Augusto Damas ‘A história do jornalismo brasileiro’
Augusto DamasImagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/g/g-59EzD5Ehz-gerador-de-imagens-ia-que-cria-imagens/c/69d4f13d-1100-83e9-bad4-333826f6593e
O jornalismo brasileiro tem suas raízes profundamente ligadas aos movimentos políticos, culturais e institucionais que marcaram o início do século XIX. Sua trajetória começa oficialmente em 1808, com a chegada da família real portuguesa ao Brasil, fato que possibilitou a instalação da imprensa no país.
Nesse contexto, surgiu a Gazeta do Rio de Janeiro, considerada o primeiro jornal oficialmente publicado em território brasileiro. Produzida pela Imprensa Régia, sua circulação era semanal e seu conteúdo atendia prioritariamente aos interesses da Corte portuguesa, funcionando como um instrumento de divulgação oficial. Entre seus primeiros responsáveis esteve o Frei Tibúrcio de Sousa Pereira, sucedido posteriormente por Manoel Ferreira de Oliveira, um dos primeiros jornalistas formados no Brasil.
Entretanto, sob o ponto de vista cronológico e crítico, o verdadeiro pioneiro da imprensa brasileira foi o Correio Braziliense, fundado também em 1808 por Hipólito José da Costa. Editado em Londres, o periódico circulava de forma clandestina no Brasil, driblando a censura vigente. Diferentemente da Gazeta, o Correio Braziliense apresentava uma linha editorial independente e opinativa, abordando temas políticos, econômicos e sociais com maior liberdade e espírito crítico — características que o aproximam do conceito moderno de jornalismo.
Já em 1821, com o abrandamento das restrições à imprensa, surgiram novos periódicos no Brasil, ampliando o espaço para o debate público. Entre eles, destaca-se O Diário, apontado como um dos primeiros jornais de circulação diária no país, contribuindo para a consolidação da imprensa como instrumento de informação contínua. Embora existam controvérsias quanto à sua direção e vinculação histórica com o escritor José de Alencar — figura posterior ao período —, o jornal representa um marco importante na evolução da periodicidade jornalística.
Ao longo do século XIX, a imprensa brasileira passou por um processo de expansão e diversificação, acompanhando os acontecimentos políticos como a Independência (1822), o Período Regencial e o Segundo Reinado. Os jornais tornaram-se espaços de disputa ideológica, formação de opinião e construção da identidade nacional.
Com o avanço tecnológico e a chegada do século XX, o jornalismo brasileiro se profissionalizou, incorporando novas técnicas de apuração, redação e impressão. No século XXI, a revolução digital transformou profundamente o setor, levando muitos veículos tradicionais à adaptação para plataformas online, ampliando o alcance e a velocidade da informação.
Assim, a história do jornalismo no Brasil revela não apenas a evolução dos meios de comunicação, mas também o desenvolvimento da própria sociedade brasileira, marcada pela busca constante por liberdade de expressão, pluralidade e acesso à informação.
A força silenciosa de um homem escolhido para amar
Mais que um simples José
Seymer Santos revela a humanidade, a fé e a missão de um dos maiores exemplos de amor e entrega da história.
Nem toda grande história começa com certezas.
Algumas nascem da dúvida, do medo… e, principalmente, de uma escolha.
Seymer Santos
É a partir dessa reflexão que o livro “Mais que um simples José”, convida o leitor a olhar com mais profundidade para uma das figuras mais silenciosas e, ao mesmo tempo, mais grandiosas, da história da fé cristã.
São José é conhecido por seu silêncio.
Na Bíblia, não há uma única palavra sua registrada.
Mas são justamente suas atitudes que atravessam os séculos como exemplo de fé, coragem e amor.
Na obra, ele deixa de ser apenas uma presença discreta para ganhar voz, sentimentos e humanidade.
Seymer Santos, autor de 40 anos, pai de três filhos e morador de Sobradinho, no Distrito Federal, constrói uma narrativa sensível, inspirada em estudos, obras religiosas e relatos místicos.
Católico e consagrado a São José, ele encontrou na escrita uma forma de se aproximar ainda mais dessa figura que sempre o inquietou.
“O que ele sentiu? O que pensou diante de uma missão tão grandiosa?”, foram perguntas que deram origem ao livro.
A partir desse questionamento, nasce uma história que apresenta José não apenas como o pai terreno de Jesus, mas como um homem real, que enfrentou inseguranças, medos, noites em claro e decisões que exigiam uma fé inabalável.
