Estudo de caso

Cláudia Lundgren

‘Estudo de caso: a importância do treino da capoeira na evolução de Alice, autista nível 1 de suporte’

Claudia
Claudia Lundgren
Card da 4ª Copa REgiangola de Capoeira - Nova Friburgo (RJ)
Card da 4ª Copa REgiangola de Capoeira – Nova Friburgo (RJ)

A criança autista sempre será uma
criança autista, porém, se cair nas mãos certas,
ela pode desenvolver, e muito.

1 – O Transtorno do Espectro Autista e  seus diferentes
níveis de suporte

De acordo com o DSM-5 TR (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), revisado em 2022, o Transtorno do Espectro Autista (TEA), é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por dificuldades persistentes na comunicação e interação social, associadas a padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades

Neste manual, estão descritos quais os níveis de suporte do autismo, que significam o quanto de apoio a pessoa necessita em tarefas do dia-a-dia, principalmente no que diz respeito à comunicação/interação social e aos comportamentos restritos/repetitivos. São eles:

Nível 1 – requer suporte para realizar tarefas cotidianas, como socializar-se, lidar com seus comportamentos repetitivos, novas rotinas, com sua rigidez cognitiva, seletividade alimentar etc., no entanto o autista incluído neste nível apresenta uma certa independência.

Nível 2 – anteriormente conhecido como autismo moderado, autistas neste nível necessitam de suporte moderado. Alguns são não-verbais, podem necessitar de outros métodos de comunicação, apresentar dificuldades frequentes para realizarem suas atividades do dia-a-dia, como alimentar-se sozinhos, tomar banho, vestir-se. São mais rígidos cognitivamente, e devido a isso, sair da rotina para eles é muito sofrido. 

Nível 3 – neste grupo estão presentes os autistas clássicos, graves, severos, muitos com deficiência intelectual, alguns não-verbais, os que apresentam mais estereotipias, e que necessitam de suporte e assistência diária. São os mais facilmente diagnosticados pelos neurologistas. 

Para a população em geral, o autista clássico, ainda é, infelizmente, o estereótipo de uma pessoa autista. Os do nível 1, são os mais prejudicados, quase que invisíveis, pois necessitam igualmente de tratamento, e agora que estão surgindo profissionais com conhecimento suficientes para diagnosticá-los precocemente e encaminhá-los para as devidas terapias, que, quanto mais cedo iniciarem, mais funcional o autista pode tornar-se.

Lembrando que autismo não é doença; o cérebro apenas se forma de maneira diferente no ambiente uterino. Fazendo uma comparação, pensemos nos celulares com sistemas Android e iOS: tenho o meu Samsung, e minha irmã, o IPhone. O sistema operacional de cada um deles é diferente, mais ambos são smartphones.

As pessoas em geral possuem muita dúvida, e normalmente imaginam que suporte, para o autista, são somente as pessoas que o auxiliam em seu dia-a-dia, como mães, médicos, cuidadores especializados e professores, porém, podem configurar-se, por exemplo, em um abafador de ruídos, que pode ser utilizado em ambientes muito barulhentos, evitando que a pessoa tenha uma sobrecarga sensorial; em cartões, imagens plastificadas, pranchas de comunicação (contendo letras, símbolos, palavras, para que o indivíduo junte e forme frases) e na Tecnologia Assistiva, opções para que o autista não-verbal possa se comunicar; a arte, pela qual alguns autistas podem demonstrar melhor seus sentimentos; em terapias; adaptação e individualização em planos educacionais, como aplicação de avaliações orais para alunos que não escrevem, um AEE com especialistas no assunto; medicamentos e outros.

2 – Alice, autista nível 1 de suporte, diagnosticada aos 6 anos

Cada autista, assim como cada pessoa, é único; uns podem ter dificuldades em certas áreas; outros podem ‘tirá-las de letra’. Dentro do grupo dos autistas nível 1, por exemplo, uns podem saber amarrar seus sapatos e vestir suas roupas com facilidade; outros, poderão ser pobres na coordenação motora, porém, por sua vez, interagirem melhor com seus pares.

