Atenção, verbonautas e barcófilos!!!

Pietro Costa: ‘Atenção, verbonautas e barcófilos!!!

Pietro Costa
Pietro Costa
Card sobre o Dia Mundial do Livro

Hoje, 23 DE ABRIL — DIA MUNDIAL DO LIVRO, data na qual redijo este texto para minha coluna no apreciado Jornal ROL, quero enaltecer não apenas o livro enquanto objeto, mas como experiência viva, ou seja, enquanto porto, bússola e travessia.

Em cada página aberta, uma possibilidade de sentir mais, pensar melhor, existir com mais densidade.

E é nesse horizonte que nasce O Barco e o Verbo: 10 Anos de Travessia Literária: uma obra que não se limita à leitura, mas convida ao mergulho.

⛵ São 10 anos navegando entre palavras e sentidos.

⛵ 10 anos transformando linguagem em presença.

⛵ 10 anos provando que o verbo, quando vivido, move destinos.

O poema “Livro Aberto”, que integra essa travessia, nos lembra: um livro não é apenas papel. Muito mais palpável que isso! É também pulsação, vento, sinapse, ruptura!!!

E talvez o maior risco… seja deixá-lo fechado.

📖 Hoje, abra um livro. Mas, sobretudo, permita que ele abra você.

💬 E me diga:
qual livro já mudou o rumo da sua história?

🔁 Compartilhe com quem também navega pelas palavras.

🏷️ Marque um leitor que não pode ficar à deriva.

Pietro Costa

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Inconfidência Mineira

Marli Freitas: Poema ‘Inconfidência Mineira’

Marli Freitas
Marli Freitas
Imagem gerada pela IA do Gemini

Enfim, o cobiçado ouro reluziu e Vila Rica (Ouro Preto)

Se transformou no centro econômico da América Portuguesa.

A colônia prosperou e em torno das minas o luxo imperou.

De pedras trabalhadas, as ruas foram pavimentadas.

Intelectuais se destacaram e adornos sacros brilharam como a luz solar.

Em dias de festas, as roupas alvas dos escravos contrastavam

Com a pele negra e convergiam com o poder dos senhores das minas,

E, com a receita aumentada, foi preciso o ouro fundir para com o ilícito não se confundir.

Iludidos com a prosperidade, não contaram com a finitude da riqueza mineral.

Após a euforia inicial, cresceram as desconfianças e nasceram medidas de severidade.

A cobrança foi estabelecida por posse de escravo, e, não contente,

Com o declínio da produção aurífera, foi estabelecida uma cota a ser paga anualmente

E, caso o valor não fosse atingido, lançariam mão da derrama

E uma contribuição coletiva deveria cobrir, o dito, prejuízo e fortalecer o leão.

Golpeada, a classe abastada, começa a conspirar. Entre tantos,

Destacou-se Joaquim José da Silva Xavier, ‘O Tiradentes’.

O alferes com grande poder de persuasão e ideais nobres de estabelecer

Um estado independente na região das ‘Minas Gerais’;

Com ideias iluministas ainda inocentes no contexto da escravidão.

Com tudo acertado, a revolta eclodiria no dia da ‘Derrama’.

Os ‘Inconfidentes’ viram seus planos fracassarem diante da traição

De Joaquim Silvério dos Reis, que entregou os ‘Conspiradores’ e garantiu o seu perdão.

Realizou-se a ‘Devassa’, os idealizadores foram presos e enviados ao Rio de Janeiro.

Todos se declararam inocentes, enquanto ‘Tiradentes’ assumiu com bravura

O lema da resistência mineira, ‘LIBERTAS QUAE SERA TAMEN’ (expressão do latim)

‘LIBERDADE AINDA QUE TARDIA’. Enforcado e esquartejado, tronco enterrado

Como indigente, membros salgados e expostos com estratégia pelo caminho

Das ‘Minas Gerais’, de cabeça pendurada de frente para o ‘Palácio do Governo’,

Em Vila Rica (Ouro Preto), dissuadindo qualquer questionamento

Do poder da ‘Metrópole’ e ‘Tiradentes’, símbolo máximo da resistência mineira,

Precursor da liberdade, mais tarde, alçado pela República Brasileira

‘O Mártir da Independência do Brasil’!

Marli Freitas

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Dia do Índio

Denise Canova: Poema ‘Dia do Índio’

Denise Canova
Denise Canova
Imagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69e6bd0b-29c0-83e9-ad44-82c4a4d78de1

Dia do Índio

Povo forte

De costumes profundos

Índios

Pais e filhos

Essência do Brasil.

