Sandra AlbuquerqueImagem gerada pela IA do Grok – https://grok.com/c/902cfb86-be0e-4cf7-ae5d-08b4c965f493?rid=1df541ab-0c6a-4517-8ffe-63aceb43af6b
Ah, Painho! Eu, aqui nesta terra de chão vermelho Descalço, sentindo a quentura que do vapor sobe Contrastando com esta brisa que levemente soa E olhando as gaivotas pairando no ar Após o seu lindo bailado Desenhando entre as nuvens baixas Um espetáculo a parte. Ah, Painho… Que saudade do tempo da inocência Da infância com os meus bisavós Esta paisagem era bem diferente: Os rios eram mais extensos e volumosos As árvores eram amontoadas e os verdes se misturavam. O aroma das flores diversas, porém inconfundíveis. O homem respeitava a fauna e a flora Cada um tinha seu habitat intacto. A mãe Terra era feliz. Todos os dias o sol vistava os povos e ao crepúsculo, despedia-se, dando lugar a noite que se aproximava, com a chegada, aos poucos da lua e das estrelas. O plantio e a colheita eram contados pelas luas. A mulher dava à luz, orientada pelas 9 luas. Comíamos o que a Mãe Terra nos oferecia através do solo,das matas e das águas dos rios e mares. Caçávamos e pescávamos, apenas, para a sobrevivência. À noite acendíamos as fogueiras e dançávamos ao redor delas, até a hora de repousar os nossos corpos nas redes produzidas pelas mulheres de nossas aldeias. E era através da melodia dos pássaros pela manhã e dos uivos que ouvíamos a noite que fazíamos sons que se transformavam em doces e ricas melodias. E a tua sabedoria nos dava a noção de criar os instrumentos musicais. Os contos dos antigos eram o nosso saber. Era tudo tão perfeito! De repente, o homem branco chegou e tudo ficou diferente. A ganância levou as nossas riquezas embora . Agora é erosão, desmatamento, queimadas e extinção. Trocaram a pureza pelo efeito estufa: o aquecimento global. E o tempo agora é o nosso maior inimigo. Ah, Painho!… Que saudade que dá !
Com trilha sonora original de Zeca Baleiro, espetáculo é uma novela cênica sobre a intolerância e o ódio no canavial nordestino
A dolorosa procura de um jovem por descobrir suas origens e o passado de sua família é tema de O Ninho, um recado da raiz, com direção e dramaturgia do premiado Newton Moreno. O espetáculo estreia no dia 15 de março no Sesc Bom Retiro, onde segue em cartaz até 21 de abril, com apresentações às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h.
O trabalho ainda tem trilha sonora original de Zeca Baleiro, que também assina a direção musical ao lado de André Bedurê. Já o elenco traz Paulo de Pontes, Tay Lopes, Kátia Daher, Badu Morais, Rebeca Jamir e Jorge de Paula. Em cena, também estão os músicos Bedurê e Pablo Moura.
O projeto retoma a parceria de Moreno com o produtor Rodrigo Velloni, parceiros criativos na bem-sucedida montagem “As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão” (2019).
Escrita em 2009, O Ninho, um recado da raiz surgiu quando a Cia. Os Fofos Encenam estava pesquisando a civilização da cana-de-açúcar, o patriarcado feudalista da cana e a região da Zona da Mata, no Nordeste brasileiro, para a criação da peça “Memória da Cana”. Na época, o texto seria usado para compor um dos movimentos de outro espetáculo do grupo, “Terra de Santo”, que foi encenado na sequência.
“Nas minhas pesquisas, acabei descobrindo uma célula nazista, localizada em uma cidade perto de Recife. Lá, havia uma grande empresa de uma família poderosa chamada Lundgren, que é importantíssima para a história da cidade e apoiou alguns nazistas que vieram para cá. Encontrei no Arquivo Público do Estado de Pernambuco uma série de documentos registrando os encontros dessas pessoas com espiões alemães e até reuniões do partido nazista. Tive acesso ao trabalho de pesquisadores e ao livro de uma amiga, Susan Lewis, sobre essa presença dos nazistas no Brasil e nas Américas, e comecei a escrever a história”, conta Newton Moreno.
E sobre a decisão de retomar essa obra, o autor ainda revela que se trata de uma resposta à nova ascensão da extrema direita ultraconservadora e dos pensamentos fascista e neonazista no Brasil e no mundo. “Recentemente, tive acesso aos trabalhos da saudosa pesquisadora Adriana Dias, sobre o neonazismo no Brasil. E achamos que seria o momento de investigar o porquê a gente ainda convive com essas ideias fascistas, e nessa herança neonazista que nos cerca”, acrescenta.
O Ninho, um recado da raiz é uma novela cênica sobre a intolerância e o ódio em terras brasileiras, em pleno canavial nordestino. Obstinado e incansável, um jovem parte em busca de sua origem até descobrir a verdade dolorosa sobre sua família. Ele é alertado sobre os perigos que se anunciam, mas persevera até entender que a descoberta de si é sempre dolorosa.
“Estamos redescobrindo o Brasil e as muitas histórias que estão sendo recontadas ou que nunca foram contadas. Contamos a história de um rapaz que descobre ter sido deixado numa roda de enjeitados de um convento por uma família. E, quando ele quer saber que família é essa, resvala em heranças que ele não imaginava. Trabalhamos esse espelhamento da busca desse menino atrás do seu DNA com a busca de um país atrás do seu DNA”, antecipa o autor.
Já a encenação, conta o diretor, trabalha com um tripé formado pelo texto, o ator e a música em cena. “É no jogo entre essas três forças que a encenação se dá. A música é executada ao vivo e esses atores estão entregando essa verdade, essa busca desse menino. Só que aqui temos realmente uma história mais seca, que flerta com o trágico”, comenta Moreno.