Aceitar Maria, compreender o mistério da concepção divina, proteger, educar e prover o Filho de Deus… tudo isso é retratado com sensibilidade, revelando um amor que vai além do sangue, um amor que nasce da escolha.
Inspirado em obras como “Consagração a São José”, do padre Donald H. Calloway, e nas visões da mística Anna Catarina Emmerich, que também influenciaram produções como o filme A Paixão de Cristo , Seymer constrói uma narrativa que une espiritualidade, emoção e reflexão.
Autor de 15 livros publicados de forma independente, com obras que transitam entre aventura, romance, liderança e literatura infantil, ele vive agora um momento especial de sua trajetória: o chamado para evangelizar por meio da escrita.
“Mais que um simples José” não é apenas uma releitura de uma história conhecida
É um convite a enxergar, com novos olhos, a grandeza de um homem que amou em silêncio, acreditou mesmo sem compreender tudo e aceitou, com humildade, uma das missões mais importantes da história.
Uma leitura que emociona, fortalece a fé e nos lembra que, muitas vezes, são os gestos mais silenciosos que carregam os maiores significados.
Você já se perguntou o que realmente se passava na mente de São José?
O homem por trás do silêncio, das escolhas difíceis e da fé, que moldou a vida do Messias?
Prepare-se para uma revelação íntima e transformadora que transcende os séculos e alcança o coração de cada leitor.
Pela primeira vez, José de Nazaré quebra o silêncio milenar, convidando você a uma jornada pessoal através de suas memórias mais profundas, angústias mais secretas e triunfos mais sagrados.
Esqueça o que você pensava saber sobre a figura discreta que guardou a Sagrada Família.
Este não é um simples relato; é a sua voz, a sua verdade, contada com a honestidade e a profundidade de um coração que amou, sofreu e obedeceu a Deus acima de tudo.
Em “MAIS QUE UM SIMPLES JOSÉ”, Seymer Santos nos entrega uma obra-prima da literatura espiritual, onde o carpinteiro de Nazaré se revela em sua plena humanidade.
Desde a infância marcada pela devoção e o trabalho humilde, até o momento em que sua vida se entrelaça, de forma inesperada e divina, com a de Maria, cada página é um convite à reflexão.
José nos conduz por fatos como a gravidez de Maria, o conflito entre a Lei e a voz do coração, e a intervenção angelical que o transformou de um homem justo e perplexo em um guardião fiel.
Acompanhe a difícil jornada a Belém, o milagre do nascimento na manjedoura, a apreensão da fuga para o Egito e a coragem de proteger sua família em terras estrangeiras.
Reviva os anos em Nazaré, o aprendizado no ofício, a educação de Jesus e a dor da perda e o alívio do reencontro no Templo.
O que você vai descobrir nesta jornada inspiradora?
A Coragem Silenciosa: Entenda como José enfrentou o desconhecido com fé, transformando incertezas em obediência.
A Humanidade de um Santo: Conecte-se com as angústias, dúvidas e alegrias de José, percebendo que a santidade é acessível no cotidiano.
A Paternidade como Vocação Divina: Inspire-se no exemplo de José como pai zeloso, provedor e educador, descobrindo o verdadeiro significado de ser guardião.
A Força do Trabalho Humilde: Veja como a dignidade do trabalho e a simplicidade da vida se tornaram caminhos para a santidade e a proximidade com Deus.
A Confiança na Providência: Aprenda a entregar seus planos e preocupações nas mãos divinas, assim como José confiou nos sussurros do céu.
Um legado para a Vida: Compreenda que, assim como José, você é chamado a ser “mais que simples” em sua própria jornada, encontrando propósito e significado em suas escolhas.
Este livro é para católicos e cristãos em geral, a partir dos 18 anos, que buscam aprofundar sua fé e espiritualidade.
Para aqueles que valorizam a reflexão pessoal, desejam inspiração em figuras bíblicas humanizadas e anseiam por aplicar ensinamentos espirituais em sua vida prática.
Se você busca coragem para enfrentar desafios, confiança para superar incertezas e um modelo de paternidade responsável, esta obra foi escrita para você.
Não perca a chance de ter sua vida tocada por esta história milenar contada de uma nova perspectiva.
Adquira agora “MAIS QUE UM SIMPLES JOSÉ” e embarque nesta jornada de fé, coragem e amor incondicional que irá transformar sua visão sobre a santidade e o propósito em sua própria vida!
