Há ausências que não fazem barulho, mas ecoam… A cada nova edição do Jornal ROL, reencontro a alegria de ler textos que inspiram e de ver novos colegas enriquecendo esse espaço de reflexão e diálogo. Sinto satisfação a cada voz que chega, a cada olhar que amplia horizontes. Leio os textos, celebro a qualidade das reflexões, alegro-me com a chegada de novos colaboradores e percebo, com sincera admiração, um jornal cada vez mais plural e vivo. Mas, entre uma página e outra, também me visita um discreto incômodo: o da minha própria sazonalidade. Discretamente, entre uma leitura e outra, uma pergunta me acompanha: em que estação ficaram as minhas palavras?
Escrever como colunista nunca foi apenas produzir palavras; foi pertencer, participar e deixar, periodicamente, um fragmento de mim. Ser colunista nunca foi apenas publicar um texto. Era um compromisso silencioso com a escrita, um encontro periódico com leitores e leitoras que talvez eu nunca conhecesse, mas que, por alguns minutos, caminhavam comigo pelas linhas.
Talvez a escrita tenha mesmo esse poder: quando se afasta, não nos abandona. Apenas permanece em silêncio, aguardando o instante certo para voltar a florescer.
Há saudades que não se explicam. Apenas se revelam. A vida, por vezes, impõe seus ritmos, e a escrita também aprende a respeitar os intervalos. Ainda assim, confesso: minha sazonalidade me inquieta. Sinto falta da disciplina do pensamento que busca forma, da emoção que encontra morada nas palavras e da alegria serena de entregar um texto ao mundo.
Talvez escrever seja exatamente isso: um lugar para onde sempre voltamos. E, quando a saudade se transforma em palavra, já não estamos completamente ausentes. Estamos, aos poucos, reencontrando o caminho de casa…
Dorilda AlmeidaImagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/81857cb629a6832a?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
Quando nascem As flores A vida Fica mais colorida
Quando crescem Os medos A vida Fica menos saborosa
Sergio DinizImagem criada por IA do ChatGPT – https://chatgpt.com/c/699a5d58-795c-8332-948d-e58452c06fb5
As horas me chamam… O Pêndulo da Inspiração badala versos Versos divorciados de rimas. A Pena, embebida na seiva azul, Baila ao compasso de velha sonata Gemendo canções nostálgicas.
Poeta das horas silenciosas Sopro versos como infantes bolhas. Desnudo minh’alma das máculas vespertinas. Sou solitário poeta de seres encantados Solitária câmara desfilando formas. Criador e criatura, ao bafejo de sonhos.
Minha alma e minha Pena: A nudez de meus versos se cobriu Das recatadas vestes do amanhecer. O poeta parte… derradeiro.
Soldado Wandalika Imagem criada por IA do Grok – 17 de setembro de 2025, às 15:15 PM
…Sobreviver aos caos da vida Permanecer inspirado para trilha Lutar sem perder a essência
Ser poeta Ser artista
Atravessar as circunstâncias Vencer a fome usando a escrita ou a voz em melodias Sobreviver as lutas Trabalhar o dia todo chegar tarde em casa Sentindo a exaustão Depois da janta vem o sono interpela a inspiração Levantar a alma inundar-se a cada composição
Ser poeta Ser artista
Levando levando Camuenho camuenho Caminhando devagar Orar a Nzambi até o sol raiar Conectar-me com minhas almas em mundos distintos Unir destinos viver pelo que se ama Falar para mudança Ser poeta Ser artista