Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro

Renata Barcellos: ‘Instituto Histórico e Geográfico brasileiro’

Renata Barcellos
Renata Barcellos
Instituto Histórico e Geográfico do Brasil
Foto por Renata Barcellos

No Brasil, a história dos Institutos Históricos e Geográficos (IHGs) começa com a criação desta instituição em 1838. Esta ocorre por iniciativa de membros da elite intelectual e política, incluindo figuras imperiais, a fim de construir uma identidade nacional, preservar a memória e consolidar a identidade brasileira pós-independência. Teve como modelo uma instituição francesa muito semelhante, criada em 1834. D. Pedro II foi um grande incentivador, cujo resultado foi a formação de uma rede de institutos estaduais e municipais. Hoje, estes atuam na preservação da cultura e história locais. O mais antigo é o fundado no Rio de Janeiro em 21 de outubro de 1838, por iniciativa dos maçons: marechal Raimundo José da Cunha Matos e cônego Januário da Cunha Barbosa. Estes redigiram a proposta de criação desta instituição. A justificativa da criação foi seu caráter pedagógico que beneficiaria a administração pública e traria “esclarecimento” a todos os brasileiros. Destacaram ainda as dificuldades as quais estavam sujeitas as investigações acerca da história da pátria devido à carência desta instituição, a fim de centralizar os documentos que se encontravam espalhados pelas províncias do Império.

  • Objetivo Principal: reunir, organizar e preservar documentos para escrever uma “história nacional”, a fim de pensar o Brasil como nação, consolidar a identidade nacional e fomentar pesquisas históricas e geográficas.

2. O IHGB e a Construção da Nação:

  • Atividades Iniciais: criação de Arquivo, Biblioteca e Museu; financiamento de pesquisas; publicação da Revista do IHGB; correspondência com instituições estrangeiras.
  • Monopólio Histórico: por décadas, o IHGB deteve o monopólio da produção de conhecimento histórico no país. 

3. A Rede de Institutos:

  • Expansão: o IHGB estimulou a criação de entidades congêneres nas províncias (hoje estados), como o Instituto Arqueológico e Geográfico Pernambucano (1862) e o de Minas Gerais (1907). 
  • Descentralização: no século XX, universidades e outros centros surgiram, mas os IHGs mantiveram sua importância, focando na memória local e regional. 

4. Legado e Função Atual:

  • São pilares na preservação de bibliotecas, arquivos e museus.
  • Coordenam uma rede nacional (Sistema Nacional de Institutos Históricos) e mantêm intercâmbio com instituições globais.
  • Continuam sendo referências na pesquisa e valorização do patrimônio cultural brasileiro, atualizando sua missão de pensar o Brasil. 

Curiosidades 

  • Instalações do primeiro IHGB: Em 1839, aos cuidados de D. Pedro II, o Convento do Carmo abrigou o IHGB. E a inauguração das novas instalações ocorreu em 15 de dezembro de1849, na rua Teixeira de Freitas, região da Glória, Rio de Janeiro.
  • Influência de Von Martius: o concurso de 1846 para escrever a história do Brasil foi vencido pelo alemão Karl Friedrich Von Martius com a proposta intitulada Como se deve escrever a história do Brasil. Nesta, propôs um modelo focado na harmonia entre as três raças (indígenas, brancos, negros) e o território, influenciando gerações. Escrito em 1843, ele propõe que a história indígena merece atenção, pois integra a história do Brasil. De acordo com ele, uma sugestão seria a elaboração de um dicionário da língua indígena principalmente o Tupi, por parte de linguistas integrantes do Instituto, tratando o idioma enquanto documento a ser conhecido e pesquisado.
  • Conexões Internacionais: mantêm intercâmbio com instituições estrangeiras, como a Academia Portuguesa de História e a Real Academia de la Historia da Espanha.
  • Alguns dos atuais gestores:

