O sétimo sinal

Ramos António Amine: Conto ‘O sétimo sinal’

Ramos António Amine
Ramos António Amine
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Após a fuga da aldeia com a brigada provincial e por recomendação do vigário, o carro da brigada foi conduzido até o mosteiro da capital provincial, onde o jovem foi acolhido no orfanato, enquanto aguardava os trâmites legais para a sua ida à capital do país, para frequentar o curso de Geologia, como prometido pelo vigário e confirmado pela brigada provincial.

Do outro lado do santuário, o vigário procurava formas discretas que lhe permitissem sair sem cruzar a mesma aldeia que quisera queimar vivo o jovem, pois seria ele o próximo alvo da fúria dos aldeões, por ter precipitado a saída do jovem da aldeia, quando este ainda tinha muito para dar.

Por isso, aguardava a noite.

Quando a noite chegou, disfarçado de motorista comum, o vigário colocou-se na viatura e dirigiu-se pela estrada que dava acesso à aldeia. Para sua surpresa, a aldeia estava totalmente calma, quase resignada consigo mesma. Nenhum dos seus habitantes se encontrava na estrada a vigiar os movimentos habituais. Este facto deixou o vigário incrédulo, pois não esperava tal situação, o que lhe permitiu atravessar a aldeia sem dificuldade, embora permanecesse atento a cada canto. Desconfiava sempre de possíveis ciladas por parte dos populares.

Na manhã seguinte, a aldeia descobriu que o vigário havia passado durante a noite e lamentou não tê-lo interceptado de dia, pois queria pedir desculpas pelo que acontecera ao jovem. Ainda assim, prometeu fazê-lo oportunamente, sendo aquela a única estrada de acesso ao santuário, por onde o vigário sempre passava.

No orfanato, o jovem não encontrava espaço para conversar com os outros miúdos ali acolhidos, não por preconceito das responsáveis do mosteiro, mas pela própria urgência da sua estadia. Ali, quase não havia tempo para conversas, todos estavam ocupados nos seus afazeres.

Apesar disso, observava os outros órfãos, marcados pela ausência de identidade e pela sede de futuro. Não via neles diferença essencial em relação a si. Apenas notava nos seus olhos um certo otimismo em relação ao presente e um automatismo nas suas acções, o que o distinguia, pois ele acreditava que cada um devia cultivar o seu próprio jardim, convicção que guardava desde a leitura de Cândido, de Voltaire.

Por outro lado, agradecia interiormente o cuidado das responsáveis do orfanato. Sem a sua abnegação, a rua teria sido o destino inevitável daqueles órfãos. Quis expressar a sua gratidão, mas encontrou barreiras, pois não era permitida qualquer aproximação, sobretudo de pessoas sem identidade definida, como ele. Ainda assim, guardou esse gesto consigo e prometeu fazê-lo oportunamente.

O mês foi passando.

Até que, certo dia, um dos comissionários do amparo da província, juntamente com o vigário, se fez presente na instituição. Após explicarem a razão da visita, informaram as responsáveis de que o jovem não ficaria ali de forma definitiva, pois tinha obtido a oportunidade de seguir para a capital do país para cursar Geologia, cumprindo-se assim a promessa feita pelas entidades envolvidas.

As responsáveis não resistiram. Além disso, o jovem não representava uma ligação afectiva forte para aquele lugar, que dependia sobretudo de crianças de presença recente e identidade em formação. Assim, assinaram os documentos que autorizavam a sua partida.

Porém, uma das funcionárias, a mais velha de todas, decidiu aproximar-se para se despedir do jovem. Esse gesto reabriu nele uma ferida que nunca cicatrizara: a memória da mãe e de um filho perdido há anos. No entanto, nem o jovem nem a funcionária sabiam que estavam diante de memórias vivas um do outro.

A mãe reconheceu o filho. O filho, porém, não a reconheceu. Ela ficou em choque, quase perdendo os sentidos ao ver o seu único filho transformado pelo tempo. Ainda assim, resistiu.

