Vivan com alegría

Carlos Javier Jarquín: Crónica ‘Vivan com alegría’

Carlos Javier Jarquin
Carlos Javier Jarquin
Un joven lee un libro junto a una ventana con luces digitales y un arcoíris al fondo, simbolizando el futuro y la tecnología.

La adolescencia es ese intervalo de la vida en el cual puedes marcar una diferencia si sabes elegir cómo deseas ser de adulto. La vida te presenta dos mundos: el bien y el mal, pero la elección es personal. Aprendan a vivir esa etapa sin tanto estrés, sin miedo. Vivan con alegría, con entusiasmo, con ganas de conocer el mundo y aspiren a lo que quieran. Si son disciplinados, comprometidos y honestos con ustedes mismos podrán lograr todo y más de lo que se puedan imaginar, sin importar las circunstancias del presente.

En la adolescencia nace la verdadera cimentación del futuro que anhelas. La era digital puede ser una herramienta de doble filo. Para algunos ofrece oportunidades excepcionales; para otros puede ser lo peor que les ha pasado. Depende de cada uno, no de los demás. Con las redes mucha gente cae en la trampa de perder su tiempo y las principales víctimas son los adolescentes.

Queridos jóvenes: los invito a aprovechar al máximo, a invertir y a utilizar la magia que la tecnología nos brinda para hacer cosas grandes que, sin ella, serían más difíciles de materializar. Aprovechen al máximo el universo digital al que tienen acceso; hagan de esta herramienta su principal fuente de inspiración. Sepan usar ese tiempo amplio que tienen hoy, en comparación con el que tendrán en la vida adulta. 

En estos años dorados comienzan a despertar en el cuerpo y en la mente preguntas, curiosidades, sentimientos, emociones… En fin, es una etapa de diversas exploraciones en las cuales, en cada una de ellas, deben actuar con absoluta responsabilidad. En esta etapa dorada de la existencia, donde cada decisión es crucial, aprovechen el tiempo para estudiar, leer e investigar; así se podrán enriquecer a través de los libros y del conocimiento científico. Lean e investíguenlo todo, pero principalmente sobre los temas que más les despiertan curiosidad.

Para ti que tienes entre 12 y 18 años, te digo desde lo más hondo: no pienses aún en construir una familia. Mejor piensa en quién quieres convertirte cuando seas adulto. Tu cuerpo está en constante cambio; también se comienza a consolidar tu personalidad y tu pensamiento, pero a este último debes prestarle más atención y, por ende, dedicarle tiempo exclusivo, dedícale tiempo a solas, a oscuras, a preguntarte quién eres y quién deseas llegar a ser. 

Aprende a escuchar. Escucha a tus padres, que muchas veces no aciertan, pero casi siempre aman. Escucha a tus profesores, que siembran en ti lo que un día cosecharás sin saberlo. Escucha a los adultos que te ofrecen su tiempo, porque su voz es el eco de sus propios errores y aciertos. Si aprendes a escuchar, te ahorrarás incontables noches de lágrimas y días de arrepentimiento. Pero sobre todo, si aprendes a escucharte a ti mismo, habrás encontrado la brújula que nunca se desvía. Vivir con alegría no es ignorar la tormenta, es bailar bajo la lluvia sabiendo que el arcoíris siempre encuentra su momento. Y ese momento, queridos jóvenes, es ahora.

Carlos Javier Jarquín

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Um pouco da nossa alegria

Jacob Kapingala: Poema ‘Um pouco da nossa alegria’

Logo da seção O Leitor Participa
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Imagem criada pelo hatGPT – https://chatgpt.com/c/6a084203-8b84-83e9-a21c-d4321e54fe07

Extinguir o bem do coração,
É o pior que se pode fazer.
Embora os dias sejam de aflição,
Há que se ter amor pra viver.

O futuro não se pode apressar.
Viver é ter calma e ver onde se põe o coração.
Pois apesar de tudo que nos faz chorar,
Há sempre um fim para a desolação.

