Há diálogos que transformam relações, mas há um diálogo que não pode ser adiado: aquele que cada mulher estabelece consigo mesma.
No cotidiano, aprendemos a escutar tantas pessoas, acolher tantas histórias, cuidar de tantos outros… que, algumas vezes, deixamos a nossa própria voz para depois.
O Outubro Rosa nos convida a inverter essa lógica. Olhar para si também é uma forma de amor. Perceber o próprio corpo. Respeitar seus sinais. Conhecer sua história. Fazer seus exames preventivos. Buscar orientação profissional quando necessário. E, sobretudo, não tratar o autocuidado como luxo ou egoísmo.
Na mediação, aprendemos que a escuta atenta é uma expressão de empatia. Talvez seja exatamente isso que precisamos praticar conosco: uma escuta sem julgamento, sem negligência e sem adiamentos.
Empatia também é perguntar a si mesma: como eu estou? O que meu corpo está tentando me dizer? Quando foi a última vez que cuidei de mim com a mesma dedicação com que cuido dos outros?
Prevenção é uma escolha de presença. Autocuidado é um exercício de responsabilidade afetiva consigo mesma. E empatia começa quando reconhecemos que nossa própria vida também merece atenção.
Neste Outubro Rosa, que o convite não seja apenas para cuidar da saúde, mas para reestabelecer o diálogo com a mulher que existe em cada uma de nós. Porque cuidar de si não é pensar menos nos outros: é lembrar que você, mulher, também faz parte daquelas pessoas que precisam do seu cuidado.
Adriana Rocha: ‘Setembro Amarelo: quando a escuta também pode salvar’ | Uma reflexão profunda sobre como a mediação e a escuta ativa são ferramentas capazes de romper o silêncio e acolher a dor alheia
Há silêncios que não significam ausência de palavras. Às vezes, significam excesso delas — pensamentos que se acumulam, sentimentos que não encontram espaço, dores que não sabem como ser ditas.
É nesse território delicado que o Setembro Amarelo nos convida a permanecer atentos: ninguém deveria precisar gritar para ser ouvido.
Falar sobre prevenção ao suicídio é, antes de tudo, falar sobre humanidade. É compreender que acolher não significa ter respostas prontas, oferecer soluções imediatas ou tentar convencer alguém de que “vai ficar tudo bem”. Acolher pode começar simplesmente pela disposição genuína de estar presente.
E talvez seja justamente aqui que os princípios da mediação nos ofereçam uma importante inspiração, pois na mediação, aprendemos que escutar é muito mais do que ouvir. A escuta ativa pressupõe presença, atenção, respeito e disponibilidade para compreender o que está sendo comunicado — inclusive aquilo que não é dito explicitamente.
O mediador não escuta para julgar ou para disputar razão. Não escuta para preparar uma resposta.Escuta para compreender!
Essa postura, tão essencial à construção de diálogos qualificados, também pode transformar relações cotidianas. Uma pergunta feita com genuíno interesse, um olhar atento, um espaço sem julgamentos ou simplesmente a disponibilidade para permanecer ao lado de alguém podem representar uma diferença significativa para quem atravessa um momento de sofrimento.
O diálogo qualificado não elimina a dor, mas pode impedir que a dor seja vivida em absoluta solidão.
Na perspectiva da mediação, o conflito não precisa ser compreendido apenas como ruptura. Ele pode também revelar necessidades, sentimentos, interesses e histórias que precisam ser reconhecidos.
Com a vida acontece algo semelhante. Por trás de um comportamento que nos incomoda, de um afastamento repentino, de uma mudança de rotina ou de um silêncio persistente, pode existir uma história que ainda não encontrou espaço para ser contada.
Por isso, prevenir também é perguntar. É perguntar e realmente permanecer para ouvir. “Como você está?” não deveria ser apenas uma pergunta automática, mas ser uma porta. “Quer conversar?” pode ser um convite. “Estou aqui para ouvir você.” pode ser uma forma de dizer: sua existência importa para mim.
A mediação nos ensina o valor de construir espaços nos quais as pessoas possam falar sem serem imediatamente interrompidas, rotuladas ou desqualificadas. Espaços em que diferentes perspectivas possam coexistir e em que a dignidade de cada pessoa seja preservada.
No Setembro Amarelo, essa aprendizagem ganha uma dimensão ainda mais profunda.
Precisamos construir, em nossas famílias, escolas, organizações, instituições e comunidades, uma verdadeira cultura da conversa.