Alice, está menina linda da foto, é a minha neta primogênita. O meu bolinho de chuva açucarado, de tão doce que é. Ainda não perdeu o jeitinho de bebezinho. Sempre tivemos muita afinidade, amo sem medidas. Claro, já nasceu autista, porém, só percebi quando ela ingressou na creche-escola onde eu trabalhava, aos 2 anos, no maternal, que ela era diferente das outras crianças. Ela sentava quase sempre junto às professoras, demonstrando preferência por adultos, e dificilmente interagia com as crianças; o ‘dia do brinquedo’ era na sexta-feira, porém todos os dias ela levava sua pelúcia, pois assim, sentia-se mais segura. A professora chamava a turma para o café da manhã e ela só ia na hora dela; na rodinha de música, também. Ela tinha os seus momentos. Chegava na sala de aula não-verbal, e só falava na hora que queria. Sua linguagem estava em desenvolvimento para a idade, porém ela não impostava a voz; falava muito baixinho com as tias. Realizava todas as atividades propostas: desenho, pintura, blocos de montar, sabia pendurar sua mochila e pegar a agenda e sabia os nomes dos colegas. 

Alice era a aluna que toda professora queria: quietinha, empenhada, aprendeu cedo a usar o vaso sanitário. Sabia falar, sabia o significado da fala, mas sua comunicação era pobre. O dito ‘típico’, era ela se enturmar, tentar iniciar uma conversa, ir brincar se alguém chamasse… mas Alice era diferente. Eu comecei a desconfiar, mas ninguém a encaminhou, fiquei na minha também. Nos relatórios dela sempre estava a frase: “Possui dificuldade em interagir; dificuldade em desapegar do objeto de apoio (a pelúcia); tinha dificuldade em compartilhar brinquedos.”. Eu falei com minha filha, porém ela ficou aguardando o professor, a escola, se manifestar.

Alice formou-se na creche-escola e iniciou o pré-1 em uma outra instituição pública educacional. Somente no fim do ano, no último relatório, foi que a professora percebeu algo diferente e encaminhou-a para investigação neurológica. 

Entre nós, quando ela vinha na minha casa, assim que ela chegava, era não-verbal; entrava e ficava quieta. A gente já sabia que era assim, que na hora dela, era falaria. Antes, ela dormia na minha casa; agora só aceita dormir com a mãe. Antes, comia de tudo, mas começou a ficar seletiva. 

Chegou o dia em que minha filha a levou à neurologista infantil e especialista em TEA, dra. Gabriella Huber.  Após investigação, foi laudada como autista nível 1 de suporte. Começou a tomar uma medicação prescrita pela doutora, e, conforme os dias foram passando, os resultados foram percebidos.

Ela começou o pré-2 na Escola Municipal Sebastião Branco, em Teresópolis – RJ, onde residimos, já com seu laudo, e a professora Raquel Rocha, que possui conhecimento e vivência no assunto, a acolheu, a incluiu, disse que ela poderia. Hoje, Alice tem uma ‘melhor amiga’, a Rebeca, e alguns coleguinhas. 

A criança autista sempre será uma criança autista, porém, se cair nas mãos certas, ela pode desenvolver, e muito.

Ao meu ver, como professora de Educação Infantil aposentada e especialista em TEA, todas as professoras, cuidadoras, neurologistas e psiquiatras infantis deveriam dedicar mais seus estudos ao autismo, a fim de olharem as crianças com outros olhos, com outra percepção, de perceberem esse sutil ‘quê’ de diferença que existem no grupo nível 1, e saber como lidar. De cada 36 crianças que nascem no mundo, segundo a OMS, 1 é autista, e esse número tende a aumentar. Seria uma chuva de autistas? Não! Eles sempre existiram: os ditos associais, os esquisitos, os perfeccionistas, os ansiosos, os sinceros, os verdadeiros, os tímidos do fundo da sala, os rígidos (os populares ‘cabeças-duras’), os sensíveis, os mais puros. O que faltava era o conhecimento. É preciso conhecer, pois autista não tem cara, e muitos adultos estão aí, com seus diagnósticos tardios, cheios de comorbidades, pois não passaram pelas terapias, que felizmente, as crianças de hoje passam.

