O jardim que me criou

Marilza Santos: Poema ‘O jardim que me criou’

Marilza Santos
Marilza Santos
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Se Deus é o Criador, fonte de toda luz,
As mães, cocriadoras, seguem a cruz.
‘Mãe’ é palavra de poder e decisão:
Pode gerar vida ou quebrantar o coração.

Mãe Jasmim, de pureza e espiritualidade,
Com leveza e beleza, em sua totalidade.
Violetas, humildes, modestas, suaves,
Guardam a alma com gestos amáveis.

Mães Orquídeas azuis, raras, elegantes,
Simbolizam respeito em gestos constantes.
Mães Lótus, do Oriente, resilientes,
Superam o mundo, serenas e crentes.

Mães Lavandas que acalmam, harmonizam, curam,
Em momentos diários, as dores depuram.
Girassóis, com lealdade e admiração,
Mesmo em erro, ilumina o coração.

Rosas vermelhas, amarelas, azuis ou lilás,
Botões ou abertas toda mãe é paz.
Morena, negra, branca ou amarelas,
Despetalando ou colorindo como aquarela,

Todas são mães, reflexo do criador.
De um Deus apaixonado, se doando por amor
Cocriadoras com amor que conduz.
Colecionando alegrias e tristezas, carregando a cruz.

Mãe Amor-perfeito, ao entardecer, memórias de você
Entre todas as flores que admirei.
Foste tu mãezinha, flor sem igual,
Na glória repousa, com a Mãe celestial.

Marilza Santos

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Onde o amor faz morada

Marli Freitas: Poema ‘Onde o amor faz morada’

Marli Freitas
Marli Freitas
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Onde o amor faz morada
É impossível a vontade de odiar.
Nascido Michael King Jr, um erro
Corrigido mais tarde pelo pai,
Pastor da Batista Ebenézer, que
O nomeou Martin Luther King Jr.

Passou a infância ouvindo histórias
Bíblicas e recitando versículos.
Muito cedo já demonstrava sua
Peculiaridade de resistência, mas,
Ao ser privado de conviver com seu
Melhor amigo branco, sentiu a dor…

De conhecer a história dramática em
Que os negros foram e continuavam
Submetidos à segregação racial nos
Estados Unidos. Golpe que poderia
Ter corrompido a sua honra, não fosse
Uma boa estrutura baseada na fé cristã.

Desde então compreendeu que devia
Ser resiliente o bastante para argumentar
Sobre o óbvio – somos todos filhos do
Mesmo Pai, portanto somos irmãos
Em Cristo, e passou a adotar como
Princípio para si e para todos…

A não violência como bandeira
De luta a favor dos direitos civis
Iguais, sem diferença de cor ou
Gênero. Adotou para si os passos
Do pai e acabou por graduar-se
Com um bacharelado em divindade…

E um PhD com uma dissertação intitulada
“Uma comparação dos Conceitos de Deus”.
Foi consignado pastor da Dexter Avenue
Baptist Church, Montegomery – Alabama,
Passando a discursar e intervir à frente da
SCLC – Conferência da Liderança Cristã do Sul.

Durante suas participações em protestos,
Foi preso vinte e nove vezes, se negando
A pagar fiança em nome das injustiças sociais
E, quando questionado, mantinha firmes os
Princípios, pois para ele “a crise sobre o racismo
Era urgente e o sistema entrincheirado”.

King sonhou e acreditou que a liberdade
Precisava ser exigida pelo oprimido e, aos pés
Do Memorial Lincoln, ditou o seu mais
Famoso discurso: “Eu tenho um sonho (…)
Nossos filhos não serão julgados pela cor da
Sua pele, mas pelo conteúdo de seu caráter (…)”.

Foi digno de receber, em 1964, o Prêmio Nobel
Da Paz por combater o racismo nos Estados
Unidos e ser um exemplo da resistência
Não violenta, deixando um legado na
História e honrado com as homenagens
Dignas de Guardião da Justiça Social.

Marli Freitas

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Dia da Marinha Portuguesa

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

’20 de maio. Dia da Marinha Portuguesa.
Altruísmo e espírito de missão

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
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Servir na Armada Portuguesa, de facto, não era para qualquer pessoa.

Esta circunstância alimentou, e reforçou a autoestima de um jovem humilde, pobre, mas que não virou as costas a um sonho, lutou, correu atrás dele e venceu, sempre convicto de que seria capaz de atingir este primeiro desiderato na sua vida, foi um pouco como refere o adágio popular: “O homem sonha; Deus quer e a obra nasce”, neste caso, o projeto, concretiza-se. 