Uma cultura em que pedir ajuda não seja interpretado como fraqueza.Em que demonstrar vulnerabilidade não seja motivo de vergonha. Em que cuidar da saúde emocional seja compreendido como parte do cuidado com a própria vida.
E, sobretudo, uma cultura em que saibamos reconhecer os limites da nossa escuta: acolher não significa substituir o cuidado profissional. Quando há sofrimento intenso ou risco de suicídio, é fundamental buscar ajuda especializada e acionar os serviços de saúde e emergência adequados.
A mediação nos lembra que algumas situações precisam de um espaço protegido para o diálogo.
O Setembro Amarelo nos lembra que algumas dores também precisam de um espaço protegido para existir — e para serem cuidadas.
Talvez o grande convite deste mês seja justamente este: antes de procurar a palavra certa, ofereça presença. Antes de oferecer conselhos, ofereça escuta. Antes de julgar, procure compreender. Antes de concluir que alguém está bem, pergunte novamente.
Porque existem conversas que não resolvem tudo, mas existem conversas que podem fazer alguém perceber que não está sozinho.
E, às vezes, é nesse pequeno espaço entre uma pergunta e uma escuta verdadeira que nasce uma possibilidade: a possibilidade de pedir ajuda, de ser acolhido, de encontrar cuidado e de continuar.
Setembro Amarelo nos convida a iluminar a vida. A mediação nos ensina que, para isso, precisamos aprender a escutar.
Que sejamos, portanto, presença onde houver silêncio, diálogo onde houver distância e acolhimento onde alguém estiver precisando encontrar um lugar seguro para dizer: “Eu preciso conversar.” E ouvir como resposta: “Vamos Conversar!”
A vida fica mais leve quando a gente passa a aceitar que todo mundo tem defeito, todo mundo tem qualidade, todo mundo tem deveres, mas todo mundo tem direitos.
Todo mundo tem dores, mas também tem felicidades. Há pessoas que são ilusão, mas há algumas que são realidade.
Nem todo mundo é rico, nem todo mundo é pobre. Nem todo mundo sabe ganhar, nem todo mundo saberá perder.
E tudo bem para todo mundo, mesmo quando tudo não está muito bem.
Nem todo mundo é branco, nem todo mundo é negro, nem todo mundo é pardo.
Nem todo mundo é triste, nem todo mundo é alegre. Nem todo mundo é indouto, e nem todo mundo é doutor.
Nem todo mundo é líder, nem todo mundo é escravo.
Nem toda dor é silêncio, nem todo grito é dor. Nem todo olhar é falso, nem todo riso é amor.
Nem todo mundo compreende, nem todo mundo abraça, nem todo mundo ama, nem todos sabem o que é amor.
Nem toda poesia é desabafo, nem todo desabafo é ataque, assim como nem todo ataque é vanglória.
Cada um de nós é o que é, e nem todo descontrole é ignorância, assim como nem toda ignorância é ataque.
Portanto, lembre-se: você não é todo mundo, e nem todo mundo tem que ser igual a você.
José Antonio Torreshttps://gemini.google.com/app/0e3dd6a5f686841a?utm_source=app_launcher&utm_medium= owned&utm_campaign=base_all
Em algum momento da vida, você já parou para refletir e se perguntou se, e o quanto, ajudou alguém?
Ao fazer essa reflexão, talvez se surpreenda ao perceber que a sua vida está sendo inútil nesse quesito tão importante. Faça uma retrospectiva e tente lembrar de quantas oportunidades teve para ser útil, para amparar ou socorrer alguém ou alguma instituição em dificuldades, e se omitiu.
Não estou falando apenas de ajuda financeira, pois entendo as dificuldades e as despesas que a vida nos impõe. Considere-se um privilegiado se tem condições de quitar e resolver essas dificuldades próprias. Muitos se acham em situação desesperadora e não conseguem.
Diante dessa incapacidade, é como se um buraco no chão se abrisse, fosse se alargando e engolindo quem se encontra nessas condições.
Talvez o nosso primeiro pensamento seja o de julgar que a pessoa ou a instituição cavou o seu próprio buraco. Algumas vezes é verdade, mas, em outras, elas foram empurradas para esse buraco devido a inúmeros fatores.
Sempre que for possível, seja, com o mínimo que puder dispor financeiramente ou através do seu tempo livre, voluntário em alguma causa – sempre há quem precise – doe ou doe-se! Posso garantir que isso te fará sentir muito bem e renovado como ser humano.
