No barraco

Ceiça Rocha Cruz: Poema ‘No barraco’

Ceiça Rocha Cruz
"O pôr do Sol surge atrás da montanha silenciosa e a favela vê a vida passar..."
Imagem criada por IA do Bing – 3 de janeiro de 2025 às 8;00 PM

O pôr do Sol surge
atrás da montanha silenciosa
e a favela
vê a vida passar,
debruçada na janela do poente.

O crepúsculo despede-se
e a noite pelo sono decadente
do entardecer,
no deserto da vida
e do barraco.
O tempo não tem pressa
e no coração
a dor dilacerada
pela saudade.

Na casa de madeira
sem pintura,
lá da colina,
lembranças insepultas
onde tudo se mistura:
amores e desamores,
encontros e desencontros,
sonhos naufragados.

No silêncio da noite escura
entre a favela e a montanha
dos sonhos,
dos mistérios,
das saudades eis
a solidão no barraco.

Ceiça Rocha Cruz

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Solidão e saudade

Ceiça Rocha Cruz: Poema ‘Solidão e saudade’

(Tributo a Tom Jobim)

Ceiça Rocha Cruz
Ceiça Rocha Cruz
Imagem gerada com IA do Bing ∙ 22 de novembro de 2024 
às 5:53 AM
Imagem gerada com IA do Bing ∙ 22 de novembro de 2024
às 5:53 AM

O pôr do Sol descortina
atrás da montanha silenciosa,
e a vida triste sem ti,
vê o tempo passar,
numa saudade incontida,
debruçada na janela do poente.

Na quietude,
rasgo do entardecer,
e na casa encolhida
debaixo do cimo da colina, ao acaso,
lembranças insepultas
onde tudo se mistura:
solidão e saudade.
Tal qual, geme em segredo o vento,
uma voz regouga:
volte, eu não sei viver sem ti!

O crepúsculo despede-se
da tarde na tua solidão,
e no coração a dor dilacerada
pela saudade.

Enfim, no silêncio da noite escura,
entre olhares e sorrisos, tu
a tristeza ouviu o meu pedido…
e no aconchego do teu abraço
ao sabor do afago,
sussurros…
não posso mais sofrer,
chega de saudade… amo-te!


Ceiça Rocha Cruz

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