Pomar da esperança
Denise Canova: Poema ‘Pomar da esperança’


Pomar da Esperança
Onde a paz vive
Lindamente
Pomar da Esperança
Onde eu vivo em paz
Pomar da Esperança
Harmonia e paz reinam juntas
Meu pomar da esperança.


Pomar da Esperança
Onde a paz vive
Lindamente
Pomar da Esperança
Onde eu vivo em paz
Pomar da Esperança
Harmonia e paz reinam juntas
Meu pomar da esperança.


Era primavera
Eu naquela estrada
Tão vazia
Porém florida
Eu podia sentir o aroma das flores
Os pássaros gorjeavam
Um lindo cântico
Que mais parecia
Uma melodia
Orquestrada
Em harmonia
Num acorde principal.
A brisa soava lentamente
Tocava a minha pele
Desalinhada os meus cabelos
E eu continuava a caminhar
Naquela longa estrada
Infinda e sem curvas
E enquanto isto
Um pensamento
Tomava conta do meu
ser
E meu coração
Palpitava mais forte
E eu me perguntava
O que seria aquilo?
Um sentimento
De pura saudade
É porque você
Não estava ali.
Mas quem sabe
Que, com a chegada
Do verão que se aproxima…
Num voo fantástico
Eu lhe espere no aeroporto
Ansiosamente
E dentre a multidão
Entre malas e todas as bagagens
Entre sorrisos e lágrimas
Abraços apertados
De longa saudade
E beijos enamorados
Com os perfumes
Que se misturam
Surge você
E a minha alma suspira
Bem fundo
Como se dissesse:
Como é bom ter você aqui!
Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 2025, as 10h30


Visitar o topo de uma colina,
repleta de ruínas,
Sugere um convite na busca da sabedoria,
que ressoa em poesia.
Mitos e mistérios infinitos
O céu ergueu Egeu
Os deuses dançam livres!
Pelas ruelas de ‘Oia e Fira’
caminho pelos arredores de Santorini
Casinhas brancas contrastam
fortemente com o azul do mar profundo
e com o pôr do sol mais belo do mundo
com as suas nuances vibrantes
É deslumbrante!
Harmonia e simplicidade
Na beleza dos detalhes .


Em algum lugar, há uma nota
Que só você pode ouvir.
Uma vibração que ressoa
No silêncio do meu coração.
É aí que eu a encontro,
Nesse lugar onde a música não existe,
Mas o ritmo do nosso amor
Bate forte, como um coração que lateja.
Você é a melodia que me faz
Esquecer de tudo o que não é você.
Você é a harmonia que me faz
Sentir que estou completo, que estou em casa.
Nesse amor, não há dissonâncias,
Apenas a doce ressonância
De dois corações que batem como um.
E quando o silêncio chega,
E a música some,
O amor continua,
Um ritmo constante, um coração que lateja.
Paulo Siuves


Quanto mais velho, o sapato é leve,
Buscando conforto na vida que se tece.
O valor das presenças se faz companhia,
Em um mundo onde a luz é a alegria.
Alimentos saudáveis, um prato em harmonia,
O álcool distante, a saúde é a melodia.
Passos firmes, a estrada é escolhida,
Amizades sinceras, a alma é nutrida.
Solidão, uma amiga, não se troca em vão,
É no silêncio que se ouve o coração.
Ignorar o supérfluo, recusar a dor,
Saber quando falar, escolher o amor.
Menos reações, mais paz na jornada,
Valorizar pessoas, a vida é sagrada.
Discussões desfeitas, conflitos ao léu,
O desejo é leveza, um abraço de céu.
Amar a si, a serenidade é o farol,
Em cada passo, um novo caracol.
Quanto mais velho, mais sábio a ser,
O amor e a paz, sempre a florescer.
Irene da Rocha


Quase nada
Mudou de tom.
Além das melodias suaves
Que, reverberando pelo vento,
Oferecem seu encanto.
As cordas não esqueceram
O toque leve dos dedos
Que deslizavam em harmonia,
Buscando a perfeição de cada nota.
Assim como o toque em minha pele
Ainda me faz estremecer quando lembro.
Ah! O som da velha canção
E a vibração das cordas dançando.
Ficaram gravadas na memória
Ressoando no meu peito.
Lembranças que ecoam
Como um acorde, num compasso…
Nossas almas consonantes
Pareciam tão bem afinadas.
Notas unidas pela harmonia
Presas num refrão clichê.
Felicidade que vibra,
Marcada pelo compasso
De um insistente metrônomo
Que não consigo ignorar.
Como o som daquele dia…
Lembranças que ficam ecoando,
Indefinidamente
Paulo Siuves


Nos ventos a soprar, encontro minha voz,
Coragem e fé, na jornada sem repousar.
Estrelas guiam, estradas se revelam,
E no mar sereno, o brilho que se espelha.
Sol e Lua, eternos guardiões da emoção,
Ao meu lado, a vibração da inspiração.
Pássaros, pedras, seres em harmonia,
Na terra e ar, a vida em sinfonia.
Amor em cada batida, em cada olhar,
Dias cavalgados, horas a navegar.
Sonhos que tecem cada instante fluente,
A vida dança, poesia eloquente.
Irene Rocha