É o destino

Uma leitura profunda do poema ‘É o destino’, onde a ausência do escritor se transforma em luz sobre o papel

Mustafa Al-Sumaidi
Mustafa Al-Sumaidi
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A tinta seca,
e o poema pende inacabado,
à espera de alcançar seu verso final.

Perdido em pensamentos,
a vela apaga
aquilo que comecei sem perceber.

Deixo o lugar por algum tempo;
o que ocupa minha mente
permanece sobre a mesa.

De volta, despojado de um pensamento —
uma vela extinta,
uma noite da qual emerge
uma página luminosa,
uma cadeira ainda não vazia de mim.

A página conhece minha mão,
mas não fui eu quem escreveu esta luz.

Que tinta foi a minha ausência?
Somente depois de terminar a pergunta
a página se abriu para uma noite
além do alcance da escrita.

Mustafa Abdulmalek Al-Sumaidi|

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A melhor coisa do mundo?

Denise Canova: Poema ‘A melhor coisa do mundo?’

Denise Canova
Denise Canova
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A melhor coisa do mundo?
É poetizar
É versar sobre as flores
Eu sei e você?
Não?
Vem comigo amor
Saberás e terás vontade de poetizar.

Dama da Poesia

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Todo azul

Denise Canova: Poema ‘Todo azul’

Denise Canova
Denise Canova
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Todo azul hoje é meu

Azul define quem eu sou e eu fico feliz

Eu sou inspiradora, eu quero inspirar pessoas

Para que não desistam de seus sonhos

Lutem e realizem.

Dama da Poesia

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Entre ausências e retornos

Adriana Rocha: ‘Entre ausências e retornos’

Adriana Rocha
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Há ausências que não fazem barulho, mas ecoam… A cada nova edição do Jornal ROL, reencontro a alegria de ler textos que inspiram e de ver novos colegas enriquecendo esse espaço de reflexão e diálogo. Sinto satisfação a cada voz que chega, a cada olhar que amplia horizontes.  Leio os textos, celebro a qualidade das reflexões, alegro-me com a chegada de novos colaboradores e percebo, com sincera admiração, um jornal cada vez mais plural e vivo. Mas, entre uma página e outra, também me visita um discreto incômodo: o da minha própria sazonalidade. Discretamente, entre uma leitura e outra, uma pergunta me acompanha: em que estação ficaram as minhas palavras?

Escrever como colunista nunca foi apenas produzir palavras; foi pertencer, participar e deixar, periodicamente, um fragmento de mim. Ser colunista nunca foi apenas publicar um texto. Era um compromisso silencioso com a escrita, um encontro periódico com leitores e leitoras que talvez eu nunca conhecesse, mas que, por alguns minutos, caminhavam comigo pelas linhas.

Talvez a escrita tenha mesmo esse poder: quando se afasta, não nos abandona. Apenas permanece em silêncio, aguardando o instante certo para voltar a florescer.

Há saudades que não se explicam. Apenas se revelam. A vida, por vezes, impõe seus ritmos, e a escrita também aprende a respeitar os intervalos. Ainda assim, confesso: minha sazonalidade me inquieta. Sinto falta da disciplina do pensamento que busca forma, da emoção que encontra morada nas palavras e da alegria serena de entregar um texto ao mundo.

Talvez escrever seja exatamente isso: um lugar para onde sempre voltamos. E, quando a saudade se transforma em palavra, já não estamos completamente ausentes. Estamos, aos poucos, reencontrando o caminho de casa…

Adriana Rocha

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O amor e a vida

Dorilda Almeida: Poema ‘O amor e a vida’

Dorilda Almeida
Dorilda Almeida
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Quando nascem
As flores
A vida
Fica mais colorida

Quando crescem
Os medos
A vida
Fica menos saborosa

Quando surge
O amor
A vida
É vida
De se viver.

Dorilda Almeida

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Nudez poética

Sergio Diniz da Costa: ‘Nudez poética’

Sergio Diniz
Sergio Diniz
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As horas me chamam…
O Pêndulo da Inspiração badala versos
Versos divorciados de rimas.
A Pena, embebida na seiva azul,
Baila ao compasso de velha sonata
Gemendo canções nostálgicas.

Poeta das horas silenciosas
Sopro versos como infantes bolhas.
Desnudo minh’alma das máculas vespertinas.
Sou solitário poeta de seres encantados
Solitária câmara desfilando formas.
Criador e criatura, ao bafejo de sonhos.

Minha alma e minha Pena:
A nudez de meus versos se cobriu
Das recatadas vestes do amanhecer.
O poeta parte… derradeiro.

Sergio Diniz da Costa

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Ser poeta

Ismaél Wandalika: Poema ‘Ser poeta’

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika
Imagem criada por IA do Grok - 17 de setembro de 2025, às 15:15 PM
Imagem criada por IA do Grok – 17 de setembro de 2025, às 15:15 PM

…Sobreviver aos caos da vida
Permanecer inspirado para trilha
Lutar sem perder a essência

Ser poeta
Ser artista

Atravessar as circunstâncias
Vencer a fome usando a escrita ou a voz em melodias
Sobreviver as lutas
Trabalhar o dia todo chegar tarde em casa
Sentindo a exaustão
Depois da janta vem o sono interpela a inspiração
Levantar a alma inundar-se a cada composição

Ser poeta
Ser artista

Levando levando
Camuenho camuenho
Caminhando devagar
Orar a Nzambi até o sol raiar
Conectar-me com minhas almas em mundos distintos
Unir destinos viver pelo que se ama
Falar para mudança
Ser poeta
Ser artista

Florescer
Viver
Morrer

Ser poeta
Ser artista

Artista 🎨👨‍🎤

Soldado Wandalika

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