Artur Cláudio da Costa Moreira (educação: Artes Cênicas, Expressão Corporal, Técnicas Comerciais, Administração, Economia e Matemática. Formação: Ciências Econômicas, especialização em Recursos Humanos e Matemática. Liderança e Gestão: Direção de entidades culturais e atuação estratégica no IHG São João del-Rei, coordenando projetos editoriais, documentais e de preservação histórica. Artes e Comunicação: Experiência em direção teatral e locução radiofônica, unindo técnica cênica à divulgação doutrinária espírita com foco em impacto social e cultural. Pesquisa e Formação: Especialista dedicado ao resgate histórico e acadêmico, com sólida competência em redação oficial, administrativa e análise crítica de acervos): “O Instituto Histórico e Geográfico de São João del-Rei (IHG-SJDR) consolida-se como uma das mais prestigiadas instituições culturais de Minas Gerais. Atuando como o legítimo “guardião da memória” de uma cidade central para o ciclo do ouro e para a identidade mineira, o Instituto é o elo entre o passado colonial e o compromisso com as futuras gerações.

Fundação e Contexto Histórico

Fundado em 1º de março de 1970, o IHG-SJDR nasceu da mobilização de intelectuais, historiadores e cidadãos são-joanenses. Um dos catalisadores de sua criação foi a tentativa desesperada (embora sem sucesso) de impedir a demolição da Secular Igreja do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, à época pretendida pelo Padre Jacinto Lovatto. Apesar da perda do templo, o episódio reforçou a necessidade urgente de um órgão dedicado ao estudo e à salvaguarda sistemática do patrimônio barroco e das tradições centenárias da região.

Natureza Jurídica e Administrativa

Legalmente constituído como pessoa jurídica de direito privado e sem fins lucrativos, o Instituto é uma associação de duração ilimitada, inscrita no CNPJ sob o nº 18.994.319/0001-45. Com sede e foro em São João del-Rei, é regido por estatuto próprio, registrado em cartório, e funciona como uma entidade civil mantida pela dedicação de seus sócios efetivos, correspondentes e honorários.

Natureza Jurídica e Administrativa

Legalmente constituído como pessoa jurídica de direito privado e sem fins lucrativos, o Instituto é uma associação de duração ilimitada, inscrita no CNPJ sob o nº 18.994.319/0001-45. Com sede e foro em São João del-Rei, é regido por estatuto próprio, registrado em cartório, e funciona como uma entidade civil mantida pela dedicação de seus sócios efetivos, correspondentes e honorários”.

Dilercy Aragão Adler (psicóloga, doutora em Ciências Pedagógicas, mestre em Educação e Associada Efetiva do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM), tendo exercido a Presidência da instituição no quadriênio 2021–2025): “O IHGM, Casa de Antônio Lopes, foi fundado em 20 de novembro de 1925, nos moldes do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). Seu diferencial reside no fato de ter sido criado intencionalmente por iniciativa de Antônio Lopes, no ano do centenário de nascimento de Dom Pedro II, grande mecenas da cultura, da ciência e das artes no Brasil.

Treze anos e cinco meses após a fundação do IHGB, Dom Pedro II recebeu oficialmente o patronato da instituição, sendo reconhecido como seu Patrono e Protetor. Em 2025, iniciaram-se as comemorações do Centenário do IHGM e do Bicentenário de nascimento de Dom Pedro II.Em 2007, Dilercy Aragão Adler recebeu o honroso convite da então presidente, Profa. Eneida Vieira da Silva Ostria de Canedo, para ingressar no IHGM, ocupando a Cadeira nº 1, patronada por Claude d’Abbeville. Trata-se de um frade capuchinho autor da obra Histoire de la mission des Pères Capucins en l’Isle de Maragnan et terres circonvoisines (1614), reconhecida como o primeiro livro a descrever detalhadamente a região do Maranhão.