Decidiu revelar-se.

Mas não houve tempo.

A rotina da instituição não permitia conversas longas, e para evitar conflitos com as responsáveis, a mãe limitou-se a despedir-se do jovem, entregando-lhe um colar em formato de 7 e um papel com rabiscos apressados, onde se lia:

“Para trás, nunca, sob nenhum pretexto, pois o mundo está cheio de gente que te quer desviar do teu caminho.”

Assinado: a tua mãe.

A hora da saída para a capital já estava definida há muito. O jovem recebeu o colar e a carta, mas a sua atenção ficou presa noutro lugar. Afinal, precisava de se concentrar nos últimos dizeres vindos do vigário e dos comissionários do amparo.

Todo aquele tempo de espera permitira aos comissionários do amparo tratar de toda a documentação do jovem. Tinham prometido na aldeia, quando ele recebeu a confirmação da atribuição da oportunidade de estudos na capital, após ter respondido correctamente ao enigma elaborado pelo vigário.

Para além dos últimos dizeres, aquele momento serviu também para a entrega dos seus documentos, incluindo certificados que haviam sido esquecidos na quinta, quando da fuga da mãe e do menino. O jovem admirou-se da astúcia que levou os comissionários do amparo até à quinta dos ímpios, a ponto de tratarem de toda a documentação, sabendo que se tratava de um lugar de protecção reforçada. Ainda assim, não quis saber mais da quinta, como se pressentisse a morte do pai no garimpo daquela quinta, após ter encontrado algo de valor ímpar.

Enquanto isso, a mãe não tirava os olhos do jovem, culpando-se em silêncio por o ter deixado nas mãos do destino alheio. No entanto, nunca se culpava de ter fugido da quinta dos ímpios, decisão que os empurrou para caminhos diferentes. Dizia para consigo mesma que daria tudo para poder contornar o destino do filho. Porém, esse destino já estava traçado: curso de Geologia, na capital do país. Consciente disso, restava-lhe apenas manter-se serena e torcer pelo seu sucesso.

O jovem foi acompanhado até à terminal de transportes rodoviários da cidade, onde foi deixado sozinho para pernoitar e partir no dia seguinte. Da sua cidade para a capital, percorreria distâncias possíveis apenas com a coragem. A estrada principal não estava totalmente transitável, agravada pelo período de inverno, marcado por chuvas torrenciais e granizo.

A primeira tentação que o jovem enfrentou surgiu logo na terminal, onde, em plena noite sonolenta, sentiu que algo lhe era retirado por gente de má-fé. Era a sua pasta que, aos poucos, deixava de repousar como sua cabeceira e parecia querer ficar naquela cidade, como se os certificados vindos da quinta dos ímpios quisessem inviabilizar o seu destino. Mesmo assim, o jovem despertou a tempo e enfrentou os sem-vergonha, como se escutasse, dentro de si, as palavras ainda não lidas da carta da mãe. Apresentou-os imediatamente às autoridades da guarita e permaneceu vigilante.

Na hora de embarque, já na confusão da entrada da viatura, o jovem passou o teste da segunda tentação. Desta vez, quase perdeu o seu bilhete de passageiro, pressionado pelo fluxo desordenado de pessoas. Havia ali gente dura, marcada por uma vida que parecia não ter sido suficientemente amada pelo mundo. Ainda assim, recuperou o bilhete e seguiu viagem, guardando essa experiência consigo.

A viagem prosseguiu. Desamparado, o jovem foi-se perdendo em reflexões sobre a sua vida. Pela primeira vez, ninguém o incomodava, a não ser os rostos absortos e os companheiros de viagem isolados por ecrãs e auriculares.

Pensou que tudo na sua vida se encaixava: cada tragédia vivida preparava-o para uma etapa maior, até chegar ao ponto de se encontrar na viatura rumo à capital. Porém, por outro lado, sentia que o mundo à sua volta não era o melhor possível, daí que era imperioso começar a cultivar o seu próprio jardim.