Ficha Técnica
Elenco:
Paulo de Pontes, Tay Lopez, Kátia Daher, Badu Morais, Rebeca Jamir e Jorge de Paula
Músicos:
André Bedurê e Pablo Moura
Texto e Direção: Newton Moreno Assistente de Direção: Almir Martines Dramaturgista: Bernardo Bibancos
Produção: Rodrigo Velloni Produção Executiva: Swan Prado
Trilha Sonora Original: Zeca Baleiro
Direção Musical: André Bedurê e Zeca Baleiro
A música “Recado da Raiz” foi escrita por Zeca Baleiro e Newton Moreno
A música “Corifeia” foi escrita por Zeca Baleiro, André Bedurê e Newton Moreno Preparação Vocal e Arranjos Vocais: Rebeca Jamir
Preparação dos Atores e Direção de Movimento: Erica Rodrigues
Cenografia: Andre Cortez
Assistente de Cenografia: Camila Refinetti Cenotécnico: Wanderley Wagner Serralheria: Fernando Zimolo
Costura: Fernando Reinert , Maria Jose Castro e Judite Gerônimo Adereços: Antônio Ocelio de Sá
Iluminação: Equipe A2 | Lighting Design Desenho de Luz: Wagner Pinto Produção de Luz: Carina Tavares Assistente de Iluminação: Gabriel Greghi Operação de Luz: Gabriela Cezario
Consultoria Sonora: Radar Sound | André Omote Operação de Som: Nayara Konno
Palestrante e Historiadora: Susan Lewis
Consultoria e Tradução do Alemão: Evaldo Mocarzel Consultoria de Hebraico: Elaine Kauffman
Diretor de Palco: Jones Souza
Contrarregra: Eduardo Portella
Camareira: Luciana Galvão
Designer Gráfico e Ilustrações: Ricardo Cammarota Fotos: Ronaldo Gutierrez
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio Captação, Edição e Mídias Sociais: GaTú Filmes Gestão Financeira: Vanessa Velloni
Consultoria Jurídica: Martha Macruz de Sá Administração: Velloni Produções Artísticas
Sinopse
O NINHO, UM RECADO DA RAIZ é uma novela cênica sobre a intolerância e o ódio em terras brasileiras, no canavial nordestino. Um jovem em busca de sua origem, obstinado e incansável, enfrenta a jornada até sua verdade, sua primeira família. Raízes sangrando, tradições perdidas. Ele é alertado dos perigos que se anunciam, mas ele persevera até entender que a descoberta de si é sempre dolorosa. A busca pela sua identidade reflete nossa busca do DNA de um país, que se sabe pouco. Que não teve acesso a todos os ‘álbuns de família’, de uma formação torta e esquecida.
Serviço
O Ninho, um recado da raiz, com texto e direção de Newton Moreno Temporada: 15, 16, 17, 22, 23, 24, 30 e 31/03/2024 e 5, 6, 7, 12, 13, 14, 19
(duas apresentações), 20 e 21/04/2024. Sextas e sábados, às 20h; Domingos, às 18h; Sessão extra na sexta 19/04, às 15h. No dia 29/03, feriado, o Sesc não abre.
Duração: 90 minutos Gênero: Drama Capacidade: 297 lugares
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Sessão com audiodescrição no dia 13/04 e interpretação em Libras no dia 14/04.
Estacionamento do Sesc Bom Retiro – (Vagas Limitadas)
O estacionamento do Sesc oferece espaço para pessoas com necessidades especiais e bicicletário. A capacidade do estacionamento é limitada. Os valores são cobrados igualmente para carros e motos. Entrada: Alameda Cleveland, 529.
Valores: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2 por hora adicional (Credencial Plena). R$ 12 a primeira hora e R$ 3 por hora adicional (Outros). Valores para o público de espetáculos à noite R$ 7,50 (Credencial Plena). R$ 15 (pelo período).
Horários: Terça a sexta: 9h às 20h. Sábado: 10h às 20h. Domingo: 10h às 18h. IMPORTANTE: Em dias de evento no teatro, o estacionamento funciona até o término da apresentação.
Transporte Gratuito
O Sesc Bom Retiro oferece transporte gratuito circular partindo da Estação da Luz. O embarque e desembarque ocorre na saída CPTM/José Paulino/Praça da Luz.
Horário de início do serviço: Terça a Sábado, às 17h30 | Domingo e Feriados, às 15h30. Ao término do espetáculo, o serviço retorna à Estação Luz.
Sesc Bom Retiro
Alameda Nothmann, 185. CEP 01216-000.
Campos Elíseos, São Paulo – SP. Telefone: (11) 3332-3600 Siga o @sescbomretiro nas redes sociais:
Facebook, Instagram, Twitter e Youtube /sescbomretiro
Fique atento se for utilizar o Uber para vir ao Sesc Bom Retiro! É preciso escrever o endereço completo no destino, Alameda Nothmann, 185, caso contrário o aplicativo informará outra rota/destino.
Núcleo Experimental celebra a vida e a obra de Herbert Daniel no musical Codinome Daniel, que estreia dia 12 de janeiro
Crédito: Ale Catan
Com dramaturgia e direção de Zé Henrique de Paula e música de Fernanda Maia, espetáculo conta a história do jornalista que lutou pela causa LGBTQIAPN+ em plena ditadura militar brasileira.
Conhecido por dar voz a grupos minoritários e por sua pesquisa sobre o modo brasileiro de se fazer Teatro Musical, o Núcleo Experimental homenageia em seu novo trabalho o jornalista Herbert Daniel (1946-1992), ativista LGBTQIAPN+ na luta pelo direito das pessoas com HIV/Aids.
Codinome Daniel estreia no dia 12 de janeiro de 2024 na sede do grupo na Barra Funda, onde segue em cartaz até 4 de março, com apresentações às segundas, às sextas e aos sábados, às 21h; e aos domingos, às 19h.
O trabalho tem direção, dramaturgia e letras de Zé Henrique de Paula e música original e direção musical de Fernanda Maia. Já o elenco traz Davi Tápias, Luciana Ramanzini, Fabiano Augusto, André Loddi, Lola Fanucchi, Cleomácio Inácio, Renato Caetano e Paulo Viel.