Denise Canova

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Priscila Mancussi, cidadã sorocabana!

Priscila Mancussi é condecorada com o Título de Cidadã Sorocabana em sessão solene repleta de arte e emoção

Priscila Mancussi
Priscila Mancussi

SOROCABA, SP – Em uma tarde marcada pela celebração da educação e das artes, a professora, poeta, ativista cultural e colunista do Jornal ROL, Priscila Mancussi foi oficialmente condecorada com o Título de Cidadã Sorocabana. A cerimônia ocorreu no dia 10 de abril de 2026, na Câmara Municipal de Sorocaba, por iniciativa do vereador Fábio Simoa, autor do projeto que reconhece a trajetória de dedicação da homenageada ao município. 

​Natural de Cubatão e residente em Sorocaba, Priscila consolidou sua história na cidade como professora da rede municipal de ensino e como uma das principais vozes da cena literária local. Atualmente presidente do coletivo Café & Arte em Movimento, sua atuação transcende as salas de aula, unindo pedagogia e fomento cultural. 

Um Espetáculo de Homenagens Culturais

A solenidade foi enriquecida por um momento cultural vibrante, onde diversos artistas e amigos prestaram tributo à nova cidadã sorocabana:

​Poesia: O público se emocionou com as interpretações de Josemir Lemos, com o poema “Borboletas”; da Poetisa da Luz, Shirley Ferro, com “A arte que abraça”; e de Ricco Cassiano, que apresentou “Às crianças pequeninas”. 

​Música e Dança: A harmonia musical ficou a cargo de Leonardo Andreh e Márcia Cassis, interpretando as canções “Colibri” e “Sonho Bonito”. A arte do movimento foi representada por Vânia Moreira e Jéssica Moreira na apresentação de dança “Vasto mundo”. 

​Audiovisual: Um vídeo comovente de quatro minutos trouxe mensagens de figuras importantes na trajetória de Priscila, como Simone Moisés, o embaixador da paz Romário Filho, Paulo Medrado e Cris Vaccarezza. 

Agradecimentos e Reconhecimento

Em seu discurso, Priscila fez questão de destacar o apoio fundamental de sua rede de afeto e trabalho. Expressou gratidão especial ao diretor da E.E. Brigadeiro Tobias, Sérgio Armenio, por sua liderança e parceria na educação

​No âmbito pessoal e artístico, a homenageada agradeceu o carinho de sua tia, Lilian Menezes, e de suas amigas e poetas Vânia Moreira e Cris Pimentel e sua esposa Renata Alexandre pelo apoio incondicional e permanente desde sempre, figuras constantes em sua caminhada. 

​”Este título é o reflexo de um trabalho coletivo. Agradeço imensamente ao vereador Fábio Simoa por esta honraria e a todos que acompanharam este momento tão especial, seja presencialmente ou através da transmissão pelo YouTube. Em especial pela presença ilustre do jornalista e escritor Sérgio Diniz, que vem acompanhando minha trajetória. Sorocaba é, agora e oficialmente, o meu lar e a minha inspiração,” declarou Priscila Mancussi.

​Com a galeria repleta de amigos, familiares e membros do coletivo Café & Arte em Movimento, a Sessão Solene reafirmou o papel de Priscila como uma ponte essencial entre a educação pública e a produção artística independente em Sorocaba.

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Dia do Jornalista

Denise Canova: Poema ‘Dia do Jornalista’

Denise Canova
Denise Canova
Imagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69d57c76-7b34-83e9-8316-3c175556f72b

Dia do Jornalista

Porta- voz da informação

Jornalista

A voz do mundo

Parabéns a todos.

Dama da Poesia

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Homenagem à mulher

Augusto Damas: Crônica ‘Homenagem à mulher’

Augusto Damas
Augusto Damas
Imagem gerada por IA do Grok – https://grok.com/imagine/post/2bea912f-e263-4d3f-ab65-f6bcf02ffd94

Não há razão para que o dia de hoje passe sem que se exalte a grandeza da mulher. Celebrar sua presença no mundo é, antes de tudo, um gesto de coerência e de reconhecimento. A mulher não é apenas parte da história humana — ela é, em muitos aspectos, o próprio caminho pelo qual a história se torna possível.