Não precisa gritar para ser ouvido.
As palavras sabem muito bem chegar ao seu destino.
E mesmo que o caminho seja tão temido,
Siga como um bom peregrino.

O hoje deve ser sempre bem-vindo,
Tal como se deseja o raiar do dia.
E caso a luz não nos esteja sorrindo,
Então, que sejamos nós a dar-lhe um pouco da nossa alegria.

Jacob Kapingala

Jacob Kapingala
Jacob Kapingala

Jacob Kapingala, 28, é natural da província de Huambo (Angola) e reside em Luanda. Estudou Pedagogia na Escola Missionária do Verbo Divino (Santa Madalena) e atualmente exerce a função de professor do ensino primário.

É escritor e poeta, com participação em algumas antologias e revistas literárias do Brasil e de Portugal.

Teve o desejo de colocar no papel aquilo que pensava somente em 2018, ano em que escreveu seus primeiros poemas. Porém, foi somente em 2019 que passou a se dedicar de corpo e alma à poesia.

É académico da CILA – Confraria Internacional de Literatura e Arte, da ABMLP – Academia Biblioteca Mundial de Letras y Poesía e da Academia Virtual dos Poetas da Língua Portuguesa.

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Penso na minha vida

Denise Canova: Poema ‘Penso na minha vida’

Denise Canova
Denise Canova
Imagem criada por IA da Meta – 14 de janeiro de 2026,
às 07:21 PM

Penso na minha vida

A mulher que eu sou

e no que eu quero

Faz mal?

Sim, mas eu penso

O futuro assusta,

eu gostaria de evitar isso

Evitar o meu medo

Dama da Poesia

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Meu pai, farol ao solo!

Ella Dominici: Poema ‘Meu pai, farol ao solo!

Ella Dominici
Ella Dominici
Imagem criada por IA do Bing – 08 de agosto de 2025,
às 15:19 PM

Terra ora sementes pífias e arredias
Solo onde o futuro segrega o sementeiro
Sob Sol, pleno pó, longes dias estremece

Pai, teus olhos, curvas sem nível abrolhos
Tal nada observara céu que constelava
Antes cintilavam face brilhavam olhos

Escurecidos pelos males de migalhas
Na boca o que restara de risadas?
Sentado em banco só, declinara a testa

Depois de gloriosos louros, gentis abraços, toque, afagos
Por que tivera em mente, solidão da terra?
Se juventude é rosa botão doçura?

Sóis caíram sobre erva, sangue em pétala
No eternamente dos agora, sem beijos primaveras
Outono vai… secas folhas em lonjura

No fim passará adormecida a visão
de um pássaro ferido

Enquanto à noite tuas palavras, Farol!
Pai, em minha cicatriz rendada, chegas sol
Escuto o verbo poético de tua voz:
— Menina, sobre o solo, sopre o pó,
Germina!

Ella Dominici

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Luanda

Ismaél Wandalika: Poema ‘Luanda’

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika
Imagem criada por IA do Bing - 20 de maio de 2025, às 13:57 PM
Imagem crfiada por IA do Bing – 20 de maio de 2025, às 15:17 PM

Os dias aceleram os batimentos dos cérebros
Entre os olhares de esperança!
Esperam dias de glórias
De mãos dadas com incerto destino
Reinventam o clima para que a respiração flua na ação das vidas nas vias diárias!
O futuro assobia os ares que sustentam os peitos

Luanda
Terra do cidadão impaciente
Do
Privilegiado imigrante
Do
mais velho que olha distante
Das
Crianças que crescem prematuramente
Do
Moto Boy desordeiro
Do
Profeta que tem extorquido o dinheiro
Única capital de Angola, centro de tudo
Acolhedora por excesso, terra de negro

Luanda diversa
Socialmente desequilibrada
Uns dormem com fome
Outros por preguiça não come
É Luanda dos gueros na vertical
Cidade escolhida para vencer na vida
Onde os seus correm atrás da vida mesmo sem nenhum pedaço de vida.