É muito fácil criticar quando alguém erra ou encontra-se em dificuldades, mesmo sem sabermos o que levou àquela situação. Nessas horas, deveríamos abrir mais os braços do que a boca.
O mundo precisa mais de quem acolha do que de quem critique.
Hoje confrontei a mim mesma, tentei decidir o que é verdade dentro de meu coração. Parte de mim disse: Quer saber a verdade? E esse talvez, seja o maior confronto da vida.
Os confrontos nas relações humanas sempre existiram por gerações, parecem até saudade com fome, cabeça sem pouso, contextos reais envolvendo a política, terras de herança, cultura popular, religiosidades, rixas e cóleras entre familiares e amigos. Uma anulação da posição de ideias e de posturas de alguém. Marcados por hostilidade, onde busca-se vencer a discussão a qualquer custo.
Penso ser muito comum nas leituras, um confronto de ideias, onde o maior desconforto de um leitor, varia conforme o foco de seu dia e a falta de concentração combinada com a necessidade constante de reler parágrafos sem aquela concordância visual ou afetiva. Confrontar alguém exige coragem. Um autor então, exige conhecimento literário, penso. Estratégias práticas de desenvolvimento interpessoal, para gestão de conflitos é preciso, diante de tantos danos emocionais e verbais sem retratações e mediações, com significativos traços de abusos emocionais.
Jesus teve vários confrontos com aqueles que se opunham a Ele. E assim acontece com uma opinião pessoal hoje, uma escolha de partido político, uma ideologia pra viver. O confronto pode ser útil, mas prejudicial, dependendo da situação. Em algum momento enfrentaremos outras pessoas quando elas nos ofenderem ou nos machucarem, e isso pode ser saudável, desde que nossas motivações sejam corretas. Até aqui tudo parece simples, mas não é.
As pessoas são más e quando o confronto é usado como forma de menosprezar, condenar, se vingar, está errado, mas precisa ser absorvido, amenizado. Em nome de ninguém é bom. Como dizia São Francisco: a ausência do conflito não traz solução para o caso, é importante você se posicionar e defender o que acredita para não ter prejuízos amanhã. Mas, antes dos erros graves, se levante.
Orai e vigiai
Sodoma e Gomorra nos ensinou isso.
Respira profundamente.
Escreva uma crônica sobre o caso
Seja como um cachorro, lamba uma das patas e saia silenciosamente.
Confrontos em relacionamentos são embates focados na anulação do outro, marcados por hostilidade, onde busca-se vencer a discussão a qualquer custo. Diferente de um conflito — que pode ser um debate saudável de ideias , pois nenhuma reação humana se desenvolve apenas com concordâncias e acertos —, o confronto destrói a empatia e visa impor a própria vontade.
Qué complicado es ver las lágrimas que, invisibles, gritan por salir y no salen; porque esas lágrimas pesan en el alma, la inundan, la ahogan, la sumergen en un lago de agua pantanosa y la mantienen en el fondo mientras una sonrisa asoma. Es tan difícil ver el dolor de los demás e ignorarlo…
Crueles suenan mis palabras; egoístas, hipócritas, malvadas… porque tan asesino es el que daña como el que ignora. Pero duele tanto… Tan solo me protejo, me cubro los ojos y, ciega, camino sin temor por un manto estrellado, alejada del dolor.
Ignoro sus miradas, sus súplicas silenciosas y desesperadas, sus almas necesitadas. Ignoro aquellas señales que otros no ven; ignoro sus latidos desbocados, su respiración entrecortada y sus sonrisas falsas. Ignoro su dolor porque sus lágrimas despertarían las mías, porque no soy fuerte, porque cada noche lucho por ver un nuevo amanecer y sentirme en paz, porque mis monstruos acechan bajo mi cama y tengo miedo de dejar escapar la primera lágrima, esa que desbordaría las presas que me recuerdan que debo seguir en pie, aunque la tormenta arrastre mi calma.
Soy cruel, egoísta, protectora de un dolor que duerme y temo despertar; una caja de Pandora que no sabré cómo cerrar si realmente cae mi primera lágrima. Soy distinta, no mejor persona; cobarde por huir en medio de la batalla. Ruin por proteger mi alma e ignorar las balas que silban a mi alrededor en medio de un silencio que escucho gritar.
Me encojo, abrazo mi pecho, ignoro su dolor, pero ellos me llaman, les hago falta; y sé que, si sus labios pronunciasen una sola palabra, mi coraza se destruiría como un castillo de naipes sobre una balanza. Pero no hablan; ellos no saben que yo siento sus almas, que sé de su dolor, que ignoro sus tormentas para yo estar en calma.