Renata Barcellos: ‘Instituto Histórico e Geográfico brasileiro’
Renata BarcellosInstituto Histórico e Geográfico do Brasil Foto por Renata Barcellos
No Brasil, a história dos Institutos Históricos e Geográficos (IHGs) começa com a criação desta instituição em 1838. Esta ocorre por iniciativa de membros da elite intelectual e política, incluindo figuras imperiais, a fim de construir uma identidade nacional, preservar a memória e consolidar a identidade brasileira pós-independência. Teve como modelo uma instituição francesa muito semelhante, criada em 1834. D. Pedro II foi um grande incentivador, cujo resultado foi a formação de uma rede de institutos estaduais e municipais. Hoje, estes atuam na preservação da cultura e história locais. O mais antigo é o fundado no Rio de Janeiro em 21 de outubro de 1838, por iniciativa dos maçons: marechal Raimundo José da Cunha Matos e cônego Januário da Cunha Barbosa. Estes redigiram a proposta de criação desta instituição. A justificativa da criação foi seu caráter pedagógico que beneficiaria a administração pública e traria “esclarecimento” a todos os brasileiros. Destacaram ainda as dificuldades as quais estavam sujeitas as investigações acerca da história da pátria devido à carência desta instituição, a fim de centralizar os documentos que se encontravam espalhados pelas províncias do Império.
Objetivo Principal: reunir, organizar e preservar documentos para escrever uma “história nacional”, a fim de pensar o Brasil como nação, consolidar a identidade nacional e fomentar pesquisas históricas e geográficas.
2. O IHGB e a Construção da Nação:
Atividades Iniciais: criação de Arquivo, Biblioteca e Museu; financiamento de pesquisas; publicação da Revista do IHGB; correspondência com instituições estrangeiras.
Monopólio Histórico: por décadas, o IHGB deteve o monopólio da produção de conhecimento histórico no país.
3. A Rede de Institutos:
Expansão: o IHGB estimulou a criação de entidades congêneres nas províncias (hoje estados), como o Instituto Arqueológico e Geográfico Pernambucano (1862) e o de Minas Gerais (1907).
Descentralização: no século XX, universidades e outros centros surgiram, mas os IHGs mantiveram sua importância, focando na memória local e regional.
4. Legado e Função Atual:
São pilares na preservação de bibliotecas, arquivos e museus.
Coordenam uma rede nacional (Sistema Nacional de Institutos Históricos) e mantêm intercâmbio com instituições globais.
Continuam sendo referências na pesquisa e valorização do patrimônio cultural brasileiro, atualizando sua missão de pensar o Brasil.
Curiosidades
Instalações do primeiro IHGB: Em 1839, aos cuidados de D. Pedro II, o Convento do Carmo abrigou o IHGB. E a inauguração das novas instalações ocorreu em 15 de dezembro de1849, na rua Teixeira de Freitas, região da Glória, Rio de Janeiro.
Influência de Von Martius: o concurso de 1846 para escrever a história do Brasil foi vencido pelo alemão Karl Friedrich Von Martius com a proposta intitulada Como se deve escrever a história do Brasil. Nesta, propôs um modelo focado na harmonia entre as três raças (indígenas, brancos, negros) e o território, influenciando gerações. Escrito em 1843, ele propõe que a história indígena merece atenção, pois integra a história do Brasil. De acordo com ele, uma sugestão seria a elaboração de um dicionário da língua indígena principalmente o Tupi, por parte de linguistas integrantes do Instituto, tratando o idioma enquanto documento a ser conhecido e pesquisado.
Conexões Internacionais: mantêm intercâmbio com instituições estrangeiras, como a Academia Portuguesa de História e a Real Academia de la Historia da Espanha.
Alguns dos atuais gestores:
Artur Cláudio da Costa Moreira (educação: Artes Cênicas, Expressão Corporal, Técnicas Comerciais, Administração, Economia e Matemática. Formação: Ciências Econômicas, especialização em Recursos Humanos e Matemática. Liderança e Gestão: Direção de entidades culturais e atuação estratégica no IHG São João del-Rei, coordenando projetos editoriais, documentais e de preservação histórica. Artes e Comunicação: Experiência em direção teatral e locução radiofônica, unindo técnica cênica à divulgação doutrinária espírita com foco em impacto social e cultural. Pesquisa e Formação: Especialista dedicado ao resgate histórico e acadêmico, com sólida competência em redação oficial, administrativa e análise crítica de acervos): “O Instituto Histórico e Geográfico de São João del-Rei (IHG-SJDR) consolida-se como uma das mais prestigiadas instituições culturais de Minas Gerais. Atuando como o legítimo “guardião da memória” de uma cidade central para o ciclo do ouro e para a identidade mineira, o Instituto é o elo entre o passado colonial e o compromisso com as futuras gerações.