Estas reflexões fortaleciam a sua determinação em prosseguir, apesar das estradas esburacadas e lamacentas. Só não entendia por que razão iria cursar Geologia, em detrimento de Filosofia, com a qual tivera contacto por meio de Cândido de Voltaire na quinta dos ímpios e, de A Rebelião das Massas, de Ortega y Gasset no santuário.

Até que o transporte parou em plena viagem, à procura de estratégias para escapar a um charco que se formara ao longo da estrada principal. O cenário chamou-lhe a atenção. Pensou, então, que a palavra Geologia, formada por “geo” (terra) e “logia” (estudo), poderia dar-lhe uma forma de compreender e talvez propor vias alternativas para o tráfego de pessoas e bens.

Depois de uma semana e meia de viagem, o jovem chegou à capital do país. Logo na descida, quis o destino que enfrentasse mais uma constatação dura: a existência de contentores de lixo espalhados, crianças desamparadas e, do outro lado da via, automóveis de luxo que passavam indiferentes. Notou também que, pela primeira vez, respirava um ar poluído, marcado por emissões que afectavam a camada de ozono.

Pela segunda vez, o jovem sentiu a razão de levar o curso de Geologia a sério. Porém, esse ânimo foi abafado ao recordar que, após o desembarque, cabia-lhe procurar a sua própria moradia.

Ramos António Amine

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Poetizo, logo vivo – XXXIV a XXXVI

Pietro Costa

Poetizo, logo vivo – Pensamentos XXXIV a XXXVI

Pietro Costa
Pietro Costa
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A poesia abriga todos os mundos possíveis, e os ainda passíveis de serem imaginados.

O sexismo tolhe o potencial da metade da população.

O racismo macula a história com a tinta da intolerância.

Pietro Costa

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Uma estranha no galinheiro

Clayton Alexandre Zocarato: ‘Uma estranha no galinheiro’

Clayton Alexandre Zocarato
Clayton A. Zocarato
Imagem criada por IA do Bing - 15 de maio de 2025,  às 17:30 PM
Imagem criada por IA do Bing – 15 de maio de 2025,
às 17:30 PM

Em um galinheiro qualquer, em torno de uma fazenda qualquer, comum a todas as outras, uma estranha ave adentra o recinto das galinhas.

Era muito grande para ser uma delas, e muito pequena para ser um avestruz.

Tinha um porte arquejante, pomposo e altivo.

As galinhas ficaram olhando curiosas ‘aquela’ estranha figura ‘bípede’ penosa, que adentrou em seu universo, mas não se atreveram a se pronunciar, ou fazer qualquer tipo de ruído.

A águia movimentou o pescoço para um lado, para o outro, e ficou ‘chocada’, com os olhares de julgamento recebido das galinhas.

O silêncio no galinheiro foi quebrado, com o bater de suas asas, que passou violentamente por entre a curta entrada detida entre o poleiro e o cocho de água, e que se perdeu no azul-celeste da madrugada.

Em terreiro que galinha cisca, águia não faz cria.

Clayton Alexandre Zocarato

Texto baseado no livro A águia e a Galinha, de Leonardo Boff, realizado na E. E. ‘Professor Mario Florence – Novo Horizonte – São Paulo, durante uma Orientação Técnica feita com professores da Sala de Leitura e Redação da Diretoria de Ensino de Catanduva–SP no dia 13/05/2025, sob supervisão da professora Aline Fernanda Lopes de Sousa.