“Pretendemos levar ao público a vida e a obra, ainda muito desconhecida, do jornalista e escritor Herbert Daniel, um revolucionário gay que desafiou tanto a ditadura de direita quanto os setores da esquerda que reproduziam a homofobia e a heteronormatividade”, comenta Zé Henrique de Paula.
Um dos elementos de frente da luta armada, Herbert se exilou em Portugal e na França, onde contraiu HIV, foi o último dos anistiados e, uma vez de volta ao Brasil, tornou-se um ativista fundamental na luta pelos direitos das pessoas vivendo com HIV/Aids.
Sua importância se deve ainda ao fato de ter sido o fundador do grupo de apoio Pela VIDDA e um dos fundadores do Partido Verde.
Atuou pelos direitos da população LGBTQIAPN+, das mulheres, dos negros, além de ativista ambiental.
Herbert morreu em 1992 devido a complicações causadas pela AIDS.
“Acreditamos que o teatro – uma das primeiras paixões de Herbert Daniel em sua juventude (ele foi também dramaturgo) – pode ser uma ferramenta poderosa no sentido de reacender uma luz sobre essa figura menosprezada da história do movimento LGBTQIAPN+ no Brasil recente.
Afinal, sendo a memória uma construção social, a peça ajuda a colaborar para que minorias possam entrar em contato com o inventário da luta pela democracia, diversidade e justiça social”, acrescenta o diretor.
Codinome Daniel é a terceira parte do que o grupo chama de Uma Trilogia Para a Vida, junto com os espetáculos.
Lembro todo dia de você e Brenda Lee e O palácio das princesas.
Como fio condutor das três peças está um conjunto de discussões e pontos de vista a respeito da questão do HIV/Aids no Brasil, da década de 80 aos dias de hoje.
Um pouquinho mais sobre
A figura de Herbert Eustáquio de Carvalho, nome de batismo do homenageado, é uma das mais esquecidas da nossa história recente, especialmente quando se leva em conta sua importância na luta pelo movimento gay e pelo ativismo em prol da democracia durante a ditadura no Brasil.
Herbert foi um elemento importante na luta armada contra a ditadura de 1964 e no processo de redemocratização do Brasil.
Estudante de medicina na UFMG, engajou-se em grupos guerrilheiros ainda no final da década de 1960.
Esteve na linha de frente de assaltos a bancos e dos sequestros de diplomatas estrangeiros que garantiram a soltura de mais de uma centena de presos políticos que corriam risco de morte.
Na militância clandestina, ele descobriu e assumiu sua homossexualidade.
De um lado, encontrava-se acossado pela violência de uma ditadura moralizante e LGBTfóbica; do outro, não era aceito por parte dos seus companheiros de guerrilha.
Para muitos setores das esquerdas naquele momento, a homossexualidade era vista como um desvio pequeno-burguês, uma degeneração, uma fraqueza moral, um desbunde de minorias improdutivas, em suma, um “pequeno drama da humanidade” que dividiria a “luta maior”.
Herbert teve, então, que “esquecer sua homossexualidade” para “fazer a revolução”.
Tanto se dedicou que seu rosto chegou a estampar os cartazes dos “subversivos” mais procurados pelo regime autoritário.
No entanto, mesmo com o cerco crescente e o extermínio físico da luta armada, ele conseguiu escapar da prisão e das torturas, exilando-se em 1974 em Portugal e, depois, na França.
No exterior, contraiu HIV e tornou-se, ao retornar ao Brasil como o último dos anistiados, um ativista fundamental pelos direitos das pessoas vivendo com HIV e AIDS.
Morto em 1992, Herbert foi um revolucionário gay que desafiou tanto a ditadura de direita quanto setores de esquerda que reproduziam a heteronormatividade.
Foi o responsável também pela criação da Declaração dos Direitos Fundamentais da Pessoa Portadora do Vírus da AIDS, que estruturou o discurso em relação à epidemia, além de cunhar o conceito de “morte civil” – referindo-se à condição de pária em que a pessoa com HIV é colocada, uma espécie de morte social antes da morte física – mostrando que não se trata apenas de uma questão de saúde, mas também sexual, social, econômica e de direitos humanos.
“Ele trouxe ideias revolucionárias para enfrentar a doença e o preconceito social, e elas ainda são válidas até hoje, como a ideia de solidariedade no combate à epidemia”, afirma o historiador e brasilianista norte-americano James Green, que lançou uma biografia de Daniel em 2018 (Revolucionário e Gay: a extraordinária vida de Herbert Daniel).
“Ele era muito corajoso, foi uma das primeiras pessoas conhecidas a assumir ser gay e soropositivo.”
A biografia escrita por Green é a grande fonte de inspiração para a dramaturgia de Codinome Daniel.
FICHA TÉCNICA
Dramaturgia e Letras: Zé Henrique de Paula
Música original: Fernanda Maia
Direção: Zé Henrique de Paula
Direção musical: Fernanda Maia
Elenco: Davi Tápias, Luciana Ramanzini, Fabiano Augusto, André Loddi, Lola Fanucchi, Cleomácio Inácio, Renato Caetano e Paulo Viel.
Assistência de direção musical: Guilherme Gila
Assistência de direção: Rodrigo Caetano
Cenografia: César Costa
Figurinos: Úga Agú e Zé Henrique de Paula
Iluminação: Fran Barros
Desenho de som: João Baracho
Preparação de elenco: Inês Aranha
Visagismo: Dhiego D’urso
Cenotécnica: Jhonatta Moura
Produção: Laura Sciulli
Assistência de produção: Cauã Stevaux
Fotos: Ale Catan
Design gráfico: Laerte Késsimos
Textos para programa: Isa Leite
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Redes sociais: 1812 Comunica
Estagiários: Mafê Alcântara (direção), Victor Lima (produção), Verena Lopez (som), Luis Henrique (luz), Pedro Bezerra (cenografia)
SERVIÇO
Codinome Daniel, do Núcleo Experimental
Temporada: 12 de janeiro a 4 de março de 2024
Sextas, sábados e segundas, às 21h, e domingos, às 19h
Teatro do Núcleo Experimental – Rua Barra Funda, 637, Barra Funda
Ingressos: R$40 (inteira) e R$20 (meia-entrada)
Venda pelo site Sympla
Classificação: 12 anos
Duração: 120 minutos
Mais informações em @nucleoexp
Este projeto foi contemplado na 40a. edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo.
