Red patent leather shoes

Jane Nash: ‘Red patent leather shoes’

Jane Nash
Jane Nash
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The light of each moment escapes her eyes and drops like Swarovski’s most delicate crystal tears upon the place beneath. The fairy hair of a three year old. She is blond from the summer sun, the northern hemisphere’s winter not yet taken root.  This cherub plays hide and seek, gushing giggles in her wake, nose running in the excitement of small dogs and the colours of soft toys that she grasps. She bumbles her way around the garden dipping into the flowers and she surfaces smiling, pollen smears across her forehead, caught in wisps of that fairy-fine hair. 

From inside, facing out of the window, the shining one watches her granddaughter. Light grey hair mimics the blond as age dares to fly into the space of youth’s newness. There are only a few moments where it’s possible and now is the magic time.

Yesterday there was no traffic. A common place Sunday but today is the day when the truck comes by. One man, one truck and steel clamped arms which snatch at the waste hidden in green plastic bins.

There is a small gate at the front of the garden, leading from the pavement to the front door.  The twisted fashioned iron leaves have been painted green, the roses, red and the fleur-de-lis are painted in gold, a gift from another grandchild during a boring summer’s day whilst on holiday.  In the haste of getting the bin outside onto the pavement, the latch on the gate has not clicked to close.  A little gap invites a small child where gold paint sparkles in the sunlight.  A crown of light haloes the off balance cherub as she makes her way down the path, away from the colour-filled flower beds.  

The steel arms speed down to grab a bin and the child gets closer to the pavement. The sun glints from the lucky coins hanging from the rear-view mirror in the front cab of the truck and the driver sees, out of the corner of his eye, a tiny form making its way to the bins. He looks for an adult in pursuit but there is no one coming and he notices the shine from the red patent leather on her tiny feet. 

This sprite of the Celtic sun sees only rainbows and follows them regardless of the unknown and danger.  A moment of distraction has left her unattended and at the gate’s open invitation, she is unaware of a man in a truck, of bins and a light beginning to intensify as she draws closer to them.  The man opens his window down and shouts “Hello! Is anyone responsible for this child? Hello?”. 

Grandma is inside the house, the water from the taps in the sink covering his voice. When she looks up she sees a dishevelled toy, reminiscent of the pink pig it was when her granddaughter was born and she is comforted, thinking that the child and the pig are rarely separated. Thinking that the little one is safe amongst the flowers, she goes back to washing up the lunch dishes, she moves away from the window to switch on the kettle. 

The man in the truck halts the steel arms and opens the door to return the toddler to the garden but as he descends from the front of the cab, a spear is launched and strikes at the heart of him. He cannot breathe. The pulse in his neck drops into his chest and a band is tightened to crushing. Blood on the pavement pools from his head and the red shoes stand in the red life force.  

She sees rainbows until she sees a light descend from the sky. She sees a spear of light coming from the sky until she sees terrible beauty. She has no reference for such a face and is charmed by its peacefulness. She has no fear. Awkwardly reaching forward over the man’s chest, she grasps hold of the spear and steadies herself. Motionless, she watches him as he writhes and gasps. Dark beauty reaches out to cradle his head but the girl’s little arms instinctively pushes her away.  Urgent footsteps race down the path stopping only in view of the vision which prepares to carry his soul from here to there. Grandmother watches her granddaughter repel the magnificence of wings wishing to enfold a screaming heart. The child doesn’t realise but has the gift and a thousand years of shamanic song and drumming pours from her fingertips as she pulls out the spear and hands it back to the heavenly messenger who stands, stunned at not only the uninformed audacity but also a purity of heart and intent. 

The older woman’s light radiates from her eyes and she places her hands over his heart and watches the girl clumsily return the spear to its celestial owner.  There are rainbows until they see a light ascend to the sky and shoes are no longer smeared with the lifeblood of a man who cared enough to protect a fairy-haired three year old who had escaped from her grandmother’s notice.  