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Ainda que…

José Antonio Torres: Poema ‘Ainda que…’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
"... não me permito ser contaminado pelo que representa as trevas..."
“… não me permito ser contaminado pelo que representa as trevas…”
Imagem criada pela IA do Bing

Ainda que as tormentas se abatam sobre mim;
Ainda que a escuridão tente ofuscar minha luz;
Ainda que a ingratidão me decepcione;
Ainda que a maldade e a violência caminhem pelo mundo;
Ainda que o próximo esteja distante;
Ainda que a prepotência e a arrogância insistam em se fazer presentes;
Ainda que a intolerância me afronte;
Ainda que a falsidade use a máscara da bondade;
Ainda que a estupidez dissemine conflitos;
Ainda que o descaso e a incompreensão se façam presentes;
Ainda que tudo pareça confluir para uma realidade degradante, onde a humanidade vai se deteriorando em si mesma;
Me recuso a ceder ao desânimo, procurando seguir imerso na luz.
Não me permito ser contaminado pelo que representa as trevas e me mantenho senhor do meu destino.

José Antonio Torres

Contatos com o autor

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O Ninho, um recado da raiz

Espetáculo inédito escrito e dirigido por Newton Moreno estreia no Sesc Bom Retiro dia 15 de março

Cena do espetáculo 'O ninho, um recado da raiz'
Cena do espetáculo ‘O ninho, um recado da raiz’
Fotos de Ronaldo Gutierrez

Com trilha sonora original de Zeca Baleiro, espetáculo é uma novela cênica sobre a intolerância e o ódio no canavial nordestino

A dolorosa procura de um jovem por descobrir suas origens e o passado de sua família é tema de O Ninho, um recado da raiz, com direção e dramaturgia do premiado Newton Moreno. O espetáculo estreia no dia 15 de março no Sesc Bom Retiro, onde segue em cartaz até 21 de abril, com apresentações às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h.

O trabalho ainda tem trilha sonora original de Zeca Baleiro, que também assina a direção musical ao lado de André Bedurê. Já o elenco traz Paulo de Pontes, Tay Lopes, Kátia Daher, Badu Morais, Rebeca Jamir Jorge de Paula. Em cena, também estão os músicos Bedurê Pablo Moura.

O projeto retoma a parceria de Moreno com o produtor Rodrigo Velloni, parceiros criativos na bem-sucedida montagem “As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão” (2019).

Escrita em 2009, O Ninho, um recado da raiz surgiu quando a Cia. Os Fofos Encenam estava pesquisando a civilização da cana-de-açúcar, o patriarcado feudalista da cana e a região da Zona da Mata, no Nordeste brasileiro, para a criação da peça “Memória da Cana”. Na época, o texto seria usado para compor um dos movimentos de outro espetáculo do grupo, “Terra de Santo”, que foi encenado na sequência.

“Nas minhas pesquisas, acabei descobrindo uma célula nazista, localizada em uma cidade perto de Recife. Lá, havia uma grande empresa de uma família poderosa chamada Lundgren, que é importantíssima para a história da cidade e apoiou alguns nazistas que vieram para cá. Encontrei no Arquivo Público do Estado de Pernambuco uma série de documentos registrando os encontros dessas pessoas com espiões alemães e até reuniões do partido nazista. Tive acesso ao trabalho de pesquisadores e ao livro de uma amiga, Susan Lewis, sobre essa presença dos nazistas no Brasil e nas Américas, e comecei a escrever a história”, conta Newton Moreno.

E sobre a decisão de retomar essa obra, o autor ainda revela que se trata de uma resposta à nova ascensão da extrema direita ultraconservadora e dos pensamentos fascista e neonazista no Brasil e no mundo. “Recentemente, tive acesso aos trabalhos da saudosa pesquisadora Adriana Dias, sobre o neonazismo no Brasil. E achamos que seria o momento de investigar o porquê a gente ainda convive com essas ideias fascistas, e nessa herança neonazista que nos cerca”, acrescenta.

O Ninho, um recado da raiz é uma novela cênica sobre a intolerância e o ódio em terras brasileiras, em pleno canavial nordestino. Obstinado e incansável, um jovem parte em busca de sua origem até descobrir a verdade dolorosa sobre sua família. Ele é alertado sobre os perigos que se anunciam, mas persevera até entender que a descoberta de si é sempre dolorosa.

