Marilza SantosImagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/477fc12d4f137761?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
Se Deus é o Criador, fonte de toda luz, As mães, cocriadoras, seguem a cruz. ‘Mãe’ é palavra de poder e decisão: Pode gerar vida ou quebrantar o coração.
Mãe Jasmim, de pureza e espiritualidade, Com leveza e beleza, em sua totalidade. Violetas, humildes, modestas, suaves, Guardam a alma com gestos amáveis.
Mães Orquídeas azuis, raras, elegantes, Simbolizam respeito em gestos constantes. Mães Lótus, do Oriente, resilientes, Superam o mundo, serenas e crentes.
Mães Lavandas que acalmam, harmonizam, curam, Em momentos diários, as dores depuram. Girassóis, com lealdade e admiração, Mesmo em erro, ilumina o coração.
Rosas vermelhas, amarelas, azuis ou lilás, Botões ou abertas toda mãe é paz. Morena, negra, branca ou amarelas, Despetalando ou colorindo como aquarela,
Todas são mães, reflexo do criador. De um Deus apaixonado, se doando por amor Cocriadoras com amor que conduz. Colecionando alegrias e tristezas, carregando a cruz.
Mãe Amor-perfeito, ao entardecer, memórias de você Entre todas as flores que admirei. Foste tu mãezinha, flor sem igual, Na glória repousa, com a Mãe celestial.
Resenha do livro ‘Membrana’, de Maurício Limeira, pela Editora Patuá
Membrana
RESENHA
Um livro que vai muito além de uma história de família, seriamente atingida pela morte da mãe e a clausura espontânea do pai.
Um pai que, na saudade e desalento perante a morte da esposa, sente, vê e vive coisas estranhas no silêncio das noites.
Este livro fala de universos paralelos.
E fala também de personalidades e sentimentos.
O inexplicável, o inaceitável e de como tudo isso nos deixa perplexos perante a vida.
Um livro profundo.
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SINOPSE
Começaram os preparativos para a festa de 90 anos do patriarca da família Belmonte.
Recluso desde a morte da esposa Veridiana, Nino Belmonte vive praticamente sozinho num casarão em Visconde de Mauá, fronteira entre Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Sua única companhia é a empregada Francisca, mas isso vai mudar com a visita das três filhas, Denise, Desirée e Daphne, e seus respectivos maridos e filhos.
A previsão é de individualidades, dramas e conflitos chegando para perturbar a paz do patriarca, que mantém um segredo que não compartilha com ninguém.
Há alguns meses, Belmonte mandou erguer no meio da sala um novo cômodo, um misterioso quarto que ele mantém fechado a chave e para onde vai se refugiar durante as madrugadas.
Membrana, de Maurício Limeira, mistura de drama familiar com ficção científica, é uma história de paixões, anseios, descobertas e da busca eterna por respostas e satisfações.
Uma pequena aventura, que ocorre na região entre o coração humano e o infinito.
SOBRE O LIVRO
Maurício segue uma tendência: de que o novo livro nada tenha a ver com o anterior. Ele havia terminado um romance de horror quando decidiu escrever Membrana.
Sendo assim, ele decide por escrever algo mais leve, incluiu algumas paixões, como o gênero ficção-científica e o distrito de Visconde de Mauá, na fronteira de Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Outra referência do livro é o filme “Hannah e suas irmãs”, de Woody Allen.
Mauricio já escreveu onze romances, dois livros de contos, um de poesia, quatro peças de teatro e um roteiro de longa-metragem, e ainda tem alguns livros inacabados.
Maurício fez quatro publicações independentes:
O ADVERSÁRIO (primeiro romance, de horror),
NAS HORAS MORTAS: A VIDA NOTURNA NO CENTRO DO RIO DE JANEIRO 1920-1929 (monografia em História),
O TERRAÇO E A CAVERNA (publicação pela Fundação Cultural do Estado do Pará, que o premiou em concurso literário)
MEMBRANA (lançado em 2024 pela Ed. Patuá).
SOBRE O AUTOR
Maurício Limeira é carioca, nasceu em 03 de janeiro de 1969, mora em Laranjeiras. É funcionário público e formado em História.
Desde a adolescência vem escrevendo contos, crônicas, poemas e peças para teatro. Parte desse material reuniu num fanzine de quadrinhos chamado Quadrante e, mais tarde, no site que ele próprio editou em 2000, O Cisco Tonitruante (e que encerrou quatro anos depois).
Teve um artigo dos tempos de faculdade publicado em 1998 no livro História e Imagem, organizado por Francisco Carlos T. da Silva, e dois contos publicados na coluna de Claudio Willer na revista Cult.
Participou do grupo Filmantes, desde 2008, realizando vídeos de humor disponibilizados na internet. Em 2010, teve um conto premiado no Concurso Literário do Servidor Público do Rio de Janeiro e uma outra premiação em Portugal.