Fundação e Contexto Histórico
Fundado em 1º de março de 1970, o IHG-SJDR nasceu da mobilização de intelectuais, historiadores e cidadãos são-joanenses. Um dos catalisadores de sua criação foi a tentativa desesperada (embora sem sucesso) de impedir a demolição da Secular Igreja do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, à época pretendida pelo Padre Jacinto Lovatto. Apesar da perda do templo, o episódio reforçou a necessidade urgente de um órgão dedicado ao estudo e à salvaguarda sistemática do patrimônio barroco e das tradições centenárias da região.
Natureza Jurídica e Administrativa
Legalmente constituído como pessoa jurídica de direito privado e sem fins lucrativos, o Instituto é uma associação de duração ilimitada, inscrita no CNPJ sob o nº 18.994.319/0001-45. Com sede e foro em São João del-Rei, é regido por estatuto próprio, registrado em cartório, e funciona como uma entidade civil mantida pela dedicação de seus sócios efetivos, correspondentes e honorários.
Natureza Jurídica e Administrativa
Legalmente constituído como pessoa jurídica de direito privado e sem fins lucrativos, o Instituto é uma associação de duração ilimitada, inscrita no CNPJ sob o nº 18.994.319/0001-45. Com sede e foro em São João del-Rei, é regido por estatuto próprio, registrado em cartório, e funciona como uma entidade civil mantida pela dedicação de seus sócios efetivos, correspondentes e honorários”.
Dilercy Aragão Adler (psicóloga, doutora em Ciências Pedagógicas, mestre em Educação e Associada Efetiva do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM), tendo exercido a Presidência da instituição no quadriênio 2021–2025): “O IHGM, Casa de Antônio Lopes, foi fundado em 20 de novembro de 1925, nos moldes do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). Seu diferencial reside no fato de ter sido criado intencionalmente por iniciativa de Antônio Lopes, no ano do centenário de nascimento de Dom Pedro II, grande mecenas da cultura, da ciência e das artes no Brasil.
Treze anos e cinco meses após a fundação do IHGB, Dom Pedro II recebeu oficialmente o patronato da instituição, sendo reconhecido como seu Patrono e Protetor. Em 2025, iniciaram-se as comemorações do Centenário do IHGM e do Bicentenário de nascimento de Dom Pedro II.Em 2007, Dilercy Aragão Adler recebeu o honroso convite da então presidente, Profa. Eneida Vieira da Silva Ostria de Canedo, para ingressar no IHGM, ocupando a Cadeira nº 1, patronada por Claude d’Abbeville. Trata-se de um frade capuchinho autor da obra Histoire de la mission des Pères Capucins en l’Isle de Maragnan et terres circonvoisines (1614), reconhecida como o primeiro livro a descrever detalhadamente a região do Maranhão.
Em 2012, apresentou o projeto “Mil Poemas para Gonçalves Dias”, desenvolvido em São Luís, Caxias e Guimarães, com ampla participação de escritores do Brasil e do exterior. O projeto compreendeu duas antologias, uma de poemas e outra de estudos e pesquisas sobre Gonçalves Dias, além de extensa programação nas três cidades. Na programação de São Luís, teve como marco a fundação da Academia Ludovicense de Letras, a Academia da cidade de São Luís, fato considerado histórico diante do intervalo de 401 anos entre a fundação da cidade e a criação de sua Academia de Letras”.
