Senhor tempo

Evani Rocha: Poema ‘Senhor tempo’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem criada por Ia do Canva - 18 de fevereiro de 2026, `s 16h12
Imagem criada por IA do Canva – 18 de fevereiro de 2026, às 16h12

Lá se foi janeiro

Fevereiro há pouco termina…

Nasce um novo mês, março!

Será que ainda haverá águas?

Ou toda água verteu-se

Na última estação?

Então, espera-se por abril!

Pelo sim, pelo não…

Pede-se aos céus que

Nos dê muitas estrelas…

Luas cheias, noites claras…

Porque logo vem maio, anunciando

Que estamos próximos ao meio,

Ao meio do ano, ao meio do ciclo…

Lá na curva do caminho, aponta junho.

Talvez inseguro, meio tímido…

Ainda um menino em volta da fogueira!

Vai crescendo até despedir-se,

Como um jovem, querendo ganhar o mundo…

Assim voa alto, deixando para trás o mês de julho, 

Com seu sol enorme e seus olhos profundos…

Com uma bagagem gorda, 

Depois de meio ano de acúmulo de ‘coisas’:

Alegrias, tristezas, dores e muita água que passou debaixo da ponte,

 Para nunca mais voltar…

Porém, vai embora a contragosto, 

Pois talvez quisesse ficar mais um pouco…

Então, chega agosto, furioso e fanfarrão!

Uma mistura de seca e calor!

 Muda as cores dos campos e coloca-se ao centro do palco! 

Ele é um artista…e faz da gente impaciente, 

 À espera das flores, da chuva e do verde! 

Queremos setembro! 

E ele vem sorrindo, enquanto fecham-se as cortinas…

A profecia fala sobre flores e borboletas nos jardins! 

Aves construindo ninhos…

Logo vai chegar outubro, o mês das tardes serenas, das brisas mornas…

Um jovem senhor do tempo!

Outubro, me lembro inverno…ruas silenciosas, manhãs orvalhadas! Lareira…

Mas, esses dias, também se vão…

Porque novembro desliza pelos trilhos!

 O trem do ano vai chegando à última estação…

Voltam as águas, que um dia foram mar, riachos e lagos…

É a continuação da vida, de cantarola de passarinhos, de campo florido!

Pois fecha-se o ciclo, para um novo início:

Ele é o último mês do ano: dezembro

Vem feliz e saltitante, traz no céu muitas estrelas e na terra vida farta!

 Carrega no bolso, sementes, e leva consigo, os fios pratas e os passos lentos, 

Que o Senhor Tempo, se encarregou de plantar!

Evani Rocha

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Quando a porta se fechou

Evani Rocha: Poema ‘Quando a porta de fechou’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem gerada por IA do Canva – 14 de agosto de 2025,
às 06h45

Quando a porta se fechou
Tornou-se cinza o dia
As imagens se perderam
A rosa despetalou

Quando a porta se fechou
Cessou a luz do luar
Restaram apenas as sombras
Inertes, de quem ficou

Quando a porta se fechou
Sumiram as estações
Secou a água do mar
A tempestade bradou

Ficou a mensagem fria
Sobre a poeira dos móveis
Sobre as roupas do armário
Sobre os versos da poesia

Quando a porta se fechou
Tudo se tornou vazio
Na boca a melancolia
No olhar, dor da saudade

Rastros foram apagados
Folhas o vento levou
Baixou o pó da estrada
Desde que a porta se fechou!

Evani Rocha

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