3 – O treino da capoeira como terapia alternativa
no tratamento da Alice

Enquanto aguarda as terapias na rede pública de saúde minha filha teve a excelente ideia de inscrever seus dois filhos mais velhos, Apollo e Alice, no Projeto Acolhidos, que oferece a capoeira, jiu-jitsu etc., de forma gratuita. 

Aos queridos leitores, venho dizer que relato um estudo de caso verídico e pessoal, específico, que deu muito certo para minha neta Alice. Creio que, para muitos autistas nível 1 pode ser muito positivo também. Mas conforme já escrevi em linhas acima, cada autista é único.

Observei muita evolução, determinação e força de vontade na Alice no treino da capoeira. Como atleta. Como pessoa. Ela quer vencer, e essa característica a impulsiona. Porém, certamente isto se deve a dedicação, à didática com a criança autista, à paciência. A equipe Regiangola de capoeira, sobre a liderança do mestre Sorriso, certamente soube fazer com que Alice permanecesse no esporte.

Alice aprecia muito ter como par, ao jogar capoeira, seu irmão Apollo; eles são extremamente amigos e ela se apoia muito nele. Porém, neste jogo, o par troca-se constantemente. Essa interação, ainda que em silêncio, com outras crianças, meninos ou meninas, é muito importante para o aluno autista. Representa superar-se a si mesmo, redundância sim! E com certeza teve alguém por trás que trabalhou na cabecinha da Alice, que a estimulou a ir além, com sabedoria.

Jogar capoeira trabalha o equilíbrio, a coordenação motora, a saúde corporal, como todo esporte, a superação do medo de realizar certos movimentos, importantíssimo para certos autistas.

Na capoeira há regras a serem seguidas. Alice possui rigidez cognitiva, mas sabe que ali as coisas não acontecem do jeito que ela quer. Ela não gosta de nenhum tipo de sapato quando encontra-se em casa, ou na minha casa, mas também não fica descalça de jeito nenhum. A mãe comprou para ela andar, no dia-a-dia, meias antiderrapantes, porém, ali, no jogo, as meias teriam que ser tiradas, até porque ela poderia escorregar; mas veja, caros leitores, que em algumas imagens ela aparece de meias. Para o aluno autista tem que haver uma coisa chamada flexibilidade, fator importante para que ele não desista. Outra coisa interessante é que neste esporte, a oralidade também é trabalhada através do canto. Assisti ao vídeo do contramestre Carvoeiro ensinando e incentivando-a carinhosamente a cantar. Ela evitou o contato visual, normal entre autistas, mas cantou, encorajada também pelo irmão e pela mãe. 

Esta imagem muito me emocionou! Vale mais do que qualquer palavra! Ela vencendo seus limites advindos das dificuldade em interagir, em olhar nos olhos, porém, cantando. E atrás com certeza o coraçãozinho do seu irmão estava torcendo muito por ela.

É uma luta interior extrema, porque o autismo é interno.

Alice é competitiva, e joga com vontade de vencer. Ela terá que lidar com a frustração, que é muito difícil para um autista, pois nem sempre vencemos.

Na capoeira, Alice não somente joga, interage, aprende que há regras a ser obedecidas, trabalha a oralidade através da música, mas também toca instrumento, aprendendo ritmo, volume do som, coordenação, e isto é excelente para a criança autista. Ela sente-se verdadeiramente incluída, útil, importante. A equipe e o projeto estão de parabéns!

Aqui nesta imagem aparecem os irmãos Alice e Apollo em uma apresentação, juntamente com a professora Bonança, que também os treina.

