Despedida

Ella Dominici: Poema ‘Despedida’

Ella Dominici
Ella Dominici
Imagem criada pelo ChatGPT - https://chatgpt.com/s/m_6a19da1f6fe88191a8a2010bd5e61151
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Na estrada,

a lua envelhece.

Olhos cansados

de tantos milênios

perdem-se

nas curvas do tempo.

E despedem-se

as palavras.

Uma a uma,

recolhem-se

ao longo corredor da espera,

onde o silêncio

é terra,

é semente,

é repouso.

Abre-se então o mistério

para além da noite fria.

Ali,

os olhos fincados no céu

aguardam que a poeira assente,

que o rumor dos dias se dissolva,

que a memória do sol

abandone suas últimas cinzas.

Tudo se distancia.

Tudo regressa.

E o que parecia fim

desata-se em horizonte.

Há um deslumbre

na alva que raia,

um clarão sem nome

entre a ausência e o retorno,

como se a eternidade

respirasse devagar

atrás das manhãs.

Na estrada,

a lua continua.

E nós,

feitos luz desprendida do instante,

seguimos

para dentro do infinito.

Ella Dominici

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Corpo e espírito

José Antonio Torres: ‘Corpo e espírito’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
‘Minha força vem da luz que me conduz’.
Imagem gerada por IA do bin – 20 de janeiro de 2026, às 08:25 PM

Sigo em minha estrada superando desafios.

Os obstáculos são imensos, mas não superam a determinação que possuo.

As lutas são ferrenhas neste campo de batalha que é a vida.

Rasgam as minhas entranhas e dilaceram o meu corpo.

Ainda assim, não conseguem abater meu espírito.

A minha determinação suplanta meus ferimentos.

Minha força vem da luz maior que me conduz, iluminando e fortalecendo a minha fé.

Embora meu corpo sofra as consequências das batalhas, meu espírito segue radiante e revigorado para novas disputas.

Meu corpo sente o cansaço e o peso do tempo.

Sinto minhas energias esvaindo-se lentamente…

Processa-se um efeito contrário em meu espírito.

Quanto mais me aproximo do fim, mais se expande a consciência de que estou indo ao encontro da verdadeira VIDA!

José Antonio Torres

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Eterna Chegada

Clayton Alexandre Zocarato: Poema ‘Eterna chegada’

Clayton Alexandre Zocarato
Clayton A. Zocarato
Imagem criada por IA do Bing – 11 de junho de 2025,
às 11:40 PM

Você chegou… e o tempo se curvou,
Na curva da rua onde o Sol já pousou.
Mas não ficou — e ainda assim ficou
Num canto da alma que nunca cessou.

A casa vazia sussurra seu nome,
A estrada repete o som que consome.
O menino que sonha em corpo de homem
Ainda chora onde o silêncio some.

Você chegou — mas o medo ficou,
Meu orgulho pueril, o amor sufocou.
E agora nas noites, a dor me levou
A lembrar do sorriso que o tempo apagou.

Seus olhos castanhos, minha perdição,
Neles naveguei sem direção.
Amar em silêncio foi minha prisão,
Um grito calado, um gesto em vão.

Mas ainda te vejo nos sonhos que vêm,
Na sombra da tarde, no passo de alguém.
Você é a chegada que não tem porém,
A eterna namorada do meu além.

Clayton Alexandre Zocarato

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Desenterrar o poético

Julián Alberto Guillén López: Poema ‘Desenterrar o poético’

Julián Alberto Gillén López
Julián Alberto Gillén López
Imagem criada por IA no Bing - 17 de março de 2025, 
às 12:38 PM
Imagem criada por IA no Bing – 17 de março de 2025,
às 12:38 PM