Em 2012, apresentou o projeto “Mil Poemas para Gonçalves Dias”, desenvolvido em São Luís, Caxias e Guimarães, com ampla participação de escritores do Brasil e do exterior. O projeto compreendeu duas antologias, uma de poemas e outra de estudos e pesquisas sobre Gonçalves Dias, além de extensa programação nas três cidades. Na programação de São Luís, teve como marco a fundação da Academia Ludovicense de Letras, a Academia da cidade de São Luís, fato considerado histórico diante do intervalo de 401 anos entre a fundação da cidade e a criação de sua Academia de Letras”.

Paulo Roberto de Sousa Lima (sociólogo, pela FAFICH/UFMG (1968); Professor universitário (Faculdade de Educação – UFMG: 1969 a 1988); Professor/Pesquisador e Consultor em Gestão Pública (FJP – 1981-1985); Professor em Gestão em Saúde Pública (ESMIG/FUNED: 1986/2004); Militante social em gestão comunitária (Instituto Macunaíma – Casa de Cultura/Escola de Cidadania – Belo Horizonte e Biblioteca da Comunidade – Tiradentes-MG: 2004-2015); Historiador, membro do IHG-SJDR (desde 2015, titular da Cadeira Perpétua nº 02, cujo patrono é o emboaba José Mattol); Presidente do IHG-SJDR (2018-2023); Membro da Academia de Ciências e Letras da Ordem dos Cavaleiros da Inconfidência Mineira e da Academia de Letras João Guimarães Rosa, da PM-MG): “Um olhar sobre o estado da arte dos atuais Institutos Históricos e Geográficos brasileiros, com os quais tenho interagido, nos permite reconhecê-los como legítimos herdeiros, desde o século XIX, da tradição europeia de estudos, via pesquisa em campos específicos de conhecimentos, já que antecederam a criação, no início do século XX, de Universidades no Brasil. Isto os torna credores do reconhecimento como entidades cuidadoras e geradoras de conhecimentos históricos, socioeconômicos e ambientais que foram significativos para a cultura nacional”. 

Tereza Cristina Cerqueira da Graça (doutora em educação, vice-presidente do Instituto e editora-gerente da sua revista): “O Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, fundado em 1912, é a instituição de guarda da memória mais antiga do Estado. Desde então, tem reunido os mais expressivos intelectuais de Sergipe e estimulado a produção de estudos sobre nossa terra. Inclusive publicando trabalhos de pesquisa sobre a história, a geografia e a cultura sergipana na sua revista também centenária, uma vez que teve sua 1a edição em 1913 e até hoje está ainda em circulação. Publicou a última edição agora em dezembro de 2025 e, recentemente,  recebeu a classificação A na avaliação da Capes/Qualis. Também abrigamos um dos maiores acervos de documentos, jornais e livros antigos do Estado, servindo aos pesquisadores e á comunidade em geral”.

Renata Barcellos

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Indecifrável

Evani Rocha: Poema ‘Indecifrável’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem criada por IA Gencraft - 04 e agosto de 2025, às 09:10 PM
Imagem criada por IA Gencraft – 04 e agosto de 2025,
às 09:10 PM

Releio sua história
Perco-me nas reticências
Na retórica me encontro
Mergulho na sua essência

Respondo suas perguntas
Converso com o silêncio
Ando nas ruas escuras
Buscando estrelas no céu

Rasgo e refaço seu papel
Decoro o seu sorriso
O brilho do seu olhar
Conto todos os ladrilhos

Daqui há pouco é Lua cheia
Não tenho hora marcada
O dia e a noite se misturam
Confundindo a estrada

Procuro por mim nos parágrafos
Aquela conversa nos travessões
Talvez a que nunca tivemos
Entre erros e lições

Imerge em mim suas mãos
E esse jeito de enxergar o mundo
As palavras ditas fora de hora
E aquelas que calaram fundo

De repente vai chegar a aurora
Respingada de ocre e carmim
Faz parte deixar ir embora
As estrelas aqui dentro de mim

Faz parte, não compreender
O texto é seu e de mais ninguém
Somente você conhece os meandros
Das entrelinhas que ninguém soube ler!