“Estamos redescobrindo o Brasil e as muitas histórias que estão sendo recontadas ou que nunca foram contadas. Contamos a história de um rapaz que descobre ter sido deixado numa roda de enjeitados de um convento por uma família. E, quando ele quer saber que família é essa, resvala em heranças que ele não imaginava. Trabalhamos esse espelhamento da busca desse menino atrás do seu DNA com a busca de um país atrás do seu DNA”, antecipa o autor.

Já a encenação, conta o diretor, trabalha com um tripé formado pelo texto, o ator e a música em cena. “É no jogo entre essas três forças que a encenação se dá. A música é executada ao vivo e esses atores estão entregando essa verdade, essa busca desse menino. Só que aqui temos realmente uma história mais seca, que flerta com o trágico”, comenta Moreno.

Ficha Técnica

Elenco:

Paulo de Pontes, Tay Lopez, Kátia Daher, Badu Morais, Rebeca Jamir e Jorge de Paula

Músicos:

André Bedurê e Pablo Moura

Texto e Direção: Newton Moreno Assistente de Direção: Almir Martines Dramaturgista: Bernardo Bibancos

Produção: Rodrigo Velloni Produção Executiva: Swan Prado

Trilha Sonora Original: Zeca Baleiro

Direção Musical: André Bedurê e Zeca Baleiro

A música “Recado da Raiz” foi escrita por Zeca Baleiro e Newton Moreno

A música “Corifeia” foi escrita por Zeca Baleiro, André Bedurê e Newton Moreno Preparação Vocal e Arranjos Vocais: Rebeca Jamir

Preparação dos Atores e Direção de Movimento: Erica Rodrigues

Cenografia: Andre Cortez

Assistente de Cenografia: Camila Refinetti Cenotécnico: Wanderley Wagner Serralheria: Fernando Zimolo

Adereços: Zé Valdir

Figurinos: Fábio Namatame Assistente: Lari Andrade Modelagem: Juliano Lopes Modelagem e Costura: Lenilda Moura

Costura: Fernando Reinert , Maria Jose Castro e Judite Gerônimo Adereços: Antônio Ocelio de Sá

Iluminação: Equipe A2 | Lighting Design Desenho de Luz: Wagner Pinto Produção de Luz: Carina Tavares Assistente de Iluminação: Gabriel Greghi Operação de Luz: Gabriela Cezario

Consultoria Sonora: Radar Sound | André Omote Operação de Som: Nayara Konno

Palestrante e Historiadora: Susan Lewis

Consultoria e Tradução do Alemão: Evaldo Mocarzel Consultoria de Hebraico: Elaine Kauffman

Diretor de Palco: Jones Souza

Contrarregra: Eduardo Portella

Camareira: Luciana Galvão

Designer Gráfico e Ilustrações: Ricardo Cammarota Fotos: Ronaldo Gutierrez

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio Captação, Edição e Mídias Sociais: GaTú Filmes Gestão Financeira: Vanessa Velloni

Consultoria Jurídica: Martha Macruz de Sá Administração: Velloni Produções Artísticas

Sinopse

O NINHO, UM RECADO DA RAIZ é uma novela cênica sobre a intolerância e o ódio em terras brasileiras, no canavial nordestino. Um jovem em busca de sua origem, obstinado e incansável, enfrenta a jornada até sua verdade, sua primeira família. Raízes sangrando, tradições perdidas. Ele é alertado dos perigos que se anunciam, mas ele persevera até entender que a descoberta de si é sempre dolorosa. A busca pela sua identidade reflete nossa busca do DNA de um país, que se sabe pouco. Que não teve acesso a todos os ‘álbuns de família’, de uma formação torta e esquecida.

Serviço

O Ninho, um recado da raiz, com texto e direção de Newton Moreno Temporada: 15, 16, 17, 22, 23, 24, 30 e 31/03/2024 e 5, 6, 7, 12, 13, 14, 19

(duas apresentações), 20 e 21/04/2024. Sextas e sábados, às 20h; Domingos, às 18h; Sessão extra na sexta 19/04, às 15h. No dia 29/03, feriado, o Sesc não abre.

