Para que a terra descanse um pouco

Rita Odeh: Poema ‘Para que a terra descanse um pouco’

Rita Odeh
Rita Odeh
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​Ó Deus do Universo,
Tu prometeste que a injustiça deve inevitavelmente desaparecer…
Então, até quando todos estes tormentos,
todo este sofrimento?
Até quando os pássaros morrerão, abatidos,
sobre os muros da esperança?
Até quando
o nosso céu permanecerá apetrechado com aviões de guerra,
e as brasas do ódio… sobre a terra…
permanecerão acesas…?
Até quando…!?
​Até quando permaneceremos como borboletas em teias de aranha… presos…?
Até quando as crianças chorarão… famintas…
nuas…
as suas famílias, cadáveres espalhados pelas estradas…?!
Que os vermes devoram…?
Até quando…!?
​Até quando as hienas violarão… o sangue dos inocentes… para que eles partam, estrela… por estrela…
cintilando no céu?
Até quando…!?
​Ó Deus da Justiça… Tu prometeste: é preciso
que um dia o sol dos trabalhadores… dos esmagados… dos oprimidos… dos deslocados… dos miseráveis… se levante.
E que seja cortada… a mão daquele que é viciado na destruição…
que arruinou e devastou… e devorou a honra…
e manchou o sangue.
​Ó Deus da Paz,
Ó Senhor dos Grandes Céus,
Ó meu Deus… Ó Misericordioso… Ó Amparo dos fracos…
Tu que…
dizes a uma coisa… Sê… e ela é,
aos mortos, levantai-vos… e eles levantam-se…
Diz à ocupação… basta de obscenidades.
Diz à ocupação… basta de soberba.
Diz às consciências: “Acordai da vergonha do vosso sono.
No rio sagrado… lavai-vos.”
​Ó Deus do Universo,
Diz ao vento… para se acalmar um pouco… um pouco…
Ó Deus da paz… Ó Deus da verdade… Ó Deus da justiça…
Diz… a esta terra… para descansar
um pouco… um pouco…
antes que……… o julgamento chegue.

Rita Odeh

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Pomar da esperança

Denise Canova: Poema ‘Pomar da esperança’

Denise Canova
Denise Canova
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Pomar da Esperança

Onde a paz vive

Lindamente

Pomar da Esperança

Onde eu vivo em paz

Pomar da Esperança

Harmonia e paz reinam juntas

Meu pomar da esperança.

Dama da Poesia

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Mamasita

Jane Nash: Poem ‘Mamasita’

Jane Nash
Jane Nash
Mamasita Susan - Personal archive
Mamasita Susan – Personal archive

Nine years old this year
If you were a dog that would be bad
But tis 9 years since the stem cell transplant
9 years since being told
you’re at the end of the road
9 years since sitting in that restaurant
The three of us
Getting to grips with the fact
it might just all be over
The chemotherapy
The sickness
The losing of hair
Which is more devastating
that one can imagine
The terrible wig
The hat I knitted you to keep your head warm
The first thing I had ever knitted
For the last months of your life

Nine years old this year
When all the markers were against you
AML
it sounds like a football club abbreviation
Acute – there’s nothing cute about
Myeloid – it belonged to all of us
Leukemia – there are no good recovery stats
I watched you shrink,
Washed you
Fed you
Watched you hoping all the time
That this was no Black Star
I wanted in the small hours
A Lazarus effect
But to watch your tiny bones
Your shrinking body
Your little face
My soul began to take bites out of itself

Nine years old this year
Nine glorious accounts of rebellion
With each new birthday I have become
A little cheekier with fate
When I feel that my life is at a standstill
I look at your face, your fuller face
Your stronger bones
Your proud to be ageing body
I am reminded that miracles
Come in the form of packages
It takes a team of us, of them and
Your absolute resolve to survive
To happen
I never mind hearing your voice
Even if I’m tired and falling asleep
When you call across the time zones
I relish the sound of you
The recall of your daily adventures

No matter how ordinary
Because life can never be mundane

Jane Nash

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A sign in a dark sky

Jane Nash: Micro-Story ‘A sign in a dark sky’

Jane Nash
Jane Nash
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Imagem criada pela IA da Meta – https://meta.ai/create/1069616216240091

At the beginnings of our time, we watched shooting stars over the blackened palm trees beneath the dark blue velvet, wrapped around the moon.

Stars upon stars upon shooting stars. We hid our wishes from each other lest they be jinxed and not eventuate.

It’s strange to place a wish, a hope upon a termination, the last vestige of a dying star. When did it come to represent positive thinking instead of portents of doom? Is hope a waste of time, a lie or simply an admission of emptiness.