Evani Rocha

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O passado de Cordeirópolis

Historiador completa 30 anos de publicações sobre o passado de Cordeirópolis (SP)

Fazenda Ibicaba, em Cordeirópolis (SP). Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Fazenda_Ibicaba.jpg
Fazenda Ibicaba, em Cordeirópolis (SP). Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Fazenda_Ibicaba.jpg

A partir do momento em que acumulou uma boa quantidade de informações recuperadas de diversas fontes, começou a publicar seus livros, desde 2012 até 2020.

No dia 10 de junho de 2025, o historiador Paulo Tamiazo completou 30 anos de publicações voltadas à recuperação da memória de Cordeirópolis. No dia 10 de junho de 1995 foi publicado seu primeiro artigo, no extinto jornal ‘Folha Popular’, mostrando algumas informações recuperadas de sua pesquisa realizada no antigo Cartório de Registro Civil e Anexos da cidade. 

Com o passar dos anos, Tamiazo colaborou com diversos jornais de Cordeirópolis, como ‘A Tribuna’, ‘Jornal Expresso’ e ‘O Semanal’, e começou a publicar seus artigos no site ‘Cordero Virtual’. Também escreveu para jornais e revistas de Rio Claro e Limeira. 

A partir do momento em que acumulou uma boa quantidade de informações recuperadas de diversas fontes, começou a publicar seus livros, desde 2012 até 2020. As pesquisas tiveram um avanço nesse período, especialmente pela digitalização de acervos como o saite ‘Acervo Estadão’ e principalmente a Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. “Foi com o acesso a estes arquivos escaneados que foi possível definir a data correta da fundação da cidade: 9 de março de 1886”, lembrou. 

Nos últimos anos, a dificuldade de acesso às fontes impressas tem prejudicado o seu trabalho, bem como a falta de apoio para suas pesquisas. No ano passado, estava prevista a publicação de uma nova edição do seu primeiro livro, mas o projeto não se concretizou. 

 “Também encontro problemas para acessar jornais de Rio Claro e Limeira, que só estão disponíveis em horário comercial, o que cria dificuldades, uma vez que tenho outras atividades neste período. O ideal seria ter autorização para pesquisas nestes acervos durante o fim de semana”, frisou o pesquisador. 

Outro problema são os acervos locais. Devido à falta de um arquivo municipal que guarde os jornais editados na cidade, Paulo Tamiazo construiu seu acervo próprio, com jornais locais desde a década de 1980 até o fim das edições impressas. O problema ainda persiste com relação aos jornais que existiram nas décadas de 1970 e 1980: além da falta de acesso às edições impressas, são poucos os exemplares digitalizados. “Para que eu possa concluir meu trabalho, eu precisaria remover estes entraves”, finalizou. 

Sobre Paulo César Tamiazo

Paulo César Tamiazo. Foto da página do historiador no Facebook (https://www.facebook.com/paulo.tamiazo?locale=pt_BR)
Paulo César Tamiazo.(https://www.facebook.com/paulo.tamiazo)

O historiador Paulo Cesar Tamiazo, de Cordeirópolis (SP), nasceu em 25 de julho de 1972, filho de Edgar Tamiazo e Maria Aparecida Ronquizel Tamiazo. Estudou o ensino fundamental em sua cidade, o ensino médio em Limeira, cidade vizinha e é Bacharel e Licenciado em História pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Mesmo antes de se formar, já aproveitava o tempo livre para pesquisar sobre os fatos antigos da cidade. Pesquisando em bibliotecas da universidade livros sobre o período, verificou que a data que estava colocada antigamente no brasão do Município de Cordeirópolis, criado em 1967, não correspondia à realidade, pois tinha havido um erro na impressão de um texto utilizado para a confecção do brasão e da Bandeira de Cordeirópolis.

Foi seu primeiro trabalho, que motivou a apresentação de um projeto por todos os vereadores da cidade à época, para correção do erro, que foi sancionado pelo então Prefeito e se transformou em lei.

