Loid Portugalimagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69c2f0cf-7d10-83e9-94db-58a417985da3
Saber o que se quer Primeiro É melhor do que se desprender. Caçar, é muito mais Que ir devagar Pescar, Os barcos andam Com vontade de correr, eu os vejo Saltarem sobre as ondas Como se Com os peixes Quisessem competir, Madrugada não foi feita pra pular Saltar, durma Descanse oh, minha mente dormente! Entre frio e quente Prefiro abraçar quem Sente.
Irene da rochaImagem criada por IA do Bing. 20 de junho de 2025, às 17:45 PM
No luar da madrugada, a dançar, Segredos se movem em doce compasso, A brisa ao amanhecer faz despertar, Promessas sussurram em suave abraço.
O Sol desponta, o horizonte a pintar, Na grama molhada, a natureza em pranto, Prepara o encontro que vem celebrar, Contempla o mundo, envolto em encanto.
Versos traçam caminhos sob a lua, Madrugada tece sonhos e alento, Na brisa do amanhecer, magia flutua.
Serenidade no luar, bem guardada, Poesia na noite é puro sentimento, O sol escreve na grama orvalhada.
Cláudia Lundgren: ‘Pra não dizer que não falei dos espinhos’
Cláudia LundgrenImagem gratuita do saite Pixabay
Uma hora da madrugada – isto são horas de ficar filosofando? De ficar querendo saber o porquê das coisas? De ficar supondo sobre o que jamais, de fato, saberei?
Pois é! Não sei se pelo avançar das horas, mas esses pensamentos viraram uma verdadeira salada, envolvendo rosas, espinhos, seres humanos e outros ingredientes.
Alguém saberia me explicar o porquê da existência dos espinhos nas rosas? Logo elas, as mais belas, com suas pétalas aveludadas de tons escandalosamente deslumbrantes, e o perfume que as indústrias do ramo buscam, a qualquer custo, sinteticamente imitar. Aqui em casa ninguém soube me responder.
Será que a rosa perderia a sua humildade, se não fossem seus espinhos? O que ela diria aos seus botões, caso eles não existissem? “Sou a rainha das flores, visto-me com uma roupagem ímpar e o meu perfume é o melhor dos jardins. Quando Deus me fez, Ele disse: ‘Desce e arrasa!’”. Ah, mas “que bobagem, as rosas não falam.” (OLIVEIRA, 1976); porque se falassem, não se vangloriariam, exatamente por possuírem espinhos na carne.
Os espinhos não tiram de forma alguma a majestade da rosa, mas assim como nós, ou como quaisquer seres vivos, ela tem seu lado obscuro. Ninguém pode orgulhar-se muito de quem se é; sim, devemos lutar, ferrenhos, dia após dia, para que o nosso lado bom sobressaia; devemos ser conhecidos por atitudes positivas; mas eles estão lá, e abatem nossa soberba; estão lá para nos lembrar da nossa natureza humana; nós não podemos vê-los a olho nu, mas assim como a rosa, somos cravejados de espinhos.
Certa vez, o cravo e a rosa brigaram, e ele saiu ferido; bem, a rosa não tem braços para bater nem pernas para sair do lugar e ir buscar paus, pedras, vassouras, facões ou outras espécies de arma. Ele foi ferido, certamente, por aquilo que havia na rosa: espinhos – objetos perfurocortantes inerentes à sua natureza. Quantas e quantas vezes ferimos os outros com as nossas próprias armas, com aquilo que temos de pior? Palavras que ferem e fazem sangrar a pele alheia, e doem, talvez, bem mais do que uma bofetada; palavras deixam marcas profundas, cicatrizes horrendas, que nem mediante microscópios somos capazes de ver; marcas na alma. Quantas vezes julgamos ter amigos, e nem sabemos que eles vivem nos apunhalando pelas costas com o punhal da falsidade. Quantas vezes humilhamos pessoas, e as fazemos sentir pequenas. Quantas vezes escarnecemos de alguém e ficamos de risadinhas. Quantas vezes, quantas vezes… São os nossos espinhos, lançados como dardos inflamados, capazes de ultrapassar as barreiras da pele e atingirem no profundo o nosso semelhante. Quem pode se vangloriar que atire a primeira pedra.
As situações também demonstram que nem tudo são flores – pra não dizer que não falei delas, de todas elas. Existem os percalços, os obstáculos, que a todo momento temos que ultrapassar; existe a brisa e o furacão; a bonança e a tempestade; existem os leões diários que temos que matar; flores e espinhos.
As reflexões vão ainda mais longe: é através das ‘espinhadas’ da vida que crescemos, que evoluímos, que nos tornamos ‘cascudos’. Os espinhos são maus, em contrapartida, são as armas de defesa das rosas contra cravos que tentam contra a sua honra; que fazem sangrar as mãos daqueles que tentam matá-la, arrancando-a vorazmente do solo.
Vou encerrando por aqui porque já passou das três e preciso descansar esta mente bombardeada de achismos, suposições e reflexões, sabendo que certeza mesmo só quem tem é Deus, que gentilmente confidenciou aos biólogos e botânicos. Boa noite!
Ella Dominici“… e irei pulando as cordas e ponteiros do tempo…” Imagem criada pela IA do Bing
Amanhã sei que tudo será ontem futuro não se vive, mas se inventa em movimentos à liberdade
ela será pequena, do tamanho que minha alma necessita, simples mas cultivada, se puder, será inviolável ao amor da madrugada a levantarei dos contos que me mentem confiscam a esperança desta cidade
O miúdo se levantará precipitado esquecendo de ser aleijado onde imagem da mata sangrando será vencida
Poderá sonhar sem os mortos que apagam os sonhos de mentira Sairemos da cova do teto do mundo O que tu vistes e provei, será coisa de não acontecer
Se puder então, acreditarei nos sonhos afundadas resenhas em planos de painas. Sim, desacreditarei do vil destino e irei pulando as cordas e ponteiros do tempo Inda sei que restará a mim olhar sem escamas poesia do amanhã será menina
Dos campos de trincheiras e vales combatentes, verei brotar um verde trevo de resiliência Abandonarei espaços que me limitaram a independência, na liberdade do pensar curando em versos as feridas,
dançarei o frevo e no abraço da cintura tua Inventarei livre arbítrios memórias-Sol, a transcender pela palavra que brilha e cintilante será no entardecer da vida
Com lágrimas lavo as mãos.
Sinto a vida doer.
Na profundidade humana que carrego.
Mas é dor benevolente.
Quando eu, guerreira valente
Tiro as armaduras
E olho no espelho da alma
As marcas dessa proteção de aço.
A pele com escoriações
Despida e observada.
Mergulho nas águas do Espírito,
Lá, alvejo o coração.
Retiro a lança e o escudo das mãos
E mais leve repouso.
O corpo já ficara moldado
Ao contorno da armadura.
Este, de carne e que sangra.
A madrugada da vida
Nutrida de nudez de alma
Revela que na fragilidade da carne
Mora o eterno.
Estou sem armaduras.
Desejo mais madrugadas nuas.