Eliana Hoenhe PereiraImagem criada por IA do Grok – 02 de fevereiro de 2026, às 10:02 PM – https://grok.com/imagine/post/f65b3207-47e3-4c1e-8ad8-61c93a948db8
Mais importante do que a cor da pele é a cor do caráter. E esta cor é o transparente.
A raça negra, em contraste com a raça branca, é apenas como o dia e a noite: de dia, com o sol, externamos a alegria; de noite, com a Lua e as estrelas, sonhamos.
Muitas pessoas têm preconceito de raça, como se a raça branca, ou a negra, ou a amarela, fosse a raça mais pura, a mais perfeita. Isso nos faz lembrar as belíssimas pinturas de Da Vinci, ou de Rafael, em que o visitante de uma galeria de arte destacasse o azul, ou o vermelho, ou o amarelo deste ou daquele quadro, se esquecendo, contudo, que foram todas as cores reunidas que imortalizaram essas obras.
COSTA, Sergio Diniz da. Pensamentos soltos na brisa das tardes. Vol 2. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2014, pp. 15 e 15.
Eu fui calcular a distância entre a Terra e o Céu… Os quilômetros das estrelas dentro de um olhar fiel… A estrada entre o ferrão da abelha e o seu mel… E descobri que há uma geometria colossal: Todo o Céu fica bem perto daquele que é distante do mal!
Eu fui calcular a distância entre o espinho e a flor… E aprendi: posso crescer naquilo que me desconfortou! Escolho ser a pétala que o mundo perfumou!
Então olhe: É você que escolhe! A distância entre a flor e o espinho é a mesma no caminho! O Céu fica mais perto de quem o tocou! O Céu é o vizinho de um sonhador! Então sonhe: A distância entre os anjos e os homens…finda no amor em que toda distância some! O Céu está do lado de quem amou!
Então amanheceu: o Universo respirou o que você floresceu… Não há distância entre tua alma e Deus… Se escolho as essências mais perfumantes… Os espinho, por si só, ficarão distantes!
Eu fui calcular o valor de um aprendizado… O tesouro que há num saber bem depurado… Descobri que o espinho protegeu a flor! Que guardião de louvor! E sou tão grata àquilo que um dia chamei de dor!
Eu fui calcular a distância entre o Céu e um coração: descobri que posso ser o Céu, então, se a minha mão tocar o coração de quem precisou! Um espírito mais filosófico diria: distância não é espaço, é ontologia! O perfume deixado pelo que foi superado é maestria! O Céu é o teu interior!
Navegar na pensabioidade… Nutre a qualidade de nosso vínculo c’a perenidade…Isso é restaurador! Escolho um perfumar não persecutório, trazendo Continentes dentro de meus olhos… Ampliando a visão do Cosmos…Com candor!
O Universo, todo aberto, é só uma letra d’um grande Alfabeto… O Cosmos ainda é um feto… em labor! Evoluir a alma é o maior dos sucessos… Eis o cálculo mais correto: cumpra a vida em todos os seus metros! Reencante o teu interior!
Colaboremos com o parto da própria Criança… Pois a vida sempre estará em gestação…Esse poema é uma laica oração…p’ra quem o mundo já perdoou!
Paulo SiuvesImagem criada por IA do Bing – 08 de julho de 2025, às 19:30 PM
Sempre vi o frio como poesia sazonal. Ele chega devagar, no começo do outono, cortante e sussurrante — um frio que as pessoas desprezam, até que percebem que não era só um ventinho qualquer, mas um inverno disfarçado.
De manhã, o frio contrasta com o brilho generoso do sol, mas é um brilho gelado, como o da luz acesa da geladeira — presença sem calor.
À tarde, o vento sopra na minha orelha frases que ninguém mais escuta. Os outros correm pela avenida, com seus fones de ouvido, seus compromissos, suas camisetas de verão. E eu, me encolho num frio que castiga os mais frágeis do que eu — e às vezes, sou eu quem é.
À noite, um mingau, um caldo, ou um vinho encorpado, tinto generoso como as estrelas que brilham de longe, trazem algum alento.
Os tecidos de algodão tentam, em vão, proteger minha pele desse poema gelado que o frio insiste em declamar na minha orelha.
E eu me recolho, em silêncio, sob o abrigo dos cobertores, porque o frio — o frio não é psicológico, coronel.
José LouroPaisagem Alada nº 8. Quadro do artista plástico português Ricardo Cardoso. Projeto Paisagens Aladas com efervescência do pensamento
Pinceladas de inconformismo vivem secretamente nas tuas mãos Com elas dás azo às paisagens que te iluminam, que te inquietam, que te assombram e que te perseguem
Pinceladas de vida saem das tuas mãos dando vida aos segredos da tua mente e ao pulsar do teu coração
Transportas nas tuas mãos o poder do olhar de quem ousa ver para lá das estrelas, procurando alcançar a paz e o belo que só a arte pode dar