Luanda!

Soldado Wandalika

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Esquizofrenia…

Clayton Alexandre Zocarato: Poema ‘Esquizofrenia…’

Clayton Alexandre Zocarato
Clayton A. Zocarato
Imagem criada por IA no Bing - 27 de março de 2025,  às 12:08 PM
Imagem criada por IA no Bing – 27 de março de 2025,
às 12:08 PM

A loucura…

Tornou-se sua…

Doçura e cultura…

Aos quais transcorrem…

Uma lisura de presenteísmo…

Perdido no passado…

E incerto no futuro…

Pelo Dragão da indiferença…

Ocorre  uma forte eloquência biomédica…

Que seja (in)viável…

Para um fiador emocional…

Que lute contra o banal…

Passando por um espiral mental…

Nada legal…

Suas veias foram picadas…

Seus braços acorrentados…

Suas Almejadas…

Seus pés prendidos…

E o líquido sedativo, entra em suas veias…

Tudo vai se tornando vago…

A escuridão logo ganhará sua mente…

Sonhar, vai lhe trazer um pouco de lucidez…

Na sua pequenez existencial…

Continuamente é esmagado…

E humilhado…

No cárcere do seu esquecimento…

Muito lamento…

E pouco espiritual…

No seu astral…

Não há moral…

Mas vive no jogral…

Penando com um mal…

Institucional e boçal…

A Esquizofrenia é doce no seu ‘viajar’…

Amarga no ficar…

Na minuta de tentar…

Fugir do amargar…

Permanecendo com um medicar…

Que não tem nada de amar…

Nos níveis baixos de sua lucidez…

O afagar tem pouca vez…

Lições para a vida…

Resultados enclausurados para morte…

Tem sorte em morrer…

Antes de enlouquecer…

Por completo…

Sem nenhum ‘repeteco…

Para as construções, de novos mexericos

Fala sozinho…

E dialoga com o nada…

Quaisquer momentos…

Podem ser juramentos…

Com lamentos…

Metamorfoseados em tormentos…

A cama do seu catre…

 Clama por sua presença…

Afinal, entre eles…

Não há desavenças…

Mas sim crenças infiltradas pela distonia…

Multiplicando, sua agonia…

Nas tempestades noturnas…

Realizam plêiades alucinógenas diurnas…

De potestades, cheias de tempestades…

Subjetividade conscrita de poucos louvores…

Mas clamando por amores…

Que se tornam dores…

Nos seus neurônios…

Axônios de incongruências…

Virtudes de indecências…

A Esquizofrenia…

Não é sobre as sanidades…

Mas a insanidade…

Em se ter uma verdade…

Que seja sinônimo de maldade…

Clayton Alexandre Zocarato

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Chovem lágrimas do céu

José Louro: Poema ‘Chovem lágrimas do céu’

José Louro
Chovem lágrimas do céu

Chovem lágrimas dos céus
para lavar o espírito maldito
Ao longe ecoam vozes de sofrimento
de quem sabe que o perigo está perto
de quem sabe que o futuro é incerto
de quem sabe que a beleza dos dias está ameaçada,
pelas almas negras que se alimentam da dor, do sofrimento,
quais sanguessugas que se alimentam do sangue.

Chovem lágrimas dos céus para apagar o fogo do ódio
Chovem lágrimas dos céus para que a paz possa reinar
Ao longe vê-se a floresta que outrora foi verde e de múltiplas cores
mas onde agora reina o negro da noite.

Na incerteza dos dias vive um raio de luz
que não desiste, que é fonte de vida,
que está lá para ti e que anseia a paz eterna.
Chovem lágrimas dos céus
e um raio de luz teima em brilhar
para que tu possas viver.

José Louro
18/04/2024

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