Desenterrar
o poético das minhas entranhas,
sentir que conflui
pela estrada
das minhas veias,
que se faça
para mim todos os dias
semelhante ao néctar
que me injeta
da juventude,
parir feitiços
palavras sagradas,
explosões de eternidade
que me aproximam
tateando para o real.
Um encontro
que me prevê
estar chegando
ao significado primário
das palavras. Desenterrar
o poético das minhas entranhas,
adicionar um pouco
levedura para a massa.
Compreender o significado
de uma rosa,
não como se o etéreo tivesse apenas uma forma.
Mas como uma metáfora palpável
que bate e muda
de corpos.
Encontrar-se
diante do tipo
maior prazer
e agarrar-se a ele
para achar sentido
a uma vida que é cruenta quando se despe
com os olhos humanos.
A poesia é um passo além
do divino.
Aproximando-se do sangue,
aquilo que nos mantém vivos.
Desenterrar o poético
e encontrar o remanso
onde você pode descansar
a alma sentindo-se viva, enxugar
suas lágrimas
e erguer-se de pé contra toda tempestade.
Desenterrar o poético,
ser vidente e ter consciência
que apenas
abrimos os olhos
diante da maioria
de intuições,
encontrar-lhe fio
ao estame em que estamos envolvidos.
Resolver através
do silêncio do tempo
o enigma que chamamos de ser cheio,
se isso fosse suficiente
para nos entendermos.
Desenterrar o poético,
ficar de frente
no limiar dos mistérios
e exalar: “Vida, nada me deves”. Sair com roupas novas da lavanderia
de mortes.
Cândido e vitorioso.
Abrindo as asas
como um pintassilgo.
Escrever um poema
que cure
a doença da terra.

Rino Specchio
16/03/25 – México

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Caminho da idade

Irene da Rocha: Poema ‘Caminho da idade’

Irene da Rocha
Irene da rocha
Imagem criada por IA do Bing – 05 de fevereiro de 2025
às 12:54 PM

Quanto mais velho, o sapato é leve,
Buscando conforto na vida que se tece.
O valor das presenças se faz companhia,
Em um mundo onde a luz é a alegria.

Alimentos saudáveis, um prato em harmonia,
O álcool distante, a saúde é a melodia.
Passos firmes, a estrada é escolhida,
Amizades sinceras, a alma é nutrida.

Solidão, uma amiga, não se troca em vão,
É no silêncio que se ouve o coração.
Ignorar o supérfluo, recusar a dor,
Saber quando falar, escolher o amor.

Menos reações, mais paz na jornada,
Valorizar pessoas, a vida é sagrada.
Discussões desfeitas, conflitos ao léu,
O desejo é leveza, um abraço de céu.

Amar a si, a serenidade é o farol,
Em cada passo, um novo caracol.
Quanto mais velho, mais sábio a ser,
O amor e a paz, sempre a florescer.

Irene da Rocha

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Eulália

Evani Rocha: Poema ‘Eulália’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem criada por IA - Gencraft
Imagem criada por IA – Gencraft

Eulália é feita uma borboleta

Recém-saída da crisálida!

Possui lábios rosados e pele de seda…

Se tivesse asas, certamente elas

Seriam azul metálico

Ou talvez douradas.

Seus olhos são pretos como o breu

E seu sorriso tão leve e suave como a brisa da manhã.

Eulália caminha solitária,

Seus rastros vão marcando a areia fina da estrada.

Bem que podia voar entre as margaridas brancas e vermelhas

Das margens do caminho…

Pousar de uma em uma, e sorver o néctar da vida.

Se Eulália pudesse voar ela contemplaria o horizonte nessas tardes primaveris,

Despertaria os beija-flores enciumados

Por sua beleza.

Voaria sobre os montes e cachoeiras…

Mas caminha Eulália, decidida.

Deixando sua leveza e seu perfume impregnar as amoreiras e macieiras floridas.

O vento esvoaça seus longos fios de cabelos cor de bronze…

Vai ao longe Eulália, carregando no corpo a juventude e nas mãos, um nada,

Apenas a plenitude de ser tão bela e efêmera como uma borboleta azul!

Evani Rocha

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Olhar revela

Irene Rocha: ‘Olhar revela’

Irene Rocha
Irene da Rocha
“O horizonte distante, fascínio em cada linha”
Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer

Num olhar sem fim, maravilhas reveladas.
O horizonte distante, fascínio em cada linha.
Além, onde o coração se encontra, embalado,
Num caminho traçado pela luz que nos guia.

Na estrada que se estende, beleza se revela.
No céu, estrelas dançam em brilho radiante.
Entre as matas, o canto dos pássaros que pinto em aquarela,
E o mundo se desvela em sua face cativante.

No íntimo, descobertas nos esperam,
Sensações que tocam a alma em suavidade,
E quando o amor se anuncia, nada mais se apressa,
É doce encanto nos olhos do amado, felicidade.

Juntos, na jornada onde o amor floresceu,
Dos rabiscos à realidade, a magia se ergueu.
E no encontro de olhares, a verdade se inscreveu.
Te amo, ecoa na eterna história.

Irene Rocha

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