Angels are not beyond forming agreements and a pink pig is replaced that day through the palming of light by the smallest of shamens in red patent shoes.

Jane Nash

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Mayara Pascotto

Ciclos Eternos: O Cântico de Gaya e a Jornada de uma Criadora de Mundos

Ciclos Eternos. O Cântico de Gaya
Ciclos Eternos. O cântico de Gaya

Entre pincéis digitais, páginas em construção e terapias pela arte, Mayara Pascotto ergueu um universo onde a Terra tem voz, memória e canto.

Aos 35 anos, a paulistana, jornalista em formação, arte-terapeuta, escritora, ilustradora e designer de games, estreia na literatura fantástica com Ciclos Eternos: O Cântico de Gaya, obra publicada pela Editora Viseu e já celebrada por seu lirismo e ousadia estética.

O livro nasce de um fascínio antigo: as mitologias que explicam o mundo, os ciclos da vida e a eterna dança entre humanidade e natureza.

Mayara Pascotto
Mayara Pascotto

Mayara sempre se interessou pelo modo como diferentes povos narraram a origem de tudo e encontrou na fantasia um espaço para reimaginar essas histórias à sua maneira.

Em Ciclos Eternos, Gaya, a Mãe Terra, adormece sufocada pela própria criação de seus filhos: máquinas, tecnologias, engenharias que, sem equilíbrio, corroem o que deveriam proteger.

A partir daí, humanos, animais e até seres mecânicos se unem em uma jornada épica para restaurar aquilo que foi perdido.

A narrativa entrelaça fantasia, filosofia e estética steampunk, evocando o sagrado feminino como força vital e trazendo a Redenção como fio que costura os destinos de seus personagens.

É uma fantasia que pulsa crítica social, mas também esperança, um lembrete de que, mesmo em mundos imaginários, a cura ainda pode vir da escuta.

Antes de sua estreia editorial, Mayara já trilhava caminhos criativos: colecionou prêmios literários na adolescência pela ASSEC, vendeu zines e quadrinhos por financiamento coletivo nos seus 20 anos e, mais recentemente, desenvolveu Redenção, seu projeto em estilo pulp fiction, que marcou uma fase de experimentação e descoberta.

Hoje, com Ciclos Eternos: O Cântico de Gaya, ela retoma essa essência, agora amadurecida.

Une técnica, sensibilidade e coragem criativa para entregar ao leitor mais do que uma grande fantasia: um convite ao retorno, ao que é ancestral, ao que é essencial.


“Todo ciclo existe para nos lembrar de onde viemos e para onde ainda podemos voltar”.

Mayara Pascotto


REDE SOCIAL DA AUTORA

CICLOS ETERNOS: O CANTICO DE GAYA

SINOPSE

Em um mundo onde a natureza e a magia entrelaçam-se em uma dança eterna, a história de Gaya, a mãe da Terra, e de suas descendentes se desdobra em um canto de amor e transformação.

Desde a primeira mulher que amou, cujo coração de quartzo rosa foi quebrado pela dor, até sua neta, nascida da magia e da carne, que enfrenta os dilemas do amor verdadeiro, o ciclo da vida se revela como uma jornada de cura, força e renascimento.

Quando a neta de Gaya, herdeira dos dons da terra e dos céus, apaixona-se por uma mulher que não pode lhe dar o que ela deseja, um novo desafio nasce: o de criar a vida com as próprias mãos, de invocar o milagre onde só há desejo.

Seus filhos, os bisnetos de Gaya, nascem entre bênçãos e maldições, entre luz e sombra.

E enquanto um é consumido pela dor do mundo, o outro floresce na alegria da aceitação e do amor.
Ciclos Eternos: O Cântico de Gaya é uma ode à vida em todas as suas formas, uma celebração da natureza que vive dentro e fora de nós, e um lembrete de que mesmo no fim dos tempos, o canto de Gaya continuará ecoando, sussurrando novas histórias para o universo renascer.

Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube

OBRA DA AUTORA

Ciclos eternos. O cantico de Gaya
Ciclos Eternos.O cantico de Gaya

ONDE ENCONTRAR


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Resenhas da colunista Lee Oliveira




A mala e o cais

Evani Rocha: Poema ‘A mala e o cais’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem criada por IA do Gencraft - 22 de maio de 2025, às 10:40 PM
Imagem criada por IA do Gencraft – 22 de maio de 2025, às 10:40 PM

Já li as entrelinhas
Do teu texto
Descobri a mensagem recôndita
Pus uma flor sobre tua mesa
Pintei de azul os teus pedestais

Deixei a mala na beira do cais
Pus-me em vigília, a olhar o horizonte
Vi quando o mar inundou o céu
Senti as águas levarem minh ‘alma

Já devorei tua fantasia
Bebi do brilho do teu olhar
Rabisquei de cinza tua poesia
Troquei tuas coisas de lugar

Já entreguei a ti minha alegria
Fingi de surda pra não te ouvir
Joguei pétalas de rosas no teu armário
Fiz piadas bobas pra te ver sorrir

Contemplei as curvas do teu corpo
Vesti em ti as minhas ilusões
Refiz os nós dos laços desatados
Busquei a mala na beira do cais!

Evani Rocha

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Palavras ao vento

Irene da Rocha: Poema ‘Palavras ao vento’

Irene da Rocha
Irene da Rocha
Palavras ao vento
Palavras ao vento
Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer

No caminho do verso, incerto eu sigo,
Nas asas do devaneio, meu abrigo.
Com nobreza e gentileza, a palavra se alça,
Elegante, clássica, em cada frase que enlaça.

Não sou alicerce perene, mas o salto incerto,
Desmorono lentamente, num eterno concerto.
Levo a ruína que se sente, em cada passo,
Tornando pó, num ritual, o meu espaço.

Não me abraço à escrita libertina, nem à sina,
Na eloquente falta de harmonia, a ruína.
Não me destino a um paraíso de fantasia,
Mas rimando, pela melodia, encontro a poesia.

Assim, nas palavras vãs, anonimato enfeito,
No ritmo da rima, o meu canto perfeito.

Irene da Rocha

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Feminina de cor púrpura no oceano da poesia

Ella Dominici: ‘Feminina de cor púrpura no oceano da poesia’

Ella Dominici
Ella Dominici
Microsoft Bing: Imagem criada pelo Designer
Microsoft Bing: Imagem criada pelo Designer

Ela é enigmática e aquecedora
de alma
alguém que atravessa o som
reverbera.
refratária das visões,
brilha.

Impalpável, à mente se faz
sentir e sente
intocável ser, é tocante

ela é transparente luz, pó refinado
de profundezas do oceano
é a tintura púrpura

Extraída de simples criatura
desta cor vermelho-rubro-escura
amor elegância simples formosura

Vibra o oceano da vida com
energia sutileza fantasia fúria,
tinge as águas do seu mar e
as marés de seu par

Amiga enamorada das águas
radiante fêmea em rítmica poética
na púrpura o sacerdócio da mulher
que ama, se doa, edifica, equilibra e perdoa

Na púrpura, realeza da soberania
encarnada como rubi é a femina
Lumia alas sombrias, fluorescência
de mulher sôfrega, reinando,
adentrando castelos rubros
demolindo muros

Na sociedade esmagante
representatividade ascendente
na política e luta de classes
o empoderamento reconhecido

Na literatura não se nasce mulher,
torrna-se protagonista das ações
em sua voz escrita, na feminina
e rubra poética

Ella Dominici

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Uma poetisa perdida na cidade Realidade

Amanda Quintão: Poema
‘Uma poetisa perdida na cidade Realidade’

Amanda Quintão
Amanda Quintão
"Lá eu era bailarina das letras, escritora de contos e poesias"
“Lá eu era bailarina das letras, escritora de contos e poesias”
Criador de imagens do Bing

– Moço, você pode me informar,

Como faço pra chegar,

Lá no bairro Euforia,

Na rua da Alegria,

Da cidade Fantasia?