Sesc Bom Retiro – Alameda Nothmann, 185, Campos Elíseos

Ingressos: R$50,00 (inteira), R$25,00 (meia-entrada) e R$15,00 (credencial plena)

Vendas online em sescsp.org.br

Classificação: 16 anos

Duração: 90 minutos Gênero: Drama Capacidade: 297 lugares

Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Sessão com audiodescrição no dia 13/04 e interpretação em Libras no dia 14/04.

Estacionamento do Sesc Bom Retiro – (Vagas Limitadas)

O estacionamento do Sesc oferece espaço para pessoas com necessidades especiais e bicicletário. A capacidade do estacionamento é limitada. Os valores são cobrados igualmente para carros e motos. Entrada: Alameda Cleveland, 529.       

Valores: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2 por hora adicional (Credencial Plena). R$ 12 a primeira hora e R$ 3 por hora adicional (Outros). Valores para o público de espetáculos à noite R$ 7,50 (Credencial Plena). R$ 15 (pelo período).       

Horários: Terça a sexta: 9h às 20h. Sábado: 10h às 20h. Domingo: 10h às 18h. IMPORTANTE: Em dias de evento no teatro, o estacionamento funciona até o término da apresentação.       

Transporte Gratuito

O Sesc Bom Retiro oferece transporte gratuito circular partindo da Estação da Luz. O embarque e desembarque ocorre na saída CPTM/José Paulino/Praça da Luz.

Horário de início do serviço: Terça a Sábado, às 17h30 | Domingo e Feriados, às 15h30. Ao término do espetáculo, o serviço retorna à Estação Luz.      

Sesc Bom Retiro

Alameda Nothmann, 185. CEP 01216-000.

Campos Elíseos, São Paulo – SP. Telefone: (11) 3332-3600        Siga o @sescbomretiro nas redes sociais:

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Fique atento se for utilizar o Uber para vir ao Sesc Bom Retiro! É preciso escrever o endereço completo no destino, Alameda Nothmann, 185, caso contrário o aplicativo informará outra rota/destino.    

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AGRESTE, primeira ficção de Sérgio Roizenblit, será exibido no 27º Cine PE – Festival Audiovisual em setembro

Com produção de Sergio Roizenblit, Gustavo Maximiliano e Viviane Rodrigues, longa aborda intolerância e amor incondicional

Foto: cena do filme AGRESTE

Materiais: https://1drv.ms/f/s!AoFIbnq_EvW8iEVbGbim-MHoaaPE?e=Euzf4Y

O documentarista paulista Sérgio Roizenblit (O Milagre de Santa Luzia) apresentará sua primeira ficção AGRESTE no 27º Cine PE – Festival do Audiovisual, que acontece entre 4 e 9 de setembro. Esta será a première mundial do longa, que tem produção assinada pela Miração Filmes (SP), em coprodução com BR153 Filmes e SPCine. A distribuição nacional será da Pandora Filmes.

O roteiro, que participou do Lab Franco Brasileiro de Roteiros – Festival Varilux de Cinema Francês 2017, é uma adaptação da premiada peça homônima, do dramaturgo pernambucano radicado em São Paulo Newton Moreno, que assina o roteiro com Marcus Aurelius Pimenta. O filme se passa no interior do Nordeste e narra o conflito entre a intolerância religiosa e moral e uma história de amor e liberdade, protagonizada por um trabalhador rural, Etevaldo (Aury Porto), e Maria (Badu Morais), uma jovem prometida a um casamento arranjado.

Apaixonados, eles fogem juntos pelo sertão, e acabam se abrigando na casa de Valda (Luci Pereira), uma mulher extremamente religiosa, que vê Maria como uma filha. Porém, quando um crime passa a ser investigado na região, o romance entre Etevaldo e Maria é ameaçado.

