Jane NashImagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69dd22b2-123c-83e9-ad5b-d22da661e70e
“That cat!” Shouted the bald assistant behind the counter. He came out from behind it, flapping a rolled up newspaper towards the cat. It was as comical as ineffective. The cat strode further into the shop following a pair of red high-heeled shoes. A new purchase – widows should always wear red once mourning is spent,
Purring and chirping, the stray Maine Coon, who was almost the size of a medium dog, made its way to a large glass counter warmer which displayed cooked meat pies for sale..
The red shoes clicked over to the assistant “Like my late husband, Monty” she said, “always loved his pies.” The tom cat turned his head and when their eyes met, it winked at her. Not a random wink but a slow, serious one. Just like Monty used to when he was being rebellious or naughty.
“Has he got a name?” She couldn’t resist stroking this magnificent cat who returned the affection by weaving through her sheer-stockinged legs, brushing against her before returning to stare at the pies.
Losing a husband may seem careless but the lack of Monty now afforded her new, fashionable clothes, holidays with friends and an unrestricted diet. She was thinking about a pet, never having been allowed one.
“I don’t care what it’s called! I want it out of here!”
“I’d like to buy a pie. A cold one from the back please. Yesterday’s.”
On the pavement a huge Maine Coon tom cat held her gravied, manicured fingers between his paws and licked the soft skin clean with his rough tongue.
Does she believe in reincarnation? She doesn’t know nor does she care. She picks up a very large cat who is cleaning his whiskers and makes her way to a pet store.
A collar, harness, lead and a name-tag later, she has her pet and the name…? Guess!
Clayton A. ZocaratoImagem gerada por IA do Bing – 16 de outubro de 2024 às 1:30 AM
Como de costume aquele velho rabugento, desdentado, carcomido e solitário chegou até o boteco da sua preferência.
Com a barba a fazer, e portando um andador surrado com tempo, enferrujado e cheio de bactérias, que um pequeno corte bastaria para pegar um tétano lascado, caminhou até o balcão já com o seu mau humor costumeiro.
– Hei! Seu balconista lerdo, me vê a mesma porcaria de pinga de sempre, por gentileza.
E lá vai o balconista cumprir as ordens daquele cliente que, ainda mesmo na casa dos oitenta e tantos anos, não deixava o costume de julgar, a mandar em todos, auscultando que estava no tempo da “Ditadura” ainda, já que era um grande simpatizante dos membros da “Caserna”.
E assim o velho se sentou isolado, e não gostava de ser importunado por ninguém.
Diante de suas artrites severas, e seus problemas pulmonares em virtude do tabaco, tinha noção que já estava, “fazendo peso na terra”.
E tampouco alguém se importaria com sua morte, então era aproveitar o pouco da diversão da vida de solteirão lhe proporcionava, que era se embriagar diante das poucas “migalhas financeiras” que tinha de sua aposentadoria de antigo funcionário da falida Companhia de Trens Intermunicipais.
Mesmo diante do marasmo de uma existência fajuta, tinha a consciência de que a morte seria somente um complemento para continuar respirando e resmungando em outro plano existencial, sendo uma forma de transmutação que viesse trazer algum relaxamento para suas limitações físicas, mas que, pelo contrário, desenvolveu uma mente perspicaz e assídua para falar mal da vida alheia, fazendo da fofoca uma das poucas coisas de valor que ainda poderia esperar de seus dias.
No meio daquele bando de consumidores assíduos de álcool, de vez em quando aparecia algum vira-lata magricela, procurando silenciosamente alguma posta de salgado ou carne vencida, pelo qual teria companhia de larvas e mosquitos que aí faziam sua “degustação diária de doenças e incômodos zumbizante”, quando não tinham seu “alimento” vendido pela metade do preço para os clientes menos desavisados, ou que já estavam encharcados de tanta birita, e que não percebiam tal falta de higiene.
Ele era um que comia dessas “fartas pachorras de guloseimas baratas”, e também não tinha a menor paciência com os “doguinhos” que ficavam ao seu redor, lhe causando importunos por causa que sua medíocre solidão tinha sido interrompida.
Mas no meio daqueles cachorros, nesse dia surgiu um gato gordo, portentoso, forte, maravilhoso, que fez vários daqueles barrigudos bebedores de cerveja prestarem atenção em sua virtuosidade e beleza.
E ele passa para lá e para cá, com seus olhos azuis cintilantes e fortes, prontos para dar um bote em quem ousasse se aproximar.
O velho, mesmo com sua catarata, avistou o felino, e voltando em suas memórias, tinha plena convicção que um dia tinha sido tão ágil, belo e sadio como a criatura que estava passeando em sua frente.
– Esse gato tem algo de especial… No meio de toda essa miséria e sujeira ele está aqui, passeando de um lado para o outro, como se estivesse pronto para pegar algum de nós, malditos infelizes e levar para o mundo dos mortos- pensou consigo mesmo.