Na tradição cristã, acredita-se que, no princípio da humanidade, ecoou uma ordem divina: “multiplicai-vos e enchei a Terra.” Nessa missão sagrada de continuidade da vida, a mulher ocupa um lugar essencial, como guardiã do mistério da existência e da renovação das gerações.

Reconhecer as virtudes da mulher é também reconhecer a nossa própria origem. Cada ser humano que caminha sobre a Terra traz em sua história o primeiro abrigo do amor: o ventre de uma mulher. Assim se revela uma verdade simples e profunda — somos todos filhos de uma mulher.

Mesmo aquela que, por circunstâncias da vida, não venha a experimentar a maternidade, jamais deixa de carregar consigo esse elo primordial, pois também ela nasceu do cuidado e da esperança de outra mulher. Nesse laço silencioso e eterno repousa um dos fundamentos mais belos da condição humana.

Quando olhamos para o mundo sob as lentes da antropologia, da cultura, da ciência, da política e das artes, percebemos que a presença feminina não é apenas participação: é inspiração, é sensibilidade, é inteligência que molda caminhos e constrói futuros.

Pode haver vozes dissonantes ou ideias inflamadas que tentem diminuir esse papel. Contudo, tais discursos dificilmente resistem a uma reflexão honesta. A própria dinâmica da vida e da sociedade testemunha a interdependência entre homens e mulheres na construção da civilização.

A voz da demografia, silenciosa e firme, lembra-nos de que a continuidade da humanidade depende desse equilíbrio sagrado entre as forças da criação. A mulher, nesse contexto, permanece como símbolo de origem, de esperança e de permanência.

Por isso, em 8 de março, não celebramos apenas uma data do calendário. Celebramos um princípio da própria vida. Renovamos nossas felicitações a todas as mulheres do mundo — pela ternura que inspira, pela coragem que sustenta e pela beleza de sua existência na história humana. Porque, em última análise, celebrar a mulher é celebrar a própria vida.

Augusto Damas

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A grandeza de ser mulher

Ella Dominici: ‘A grandeza de ser mulher’

Ella Dominici
Ella Dominici
Imagem criada por IA do ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69ab0072-dde8-832e-b512-f840387fe76b

“Uma mulher que conhece a própria profundidade
pode vergar sob o mundo, mas nunca perder a estatura”

“Marina Silva não é apenas uma biografia política; ela é uma força da natureza que aprendeu a ler a terra antes de decifrar o alfabeto. Sua trajetória é um épico brasileiro, escrito com o barro do Acre e a resiliência de quem venceu a fome e a doença para se tornar a voz mais potente da ecologia global.
Um olhar sobre essa jornada se abre! Para a mulher brasileira, Marina Silva é o símbolo da ascensão pela resistência.
Ela não chegou ao topo ‘apesar’ de ser uma mulher negra, de origem humilde e seringueira, mas sim carregando esses mundos consigo.”

Junco e a Raiz

Do barro do Bapuri, a escrita se fez orvalho,
Não no papel, mas na pele, no corte, no galho.
A menina que vencia a febre com o olhar no poente,
Aprendeu que o destino é semente, e a fome, serpente.

A Tecelã do Chão e do Vento que uiva

Ela não herdou o cetro, mas a calosidade;
nasceu onde o mapa se apaga e a mata se impõe.
Menina de palha e de febre, que leu no orvalho
o que os doutores de pedra jamais saberão:
que a vida é um fio de água vencendo a montanha.

Para as mulheres deste solo de sol e de mágoa,
ela é o espelho de barro que não se estraçalha.
Não ensinou o grito que fere, mas o silêncio que ocupa,
a autoridade de quem sabe o nome de cada semente
e a urgência de quem pariu o amanhã no deserto.

Marina é o junco: o mistério de quem se inclina
para ouvir o que a terra confidencia à raiz.
Ela é a prova de que a delicadeza é um músculo,
e que o poder, quando puro, tem a cor do alecrim
e a teimosia das águas que voltam ao mar sem fim.

Verga o corpo franzino sob o vento que ruge e devora,
Mas a raiz é de ferro; ela planta o sol na aurora.
Não é o carvalho soberbo que estala na solidão,
Mestra das águas, tecelã de um amanhã urgente,
Marina Silva é a prova: a delicadeza é o pulso da mente.

Herança de fibra, de preta, de selva e de fé,
ela gravou na história o que o tempo não rasura:
que uma mulher que conhece a própria profundidade
pode vergar sob o mundo, mas nunca perder a estatura.

Ella Dominici

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