Amo o cheiro da poesia

Cristina Rhea

Poesia em prosa: ‘Amo o cheiro da poesia’

Rhea Cristina
Rhea Cristina
Imagem criada pelo chatGPT e, 11 de julho de 2026 - https://chatGPT.com/c/6a528223-105c-83eb-9d27-dd4cdb8efb4a
Imagem criada pelo chatGPT e, 11 de julho de 2026 – https://chatGPT.com/c/6a528223-105c-83eb-9d27-dd4cdb8efb4a

amo o cheiro da poesia entre duas estações
duas palavras respirando profundamente um oxigênio gravado com amor.
nunca é tarde para que ela venha ao meu coração
perguntando-me em segredo como uma criança com os olhos voltados para algo mais alto do que ela.
muitas vezes nos afastamos profundamente dentro de nós quando não nos dizemos e fingimos que vivemos,
a cada dia negamos tudo a nós mesmos, embora acreditemos que falamos com sinceridade.
é uma luta pela vida entre o velho e o novo, entre hoje e amanhã,
entre dois silêncios, há sempre lugar
para a Poesia do Coração,
para aquele leopardo ardente caindo sobre a boca dos poços de palavras,
para aquele instante veloz amando-me profundamente,
para a voz do Vivo que somente Ela pode trazer à superfície e
transformar em diamante os papéis sobre a minha mesa de trabalho.
amo o cheiro da poesia
quando a recusa da escuridão tem cor e aroma de laranja amarga,
quando o sabor do milagre ganha forma no aposento em que estou.
é um sentimento único que faz as estrelas falarem em meu lugar,
quando tenho a sensação de que as letras chegam de mansinho ao coração explorando o Céu.
eu te amo, Poesia,
ao som da tua música dançam as forças de todos os seres humanos,
os pensamentos vestem o manto da imortalidade e o ar estremece de novidade.
ao entardecer, as alamedas das cidades se enchem de palavras pronunciadas com autenticidade e sem medo.
é o sinal da plenitude da poesia que também neste dia se recusou a morrer,
abrindo caminho e lançando amor em cada palavra escrita por mim.

Uma poesia de Rhea Cristina. Qualquer utilização do conteúdo deste poema implica a citação da fonte e requer o consentimento prévio por escrito de Rhea Cristina. Todos os direitos reservados © Rhea Cristina, www.cristinarhea.wordpress.com

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Absorção (1)

Ismaél Wandalika: Poema ‘Absorção’ (1)

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika
Imagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/76e5113e04bab4ec?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all

Calar no inverno quando a alma sente o adorno do frio penetrante nos ossos da caneta
Fugir do asilo da lembrança que atravessam década
Olhar firme nos olhos do medo que a vida consome
Seguir além da glória com fome da morte
Passos dados no deserto
Aguas secam no começo do trajeto
Traçado destinado, andar na linha do tempo vermelho
Inventar sorriso na órbita da malamba do controverso…

A carruagem avança o fôlego indaga o calendário

Não há rios que atravessam a ilusão das lições percorridas na forja
vozes alimentam o silêncio no pátio da lembrança
A dança encanta a manada no brilho há vida
Na vida há malfeitores
Que na trilha causam dores

Não há
Vida sem dor
Sucesso sem labor
Amor sem dessabor
Noite sem criança
Idade sem lembrança
Cicatrize sem ferida

Sim há
Morte além da vida

Absorção (1)

Soldado Wandalika

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