4 – Considerações finais

Ressalto novamente a importância de se cair nas mãos certas. Nas mãos que acolhem, que encorajam; mãos carinhosas, mãos que também exortam, corrigem. O que funciona, aqui neste relato, é a junção destas mãos, que consistem na família, nos médicos, na escola, e aqui, no caso, no esporte, que envolve inúmeros componentes ajudadores no desenvolvimento da criança autista em questão. Acreditem nelas, e elas se sentirão autoconfiantes, e com certeza irão muito mais além. Deem a elas uma tarefa, e elas farão o seu melhor, a fim de não lhe decepcionar, e, de quebra, se sentirá parte integrante do grupo. Ela não é menor por ser autista, somente diferente; e poderá lhe surpreender.

Cláudia Lundgren

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Venha fazer parte da ALSPA!

Venha imortalizar sua trajetória em uma academia que valoriza o passado, celebra o presente e constrói um futuro inclusivo e universal

Logo da Academia de Letras de São Pedro da Alceia - Alspa
Logo da Academia de Letras de São Pedro da Alceia – Alspa

É com imenso entusiasmo que a Academia de Letras de São Pedro da Aldeia (ALSPA) abre suas portas e convida artistas, escritores e entusiastas da cultura para fazerem parte de uma jornada literária sem fronteiras. Mais do que uma instituição, somos um farol de integração que conecta o talento brasileiro ao mundo, unindo vozes que ecoam por todas as regiões do Brasil, cruzam o oceano rumo a toda a África Lusófona e se fazem presentes em 15 países.

​Nossa constelação de imortais orgulha-se de abrigar ícones que moldaram a nossa identidade cultural e social, como a ex-ministra Luislinda Valois, as brilhantes atrizes Fernanda Montenegro e Ítala Nandi, o mestre da Bossa Nova Roberto Menescal, e a guardiã de um legado histórico, Zuleica Tani, tataraneta de Monteiro Lobato.

​Na ALSPA, a excelência caminha de mãos dadas com a humanidade. Somos pioneiros na inclusão ativa, celebrando com honra escritores do espectro autista em nossos quadros e promovendo campanhas beneficentes que transformam a literatura em ação social. Nosso compromisso com o conhecimento é global: realizamos intercâmbios culturais de alto impacto com instituições de prestígio, como a Universidade de Rovuma (Moçambique) e a City University of New York (CUNY).

​Demos um passo histórico ao sermos a primeira instituição a traduzir um livro de poesias do português para a língua Emakhuwa, reafirmando nosso papel como pontes entre culturas e guardiões da diversidade linguística.

Venha imortalizar sua trajetória em uma academia que valoriza o passado, celebra o presente e constrói um futuro inclusivo e universal.

SAIBA COMO FAZER PARTE:

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Meu amigo Du

O poder da amizade que ensina a incluir

Meu amigo Du
Meu amigo Du

Em um mundo onde a empatia ainda precisa ser aprendida, a professora e escritora Simone Wernek Anselme encontrou nos livros infantis um jeito doce e transformador de ensinar sobre o que realmente importa: o respeito às diferenças.

Aos 50 anos, Simone, pós-graduada em Língua Portuguesa e professora de Inglês, descobriu sua paixão pela literatura infantil depois do nascimento do filho, Heitor, aos 43 anos.

Simone Wenek Anselme

“Ele é minha maior inspiração e também meu interlocutor nas histórias”, conta.

Depois da estreia com “Nosso planeta está em perigo. A Terra precisa de ajuda. Vamos juntos?”, publicado pela editora Asinha, a autora lança agora seu segundo livro: “Meu Amigo Du”, uma obra infantojuvenil que fala de autismo, amizade e inclusão com sensibilidade e leveza.

A ideia do livro nasceu da convivência de Simone com alunos neurodivergentes e da amizade entre Heitor e um colega autista.

Dessa experiência, surgiu uma história emocionante sobre como as diferenças podem unir e ensinar.