Paulo Roberto de Sousa Lima (sociólogo, pela FAFICH/UFMG (1968); Professor universitário (Faculdade de Educação – UFMG: 1969 a 1988); Professor/Pesquisador e Consultor em Gestão Pública (FJP – 1981-1985); Professor em Gestão em Saúde Pública (ESMIG/FUNED: 1986/2004); Militante social em gestão comunitária (Instituto Macunaíma – Casa de Cultura/Escola de Cidadania – Belo Horizonte e Biblioteca da Comunidade – Tiradentes-MG: 2004-2015); Historiador, membro do IHG-SJDR (desde 2015, titular da Cadeira Perpétua nº 02, cujo patrono é o emboaba José Mattol); Presidente do IHG-SJDR (2018-2023); Membro da Academia de Ciências e Letras da Ordem dos Cavaleiros da Inconfidência Mineira e da Academia de Letras João Guimarães Rosa, da PM-MG): “Um olhar sobre o estado da arte dos atuais Institutos Históricos e Geográficos brasileiros, com os quais tenho interagido, nos permite reconhecê-los como legítimos herdeiros, desde o século XIX, da tradição europeia de estudos, via pesquisa em campos específicos de conhecimentos, já que antecederam a criação, no início do século XX, de Universidades no Brasil. Isto os torna credores do reconhecimento como entidades cuidadoras e geradoras de conhecimentos históricos, socioeconômicos e ambientais que foram significativos para a cultura nacional”.
Tereza Cristina Cerqueira da Graça (doutora em educação, vice-presidente do Instituto e editora-gerente da sua revista): “O Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, fundado em 1912, é a instituição de guarda da memória mais antiga do Estado. Desde então, tem reunido os mais expressivos intelectuais de Sergipe e estimulado a produção de estudos sobre nossa terra. Inclusive publicando trabalhos de pesquisa sobre a história, a geografia e a cultura sergipana na sua revista também centenária, uma vez que teve sua 1a edição em 1913 e até hoje está ainda em circulação. Publicou a última edição agora em dezembro de 2025 e, recentemente, recebeu a classificação A na avaliação da Capes/Qualis. Também abrigamos um dos maiores acervos de documentos, jornais e livros antigos do Estado, servindo aos pesquisadores e á comunidade em geral”.
Historiador completa 30 anos de publicações sobre o passado de Cordeirópolis (SP)
Fazenda Ibicaba, em Cordeirópolis (SP). Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Fazenda_Ibicaba.jpg
A partir do momento em que acumulou uma boa quantidade de informações recuperadas de diversas fontes, começou a publicar seus livros, desde 2012 até 2020.
No dia 10 de junho de 2025, o historiador Paulo Tamiazo completou 30 anos de publicações voltadas à recuperação da memória de Cordeirópolis. No dia 10 de junho de 1995 foi publicado seu primeiro artigo, no extinto jornal ‘Folha Popular’, mostrando algumas informações recuperadas de sua pesquisa realizada no antigo Cartório de Registro Civil e Anexos da cidade.
Com o passar dos anos, Tamiazo colaborou com diversos jornais de Cordeirópolis, como ‘A Tribuna’, ‘Jornal Expresso’ e ‘O Semanal’, e começou a publicar seus artigos no site ‘Cordero Virtual’. Também escreveu para jornais e revistas de Rio Claro e Limeira.
A partir do momento em que acumulou uma boa quantidade de informações recuperadas de diversas fontes, começou a publicar seus livros, desde 2012 até 2020. As pesquisas tiveram um avanço nesse período, especialmente pela digitalização de acervos como o saite ‘Acervo Estadão’ e principalmente a Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. “Foi com o acesso a estes arquivos escaneados que foi possível definir a data correta da fundação da cidade: 9 de março de 1886”, lembrou.
Nos últimos anos, a dificuldade de acesso às fontes impressas tem prejudicado o seu trabalho, bem como a falta de apoio para suas pesquisas. No ano passado, estava prevista a publicação de uma nova edição do seu primeiro livro, mas o projeto não se concretizou.
“Também encontro problemas para acessar jornais de Rio Claro e Limeira, que só estão disponíveis em horário comercial, o que cria dificuldades, uma vez que tenho outras atividades neste período. O ideal seria ter autorização para pesquisas nestes acervos durante o fim de semana”, frisou o pesquisador.
Outro problema são os acervos locais. Devido à falta de um arquivo municipal que guarde os jornais editados na cidade, Paulo Tamiazo construiu seu acervo próprio, com jornais locais desde a década de 1980 até o fim das edições impressas. O problema ainda persiste com relação aos jornais que existiram nas décadas de 1970 e 1980: além da falta de acesso às edições impressas, são poucos os exemplares digitalizados. “Para que eu possa concluir meu trabalho, eu precisaria remover estes entraves”, finalizou.
