Território da alma em solo da consciência
Ella Dominici:
A jornada da alma que desarmou o medo para renascer no raiar de uma nova consciência


Sento-me diante do medo,
encafifada, vigiando uma fronteira.
Tanto me desconhece aquilo que me indigna.
E, sem nome, em noite de angústias,
declínio em algemas junto ao
abrir de trincheiras.
Um confronto de rivais, são ideias em disputa,
e das bases, fossos, partes, pares partem
aos ataques.
O invisível se apropria de imagens sem barreiras.
Sem bandeiras, só meu verbo é lema sem dono,
onde tremula a audácia no sobreviver da palavra.
De todas as respostas impostas, sem armas e sem adagas,
em silêncio mudo, arde-me o vulto palpitante
e o não querer dizer aquilo que não tem verdade.
Destila o líquido do estopim que me acalora.
Na mente, um livro, linguagem e um debate,
o soletrar na noite que avança e, dentro dela, um resgate e,
Vislumbro.
o passável do impossível,
o possível do indizível,
o visível do mutável!
Não mais me abala a intransigência.
E, dissidente, resisto, me desabrigo e insisto,
sitiado em pôr do sol,
do absurdo que já dorme.
Um radar da Resistência
no raiar da Consciência
Livre-alvedrio
Um despertar do Sol
é um fenômeno intelectual.
Acordo.
E no território secreto da alma,
recolho do silêncio o que ainda sou.
Apenas Ela,
a consciência erguendo-se madrugada,
cale-se o que finda
no amanhecer da liberdade.
Como aprendizado do Sol internamente,
o sorriso do cálice em licor
desfaz a sede antiga
e ilumina o que em mim renasce.