O cineasta aponta que o tema central do filme é a intolerância. “A diferença confronta a intolerância quando as pessoas relutam em aceitar um amor incondicional. O contraste é construído desde a pureza e a inocência, a intimidade e a descoberta de novas formas de amor, à intolerância, ao preconceito violento e ao fanatismo. Esses temas formam a base do enredo e transformam o filme em uma fábula ambientada no ermo sertão nordestino, que, no entanto, remete também à modernidade, ao presente e a qualquer outro espaço”, explica.

O sertão surge, no filme, como uma força, praticamente, um mundo particular. “É um cenário visual, aparentemente, anacrônico que contrasta com a paisagem expandida: uma dádiva para a cinematografia do filme. Eu faço uso de um plano zenital, de uma distância muito acima da paisagem, como o ponto-de-vista de Deus dos personagens de um meio estéril e vazio. A paisagem é, portanto, um personagem do enredo, como já foi utilizada antes, tanto no Cinema Novo brasileiro como por diretores como Lars von Trier, em ‘Ondas do Destino’.”

Em AGRESTE, o cineasta explica que pretende honrar a humanidade das casas simples em uma paisagem inóspita. “Essa é a razão pela qual a cena de fuga nos lembra de filmes como ‘Vidas Secas’, de Nelson Pereira dos Santos, embora aqui o tema é diferente, pois revela a relação entre um ambiente árido, tanto natural quanto social, e uma história de amor invencível.”

O elenco principal e coadjuvante conta com atores de diversos estados do Brasil. A equipe de produção contou com profissionais de São Paulo (estado de origem da produção), Bahia e Pernambuco. As filmagens foram feitas em Curaçá e Juazeiro (BA), em 2019.

Nos teatros, a peça AGRESTE, que estreou em 2003, teve montagem dirigida por Marcio Aurelio Pires de Almeida, com público de mais de 300 mil pessoas, e ganhou os prêmios APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e Shell de melhor texto.

A produção é assinada por Gustavo Maximiliano, Viviane Rodrigues e Sergio Roizenblit, e codirigida por Ricardo Mordoch. A música original é composta por Dante Ozzetti.

O filme foi realizado com recursos públicos incentivados, através da Lei do Audiovisual e do Fundo Setorial do Audiovisual, administrados pela ANCINE, e com investimento da Sabesp, através do PROAC-SP, e da SPCine, através do Edital de Complementação de Produção de Longas-Metragens (2019).

A exibição do filme no CinePE será dia 6 de setembro (véspera do feriado), no Teatro do Parque, na cidade do Recife.

SINOPSE
AGRESTE
 é uma história de amor no Sertão brasileiro. Etevaldo é um trabalhador rural solitário e reservado, recém-chegado ao vilarejo. Encontra Maria, jovem de espírito livre, porém prometida em casamento a um senhor da vizinhança. Ambos se apaixonam e fogem. São acolhidos por Valda, uma senhora profundamente religiosa, que vê Maria como uma filha. Quando um suposto sequestro passa a ser investigado na região, Etevaldo teme que seu passado seja revelado.

FICHA TÉCNICA
Direção: Sérgio Roizenblit
Codireção: Ricardo Mordoch
Roteiro: Newton Moreno, Marcus Aurelius Pimenta
Elenco: Aury Porto, Badu Morais, Luci Pereira, Jaedson Bahia, Roberto Rezende, Mohana Uchôa, Terena França, Emilly Nogueira, Lidiane de Castro, Paulo Henrique Reis de Melo, Márcia Galvão, Hertz Félix
Produção: Gustavo Maximiliano, Viviane Rodrigues, Sergio Roizenblit
Produção Executiva: Gustavo Maximiliano, Upex, Viviane Rodrigues, Marina Puech Leão, Sergio Roizenblit 
Direção de Fotografia: Humberto Bassanello
Direção de Arte: Laura Carvalho
Figurino: Diana Moreira
Maquiagem: Mari Figueiredo
Música Original: Dante Ozzetti
Trilha Sonora: Dante Ozzetti, Du Moreira
Som Direto: Phelipe Joannes, Pedro Garcia
Montagem: Olivia Brenga, Sergio Roizenblit
Música Original: Dante Ozzetti
Desenho de Som e Mixagem: Nicolau Domingues, A3pS
Consultoria de Roteiro: Gualberto Ferrari
Consultoria de Montagem: Gualberto Ferrari, Eduardo Serrano
Empresa Investidora: Sabesp
Apoio Institucional: Prefeitura Municipal de Curaçá (BA)
Apoio Cultural: Agrovale, Vinícola VSB, Hoteis Lazar (Juazeiro e Petrolina), Fazenda Caraíba
Gênero: drama
País: Brasil
Ano: 2023