Sobre Paulo César Tamiazo
Paulo César Tamiazo.(https://www.facebook.com/paulo.tamiazo)
O historiador Paulo Cesar Tamiazo, de Cordeirópolis (SP), nasceu em 25 de julho de 1972, filho de Edgar Tamiazo e Maria Aparecida Ronquizel Tamiazo. Estudou o ensino fundamental em sua cidade, o ensino médio em Limeira, cidade vizinha e é Bacharel e Licenciado em História pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
Mesmo antes de se formar, já aproveitava o tempo livre para pesquisar sobre os fatos antigos da cidade. Pesquisando em bibliotecas da universidade livros sobre o período, verificou que a data que estava colocada antigamente no brasão do Município de Cordeirópolis, criado em 1967, não correspondia à realidade, pois tinha havido um erro na impressão de um texto utilizado para a confecção do brasão e da Bandeira de Cordeirópolis.
Foi seu primeiro trabalho, que motivou a apresentação de um projeto por todos os vereadores da cidade à época, para correção do erro, que foi sancionado pelo então Prefeito e se transformou em lei.
Desde junho de 1995, o historiador tem divulgado suas pesquisas na imprensa local e regional e na internet. Neste período, ele publicou oito livros, dois capítulos em obras coletivas, quase cem artigos em jornais impressos da cidade e da região e mais de cento e cinquenta textos em um site regional, além de realizar entrevistas em rádios locais e no Facebook.
Pelo seu trabalho, ele já foi homenageado em sua cidade com os títulos de ‘Profissional do Ano’, concedido em 2012 pela Câmara Municipal e em 2016 recebeu a Medalha ‘Amigo da Cultura’ da Prefeitura. Também foi responsável pela definição da data de fundação do município, cujo marco foi colocado na Praça Comendador Jamil Abrahão Saad, em Cordeirópolis, cidade do interior de São Paulo onde mora, trabalha e realiza pesquisas.
Nas sombras da História, um grito ecoou Rasgando o silêncio, a dor ressoou E a humanidade chorou em silêncio Marcando a sua alma, por tanto tormento.
Entre ruínas de vidas, sonhos despedaçados… Restou a esperança de corações marcados Cada lágrima caída, memórias foram esquecidas… São histórias vivas, lições recebidas.
Que esperanças nos livrem da sobra que nos esconde Que nos mostre a luz, que nunca responde Que este lamento seja somente uma renovação…
Trazendo esperanças aos nossos corações A voz da verdade clama por paz… Que mesmo ferida, nunca se desfaz.
Isabelly Vitória Monteiro Marques
Poema desenvolvido pela discente Isabelly Vitória Monteiro Marques, do 1º ano do Ensino Médio – Turma A, da E. E. Professor Mário Florence, de Novo Horizonte (SP), durante as aulas da disciplina de História, ministrada pelo Professor Clayton Alexandre Zocarato, em auxílio ao Projeto Poético empreendido pelos Professores Luis Carlos Souza (Luis De Paula) e Valéria Do Vale Kuryoz, da Sala de Leitura “Maria Gilda Florence De Biasi”, de temas transversais ao Currículo Paulista, valorizando a leitura e a escrita dos estudantes durante o ano letivo de 2025.
Yasmim Moreira da Silva: ‘História em várias faces’
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A ciência História é composta
Por assuntos múltiplos
Das pinturas rupestres
Dando um sentido de gestos frenéticos
E do desenvolvimento da inteligência
E o surgimento da fala
Voltando aos dinossauros
Sendo uma fonte histórica
Enigmática e fascinante
Através de seus fósseis
Do índio aos primatas
Tudo tem uma certa data
A História deve ser esquecida?
Talvez!
É fundamental saber sobre o passado
Para que não se cometa
Os mesmos erros no futuro
A cada dia que passa
Fazemos uma nova história
Todos os dias ela está conosco
Em nosso bolso
Carteira
R.G
CNH
Enfim
Tudo tem uma
História.
Yasmim Moreira da Silva
Poema desenvolvido pela discente Yasmim Moreira Da Silva, do 1º ano do Ensino Médio, da E. E. “Professor Mário Florence’, Novo Horizonte (SP), durante as aulas da disciplina de História, ministrada pelo Professor Clayton Alexandre Zocarato, em auxílio ao Projeto Poético empreendido pelos Professores Luis Carlos Souza e Valéria Do Vale Kuryoz, da Sala de Leitura ‘Maria Gilda Florence De Biasi’, de temas transversais ao Currículo Paulista, valorizando a leitura e a escrita dos estudantes durante o ano letivo de 2025.