No dia 9 de novembro, quinta-feira, às 21h, no Teatro Paulo Autran, do Sesc Pinheiros, estreia ‘O Outro Borges’, espetáculo inspirado na vida e obra do escritor argentino Jorge Luis Borges (1899-1986), expoente do realismo fantástico latino-americano.
Com texto de Samir Yazbek e direção de Marcelo Lazzaratto, ‘O Outro Borges’ traz no elenco André Garolli, Chiara Lazzaratto, Dagoberto Feliz, Helô Cintra Castilho, Lilian Blanc, Luciana Carnieli e Marcello Airoldi.
A cenografia e os figurinos são de Simone Mina, a iluminação de Guilherme Bonfanti e a trilha sonora de Marcelo Lazzaratto. A direção de produção está a cargo de Edinho Rodrigues, a produção geral da Brancalyone ProduçõesArtísticas e a realização do Sesc-SP.
A temporada de ‘O Outro Borges’ vai até o dia 10 de dezembro, sempre às sextas-feiras e aos sábados às 21h, e domingos às 18h. Haverá uma sessão extra do espetáculo no dia 20 de novembro, segunda-feira, às 18h.
O ESPETÁCULO
A partir da metáfora de o ‘Aleph’, o ponto mágico do universo que Jorge Luis Borges nos apresenta em seu conto homônimo, ‘O Outro Borges’ constrói a sua narrativa.
O enredo traduz os impasses e contradições da poética borgeana em relação à realidade, sobretudo por meio de temas como uma linha do Metrô, que ameaça desapropriar a casa onde se encontra o ‘Aleph’, e a ditadura militar argentina, que Borges apoiou, para depois renegar.
A relação central da peça se dá entre o Escritor (Marcello Airoldi) e a Jovem (Chiara Lazzaratto), personagem oriunda do Sul da Argentina, filha do Gaúcho (André Garolli), que é o primo da Governanta(Luciana Carnieli) que cuida da casa onde Borges vive seus últimos dias em companhia de sua Mãe (Lilian Blanc).
Os conflitos do Escritor com esta Jovem, para que ela possa herdar e transformar o legado de o ‘Aleph’, são mediados pelo Filósofo (Dagoberto Feliz), personagem do imaginário borgeano, que encarna a presença da magia no cotidiano do escritor.
Outras personagens transformam-se em peças-chave para que a realidade possa se harmonizar com o universo da ficção, tais como a Mulher(Helô Cintra Castilho) e o Engenheiro (André Garolli).
A encenação de Lazzaratto para ‘O Outro Borges’ cria um espetáculo instigante, promovendo um diálogo entre a tradição e a modernidade, por meio de um mergulho na simbologia borgeana.
Lazzaratto expõe a sua concepção para esta montagem: “Escolhi a Espiral como figura simbólica síntese da peça. Figura sob a qual todo espetáculo se desenrola: espiral como fio do tempo a se desdobrar, espiral como espaço a ser percorrido pelos personagens.
Os famosos labirintos borgeanos aqui se manifestam através dessa espiral que bem pode ser o redemoinho de uma consciência dilatada, um tornado gerando um desequilíbrio no status quo, bem como uma espiral cósmica de uma galáxia convergindo ao seu centro, ao seu buraco negro, local da manifestação do Aleph, que bem pode ser correlacionado com o conceito de singularidade da Física contemporânea”.
Ainda sobre as suas intenções com este trabalho, Lazzaratto diz: “entre o real e o fantástico: que corpo trafega por essas instâncias com naturalidade? Este foi o desafio que lancei às atrizes e aos atores para a composição de suas personagens. Era necessário dar veracidade aos diversos tipos que compõem o texto em um espaço nada real. Um trabalho meticuloso: cuidar daquele pequeno gesto, daquela determinada postura, daquele específico tom de voz para que a existência de tal figura se realize plenamente em um ‘não espaço’. Trabalho fundamental para que a delicadeza poética proposta pela dramaturgia encontrasse corpos sensíveis e densos para bem interpretá-la”.
Yazbek considera ‘O Outro Borges’ um desdobramento de sua pesquisa dramatúrgica, numa direção bem peculiar: “São peças que se utilizam da Literatura como matéria-prima para a criação cênica, como em ‘O Fingidor’, inspirada na vida e obra do poeta português Fernando Pessoa, e ‘A Terra Prometida’, a partir do episódio bíblico do Êxodo”, diz o autor.
Tais motivos literários servem de base para explorar temas contemporâneos. No caso de ‘O Outro Borges’, Yazbek pretende debater “o papel da Literatura e da arte nos dias de hoje, situando seu legado num mundo em transformação, em que questões sociais e culturais mais prementes acabam se impondo, sobretudo em países da América Latina”.
HISTÓRICO DO PROJETO
O texto de ‘O Outro Borges’ nasceu no CPT-Sesc, na década de 90, sob o incentivo do diretor Antunes Filho, e amadureceu durante a realização de um projeto on-line realizado em 2021, no próprio CPT-Sesc, junto com dramaturgo Samir Yazbek, o diretor Marcelo Lazzaratto e o produtor Edinho Rodrigues, além de parte do elenco da montagem atual. Tal projeto caracterizou-se por palestras e debates com especialistas na obra de Borges, além de uma oficina coordenada por Yazbek.
A parceria de Yazbek com o diretor Marcelo Lazzaratto remonta ao ano de 2004, quando ambos realizaram ‘A Entrevista’, peça em que Lígia Cortez foi indicada ao Prêmio Shell de melhor atriz. Depois disso, reencontraram-se em ‘Tectônicas’, junto com o produtor Edinho Rodrigues. Com este texto, o autor venceu o Prêmio Bibi Ferreira 2022 de melhor dramaturgia.