Um de Abril de mil novecentos e sessenta e seis, data histórica, que prevalece na memória de um cidadão, hoje, pai e avô, que continua a orgulhar-se do privilégio de ter servido na Armada Portuguesa, com total empenho, desvanecimento incontido e, acima de tudo, um grande respeito pelos valores que continuam a orientar todas as pessoas, nas diversas especialidades, com as diferentes patentes e motivações, que excedem todas as expetativas, continuam a “Amar” a nossa Armada.

O lema que continua a orientar a vida deste cidadão: “A Pátria Honrae que a Pátria vos Contempla”. 

A escolha, feita há sessenta anos, considera-a, ainda hoje, como sempre, a mais acertada, isto é: “servir a Armada Portuguesa, foi a forma que considerou a mais abnegada, de amar o seu país”, nada pedindo, então, em troca.

No dia um de Abril de mil novecentos e sessenta e seis (que não foi nenhuma mentira), aquele jovem sonhador apresentava-se no Corpo de Marinheiros no Alfeite, onde adquiriria todo o fardamento necessário, para, de imediato, e ainda no mesmo dia, receber a respetiva “Guia de Marcha” e dirigir-se para o Grupo Número Um de Escolas da Armada, em Vila Franca de Xira, onde se processaria a preparação militar dos mancebos, e também dos recrutas, que se prolongou até quinze de Julho DE MIL NOVECENTOS E SESSENTA E SEIS, data do “Juramento de Bandeira”, a que correspondia o fim da recruta.

O contingente de abril de mil novecentos e sessenta e seis era composto por mais de mil homens: cerca de quinhentos e cinquenta, mancebos voluntários, com dezassete/dezoito anos; os restantes, jovens recrutados na idade normal para o serviço militar, com vinte/vinte e um anos de idade.

Na época, cumprir o serviço militar na Armada Portuguesa, como de resto, nos restantes ramos das Forças Armadas, era, naturalmente, uma imposição que pendia sobre todos os jovens Portugueses, todavia, existia a outra alternativa, que já foi identificada: a emigração que, até ao vinte e cinco de abril de mil novecentos e setenta e quatro, era feita sob a “capa” da clandestinidade, com imensos riscos, incluindo perigo de vida, para os Portugueses que optavam por sair do país.

O cumprimento do serviço militar na Armada Portuguesa constituía e, continua a ser, uma incomparável “Escola de Vida Excecional”. Aqui se cultivavam os valores da solidariedade, da camaradagem, da lealdade, do humanismo, do respeito, da tolerância, da compreensão, da disciplina e da entreajuda; nela, na Armada, se cumprem: com rigor, profissionalismo e atualização, as diversas funções que cabem a cada mulher e a cada homem; neste ramo das Forças Armadas o “espírito de missão”, o altruísmo com que se realizam as gratificantes tarefas, por mais “penosas” que possam parecer, é uma constante e uma honra.

A Pátria honrae que a Pátria vos Contempla”. 

E não há que ter complexos ao se escrever, e/ou pronunciar a palavra “Pátria”, porque ela significa o Território, a Língua, a História, a Cultura, com as suas tradições, usos e costumes, os objetivos, enfim um Destino comum. 

Tudo isto se defende no serviço militar, em geral e na Armada em particular.

É muito importante, para a formação da pessoa, verdadeiramente humana, que, as/os jovens Portugueses, cumpram um período, ainda que de alguns meses, de serviço militar, mesmo que seja em regime de voluntariado, sem prejuízo das suas atividades profissionais, pelo menos em tempo de paz, porque não há melhor escola na vida, do que tudo o que se aprende na Escola Militar.

Venade/Caminha – Portugal, 2026

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

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O poema que não será escrito

Augusto Damas: ‘O poema que não será escrito’

Augusto Damas
Augusto Damas
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O amor é muitas vezes descrito
Por flores e lindas canções,
Por inesperados presentes,
Por gestos de carinho e devoção.
É visto nos cuidados singelos,
No apoio silencioso das horas difíceis,
Na companhia afável que consola a alma,
No abraço sincero que afasta os abismos.
Há amores que cabem em palavras,
Em versos, livros e declarações,
Mas existe um sentimento tão profundo
Que transcende todas as explicações.
Um beijo de amizade verdadeira,
Um olhar que acolhe sem julgar,
Um sentimento que não precisa de voz,
Pois apenas o coração consegue escutar.
É um poema apenas sentido,
Jamais plenamente escrito ou traduzido,
Porque certas formas de amor
Pertencem ao eterno e ao divino.
Um amor que vive acima das dores,
Das distâncias e das imperfeições humanas,
Um amor que somente abaixo de Deus
Habita a grandeza da alma humana.
O amor de mãe.