Never-the-less we wished. I did anyway. I assume he did. If not, shame on him for wasting an opportunity to convert a lie into creative projection, whatever that’s worth.

There was no sand in the cuffs of my jeans, no water upon my feet. The cool, hard coral sliced its way into my open palm as I placed my hand down to push me up. My tongue tasted the rusted, steel edge fresh blood conveys.

The moon dripped light from its fabric hammock. He kissed the smudge upon my lips. 

What else was there to see; cosmic tails flaring across our tropical sky or earthly paint of life’s reminder to breathe?

Jane Nash

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Vesti um sorriso

Sergio Diniz da Costa: Poema ‘Vesti um sorriso’*

Sergio Diniz
Sergio Diniz
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“Não sabia o que vestir hoje

Vesti um sorriso…” e saí

Sai às ruas como quem sai ao vento

De uma manhã lufando esperança

Esperança de que, no meio do caminho,

Encontrasse outros sorrisos iguais

E assim, numa sorridente manhã,

Teria a certeza de que,

No Guarda-Roupa da Felicidade

Escolhi a veste da igualdade.

* Poema inspirado numa frase postada no Facebook pela amiga Jaque Guarani Kaiowá,
com os dizeres “Não sabia o que vestir hoje. Vesti um sorriso.”

Sergio Diniz da Costa

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Renascimento verde

Sergio Diniz da Costa: Poema ‘Renascimento verde’

Sergio Diniz
Sergio Diniz
Imagem criada pela IA do ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69aa48bd-c258-832b-bdf4-af22165841f1

“Sempre haverá o botão
De uma rosa se abrindo”
Assim ouvi, adentrando
No jardim em ruína.

De quem era aquela voz?
Por que a mim se dirigia?
E onde estavam os botões?
Pois, olhando, eu nada via.

“Sempre haverá o botão
De uma rosa se abrindo”
Assim repetiu aquela voz
Que, das ruínas, soou atroz.

“Não sucumbe a semente profunda”
Soou, novamente, a mesma voz
Mas, nada entendendo, ela pareceu
Ter vinda de algum algoz.

“Não sucumbe a semente profunda”
Insistiu a misteriosa voz
Porém, não mais feroz
Mas, de uma calma oriunda.

E, assim, num instante
Dali não muito distante
Um inebriante perfume
Do cinza brotou o verdume.

E na manhã daquele dia
Quando sonhar não se podia
Um botão de rosa se abriu
Pois uma semente profunda
Da verde esperança surgiu!

Sergio Diniz da Costa

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O despertar

SAÚDE INTEGRAL

Joelson Mora: ‘O despertar’

Joelson Mora
Joelson Mora
Imagem criada por IA do Bing em 25 de novembro de 2025, às 17:00 PM
Imagem criada por IA do Bing em 25 de novembro de 2025, às 17:00 PM

Alegria, felicidade, proteção divina, harmonia, plenitude, equilíbrio, sorte, fé, esperança, êxito e conquistas.

Palavras que parecem distantes umas das outras, mas que, na verdade, são fios do mesmo tecido: o tecido da vida integral.

Quando nos abrimos para a alegria, o corpo respira diferente.

Quando cultivamos a felicidade, a mente se organiza.

Quando confiamos na proteção divina, o espírito se fortalece.

Quando buscamos harmonia, plenitude e equilíbrio, começamos a nos alinhar por dentro, e isso transborda por fora.

E é nesse alinhamento que a sorte deixa de ser acaso e passa a ser consequência.

Que a fé ganha forma, a certeza de que vamos receber aquilo que tanto esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver.E nessa dimensão invisível, a fé se torna escudo que nos protege, guardando nossos sentimentos, nossas decisões e nosso caminho.

Que a esperança encontra morada.

Que o êxito se transforma em jornada e não apenas em chegada.

Que as conquistas deixam de ser externas e passam a nascer primeiro no coração.

A vida integral nos chama para esse despertar.

Um despertar que não acontece de uma vez, mas em pequenos atos:

uma respiração consciente, um passo a mais na atividade física, um descanso intencional, um alimento que nutre de verdade, uma pausa que te reconecta, uma oração que te realinha, um gesto de gratidão que ilumina o caminho.

E assim,  pouco a pouco, dia após dia, você se torna templo, trilha e testemunho.

Se torna aquilo que ensina.

Se torna saúde em movimento.

Hoje, eu o convido: desperte o que já existe dentro de você.

A alegria que você busca.

A plenitude que você deseja.

A fé que o sustenta.

O equilíbrio que lhe devolve o rumo.

As conquistas que já estão sendo formadas no seu interior.

Comece agora. Comece com o que você tem.

A saúde integral não é um destino, é uma escolha, e você pode fazê-la hoje.

Joelson Mora

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