Um conto lindíssimo, com um tema muito forte: a perda de uma pessoa querida.
De uma forma muito sensível e consciente a autora nos coloca no cerne da situação por ela vivida, porém, de uma forma fictícia, para nos levar a uma reflexão sobre nossos sentimentos mais profundos em relação ao luto.
O choque da notícia, a negação, a aceitação e a saudade são abordadas com uma delicadeza ímpar.
Um conto lindo, que me emocionou demais!!
Eu super recomendo!
Leiam!
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SINOPSE
Este conto é uma homenagem à minha avó, Enedina.
Dividido em cinco partes que narram os estágios do luto, ‘(In)Quietude’ traz superstições e costumes nordestinos, dedicando músicas tão nossas em cada capítulo.
“Porque memórias não morrem, a menos que alguém as esqueça.”
SOBRE A OBRA
Esta obra, escrita em menos de uma semana, é uma homenagem para Dona Enedina, a avó da autora.
Ela nos conta que normalmente se sentia insegura com relação as suas escritas, mas com essa história foi tudo muito certo e simples.
No conto, ela não nos traz a história real de sua família, as personagens são fictícias apesar de que os sentimentos são dela.
Antônia imaginou a realidade de uma família formada apenas por mulheres onde a avó, que é o pilar principal, se foi e como irão continuar a partir dali. As personagens não têm nome e nem descrições físicas na intenção de que qualquer um possa se identificar.
SOBRE A AUTORA
Antônia Rainara
Antonia Rainara Oliveira Carvalho tem 21 anos, nascida em Sigefredo Pacheco, no Piauí.
Formada em Design Gráfico e trabalha como ilustradora.
Bruna RosalemO vazio Imagem criada pela IA do Bing
Vazio. Na definição do dicionário Houaiss: “Que não contém nada, apenar ar”. “Que falta fundamento, valor, substância, realidade.”. “Ausência de conteúdo, oco, vão.”. “Falta de saciedade, sentimento de insatisfação.”. Curiosamente, vazio também nomeia uma parte do boi, muito utilizada em churrascos, “o vazio da carne”.
Numa outra ótica bem diferente, temos o lugar de vazio do analista numa sessão de manejo psicanalítico. Aquele que faz semblante do morto, o que permite ao sujeito escutar-se em sua própria história.
Várias definições tentam significar esta palavra e trazer algum sentido. Nas ciências exatas, por exemplo, na Matemática, temos o conjunto vazio. Na Física, a ideia de vácuo, ou ainda, o espaço não ocupado por matéria.
Se utilizarmos vazio enquanto metáfora, teremos uma série de possibilidades em que esta palavra pode ser aplicada: “Estou me sentido vazia, oca por dentro, uma tristeza sem fim.”, “Meu estômago está vazio, sinto fome!”; “Acho que minha vida está vazia, não tenho sonhos, desejos, nem propósitos…”.
Paradoxalmente, a palavra vazio sugere ausência, mas ao colocá-la em cena, ela se presentifica. Anne Frank, adolescente alemã de origem judaica, vítima do Holocausto que ficou famosa pela publicação póstuma de seu diário, dizia: “Aquele vazio, aquele vazio enorme está sempre presente.”. Isso demonstra que não há como escapar desta sensação, certamente em algum momento de nossas vidas sentiremos este tal vazio que, para cada sujeito, se inscreve e se expressa de maneira singular.
Há ainda aquele sentimento de angústia que nos toma, entrecorta a carne, deixa o coração apertado, como uma espécie de ‘rombo’ no peito, um vazio na alma.
No luto, é muito comum sentir a sensação do nada, de oco. Perder alguém muito querido e amado deixa essa sensação, como se algum conteúdo fosse arrancado do corpo. É como ter a carne dilacerada, destruída, restando apenas buracos, lacunas.
A sensação de vazio muitas vezes pode tornar a existência insuportável. E por mais que lutemos para ocupar este espaço em que ‘o nada’ existe (soa até contraditório), não há o que ser preenchido, já que o vazio enquanto metáfora, é uma tentativa de apalavrar a dor de sentir que algo perdeu o sentido, o brilho, o fervor, a excitação.
Consciente disso, é possível que o vazio se torne objeto de investigação para o sujeito abrir-se para o desconhecido, para o enigmático inconsciente com vistas a possíveis elaborações.
O vazio é um sentimento inevitável em nossa história, a questão é como lidaremos com algo tão presente e tão visceral. Precisaremos mergulhar pelas profundezas de suas raízes… quem sabe.