“Quis mostrar que a inclusão começa nos pequenos gestos, no olhar e na escuta. É na convivência que nasce o respeito”, afirma a autora.

Com uma linguagem acessível e envolvente, “Meu Amigo Du” propõe uma reflexão importante para pais, educadores e crianças: todos têm o direito de pertencer, de serem vistos e compreendidos.

Mais do que um livro, é um convite à empatia, à aceitação e à amizade verdadeira, valores que, quando ensinados na infância, têm o poder de mudar o mundo. 🌈

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MEU AMIGO DU

SINOPSE

Meu amigo Du, é uma história emocionante e cativante, protagonizada por Heitor, um menino que descobre o real sentido de uma amizade pura e verdadeira.

Contrariando todas as negativas, Heitor conquista a confiança de Du, seu recém-chegado amigo de turma.

Mesmo sendo apenas um menino de 5 anos, Heitor nos mostra a importância da inclusão, do companheirismo e respeito às diferenças entre as relações de amizade.

Uma história inspiradora que nos faz refletir e entender que o amor é compreensivo e tudo supera.

Uma história para ser lida por crianças e adultos.

Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube

OBRAS DA AUTORA

Nosso planeta está em perigo: a Terra precisa de ajuda!Vamos juntos?
Nosso planeta está…

Meu amigo Du
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Mi amigo Du
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My friend Du
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Diana Scarpine

Histórias que iluminam com representatividade e amor

O menino que amava do sol
O menino que amava o sol

Adriana Silva Barbosa, mais conhecida pelo pseudônimo Diana Scarpine, nasceu em Jequié-BA e transformou sua paixão pela literatura em um verdadeiro instrumento de inclusão.

Escritora com deficiência física, descobriu nas palavras um espaço de pertencimento já aos treze anos, quando não se via representada nos livros que lia.

Com formação em Ciências Biológicas, mestrado em Enfermagem e Saúde pela UESB e doutorado em Política Científica e Tecnológica pela Unicamp, sempre trouxe em sua trajetória acadêmica pesquisas ligadas à deficiência.

Como professora e analista universitária, acumulou saberes que hoje se refletem em cada página de suas obras.

Autora de romances marcantes como O Passado entre Nós, Uma Chance para Recomeçar e As lembranças em nós, além de contos e poesias, Diana também encanta o público infantil.

Seu livro O menino que amava o sol nasceu de uma vivência íntima e amorosa: a relação com seu filho, diagnosticado com autismo nível 1 de suporte.

Foi ele quem inspirou a história, escrita inicialmente para acolhê-lo em um momento difícil.

O menino chorava por não poder brincar no parquinho em um dia de chuva, e das lágrimas surgiu a narrativa que o fez se sentir representado e amado.

A publicação só veio anos depois,, graças ao apoio da Lei Paulo Gustavo, mas hoje emociona crianças e adultos, trazendo a mensagem de que todos merecem se ver refletidos nas histórias.

Integrante do coletivo Escreviventes e membro fundadora da Academia de Letras de Indaiatuba ALI, Diana carrega em sua escrita não apenas a beleza da ficção, mas também o compromisso de dar voz e visibilidade às pessoas com deficiência.

Em cada livro, aborda com delicadeza e coragem temas como capacitismo, acessibilidade, inclusão social, autoaceitação e até mesmo relacionamentos amorosos.

Com humor, sensibilidade e muita humanidade, Diana mostra que literatura também é caminho de transformação.

Suas histórias não são apenas contadas: elas acolhem, inspiram e abrem espaço para que todos possam brilhar sob o seu próprio sol.

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O MENINO QUE AMAVA O SOL

SINOPSE

Pedro é um menino com transtorno do espectro autista, que ama dias ensolarados e cheios de brincadeiras, mas nem todo o dia é de sol.

Para ele, os dias nublados e chuvosos não têm graça, pois não dá para brincar.

Mas será que a chuva e os dias nublados são ruins?

Será que não podem ser divertidos?

