De Honduras ao ROL, Karen Iveth Orellana!

Karen Iveth Orellana: da melódica Honduras à literatura que atravessa fronteiras!

Karen Iveth Orellana

Karen Iveth Orellana, natural de Santa Rosa de Copán (Honduras), possui formação nas áreas administrativa, contábil e comercial, tendo atuado como secretária, administradora, profissional bancária e apresentadora de rádio.

Atuação literocultural

Na literatura e na cultura, consolidou-se como escritora, poeta e gestora cultural, dedicando-se à promoção das artes, da literatura e da educação.

É diretora da Academia Cultural Universal Hondureña e de Bohemios Universales Literatura y Otras Artes, além de presidente executiva do Club Colectivo Cultural Vuelos de Plumas y Letras, do Marrocos, e presidente da Organização Mundial de Trovadores (OMT) em Honduras.

Ativismo cultural

Entre 2008 e 2023, organizou mais de 300 eventos culturais e educativos, presenciais e virtuais, incluindo recitais, conversatórios, conferências e oficinas, além de promover artistas de diferentes áreas em âmbito internacional.

Produção literária

Sua produção literária integra diversas antologias nacionais e internacionais, entre elas Antología de la Niñez, Antología de la Mujer, Antología por la Paz e Mujeres por la Paz Mundial. Em 2022, publicou El Forjador del Siglo XX.

Premiações

Recebeu premiações em concursos de poesia e oratória e distinções da Organização Mundial de Trovadores. Em 2024, recebeu o Prêmio Internacional América Madre Ama, da Fundación Honoris Causa.

Aprofundamento Cultural

Em 2025, concluiu o Diplomado em Espanhol Hondurenho pela Universidade Pedagógica Nacional, ampliando uma trajetória que une literatura, cultura, educação e intercâmbio internacional.

Como primeiro texto de sua colaboração no ROL, Karen apresenta Raiz indígena, belíssimo poema que reúne integração com a natureza, memória e ancestralidade, denúncia e resistência e resistência social e transcendência e esperança.

Raiz Indígena

Um mural vibrante e surrealista retrata uma mulher indígena como a Mãe Terra encarnada. Suas raízes profundas nutrem a terra, onde são visíveis símbolos de lutas e história: pequenas vinhetas de trabalho árduo, figuras em túmulos e a colheita. De seu coração, uma flor vibrante e um coração humano emaranhado irradiam vitalidade. Seus braços de madeira se estendem, oferecendo sangue e fogo como fontes de vida e transformação. Acima, seu cabelo se transforma em fumaça que sobe ao céu e uma fênix de fogo voa livremente, representando renovação e o espírito resiliente da criação.
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Sou a flor com fluido vital
que resulta da canela e da resina;
rio interior que percorre o corpo, levando vida e energia.
O reflexo da guerra,
o sufoco da fome;
o grito do silêncio que reclama
a repulsa e a marginalização.

Represento a raiz de nossa terra,
o tronco de nossos sonhos;
a madeira que nos abraça,
a roupa íntima que nos veste,
a manta que nos cobre,
as folhas do chirrión que
sacodem a poeira de minha cabana,
o fogo que prepara o café
da aurora ao ocaso.

Meu coração simboliza
o frescor dos arbustos
que, com cores vivas,
complementam a beleza
efêmera do planeta.
Meus olhos são guardiões de histórias,
com mitos e lições gravados,
vozes que falam sem palavras.

Sou indígena por amor às minhas raízes,
pele cor de canela e coração de brasa,
sou do barro da argila;
represento tantas mortes
e muitos silêncios;
sou nuvem e ar acariciando meus sonhos,
ave infinita de céu eterno,
noite de mil estrelas.

Karen Iveth Orellana

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