Augusto Damas

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Atenção, verbonautas e barcófilos!!!

Pietro Costa: ‘Atenção, verbonautas e barcófilos!!!

Pietro Costa
Pietro Costa
Card sobre o Dia Mundial do Livro

Hoje, 23 DE ABRIL — DIA MUNDIAL DO LIVRO, data na qual redijo este texto para minha coluna no apreciado Jornal ROL, quero enaltecer não apenas o livro enquanto objeto, mas como experiência viva, ou seja, enquanto porto, bússola e travessia.

Em cada página aberta, uma possibilidade de sentir mais, pensar melhor, existir com mais densidade.

E é nesse horizonte que nasce O Barco e o Verbo: 10 Anos de Travessia Literária: uma obra que não se limita à leitura, mas convida ao mergulho.

⛵ São 10 anos navegando entre palavras e sentidos.

⛵ 10 anos transformando linguagem em presença.

⛵ 10 anos provando que o verbo, quando vivido, move destinos.

O poema “Livro Aberto”, que integra essa travessia, nos lembra: um livro não é apenas papel. Muito mais palpável que isso! É também pulsação, vento, sinapse, ruptura!!!

E talvez o maior risco… seja deixá-lo fechado.

📖 Hoje, abra um livro. Mas, sobretudo, permita que ele abra você.

💬 E me diga:
qual livro já mudou o rumo da sua história?

🔁 Compartilhe com quem também navega pelas palavras.

🏷️ Marque um leitor que não pode ficar à deriva.

Pietro Costa

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Inconfidência Mineira

Marli Freitas: Poema ‘Inconfidência Mineira’

Marli Freitas
Marli Freitas
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Enfim, o cobiçado ouro reluziu e Vila Rica (Ouro Preto)

Se transformou no centro econômico da América Portuguesa.

A colônia prosperou e em torno das minas o luxo imperou.

De pedras trabalhadas, as ruas foram pavimentadas.

Intelectuais se destacaram e adornos sacros brilharam como a luz solar.

Em dias de festas, as roupas alvas dos escravos contrastavam

Com a pele negra e convergiam com o poder dos senhores das minas,

E, com a receita aumentada, foi preciso o ouro fundir para com o ilícito não se confundir.

Iludidos com a prosperidade, não contaram com a finitude da riqueza mineral.

Após a euforia inicial, cresceram as desconfianças e nasceram medidas de severidade.

A cobrança foi estabelecida por posse de escravo, e, não contente,

Com o declínio da produção aurífera, foi estabelecida uma cota a ser paga anualmente

E, caso o valor não fosse atingido, lançariam mão da derrama

E uma contribuição coletiva deveria cobrir, o dito, prejuízo e fortalecer o leão.

Golpeada, a classe abastada, começa a conspirar. Entre tantos,

Destacou-se Joaquim José da Silva Xavier, ‘O Tiradentes’.

O alferes com grande poder de persuasão e ideais nobres de estabelecer

Um estado independente na região das ‘Minas Gerais’;

Com ideias iluministas ainda inocentes no contexto da escravidão.

Com tudo acertado, a revolta eclodiria no dia da ‘Derrama’.

Os ‘Inconfidentes’ viram seus planos fracassarem diante da traição

De Joaquim Silvério dos Reis, que entregou os ‘Conspiradores’ e garantiu o seu perdão.

Realizou-se a ‘Devassa’, os idealizadores foram presos e enviados ao Rio de Janeiro.

Todos se declararam inocentes, enquanto ‘Tiradentes’ assumiu com bravura

O lema da resistência mineira, ‘LIBERTAS QUAE SERA TAMEN’ (expressão do latim)

‘LIBERDADE AINDA QUE TARDIA’. Enforcado e esquartejado, tronco enterrado

Como indigente, membros salgados e expostos com estratégia pelo caminho

Das ‘Minas Gerais’, de cabeça pendurada de frente para o ‘Palácio do Governo’,

Em Vila Rica (Ouro Preto), dissuadindo qualquer questionamento

Do poder da ‘Metrópole’ e ‘Tiradentes’, símbolo máximo da resistência mineira,

Precursor da liberdade, mais tarde, alçado pela República Brasileira

‘O Mártir da Independência do Brasil’!

Marli Freitas

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Dia do Índio

Denise Canova: Poema ‘Dia do Índio’

Denise Canova
Denise Canova
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Dia do Índio

Povo forte

De costumes profundos

Índios

Pais e filhos

Essência do Brasil.

Denise Canova

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