SOBRE JORGE LUIS BORGES
Jorge Luis Borges (1899-1986) é considerado um dos expoentes da Literatura latino-americana, e costuma ser lembrado como um dos grandes escritores da modernidade, representante do realismo fantástico latino-americano. Harold Bloom, um dos principais críticos literários mundiais, considerava Borges um dos maiores autores do cânone ocidental.
A Literatura de Borges, com seus jogos poéticos e metafísicos, além de seus temas recorrentes (o ‘espelho’, o ‘labirinto’, o ‘tigre’, entre outros), marcou a Literatura global, especialmente por dois livros de contos que foram escritos na primeira metade do século XX: “Ficções” e “O Aleph”.
O escritor ajudou a criar, com a sua cegueira precoce, uma aura mítica de quem vivia num mundo fantástico, presente não apenas em sua obra, mas também em suas palestras e entrevistas dadas ao longo dos anos.
Figura controversa por meio de seus posicionamentos políticos, sobretudo por seu apoio, posteriormente retirado, à ditadura militar argentina, Borges encarnou o amor aos livros e à Literatura como poucos.
SINOPSE
Prestes a fazer sua última viagem, Jorge Luis Borges recebe a visita de uma jovem. Poesia, tradição e modernidade entram em jogo num instigante rito de passagem.
FICHA TÉCNICA
Texto: Samir Yazbek
Direção e Trilha Sonora: Marcelo Lazzaratto
Assistência de Direção: Carolina Fabri
Cenografia e Figurinos: Simone Mina
Iluminação: Guilherme Bonfanti
Elenco: André Garolli, Chiara Lazzaratto, Dagoberto Feliz, Helô Cintra Castilho, Lilian Blanc, Luciana Carnieli e Marcello Airoldi
Fotografia: João Caldas Fº
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Produção Executiva: Fabrício Síndice
Direção de Produção: Edinho Rodrigues
Produção Geral: Brancalyone Produções Artísticas
Realização: Sesc-SP
SERVIÇO O Outro Borges – Texto de Samir Yazbek, com direção de Marcelo Lazzaratto
Estreia dia 9 de novembro, quinta-feira, às 21h
De 9 de novembro a 10 de dezembro de 2023. Sexta e sábado, às 21h. Domingo e feriado 20/11, às 18h
CIRCO DA MEIA-NOITE, uma história sobre a natureza do divino na atualidade
Com direção de Maurício de Oliveira e Tono Guimarães, espetáculo mistura teatro, dança e música para narrar mito sobre um circo que aparece durante um eclipse
Quando o dia vira noite durante um eclipse, um circo aparece por entre as sombras, convidando todos a adentrar seu picadeiro. Esse mito é narrado pelo Laboratório Siameses em “Circo da Meia-Noite“, que estreia no dia 28 de outubro, no Teatro Anchieta do Sesc Consolação.
O espetáculo dá continuidade à pesquisa do grupo sobre a imaginação e mescla dança, teatro e música para criar uma história sobre a natureza do divino nos dias de hoje e o nascimento do desejo.
A montagem tem direção de Maurício de Oliveira e Tono Guimarães. Já o elenco traz os intérpretes Danielle Rodrigues, Lucas Pardin, Maurício de Oliveira, Moisés Matos, Sthéphanie Mascara e Vinícius Francês, além da atriz convidada Joy Catharina.
No “Circo da Meia-Noite”, a lógica parece se desfazer pelo encantamento das figuras que o habitam. São deuses que outrora povoaram o cosmos nos tempos da ancestralidade e que, hoje, perambulam entre a dimensão do real e do sonho para guiar o mundo para além do Esquecimento. Eles guardam o coração do planeta, que pulsa vivamente debaixo da terra consagrada desse picadeiro.
Trazendo como subtexto as ancestralidades da Lua Negra – Lilith, Ísis, Perséfone, Santa Muerte – em que o futuro se decidia numa batalha coletiva na noite mais longa do ano -, o trabalho se propõe a criar um sabá secular, que permite a revelação da centelha primordial que foi solapada pelo Estado das coisas, por esses novos deuses vazios de ancestralidade. O espetáculo é um manifesto de renascimento, recuperando nosso direito de imaginar futuros não-distópicos.
O trabalho tem como inspiração o imaginário histórico do circo. Herdeiro das tradições luciânicas da Saturnalia – festival realizado no Solstício de Inverno, no qual as normas que ordinariamente regiam a sociedade eram invertidas, ou seja, os homens se vestiam de mulher e os senhores, de servos etc. –, o circo era o espaço da subversão das regras.
Ali, aqueles que eram mantidos à margem da sociedade, construíam uma comunidade à parte, com suas próprias regras de funcionamento. Em seus shows, o circo tornava-se local de poder, de confronto com a alteridade do abismo social que lhe deu origem.
Costurando uma dramaturgia original a partir da pesquisa de textos, filmes e outras mídias, “Circo da Meia-Noite“ é uma reflexão sobre o futuro e o nosso legado. Na peça, o circo é o espaço em que somos recebidos pela Morte. Ela apresenta a todos aquilo que será presenciado: o nascimento do Desejo.
A montagem se materializa como uma instalação visual em que cenário e figurino serão compostos como entidades complementares. A companhia cria um ambiente que possa se alterar subitamente pela interferência desses bailarinos que invadem a cena. Os intérpretes manipulam um cenário que se reconfigura aos poucos através de roldanas, montando uma lona de circo que tem vida própria.
No figurino, o caráter escultural das peças caracteriza os personagens como esculturas vivas, cujas formas se transformam a cada nova ação que ali se desenvolve. Para intensificar esse efeito de mudança, o desenho de luz se dá como microambientes que migram pelo espaço cênico, contrapondo cor e forma a fim de dar materialidade à presença de cada Ente ali apresentado.
Já a trilha sonora tem papel fundamental nesse quadro: será executada ao vivo para que cada cena possa ser reconfigurada à medida que ela se desenvolve, ganhando novos matizes a cada apresentação.