Em sua jornada para compreender que a chuva é tão importante quanto o sol, Pedro aprenderá sobre os dias, as noites e as estações do ano, descobrirá a importância da água e perceberá que é possível, sim, brincar em dias de chuva.

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O passado entre nós
O passado entre nós

Uma chance para recomeçar
Uma chance para recomeçar

As lágrimas eme seus olhos
As lágrimas em seus olhos

O menino que amava o sol
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Elizabeth Deschauer

Transformou a dor em palavras e espalha esperança através da literatura infantil

Elizabeth Deschauer
Elizabeth Deschauer

Aos 46 anos, a pedagoga e neuroeducadora Elizabeth Deschauer carrega em sua trajetória uma história de amor, superação e delicadeza.

Natural de Osasco, viveu quase dez anos em Portugal, país onde a escrita se tornou refúgio e, mais tarde, missão.

Foi a partir do nascimento de seu filho do meio, diagnosticado com uma doença rara: acidemia metilmalônica e homocistinúria , que Elizabeth decidiu dedicar-se integralmente à maternidade e à busca por qualidade de vida.

Em 2015, a família se mudou para Portugal, onde havia um centro de referência para o tratamento da condição.

Em meio à saudade e ao turbilhão emocional, encontrou na escrita uma forma de acolher a própria dor.

Criou um blog e passou a escrever sobre a vida, as relações humanas e as emoções que permeiam o cotidiano.

Dessa experiência nasceu seu primeiro livro infantil.

Desde então, Elizabeth segue encantando leitores com histórias que falam ao coração, sempre com o objetivo de espalhar esperança e despertar o gosto pela leitura desde a infância.

Entre suas obras, “As Inseparáveis Chuteiras do André” se destaca pela sensibilidade: foi escrita especialmente para ajudar seu filho autista a compreender a importância de comer sentado.

Através de uma narrativa divertida e afetuosa, o livro prende a atenção das crianças ao mesmo tempo em que reforça valores como atenção plena e o carinho entre gerações, retratado na bela relação entre André e seu avô.

Outro título marcante é “Mira, a Cadela que Nasceu para Amar”, inspirado no universo dos cães de assistência.

A obra, leve e lúdica, convida as crianças a refletirem sobre inclusão, respeito e o papel transformador desses animais na vida de tantas pessoas.

Mais do que escrever livros, Elizabeth Deschauer escreve com o coração.

Suas histórias são janelas para a empatia e o acolhimento, sementes plantadas com amor para florescerem na alma de cada leitor.

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AS INSEPARÁVEIS CHUTEIRAS DO ANDRÉ

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Quando André recebe um par de chuteiras de seu avô, sua vida muda completamente.

Será que as chuteiras têm poderes mágicos, ou é o próprio menino que se sente invencível ao calçar suas inseparáveis amigas?

Independente disso, a verdade é que a vida do pequeno aspirante a jogador de futebol ficou de pernas para o ar com a chegada desse presente, colocando sua possível carreira futebolística em risco.

Essa é uma história imperdível para todos que adoram futebol e acreditam que, com determinação e apoio, qualquer sonho pode se tornar realidade.

Um livro para reforçar a importância dos laços de família que não se apagam com o tempo.

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MIRA, A CADELA QUE NASCEU PARA AMAR

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Mira, a cadela que nasceu para amar é um ivro indicado para toda a família.

Uma história que encantar e traz esperança. Inspirada em fatos reais, a trama leva o leitor a conhecer o trabalho dos cães de assistência.

Além de fomentar a empatia e a inclusão.

Mira é uma cadela serm raça que quer ser cão de assistênica, na sua jornada ela conhece o Victor, uma criança autista, que quase não sai de casa com medo de barulho.

Será que ela vai conseguir ajudar o menino?

Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube

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As inseparáveis chuteiras do André
As inseparáveis chuteiras do André

Mira, a cadela que nasceu para amar
Mira, a cadela que nasceu para amar

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