Sonho ou paixão?

Eliana Hoenhe Pereira: Poema ‘Sonho ou paixão?’

Eliana Hoenhe Pereira
Eliana Hoenhe Pereira
Imagem criada por IA do Grok - 02 de fevereiro de 2026, às 10:02 PM - https://grok.com/imagine/post/f65b3207-47e3-4c1e-8ad8-61c93a948db8
Imagem criada por IA do Grok – 02 de fevereiro de 2026, às 10:02 PM – https://grok.com/imagine/post/f65b3207-47e3-4c1e-8ad8-61c93a948db8

Sonho ou paixão, 

só sei que mexe com o meu coração. 

Revestir-me-ei de desejos

e cobrir-te-ei com os meus beijos.

Navegar pelo luar

à luz das estrelas douradas 

a brilhar ;

ouvir palavras adocicadas

como quem tem a certeza dos passos.

Amar-te-ei em ninho de felicidade. 

Quero adormecer ao teu lado,

perder-me no teu abraço. 

Um querer de alma 

que aquece e floresce. 

Eliana Hoenhe Pereira

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Abóboda celeste

Marli Freitas: Poema ‘Abóboda celeste’

Marli Freitas
Marli Fraitas
Imagem de Domínio Público - 21 de janeiro de 2026, às 10h31 - https://share.google/images/DzL1t9eFdoGARIsU6
Imagem de Domínio Público – 21 de janeiro de 2026, às 10h31 https://share.google/images/DzL1t9eFdoGARIsU6

Dócil colóquio – ágora notório.
Guardo inviolado o momento
Do espanto de possuir o mistério
De todas as estrelas do firmamento.

Minha abstração não tem limites,
Tem a graça de milhões de anos.
Na abóboda celeste – o deleite;
Querência e afeto – soberanos.

Tudo que fazemos se mistura
À beleza do mundo e costura
Versos que consagram a ventura.

Se somos poeira, também a euforia
Do destino; se somos epifania,
Para o milagre da Terra – alegria.

Marli Freitas

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Dia Nacional da Consciência Negra

Sergio Diniz da Costa

Pensamentos: ‘Dia Nacional da Consciência Negra’

Sergio Diniz
Sergio Diniz
Imagem criada por IA do Grok
Imagem criada por IA do Grok

Mais importante do que a cor da pele é a cor do caráter. E esta cor é o transparente.

A raça negra, em contraste com a raça branca, é apenas como o dia e a noite: de dia, com o sol, externamos a alegria; de noite, com a Lua e as estrelas, sonhamos.

Muitas pessoas têm preconceito de raça, como se a raça branca, ou a negra, ou a amarela, fosse a raça mais pura, a mais perfeita. Isso nos faz lembrar as belíssimas pinturas de Da Vinci, ou de Rafael, em que o visitante de uma galeria de arte destacasse o azul, ou o vermelho, ou o amarelo deste ou daquele quadro, se esquecendo, contudo, que foram todas as cores reunidas que imortalizaram essas obras.

COSTA, Sergio Diniz da. Pensamentos soltos na brisa das tardes. Vol 2. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2014, pp. 15 e 15.

Sergio Diniz da Costa

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Meu cálculo

Suziene Cavalcante: ‘Meu cálculo’

Suziene Cavalcante
Suziene Cavalcante
Imagem criada por IA do Grok

Eu fui calcular a distância entre a Terra e o Céu… Os quilômetros das estrelas dentro de um olhar fiel… A estrada entre o ferrão da abelha e o seu mel…
E descobri que há uma geometria colossal: Todo o Céu fica bem perto daquele que é distante do mal!

Eu fui calcular a distância entre o espinho e a flor…
E aprendi: posso crescer naquilo que me desconfortou! Escolho ser a pétala que o mundo perfumou!

Então olhe: É você que escolhe! A distância entre a flor e o espinho é a mesma no caminho! O Céu fica mais perto de quem o tocou! O Céu é o vizinho de um sonhador!
Então sonhe: A distância entre os anjos e os homens…finda no amor em que toda distância some! O Céu está do lado de quem amou!

Então amanheceu: o Universo respirou o que você floresceu… Não há distância entre tua alma e Deus… Se escolho as essências mais perfumantes… Os espinho, por si só, ficarão distantes!

Eu fui calcular o valor de um aprendizado… O tesouro que há num saber bem depurado… Descobri que o espinho protegeu a flor! Que guardião de louvor! E sou tão grata àquilo que um dia chamei de dor!