SINOPSE:
Dando continuidade à sua pesquisa sobre imaginação, o Laboratório Siameses apresenta “Circo da Meia-Noite”, um trabalho que desliza entre a dança, o teatro e a música para criar uma história sobre a natureza do divino nos dias de hoje. Toda noite de eclipse, quando Sol e Lua tornam-se um, um circo surge flutuando no ar. Nele, os antigos deuses encontram-se para um encontro, um espetáculo. Desta vez, contudo, o que os reúne é uma mudança dos rumos do destino: um novo dono para o circo, O Desejo.
FICHA TÉCNICA:
Idealização: Maurício de Oliveira e Tono Guimarães
Direção e Criação Coreográfica: Maurício de Oliveira
Dramaturgia/Pesquisa: Tono Guimarães
Intérpretes: Danielle Rodrigues, Joy Catharina, Lucas Pardin, Maurício de Oliveira, Moisés Matos, Rafael Abreu, Sthéphanie Mascara, Vinícius Francês
Orientação cênica: Leonardo Birche e Maristela Chelala
Direção de Arte e Figurino: Adriana Hitomi
Projeto de Luz: Dani Meirelles
Cenografia: Eliseu Weide
Adereços: Adriana Hitomi e Eliseu Weide
Peruca: Eli Viegas
Direção Musical: Rodrigo Florentino
Consultoria Musical: Edezio Aragão
Músicos convidados: Rômulo Scarinni e Taiara Guedes
Formadores: Chris Penna (Aikido), Edi Montecchi (voz), Maristela Chelala (Comédia/Clown), Maurício de Oliveira (Corpo e Movimento), Rosana Selligmann (Iyengar Yoga).
Projeto de Identidade Visual: Alessandro Romio
Fotografia: Wilian Aguiar
Social Media: Lyvia Gamerc
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Direção de Produção: Leonardo Birche
Apoio: Estúdio Simpatia257
SERVIÇO O Circo da Meia-Noite, de Laboratório Siameses 14 anos
70 minutos
Teatro Anchieta – Sesc Consolação
R. Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque
Lotação do Teatro: 280 lugares
Acessibilidade: assentos para pessoas com necessidades especiais (mobilidade reduzida, obeso, cadeirante e acompanhante), e a fila para cadeirantes fica na última fileira da plateia, com uma visão panorâmica do palco.
Dias 28 e 29 de outubro
Sábado, às 20h. Domingo, às 18h Ingressos: R$ 40 (inteira) R$ 20 (meia) R$ 12 (credencial plena)
Vendas online pelo site ou no Aplicativo Credencial Sesc SP e, presencialmente, nas bilheterias das Unidades do Sesc.
Galpão do Folias
Rua Ana Cintra, 213 – Santa Cecília 2 a 26 de novembro.
Quintas, sextas e sábados, às 20h. Domingos, às 19h. Ingressos: R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia)
Vendas online pelo site https://bit.ly/circodameianoite
Últimas apresentações da temporada 2023 do espetáculo Criatura, Uma Autópsia
Após participar de festivais internacionais, o espetáculo volta ao teatro onde estreou, em 2019, como parte de circulação pelo Prêmio Zé Renato
Cena do espetáculo ‘Criatura, Uma Autópsia’
A atriz Bruna Longo provoca uma fricção entre o romance Frankenstein, ou O Prometeu Moderno e a vida de sua autora, Mary Wollstonecraft Godwin (Shelley), no solo Criatura, Uma Autópsia.
Após participar em festivais na Turquia, Cabo Verde e Angola, e circular por outros três teatros municipais entre maio e julho de 2023, o trabalho volta aos palcos para encerrar a temporada deste ano. As apresentações acontecem na Casa de Cultura Monte Azul (dias 14 e 15 de outubro) e no Centro Cultural Santo Amaro (dias 17 e 18 de outubro).
Fruto de dois anos de pesquisas dentro e fora da sala de ensaio, o espetáculo foi originalmente imaginado como uma adaptação para o palco de Frankenstein, ou O Prometeu Moderno, sob o ponto de vista da Criatura. Mas os caminhos da pesquisa são frequentemente misteriosos: por vezes busca-se algo e outra coisa nos encontra.
Ao tentar falar da Criatura cada ação, cada palavra, cada dor encontrava Mary Wollstonecraft Godwin (mais tarde Shelley), a jovem que escrevera o livro. Sua história se impunha através da narrativa que ela mesma escreveu.
Em junho de 2018, com a pesquisa avançada e já em meio aos ensaios, Bruna Longo é convidada pela Bodleian Libraries da Universidade de Oxford e pelo curador do acervo especial Stephen Hebron a acesso total aos diários, cartas e manuscritos originais de Mary Shelley, reservado geralmente apenas a acadêmicos ligados a grandes centros de pesquisa.
A visita à Inglaterra a levou ainda a todos os lugares relevantes à vida de Mary Shelley em Londres e Bournemouth (onde está o túmulo da família). Além disso teve acesso a outros documentos na British Library. Voltando à sala de ensaio, a atriz chega à versão final da dramaturgia física, criada tendo como base duas narrativas: a do romance e a da vida de Mary Shelley, buscando os pontos de fricção.
Dois anos depois do início da pesquisa, o espetáculo que nunca se propôs uma biografia da Criatura ou tampouco da autora, tornou-se uma autopsia de um romance e de uma personagem, revelando as entranhas, artérias, musculatura de dores pessoais e universais.
Outra grande questão que circunda a peça é uma reflexão sobre a morte e o luto, que a dramaturga Bruna Longo evoca motivada pela perda do próprio pai e é tema do Projeto Memento Mori . Memento Vivere, ou Precisamos Falar Sobre a Morte, contemplado pela 16ª Edição do Prêmio Zé Renato.
“A morte é, para nós ocidentais, talvez o último intransponível tabu. Não falamos sobre ela. Não sabemos lidar com ela. No entanto, ela é também a única certeza inexorável. Desde o início do processo de pesquisa do espetáculo, eu queria falar sobre morte e luto, mas sempre acabei entrando mais na esfera feminista, da questão da autoria. Agora, com a morte do meu pai, as mortes na vida de Shelley – centrais no espetáculo, assumiram uma camada mais pessoal.