No prometo nada, porque si en la noche subo a mi barca para salvar a los que no nadan, sé que puedo perderme y no volver sana y salva.
Mis heridas nunca sanarán del todo, mi corazón tiene demasiadas cicatrices, demasiadas noches grises, demasiadas piedras que pesan y jamás serán tiradas. No prometo nada. Pero intentaré mirar sus almas, ser menos cobarde, abandonar mi refugio y perderme en su oscuridad para encontrar el camino más digno, más honesto, aunque pierda mi espada en la batalla y no vuelva a acariciar mi calma.
Já parou para pensar que a felicidade de alguém, no dia de hoje, pode depender de uma simples ação que talvez para você não seja nada, mas que para outrem pode ser o motivo de um sorriso diário?
Passamos tempo demais preocupados com nossos próprios interesses e não percebemos o quanto podemos influenciar uma vida através de um simples gesto de gentileza.
Uma frase que sempre falo quando percebo alguma injustiça em relação a mim ou a outras pessoas é: “Gentileza gera Gentileza”. Refletindo sobre essa frase, me deparei há alguns dias com uma situação constrangedora e quero compartilhar o fato sem dar nome aos bois.
Quando participo de algum concurso ou preciso que alguém dê uma atenção especial a um determinado projeto, ou mesmo a uma publicação em redes sociais, costumo compartilhar nos grupos onde sempre me senti acolhida por pessoas queridas e amigas.
Todavia, há alguns dias, fiz uma publicação em um grupo e fui atacada por um colega de lá; atacada com palavras ásperas de alguém que se revoltou com a própria vida e quis descarregar sua revolta em mim. Mantive-me firme e gentil como sempre fui. Afinal, eu sou assim e mais uma vez posso dizer que tenho orgulho de mim, pois, apesar de tudo de feio que ele disse, atacando até meus colegas de grupo, eu apenas saí do grupo para que ele não continuasse com suas insinuações.
Mais tarde, fui informada de que tal senhor havia sido removido do grupo. Mas, durante os ataques à minha pessoa, ele disse que um dia havia me pedido uma ajuda e eu neguei. Pasmem! Eu não o conhecia, nunca havia tido nenhum contato com o indivíduo, nem sabia quem era. Justamente por não o conhecer, fiquei assustada com o ataque.
Mas pude dizer a ele justamente essa frase: “Gentileza gera gentileza”. E se por algum motivo eu não o conhecia, mesmo ele estando no grupo, e naquele momento, sem me conhecer, ele me destratou daquele jeito, agradeci a Deus por não tê-lo conhecido antes e por conhecê-lo daquela forma, pois assim sei que não conhecê-lo antes foi um livramento de Deus. Estou compartilhando isso porque assim acontece na vida da gente diariamente. Pessoas nos julgam sem nos conhecer de verdade, talvez dão ouvidos às más línguas que destilam veneno contra nós, e nos atacam sem ao menos nos permitir falar.
Um ataque sem explicação, apenas porque um dia decidiram que não gostavam da gente e ponto final. Percebo que preciso me blindar o tempo todo, porque às vezes entramos em determinados espaços pensando que todos são amigos e querem o nosso bem. De repente, descobrimos que há muitas pessoas que não gostam da gente pelo simples fato de não conseguir suportar nosso brilho próprio.
Não sei com vocês, mas comigo percebo violência o tempo todo — não física, mas indiretamente: quando alguém vê o meu bom trabalho, mas não comenta, não curte, não compartilha, não demonstra nenhum ato de gentileza, mas, no entanto, cobra que façamos isso por eles. São muitos vídeos, reels e publicações que alcançam 1.700 visualizações, mas apenas 20 curtidas. Isso demonstra que o tempo todo tem pessoas nos vigiando, muitas das vezes até admirando nosso trabalho, mas sem prestar apoio. Isso porque uma curtida ou um comentário pode ferir o ego dessas pessoas.
Aprendi que as pessoas querem te ver bem, sim, mas nunca melhor do que elas. Por isso é tão difícil para elas apoiarem o nosso trabalho. Só trabalhando, me aperfeiçoando, errando, todavia aprendendo, e continuarei ajudando as pessoas a plantarem para, juntos, colhermos os bons frutos de todo nosso plantio.
Agradeço a todos que apoiam meu trabalho e que são sempre gentis comigo. Amo vocês!