Desde junho de 1995, o historiador tem divulgado suas pesquisas na imprensa local e regional e na internet. Neste período, ele publicou oito livros, dois capítulos em obras coletivas, quase cem artigos em jornais impressos da cidade e da região e mais de cento e cinquenta textos em um site regional, além de realizar entrevistas em rádios locais e no Facebook.

Pelo seu trabalho, ele já foi homenageado em sua cidade com os títulos de ‘Profissional do Ano’, concedido em 2012 pela Câmara Municipal e em 2016 recebeu a Medalha ‘Amigo da Cultura’ da Prefeitura. Também foi responsável pela definição da data de fundação do município, cujo marco foi colocado na Praça Comendador Jamil Abrahão Saad, em Cordeirópolis, cidade do interior de São Paulo onde mora, trabalha e realiza pesquisas.

Saite da empresa de Paulo Tamiazo:  https://www.agnusacaocultural.com.br/

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Ecos do ódio

Isabelly Vitória Monteiro Marques: ‘Ecos do ódio’

Logo da seção Jovens Talentos
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Nas sombras da História, um grito ecoou
Rasgando o silêncio, a dor ressoou
E a humanidade chorou em silêncio
Marcando a sua alma, por tanto tormento.

Entre ruínas de vidas, sonhos despedaçados…
Restou a esperança de corações marcados
Cada lágrima caída, memórias foram esquecidas…
São histórias vivas, lições recebidas.

Que esperanças nos livrem da sobra que nos esconde
Que nos mostre a luz, que nunca responde
Que este lamento seja somente uma renovação…

Trazendo esperanças aos nossos corações
A voz da verdade clama por paz…
Que mesmo ferida, nunca se desfaz.

Isabelly Vitória Monteiro Marques

Poema desenvolvido pela discente Isabelly Vitória Monteiro Marques, do 1º ano do Ensino Médio – Turma A, da E. E. Professor Mário Florence, de Novo Horizonte (SP), durante as aulas da disciplina de História, ministrada pelo Professor Clayton Alexandre Zocarato, em auxílio ao Projeto Poético empreendido pelos  Professores Luis Carlos Souza (Luis De Paula)  e Valéria Do Vale Kuryoz, da Sala de Leitura “Maria Gilda Florence De Biasi”, de temas transversais ao Currículo Paulista, valorizando a leitura e a escrita dos estudantes durante o ano letivo de 2025.

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História em várias faces

Yasmim Moreira da Silva: ‘História em várias faces’

Logo da seção Jovens talentos
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A ciência História é composta

Por assuntos múltiplos

Das pinturas rupestres

Dando um sentido de gestos frenéticos

E do desenvolvimento da inteligência

E o surgimento da fala

Voltando aos dinossauros

Sendo uma fonte histórica

Enigmática e fascinante

Através de seus fósseis

Do índio aos primatas

Tudo tem uma certa data 

A História deve ser esquecida?

Talvez!

É fundamental saber sobre o passado

Para que não se cometa

Os mesmos erros no futuro

A cada dia que passa

Fazemos uma nova história

Todos os dias ela está conosco

Em nosso bolso

Carteira

R.G

CNH

Enfim

Tudo tem uma

História.

Yasmim Moreira da Silva

Poema desenvolvido pela discente Yasmim Moreira Da Silva, do 1º ano do Ensino Médio, da E. E. “Professor Mário Florence’, Novo Horizonte (SP), durante as aulas da disciplina de História, ministrada pelo Professor Clayton Alexandre Zocarato, em auxílio ao Projeto Poético empreendido pelos  Professores Luis Carlos Souza e Valéria Do Vale Kuryoz, da Sala de Leitura ‘Maria Gilda Florence De Biasi’, de temas transversais ao Currículo Paulista, valorizando a leitura e a escrita dos estudantes durante o ano letivo de 2025.

