oferece uma seleção de produções originais brasileiras e estrangeiras que podem ser assistidas na íntegra, gratuitamente e sem necessidade de cadastro em sesctv.org.br.
SERVIÇO Documentário: Ziraldo, uma obra que pede socorro
8 de abril de 2024, às 23h 10 de abril de 2024, às 23h 13 de abril de 2024, às 16h