Sobre Sérgio Roizenblit
Sérgio Roizenblit é fotógrafo e documentarista. Iniciou sua carreira na TV Educativa do Piauí, onde escrevia, produzia, dirigia e editava programas educativos. Sua criação diversificada inclui trabalhos exibidos em espaços de arte, como “Rede de Tensão” (Bienal de São Paulo). Seu primeiro documentário de longa-metragem, “O Milagre de Santa Luzia” (2009) foi premiado no Festival de Brasília, resultando na série homônima com três temporadas, um panorama sobre a música popular brasileira. Ele também dirigiu o longa documental “Médicos Cubanos” e as séries documentais “Arquiteturas”, “BR3” e “Habitar”, entre outras. Como diretor de fotografia, fez “Segundo Tempo”. Hoje é sócio diretor da Miração Filmes. AGRESTE é sua estreia na direção de longa-metragem de ficção.

Sobre a Miração Filmes
Com mais de 20 anos de atuação, a Miração Filmes (SP) é uma produtora audiovisual brasileira que exibe grande diversidade temática em filmes sobre o País, com produções sobre sustentabilidade, educação, terceiro setor, mobilidade e questões urbanas, questões raciais e de gênero, música, artes plásticas, moda, dança, teatro e religião, dentre outros.

Seu foco genuíno no Brasil e nas questões brasileiras está ancorado em uma sensibilidade extrema para as principais questões nacionais e de seu povo, o que é demonstrado em extensa lista de trabalhos de inflexão local, em todas as regiões brasileiras, com destaque para a Amazônia, o sertão nordestino e o Pantanal.

Possui um catálogo de mais de 300 filmes e 20 séries documentais realizados, incluindo produções exibidas em canais como GloboNews, Bandeirantes, TV Cultura, HBO, Futura, Canal Brasil, TV Brasil, Canal Curta, Cine Brasil TV e TV Sesc, entre outros, além de dez longas-metragens premiados em todos os grandes festivais de cinema do Brasil, incluindo Festival do Rio, Festival de Brasília e Festival de Tiradentes, entre outros. Destacam-se os longas “O Milagre de Santa Luzia”, “Solidão e Fé”, “Democracia em Preto e Branco”, “SLAM: Voz de Levante” e “Segundo Tempo”. Além das séries “Arquiteturas”, eleita melhor série documental da America Latina, “Transversal do Tempo”, “Móbilis”, “Habitar Habitat”, “Brasil 2050” que está na sua terceira temporada, entre outras.

A produtora realizou uma das séries mais longevas da TV Brasileira, “O Milagre de Santa Luzia”, com três Temporadas e 117 episódios, licenciada para diversos canais do País.

Com pontuação máxima na Ancine nas categorias TV e Cinema, a Miração Filmes conta com projetos em fase de desenvolvimento e captação de recursos, como os longa-metragem ficcional “Imortais”; os documentários “Nicolelis, Desafiando o Impossível”,”Batuque Diferente: 50 Anos das Quebradas do Mundaréu”; e as séries “Pedro Moraleida, a Canção do Sangue Fervente”, “Cooperação Amazônica com Rubens Ricupero”, “As Krianças do Cariri”, “Facas e Sangue na Cidade” e “Txai Macedo e as Diferentes Etnias”, entre outros. 

Sobre a Pandora Filmes
A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil, revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

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