Vulcão das emoções

Marilza Santos: Poema ‘Vulcão das emoções’

Marilza Santos
Marilza Santos
Imagem criada por IA da Meta

Corpo, Alma,
Espirito, Mente, coração.
Placas Tectônicas,
Vulcão das emoções,
Iminente erupção.
Traumas, rupturas mentais,
Pancadas, feridas,
Fendas na alma do cidadão.

Acúmulo de sofrimentos,
Desconfortáveis sensações,
Tristezas, fobias, bulimia,
Anorexia, traições.
Sentimento de abandono, insuficiências,
Incapacidades e inutilidade…
Sensações dolorosas,
Desgostosas, lastimosas,
Descuido do coração.
Vulcão adormecido
Sofrendo pressão,
Magmas efervescentes,
Gases, partículas quentes…
Gatilhos, explosão, Bum!

Surtos psicóticos, delírios,
Crises de pânico,
Desrealização, despersonalização…
Transtorno Bipolar,
Borderlaine, TDAH,
TOD, TDI, TOC, Depressão.

Já que houve erupção
Renasçam das cinzas,
Triunfam sobre a morte,
Resgatem as essências…
Para tudo há um tempo.

Poema publicado na Antologia Cultura da Paz- Em prosa e versos, organizada pelo escritor
Comendador Fabricio Santos

Marilza Santos

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Artigo de Celio Pezza: 'Fobias'

Célio Pezza – Crônica # 288: Fobias

Colunista do ROL
Celio Pezza

Existem mais de 400 tipos de fobias, algumas conhecidas de todos e outras bem estranhas.

Uma delas, mais recente, chama-se Nomofobia, que é o horror de ficar sem seu telefone celular funcionando.

Este nome surgiu na Inglaterra, onde uma pesquisa revelou que existem mais de 15 milhões de britânicos que sofrem desta síndrome e que não conseguem ficar sem o seu telefone celular ou mesmo sem linha ou bateria.

Identificaram que esta falta de celular causa angústias, ansiedades, pânico e mudanças na frequência cardíaca em pouco tempo.

Existem indivíduos que seguram o celular nas mãos para atender de imediato e não deixa o telefone de lado nem na hora de ir ao banheiro ou fazer sexo.

E, se ele tocar, deixa de lado o que está fazendo para atender.

É triste ver a que ponto chega o relacionamento de uma pessoa com seu celular.

É como uma droga e a pessoa viciada não consegue viver sem ela.

Em breve, teremos clínicas e remédios especializados para controlar esta fobia.

Outra interessante chama-se Ergofobia, que é o medo ou aversão ao trabalho.

É a famosa vagabundagem, que recebe o status de fobia e passa a ser considerada dentro da medicina.

São indivíduos que não trabalham, não querem trabalhar e passam mal só de pensar em arranjar um emprego qualquer.

Imaginem se no futuro começarmos a ter aposentadorias especiais para indivíduos que possuem este problema.

Aqui no Brasil, teremos uma enorme fila de espera para fazer uma perícia médica e conseguir um laudo de afastamento.

Enquanto isto, os que não têm a famosa Ergofobia, trabalham para pagar impostos e sustentar os portadores desta fobia.

Outra fobia interessante chama-se Afobia, que, pasmem, é o medo da falta de fobias.

Continuando, temos  Anatidaefobia, que é o medo de ser perseguido ou observado por patos, Epistemofobia, que é medo do conhecimento, Estupofobia, que é o medo de pessoas estúpidas, Sofofobia, que é o medo de aprender, e por aí vai.

É interessante notar que no meio de tantas fobias estranhas, não encontramos uma fobia da falta de vergonha, da corrupção, da ignorância e tantas outras que seriam especialmente benéficas ao nosso país. Mundo estranho este nosso.

 

Novembro, 2015