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Caminho andado

Nilton da Rocha: Poema ‘Caminho andado’

Nilton da Rocha
Nilton da Rocha
"Errei, caí, mas levantei,/ Com o peito aberto, encarei..."
Imagem gerado com IA do Bing ∙ 14 de outubro de 2024 às 6:46 PM
“Errei, caí, mas levantei,/ Com o peito aberto, encarei…”
Imagem gerado com IA do Bing ∙ 14 de outubro de 2024 às 6:46 PM

Olhei pra trás, caminho andado,
Em cada passo, sonho alado.
As decisões, marcas deixei,
Mas sempre fui eu, à minha lei.

Na curva amarga ou na vitória,
Criei meu rumo, fiz minha história.
Nas sombras frias, ao Sol nascendo,
Firme segui, sempre crescendo.

Errei, caí, mas levantei,
Com o peito aberto, encarei.
Nem tudo foi claro, nem fácil andar,
Mas o destino soube eu traçar.

E ao final, quando olhar além,
Se houver um balanço de tudo que vem,
Direi com orgulho, sem titubear:
Vivi do meu jeito, sem hesitar.

Nilton da Rocha

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Percepção das letras

Ismaél Wandalika: ‘Percepção das letras’

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika

Seres dançam e bebem do suor da sua ignorância
Seres dançam e bebem do suor da sua ignorância
Imagem gerada pela IA do Bing – 2 de setembro de 2024 às 9:10 AM

“Cada ser enfrenta os desertos do caminho que escolheu.”
Soldado Wandalika

Sons invadem o enredo no ciclo
A história ilude atores que rezam no topo pelo pódio
Não há rio que enfrenta lágrimas sem distorcer a fronteira alheia.
No ar se percebe o brilho do espetáculo como casas pintadas no Sahara.
Com letras se percebe o mundo cinzento por trás dos sons
Anseios de desejos materializam factos.
A marcha continua, as letras insultam o realismo poético, num universo estérico de conteúdo…
Seres dançam e bebem do suor da sua ignorância
Aflitos, buscam refúgios na poética.
Patetas enganam o povo fabricando motivações entre as ilusões ocasionais.

Percepção das letras
5 capítulo da vida no asilo de lembranças.
Vidas germinadas geradas na inocência dos dias que o tempo amaldiçoo.
As letras entendem o que escrevem, fala sem acusações, prioriza o amor.
Na busca pelo entendimento, compreende os seres…

Respiramos o mesmo ar em ângulos diferentes. Falamos das mesmas coisas com perspectivas distintas.

A natureza é um ponto de encontro entre Deus e Nzambi com os humanos…

Neste cenário a experiência fala alto na conexão da alma de quem permitiu-se mais.

A vida segue além de um ritmo embalsamado pelas falácias, crenças crescem entre as dúvidas dos cristãos, acusa-se quem vai mais além buscando a profundidade para compreender o os ângulos espirituais.

Lá fora perde-se a contagem das operações divinas, letras não mentem sobre a verdade encarnada verbalizando o Filho do Homem.
Compreendo o poema e suas subjetividades
Percebo a decisão de uma escolha que não recua
A esperança só não morre porque é alinhada da coragem.

Braços fortes dão de frente com a arte
Sonhos nascem no Mayombe
Entardecer a amanhã e a caneta acelera o pulsar do heart.

Vidas nascem entre os sonhos da madrugada
Letras fitam os olhos no presente do passado, com fé desacreditam no magistrado.
Ritmos rotulam as letras na ponta da caneca
O poço abre a boca para não morrer na dança
Interroguem os poetas, pois a verdade está na alma
Mas a caneta é sábia seleciona momento sabe quando expor o que a alma sente…

Artistas são sinceros quando correm pelo propósito de sua existência, porém quando evolve equipa e guita a verdade na arte fica turva, artista se corrompe. Quando estamos expostos à vitrine da life, entramos no jogo do equilíbrio em que a corrupção será solução para todos.
Portanto, somos TODOS corruptos a nossa maneira, somos números então, todos fazemos parte de um sistema.

Dizem as Percepções das Letras.

Soldado Wandalika

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