Ella DominiciImagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/fa884857680ba8c8?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
Nasci da argila e da espera. Sou parte do barro que sonhou ser rosto e permaneceu espelho. Carrego comigo as veias abertas do que sente demais, e o pulso secreto das coisas que não sabem morrer.
Há em mim a casa e o exílio. A casa é onde o olhar repousa, o exílio é quando o olhar não se reconhece. E sigo, em cada rua, plantando pequenas eternidades: palavras, gestos, silêncios, pedras transparentes que a vida deixa como migalhas do invisível.
O amor, esse desassossego manso, anda comigo, calçado de areia e espanto. Não pede posse — pede presença. Ele chega como um sol que se desculpa por nascer tarde, mas ainda aquece o corpo todo
Direi: sou o que restou da travessia — e o que começa depois do naufrágio. Sou mulher de sal e aurora, carrego oceanos no peito e um punhado de luz no escuro. Sigo, mesmo cega, coração conhece atalhos que a razão ignora.
E quando a noite cai, volto a ser palavra de cura,de memória, de fogo. Que sopra nas feridas e acende o invisível. E ainda que o mundo me esqueça, sei que a vida — essa antiga amante — sempre volta, com o perfume do impossível.
Joelson MoraImagem criada pelo Bing – 04 de julho de 2025, às 16:49 PM
Na noite passada, tive um sonho diferente de todos que já vivi. Não apenas pela nitidez das imagens, mas pelo que senti: um chamado. Um portal se abriu dentro de mim e me levou a um lugar onde o tempo não tem pressa e onde o espaço se curva diante do mistério.
No sonho, eu estava num quarto de hotel — símbolo de um momento transitório, talvez um trecho da vida em que me encontro. Dormia… até que acordei. O som da água correndo me puxou para fora do sono. Mas, ao me levantar, o quarto não era mais o mesmo: em seu lugar, um multiverso espelhado, com um corredor infinito, paredes luxuosas e uma torneira de prata jorrando sem parar.
Ao tentar fechar o fluxo, uma mão tocou a minha. Um senhor de olhos azuis, expressão serena e presença ancestral disse apenas:
“Como tudo começou, Joelson.”
E então acordei.
Esse breve momento abriu um espaço poderoso de reflexão: Como tudo começou? E o que isso diz sobre quem somos?
O ponto de partida está dentro
A pergunta do sonho ressoa como uma chave para o autoconhecimento. Muitas vezes buscamos respostas no mundo exterior, mas o verdadeiro “começo de tudo” está dentro de nós — no silêncio, nas memórias mais profundas, nos traumas que moldaram crenças, e nos sonhos que esquecemos de sonhar acordados.
A jornada do autoconhecimento é justamente esse retorno ao ponto de origem, onde deixamos de ser apenas o que nos disseram e passamos a lembrar de quem sempre fomos.
Sonhos como esse funcionam como gatilhos de consciência. Uma “mudança de chave” não acontece apenas com grandes eventos, mas com pequenos despertares: uma leitura, um toque, uma pausa, uma pergunta.
Despertar é isso: lembrar-se de que há algo mais.
A boa notícia é que não estamos sozinhos. Hoje temos acesso a ferramentas poderosas de transformação:
Cada uma dessas práticas nos ajuda a limpar a torneira aberta dentro de nós, por onde escorrem memórias antigas, emoções represadas e energias estagnadas.
Para trilhar esse caminho, é preciso abrir mão das velhas verdades que nos ensinaram a carregar:
– “Você não é capaz.”
– “Precisa agradar a todos.”
– “Sentir é fraqueza.”
– “Não mude, é perigoso.”
Essas vozes não são nossas. Elas foram semeadas por histórias passadas, por medos herdados e por modelos que já não nos servem. Desapegar-se é libertar-se.
Vivemos em um campo vibracional. Tudo emite frequência: nossos pensamentos, palavras, atitudes. Quando nos alinhamos com a essência, atraímos o que vibra na mesma sintonia: pessoas, oportunidades, milagres.
Se você sente que está em um momento de despertar, preste atenção aos sinais. A vida sussurra nos detalhes: na água da pia, no espelho do corredor, no toque de um ancião. Tudo está se conectando — mesmo aquilo que ainda não entendemos.
Talvez o homem do sonho represente a parte mais antiga e sábia de mim — ou de nós. Talvez ele seja o “eu superior”, o espírito guardião, ou uma lembrança de que somos feitos de algo eterno.
E talvez tudo comece, de fato, quando paramos e escutamos.
Como tudo começou?
Talvez com um sonho.
Talvez com um toque.
Talvez com essa leitura.
Mas o mais importante é: você está pronto para continuar.
Resenha do livro ‘O espelho de José’, de Fernanda Sanson Durand
O espelho de José
RESENHA
Uma história instigante e transformadora, este livro nos convida a uma jornada de autodescoberta, levando o leitor a reflexões profundas sobre sua própria vida.
A narrativa aborda questões fundamentais sobre quem realmente somos e se as escolhas que fazemos hoje estão, de fato, alinhadas com nossa verdadeira essência.
Por meio de questionamentos sinceros e provocativos, a obra desafia o leitor a olhar para dentro de si mesmo, avaliando se suas ações, pensamentos e valores refletem sua autenticidade ou se estão moldados por expectativas externas e condicionamentos.
Com uma escrita envolvente e carregada de significado, Fernada nos guia em um processo de introspecção, explorando temas como autenticidade, propósito de vida e a importância de viver com integridade.
Mais do que um livro, esta é uma experiência enriquecedora que desafia nossas certezas e nos inspira a viver de maneira mais plena e verdadeira.
Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube
SINOPSE
José havia conquistado tudo o que entendia ser o sucesso, até que fatos desconhecidos viraram sua vida de cabeça para baixo.
Sem conseguir se posicionar diante das novas circunstâncias, um encontro inusitado e surreal derruba suas certezas e convicções, levando-o a revisitar sua essência mais profunda, bem como a sua relação com o trabalho, com o pai e com a mulher que ama.
“A mão esquerda levava relatórios e agendasna pasta de couro com o timbre da Master&-Blaster, enquanto a mão direita levava um amontoado de farsas: um copo que não era de vidro, mas de papel; café sem cafeína; leite sem nata e adoçante artificial.”
SOBRE A OBRA
A obra teve origem em um conto de mesmo nome, centrado exclusivamente nos personagens José e o estranho.
A autora aprecia incorporar nuances filosóficas em suas narrativas, mesmo admitindo ter um conhecimento limitado sobre o tema.
Essas reflexões adicionam profundidade às suas histórias, proporcionando ao leitor uma experiência rica e instigante.
SOBRE A AUTORA
Fernanda Sanson Durand
Fernanda Aparecida Sanson Durand, 48 anos, reside em Santos há 9 anos, embora tenha nascido no interior de São Paulo.
É servidora pública, atuando com dedicação na Advocacia-Geral da União, onde contribui com sua experiência e compromisso profissional.
Uma escritora que nos enche a alma com sua narrativa reflexiva e potente.