Em um momento da sua vida tinha lido, que no Antigo Egito, o gato era considerado o guardião dos mortos, e dos submundos.
Lentamente o bichano, vai se aproximando, com suas cores branca e preta, mas de tanta bebedeira coletiva, quase ninguém nota sua presença.
Os cachorros famintos, quase nem tem forças para latirem para o intrépido invasor que aproxima daquele local de perdição e lamento.
E ele vai assim se constituindo imponente em sua jornada, demonstrando toda a sua leveza e beleza, entre uma falta de elegância humana, mas aonde sobra ganância material, e pouca paz mental.
Ele empina o rabo, e diretamente vai até velho no fundo daquela espelunca e pula no seu colo, esfregando a cabeça no seu peito, como se estivesse pedindo carinho, o que automaticamente recebe do ‘saco bípede de reclamações ambulante’.
– Bem gatão, você é único que me deu atenção entre todos esses imbecis, e pelo jeito está sozinho assim como eu, nesse mundo hipócrita, já fui tão belo como você agora só aguardo o dia da minha morte.
Com muita dificuldade conseguiu um coleira, que era de um dos frequentadores do bar, e passou no pescoço do belíssimo animal.
Pegou seu andador e amarrou a corda que prendia o gato junto aos pés do seu fiel companheiro de metal andante.
Como de costume deixou o dinheiro em cima do balcão e saiu seu cumprimentar ninguém, mas não sem chamar atenção, dos frequentadores do botequim.
– Esse gato vai perder toda a formosura e vai morrer de fome logo. Esse velho ao qual nem se quer sabemos o nome não vai tratar dele, de maneira alguma.
Comentou um dos clientes, que observavam “a partida do animal”, e do gato.
O velho não voltou mais ao bar, mas nem se quer notaram sua ausência.
Dias depois devido há um imenso mau cheiro que vinha de uma casa próxima do bar, e polícia foi chamada até o local para averiguar o odor de carne podre que vinha incomodando seus moradores, que vinha diretamente de suas residências.
Arrombaram a porta da casa, e encontraram o velho coberto de moscas e em estado de decomposição.
Fazia dias que tinha morrido, e unicamente notaram sua ausência, através da difusão do cheiro insuportável do seu cadáver.
Enquanto o gato que tinha levado para casa ,dormia tranquilamente em sua cama de molas, se espreguiçando docemente, o que fez um policial levá-lo para casa, e assim ter um novo lar para fica
– Gatinho você tem um novo lar, mais tranquilo que esse muquifo em que enfiaram você! Disse o ingênuo policial.
Isabel FuriniMicrosoft Bing. Imagem criada pelo Designer
Eu vou contar a história desse estranho sapato. Um idoso comprou sapatos e ele vivia feliz, até que no muro começou a chorar um gato.
O velhaco ficou raivoso e arremessou um sapato. Rapidamente pulou o gato e caiu em um buraco.
O sapato foi levado pela ventania, elevou-se sobre as nuvens e ficou voando perto dos guarda-chuvas, da chaleira, dos relógios, dos peixes e de pessoas estranhas, clonadas por um cientista maluco.
Por fim, o sapato caiu na terra e um relojeiro o encontrou e fez um relógio cuco.
Clayton Alexandre Zocarato: ‘Sortilégios da noite’
Clayton A. Zocarato“O gato estava descalço Repousando na estátua de pedra Envelhecida e esquecida…” Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer
O gato estava descalço
Repousando na estátua de pedra
Envelhecida e esquecida
Do grifo Setessano*
Refletindo acerca de um inseto
Batedor e sofredor em suas orelhas
Tanto internamente
Como externamente
Forrageadores rodeiam o chão
Muitos corações foram devorados
A cada miado
Sem nenhum agrado
Um necronutrimento**
Serve para criaturas humanas
Que se alimentam de um pouco de misericórdia
Do que sobrou do campo de batalha
A fornicação da alma humana
Encontra abrigo no sofrimento
Taciturno de almas que
Foram abandonadas pela boa magia
Uma dríade vai até Sarulli***
E de lá
Nas gliais do desespero
Procuram algum alento
No meio do sofrimento
Generoso e Asqueroso
De todas as tipologias
De criaturas gratas e ingratas
Pela vida, que em cada miado
Faz-se, ‘criado de tudo‘
Que é endemoniado
Notas
*Setessano. Segundo o jogo de Magic, são combatentes que possuem um poder mágico, descomunal e forte, no caso dos grifos precisam ser capturados e domesticados para servi-los.
**Necronutrimento. Segundo o jogo de Magic, seriam pessoas que se nutrem de corpos como almas de outras pessoas.
***Sarulli. Segundo o jogo Magic, é uma região, guardadas por belas guardiãs, que significa em sua magia o recomeço de algo ou situação.