Eu fui calcular a distância entre o Céu e um coração: descobri que posso ser o Céu, então, se a minha mão tocar o coração de quem precisou! Um espírito mais filosófico diria: distância não é espaço, é ontologia! O perfume deixado pelo que foi superado é maestria! O Céu é o teu interior!

Navegar na pensabioidade… Nutre a qualidade de nosso vínculo c’a perenidade…Isso é restaurador!
Escolho um perfumar não persecutório, trazendo Continentes dentro de meus olhos… Ampliando a visão do Cosmos…Com candor!

O Universo, todo aberto, é só uma letra d’um grande Alfabeto… O Cosmos ainda é um feto… em labor!
Evoluir a alma é o maior dos sucessos… Eis o cálculo mais correto: cumpra a vida em todos os seus metros! Reencante o teu interior!

Colaboremos com o parto da própria Criança… Pois a vida sempre estará em gestação…Esse poema é uma laica oração…p’ra quem o mundo já perdoou!

Suziene Cavalcante

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Indecifrável

Evani Rocha: Poema ‘Indecifrável’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem criada por IA Gencraft - 04 e agosto de 2025, às 09:10 PM
Imagem criada por IA Gencraft – 04 e agosto de 2025,
às 09:10 PM

Releio sua história
Perco-me nas reticências
Na retórica me encontro
Mergulho na sua essência

Respondo suas perguntas
Converso com o silêncio
Ando nas ruas escuras
Buscando estrelas no céu

Rasgo e refaço seu papel
Decoro o seu sorriso
O brilho do seu olhar
Conto todos os ladrilhos

Daqui há pouco é Lua cheia
Não tenho hora marcada
O dia e a noite se misturam
Confundindo a estrada

Procuro por mim nos parágrafos
Aquela conversa nos travessões
Talvez a que nunca tivemos
Entre erros e lições

Imerge em mim suas mãos
E esse jeito de enxergar o mundo
As palavras ditas fora de hora
E aquelas que calaram fundo

De repente vai chegar a aurora
Respingada de ocre e carmim
Faz parte deixar ir embora
As estrelas aqui dentro de mim

Faz parte, não compreender
O texto é seu e de mais ninguém
Somente você conhece os meandros
Das entrelinhas que ninguém soube ler!

Evani Rocha

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Coisa que só eu ouço

Paulo Siuves: Poema ‘Coisas que só eu ouço’

Paulo Siuves
Paulo Siuves
Imagem criada por IA do Bing – 08 de julho de 2025, às 19:30 PM

Sempre vi o frio
como poesia sazonal.
Ele chega devagar,
no começo do outono,
cortante e sussurrante —
um frio que as pessoas desprezam,
até que percebem
que não era só um ventinho qualquer,
mas um inverno disfarçado.

De manhã,
o frio contrasta com o brilho generoso do sol,
mas é um brilho gelado,
como o da luz acesa da geladeira —
presença sem calor.

À tarde,
o vento sopra na minha orelha
frases que ninguém mais escuta.
Os outros correm pela avenida,
com seus fones de ouvido,
seus compromissos,
suas camisetas de verão.
E eu,
me encolho
num frio que castiga
os mais frágeis do que eu
— e às vezes, sou eu quem é.

À noite,
um mingau, um caldo,
ou um vinho encorpado,
tinto generoso como as estrelas
que brilham de longe,
trazem algum alento.

Os tecidos de algodão
tentam, em vão, proteger minha pele
desse poema gelado
que o frio insiste em declamar
na minha orelha.

E eu me recolho,
em silêncio,
sob o abrigo dos cobertores,
porque o frio —
o frio não é psicológico, coronel.

Ele só gosta de fingir que é.

Paulo Siuves

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Pinceladas de inconformismo

José Louro: Poema ‘Pinceladas de inconformismo’

José Louro
José Louro
Paisagem Alada nº 8. Quadro do artista plástico português Ricardo Cardoso. Projeto   Paisagens Aladas com efervescência do pensamento
Paisagem Alada nº 8. Quadro do artista plástico português Ricardo Cardoso. Projeto  Paisagens Aladas com efervescência do pensamento

Pinceladas de inconformismo
vivem secretamente nas tuas mãos
Com elas dás azo às paisagens que te iluminam, que te
inquietam, que te assombram e que te perseguem

Pinceladas de vida saem das tuas mãos
dando vida aos segredos da tua mente
e ao pulsar do teu coração

Transportas nas tuas mãos o poder do
olhar de quem ousa ver para lá das
estrelas,
procurando alcançar a paz e o belo
que só a arte pode dar

José Louro

Poema escrito em 16 de janeiro e 2025

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