Era lá que eu morava,

Eu sai e me perdi ,

Lá eu era bailarina das letras,

Escritora de contos e poesias.

Minha mente voava,

Eu quase nunca chorava,

Meu espelho era encantado,

Eu era criança quando eu queria.

Agora estou peregrina.

– Moça eu não conheço, esse lugar é só seu!

Você deve ser uma louca que fica inventando coisas pra sobreviver,

inventa um portal.

vou ali inventar o meu.

Amanda Quintão 

Contatos com a autora

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ARES WAREN

A CAMPANHA SANGRENTA DE ARES WAREN- ATO 1- CARTAS DE SANGUE

Imagem do livro " A campanha sangrenta de Ares Waren- Ato1- Cartas de sangue", de Felipe Castelhano, pela Editora UICLAP.

RESENHA

Resenha do livro “A campanha sangrenta de Ares Waren – Ato 1 – Cartas de Sangue”, de Felipe Castelhano, pela Editora Uiclap.

Uma ficção fantástica, que conta a história de um guerreiro conhecido como Filho da Guerra, o Soberano do Exército de Sangue.

Uma narrativa de conflitos, guerras, traição, mas também de vitórias e batalhas.

Um livro repleto de ação e emoção.

E com um bônus no final: uma carta-enigma, que o leitor conseguirá decifrar acessando o Instagram do autor, onde consta o vocabulário que ele criou.

Achei bárbaro!

O primeiro livro de uma série que vai te conquistar!

Leiam!!!!!

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SOBRE A OBRA

Felipe nos conta que “A Campanha Sangrenta de Ares Waren” começou a ser escrita em 2017, nos momentos de ócio no trabalho.

O autor trabalhava com controle de operações, durante a madrugada, e era inevitável não ficar ocioso por mais que se esforçasse.

Então, como a maioria de suas ideias, que surgem de sonhos ou de brincadeiras, essa surgiu em uma partida de RPG.

Ele montou o personagem para jogar com os amigos e criou sua história.

Conforme se aprofundava na história de Ares, mais percebia o quanto intrigado ficava.

Com a história do personagem pronta, começou a desenvolver o universo e DusDevi foi criada, ainda mais complexa que o próprio protagonista.

Com o personagem que havia inventado para jogar com os amigos, começou a rascunhar uma aventura.

O projeto inicialmente se chamava “Guerra de Sangue”, mas com a obsessão que tem pelos “Épicos” Gregos e Sumérios, mudou o nome para algo mais fantasioso e original.

Felipe nos conta que esta obra é a primeira de uma série.

Já estou ansiosa pelas próximas aventuras.

SOBRE O AUTOR

Foto do autor Felipe Castelhano.

Felipe de Faria Castelhano, 26 anos, nascido e criado em São Paulo capital.

Formado em Publicidade e Propaganda, pois gostava de usar as palavras de maneira criativa e brincar com a escrita.

O autor nos conta que desde muito jovem já inventava histórias e brincava de faz-de-conta, mas só quando cresceu um pouco mais que essas “brincadeiras” de papel e caneta se tornaram mais sérias e profissionais.


“Acredito que toda criança é uma escritora, o único problema é que só notamos isso quando já nos tornamos adultos, e poucos são os adultos que conseguem manter essa imaginação infantil.”

Felipe Castelhano


OBRA DO AUTOR

Imagem do livro "A campanha Sangrenta de Ares Waren- Ato 1- Cartas de sangue", de Felipe Castelhano, pela Editora UICLAP

ONDE COMPRAR


Resenhas da colunista Lee Oliveira