Vivemos nos últimos anos num estado de necropolítica em meio à maior pandemia da história recente, e ainda assim não conseguimos falar de morte, da nossa própria morte, daqueles que amamos. Falamos de morte como uma generalidade social, como um elemento político, mas não conseguimos discutir a morte como um assunto cotidiano”, revela.
Criatura, Uma Autópsia realizou temporada de estreia na Oficina Cultural Oswald de Andrade (SP) em agosto de 2019 (sendo estendida até fim de setembro). Em novembro de 2019, realizou curta temporada no Espaço Cia da Revista (SP). Foi indicado ao Prêmio Aplauso Brasil 2019 na categoria Melhor Atriz.
Em 2021, cumpriu circulação em versão audiovisual por quatro teatros da cidade de São Paulo como parte do Projeto Anônimo Muitas Vezes Foi Mulher, idealizado por Bruna Longo e contemplado pela 11a Edição do Prêmio Zé Renato.
Em 2022 o espetáculo participou da Mostra Solo Mulheres, no Teatro de Contêiner (São Paulo), Festival Monofest22, organizado pelo Tyiatro Medresesi em Sirince, Turquia, e do Festival Internacional de Teatro do Mindelo – Mindelact, em Cabo Verde.
Em 2023 participou do Festival Internacional de Teatro e Artes organizado pelo Elinga Teatro, em Luanda, Angola, e voltou a São Paulo em circulação por teatros públicos como parte do projeto Memento Mori . Memento Vivere – Ou Precisamos falar sobre a morte, contemplado pela 16ª Edição do Prêmio Zé Renato.
Sobre Bruna Longo
Atriz, dramaturga, produtora, diretora de movimento, pesquisadora corporal e educadora, tendo trabalhado em dezenas de projetos na Europa, Brasil e Estados Unidos. Colaborou com companhia dinamarquesa Odin Teatret, dirigida por Eugenio Barba, de 2006 a 2010, e foi membro da Cia. da Revista, de São Paulo, de 2010 a 2016.
Mestre em Movement Studies pela Royal Central School of Speech and Drama – University of London, Reino Unido, 2010. Entre seus trabalhos mais recentes como atriz estão: Os 3 Mundos, com direção de Nelson Baskerville, no Teatro Popular do SESI (2018); Um Dez Cem Mil Inimigos do Povo, de Cassio Pires sobre texto de Henrik Ibsen. Direção: Kleber Montanheiro (2016); Ópera do Malandro, de Chico Buarque de Hollanda. Direção: Kleber Montanheiro (2014/15);
Crônicas de Cavaleiros e Dragões, de Paulo Rogério Lopes. Direção: Kleber Montanheiro. Teatro Popular do SESI (2013); Kabarett, direção: Kleber Montanheiro (2012/14); Cabeça de Papelão, de Ana Roxo sobre conto de João do Rio. Direção: Kleber Montanheiro. Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Teatro de Taubaté em 2013 (2012/16);
Cada Qual no Seu Barril, dramaturgia corporal de Bruna Longo e Daniela Flor. Direção: de Kleber Montanheiro. Indicada como melhor atriz ao prêmio FEMSA de Teatro Infantil e Jovem em 2012 (2011/2018); Carnavalha, de Bruna Longo. Direção: Kleber Montanheiro (2011); The Marriage of Medea. Direção: Eugenio Barba. Holstebro, Dinamarca (2008);
Landrus & Cassia, escrito e dirigido por Brian O’Connor. Virginia, EUA (2007); Shentai – The Circus Must Go On. Direção: Martha Mendenhall. Virginia, EUA (2007); Ur-Hamlet. Direção: Eugenio Barba. Ravenna, Itália – Helsingør, Dinamarca – Holstebro, Dinamarca – Wroclaw, Polônia (2006/09).
FICHA TÉCNICA
Concepção, dramaturgia e elenco: Bruna Longo
Assistentes: Giovanna Borges e Letícia Esposito
Cenário: Bruna Longo e Kleber Montanheiro
Cenotécnica: Evas Carreteiro, Nani Brisque e Alício Silva
Figurinos: Kleber Montanheiro
Objetos: Bruna Longo
Desenho de luz: Rodrigo Silbat
Trilha: Bruna Longo
Fotos: Danilo Apoena
Design Gráfico: Kleber Montanheiro
Colaboradores artísticos: Larissa Matheus (provocações de dramaturgia), Lino Colantoni (edição de trilha), Mateus Monteiro (interpretação textual), Victor Grizzo (direção de arte) e Anna Toledo (canto).
Criatura, Uma Autópsia, espetáculo solo de Bruna Longo, é uma fricção entre o romance Frankenstein, Ou O Prometeu Moderno e a vida de sua autora Mary Wollstonecraft Godwin (Shelley).
SERVIÇO
Criatura, Uma Autópsia, de Bruna Longo
Classificação: 10 anos
Duração: 70 minutos
Ingressos: Gratuitos, distribuídos sempre uma hora antes de cada sessão
Casa de Cultura Monte Azul
Av. Tomas de Sousa, 552 – Jardim Monte Azul, São Paulo – SP
Sábado (14 de outubro) às 20h, domingo (15 de outubro) às 19h
Centro Cultural Santo Amaro
Av. João Dias, 822 – Santo Amaro, São Paulo – SP
Terça-feira (17 de outubro) e quarta-feira (18 de outubro) às 20h
A mostra conta com oficinas, espetáculos e bate-papos com artistas do Brasil, Alemanha, Chile e Polônia. Atividades acontecem na Vila Itororó e nos teatros Arthur Azevedo e Sobrevento
A magia do teatro de bonecos é celebrada na terceira edição da Feira das Formas Animadas, uma mostra completamente gratuita feita em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, com atividades voltadas para bebês, crianças e adultos.
O evento acontece de 11 a 16 de outubro, na Vila Itororó (dentro do C.R.F.A. – Centro de Referência das Formas Animadas) e nos teatros Sobrevento e Arthur Azevedo.