Joelson MoraA dor do luto Imagem criada pela IA do Bing
A saúde integral é um conceito abrangente que considera o bem-estar físico, mental, emocional, social e espiritual de um indivíduo. O luto é uma experiência universal que pode desafiar a saúde integral, especialmente devido à complexidade das emoções envolvidas. Uma distinção crucial dentro do processo de luto é entre a tristeza natural e a depressão clínica, cada uma com especificações para a saúde e o tratamento.
Tristeza
A tristeza é uma resposta emocional normal e saudável à perda. É uma parte natural do processo de luto e pode incluir:
– Choro frequente
– Sentimentos de vazio
– Saudade intensa
– Pensamentos recorrentes sobre a pessoa que se foi
– Dificuldade temporária em retomar atividades diárias
Esses sentimentos, embora dolorosos, tendem a diminuir em intensidade com o tempo, à medida que a pessoa se ajusta à perda.
Depressão
A depressão clínica, por outro lado, é um transtorno mental (CID F32) que pode se desenvolver durante o luto, mas vai além da tristeza normal. Seus sintomas incluem:
– Humor persistentemente deprimido na maior parte do dia
– Perda de interesse ou prazer em quase todas as atividades
– Alterações significativas no apetite e no peso
– Insônia ou hipersonia
– Fadiga ou perda de energia
– Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva
– Dificuldade de concentração e indecisão
– Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio
Esses sintomas persistem por pelo menos duas semanas e causam sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas importantes da vida.
Estima-se que aproximadamente 5% da população global esteja enlutada a qualquer momento, com variações dependendo do contexto cultural e demográfico . Nos Estados Unidos, cerca de 2,5 milhões de pessoas morrem a cada ano, deixando em média 5 pessoas profundamente enlutadas decorrente de cada falecimento, o que significa que cerca de 12,5 milhões de pessoas passam pelo luto anualmente .
Pesquisas indicam que até 15% das pessoas enlutadas desenvolvem transtorno depressivo maior dentro do primeiro ano após a perda . A incidência de depressão entre pessoas que estão passando pelo luto é significativamente maior do que na população geral, onde a prevalência de depressão maior é cerca de 7% .
O impacto da depressão no contexto do luto pode ser profundo, afetando todas as dimensões da saúde integral:
Física: A depressão pode levar a problemas como doenças cardiovasculares, diabetes e disfunções imunológicas .
Mental e Emocional: A depressão intensifica a dor emocional e pode resultar em transtornos de ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e outros problemas de saúde mental.
Social: A depressão pode levar ao isolamento social, enfraquecendo redes de apoio essenciais para a recuperação.
Espiritual: Pessoas em luto com depressão podem enfrentar crises espirituais, questionando sua fé ou perdendo o sentido de propósito na vida.
Um diagnóstico adequado é fundamental para distinguir entre tristeza e depressão. Profissionais de saúde mental utilizam critérios específicos do DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) para diagnosticar a depressão. Avaliações clínicas e entrevistas detalhadas ajudam a identificar a presença e a gravidade dos sintomas.
Para aqueles que apresentam sintomas de depressão durante o luto, as intervenções podem incluir:
Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Eficaz para tratar a depressão, ajudando as pessoas a identificar e modificar padrões de pensamento negativo.
Terapia de Luto Complicado: Uma forma especializada de TCC desenvolvida especificamente para tratar o luto complicado e a depressão associada.
Medicamentos: Antidepressivos podem ser prescritos para ajudar a aliviar os sintomas de depressão.
Suporte Social: Redes de apoio, como grupos de luto e suporte comunitário, são cruciais para a recuperação.
Práticas de autocuidado continuam sendo vitais, incluindo:
– Manter uma rotina regular
– Praticar exercícios físicos
– Engajar-se em atividades prazerosas
– Buscar apoio espiritual ou religioso, se aplicável
A distinção entre tristeza e depressão no contexto do luto é crucial para a promoção da saúde integral. Enquanto a tristeza é uma parte natural e esperada do luto, a depressão requer intervenção profissional. Compreender essa diferença e implementar estratégias apropriadas pode ajudar a aliviar o impacto negativo do luto na saúde integral, promovendo uma recuperação saudável e equilibrada.
Paulo Siuves“Escrevo E-cartas com súplicas e clamor…” Imagem criada pelo IA do Bing
Eu a amei, recuso-me a dizer: Nevermore! Escrevo E-cartas com súplicas e clamor, Nessa solidão, minhas fúrias com primor, Revejo fotos, tudo em mim é rememore.
És a ave que grita do busto: “Não demore?” Nunca mais vou viver com medo, sem cor, Que me negues o beijo que causa tremor, Um jovem que toca o seio e se enamore.
Converso com a ave, ela espera que eu melhore, E faça uma nova poesia, que só piore, Teço linhas recheadas do mais puro fervor.
Dediquei palavras, com o mais puro amor, Dos negros cumes, profundos céus, meu temor, Nevermore, meu luto eterno, que apavore.