Com curadoria de Sandra Vargas, Fabio Supérbi e Rodrigo Andrade, a mostra reúne 14 espetáculos de artistas reconhecidos pelo trabalho com teatro de bonecos e formas animadas no Brasil – de São Paulo, Pernambuco e Distrito Federal –, na Alemanha, no Chile e na Polônia.
A programação ainda conta com uma série de oficinas e mesas de reflexão.
Entre as atrações nacionais, estão as companhias O Que de Que (SP), com o espetáculo Cadê Meu Nariz?; Mevitevendo (SP), com Theatro Misterioso; Valdeck de Garanhuns (PE), com Simão e os Protetores das Florestas; XPTO (SP), com Mar, Maru, maré e a Ilha que não é; Lumiato (DF), com 2 Mundos; Maracujá Laboratório de Artes (SP), com Nerina, a Ovelha Negra; Sobrevento (SP), com o espetáculo para bebês Meu Jardim; e Noz (SP), com Cocô de Passarinho.
Já os convidados internacionais são Natalia Sakowicz (Polônia), com o trabalho Romance; Annafabuli (Alemanha), com os espetáculos Pedro e a Lua e O Príncipe Sapo; e Viajeinmóvil (Chile), com a peça Frankesntein.
Além dessa programação, durante todo o evento, o Museu de Bonecos do C.R.F.A. (Centro de Referência das Formas Animadas), na Vila Itororó, estará de portas abertas para visitantes conhecerem mais sobre essa forma de arte fascinante. É só aparecer!
E, em comemoração ao Dia das Crianças, algumas das apresentações e atividades que acontecem na Vila Itororó terão algodão doce e pipoca de graça para todos os presentes.
Criada em 2020, a Feira das Formas Animadas nasceu graças aos recursos da Lei Aldir Blanc e teve como objetivo em sua primeira edição auxiliar coletivos, grupos e artistas, preferencialmente do Estado de São Paulo, que trabalham com as Formas Animadas, priorizando aqueles que não receberam nenhuma verba da Lei Aldir Blanc ou de outros editais culturais naquele ano.
Para tal, a mostra abriu um chamamento nacional e selecionou 14 espetáculos de 12 coletivos/artistas para participar de uma mostra online, que aconteceu em 2021.
Já a segunda edição do evento, já com parceria da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, teve sua versão presencial em 2022.
A Feira das Formas Animadas é uma idealização do Centro de Referências das Formas Animadas, da Terceira Via.
O CRFA é um espaço de encontros e reflexões para fomentar pesquisas brasileiras, fortalecer suas ações e potencializar intercâmbios com outros países que pesquisam o Teatro de Bonecos há mais de um século.
Em 2021, o centro iniciou suas turmas experimentais de criação em Formas Animadas, oferecendo oficinas especializadas em Teatro de Bonecos, uma Mostra Cênica com os alunos e artistas convidados, além deste festival para potencializar as ações desse segmento cultural no país.
O C.R.F.A. e a Feira das Formas Animadas são idealizações da O Que De Que – oquedeque.com.br/
Sobre Sandra Vargas – curadora nacional
Formada pela Universidade do Rio de Janeiro, Sandra Vargas é uma das fundadoras do grupo Sobrevento, tendo dirigido alguns dos espetáculos do repertório.
Esteve indicada, em 1989, como Melhor Atriz e Revelação de Melhor Atriz para os Prêmios Mambembe e Coca-Cola. Em 2000, ganhou o Prêmio APCA (da Associação Paulista de Críticos de Arte) de Melhor Atriz.
Apresentou-se com o Sobrevento em 23 estados brasileiros e em países de 4 continentes.
Trabalha como atriz, dramaturga e manipuladora em quase todos os espetáculos do SOBREVENTO e responde pela curadoria de inúmeros festivais internacionais, como o FITO – Festival Internacional de Teatro de Objetos.
Promoveu, também, palestras, mesas redondas e oficinas (destinadas a professores, crianças, jovens, ou profissionais de Teatro) em diversas áreas do Teatro de Animação.
É responsável pela formação e pelo aperfeiçoamento de muitos marionetistas, além de orientar companhias teatrais de vários estados do país que buscam se aproximar do Teatro de Animação ou se aprofundar no Teatro de Objetos.
Sobre Fabio Supérbi – Curador Nacional
É narrador de histórias e marionetista. Trabalha com contos tradicionais, memória, cartas e literatura. Participou de grupos como o Núcleo Vendaval e o Coletivo de Ventiladores.
É também parceiro de criação da O Que de Que. Possui título de mestre pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (UNESP), com enfoque no Teatro para crianças.
É licenciado em 2004, pela mesma Universidade, na área das Artes Cênicas. Cruzou o mar para contar e ouvir histórias, hoje vive em Lisboa onde desenvolve suas pesquisas e suas criações.
Sobre Rodrigo Andrade – Curador Nacional e Internacional
Fundador da O Que de Que, possui mais de 20 anos de experiência no Teatro das Formas Animadas.
Já participou de festivais no Brasil, Rússia, Holanda, Espanha, Turquia, Albânia, Vietnã, Tailândia, Índia, Taiwan, Cazaquistão, Argentina, Venezuela e Equador.
Co-produziu e idealizou o FESTIVAL INTERNACIONAL ROTAS de Teatro de Bonecos na cidade de Assis/SP em 2014.
Ganhou os seguintes prêmios: Medalha de Prata de Melhor Ator no Ha Nói Festival, Premiado na Rússia e Cazaquistão e único artista brasileiro que abriu uma edição do Festival do Teatro Obraztsov, o maior Teatro de Bonecos do mundo, em Moscou.
Andrade é o idealizador da I Feira das Formas Animadas de SP e do CRFA.
Serviço
III Feira das Formas Animadas
Quando: 11 a 16 de outubro
Teatro Arthur Azevedo – Avenida Paes de Barros, 955, Alto da Mooca C.R.F.A., na Vila Itororó – Rua Maestro Cardim, 60, Bela Vista
Teatro Sobrevento – Rua Cel. Albino Bairao, 42, Belenzinho
Quanto: grátis, com ingressos distribuídos 1h antes de cada apresentação